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segunda-feira, abril 23, 2018

Salvio salva

Vencemos o Estoril na Amoreira no sábado (2-1), mas como muito dificilmente o CRAC não ganhará hoje em casa ao V. Setúbal, o mais provável é que continuemos a dois pontos deles e com vantagem de três sobre a lagartada, que ganhou em casa ao Boavista por 1-0 com um penalty do Bas Dost. Apesar de estarmos no terreno do penúltimo classificado, o jogo foi bastante difícil e só conseguimos o golo da vitória aos 92’ pelo Salvio.

O Rui Vitória manteve a mesma equipa que perdeu com o CRAC na semana passada, porque o Jonas continua a “recuperar de lesão” (infelizmente, estou cá desconfiado que não vai jogar mais esta época...). E não poderíamos ter entrado melhor, com um golo do Rafa logo aos 10’, num remate rasteiro cruzado depois de uma assistência brilhante do Zivkovic, o melhor em campo. Com o mais difícil a ser feito tão cedo, pensei ingenuamente que iríamos ter uma partida calma como resposta à desilusão da semana passada. Pura ilusão...! Na 1ª parte, ainda controlámos bem e tivemos algumas oportunidades para dilatar a vantagem, mas um remate do Rafa saiu ao lado e duas cabeçadas do Jiménez não tiveram o destino desejado, com o guarda-redes Renan Ribeiro a defender uma delas e na outra, já em cima do intervalo, mesmo com uma saída em falso deste fora da área, o nosso avançado atirou ao lado.

Na 2ª parte, devem ter-se esquecido de avisar os nossos jogadores (e treinador?) que não estávamos a jogar com o CRAC. É que, à semelhança daquele jogo, também neste não reentrámos em campo... O Estoril veio para cima de nós e inclusive até marcou aos 51’, mas o lance foi bem invalidado pelo VAR, por fora-de-jogo. Isto teve o condão de nos assustar e finalmente reentrámos em campo. O Rafa iniciou então a sua série de desperdício e, completamente isolado, permitiu uma defesa ao Renan meio com a cabeça. Como diz uma das máximas do futebol, não marcámos e sofremos o empate aos 63’ num livre para a área, com o André Almeida completamente a dormir e o Halliche a contorná-lo e a marcar por baixo das pernas do Bruno Varela. Pouco depois, livrámo-nos de boa, com uma bola do Lucas Evangelista, desviada pelo Rúben Dias, a bater no poste. Com o jogo completamente partido, o Rafa roubou a bola a um defesa, voltou a ficar isolado perante o Renan, mas tentou de trivela e a bola foi direitinha às suas mãos. Incrível...! Entretanto, entrou o Salvio, para o lugar do inoperante Cervi, que, a quinze minutos dos 90, centrou para o Jiménez fazer um remate à meia-volta de pé esquerdo, defesa do guarda-redes com o pé e ressalto para o Rafa, que não conseguiu voltar a rematar porque um defesa cortou a bola. Das três oportunidades do Rafa, foi a menos escandalosa. A partir daqui, deixámos inexplicavelmente de jogar. O Seferovic voltou a substituir o Pizzi, que pura e simplesmente não esteve em campo, mas nós perdemos o fio de jogo. Não conseguimos fazer dois passes seguidos, o Zivkovic bem tentava, mas ninguém o seguia, começámos a enviar bolas para a frente à maluca, com enorme vantagem dos centrais contrários e já com o Jardel a fazer companhia aos dois avançados, enfim, um desalento completo. Na única jogada de jeito nos últimos 22’ de jogo (o sr. Hugo Miguel deu, e bem, sete minutos de compensação, porque o Estoril, em especial o guarda-redes, abusou do antijogo), o Grimaldo centrou para a área e o Salvio teve uma brilhante entrada de cabeça, antecipou-se ao defesa e deu-nos a vitória. Foi uma mistura de delírio e alívio na Amoreira! Arrisco-me a dizer que, da maneira como estava o jogo, já ninguém contava com isto.

Em termos individuais, o Zivkovic foi de longe o melhor do Benfica. O Fejsa esteve igualmente em destaque a cortar algumas bolas no meio-campo, mas mesmo disfarçando bem não pode estar em todo o lado. O Rafa é dos poucos a imprimir velocidade no último terço do campo, mas definitivamente tem que treinar (e muito!) lances de um para um com o guarda-redes. É exasperante os golos que falha isolado. Todos os outros estiveram num nível muito mediano, para não dizer pior...

O sonho do penta esteve a poucos minutos de ter terminado, mas lá nos conseguimos manter ligados à máquina. No entanto, a jogar desta maneira não se está bem a ver como vamos ganhar ao WC daqui a duas jornadas. Principalmente se o Jonas não recuperar. Caímos a pique em termos exibicional desde a sua lesão e é algo que temos que rever para o ano. Eu gosto imenso do Jonas, mas não podemos ficar dependentes de um só jogador, especialmente quando o mesmo já tem 34 anos.

segunda-feira, abril 16, 2018

Frustrante

Perdemos com o CRAC (0-1) na Luz e dissemos adeus ao sonho do penta. Bem se pode vir com os discursos de que “só estamos a dois pontos”, “continuamos na luta” ou “isto só acaba no final” que seria preciso não um, mas dois milagres para podermos ser campeões. Dois milagres, porque não basta o CRAC empatar um jogo, teriam de ser dois (ou uma derrota), o que em quatro jogos não é nada fácil. Além de que nós teríamos de ganhar todos, incluindo a ida ao WC, algo que nesta altura a jogar(?!) como estamos, não se vislumbra bem como.

Como se calculava pelas declarações do Rui Vitória na véspera, o Jonas ficou mesmo de fora. Enfrentar o segundo classificado no jogo mais importante da época, sem o melhor jogador do campeonato, foi logo um handicap terrível. Mas durante a 1ª parte, dominámos a partida embora sem criar grandes oportunidades, com excepção a uma do Pizzi já perto do intervalo que ficou sozinho perante o Casillas, mas permitiu a defesa deste. Antes disso, o Rafa atirou ao poste num lance em que o Casillas estava a fechar o ângulo e o Cervi proporcionou uma defesa ao guardião espanhol, num remate também de ângulo difícil. Do outro lado, houve a surpresa da titularidade do Marega e foi dele a única chance do CRAC, num remate de primeira ao lado já depois da perdida do Pizzi.

Na 2ª parte, e à semelhança de Setúbal, desaparecemos do jogo. O CRAC aproveitou isso e transfigurou-se para melhor, pertencendo-lhe as melhores oportunidades: o Bruno Varela fez uma boa mancha ao Marega, o Brahimi rematou em arco muito perto do poste e, em cima dos 90’ (para não variar), o Herrera disparou forte de fora de área, no meio de cinco(!) jogadores do Benfica (sem que nenhum lhe fizesse obstrução!), decidiu o jogo e, muito provavelmente, o campeonato. Quanto a nós, tivemos as seguintes oportunidades de golo no segundo tempo: .......................


