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segunda-feira, dezembro 18, 2017

Retoma

Goleámos em Tondela (5-1) e demos uma excelente resposta à eliminação da Taça de Portugal a meio da semana. Depois da segunda desilusão da época, este jogo era fundamental não só por isso, mas também para chegar ao derby da próxima jornada em condições de alcançar a lagartada (que ganhou 2-0 ao Portimonense), que continua a três pontos (o CRAC só recebe hoje o Marítimo).

Só com a alteração do Lisandro no lugar do lesionado Luisão, a 1ª parte foi totalmente nossa, excepto nos minutos iniciais em que o Tondela teve a única ocasião de perigo, com um lance parecido com o segundo golo do Rio Ave na 4ª feira, mas desta feita felizmente com menos pontaria do avançado. Às costas do Fejsa, que limpava o meio-campo todo, o Krovinovic dava cartas e fez uma abertura fantástica para a direita, para o André Almeida acertar um centro para os pés do Pizzi, que rematou por entre as pernas do guarda-redes e inaugurou o marcador. Estávamos no minuto 17 e o melhor jogador da época passada finalmente regressava aos relvados, cinco meses depois do início da temporada. Praticamente não deixávamos o Tondela passar de meio-campo e fizemos o 0-2 aos 26’ numa boa jogada pela esquerda, com excelente centro do Grimaldo para a concretização de cabeça do Salvio, sem levantar os pés do chão. Em cima do intervalo, já em tempo de compensação, acabámos com o jogo ao fazer o 0-3 num bis do Pizzi, depois de uma combinação atacante brilhante, com uma assistência em chapéu do Salvio para o nº 21 rematar de primeira sem hipótese para o guarda-redes, Cláudio Ramos.

Com o jogo decidido, entrámos a dormir na 2ª parte e o Tondela encostou-nos no nosso meio-campo. O que valeu é que só durou 10’, mas mesmo assim por duas vezes o Bruno Varela teve de se aplicar para que o adversário não marcasse. Aos 60’, acabámos com as veleidades do Tondela ao marcar o quarto golo pelo Jonas, num canto estudado, em que o Grimaldo marcou rasteiro para a marca do penalty, com o brasileiro a não falhar. Já é a segunda vez esta época que marcamos um golo assim, depois de anos consecutivos a tentá-lo. Aleluia! Como o derby é já na próxima jornada e o Fejsa já tinha visto um amarelo, a meio da 2ª parte entrou o Samaris. Aos 76’, o Krovinovic fez um passe muito à queima para trás, o Jardel não tem pique por estes dias, e o Heliardo ficou isolado sobre a esquerda, rematou cruzado, o Varela ainda defendeu, mas a bola sobrou para o Tyler Boyd, que só teve que encostar. Sofrer um golo irrita-me sempre, ainda para mais num jogo destes e desta forma! No entanto, dois minutos depois, o Salvio fez nova abertura genial para o Pizzi, que assistiu o Jonas no centro da área para fazer o 1-5. Bis do brasileiro a alargar a sua vantagem nos melhores marcadores para cinco golos. Até final, ainda deu para o Rui Vitória poupar o André Almeida, que estava tapado por amarelos.

Como toda a equipa esteve muito bem, não é fácil fazer destaques individuais. O Jonas e o Pizzi merece-no, porque dois golos são sempre dois golos e, especialmente, no caso do português são os primeiros da época! Também gostei bastante do Lisandro, que é bom que esteja em forma, porque vai ser necessário nos próximos jogos perante a indisponibilidade do Luisão. O Fejsa tal como disse, foi grande no meio-campo e o Krovinovic torna-se cada vez mais influente. Um dos jogadores que (incompreensivelmente) tem muitos anticorpos entre os adeptos, o Salvio, foi igualmente dos melhores, com um golo e participação activa noutros dois. Tomar de ponta um jogador tetracampeão pelo Benfica é algo que nunca me deixará de espantar...! O Cervi na esquerda foi o lutador habitual e complementa-se muito bem com o Grimaldo.

Até final de 2017, seguem-se dois jogos da Taça da Liga que deveria ser a competição menos importante, mas com a vergonhosa participação na Champions e a eliminação inglória na Taça da Portugal passou a ser o segundo objectivo da época. Principalmente por isso, mas também porque o derby é já 3 de Janeiro e é preciso manter a confiança em alta, será fundamental atingirmos final four desta competição em Braga.

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Rui Derrota

Perdemos em Vila do Conde frente ao Rio Ave por 2-3 (a.p.) e fomos afastados da Taça de Portugal logo nos oitavos-de-final. Depois da mais vergonhosa participação europeia da nossa história, exigia-se que disputássemos as competições nacionais até ao fim. No entanto, ainda nem chegámos ao Natal e já só temos o campeonato e a Taça da Liga. A época está a caminho de ficar memorável, mas não pelas melhores razões…

Com a mesma equipa que derrotou o Estoril, entrámos muito bem na partida e durante a 1ª parte dominámos totalmente o Rio Ave. De tal modo, que deveríamos ter chegado ao intervalo com uma vantagem superior à que tivemos. Tivemos uma bola ao poste de um defesa do Rio Ave (seria autogolo) e um remate do Salvio em muito boa posição, mas que saiu ao lado. No entanto, aos 36’ marcámos mesmo num golão do Jonas, com um remate de primeira sem deixar a bola cair depois de um centro do André Almeida.

A 2ª parte começou pessimamente, com uma perdida de bola incrível do Cervi perto da nossa área que resultou no empate logo aos 47’ pelo Lionn. Foi pena, porque o argentino até estava a ser dos melhores, mas é um erro crasso. Assim como aos 62’ houve outro erro difícil de entender, quando o Rúben Ribeiro, perante quatro(!) jogadores nossos, consegue ter espaço e tempo para armar um remate em arco que virou o resultado. I-N-A-C-R-E-D-I-T-Á-V-E-L!!! Não baixámos os braços, respondemos bem, a entrada do Jiménez para o lugar do inenarrável Pizzi melhorou imenso o nosso jogo e tivemos um penalty indiscutível por agarrão ao Jonas aos 83’. Infelizmente o Cássio correspondeu com uma magnífica defesa ao remate forte do mesmo Jonas. O Zivkovic já tinha entrado para o lugar do Cervi e o momento que definiu o jogo deu-se pouco depois: o Rui Vitória colocou o Seferovic no lugar do Grimaldo. Mas já lá vamos a isto… Aos 86’, conseguimos fazer a igualdade pelo Luisão, na sequência de um canto bem marcado pelo Zivkovic e desviado pelo Jardel ao primeiro poste. Já no tempo de compensação, o Luisão magoou-se e teve que sair. Ficámos a jogar com 10 durante todo o prolongamento, com a maioria dos jogadores fora do lugar e era óbvio que o terceiro golo era só uma questão de tempo: aconteceu logo aos 94’ pelo Guedes num lance em que o Seferovic (que estava a extremo-esquerdo!) o colocou em jogo. Até final, ainda tivemos uma grande oportunidade pelo Seferovic, mas o Cássio correspondeu com uma óptima defesa. Mesmo com dez e só com quatro desses no seu lugar de origem (Bruno Varela, Jardel, Fejsa e Jonas), criámos muitos calafrios ao Rio Ave. Imaginemos com 11…

