Mostrar mensagens com a etiqueta Taça de Portugal 2020/21. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Taça de Portugal 2020/21. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, maio 24, 2021
Corolário
Fomos derrotados pelo Braga na final da Taça de Portugal (0-2) e, no ano de maior investimento de sempre na equipa, acabamos a temporada com zero títulos. Era difícil antever pior, mas no fundo o resultado de ontem é de uma maneira distorcida a cereja no topo do bolo, que estava estragado quase desde o início.
Com a lesão do Lucas Veríssimo, o Jesus continuou a aposta no Morato para manter os três centrais, mas não foi por aí que a corda partiu. Desde o início do jogo que o Braga foi sempre muito mais agressivo do que nós nas disputas de bola e terminou a partida com bem mais do dobro das nossas faltas (24 vs. 9), o que diz tudo acerca da nossa falta de comprometimento. É que para se jogar é preciso ter a bola e se não há ninguém que corra atrás dela e que faça pressão para a recuperar... Mesmo tendo entrado melhor do que nós, é impossível dissociar esta vitória do Braga da decisão inacreditável do Sr. Nuno Almeida aos 17’, que o Sr. João Pinheiro no VAR não reverteu: numa bola lançada nas costas da nossa defesa, o Abel Ruiz passou pelo Helton Leite e caiu, e o árbitro considerou falta e expulsou o nosso guarda-redes! É que não só o nosso guarda-redes nem toca no adversário, como este faz a finta para o lado e não na direcção da baliza. Mesmo que se considerasse falta, jamais seria para cartão vermelho! A nossa temporada foi uma vergonha, é um facto, mas lances destes e dois(!) penalties em 34 jornadas também a ajudam a explicar. O jogo ficou logo estragado nesta altura e a nossa vida muito complicada. O Jesus sacrificou o Pizzi para entrar o Vlachodimos, mas até acabámos por defender melhor no resto da 1ª parte só com dez do que o que tínhamos feito com a equipa completa. O Braga só teve uma clara oportunidade, já perto do intervalo, com um corte fabuloso do Otamendi que literalmente salvou um golo, impedindo que a bola chegasse ao Ricardo Horta, que só teria de encostar. No entanto, o nosso ataque era quase inofensivo, porque só o Taarabt levava a bola para a frente e o Seferovic e Everton não são jogadores explosivos, que possam ganhar aos adversários em velocidade. Mesmo assim, tivemos uma óptima oportunidade, na sequência de um ressalto num canto, em que a bola sobrou para o Weigl, que rematou para defesa do Matheus. Quando toda a gente já esperava o intervalo, sofremos o primeiro golo já no final da compensação: saída escusada e disparatada do Vlachodimos, o Vertonghen não cortou bem a bola, que ficou à mercê do Piazon, que fez um chapéu ao nosso guarda-redes. É a segunda final da Taça consecutiva em que o Vlachodimos é muito culpado no primeiro golo.
Na 2ª parte, esperava que o Jesus colocasse o Darwin logo no reinício, porque o Seferovic era claramente um peixe fora de água (nem fechava bem à direita, nem estava na frente), mas não houve substituições. Os minutos iniciais foram claramente do Braga, que só não aumentou a vantagem graças ao Vlachodimos e também por alguma aselhice na hora do remate. Teve no mínimo umas quatro oportunidades para decidir logo ali a partida. Quanto a nós, só aos 55’ resolvemos mexer, com as entradas do Darwin, Rafa e Nuno Tavares para os lugares do Seferovic, Everton e Diogo Gonçalves. Continuo sem perceber o porquê de colocar um esquerdino a defesa-direito, mas o Jesus lá terá as suas razões... Reagimos a partir de meio da 2ª parte, com o Darwin a falhar um desvio na área, depois de um livre bem marcado pelo Taarabt, e o Rafa a não conseguir rematar com êxito em excelente posição, num lance em que houve uma série de ressaltos. Foram as duas únicas jogadas em que estivemos relativamente perto da igualdade, enquanto do outro lado o Vlachodimos ainda defendeu um remate do Abel Ruiz, mas já não conseguiu fazer nada aos 85’ perante o Ricardo Horta, que apareceu isolado à sua frente depois de uma perda de bola do Rafa perto da lateral no nosso meio-campo. A equipa estava descompensada e o contra-ataque foi venenoso. É incompreensível como é que o Rafa tenta sair a jogar daquela maneira! Até final, ainda deu para o entretanto entrado Chiquinho falhar o nosso golo de honra e para o animal do Eduardo, ex-guarda-redes e treinador dos do Braga, agredir com uma peitada o Taarabt, que lhe respondeu, tendo ido os dois para a rua.