O que é que se passou ao intervalo para haver assim uma tão radical transformação na nossa equipa? Não sei, mas será melhor perguntar ao Rui Vitória. Porque o mesmo se passou em Setúbal. E, tal como na capital do Sado, as substituições foram desastrosas. Aos 66’, para entrar o Salvio saiu o Rafa, o nosso jogador mais rápido, que já tinha provocado dois amarelos ao adversário e que, da maneira como estávamos a jogar em contra-ataque, era o único que poderia criar desequilíbrios em velocidade na frente. Tal como em Setúbal, sai o Rafa com o Cervi a jogar muito pior do que ele (na semana passada, ainda poderia haver a desculpa com a condição física do Grimaldo, mas ontem tínhamos o Eliseu no banco para qualquer eventualidade). E eu sou absolutamente insuspeito para dizer isso, basta ler os posts passados para ver o quanto eu sempre gostei do argentino e as (enormes) dúvidas que tinha acerca do português. Não contente com isto (se já mal passávamos do meio-campo antes desta substituição, depois dela deixámos de o fazer de vez), aos 74’ tira o Cervi para colocar o... Samaris! Que não jogava tanto tempo desde... 3 de Março frente ao Marítimo! E até me arrisco a dizer, que foi a primeira vez que o Samaris entrou em campo para ajudar a defender um resultado, sem que nós estivéssemos a ganhar Ou seja, do banco veio claramente o sinal para dentro de campo que era para defender o empate. E escuso de dizer qual é uma das máximas do futebol acerca de jogar para o empate, certo...?! Não só os nossos jogadores perceberam isso, como o adversário também, o que fez com que houvesse logo depois duas substituições mais atacantes (entraram o Corona e o Aboubakar). A cereja no topo do bolo foi a nossa última substituição aos 86’: com o meio-campo à rasca, o Rui Vitória resolveu tirar o Pizzi para colocar o... Seferovic! Vão lá rever o golo do CRAC e vejam quem é o jogador que (não) faz pressão sobre o Herrera na altura de ele rematar à baliza...! Elucidados...?!

Pedia-se coragem para fazermos história, uma vitória colocava-nos muito próximos de entrar (ainda mais) no Olimpo do futebol português e igualar o único recorde que nos falta. Mas pior do que ter perdido, é não ter jogado para ganhar. É absolutamente incompreensível! É que, mesmo no dia do Kelvin, o CRAC criou muito poucas oportunidades e nem esteve muito em cima de nós. Além do pequeno pormenor de o jogo ter sido em Mordor. Ontem, não! Foi tudo ao contrário. Aquela 2ª parte prometia o que veio a acontecer. Não foi surpresa nenhuma, nem um pontapé fortuito como há cinco anos. Pedia-se coragem e sagacidade do banco. Não aconteceu nem uma coisa, nem outra. Aquela 2ª parte foi de equipa pequena. Não se percebe, não se entende e não se desculpa.

P.S. – Com a vitória da lagartada em Belém (4-3), passámos a ter só três pontos de vantagem para eles. O que faz com que o jogo no WC continue a ser decisivo, mas agora pelas piores razões: uma derrota tira-nos do segundo lugar.

quinta-feira, abril 12, 2018

Benfica FM em directo

Logo à noite, às 21h30, vou estar à conversa sobre o assunto mais importante do mundo com os grandes Nuno, JG e Bakero. Em directo aqui.


segunda-feira, abril 09, 2018

Jiménez

Vencemos em Setúbal por 2-1 e vamos defrontar o CRAC para a semana com um ponto de vantagem sobre eles (ganharam ao Aves em Mordor por 2-0). Quanto à lagartada, depois de uma semana absolutamente surreal com o presidente e os jogadores em guerra aberta, ganhou em casa ao Paços de Ferreira por 2-0 e mantém-se seis pontos atrás de nós, tendo ganho dois pontos ao Braga, que empatou em Santa Maria da Feira (2-2).

Já se sabia que o nosso jogo na capital do Sado seria extremamente complicado e mais ficou, ainda antes de começar, com a lesão do Jonas no aquecimento, o que fez com que tivesse que entrar o Jiménez para titular. Como se já não bastasse perder o melhor marcador do campeonato, ficámos em desvantagem logo aos 3’ com um golo do Costinha, depois de um centro largo da esquerda, num lance em que o Bruno Varela talvez pudesse estar melhor colocado para suster o remate cruzado. Tivemos uma boa resposta ao golo sofrido e um remate de primeira do Cervi poderia ter dado a igualdade logo a seguir, mas saiu ao lado. Continuámos a tentar e tivemos duas boas hipóteses: um desvio do Cervi a rasar o poste e uma cabeçada do Jardel bem defendida pelo guarda-redes Cristiano. Era muito importante chegar ao golo antes do intervalo e finalmente conseguimo-lo aos 28’: centro largo do Rafa na direita e o Jiménez ao segundo poste, de pé esquerdo, não falhou. Até ao intervalo, o próprio Jiménez poderia ter rematado de primeira em boa posição, na sequência de um centro do Cervi, mas dominou de peito e perdeu tempo de remate.

Na 2ª parte, estivemos incompreensivelmente bastante piores. Tanto assim foi que pertenceram ao V. Setúbal as melhores oportunidades, nomeadamente uma pelo Edinho que, já depois da marca de penalty e completamente sozinho, conseguiu rematar por cima na sequência de um cruzamento da direita (muito mal o Grimaldo a ir à bola à queima e ser batido), e um remate cruzado ao lado do André Pereira (emprestado pelo CRAC esteve sempre a tentar sacar amarelos aos nossos jogadores). Aos 66’, o Rui Vitória fez entrar o Seferovic para o lugar do Rafa. Não resultou mesmo nada. O suíço parecia fazer figura de corpo presente, completamente fora de forma, e até ter entrado o Salvio para o lugar do Grimaldo aos 77’ continuámos fora do jogo. A sete minutos do fim, uma bicicleta do Jiménez proporcionou uma defesa a dois tempos do Cristiano (se desse um toque para a esquerda, o Zivkovic estava completamente à vontade) e pouco depois foi o Salvio a isolar-se, na sequência de um corte deficiente de um defesa contrário, mas o remate de pé esquerdo saiu por cima. Em cima dos 90’, marcámos pelo Jardel, mas infelizmente estava fora-de-jogo. Até que aos 92’, aconteceu o lance do jogo: o Luís Felipe, entretanto entrado no V. Setúbal, agarra o Salvio na área e este aproveita e cai. O Sr. Luís Godinho foi perentório a assinalar penalty e o VAR (Hugo Miguel) confirmou. Sim, estou de acordo: não é um penalty tão escandaloso quanto o do ano passado sobre o Carrillo, também no final da partida, mas para mim é penalty. Como o Jonas não estava, coube ao homem que nunca falhou um penalty na vida tentar (ainda bem!) e o Jiménez não falhou! Bola rasteira, colocadíssima na malha lateral esquerda da baliza, que tornou infrutífera a estirada do guarda-redes para aquele. Foi o delírio no estádio e não só!

Em termos individuais, o destaque é obviamente para o Jiménez. Dois golos e mais uma vitória muito importante graças a ele (se formos felizes em Maio, este jogo vai juntar-se aos dois de Vila do Conde para mais que justificar o que pagámos por ele). Também gostei bastante do Zivkovic, que só baixou de produção quando o Rui Vitória o desviou para a direita depois da saída do Rafa. Felizmente, quando entrou o Salvio, voltou para o lado esquerdo. O Fejsa, por causa de estar tapado por amarelos, não foi tão pressionante como habitualmente, e os centrais também não (o Rúben levou um e também ficou tapado). Quando saiu o Rafa, não percebi porque não foi o Cervi, mas depois de ter saído o Grimaldo fez-se luz: como o espanhol nunca é de fiar em termos físicos, o argentino é a melhor opção para a lateral esquerda no final das partidas.

