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sexta-feira, agosto 03, 2018

Eusébio Cup

Perdemos na passada 4ª feira com o Lyon por 2-3 num jogo que contou simultaneamente para a Eusébio Cup e International Champions Cup. Voltámos a cumprir a tradição dos últimos anos de oferecer o troféu que homenageia o nosso melhor jogador de todos os tempos a quem nos visita. Foi o último teste antes do jogo frente ao Fenerbahçe e foi pena que a primeira derrota da pré-temporada surgisse nesta altura.

Para não variar, começámos bem a partida e dominámos nos primeiros minutos. Mas o Lyon foi mais eficaz e chegou ao 0-2 em apenas quatro minutos, quase em cima do intervalo (41’ e 45’), já depois de nós termos atirado por duas vezes ao poste (Salvio e André Almeida). A 2ª parte principiou com a terceira(!) bola aos ferros, pelo Pizzi, que depois reduziu a desvantagem aos 59’ numa boa combinação atacante. Tal como o Lyon, não demorámos muito a marcar o segundo golo, aos 64’, num autogolo do Marcelo, que tinha marcado o primeiro dos franceses. Parecia que íamos repetir o Dortmund, mas a sete minutos do fim o Conti e o André Almeida ficaram a dormir depois de um cruzamento da direita e sofremos o 2-3 com que terminou o jogo.

Já deu para perceber que o Rui Vitória vai continuar a apostar num 4-3-3 e voltei a ficar com a impressão que o Castillo se encaixa melhor nele, pelo menos neste momento, do que o Ferreyra. O Zivkovic que, tal como o chileno, entrou na 2ª parte e foi co-responsável pela melhoria generalizada, parece melhor nesta altura do que o Cervi para o flanco esquerdo. A par do Fejsa e do Pizzi (bastante melhor do que na época passada), o Gedson também está a ficar imprescindível e voltou a ser dos melhores. A defesa é que não está famosa e sofremos golos muito defensáveis. A boa notícia desta pré-época é que aparentemente podemos ter um guarda-redes em condições dado que o Vlachodimos voltou a fazer um punhado de boas intervenções.

Na próxima 3ª feira, começa a competição a sério e logo com um adversário muito complicado. Ou vamos para a Turquia com um resultado minimamente confortável (o ideal seria no mínimo 2-0) ou as coisas vão ser muito complicadas. E não podemos mesmo falhar esta entrada na Champions!

segunda-feira, julho 30, 2018

Sem perder

Empatámos no sábado frente à Juventus (1-1), perdendo depois nos penalties por (2-4) em mais um jogo para a International Champions Cup nos EUA. Perante a hexacampeã heptacampeã italiana, muito desfalcada principalmente do meio-campo para a frente, demos uma boa resposta, em especial tendo em atenção a pré-temporada desgraçada do ano passado. 

A equipa voltou a mostrar as virtudes e os defeitos das partidas anteriores: alguma segurança defensiva e no meio-campo, mas poucas oportunidades criadas para rematar à baliza. No entanto, há que dizer que voltámos a entrar muito bem na partida e a 1ª parte foi quase toda nossa. Todavia, só conseguimos marcar na 2ª parte, aos 65’, curiosamente numa altura em que a Juventus estava bem melhor no jogo: livre frontal e golão do Grimaldo a fazer bola subir sobre a barreira para depois descer muito rápido, com o guarda-redes a limitar-se a olhar para ela. A Juventus já tinha criado algumas oportunidades e conseguiu igualar aos 84’, noutro golão desta feita do Clemenza: flectiu da direita para a esquerda, passou por dois dos nossos e rematou em arco com a bola ainda a bater no poste.

A boa notícia a tirar deste jogo é que parece que temos guarda-redes. O Odysseas Vlachodimos efectuou um punhado de boas defesas e graças a ele não sofremos o golo mais cedo. Eu sei que esta avaliação pode estar exagerada, porque, depois do que se passou na última época, qualquer guarda-redes minimamente razoável nos vai parecer um novo Ederson, mas por enquanto fico tranquilizado por saber que na baliza vai estar alguém que não fique a olhar cada vez que há um cruzamento para a área. Ao invés, o Conti parece-me cada vez mais um Lisandro um pouco mais novo. E, se é para isto, deixem lá estar o Lisandro, que já foi tricampeão pelo Benfica. O Gedson não destoou, mas aprendeu da pior maneira que, contra este tipo de equipas, algumas rotações sobre si próprio equivalem a perder logo a bola. O Grimaldo voltou a ser dos melhores, com destaque óbvio para o golão. O Ferreyra saiu lesionado ainda na 1ª parte por causa de um choque de cabeças com o Jardel, mas neste esquema de 4-3-3 o Castillo parece-me claramente melhor nesta altura. Para quem não gosta do Pizzi (e às vezes ele também me exaspera), viu-se bem a diferença da 2ª parte sem ele…