Em termos individuais, destaco o Otamendi e Weigl, porque foram os únicos que demonstraram algumas ganas em campo. E que falta nos faz que todos sejam assim...! O Taarabt até estava a fazer um jogo bem mais razoável do que lhe é habitual, mas perdeu a cabeça no final e deitou tudo a perder. O Vlachodimos fez uma série de defesas na 2ª parte, mas fica indelevelmente ligado ao primeiro golo e, portanto, é um dos rostos da derrota. A única boa notícia desta partida é que o Morato não destoou dos outros centrais e pode ser que tenhamos ali uma opção válida para o futuro.
O balanço da época ficará para um post futuro, mas não é difícil de adivinhar qual é. Correu mesmo tudo mal, o que, dadas as opções bastante discutíveis que foram tomadas, não se pode constituir propriamente como uma surpresa. Até digo mais: se acontecesse a outro clube que não o nosso, até consideraríamos que era bem feito e que os astros se teriam alinhado para punir quem merecia ser punido. O problema é que é do Benfica que estamos a falar e, mesmo que seja impossível ter um distanciamento deste género, se conseguirmos fazer esse exercício em teoria, estaremos mais perto de corrigir a situação. Situação, essa, que eu continuo à espera que me expliquem qual foi e que levou à inacreditável implosão da 2ª volta da época passada, tendo aparentemente continuado por esta época toda.
sábado, março 06, 2021
Tranquilo
Vencemos na 5ª feira o Estoril por 2-0 e qualificámo-nos para a final da Taça de Portugal. Numa partida em que o Jorge Jesus trocou 10 jogadores em relação ao jogo anterior, fizemos uma exibição agradável e até acima do que era expectável com tantas mudanças.
Convenhamos que entrámos em campo praticamente com a qualificação selada, fruto da vantagem de 3-1 na 1ª mão na Amoreira, mas mesmo assim imprimimos um ritmo relativamente forte desde início. O Pedrinho teve um bom remate fora da área que o guarda-redes, Thiago Silva, defendeu e o Cervi, desmarcado pelo mesmo Pedrinho, ficou só com o guardião pela frente, mas, sem ângulo para marcar, tentou o cruzamento. Pouco depois da meia-hora, foi o Otamendi a falhar clamorosamente um cabeceamento, depois de uma saída em falso do Thiago Silva. Até que aos 43’ inaugurámos finalmente o marcador, através do Gonçalo Ramos, depois de uma perda de bola comprometedora do Estoril em zona defensiva, com o Chiquinho a assistir o nosso ponta-de-lança. Ainda antes do intervalo, foi o Pizzi completamente à vontade à entrada área a rematar ao lado, quando poderia ter feito bem melhor.
Na 2ª parte, o jogo manteve-se praticamente na mesma, porque o Estoril continuou a ter muitas dificuldades para criar perigo para o Vlachodimos. O Cervi teve nova oportunidade para marcar, mas o seu cabeceamento em boa posição saiu ligeiramente por cima. O Chiquinho e Pedrinho também poderiam ter molhado o bico, mas no primeiro caso o guarda-redes defendeu e, no segundo, o remate saiu ao lado. Pouco depois da hora de jogo, o Jesus resolveu tirar o Pedrinho e o Gonçalo Ramos para as entradas do Seferovic e Everton. Nunca perceberei esta necessidade recorrente do Jesus em fazer entrar titulares em jogos de taças que já estão praticamente decididos, não dando oportunidade a algumas segundas escolhas de jogarem os 90’, mas enfim... Íamos tentando alargar a vantagem, mas a pontaria não estava nos melhores dias, até que a cerca de 20’ do fim, entraram o Taarabt e o Waldschmidt para os lugares do Pizzi e Chiquinho. O alemão teve um dos melhores remates do jogo que o Thiago Silva defendeu para canto, também o Everton viu um defesa impedir que um remate seu chegasse à baliza, já com o guarda-redes batido, e mesmo em cima dos 90’, num contra-ataque (ena, ena...!), o Taarabt isolou o Waldschmidt que, mesmo de pé direito, não falhou, selando o resultado final.