Não vou fazer destaques individuais, vou antes dedicar o resto do tempo com o momento que nos fez perder o jogo: a entrada do Seferovic para o lugar do Grimaldo. Ora bem, será ninguém avisou o Rui Vitória que o jogo tinha prolongamento?! Será que nunca passou pela cabeça do Rui Vitória que, mesmo que marcássemos, jogar mais 30’ com três pontas-de-lança e sem defesa-esquerdo era muito arriscado, e iria inevitavelmente desequilibrar a equipa?! Será que o Rui Vitória não viu que até nem estávamos a jogar mal, mesmo depois de sofrermos o 2-1, estávamos a criar oportunidades e a remeter o Rio Ave para o seu meio-campo?! Será que o Rui Vitória acha que é obrigatório fazer as três substituições?! Será que o Rui Vitória não percebe que o Grimaldo é melhor defesa-esquerdo que o Zivkovic e que o Zivkovic é melhor extremo-esquerdo que o Seferovic e que, portanto, andar a colocá-los fora do lugar com (desejavelmente, como veio a acontecer) 30’ para jogar é simplesmente… estúpido?! (Como se viu durante o prolongamento, em que o Seferovic tem pelo menos dois centros para trás da baliza, quando estava em óptima posição e com colegas no meio para servir…!) É que o Rui Vitória bem pode dizer que a lesão do Luisão desequilibrou a equipa, mas isso só aconteceu por culpa… dele! Aquela substituição não lembra ao Diabo! Eu levei logo as mãos à cabeça, porque não era muito difícil ver-se no que ia dar. Estou perfeitamente convencido de que 11 para 11 ganharíamos. E isso teria acontecido se o Rui Vitória tivesse deixado uma substituição para fazer no prolongamento. Porque, e vou voltar a repetir isto, até nem estávamos a jogar mal depois de estarmos em desvantagem e teríamos mais 30’ para fazer! Foi uma decisão incompreensível que nos custou a eliminação de uma forma inglória e portanto o culpado é só um: Rui Vitória.

Veremos como a equipa vai reagir no próximo domingo em Tondela a este desgaste físico e emocional. Ainda por cima, certamente que não vamos ter o Luisão. E escusado será dizer que não temos nenhuma margem de manobra para abébias.

domingo, dezembro 10, 2017

Regresso aos triunfos

Vencemos ontem o Estoril na Luz por 3-1, mas como os ouros dois também venceram (a lagartada 3-1 no Bessa e o CRAC goleou 5-0 em Setúbal) manteve-se tudo igual na frente do campeonato, connosco a três pontos de ambos.

Perante o último classificado, que trocou recentemente de treinador (saiu o Pedro Emanuel, entrou o Ivo Vieira), e depois do vergonhoso descalabro europeu, havia alguma expectativa de como a equipa iria reagir. Entrámos relativamente bem no jogo, com uma clara oportunidade logo no início num disparate do Moreira, que o Pizzi não aproveitou. Todavia, inaugurámos o marcador aos 13’ numa boa arrancada do Krovinovic, que um adversário tentou cortar, mas acabou por isolar o Cervi na esquerda e este centrou para o lado oposto, onde o Salvio só teve que encostar. Cinco minutos depois (18’), o mesmo Salvio isola-se na direita pouco depois do meio-campo, progride quase até à linha e centra para o meio, onde o Jonas também praticamente só teve que encostar para fazer o 2-0. A perder por dois golos, o Estoril avançou no terreno e começou a criar-nos alguma dificuldades. O Bruno Varela largou uma bola fácil, felizmente sem consequências, mas começou a sobressair pouco depois, com uma óptima defesa num remate cruzado. No entanto, em cima do intervalo, na mesma jogada em que o Fejsa fez penalty (escusado), o Estoril reduziu para 1-2 num magnífico cabeceamento do Kléber, que se antecipou ao Jardel. Desde 17 de Setembro (há quase três meses!) que o Estoril não marcava um golo.

Este golo transformou um jogo praticamente ganho numa incerteza que se alargou à 2ª parte e o que que é certo é que foi o Varela a impedir a igualdade numa fantástica intervenção logo no reinício, num lance em que a bola ainda ressalta no André Almeida. Nós voltávamos a imprimir velocidade ao jogo e a defesa muito subida do Estoril abria grandes crateras nas costas. E foi numa jogada rápida de combinação que o Krovinovic voltou a colocar a partida a salvo (59’), noutro desvio dentro da área depois de um centro do Cervi na esquerda. Dez minutos depois, ainda apanhámos um susto com o Estoril a reduzir, mas o vídeo-arbitro viu (e bem) que o Kleber tinha empurrado a bola com o braço. Até final, ainda tivemos uma ocasião soberana do Cervi, com o Moreira fora da baliza a defender de cabeça(!) um remate do argentino.

Em termos individuais, destaque para o Salvio (um golo e uma assistência), para o Krovinovic, cada vez mais preponderante no nosso jogo atacante, e para o André Almeida, que raramente perdeu um lance e terá feito um dos seus melhores jogos de sempre pelo Benfica. O Cervi na esquerda esteve mais discreto, mas tem uma capacidade de luta praticamente inesgotável. O Jonas continua a facturar como se não houvesse amanhã e, na defesa, o Luisão mostra-se imperial como sempre. Quanto aos menos, menção quase obrigatória para o Pizzi, que continua completamente fora dela.

Olhando para a tabela classificativa, foi um jogo menos tranquilo do que se poderia pensar. Mostrando a espaços bom futebol, principalmente na 1ª parte, ainda não conseguimos fazer com que ele durasse 90’. No entanto, conseguimos a vitória que era fundamental. Na próxima 4ª feira, teremos um dos jogos da época, com a ida a Vila do Conde para a Taça de Portugal. Depois daquela eliminação vergonhosa na Europa, é obrigatório estarmos nas decisões das provas nacionais.

quarta-feira, dezembro 06, 2017

Humilhação histórica

Perdemos com o Basileia (0-2) na Luz e fizemos o pleno na Liga dos Campeões deste ano: seis jogos, seis derrotas! Mais: 1-14 em golos! Eu repito: 1-14 em golos! Apenas meio ano depois de conseguirmos o inédito tetra, voltamos a entrar na história pelos piores motivos. E não é só numa história, é em várias histórias.