Foi uma vitória muito difícil, suada e, não me custa admiti-lo, até lisonjeira. Mas também são destas que se fazem os campeonatos. Como diria o outro, isto não é para a nota artística. Iremos receber o CRAC no próximo domingo num jogo decisivo. Há um mês, ninguém acreditaria que estivéssemos à frente deles nesta altura, mas o que é certo é que isso aconteceu. Cabe-nos tirar partido dessa situação e colocá-los a quatro pontos, o que a quatro jornadas do fim pode ser decisivo. No entanto, não será nada fácil e os números comprovam-no: desde que existe novo estádio, em 13 épocas, só por três vezes(!) é que lhes ganhámos em casa para o campeonato (esta, esta e esta). Espero que a perspectiva de fazer história com um inédito penta inspire os nossos jogadores a aumentar este número para quatro.

P.S. – Uma vitória é fundamental, mas convém ter atenção ao seguinte: temos o Rúben Dias, o Jardel e o Fejsa em risco de exclusão. Seria muito mau irmos ao Estoril sem nenhum deles.

terça-feira, abril 03, 2018

Finalmente o 1º lugar!

Vencemos no sábado o V. Guimarães por 2-0 e, numa gloriosa jornada pascal com as derrotas da lagartada em Braga (0-1) e ontem do CRAC em Belém (0-2), assumimos o 1º lugar no campeonato com um ponto de vantagem para os assumidamente corruptos e seis para os do WC. A seis jornadas do fim, a maré virou a nosso favor e cabe-nos aproveitar essa situação com muita cabeça e bastante calma.

O jogo frente aos vimaranenses foi, tal como esperava, bastante complicado. O José Peseiro não é parvo nenhum e montou-nos uma teia defensiva (sem antijogo, louve-se) que foi muito difícil de superar. De tal forma, que as oportunidades escassearam na 1ª parte. Um mau alívio do guarda-redes Miguel Silva bateu no Rafa e passou rente ao poste, e uma cabeçada do Cervi muito ao lado, depois de uma boa combinação atacante, foram as nossas duas melhores oportunidades. Do outro lado, houve um golo bem anulado por fora-de-jogo na sequência de um livre para a nossa área. Até que, aos 44’, num canto a nosso favor, o João Aurélio esticou o braço e tocou na bola. O Sr. Carlos Xistra, depois de consultar o vídeo, assinalou penalty a nosso favor e o Jonas cobrou muitíssimo bem, com um remate a meia altura para o lado esquerdo da baliza. Não fazer a irritante paradinha dá quase sempre bons resultados...! Foi um golo caído do céu que fez com que fôssemos para intervalo mais descansados.

Na 2ª parte, eu esperava uma melhoria exibicional da nossa parte, por via da necessária subida em campo do V. Guimarães. Mas nem uma coisa nem outra aconteceram. Tivemos uma excelente oportunidade pouco depois do recomeço com uma óptima desmarcação do Grimaldo, que ficou cara-a-cara com o Miguel Silva, mas permitiu a mancha deste. O mesmo Grimaldo, com um remate fora da área, voltou a proporcionar boa intervenção ao guarda-redes. A única oportunidade do V. Guimarães foi num lance em que o fiscal-de-linha assinalou (mal) um fora-de-jogo, mas o Sr. Calos Xistra deixou correr o lance até o Bruno Varela defender e só depois o interrompeu. Ainda bem que houve a defesa, caso contrário o VAR validaria o golo! Entretanto começaram as substituições e o Jiménez voltou a ser decisivo: o Grimaldo ganhou a bola a meio-campo e lançou o Zivkovic num contra-ataque, este abriu na esquerda para o mexicano que, num cruzamento de letra(!), meteu a bola na cabeça do Jonas que fez desta forma o seu 33º golo no campeonato. Estávamos no minuto 78 e podíamos finalmente respirar de alívio. Até final, o Zivkovic deveria ter feito melhor num contra-ataque, mas o remate saiu ao lado e o Mattheus num livre fez com que o Varela tivesse que socar a bola.

Em termos individuais, óbvio destaque para o Jonas com o seu bis. Tem 10 golos de vantagem para o Bas Dost e não vai ser fácil perder o título de melhor marcador. O Rafa esteve menos interventivo do que em jogos anteriores, mas a melhoria continua a notar-se. Mais discreto na esquerda esteve o Cervi, com o Zivkovic mais activo no meio. O aspecto menos positivo do jogo foram os amarelos ao Fejsa e Jardel, que os deixaram tapados: se levarem contra o V. Setúbal, não jogam contra o CRAC.

Faltam seis finais e estamos finalmente em 1º lugar! Pouca gente acreditou nisto durante boa parte da época (eu incluído, obviamente), mas o que é certo é que com paciência, persistência, mentalização e acentuada melhoria exibicional desde Janeiro conseguimos chegar ao lugar mais desejado. Daqui para a frente é para manter o que se fez até agora: jogo a jogo, jornada a jornada. A próxima é em Setúbal, onde, convém recordar, perdemos no ano passado. Toda a concentração é fundamental rumo ao penta! FORÇA BENFICA!

P.S. – Já não é a primeira vez que acontece e é incompreensível: o Benfica anunciou lotação esgotada para este jogo e os números oficiais foram 56.402 espectadores. Ou seja, 9 mil(!) a menos do que a capacidade do estádio. Meus caros benfiquistas: o red pass é transmissível! Inclusive por telemóvel! Se não puderem ir, convidem alguém para o vosso lugar. É um desrespeito para com quem ir, e já não tem bilhete, não o fazerem.

segunda-feira, março 19, 2018

Concentrados

Vencemos o Feirense em Santa Maria da Feira no sábado por 2-0, mas manteve-se tudo igual na frente porque os outros dois fizeram o mesmo resultado do que nós (o CRAC frente ao Boavista e a lagartada frente ao Rui Ave, ambos em casa). Na última deslocação ao Norte até final da época, o jogo previa-se muito difícil, e foi-o, mas felizmente não choveu durante o mesmo, o que acabou por não agravar ainda mais o estado do relvado, que estava em péssimas condições (especialmente nas pequenas-áreas).

Ao contrário dos três últimos jogos, entrámos muitíssimo bem na partida e mostrámos logo ao que íamos. Perante um adversário que se fechou muito, nunca desistimos de tentar abrir brechas na defesa contrária, mas na 1ª parte foram poucas as vezes em que o conseguimos. À passagem do quarto de hora, o Rafa, que voltou a ser dos melhores do Benfica, assistiu o Zivkovic, mas o remate deste de primeira não atingiu o alvo, quando estava em boa posição. Na única semi-oportunidade do Feirense, o João Silva rematou cruzado muito ao lado da baliza do Bruno Varela e pouco depois tivemos a melhor oportunidade do primeiro tempo quando o Pizzi desmarcou o Rafa que ganhou muito bem em velocidade, fintou o defesa e, sozinho perante o guarda-redes, atirou ao poste. Na parte final da 1ª parte, pressionámos imenso e o André Almeida tirou de cabeça um golo certo ao Jardel num pontapé de canto. A cinco minutos do intervalo, o Tiago Silva derrubou o Rafa e viu naturalmente o segundo amarelo mostrado pelo Sr. Miguel Mota.