Teremos na 4ª feira o último jogo de preparação, contra o Lyon, antes de isto começar a sério frente ao Fenerbahçe. Estamos bem melhor do que por esta altura na temporada passada, mas há que levar em conta que este ano as coisas começam logo a valer desde muito cedo. E não podemos falhar.

quinta-feira, julho 26, 2018

Recuperação

Empatámos (2-2) e vencemos nos penalties (4-3) o Borussia Dortmund no nosso primeiro jogo para a Internacional Champions Cup nos EUA. Foi um encontro com duas partes completamente diferentes, em que recuperámos de uma desvantagem de dois golos perante um adversário muito complicado, algo que é muito bom para o nosso moral.

Entrámos bem na partida e durante os primeiros 10’ o Dortmund quase não saiu do seu meio-campo. Mas assim que saiu marcou dois golos de rajada e, quando vi o resultado em 0-2 aos 22’, cheguei a temer um descalabro como na pré-temporada do ano passado frente ao Young Boys. Felizmente, conseguimos conter os danos no resto da 1ª parte. Na 2ª parte, tivemos o condão de marcar relativamente cedo (51’) num bom remate cruzado do André Almeida, desmarcado pelo Pizzi, e aos 69’ restabelecemos a igualmente noutro bom golo do Alfa Semedo, que ganhou com muito mérito o ressalto a um remate seu interceptado e atirou igualmente cruzado. Em termos defensivos estivemos melhor neste período, mas verdade seja dita que já não estavam em campo os titulares do Dortmund.

Em termos individuais, continuo a manter a opinião do ano passado sobre o Svilar: no imediato, não dá! Não vale a pena estarmos com experiências com um guarda-redes tão novo. O potencial é indiscutível, mas precisa de crescer. Não esteve nem perto de tocar em nenhuma das bolas dos golos e fez pelo menos uns quatro passes directamente para fora, quando estava a tentar colocar no defesa-lateral. Até ver, continuamos com um problema na baliza. Para jogar sozinho na frente, neste momento o Castillo é melhor do que o Ferreyra: boa participação nas combinações atacantes, não emperra o nosso jogo de toques e tabelas, teve o contra de não ter tido hipótese de rematar à baliza. O Gedson também precisa de crescer, porque há rotações sobre si mesmo que resultam no campeonato português, mas não a este nível. O Alfa Semedo voltou a deixar óptimas indicações, fez um excelente golo e, à semelhança do Gedson, não tem medo de romper com a bola nos pés.

Defrontaremos a Juventus no próximo sábado em mais um teste exigente com vista à pré-eliminatória da Champions. O Rui Vitória tem utilizado (e bem) quase sempre os mesmos titulares, porque não temos tempo para grandes experiências. Temos que render o melhor possível no mais curto espaço de tempo possível.

segunda-feira, julho 23, 2018

Bons momentos

No primeiro jogo desta pré-temporada perante um adversário mais complicado, vencemos no passado sábado o Sevilha por 1-0 em Zurique. O que mais importa nestas partidas foi, a meu ver, conseguido: notou-se uma melhoria exibicional da equipa e durante alguns períodos chegámos inclusive a jogar bem. (Não menosprezemos isso, ou não se recordam de grande parte da época passada...?)

Em primeiro lugar, por favor não me venham falar de vingança por causa disto! A estupidez tem limites e comparar uma final europeia a um jogo de pré-época tem que ser um deles. A lesão do Svilar no aquecimento fez com que a baliza fosse do Vlachodimos, mas acabou novamente por não ter grande trabalho e ainda está por ver se precisamos de um guarda-redes ou não... Quem começa a convencer é o Castillo, o marcador do nosso golo: canto do Pizzi aos 57’ e o Castillo consegue fazer um óptimo cabeceamento, mesmo estando a ser agarrado por um braço (seria um penalty óbvio). Grande golo! Na defesa, o Conti continua a não me convencer muito, mas o Rúben Dias já voltou e fez a 2ª parte, enquanto o Grimaldo foi talvez o melhor jogador em campo (é bom mesmo que não saia, até porque o Yuri Ribeiro, enfim...). O Gedson esteve menos em destaque do que nas partidas anteriores, mas neste momento não há ninguém melhor do que ele para número 8. O Rafa continua a evidenciar os problemas dos anos anteriores na finalização e o Salvio começou bem, mas foi decaindo de rendimento, tendo ambos saído ao intervalo. Para os seus lugares, entraram o Cervi e o Zivkovic e estiveram ligeiramente melhores.