Em termos individuais, gostei do Chiquinho, cuja dinâmica me parece bastante superior à do Taarabt e Gabriel, o Cervi na esquerda é um lutador constante, mesmo que as coisas às vezes não lhe saiam na perfeição, e o Gonçalo Ramos marcou um golo, mas teve outras duas outras ocasiões em que a finta, que o colocaria frente-a-frente com o guarda-redes, foi cortada por um defesa. O Gabriel, a jogar a seis, perante um adversário que não lhe criou muitos problemas exibiu-se razoavelmente, mas o lugar é mais do que do Weigl.
Estaremos pelo segundo ano consecutivo na final da Taça de Portugal, que se voltará a disputar em Coimbra (ainda me hão-de explicar porque é que o Belenenses SAD pode jogar no Jamor e a final da Taça não pode ser lá...). Iremos defrontar o Braga que foi a Mordor eliminar o CRAC (3-2, depois do 1-1 na Pedreira). O Braga deu um banho de bola na primeira meia-hora, chegando aos 3-0, e só a expulsão do Borja é que lhe cortou o ímpeto. É certo que o jogo é só daqui a mais de dois meses, mas é preciso estarmos muito alerta, porque o jogo será bastante complicado. No entanto, depois da exibição miserável na final do ano passado, espera-se que este ano não falhemos.
sábado, fevereiro 13, 2021
Quase
Vencemos o Estoril na Amoreira na passada 5ª feira por 3-1 e só uma catástrofe de proporções bíblicas nos tirará da final da Taça de Portugal. Foi um jogo em que a nossa superioridade ficou bem vincada, apesar de o Estoril apresentar um futebol interessante, o que não é de espantar dado que está nos primeiros lugares da II Liga.
O Jesus fez cinco alterações em relação à partida com o Famalicão, entrando o Diogo Gonçalves, Gabriel, Pizzi, Pedrinho e Rafa. Começámos ‘muita’ fortes, como diria o nosso treinador, com o Rafa a ter duas excelentes ocasiões para marcar, numa delas com uma jogada à Maradona cujo remate saiu ao lado e noutra a picar a bola para a trave. O Estoril mal passava do meio-campo, mas da primeira vez que foi com perigo à nossa baliza inaugurou o marcador aos 23’ pelo André Vidigal, numa jogada em que vimos a bola cruzar a nossa área por duas vezes sem a conseguirmos cortar. Era importante chegarmos ao intervalo sem estarmos a perder, mas nos minutos subsequentes sentimos um pouco o golo contrário e deixámos de circular a bola com a velocidade com que tínhamos feito até então. Mesmo assim, fomos criando oportunidades, em remates de longe do Pedrinho e Pizzi, e numa óptima cabeçada do Darwin depois de um não-menos óptimo cruzamento do Diogo Gonçalves, que proporcionou ao guarda-redes contrário a defesa da noite. Foi mesmo em cima do intervalo, mas na sequência desse mesmo canto marcámos finalmente através do Darwin a corresponder de cabeça a um desvio do Gabriel ao primeiro poste.