Na 2ª parte, o Pizzi teve uma série de passes a rasgar para o flanco direito, que tiraram muito bem partido do facto de estarmos a jogar contra 10. Logo no reinício, um deles apanhou o André Almeida, que centrou atrasado para o Jonas rematar e um defesa interceptar outro golo certo. Como as coisas estavam, era necessário aumentar o poder de fogo na frente: aos 58’, o Jiménez substituiu o amarelado Grimaldo e apenas um minuto depois inaugurou o marcador. Numa jogada rápida, o mexicano abriu para o Jonas na direita, este desmarcou-o já para a área, o guarda-redes saiu e o defesa antecipou-se, mas o seu corte bateu no Jiménez, que acabou por ganhar o ressalto e de ângulo já difícil atirou para a baliza. Foi o delírio e uma enorme sensação de alívio! Depois do golo, desconcentrámo-nos um pouco e o Feirense lá conseguiu passar de meio-campo. Mas foi sol de pouca dura e o Jiménez atirou a nossa segunda bola ao poste na sequência de um cruzamento do Cervi, com o mesmo argentino a permitir a defesa do guarda-redes Secco na recarga. O Rafa teve uma enorme oportunidade ao isolar-se a meio do meio-campo, mas atrapalhou-se com a bola e permitiu o corte a um defesa à entrada da área. Estava difícil matarmos o jogo, mas lá o conseguimos aos 76’: contra-ataque muito rápido, com o Jiménez a isolar o Rafa ainda no nosso meio-campo, este correu até à baliza e, desta feita, contornou o guarda-redes para marcar um golo fácil. Pouco depois, foi o Jonas em boa posição a não conseguir assinar o ponto, atirando contra a cabeça do Secco. Ainda apanhámos um pequeno susto, com o Varela a sair extemporaneamente da baliza, mas com o avançado contrário a ficar sem ângulo para o remate. Até final, ainda deu para o Rafa falhar mais duas vezes só com o guarda-redes pela frente, tendo numa delas voltado a atirar a bola ao poste, e para o Feirense ficar com nove por expulsão directa do Briseño que ia partindo a perna ao André Almeida (foi um milagre não termos ficado sem ele até final da época).

 Em termos individuais, destaque óbvio para o Jiménez que, com um golo e uma assistência, é obviamente o homem do jogo. O Rafa também esteve muito bem, mas deveria ter feito cinco(!) golos em vez de apenas um. O Cervi na esquerda continua um mouro de trabalho e o Zivkovic subiu imenso na 2ª parte. Foi pena o Jonas não ter marcado nenhum golo, ainda por cima tendo mais do que uma oportunidade para tal. A defesa esteve globalmente bem, mas o Varela deu a sua casa já habitual perto do fim.

Foi uma vitória muito importante antes da última paragem do campeonato para as selecções. Demonstrámos muita concentração e muito comprometimento com o jogo, não dando qualquer veleidade ao Feirense. Caso mantenhamos este espírito até final, poderemos fazer história. Que assim seja!

segunda-feira, março 12, 2018

Complicadíssimo

Vencemos o Desp. Aves no sábado por 2-0 e, com a magnífica vitória de ontem do Paços de Ferreira sobre o CRAC (1-0), a diferença para nós reduziu-se para apenas dois pontos (a lagartada só joga hoje à noite em Chaves). Quer isso dizer que voltámos apenas a depender de nós para chegarmos ao tão desejado penta!

Com o amarelo que provocou frente ao Marítimo, o Pizzi foi substituído no onze pelo João Carvalho e o que se pode dizer é que, mesmo estando aquele a fazer uma época bem abaixo das expectativas, a diferença foi abissal. De tal maneira, que praticamente demos uma parte de avanço. Voltámos a entrar mal na partida e somente o Rafa, por duas vezes, esteve perto de marcar, mas no primeiro lance o remate de trivela saiu ao lado e no segundo o guarda-redes Adriano foi rápido a fazer a mancha. Na nossa baliza, um cabeceamento do Derley chegou a assustar e ainda vimos o Jardel a atirar também de cabeça contra o nosso próprio poste numa bola parada, mas o lance foi invalidado por fora-de-jogo.

Na 2ª parte, apesar de estarmos a jogar na prática com 10 (o João Carvalho fazia pouco mais do que figura de corpo presente), o Rui Vitória voltou a não fazer substituições no reinício. Convenhamos que não era difícil, mas entrámos melhor e criámos logo perigo pelo Zivkovic que, em óptima posição e só com o guarda-redes pela frente, rematou de primeira ao lado. Pouco depois, foi o Jonas a cruzar na esquerda para a cabeça do Rúben Dias, mas este acertou num defesa quando tinha a baliza praticamente à mercê. À passagem da hora de jogo, o Rui Vitória lá se decidiu finalmente pela entrada do Jiménez e é escusado dizer quem é que saiu... O Desp. Aves limitava-se a defender e nós continuávamos a ter oportunidades, com a André Almeida numa boa combinação com o Jiménez a ficar em boa posição, mas a ver o seu remate desviado para as malhas laterais. Só por uma vez o Desp. Aves criou perigo, com um remate do entretanto entrado Paulo Machado a sair muito por cima. Até que aos 71’ finamente surgiu o tão aguardado golo: jogada pela direita com o Zivkovic, Jiménez e Rafa a participarem, este centra atrasado para o mexicano, que não consegue dominar, mas a bola sobra para o Fejsa que remata forte de fora da área, o Adriano defende, a bola fica ao alcance do Cervi, que centra rasteiro para o Jonas só ter que encostar na pequena-área. Foi um enorme alívio na Luz! Quatro minutos depois, o jogo ficou praticamente decidido com o 2-0 pelo Rúben Dias: canto do Cervi na esquerda, remate do Jiménez na área que o Adriano voltou a defender com dificuldade, tendo a bola sobrado para o Rúben Dias que, muito concentrado, rematou de pé esquerdo para a baliza. Até final, ainda poderíamos ter marcado mais um, mas uma cabeçada do Jardel num canto foi muito bem defendida pelo guarda-redes.

Em termos individuais, o Rafa foi o melhor na 1ª parte, mas depois desceu um pouco de produção. O Cervi mostrou a actividade habitual na esquerda, bem secundado pelo Zivkovic, especialmente na 2ª parte. O Jonas voltou a picar o ponto e tem agora 31 golos em 26 jornadas. O Jiménez mexeu muito, como se esperava, com o nosso jogo e não se percebe porque é que não entrou mais cedo. Quanto aos de sinal menos, segunda oportunidade desperdiçada pelo João Carvalho: muito nervoso, com pouquíssima intensidade, parece que não se sabe colocar em campo (o Keaton Parks, que entrou perto do fim dá-lhe 15-0 em posicionamento) e é um corpo estranho na equipa. Ou isto dá uma grande volta ou temos aqui um típico jogador que é bom para os V. Setúbal ou Boavistas desta vida (não desfazendo), mas não serve para nós.