Não vou estar com falinhas mansas e ODEIO o politicamente correcto, portanto cá vai: o que se passou este ano na Liga dos Campeões é a maior vergonha desportiva da nossa história! Esqueçam os 0-7 em Vigo, os 0-5 na Supertaça com o CRAC, os 1-7 com a lagartada, todos os (felizmente poucos) resultados destes que tivemos. Porque eles são apenas isso mesmo: resultados pontuais. Acontecem. Agora, em seis jogos não fazer um único ponto, marcar somente um golo (segundo o que ouvi na rádio, o Dínamo Zagreb foi a única equipa a não marcar nenhum golo numa fase de grupos), tornar-se a pior equipa portuguesa e o pior cabeça-de-série de sempre da competição, não é apenas um resultado pontual. É algo que nos deve envergonhar a todos. Porque nós somos o que somos graças à história. Não é por termos ganho um campeonato que somos a maior equipa portuguesa. É por termos ganho 36. Portanto, não podemos desprezar nem desvalorizar a história. Da mesma maneira que não o fazemos quando corre bem, também não o devemos fazer quando corre mal. Porque a história (ao contrário do que alguns acham), não se apaga.

E o que se fez ontem foi precisamente desvalorizar a história. Isto não era a Taça da Liga para andar a rodar a equipa. Era a Liga dos Campeões que todo o mundo vê. Eu já nem falo do 1,5M€ de prémio de vitória. Porque o lucro não me interessa enquanto adepto. Ninguém vai para o Marquês comemorar a venda do Renato Sanches por 35M€ ou os lucros do relatório & contas. Interessam-me as vitórias, os títulos e o prestígio do Benfica. E nada disto foi acautelado este ano. A equipa que o Rui Vitória apresentou, somente com dois titulares (Jardel e Pizzi), foi logo um indício que defender o nosso prestígio era algo que não nos assistia, como diria o outro. Sofremos um golo aos 5’ (Elyounoussi) e outro aos 65’ (Oberlin), e em ambos o Douglas foi um espectador privilegiado (a propósito, quem é que foi descobrir esta abécula?!). Pelo meio fomos tentando, mas com muita falta de jeito e um empenho q.b.

Acho bem que toda a estrutura do Benfica se mentalize que só há uma maneira de compensar esta humilhante participação: o penta. Isto não é um desejo, nem uma vontade. É uma exigência para amenizar esta nódoa indelével em 113 anos de gloriosa história. QUE VERGONHA!

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Na luta

Empatámos em Mordor (0-0) na passada 6ª feira e mantivemo-nos a três pontos do CRAC, que agora tem a companhia da lagartada (1-0 ao Belenenses) no 1º lugar. Para o futebol que tínhamos vindo a demonstrar até há bem pouco tempo, não foi um mau resultado e esteve em consonância com o que pretendíamos, porque jogámos a maior parte do tempo para não perder. No entanto, e percebendo que estávamos no estádio que maiores dificuldades nos tem criado ao longo da história, se mostrássemos um pouco mais de ambição não teria feito mal nenhum.

O Rui Vitória manteve a equipa que goleou o V. Setúbal e entrámos muito bem no jogo, surpreendendo o CRAC. O Jonas teve logo no início uma grande oportunidade de cabeça, mas o José Sá conseguiu defender. A 1ª parte não teve assim grandes oportunidades de golo em nenhuma das balizas, porque os (poucos) remates acabaram por ser interceptados ou saíram com má direcção. Para quem estava à espera que fôssemos massacrados, os planos saíram furados, até porque o jogo foi muito repartido.

A 2ª parte foi diferente, porque nós nunca conseguimos sair a jogar como na 1ª. O que implicou que o CRAC passasse muito mais tempo no nosso meio-campo e criasse mais oportunidades. O que nos valeu foi que o Bruno Varela se assumiu como um dos melhores em campo e foi defendendo (às vezes, a dois tempos) o que lhe apareceu à frente, nomeadamente remates do Brahimi e Marega. O Rui Vitória percebeu que estávamos a perder o meio-campo e fez entrar o Samaris para o lugar do inoperante Pizzi. As coisas melhoraram um pouco e a cerca de 15’ do fim entrou o Zivkovic para o lugar do Cervi. Finalmente conseguimos esticar o jogo e a área do CRAC deixou de ser um one man’s land. No entanto, o sérvio viu dois amarelos em apenas 2’ e a parte final do jogo foi muito difícil para nós, valendo-nos a falta de pontaria do Marega em dois lances em que só tinha que encostar.

Em termos individuais, grande jogo do Bruno Varela, que terá ganho uma segunda vida depois do erro clamoroso do Bessa. Neste momento, a baliza é mais que dele. Os centrais Luisão e Jardel também estiveram bem, especialmente este último cujas últimas exibições vinham sendo uma desgraça. O André Almeida raramente compromete nos jogos grandes, mas do outro lado o Grimaldo esteve péssimo, tendo sido responsável por duas das grandes oportunidades falhadas pelo Marega. O Fejsa subiu em relação a partidas anteriores, ao contrário do Pizzi que continuou a revelar uma pobreza franciscana (se protestou com alguém pela substituição, espero que tenha sido com ele próprio!). O Krovinovic foi dos melhores na 1ª parte e na 2ª pertenceram-lhe as nossas grandes oportunidades, especialmente uma em que, depois de um ressalto, ficou isolado, mas permitiu que o José Sá lhe saísse aos pés e evitasse o golo numa altura em que já estávamos com dez. Nas alas, o Cervi e o Salvio lutaram bastante, mas não se mostraram muito em termos atacantes. O Jonas fartou-se de levar pancada, mas passou muito ao lado do jogo. O Samaris foi importante ter entrado para segurar o meio-campo que estava perdido na altura e o Jiménez na parte final foi a nossa primeira linha da defesa. A última palavra é para o Zivkovic: estivemos à beira de ter um novo Carlos Martins. Independentemente da justeza ou não do primeiro cartão, ter aquela entrada já sabendo que estava amarelado revela uma acefalia gritante! Espero que tenha um mês de multa no ordenado! Jogadores muito talentosos, mas que se esquecem do cérebro em casa quando vão para o campo não servem. É bom que ele perceba isso, senão adeusinho e boa viagem! Estou convencido que sem aquela idiotice se calhar ainda poderíamos ter ganho o jogo, porque estávamos a conseguir apanhá-los em contrapé. Além disso, as grandes oportunidades do CRAC surgiram só depois da expulsão, pelo que o sérvio acabou por ter sorte por não se ter tornado o responsável pelo nosso afundanço. 