Na 2ª parte, não criámos tanto volume de jogo, mas consubstanciámos a nossa superioridade. O Rafa continuou na sua boda aos pobres em termos de falhanços incríveis ao não acertar na baliza, quando estava sem oposição na área, depois de um centro da direita do Diogo Gonçalves. Por volta da hora de jogo, o Jesus mudou o meio-campo, fazendo entrar o Weigl e Taarabt, juntamente com o Seferovic, e foi o suíço a atirar ao poste de ângulo difícil depois de ter ultrapassado o guarda-redes, aproveitando uma bola perdida do Estoril em zona proibida. Aos 68’, o mesmo Seferovic colocou-nos finalmente em vantagem, com um remate forte de pé esquerdo já na área, depois de uma jogada envolvente entre o Everton, Darwin e o Rafa, com a bola a sobrar para o suíço não perdoar. Aos 77’, fizemos o terceiro golo num quase inédito contra-ataque bem conduzido pelo Taarabt na direita, que assistiu o Darwin no meio para o uruguaio fazer o seu bis. Até final, o Helton Leite ainda foi posto à prova por duas vezes, mas conseguiu segurar a nossa vantagem de dois golos.
Em termos individuais, destaque para o Darwin com o seu bis, para o Rafa, que foi o principal responsável pelas acelerações que baralharam a defesa do Estoril, apesar de ter estado muito infeliz na concretização, e para o Everton, que releva uma progressiva subida de forma. O Diogo Gonçalves não esteve brilhante, mas será provavelmente dos jogadores do plantel que melhor centra, algo que deveria ser melhor aproveitado. Ao invés, o Pedrinho desaproveitou a oportunidade, fruto de uma falta de intensidade que convém rever, especialmente no aspecto defensivo, e notou-se bem a diferença quando entrou o Weigl em relação ao Gabriel, que a seis simplesmente não dá.
A equipa esteve melhor durante mais tempo do que frente ao Famalicão e espero que esta subida seja gradual e se confirme nos próximos jogos. Ainda há objectivos muitos importantes para conseguir esta época.
sexta-feira, janeiro 29, 2021
Apurados
Vencemos ontem o Belenenses SAD por 3-0 e apurámo-nos para as meias-finais da Taça de Portugal. Depois de uma fase negativa, em que estivemos três jogos sem vencer, voltámos aos triunfos numa partida decisiva para a segunda competição mais importante em que estamos envolvidos e em que o nosso histórico das últimas duas décadas é absolutamente lamentável.
Com alguns regressados da Covid-19 (Gilberto, Vertonghen, Grimaldo e Waldschmidt), outros depois de alguns jogos de fora (Gabriel), mas sem o Jesus no banco (soube-se no final que também está infectado), entrámos de forma muito dinâmica no jogo e criámos algumas situações de perigo, embora nenhuma de golo iminente. Num contra-ataque rápido, o Belenenses SAD criou a sua única oportunidade de golo pelo Cassierra que, em superioridade numérica optou felizmente pelo remate, tendo o Svilar defendido a dois tempos. Logo a seguir, o Darwin teve uma boa iniciativa individual em que passou por alguns adversários e rematou em arco, com o André Moreira a defender para canto. O Waldschmidt teve dois lances em que poderia ter feito melhor, especialmente ao nível da recepção de bola, mas aos 32’ inaugurámos mesmo o marcador aos 32’ através do Darwin, que aproveitou uma falha incrível da defesa do Belenenses SAD e ficou com a baliza escancarada para marcar o golo mais fácil da carreira. Alguns minutos volvidos, o Rafa teve um remate em boa posição que saiu por cima, no entanto, aos 37’ foi ele mesmo a fazer o 2-0, depois de uma assistência de cabeça do Jardel na sequência de um canto do Grimaldo. Numa altura em que o jogo já estava mais equilibrado, conseguíamos uma vantagem preciosa na melhor altura. Até ao intervalo, não aproveitámos uma ou outra transição rápida, devido invariavelmente a erros no último passe.