O campeonato está definitivamente relançado a oito jornadas do fim. Se ganharmos os jogos todos, seremos campeões. Esta derrota do CRAC foi muito importante, não só pela óbvia perda de pontos, como também ficar desde já definido que não vão acabar o campeonato sem derrotas e, acima de tudo, para (tendo sempre que lhes ganhar na Luz), estarem a apenas um empate de nos dar margem de manobra para errarmos num jogo. Com a motivação de voltarmos a depender apenas de nós, concentremo-nos já no jogo na Vila da Feira. 

VIVA O BENFICA! RUMO AO PENTA!

segunda-feira, março 05, 2018

Enxurrada

Goleámos o Marítimo no sábado por 5-0, mas como no dia anterior a lagartada demonstrou pela enésima vez a sua completa inutilidade ao perder em Mordor por 1-2, continuamos a cinco pontos do 1º lugar com os inúteis agora a três pontos de nós.

Parece que os dias de dilúvio na Luz são bons para receber o Marítimo (nada é por acaso, realmente...). Já para a Taça no ano passado as coisas correram muito bem e desta vez foi igual. Curiosamente, nem entrámos bem na partida (à semelhança de Paços de Ferreira), com o adversário a dominar durante os primeiros 15’, obrigando inclusive o Bruno Varela a defender um remate de fora da área, mas tudo mudou aos 16’, quando marcámos na primeira oportunidade: na sequência de um canto na esquerda a nosso favor, o Zivkovic varia para o flanco oposto, o Rafa abre para o André Almeida, que consegue chegar em esforço à bola, centrar atrasado, onde o Jardel se afastou para o Jonas fuzilar. O Marítimo sentiu o golo e aos 22’ sofreu o segundo, numa tabelinha entre o Grimaldo e o Zivkovic na esquerda, com o sérvio a isolar o espanhol, que só teve que desviar do guarda-redes Charles. Pouco depois, poderíamos ter feito mais um, numa grande jogada atacante com nova abertura do Zivkovic para isolar o Cervi, que se perdeu a fazer dribles em vez de rematar, e quando tentou assistir o Pizzi, este já estava fora-de-jogo. À passagem da meia-hora, numa saída dos postes, o Varela rematou com um adversário, mas felizmente a bola saiu ao lado. Aos 35’, fizemos o 3-0 num centro largo do André Almeida com o Jonas a antecipar-se ao defesa e rematar no ar, fazendo a bola entrar em balão na baliza, batendo ainda na barra. Um golão! Ainda antes do intervalo, marcámos o quatro golo num penalty indiscutível sobre o Rafa, com o Jonas a completar o hat-trick, num rematado muito colocado ao ângulo superior direito da baliza (podes marcar os penalties todos assim, Jonas, que não há guarda-redes nenhum no mundo que os defenda!).

Com o jogo decidido, a 2ª parte foi muito mais calma, connosco a tirar claramente o pé do acelerador. À passagem da hora de jogo, o Marítimo viu-se reduzido a 10, por pisão sobre o Zivkovic, com o sr. Hélder Malheiro a ver as imagens do VAR antes de decidir. Pela maneira como se contorceu no relvado, cheguei a temer o pior, mas o sérvio felizmente recuperou. O Rui Vitória aproveitou para fazer gestão do plantel e tirou o Fejsa para colocar o Samaris, depois o Jiménez para o lugar do Rafa (eu teria tirado outro jogador, porque o extremo português não estava mal no jogo e o que é facto é que nos ressentimos da sua saída) e, por fim, resolveu jogar 10 para 10 e fez sair o André Almeida para entrar o Douglas... O Jonas teve duas ocasiões para fazer um poker, mas os remates de cabeça e com o pé direito saíram ao lado e por cima, respectivamente (foi pena este último, que seria outro golão...). Mas o 5-0 chegaria mesmo aos 81’ (já estava a ficar preocupado, porque estava 0-0 na 2ª parte...!), num centro do Douglas, que é cortado por um defesa para o Zivkovic que, no lado esquerdo, puxou para o pé direito e rematou em arco sem hipótese para o Charles. Outro golão! Até final, ainda poderíamos ter chegado à meia-dúzia, mas uma brilhante jogada atacante, em que intervieram vários jogadores, não teve o final desejado, porque o desvio do Cervi saiu ao lado da baliza.

Em termos individuais, óbvio destaque para o Jonas, com os seus três golos a chegar aos 30 no campeonato (ainda em relação aos penalties, Jonas, tenta fazer sempre como hoje e correr com convicção para a bola, sem fazer as irritantes paradinhas, pode ser?). O Zivkovic também esteve brilhante, com participação activa em três dos cinco golos. O Rafa é a prova concreta do que a confiança faz: parece outro jogador! O Pizzi não esteve igualmente mal e, como vamos receber o Aves para a semana, forçou o amarelo para limpar os cartões. Palavra igualmente muito importante para o André Almeida, que fez mais duas assistências e já tem sete(!) este ano. O Grimaldo marcou igualmente um bom golo e continua a participar de uma ala esquerda muito activa, se bem que o Cervi não tenha estado tão bem quanto em jogos anteriores. A defesa não teve grande trabalho.

Depois da vitória do CRAC no dia anterior, este jogo era importante para vermos como a equipa reagiria a isso e essa reacção não poderia ter sido melhor. Foi uma demonstração de força que esperemos que se mantenha até final do campeonato.

segunda-feira, fevereiro 26, 2018

Reviravolta

Vencemos em Paços de Ferreira no sábado por 3-1, mas como o CRAC goleou ontem em Portimão (5-1), mantém-se tudo igual na frente com eles a cinco pontos de nós. Foi um jogo muito difícil, em que estivemos a perder até aos 72’ e só com muito coração e espírito de campeão conseguimos dar a volta.

Ao contrário dos últimos jogos, não entrámos nada bem na partida. Muito apáticos, sem velocidade, foi sem surpresa que o Paços chegou à vantagem aos 9’ pelo Phellype (urge um estudo aprofundado sobre a maneira como os brasileiros escrevem certos nomes...!): perda de bola do Grimaldo no nosso meio-campo (e sem fazer falta depois!), contra-ataque pela direita e remate de primeira do avançado na área, com a bola a entrar entre o Bruno Varela e o poste. A jogada é rápida, mas acho que o nosso guarda-redes deveria ter tido melhores reflexos. Apesar de o golo ter sido bastante cedo, nós não reagimos logo. Pelo contrário, revelámos grandes dificuldades em acercar-nos da grande-área contrária, com o Paços a fazer pressão logo à saída da nossa. E foi o Paços a criar mais perigo com um remate acrobático, em que o Phellype acertou mal na bola e outro lance do Rúben Micael (que continua o mesmo porco de sempre, acrescente-se) com um cruzamento a que felizmente ninguém chegou. Quanto a nós, só aos 35’ demos um ar de nossa graça, com um remate de trivela do Rafa e, em cima do intervalo, a única jogada de jeito do Cervi em todo o jogo culminou num centro teleguiado para o Jonas que, com a baliza escancarada, permitiu que a sua cabeçada fosse cortada por um defesa. Já na compensação (se os jogos se ganhassem pelas perdas de tempo, o Paços seria candidato a vencer a Liga dos Campeões), num canto, o remate do Pizzi foi interceptado por outro defesa.

