segunda-feira, maio 29, 2023
38
segunda-feira, maio 22, 2023
Bipolar
terça-feira, maio 16, 2023
Amasso
terça-feira, maio 09, 2023
Retoma
Com o Florentino no banco e o regresso do Chiquinho ao onze, entrámos muito fortes e o Braga mal passou do meio-campo na 1ª parte. No entanto, como o último passe era invariavelmente mal feito, não tivemos assim tantas oportunidades quanto o nosso volume de jogo justificava. O Gonçalo Ramos ficou em boa posição por duas vezes, mas resolveu centrar para o João Mário na primeira e deixou-se antecipar por um defesa na segunda, perdendo assim boas hipóteses de rematar à baliza. Também o Rafa falhou um desvio quase na pequena-área e o Borja cortou para canto. Só conseguimos colocar o Matheus à prova uma vez num remate do David Neres, bem defendido pelo guardião bracarense. Em cima do intervalo, uma arrancada de Bruma colocou-nos em sentido e foi a única aproximação do Braga à nossa baliza, mas cedemos canto.
Confesso que esperava que os bracarenses subissem de produção na 2ª parte, porque praticamente fizeram figura de corpo presente na 1ª, mas a tendência do jogo manteve-se. O que foi de estranhar, dado que só a vitória lhes interessava para se manterem colados aos primeiros lugares. Um remate em balão do Rafa, que saiu ao lado, foi a primeira ocasião que tivemos, mas a melhor de todas foi num centro rasteiro do Grimaldo em que o Gonçalo Ramos totalmente à vontade rematou de primeira com a bola ainda a bater no poste. Mas deveria ter sido golo, já que o nosso avançado só tinha o Matheus pela frente! Continuávamos a pressionar o Braga e o David Neres teve uma boa iniciativa pela esquerda, com o remate a voltar a ser defendido pelo Matheus. Até que aos 67’, o estádio explodiu de alegria com o muito merecido golo. Rápido contra-ataque nosso, desde o nosso meio-campo, com o Gonçalo Ramos a colocar no David Neres, que fez uma abertura fantástica a isolar o Rafa, que partiu ainda no nosso meio-campo. O nº 27, somente com o Matheus pela frente, conseguiu colocar a bola fora do seu alcance. O ruído que o estádio fez foi ensurdecedor! O golo não estava a aparecer e o que se ouviu foi o som do alívio de todos nós. O mesmo Rafa falhou o golo da tranquilidade pouco demais, num lance em que também ficou isolado frente ao Matheus, mas o chapéu saiu por cima. O Braga ia fazendo substituições, o Pizzi entrou e foi aplaudido (e bem) pelo Estádio da Luz (afinal, foi quatro vezes campeão com as nossas cores), mas era só através do Bruma que criava perigo e mesmo assim em pouca quantidade. O único lance em que poderiam ter chegado ao golo foi já perto do final numa boa jogada do Bruma pela esquerda, com um centro para a área e o Simon Banza, felizmente desenquadrado com a baliza, a cabecear por cima.
Em termos individuais, óbvio destaque para o Rafa, que já não marcava há séculos, mas escolheu bem a altura para regressar aos golos. O David Neres foi o nosso melhor jogador e foi dele o passe decisivo para o golo. O Aursnes, novamente a lateral-direito, sentiu dificuldades perante o Bruma, mas achei-o mais envolvido no nosso ataque do que em jogos anteriores. O centrais António Silva e Otamendi estiveram muito seguros, mas o argentino viu um (injusto) amarelo e não vai poder jogar em Portimão. No meio-campo, o João Neves e o Chiquinho estiveram imperiais, e o miúdo já não vai sair da equipa até final do campeonato. Quanto ao Florentino, achei que deveria ter entrado mais cedo, até porque o João Mário continua a ser um jogador a menos. O Gonçalo Ramos também está em baixo de forma, mas o Musa tem entrado bem quando o substitui.