Mesmo a jogar um futebol muito sofrível, o que é certo que que chegamos a Dezembro, já com a ida a Mordor, a três pontos do 1º lugar. O que nos leva a pensar que, se melhorarmos um bocado, podemos chegar mais além. Como infelizmente fomos corridos da Europa, temos mais que obrigação de nos concentrar no penta.

P.S. – O Sr. Jorge Sousa exibiu uma dualidade de critérios gritante, especialmente a nível disciplinar. O Felipe é um herdeiro muito competente de animais como o Bruno Alves ou o Paulinho Santos e é inacreditável que tenha chegado ao fim do jogo sem nenhum cartão. Mesmo assim, o CRAC está farto de ladrar com um suposto golo mal anulado, num lance em que o Grimaldo é ensanduichado e não consegue saltar à bola (sim, não há fora-de-jogo, mas o árbitro também já tinha apitado logo no primeiro remate), e com uma bola que bate na perna do Luisão, mas eles querem à força toda que seja braço. Dizem eles que foram “roubados”...! A sério...?! Quem mesmo falar em roubos na casa deles...? Vamos lá, então, recordar isto pela enésima vez, porque, ao contrário do que eles fazem no seu próprio museu (com uma foto onde a Carolina Salgado deixou de aparecer), a história não se apaga: um, dois, três e, o meu favorito, quatro.

quinta-feira, novembro 30, 2017

Obrigado, Imperador!

Na passada 3ª feira, dia 28 de Novembro, um grande senhor do futebol mundial despediu-se do Benfica. Obrigado tudo nestes 3,5 anos, grande Júlio César! Foi uma honra ter-te vestido com a nossa camisola, assim como sabemos que foi uma honra para ti vesti-la. Esperamos-te cá em Maio para receberes a medalha do penta!

 

terça-feira, novembro 28, 2017

Podcast Benfica FM

Já conheço o Nuno há vários anos e foi com o maior prazer que estive ontem à conversa com ele no seu excelente podcast Benfica FM. Subscrevam-no!

segunda-feira, novembro 27, 2017

Goleada imprevista

Vencemos ontem o V. Setúbal por 6-0 e reduzimos a diferença para o CRAC para três pontos, devido ao empate deles (1-1) na Vila das Aves, mantendo o ponto de desvantagem para os lagartos (ganharam em Paços de Ferreira por 2-1). Depois de selarmos a eliminação das competições europeias, com a pior prestação de toda a nossa história e o estabelecimento de um recorde negativo (nunca uma equipa do pote 1 tinha chegado à 5ª jornada da Champions com cinco derrotas), havia curiosidade de como reagiríamos a esse facto e ao empate do CRAC no dia anterior. E a resposta foi boa, embora não nos devamos deslumbrar com o resultado dilatado.

O Rui Vitória manteve a aposta no Bruno Varela, relegando o regressado Svilar para o banco. Julgo que será pelo facto de o Varela ter mais experiência e aproximar-se o decisivo jogo em Mordor para a semana. De resto, a equipa esperada com a entrada do Cervi para o lugar do Diogo Gonçalves, que nem no banco se sentou. Entrámos bem na partida, marcando logo aos 7’ pelo Luisão na sequência de uma assistência de cabeça do Jardel, depois de um livre do Pizzi. Pensei que iríamos fechar a loja, à semelhança dos jogos anteriores, mas felizmente isso não aconteceu. O V. Setúbal tentou responder, mas sem nos ter criado as dificuldades da semana passada para a Taça. Mesmo assim, teve uma boa oportunidade pelo Gonçalo Paciência, cortada in extremis pelo André Almeida depois de o Jardel ter sido muito mal batido em velocidade pelo Costinha. Pouco depois, foi o mesmo Jardel a cabecear num canto para boa defesa do Cristiano. Aos 39’, aumentámos a vantagem para o 2-0 no centésimo golo do Jonas pelo Benfica: canto do Pizzi na direita e entrada fulgurante do brasileiro. Conseguíamos dois golos na 1ª parte, coisa raramente vista este ano. As coisas tornaram-se ainda mais fáceis, porque em cima do intervalo o Nuno Pinto rasteira o Luisão e vê o segundo amarelo. Num dos últimos lances, ainda atirámos uma bola ao poste, numa cabeçada do Jonas.

A 2ª parte não poderia ter começado melhor com o 3-0 aos 48’ pelo Salvio, depois de nova assistência do Pizzi. O único remate do V. Setúbal neste período resultou de um erro do Fejsa que atrasou mal uma bola, mas o Varela defendeu a tentativa do Gonçalo Paciência. Aos 66’, o Jonas bisou num grande remate à meia-volta, depois de um centro do Salvio ter embatido num defesa e o André Almeida ter dado de cabeça para trás, descobrindo o brasileiro na área. Dois minutos depois, fizemos o 5-0 pelo André Almeida, desmarcado exemplarmente pelo Jonas, numa recarga a uma tentativa de assistência dele próprio, que tinha sido cortada por um defesa. O Zivkovic, que tinha entrado à hora de jogo para o lugar do amarelado Grimaldo (nunca fiando, porque Mordor aproxima-se), fez uma jogada genial pela esquerda, passando por vários adversários, mas o Seferovic (que tinha substituído o Salvio) deveria ser multado, porque falhou um remate fácil à meia-volta, que tornaria este um dos golos do ano. Aos 87’, fechámos o marcador pelo Zivkovic num frango inacreditável do Cristiano.
 
Em termos individuais, vários destaques: para o Jonas pelo bis e para a assistência para o golo do André Almeida; para o Pizzi, que finalmente deixou de ser corpo presente no relvado desde o jogo da Supertaça; para o Krovinovic, especialmente pela 1ª parte, onde foi o jogador que imprimiu mais velocidade ao nosso jogo; e para o capitão Luisão, regressado aos golos para o campeonato mais de 2,5 anos depois e inultrapassável na defesa. O Zivkovic entrou muitíssimo bem e, de facto, não se percebe porque tem jogado tão pouco. O Diogo Gonçalves foi bom enquanto durou, mas vá lá crescer mais um bocadinho, porque a diferença para o Cervi e Zivkovic é enorme nesta altura. O Samaris também veio dar outra dinâmica à equipa, fazendo uma série de passes a rasgar para a frente e é incompreensível que o Rui Vitória ache que o Filipe Augusto é melhor do que ele...! O Bruno Varela não teve grande trabalho, mas terá uma prova de fogo para a semana. Quem me continua a parecer muito longe do seu melhor é o Jardel, que foi batido nalguns lances de forma patética e para a semana terá de se haver com o Aboubakar...
 