A 2ª parte começou com outro grande falhanço do Jonas: grande jogada do Rafa na direita, remate defendido pelo guarda-redes com o pé, ressalto e o Jonas na pequena-área(!) acerta mal na bola, que bate num defesa e cai para as mãos do guarda-redes. Inacreditável! Com as dificuldades financeiras que passam quase todas as equipas da Liga, não sei porque é que o Paços não aproveitou para alugar o nosso meio-campo na 2ª parte: praticamente nem o pisou e faria de certeza um dinheirão. Nós pressionámo-los imenso, o que se intensificou com a entrada do Jiménez aos 59’ para o lugar do amarelado Zivkovic. Essa pressão deu frutos finalmente aos 72’ noutra grande jogada do Rafa pela direita, centro para o Jiménez, remate do mexicano que bateu no Jonas, este acabou por ganhar o ressalto e fuzilou o Defendi. O Rui Vitória apostou tudo perto do fim, com a entrada do Seferovic para o lugar do Grimaldo e aos 88’ chegámos finalmente à vantagem mais que merecida: bola bem ganha pelo Jiménez a um defesa, sobra para o Seferovic que centrou rasteiro com intenção (foi quase um passe) para entrada do Jonas e remate deste à meia-volta que surpreendeu o guarda-redes. Foi o delírio na Mata Real! O Sr. Fábio Veríssimo deu sete minutos de compensação, o que teoricamente beneficiaria o infractor de tantas perdas de tempo. O problema para o Paços foi que o Gian pisou o Jonas e viu obviamente o vermelho logo a seguir aos 90’. E aos 95’ o jogo ficou resolvido de vez com o 1-3 para nós: pontapé longo do Varela, o Jiménez desmarca o Rafa de cabeça que, sobre a direita, remata cruzado sem hipóteses para o guarda-redes. Grande golo!

Em termos individuais, temos uma estreia absoluta: Rafa! Foi o melhor em campo e fez de longe a melhor exibição de sempre com a camisola do Benfica (também não era preciso muito...). Comprometimento com o jogo, capacidade de luta, disputa de lances, velocidade e objectividade na altura de libertar a bola, esperemos que seja desta que comece a justificar os 16M€ que gastámos no seu passe. Com um bis, o Jonas também merece destaque, mas ficou a dever-nos um poker, porque falhou os dois golos mais fáceis de toda a carreira. Quanto aos outros, houve muito mais coração do que exibições de encher o olho, mas a 2ª parte avassaladora é mérito colectivo. Boas, e importantes, entradas do Jiménez e Seferovic.

Veremos o que faz a lagartada hoje à noite frente ao Moreirense, mas principalmente na próxima 6ª feira em Mordor. Era fundamental que, quando recebermos o CRAC em meados de Abril, estejamos no máximo à distância de uma vitória de os ultrapassar.

P.S. – Quão energúmeno se pode ser ao atirar tochas para o relvado na altura do golo do empate, fazendo atrasar o reinício do jogo, numa altura em que estávamos a sufocar o Paços?! Verificar que há criaturas que conseguem viver sem cérebro é algo que sempre me fascinou!

terça-feira, fevereiro 20, 2018

VERGONHA INOMINÁVEL!

Gostaria só de deixar registado para memória futura que o dia de ontem, 19 de Fevereiro de 2018, vai ficar na história como o dia em que assistimos a uma das (e estou a medir bem as palavras) MAIORES VERGONHAS de sempre do futebol português. E já vimos muitas (basta rever alguns dos vídeos do “Relembrar” aí na coluna do lado esquerdo).

Aos 90’, está Tondela - 1 – lagartada - 1. O sr. João Capela dá 4 minutos de compensação. Aos 93'40’’, o William Carvalho tem uma entrada muito dura sobre um jogador do Tondela (nem falta foi marcada, mas passemos por cima disso...). O jogador fica no chão e tem que ser assistido. Poucos segundos depois dos 96' recomeça o jogo. Mas não dura só 20’’ ou 1’ no máximo, vá. Dura mais 3'(!!!) até a lagartada marcar em cima dos 99'. Se tiverem vergonha na p*** da cara, não falam mais de arbitragens durante os próximos 4 anos. (Mas não têm, já sei.)

Portanto, a minha pergunta é muito simples: quantos jogos houve na história do futebol em que, com 20 segundos para jogar, se dá uma compensação do tempo de compensação (5’) que é superior a esse mesmo tempo de compensação (4’)? Obrigado por antecipação.

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Goleada

Vencemos no sábado o Boavista por 4-0, mas como o CRAC derrotou o Rio Ave (5-0) a distância mantém-se nos dois pontos (o CRAC joga esta 4ª feira no Estoril a segunda parte do jogo que foi suspenso) e a lagartada só joga hoje em Tondela.

Perante a besta negra das duas últimas épocas, entrámos muito bem na partida, de tal maneira que tivemos um penalty a favor logo aos 14’ por derrube claro ao Cervi. Infelizmente, pela segunda vez consecutiva, o Jonas permitiu a defesa do guarda-redes, mas neste caso, ao contrário de Belém, o penalty nem foi mal marcado. Apesar deste contratempo, continuámos a pressionar o Boavista e chegámos à vantagem aos 18’: canto do Cervi na esquerda (FINALMENTE, seis meses depois do início da época, o Pizzi deixou de ter os exclusivos dos cantos: olha, que coincidência... passaram a ser bem marcados e resultam em golos!) e assistência de cabeça do Jardel para o Rúben Dias, também de cabeça de baixo para cima, bater o Vagner. O Boavista praticamente não passava do meio-campo, mas nós não estávamos felizes na concretização, com a exibição do Jonas a ressentir-se de uma semana complicada (esteve em dúvida desde Portimão e nem treinou). O Pizzi teve uma óptima oportunidade numa belíssima jogada pelo lado esquerdo, mas rematou ao lado já dentro da área. Até que em cima do intervalo (44’), fizemos finalmente o 2-0 em novo canto do Cervi com entrada de rompante de cabeça do Jardel.

A 2ª parte foi menos intensa da nossa parte, com o Boavista a ter mais bola, mas a não conseguir criar grandes situações de perigo. No entanto, já se sabe que bastaria um golo deles para voltar a abrir o jogo e, com o Bruno Varela na baliza, uma pessoa nunca pode estar muito descansada, porque cada cruzamento é um susto. Portanto, era necessário o terceiro golo para nos tranquilizar de vez. O Jonas continuava a tentar, mas a não ter sorte: ou os remates saiam para fora, ou o Vagner defendia-os. Também o Cervi ficou em boa posição num canto, mas o remate de primeira foi ter ao terceiro anel. Até que aos 77’ veio a tranquilidade com um autogolo do Nuno Henrique na sequência de um centro do Grimaldo. Já o Rui Vitória tinha feito entrar o Diogo Gonçalves para o lugar do Rafa e, depois do golo, o Jiménez substituiu o Jonas. E foi mesmo o mexicano a fazer o resultado final aos 90’, numa jogada pela direita com abertura do Diogo Gonçalves para o André Almeida centrar e o Jiménez aparecer muito bem entre dois defesas.