Na 2ª parte, entrou o Pizzi para o lugar do Waldschmidt, que teve um ligeiro toque no tornozelo no final da primeira. O Belenenses SAD entrou mais dominante e com mais posse de bola, mas nunca conseguiu incomodar verdadeiramente o Svilar. No entanto, mesmo essa posse de bola acabou aos 59’ com a entrada do Weigl para o lugar do Gabriel. A diferença entre os dois é abissal e o brasileiro não pode de todo jogar a seis, porque se farta de perder bolas e, na zona em que é, causa-nos imensos problemas escusados. Espero ter ficado absolutamente claro de uma vez por todas que o lugar é do Weigl e ponto final. Connosco a ter mais posse de bola, fomo-la circulando com alguma desenvoltura e acabámos de vez com o jogo aos 72’, numa boa iniciativa do Rafa, que flectiu da direita para o meio, e isolou o Cervi, que picou a bola com grande classe sobre o guarda-redes. Até final, ainda deu para o Jardel tirar de cabeça o ponto de honra do Belenenses SAD e um defesa adversário defender sobre a linha um remate de recarga do entretanto entrado Chiquinho.
Em termos individuais, o Rafa esteve em grande nível com um golo, uma assistência e um sem-número de arrancadas pela direita. Outro que está em boa forma é o Cervi, que coroou a sua exibição com um grande golo e só espero que não seja o da despedida, porque seria inexplicável que o vendêssemos ainda por cima por um valor abaixo do da compra. O Darwin esteve uns furos acima dos outros jogos e o Weigl entrou muito bem para fechar o nosso meio-campo. Em relação ao Taarabt, não esteve tão inenarrável como nas partidas anteriores, mas continuo na minha a achar que o Chiquinho é bem melhor do que ele (já para não falar do Pizzi).
Iremos agora defrontar o Estoril nas duas mãos das meias-finais. Com o devido respeito, será absolutamente impensável que não atinjamos a final da Taça. Depois da vergonhosa final da época passada, temos aqui uma boa oportunidade para começar a inverter a tendência a nosso favor e assim honrar a nossa história.
quarta-feira, janeiro 13, 2021
Em frente
Goleámos ontem o Estrela na Reboleira (4-0) e qualificámo-nos para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Perante uma equipa do Campeonato de Portugal (o terceiro escalão do futebol português), tivemos muito mais dificuldades na 1ª parte do que na 2ª, em que o resultado se foi avolumando.
Com a ida a Mordor já nesta 6ª feira, o Jorge Jesus aproveitou para rodar a equipa e, dos titulares frente ao Tondela, só o Seferovic repetiu a dose. Com o Pedrinho em destaque na direita, tivemos um bom fogacho inicial que, infelizmente, foi apenas isso mesmo, um fogacho. A partir dos 10’, o Estrela equilibrou, os jogadores rápidos do ataque deram algum trabalho ao Jardel e ao estreante Todibo, mas as melhores ocasiões acabaram por ser nossas, com o Pedrinho (excelente toque de calcanhar do Gonçalo Ramos a desmarcá-lo) e o Seferovic a falharem-nas algo escandalosamente. Aos 42’, inaugurámos finalmente o marcador, através do Chiquinho, numa recarga a mais em enorme falhanço do Seferovic que conseguiuacertar no guarda-redes quando tinha a baliza escancarada, depois de uma óptima abertura do Pedrinho para o Diogo Gonçalves na direita centrar com a-propósito para a área.
Na 2ª parte, o Estrela ressentiu-se do esforço físico de nos condicionar os movimentos na 1ª e começou a abrir muitos buracos na sua defesa, também, obviamente, porque quis ir à procura do golo do empate. Nós entrámos muito fortes com uma cabeçada de raspão ao lado do Todibo e um remate algo displicente do Seferovic em óptima posição, que foi interceptado por um defesa, a darem o mote para o 2-0 que surgiu aos 51’ pelo suíço (finalmente!), depois de um centro atrasado do Diogo Gonçalves na direita. Mesmo assim a bola teve de ressaltar num defesa e pareceu-me que sem ele não entraria... Logo a seguir, o Estrela reduziu, mas o VAR anulou por fora-de-jogo de sensivelmente meio metro. O Waldschmidt entrou para o lugar do Gonçalo Ramos e terminámos com as (poucas) dúvidas que havia aos 62’, num bis do Chiquinho na área, depois de uma assistência do Pedrinho. Aos 66’, fechámos a contagem pelo Waldschmidt, a rematar ao ângulo depois de ser isolado pelo Pedrinho. Até final, ainda assistimos a dois falhanços incríveis do Waldschmidt (embora em fora-de-jogo, mas a fazer lembrar o Bryan Ruiz...) e do também entretanto entrado Ferreyra, que perdeu uma quase irrepetível oportunidade de voltar a marcar golos com a camisola principal do Benfica. O que se repetiu, à semelhança da eliminatória anterior frente ao Vilafranquense, foi a incompreensível decisão de o Jesus lançar titulares em campo com o jogo decidido, neste caso, o Rafa, Grimaldo e Weigl. Para quê...? Anda a fazer trapézio sem rede para ver se fica sem mais titulares, é isso?