Foi uma das melhores exibições da época, mas temos que colocar as coisas em perspectiva: quando se passa um jejum enorme, qualquer pedaço de pão parece opíparo. Na próxima semana, teremos uma noção mais exacta de quanto valemos nesta altura, porque passámos do (menos) 8 de 4ª feira para o 80 de ontem. É fundamental não perder o jogo em Mordor, mas uma vitória seria um rombo muito grande na confiança deles e poderia virar o campeonato.

quarta-feira, novembro 22, 2017

Deprimente

Perdemos em Moscovo frente ao CSKA por 0-2 e esta é indiscutivelmente a mais vergonhosa campanha europeia da nossa história. Cinco derrotas em cinco jogos, um golo marcado e 12 sofridos fazem de nós a pior equipa da fase de grupos da Liga dos Campeões. É (infelizmente) histórico, porque nunca uma equipa cabeça-de-série se viu nesta situação. É inacreditável que uma equipa que fez algo inédito como a conquista do tetracampeonato, somente meio ano depois entre novamente na história pelos piores motivos.

Numa partida em que era imperioso ganhar, marcando preferencialmente dois golos, alinhámos de início com o Filipe Augusto. I rest my case…! O post poderia terminar aqui… Com a inexplicável não-inscrição do Krovinovic, alguém tinha que entrar, mas eu não percebo porque é que não se repetiu a fórmula de Manchester, com o Samaris. É que acabámos por não jogar mal em Old Trafford. Mas não, lá tínhamos que levar com o Filipe Augusto, o que, com o Pizzi numa forma abaixo de cão, fez com que não existíssemos durante a maior parte do tempo. Aos 13’, sofremos o 0-1 pelo Schennikov (lance difícil, mas em fora-de-jogo), mas três minutos depois tivemos uma flagrante oportunidade pelo Jonas, que acertou mal na bola só com o guarda-redes pela frente, depois de uma assistência do Diogo Gonçalves. E, pronto, as nossas oportunidades na 1ª parte ficaram por aqui.

Na 2ª parte, o segundo golo apareceu aos 56’ num lance infeliz do Jardel, que fez um carrinho e a bola bateu nele e entrou. O Cervi já tinha substituído ao intervalo o apagadíssimo Diogo Gonçalves, mas nós revelámos sempre uma exasperante lentidão de processos (então o Pizzi…!) e raramente conseguimos chegar com perigo à baliza contrária. De tal modo, que a melhor oportunidade que tivemos foi um remate do André Almeida, que saiu fraco. Os russos também não aceleraram muito, o que ajudou a que não tivemos uma segunda edição de Basileia…

Num jogo tão paupérrimo da nossa parte, não vou destacar ninguém. Nesta senda de recordes negativos, acrescenta-se mais um: o CSKA sofria golos para a Champions há mais de 40 jogos seguidos! Desde 2006! Hoje voltou a não sofrer…

Nem nos nossos piores pesadelos nos imaginámos fora da Europa logo em Novembro. Não alinho nada da tese de “é melhor, porque assim concentram-se mais nas competições nacionais”. Isto é péssimo para o nosso prestígio e para o ranking. Só o pentacampeonato poderá compensar isto. Mas a jogar desta maneira, vai ser impossível.

segunda-feira, novembro 20, 2017

Em frente

Vencemos o V. Setúbal no sábado por 2-0 e qualificámo-nos para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Foi uma vitória justa, se bem que a exibição não tenha sido nada por aí além, embora não tão má quanto a frente ao Feirense.

Já se sabe que os jogos depois da paragem das selecções são sempre complicados. Ainda por cima, tivemos que defrontar uma equipa da I Liga contra a qual no ano passado fizemos um em seis pontos possíveis. O Rui Vitória manteve o 4-3-3 de Guimarães, desta feita com o Rafa e Cervi nas alas. Entrámos bem na partida e a 1ª parte não foi má. O Luisão teve um par de oportunidades de cabeça em cantos, mas foi o Cervi a inaugurar o marcador aos 25’ num canto estudado: o Pizzi marcou-o rasteiro para a entrada da área, o Luisão deixou a bola passar e o argentino atirou cruzado sem hipóteses para o Cristiano. Até qu’enfim que um lance destes resulta! Até ao intervalo, não abrandámos tanto como em jogos anteriores depois de marcarmos primeiro, mas não conseguimos criar grandes oportunidades de golo. 

A 2ª parte foi totalmente diferente para pior. Abrandámos claramente o ritmo e deixámos o V. Setúbal manobrar o jogo à vontade, embora verdade seja dita sem nos criar muito perigo. As excepções foram um remate fora da área do Arnold, que o regressado Bruno Varela (o Svilar estava com gripe) defendeu bem e ainda teve tempo para parar igualmente a recarga do José Semedo, e um outro lance em que o Jardel é batido em velocidade (quem o viu e quem o vê...) pelo João Amaral, que fica isolado, mas não consegue bater o Varela. O V. Setúbal protestou penalty neste lance, mas o Sr. João Capela (que fez uma arbitragem em que se fartou de apitar faltas contra nós em lances de disputa de bola, frise-se) nada assinalou. O Varela tenta atabalhoadamente aliviar a bola e embrulha-se com o adversário, embora só olhando para a bola. Para mim, não é penalty, mas se fosse marcado não seria um escândalo. Na resposta a este lance, fizemos o 2-0 na estreia do Krovinovic a marcar com o manto sagrado, depois de uma assistência do Cervi. Estávamos no minuto 81 e até final ainda vimos o João Teixeira a rematar com perigo à nossa baliza. 

Em termos individuais, destaque óbvio para o Cervi com um golo e uma assistência. O Jonas está só a um golo de chegar aos 100 pelo Benfica, mas não teve muitas chances nesta partida de o fazer. Aliás, esta nova colocação dele a ponta-de-lança não o favorece e fá-lo desgastar-se imenso na disputa de bolas com os defesas, mas a verdade é que a equipa mostra mais consistência desta maneira, até porque com o Pizzi numa forma péssima, outro médio que participe na nossa manobra atacante é fundamental. E o Krovinovic está a fazer bem esse papel. Nota-se que é jogador, se bem que ainda tenha que crescer um bocado. Falando em crescer, o Rui Vitória promoveu a estreia do norte-americano Keaton Parks neste jogo (substituindo o Pizzi a cerca de 15’ do fim) e percebeu-se que ele sabe o que tem a fazer em campo, embora me tivesse parecido um pouco mole, mas podia ser nervos da estreia. O Rafa nem começou mal, mas foi decrescendo ao longo do tempo e perdeu mais uma oportunidade de mostrar a razão pela qual pagámos 16M€ por ele. O Douglas confirmou mais uma vez o que já se tinha percebido: bom a atacar, mas o jogador com menos capacidade defensiva que eu alguma vez me lembro de ter visto (e atenção que eu vi o Dudic, o Okunowo, o Luís Felipe e o Patric...!). Acho que até eu passaria por ele! Tivemos um azar tremendo com a apendicite do Rúben Dias, porque o Jardel está a léguas do que vale e o Lisandro é... o Lisandro. 