Era um dos obstáculos mais difíceis e foi superado. E superado com distinção, porque o nosso nível exibicional voltou a ser bem agradável. Iremos a Portimão no próximo sábado naquele que poderá ser o jogo mais decisivo da época. Faltam duas vitórias para sermos campeões e é fundamental chegarmos ao WC a precisar só de uma delas, caso contrário a lagartada ter a sua final da Champions para nos tentar roubar o título. Portanto, máxima concentração, até porque são conhecidas as ligações do clube do Algarve ao CRAC e motivação não lhes irá faltar...
terça-feira, maio 02, 2023
Alívio
segunda-feira, abril 24, 2023
Ansiedade
segunda-feira, abril 17, 2023
Estouro
segunda-feira, abril 10, 2023
Anjinhos
segunda-feira, abril 03, 2023
Sofrido
segunda-feira, março 20, 2023
Dez pontos
segunda-feira, março 13, 2023
Poderoso
segunda-feira, março 06, 2023
Incerteza
segunda-feira, fevereiro 27, 2023
Complicado
O Roger Schmidt fez entrar o David Neres e o Gonçalo Guedes para o onze inicial, tendo remetido o Rafa e o Chiquinho para o banco. E, de facto, entrámos bem na partida, remetendo o Vizela ao seu meio-campo durante os minutos iniciais. O Guedes foi dos mais interventivos em campo, embora nem sempre tenha tomado as melhores decisões. Foram dele os primeiros remates perigosos, com o Gonçalo Ramos a ter igualmente outra oportunidade num remate interceptado por um defesa. A partir dos 15’, o Vizela equilibrou as coisas e até teve a melhor oportunidade, com um erro do António Silva a atrasar uma bola muito difícil para o Vlachodimos e este a dominar ainda pior de peito, tendo a bola ficado à mercê de um avançado, que conseguiu atirar por cima quando tinha a baliza à disposição. Antes disso, o nosso guardião tinha sido importante ao defender com o pé uma bola que entraria na baliza. Uma boa jogada do Grimaldo foi mal resolvida pelo próprio, quando rematou já na área de pé direito com os Gonçalos ao lado, até que aos 38’ inaugurávamos o marcador, num contra-ataque muito rápido conduzido pelo Guedes, com a bola a sobrar para o David Neres, que depois assistiu o João Mário na área para um remate que ainda desviou num defesa e foi tocado pelo guarda-redes, mas o que interessou foi que entrou...!
Na 2ª parte, esperava-se uma exibição mais bem conseguida da nossa parte, mas nada disso sucedeu. Antes pelo contrário. O Vizela foi muito mais agressivo do que nós na disputa dos lances e ganhou a maioria das segundas bolas. Ainda tivemos um remate do Neres à figura no reinício, mas depois sofrermos bastante, porque nunca tivemos engenho para reter a bola e a fazer circular. Num livre em que estávamos a dormir, o Vlachodimos defendeu um remate cruzado que ia na direcção da baliza, mas a melhor oportunidade dos vizelenses, com um duplo remate aos ferros pareceu-me nitidamente fora-de-jogo no primeiro deles (com a Sport TV a ter a habilidade de nunca mostrar uma repetição para esclarecer esse facto...!). O Vizela fartava-se de protestar com cada decisão contrária do árbitro e reclamou um pretenso penalty do Bah, mas, apesar de haver um encosto do nosso jogador, sinceramente não vi onde é que ele terá pisado o adversário. O Chiquinho entrou aos 60’ para o lugar do Guedes e isso ajudou a estabilizar o nosso meio-campo, mas mesmo assim só com as entradas do Rafa e Musa já bem dentro dos 10’ finais voltámos a aproximarmo-nos da grande área contrária, o que foi igualmente ajudado pelo segundo amarelo a um defesa contrário. Já no período de compensação, o Grimaldo foi derrubado na área e o João Mário, desta feita, não falhou o penalty, apesar de ter atirado rasteiro (bastava o guarda-redes ter adivinhado o lado que...). Até final, ainda vimos o nosso treinador ser expulso por ter devolvido uma garrafa da água para a bancada, que lhe tinha sido atirada...!
Em termos individuais, destaque para novo bis do João Mário, que assim assumiu a liderança dos melhores marcadores com 14 golos. De resto, mais ninguém se destacou e, aliás, até houve pêndulos da equipa que estiveram muito abaixo do seu nível, como, por exemplo, o Aursnes.