Em termos individuais, o melhor em campo foi o Pedrinho, praticamente o único que emprestou algum dinamismo à equipa. Menção também obviamente para o Chiquinho, com um bis, apesar de ter jogado a maior parte do tempo a extremo-esquerdo. Aliás, acho-o bastante melhor e não percebo porque não joga mais vezes no lugar do Sr. Emperra, aka Taarabt, que não é por jogar contra uma equipa de um escalão inferior que vai deixar os seus créditos por mãos alheias...! Exasperante, mais uma vez... O Diogo Gonçalves acabou por fazer duas assistências, mas continua a não dar muitas garantias no lado direito da defesa. Gostei da estreia do Todibo, especialmente para quem vem de tantos meses parado, embora me pareça que tem o péssimo hábito de sair a fintar desde a defesa. De qualquer maneira, aparentemente cinco centrais não chegam para o Jesus e preparamo-nos para ir buscar um sexto...
Com a eliminação da lagartada na Madeira frente ao Marítimo (0-2), já não os iremos apanhar na meia-final e, portanto, com os quartos em casa e as meias a duas mãos será indesculpável que não cheguemos à final. A segunda competição nacional mais importante tem de voltar a ser nossa!
segunda-feira, dezembro 14, 2020
Cinco
Vencemos ontem o Vilafranquense (5-0) na Luz e qualificámo-nos para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. O resultado evidencia as facilidades que encontrámos, até porque aos 15’ já tínhamos marcado três golos.
O Jesus tinha anunciado que iria rodar a equipa e assim o fez. Logo nos instantes iniciais, o Vilafranquense obrigou o Helton Leite a uma saída corajosa e o Pedrinho conseguiu ganhar posição na área, mas atirou de pé esquerdo muito por cima. No entanto, o golo não tardou muito e foi marcado por um dos que entraram, o Gonçalo Ramos, aos 11’, depois de ser isolado pelo Gabriel e ter contornado muito bem o guarda-redes. Três minutos volvidos aumentámos a vantagem através do Pizzi, de primeira, na sequência de um centro rasteiro do Nuno Tavares na esquerda. Aos 15’, acabámos definitivamente com as dúvidas, noutro bom movimento desta feita do Seferovic, que, após ser assistido pelo Pedrinho, tirou um adversário do caminho com um toque de calcanhar e rematou rasteiro sem hipóteses para o guarda-redes, com a bola ainda a bater no poste antes de entrar. A meio da 1ª parte, o Gonçalo Ramos esteve a centímetros de marcar um golão, ao ser isolado pelo Pedrinho numa bola aérea, dominar de peito e atirar com estrondo de primeira à barra! Do outro lado, a bola bateu igualmente no poste, num livre indirecto dentro da nossa área, mas que não deveria ter valido, porque o adversário só tocou na bola e não a fez rolar antes de o colega rematar. Em cima do intervalo, aos 42’, fizemos o quarto golo num bis do Seferovic, numa boa iniciativa do Nuno Tavares, depois de o Rafa não ter libertado a bola quando devia, com esta a sobrar para um defesa que se deixou antecipar pelo nosso lateral-esquerdo. A assistência do Nuno Tavares não foi nada perfeita, mas o que valeu foi que o Seferovic fez um carrinho e conseguiu colocar a bola na baliza.