Depois da vitória e boa exibição em Guimarães, confesso que estava à espera de um bocado mais. Mas o fundamental mesmo era prosseguir em prova, porque somos os detentores do título e conquistar a Taça de Portugal deve ser sempre o nosso objectivo nº 2 da época.

segunda-feira, novembro 06, 2017

Surpreendente

Vencemos ontem o V. Guimarães na cidade-berço por 3-1 e reduzimos para um ponto a desvantagem para a lagartada (empatou 2-2 aos 94’ de penalty com o Braga em casa), mantendo os cinco para o CRAC (venceu no sábado o Belenenses em Mordor). Quatro meses depois do início da temporada e depois da Supertaça e da 1ª jornada com o Braga, voltámos a apresentar algum futebol! Já não era sem tempo!

O Rui Vitória inovou ao apresentar um onze com o Krovinovic em campo e o Jonas como ponta-de-lança. Confesso que tive bastantes dúvidas acerca disto, porque me lembro sempre deste jogo de tão má memória com o Jonas sozinho na frente, mas desta feita a coisa correu muito bem. Fundamentalmente por uma razão: ter alguém no meio-campo que jogue para a frente e arraste a equipa com ele faz toda a diferença. O Krovinovic foi ontem esse jogador e foi dele a tabelinha com o André Almeida, que lhe proporcionou um cruzamento rasteiro para o Jonas abrir o marcador aos 22’. Claro que muitos de nós terão imediatamente pensado: “pronto, acabou-se o nosso futebol, vai ser sempre sofrer até ao fim.” No entanto, ao contrário da quase totalidade dos nossos encontros anteriores, conseguimos continuar a jogar à bola depois de marcarmos primeiro! Milagre! O V. Guimarães praticamente não se acercou da nossa baliza e, até ao intervalo, poderíamos ter aumentado o marcador, com remates do Diogo Gonçalves ao lado num canto do Pizzi directo para ele e do Salvio defendido pelo Miguel Silva.

Na 2ª parte, como seria expectável, o V. Guimarães entrou mais pressionante e nós andámos ali a patinar durante um bocado. Um remate em arco do Heldon passou perto do poste, mas quando o Rui Vitória decidiu colocar o Samaris para reequilibrar o meio-campo, voltámos a ter o controlo do jogo. E foi mesmo o grego a dar a machadada final, ao marcar o segundo golo aos 76, depois de uma tabelinha com o Jonas lhe ter proporcionado uma arrancada desde meio-campo, aguentando uma tentativa de carga de um defesa e rematando para o ângulo mais perto do guarda-redes, enganando-o. Nunca na vida o Pizzi faria uma jogada destas, porque raramente corre para a frente e na carga teria ido logo ao relvado. Três minutos depois, uma abertura perfeita do Diogo Gonçalves isolou o Salvio que, à saída do guarda-redes, lhe picou a bola por cima fazendo o 0-3. O Rui Vitória já tinha o Jiménez pronto para entrar, mas estou convencido que este terceiro golo o fez tirar o Fejsa (já com um amarelo) do que o Jonas. Depois também entrou o Cervi, que acabou por estar ligar ao golo do V. Guimarães, ao fazer um mau corte que fez com que a bola sobrasse para o Rafael Martins, que rematou para meio da baliza com o Svilar a ser apanhado em contrapé num lance em que tinha a obrigação de estar melhor posicionado. Mesmo em cima do tempo de compensação, o André Almeida agarrou inexplicavelmente um adversário já dentro da área, mas felizmente o avançado Tallo marcou o penalty bem por cima.

Em termos individuais, destaque para o Jonas, que esteve nos três golos do Benfica. Dizem os jornais que igualou a marca do gente ilustre como Julinho e Eusébio com nove jornadas consecutivas a marcar. É obra! Apesar de ter algumas arestas para limar, o Krovinovic não engana nas suas capacidades. Os extremos (Salvio e Diogo Gonçalves) estiveram muito activos no ataque. A defesa teve uma noite relativamente tranquila, com o Svilar a cometer ainda alguns erros de principiante, felizmente sem consequências de maior.

O campeonato irá agora para durante cerca de duas semanas para as selecções e a Taça de Portugal, e regressará para a segunda das nossas sessões com o V. Setúbal em casa (a outra é precisamente para a taça numa semana antes). Iremos então ver se esta melhoria exibicional tem sequência no futuro.

sábado, novembro 04, 2017

Manchester United - 2 - Benfica - 0

Perdemos na passada 3ª feira em Old Trafford e vai ser preciso um milagre para não vermos as competições europeias no sofá a partir de Dezembro.

Uma semana infernal, com vários trabalhos a competir entre eles, impediu-me de postar mais cedo, mas de qualquer maneira achei que mais valia tarde do que nunca… O Filipe Augusto fez o favor de se lesionar no aquecimento e entrou o Samaris em vez dele. O Douglas regressou à equipa e fez uma das maiores idiotices que eu já vi, ao derrubar com as mãos um adversário na grande área. O que valeu foi que o Svilar foi buscar o remate do Martial ao canto. Pouco depois, tivemos das nossas melhores oportunidades com um remate em arco do Diogo Gonçalves, muito bem defendido pelo De Gea. No entanto, aos 41’ sofremos mesmo o golo, num remate de longe do Matic, que bateu no poste e nas costas do Svilar, acabando por entrar na baliza! Falando em falta de sorte…

Na 2ª parte, foi novamente o Diogo Gonçalves a criar perigo, com o De Gea novamente em destaque. Aos 65’, tivemos uma ocasião soberana, com um erro clamoroso de um defesa do Man Utd a isolar o Jiménez, que acossado por um adversário atirou ao poste. A pouco mais de 10’ do fim, o Samaris faz um penalty escusado sobre o Rashford e o Blind rematou para o meio da baliza, enganando o Svilar. Até final, ainda poderíamos ter reduzido o marcador, mas terminou tudo na mesma.

Em termos individuais, os melhores foram os miúdos: à cabeça o Rúben Dias, com uma exibição muito personalizada e a não se atemorizar perante o tanqueLukaku; bem secundado pelo Svilar, com a mais-valia de ter defendido um penalty; finalmente, o Diogo Gonçalves ao qual, apesar ainda de não durar o jogo todo, pertenceram os nossos melhores remates. 

Os números são frios e não mentem: ao fim de quatro jornadas de Champions, vindos do pote 1, temos zero pontos e 1-10 em golos! Não há como enganar e assumir que esta é, até agora, a pior campanha de sempre. Apesar de o objectivo principal ser o penta, uma carreira europeia deste calibre é uma vergonha para a nossa história.

segunda-feira, outubro 30, 2017

Confrangedor

Vencemos o Feirense por 1-0 na passada 6ª feira, mas como os outros dois também ganharam continuamos a três pontos da lagartada e a cinco do CRAC. Há sempre coisas positivas a serem tiradas dos jogos, mas no caso deste isso resume-se aos três pontos. Tudo o resto foi mau demais para ser verdade.