Se formos felizes no final da temporada, estes dois jogos com o Vizela serão dois capítulos incontornáveis para esse desenlace. Dependendo do resultado hoje do Braga em Guimarães, logo veremos se ficamos com sete ou oito pontos de diferença para o segundo classificado. É certo que ainda estamos muito longe de final, mas esta é obviamente uma vantagem importante.
terça-feira, fevereiro 21, 2023
A ferros
Já se sabe que a jornada a seguir às competições europeias é sempre problemática, mas, sinceramente, com cinco dias de intervalo entre os jogos, pensei que conseguíssemos superar esse facto. Puro engano. Alinhámos quase com a mesma equipa da Bélgica, somente com o Gilberto no lugar do Bah (castigado), mas essa estratégia não se revelou a mais correcta, porque o Boavista limitava-se a defender e, com o João Mário e Aursnes nas alas, não tínhamos ninguém rompedor, até porque o Rafa ainda não voltou à forma que tinha pré-lesão. Portanto, a 1ª parte foi completamente desperdiçada e só chegámos duas vezes à baliza contrária: logo no início o Rafa, em boa posição, rematou cruzado ao lado e, em cima do intervalo, o Gonçalo Ramos teve um cabeceamento que poderia ter sido mais potente, porque estava quase me cima da linha de golo e permitiu a defesa do Bracalli.
Era inevitável o Roger Schmidt alterar as coisas após o intervalo e entrou o David Neres para o lugar do apagado Florentino. Melhorámos quase instantemente e empurrámos os axadrezados para a sua grande-área. O Rafa e o Gonçalo Ramos ficaram a pedir penalty em duas jogadas, o David Neres em excelente posição permitiu a defesa do Bracalli, mas aos 55’ finalmente inaugurámos o marcador: cruzamento do Grimaldo na esquerda, cabeçada do Rafa para nova defesa do Bracalli, mas a bola sobrou para o Gilberto que, na recarga, inaugurou o marcador. O estádio explodiu de alegria, porque sentiu que a muralha axadrezada estava difícil de ser derrubada. Infelizmente, foi sol de pouca dura, porque três minutos depois, permitimos a igualdade no primeiro(!) remate do Boavista: centro rasteiro da esquerda e o Yusupha de primeira não deu hipóteses ao Vlachodimos. Foi um balde de água fria que a equipa e o estádio sentiram, e demorámos um bocado a recompormo-nos. Tivemos uma chance caída do céu, com um penalty de VAR a castigar pisão sobre o Rafa, mas o João Mário, que tinha tido bastante sorte nos últimos penalties que marcou, viu essa mesma sorte acabar-se e, com um remate muito fraco e denunciado, permitiu a defesa do Bracalli, tendo o Rafa na recarga rematado também muito mal proporcionando nova defesa ao guardião brasileiro. Estávamos a 20’ do fim e eu estava a ver o caso muito mal parado. Cinco minutos depois entrou o Gonçalo Guedes para o lugar do Rafa e demos novo safanão na partida. Esta nova investida deu frutos aos 82’ num golão do Gonçalo Ramos: o Gilberto está de novo numa jogada de golo, neste caso assistindo o Ramos, que partiu os rins a um defesa e rematou de bico, desviando a bola do alcance do guarda-redes. Foi o delírio no estádio, porque toda a gente percebeu a importância de não escorregarmos nesta altura, quando todos os outros tinham ganho. O Ramos saiu pouco depois para entrar o Musa, tendo o esgotado Gilberto também sido substituído pelo Lucas Veríssimo, com o António Silva a passar para a lateral-direita. Uma das grandes vantagens do Benfica desta época é que não defende resultados, portanto continuámos a jogar para a frente e o Gonçalo Guedes teve um remate muito intencional, que ainda tocou no poste. No entanto, fomos mesmo premiados com o terceiro golo aos 92’ num cruzamento do João Mário para bom cabeceamento do Musa. Num dos últimos lances da partida, o Vlachodimos fez a sua única defesa.
Com um golo e uma assistência, é impossível não destacar o Gilberto, embora, no restante tempo, tenha estado longe de fazer uma boa exibição, provavelmente consequência de já não ser titular há uma série de tempo. O Gonçalo Ramos também passou um pouco ao lado do jogo, mas foi decisivo quando foi necessário. O Aursnes melhorou bastante quando passou para o meio na 2ª parte e o David Neres foi fundamental para abanar a estrutura defensiva do Boavista. Uma última palavra para dizer que o António Silva não pode jogar na lateral-direita. Bem sei que o Gilberto rebentou, mas tivemos alguns calafrios por aquele lado na parte final da partida.
Depois de, em temporadas anteriores, termos passado por isto e isto, confesso que ontem temi bastante uma nova reedição daqueles jogos. Felizmente isso não aconteceu e, se formos felizes no final da época, sabemos que este jogo terá sido muito importante para isso.