Iremos agora para os EUA, onde defrontaremos o Borussia Dortmund e a Juventus. Esperemos que esta melhoria seja para manter, até porque não poderíamos ter tido mais azar no sorteio da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões: não só nos calhou o adversário mais difícil entre todos, o Fenerbahçe, como o primeiro jogo é na Luz! Que raio de sorte!

segunda-feira, julho 16, 2018

Empate

Vencemos na passada 6ª feira o Torneio Internacional do Sado ao empatar com o V. Setúbal por 1-1. Foi uma partida já com cheirinho a campeonato, dado que o V. Setúbal mostrou ser muito apreciador das canelas dos nossos jogadores. Mesmo assim, devido à melhor diferença de golos, acabámos por ganhar o torneio.

A 1ª parte foi totalmente nossa e marcámos o golo aos 33’ através do Ferreyra, num excelente golpe de cabeça a centro do Pizzi na direita. Mais uma vez, o Gedson destacou-se na posição oito, porque cada vez que pegava na bola empurrava a equipa para a frente, a fazer lembrar o Renato Sanches quando começou. Talvez por isso mesmo, foi dos mais castigados pelo adversário, com especial destaque pela negativa para o Semedo que, caso o jogo fosse oficial, seria um escândalo se o tivesse acabado. A movimentação do Ferreyra no golo é fantástica e também nos deixa água no bico para a parceira que se avizinha com o Jonas.

Na 2ª parte, baixámos muito o nível com as substituições e sofremos o empate aos 53’ através do Vasco Fernandes, na sequência de um livre para a área. Bola no ar ganha por duas vezes pelo V. Setúbal e o Bruno Varela, entretanto entrado, já se sabe que as bolas aéreas não são de todo a sua especialidade. Há que dizer, no entanto, que a defesa também ficou a dormir.

A partir de agora, os jogos terão um novo grau de dificuldade com a participação na International Champions Cup: Sevilha, Borussia Dortmund e Juventus dar-nos-ão uma imagem mais real sobre o que vale a equipa neste momento.

quarta-feira, julho 11, 2018

Primeiro jogo

Vencemos os sérvios do Napredak por 3-0 no Torneio Internacional do Sado, naquela que foi a estreia da nova época 2018/19. É sempre bom começar com uma vitória, apesar de o adversário não ter dado grande réplica, mas mesmo assim era uma equipa profissional da I Divisão sérvia. Os golos foram todos marcados na 1ª parte pelo Castillo, num remate cruzado ao ângulo inferior esquerdo da baliza, e um bis de cabeça do Jardel.

Antes de tudo o resto, quem é que se lembra de marcar um jogo do Benfica à mesma hora de uma meia-final do campeonato do Mundo?! Se nos tivéssemos qualificado, até poderia ser Portugal a jogar! Que raio de planificação é esta?! Por outro lado, desde há algum tempo que relativizo bastante estes jogos de pré-temporada, porque já me levaram a pensar que o Djuricic era um digno sucessor da camisola 10 do Aimar (cruzes, credo!) e a duas pré-épocas miseráveis sucederam o bi e o tricampeonato. Portanto, vamos lá colocar as coisas na perspectiva devida.

O Rui Vitória utilizou duas equipas totalmente diferentes em ambas as partes. Na que iniciou o jogo, deu para ver que o Castillo parece ser de remate fácil (o golo que marcou foi muito bom) e que o João Félix tem toque de bola, mas ainda não estará no ponto para a equipa principal. Na da 2ª parte, o Alfa Semedo é um todo-o-terreno, mas perdeu algumas vezes a posição, o Heriberto é muito rápido, todavia tem muita concorrência na frente e não deverá ter espaço no plantel, e o Yuri Ribeiro assustou-me um pouco com erros básicos de domínio e posse de bola.

Na próxima 6ª feira, defrontaremos o V. Setúbal para o mesmo torneio e dará certamente para tirar mais algumas ilações. De qualquer maneira, não temos muito tempo para experiências, porque Agosto vai ser terrível em termos de exigência competitiva.