Quando aos 11’ o Jonas marcou um golo na sequência de um ressalto num canto, depois de um início interessante da nossa parte e em que o brasileiro já tinha tido uma oportunidade depois de jogada do Diogo Gonçalves, comentei jocosamente com os meus companheiros de bancada: “bem, já podemos ir embora, porque, seguindo a tradição deste ano, vamos deixar de jogar à bola...!” Sinceramente, num jogo em casa, frente ao Feirense (não desfazendo...), não acreditava que isso acontecesse. Mas, pela enésima vez, aconteceu mesmo! A partir do momento em que nos vemos em vantagem no marcador, parece que deixamos de estar interessados em jogar à bola! Houve um lance paradigmático perto do final da 1ª parte, em que numa jogada rápida ganhamos um lançamento lateral no meio-campo adversário, estamos praticamente em igualdade numérica e com hipóteses de apanhá-los em contrapé e... o Salvio deixa a bola para o André Almeida fazer o lançamento calmamente, enquanto a defesa do Feirense se recompõe. Ok, já sei: estávamos a ganhar...! Foi exasperante!

A 2ª parte não foi muito diferente da primeira e só tivemos uma real oportunidade, em que o Salvio isolado permitiu a defesa com alguma sorte do guarda-redes Caio para canto. É certo que o Feirense acabou por não criar grande perigo, mas como estamos agora a jogar com dois(!) trincos (Fejsa e Filipe Augusto) também melhor fora...

A nossa exibição foi tão paupérrima que, por uma questão de decoro, não vou mencionar ninguém individualmente. Aliás, saí do estádio bastante chateado (podemos sair chateados mesmo quando ganhamos da mesma maneira que, às vezes, há derrotas que não nos fazem muita mossa, certo?) e com a certeza de que, a (chamemos-lhe) jogar assim, não vamos longe de certeza. É que já estamos em Novembro, a época já se iniciou há quatro meses e não se vêem melhorias nenhumas. Antes pelo contrário! Ainda por cima, agora estamos a jogar na máxima força, nem sequer há as desculpas das lesões. Eu sei que saíram jogadores importantes e que essas saídas não foram colmatadas, mas o plantel actual tem mais que capacidade para ser melhor frente ao...Feirense... em casa! Custa-me a crer que fomos afortunadamente enganados durante dois anos, mas este “marcamos e depois vamos todos lá para trás” só pode ser ordem do treinador. É que está sempre a suceder nesta época. E isto, lamento, mas é táctica de equipa pequena. Desde a época do Quique que não víamos futebol tão mau na Luz.

Amanhã iremos a Old Trafford e antevê-se o pior. Ainda por cima, sem Luisão nem André Almeida na defesa. Mas o que me preocupa mesmo é o jogo do próximo domingo em Guimarães. Nesta jornada, os outros dois foram ganhar a campos onde nós perdemos pontos (os lagartos 1-0 em Vila do Conde e o CRAC 3-0 no Bessa) e, portanto, nós continuamos com tolerância zero. Mas a jogar desta maneira, não sei como iremos conseguir ganhar.

segunda-feira, outubro 23, 2017

Regresso

Depois de dois meses e uma semana (14 de Agosto), voltámos finalmente às vitórias fora de casa, ao derrotar o Aves por 3-1. Como seria de esperar, não foi um jogo fácil, porque na nossa forma actual isso é simplesmente impossível, mas fizemos uma exibição ligeiramente melhor do que as anteriores (também pior era impossível), onde conseguimos não adormecer totalmente depois de nos colocarmos em vantagem.

O Rui Vitória manteve a aposta no Svilar e Diogo Gonçalves, mas colocou o Pizzi e o Jiménez no banco, alinhando com o Filipe Augusto e Seferovic. O início da partida foi movimentado, com uma oportunidade para nós (grande remate em arco do Diogo Gonçalves e defesa não menos vistosa do Quim) e para o adversário (remate do Vítor Gomes com o Svilar quase a ser enganado pela trajectória da bola, mas a corrigir a tempo – seria um novo frango...). O Salvio ainda teve dois lances em que o Quim foi novamente protagonista, mas aos 28’ o Washington fez uma falta tão escusada quanto evidente sobre o Diogo Gonçalves na área. No respectivo penalty, o Jonas não perdoou e atirou com força para o meio da baliza. Até ao intervalo, ainda tivemos uma oportunidade soberana pelo Salvio, mas quando só tinha que encostar de cabeça num óptimo centro do André Almeida, conseguiu atirar a bola por cima... No entanto, para não destoar, foi o Aves a vir para cima de nós, sem que conseguíssemos manter a bola longe das imediações da nossa área: o Svilar andou aos papéis num centro e foi o Rúben Dias a salvar, um remate em boa posição do Vítor Gomes saiu ao lado e uma cabeçada do Defendi bateu na parte superior da barra. Felizmente, entretanto veio o intervalo, porque mais um bocadinho e muito possivelmente sofreríamos um golo.

Na 2ª parte, havia a curiosidade para saber se o Aves conseguiria manter o ritmo, mas levou logo um balde de água fria aos 50’ com o 0-2 pelo Seferovic, depois de um remate de longe do Jonas bater no suíço e ressaltar para o Salvio na área, que rematou cruzado em esforço, com o mesmo Seferovic a confirmar o golo sobre a linha. E ainda bem que o fez, porque não sei se um defesa em carrinho não teria conseguido cortá-la. O adversário sentiu bastante o golo e não conseguiu, nem de perto nem de longe, criar o mesmo perigo da 1ª parte. Ao invés, fomos nós que estivemos mais perto de aumentar o marcador, mas o Jonas rematou muito fraco e à figura, e o Seferovic num ressalto proporcionou nova magnífica intervenção do Quim. Como muitas vezes sucede esta época, bastou ao adversário ir uma vez com perigo à nossa área para marcar e isso aconteceu num pontapé de canto aos 76’, com uma cabeçada ao primeiro poste do Defendi. Adivinhavam-se uns minutos finais complicados, mas isso acabou por não acontecer, porque aos 80’ fizemos o 1-3. Há uma falta do Jonas no meio-campo que o Sr. Nuno Almeida não assinalou e, na sequência do lance, o entretanto entrado Pizzi foi derrubado na área. O Jonas mais uma vez não perdoou, atirando a meia altura para o lado esquerdo da baliza. Até final, ainda deu para o Seferovic ser derrubado na área num contra-ataque nosso, sem ser marcada falta (claro que para os antis isto não vai compensar a falta do Jonas a meio-campo, mas sinceramente já não tenho paciência para estas discussões em que uma falta a meio-campo é equiparável a um penalty não assinalado ou um golo mal anulado), para o Derley atirar ao nosso poste (como é que nós permitimos nessa altura uma bola ao poste num contra-ataque?!), e para o Krovinovic (que tinha substituído o Jonas) fazer o Quim brilhar novamente. O jogo não terminou sem antes o Pizzi e o Fejsa terem visto dois escusados amarelos.