Em termos individuais, o Zivkovic foi dos melhores, cada vez mais adaptado ao lugar de interior esquerdo, com a mais-valia de conseguir transportar jogo em velocidade para a frente. O Cervi continua em grande forma e participou activamente nos dois primeiros golos. Uma palavra, aliás, duas para os centrais, que com um golo cada um foram muito importantes para o desatar do jogo (o Jardel só teve uma falha já na 2ª parte que se pôs a inventar em zona proibida e o Boavista quase marcava...). O Rafa esteve um pouco melhor e pode ser que esta sequência de jogos que vai ter a titular até o Salvio regressar lhe faça bem. Finalmente, de destacar igualmente os dois laterais (André Almeida e Grimaldo) que foram muito importantes para a manobra ofensiva da equipa.

Voltámos a fazer uma exibição bem agradável, o que se deveu em grande parte à subida de rendimento do Zivkovic. Veremos se isto se confirma para os próximos jogos, mas o caminho para o penta ainda vai ser muito longo.

P.S. – A arbitragem do Sr. Tiago Martins foi das mais manhosas que tenho visto nos últimos tempos. Durante toda a 1ª parte, esteve a ver se desconcentrava o Benfica com decisões sempre em nosso desfavor (o amarelo ao Jardel foi disso exemplo). Com o segundo golo, percebeu que o seu esforço estava a ser inglório e passou mais despercebido na 2ª parte.

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Cervi

Vencemos no sábado em Portimão por 3-1, mas como os outros dois também ganharam (o CRAC 4-0 em Chaves e a lagartada 2-0 no WC ao Feirense) mantém-se tudo igual na frente com o CRAC dois pontos (e menos metade de um jogo) à nossa frente e dos outros. Foi uma vitória tão importante quanto difícil perante um adversário que é treinado pelo Vítor Oliveira, o treinador que colecionou mais subidas à I Liga.

Com o Rafa no lugar do lesionado Salvio, entrámos muitíssimo bem na partida, com o Cervi a inaugurar o marcador logo aos 6’ num remate forte do lado esquerdo, depois de uma boa jogada por aquele lado em que o Zivkovic desmarcou o Rafa, que rodou sobre si próprio em movimento, mas o defesa cortou, sobrando a bola para o argentino fuzilar. A 1ª parte foi o nosso melhor período, já que praticamente não deixámos o Portimonense tocar na bola. No entanto, não conseguimos materializar essa evidente superioridade em golos, nomeadamente num remate do Cervi que saiu fraco e à figura, e noutros dois lances do Jonas, que no primeiro poderia ter dado para a entrada do Pizzi, que ficaria isolado, em vez de ter rematado (o remate foi interceptado por um defesa), e no segundo falhou o domínio da bola depois de uma óptima jogada do André Almeida na direita, com o Zivkovic na recarga a ver a bola ser cortada por um defesa quando se encaminhava para a baliza. Do lado contrário, só em cima do intervalo, o Bruno Varela foi chamado a intervir, num remate que ainda desviou no Jardel.

A 2ª parte foi totalmente diferente com o Portimonense a subir exponencialmente de rendimento e logo no recomeço poderia ter igualado num canto, com o André Almeida a ser batido nas alturas e a bola a rasar o nosso poste. O mesmo André Almeida rematou muito por cima numa boa jogada pela direita depois de assistência do Rafa, quando estava em óptima posição. Aos 64’, as coisas começaram a ficar feias para nós com a lesão do Jonas no joelho, que teve que ser substituído pelo Jiménez (tudo indica que não será grave, mas veremos se vai falhar algum jogo…). Para tornar tudo ainda pior, no minuto seguinte o Portimonense empatou numa cabeçada do Felipe Macedo num canto (disse o central no final do jogo que foi o primeiro golo da carreira dele quase a chegar aos 100 jogos! Que sorte a nossa…!). Tivemos uma boa reacção e voltámos a ir para cima do adversário. O André Almeida teve nova flagrante oportunidade num lance que ele próprio iniciou, abrindo no Cervi na esquerda e depois, assistido por este, rematando já na área em excelente posição, mas à figura. Pouco depois, foi o Rafa na direita a rematar cruzado ao lado, mas na jogada seguinte foi um jogador do Portimonense que, em boa posição, não acertou bem na bola. Até que aos 78’, conseguimos finalmente o golo, aliás, um golão do Cervi num livre direto ainda longe da baliza, com um remate muito colocado que ainda bateu no poste. O Rui Vitória resolveu, e bem, reforçar o meio-campo com a entrada do Samaris para o lugar do Rafa e o Portimonense ainda nos empurrou para a nossa área nos minutos finais. Já na compensação, o Diogo Gonçalves substituiu o Pizzi, o sr. Carlos Xistra deu quatro minutos, mas não acabou o jogo ao fim desse tempo e ainda bem, porque assim o Diogo Gonçalves ainda assistiu o Zivkovic para o 3-1 aos 95’: o sérvio iniciou a jogada, abriu na direita e o jovem português devolveu-lhe a bola para o Zivkovic rematar contra um defesa, mas ficar com o ressalto e depois enganar muito bem esse defesa e o próprio guarda-redes. Parecia um penalty.

Em termos individuais, destaque óbvio para o Cervi pelos seus dois golos. O argentino continua a abrir o livro e neste momento é um indiscutível na equipa. Aliás, gostei também na flash interview de ele ter dito que aquele lance no Restelo ainda lhe está atravessado. É bom que isso lhe sirva de motivação para melhorar. O Zivkovic também está a subir de rendimento na posição do Krovinovic e participou directamente em dois dos três golos. O Rafa continua a não me convencer, embora não tenha estado tão horrível quanto em jogos passados. Parece-me um caso de falta de confiança, o que não se percebe num jogador com a categoria dele. Na defesa, falhámos alguns lances aéreos ao longo do jogo (nomeadamente o Rúben Dias) e o Bruno Varela está com um medo terrível de sair aos cruzamentos (resquícios de certeza do golo em Braga). É bom que melhore rapidamente!

Não ganhámos pontos aos rivais nesta jornada, mas a caminhada continua. Receberemos o Boavista no próximo sábado e todo o cuidado é pouco. Convém relembrar que a nossa única derrota do campeonato é perante eles e não lhes ganhámos nos últimos três jogos.

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Da noite para o dia

Goleámos o Rio Ave por 5-1 e estamos agora no segundo lugar por causa da magnífica vitória do Estoril (2-0) frente à lagartada. Temos os mesmo 50 pontos do que eles, mas melhor diferença de golos, com o CRAC a dois de distância (3-1 em casa ao Braga), mas com a tal meia parte com o Estoril ainda por jogar. Quem olhe só para o resultado pode pensar que o jogo foi um passeio, mas tal não foi de todo o caso, até porque chegámos ao intervalo a perder.