Na 2ª parte, o Vilafranquense conseguiu fechar melhor os caminhos para a sua baliza, mas nós também tirámos o pé do acelerador, dado que a partida estava ganha. Mesmo assim, ainda tivemos o momento de inspiração do Pedrinho, que se estreou a marcar com um golão num remate em arco com o pé esquerdo, que entrou no cantinho superior esquerdo da baliza contrária. A partir dos 65’, o Jesus, incompreensivelmente, começou a colocar os habituais titulares em campo (Darwin, Taarabt, Everton e Waldschmidt). Depois veio dizer no final que eles não entraram tão bem quanto deviam. Pois claro! O jogo estava ganho, eles têm imensos minutos nas pernas, vamos voltar a jogar já na 4ª feira na eliminatória da Taça da Liga, para quê entrarem com 5-0 a nosso favor...?! Haveria algum problema em o Gonçalo Ramos fazer os 90’, por exemplo...? Até final, a única nota saliente foi mais uma bola ao poste por parte do Vilafranquense. Portanto, mesmo num jogo contra um adversário manifestamente inferior, só não sofremos dois golos, porque a baliza tem postes...!
Em termos individuais, destaque para o Pedrinho, que começa a ser candidato à titularidade: um golão, um par de assistências (uma que deu golo e outra uma bola na barra) e muito dinamismo na direita é um bom programa eleitoral. Agora, só falta jogar assim perante adversários mais conceituados. O Seferovic, um eterno mal-amado, marcou outro bis e superou a meia-centena de golos pelo Benfica. Apesar de às vezes nos exasperar, não está nada mal... O Jardel voltou a ser titular, tal como na Bélgica, mas desta feita teve a braçadeira de capitão de volta. Na Bélgica, foi o Vertonghen. Deve ser por não ser preciso falar português na Liga Europa, a justificação que o Jesus deu para que o Otamendi, apesar do seu passado, fosse capitão em vez do belga... Enfim, é melhor nem comentar isto...
Veremos o que nos reserva o sorteio dos oitavos, mas estou com o meu amigo Bakero, que nos lembra constantemente a VERGONHA que é para a nossa história termos quatro(!) taças de Portugal ganhas nas últimas 25 épocas!! Há que reverter isto nem é rapidamente; é ontem!!!
P.S. – Dado que não éramos cabeças-de-série, já sabíamos que havia a forte probabilidade de apanhar um tubarão no sorteio dos 1/16 avos de final da Liga Europa. Calhou-nos o Arsenal, numa reedição da histórica eliminatória em 1991/92, que deu acesso à fase de grupos da primeira edição da Liga dos Campeões (imortal Isaías!). Considerando todo o peixe graúdo que andava por lá, o sorteio poderia ter sido bem pior, porque os londrinos estão a fazer um campeonato muito fraco até agora. No entanto, têm excelentes jogadores e a eliminatória é só daqui a dois meses, portanto muito pode mudar até lá. E é bom que nós mudemos também... Para bem melhor!
segunda-feira, novembro 23, 2020
Samaris
Vencemos em Paredes (1-0) no sábado e qualificámo-nos para a próxima eliminatória da Taça de Portugal. Num jogo paupérrimo da nossa parte, salvou-se o mais importante.
O Jorge Jesus arriscou bastante ao deixar grande parte dos titulares fora da convocatória e colocar no banco exclusivamente jogadores da equipa B, para além de ter recuperado o Ferreyra para fazer dupla de ataque com o Gonçalo Ramos. Perante uma equipa do campeonato de Portugal, dominámos completamente como seria de esperar, mas não tivemos assim tantas oportunidades de golo. Só marcámos de bola parada, aos 26’ num livre do Cervi e bom cabeceamento do Samaris. O mesmo Cervi e o Ferreyra de cabeça tiveram igualmente boas oportunidades, mas pouco mais de realce conseguimos fazer até ao intervalo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)