Em termos individuais, destaque para o Jonas pelos golos (de penalty, mas é preciso marcá-los) e para a 1ª parte do Diogo Gonçalves. Nota-se que o miúdo ainda está verde (salvo seja!), não consegue manter um rendimento constante nos 90’, mas tem definitivamente qualidade. Outro que também está verde é o Svilar, mas este é bom que amadureça depressa, porque joga numa posição em que não pode mesmo falhar. O Filipe Augusto no meio-campo não esteve tão horrível quanto em jogos anteriores, o que é sempre de saudar. O Fejsa anda longe da sua melhor forma, assim como o Seferovic, embora este tenha melhorado em relação a partidas anteriores e pode ser que o regresso aos golos lhe faça bem. O Rúben Dias teve uma escorregadela comprometedora na 1ª parte, mas o lugar é indiscutivelmente dele nesta altura.

Receberemos o Feirense na próxima 6ª feira e veremos se esta relativa melhoria tem continuidade ou não. Como os outros dois golearam em casa (o CRAC 6-1 ao Paços de Ferreira e a lagartada 5-1 ao Chaves), as distâncias mantêm-se e continuamos sem margem de manobra para perder pontos.

P.S. - Estando ainda fora do país, quero aqui dizer uma coisa: a VPN é a melhor invenção desde a roda! (E da internet, vá...)

quinta-feira, outubro 19, 2017

Erro

Perdemos com o Manchester United na Luz (0-1) e, não só reduzimos as hipóteses de qualificação para os oitavos da Champions a uma questão matemática (do género: é matematicamente possível que o Tondela ainda seja campeão), como também corremos o enorme risco de voltar a passar pela vergonha de ficarmos fora da Europa no novo ano. Nós, que viemos do pote 1, recordemo-nos...! Os mais optimistas dirão que ganhámos o bicampeonato no ano em que também ficámos fora da Europa, mas entre as fezadas e o que vemos em campo, eu tendo a seguir mais o que vemos em campo.

Por motivos profissionais, tive que me ausentar do país, o que fez com que tenha perdido ao vivo o terceiro jogo do Benfica nos 371 que houve desde que o novo Estádio da Luz foi inaugurado. Depois de uma vitória e um empate, a minha terceira ausência saldou-se por uma derrota. No entanto, graças às novas tecnologias, consegui ver o jogo em diferido sem saber o resultado. Comecei logo por ficar surpreendido pelo onze inicial: o Rui Vitória manteve a aposta no Svilar (tornou-se no mais jovem guarda-redes de sempre a ser titular na Champions), o Douglas tinha mesmo que jogar (o André Almeida está castigado), mas o que foi verdadeiramente novo foi que jogámos em 4-3-3, com o Filipe Augusto no meio-campo e o Diogo Gonçalves na primeira titularidade em jogo oficiais (e logo numa partida destas!) na esquerda, a acompanhar o Salvio e o Jiménez. O nosso começo foi muito bom, com a equipa junta a não permitir muitas veleidades atacantes ao Man. United e a tentar atacar com rapidez. Porém, quando chegámos ao capítulo ‘rematar à baliza’ é que estava tudo estragado. Tivemos uma boa oportunidade numa grande jogada do Grimaldo, com intervenção do Diogo Gonçalves e remate do Salvio ao lado, mas a partir da meia-hora os ingleses assumiram o jogo e criaram-nos algumas dificuldades. Apesar disso, acabámos por estar bem na defesa, com realce para o Rúben Dias a demonstrar que foi um erro enorme não ter sido titular em Basileia.

A 2ª parte foi diferente, dado que já não tivemos capacidade física para pressionar o United. O jogo ia decorrendo com os ingleses a controlarem-no sem grandes oportunidades, até que aos 64’ o Rashford cobra um livre directamente para a nossa área e o Svilar, mal colocado, vai recuando e, em vez de socar a bola, agarra-a e entra com ela pela baliza adentro. Erro de principiante que nos custou muito caro. O Zivkovic já tinha entrado para o lugar do Pizzi (continua numa forma lamentável), entraram igualmente o Jonas e o Cervi, mas não tivemos capacidade para chegar sequer à grande-área contrária. Só num canto é que o Rúben Dias em boa posição atirou por cima, mas a bola também não era fácil. Para tornar as coisas piores, o Luisão viu o segundo cartão amarelo e vai falhar o jogo em Old Trafford (uma defesa com o Lisandro ou com o Jardel na sua forma actual, vai ser lindo...!).

Em termos individuais, gostei do Rúben Dias, que perante o tanque Lukaku não se atemorizou (volto a repetir: a ausência em Basileia é injustificável), e das primeiras partes do Diogo Gonçalves, que demonstra algum potencial (pelo menos mais do que o corredor de 100 m que já nem convocado foi...), e do Salvio. O Jiménez teve pouco jogo e poucos companheiros com quem combinar, o Filipe Augusto não destoou completamente, mas ainda falhou um ou outro passe comprometedor, no entanto, neste capítulo o óscar vai indiscutivelmente para o Douglas, que confirmou tudo o que vimos em Olhão: alguma criatividade a atacar, mas defender não é com ele, com a agravante de ter lançado uns quantos contra-ataques... do adversário! Ora, dado que joga a defesa-direito, temos aqui um problema pelo menos para as partidas teoricamente mais complicadas... O Svilar teve um jogo histórico no bom e mau sentido da palavra, mas percebe-se que há ali potencial indiscutível. O problema é que a nossa margem de manobra é diminuta e, depois do Bruno Varela no Bessa, é o segundo jogo que perdemos por causa de um frango... Aliás, esta época do Benfica resume-se muito facilmente: três jogos na Liga dos Campeões, três guarda-redes utilizados. Acho que não é preciso acrescentar mais nada.

Já se sabe que os encontros pós-Champions são sempre muito complicados e este ano calham-nos todos fora. Iremos à Vila das Aves no domingo e aí, sim, teremos de mostrar que conseguimos mais do que o ‘futebol sem balizas’ que apresentámos ontem. A ver a Europa por um canudo, temos ainda mais que apostar as fichas todas no campeonato. Até porque, convém sempre relembrar, que, quanto mais não seja, o terceiro lugar deixou de dar acesso à Champions...