Desta feita, o Rui Vitória apostou no Zivkovic em vez do João Carvalho para o lugar do Krovinovic, mas a 1ª parte foi quase toda do Rio Ave. Marcaram logo aos 9’ de cabeça pelo Guedes depois de uma grande jogada do Francisco Geraldes, num lance em que me pareceu que o Bruno Varela poderia ter sido mais rápido a atacar a bola, e logo a seguir o João Novais atirou ao poste. Nós ficámos um pouco atarantados e nunca nos recompusemos durante o primeiro tempo. Só tivemos duas oportunidades de golo, com o Cássio a fazer bem a mancha ao Zivkovic depois de um mau atraso de cabeça e já sob o intervalo, em que numa boa combinação pela esquerda ninguém conseguiu rematar convenientemente. Os vilacondenses também tiveram uma situação de perigo em que o Rúben Dias corta de forma excelente a bola, quando um adversário se preparava para ficar isolado.

A 2ª parte foi completamente diferente. Para isso, muito contribuiu o facto de termos conseguido o empate logo aos 49’ numa cabeçada do Jardel na sequência de um canto do Cervi. Pouco depois, o mesmo Cervi viu o seu remate interceptado por um defesa uma boa combinação atacante, mas aos 63’ passávamos finalmente para a frente do marcador através do Pizzi num remate que acabou por enganar o guarda-redes, depois de uma assistência do Jonas na esquerda. O Rio Ave desmoronou-se por completo e nós fomos aumentando a vantagem. Fizemos o 3-1 no golito da ordem do Jonas (já vai com 25 golos em 21 jornadas!), novamente num canto do Cervi, com o Jardel a cabecear e o avançado brasileiro a desviar do Cássio. Pouco depois, foi pena o Jonas não ter bisado numa boa combinação com o Grimaldo, com a bola a sair rente ao poste já com o guarda-redes batido. No entanto, aos 83’ chegámos mesmo ao 4-1 na estreia do Rúben Dias a marcar pela equipa principal, de cabeça novamente na sequência de um canto, desta feita apontado pelo Pizzi. A três minutos dos 90’, boa jogada do Rafa na direita (tinha substituído o Salvio lesionado ainda na 1ª parte) e centro para o Jiménez (entrado para o lugar do Jonas pouco antes) fazer o 5-1. Foi um resultado muito pesado para o Rio Ave, mas como diria o outro: “é a vida”.

Só se pode fazer os destaques individuais com base na 2ª parte: o Cervi marcou os cantos de dois golos, o Jardel foi muito importante por ter empatado bastante cedo e o Grimaldo esteve em grande rotação. O Rúben Dias foi outro que sobressaiu, principalmente em termos defensivos (apesar de ter marcado pela primeira vez), porque aquele corte na 1ª parte foi providencial. O Bruno Varela revelou alguma insegurança nas saídas, fruto quiçá de ter percebido que poderia ter feito mais no golo do adversário.

Para a semana, teremos uma deslocação muito complicada a Portimão. Depois de termos conseguido anular a desvantagem para a lagartada, há que continuar a manter pressão sobre os rivais.

terça-feira, janeiro 30, 2018

Desilusão

Empatámos no Restelo (1-1) e podemos ter-nos distanciado definitivamente do 1º lugar. Caso o CRAC dê a volta ao jogo no Estoril, na 2ª parte que falta jogar, ficará com sete pontos de vantagem em relação a nós, o que é uma distância já considerável. Todos ficámos muito apreensivos com a lesão grande do Krovinovic na semana passada e tínhamos razão: mudámos do dia para a noite sem ele e naquele joelho poderão ter ficado hipotecadas as hipóteses do penta. 

Como seria de esperar, o Rui Vitória apostou no João Carvalho para o lugar do croata, mas não é de todo a mesma coisa. Não só porque o João ainda não tem a dinâmica do Krovinovic (dois ou três bons pormenores em 60’ é manifestamente pouco para o que se pretende num médio do Benfica), como a falta daquele contagiou negativamente o resto da equipa, especialmente o Pizzi, Salvio e Jonas que baixaram significativamente de produção em relação aos jogos passados. Assim sendo, não é de estranhar que tenhamos oferecido a 1ª parte. O Belenenses, com o novo treinador Silas, saía muitas vezes a jogar do seu guarda-redes, nós roubámos algumas bolas, mas não tivemos nem arte nem engenho para criar iminentes situações de perigo. 

A 2ª parte foi um pouco melhor, especialmente a partir da entrada do Zivkovic para o lugar do João Carvalho. Pouco antes de sair, o médio teve um remate em boa posição, mas a bola saiu por cima. Mas foi do Belenenses a primeira oportunidade logo no recomeço, num cabeceamento do Sasso num canto, com o Rúben Dias a ser batido nas alturas, que passou igualmente por cima. Tínhamos mais dinâmica, com mais variações de flanco e o Cervi aproveitou a sua velocidade para ganhar o duelo com um defesa e ser derrubado por este, quando tentou flectir para dentro. Estávamos no minuto 70’ e o Jonas tinha a nossa vitória nos pés. Infelizmente, bateu o penalty com pouca força (aquela segunda paradinha estragou tudo! Aposto que ele mudou o sítio para onde ia bater a meio da corrida) e o Filipe Mendes agarrou a bola. Pouco depois, foi o Cervi a ter um penalty em andamento, completamente isolado depois de ter sido muito bem desmarcado pelo André Almeida, mas a rematar inacreditavelmente por cima! O Belenenses abusava na perda de tempo (desde meados da 1ª parte!), mas foi compensado aos 86’: o André Almeida erra um passe ainda no nosso meio-campo, o estreante Nathan progride com a bola, o Rúben Dias não faz a oposição devida e deixa-o rematar à vontade, com a bola ainda a bater no poste antes de entrar. No estádio pareceu-me que o Bruno Varela talvez pudesse ter lá chegado apesar de ainda ter ido ao poste, mas na televisão dá para ver que a bola é muito desviada. Foi um balde de água fria total! Entretanto, já o Rui Vitória tinha colocado o Jiménez e o Seferovic, tirando os extremos Salvio e Cervi (este que estava a ser dos nossos melhores jogadores, pese o falhanço incrível…). E foi já no fim da compensação, aos 97’, que nos salvámos da derrota com um golão do Jonas de livre (mas porque é que ele não marca os penalties com aquela força?!), a punir falta sobre ele mesmo. Não perdemos o jogo, mas a sensação de desilusão continuou a ser muito grande.

Em termos individuais, o Cervi foi dos melhores, mas não pode falhar um golo daqueles! O Fejsa teve mais dificuldades em varrer do que em jogos anteriores, mas esteve igualmente num nível elevado. O João Carvalho ainda precisa de muita rodagem para substituir convenientemente o Krovinovic e temos ali um problema, porque já esgotámos as hipóteses todas de abébias para dar e não temos tempo para esperar que o rendimento vá subindo. O Salvio esteve muito complicativo na direita e o Pizzi parece que voltou à forma da maior parte da temporada. Todos os outros estiveram a um nível muito sofrível.

Veremos o que fazem CRAC em Moreira de Cónegos e a lagartada na recepção ao V. Guimarães, mas que as coisas não estão nada famosas para nós, isso não estão. Arriscamo-nos a ter uma época muito penosa até final.

terça-feira, janeiro 23, 2018

Podcast Benfica FM

Foi com imenso prazer que aceitei novo convite do Nuno para participar no seu magnífico podcast, desta feita valorizado com a companhia do António e do grande João Gonçalves, aka, "Sr. Serviço Público". Há quem diga (inclusive o timer do próprio programa) que isto demorou 1h40, mas para mim pareceu apenas 10'!