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segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Goleada

Vencemos no sábado o Boavista por 4-0, mas como o CRAC derrotou o Rio Ave (5-0) a distância mantém-se nos dois pontos (o CRAC joga esta 4ª feira no Estoril a segunda parte do jogo que foi suspenso) e a lagartada só joga hoje em Tondela.

Perante a besta negra das duas últimas épocas, entrámos muito bem na partida, de tal maneira que tivemos um penalty a favor logo aos 14’ por derrube claro ao Cervi. Infelizmente, pela segunda vez consecutiva, o Jonas permitiu a defesa do guarda-redes, mas neste caso, ao contrário de Belém, o penalty nem foi mal marcado. Apesar deste contratempo, continuámos a pressionar o Boavista e chegámos à vantagem aos 18’: canto do Cervi na esquerda (FINALMENTE, seis meses depois do início da época, o Pizzi deixou de ter os exclusivos dos cantos: olha, que coincidência... passaram a ser bem marcados e resultam em golos!) e assistência de cabeça do Jardel para o Rúben Dias, também de cabeça de baixo para cima, bater o Vagner. O Boavista praticamente não passava do meio-campo, mas nós não estávamos felizes na concretização, com a exibição do Jonas a ressentir-se de uma semana complicada (esteve em dúvida desde Portimão e nem treinou). O Pizzi teve uma óptima oportunidade numa belíssima jogada pelo lado esquerdo, mas rematou ao lado já dentro da área. Até que em cima do intervalo (44’), fizemos finalmente o 2-0 em novo canto do Cervi com entrada de rompante de cabeça do Jardel.

A 2ª parte foi menos intensa da nossa parte, com o Boavista a ter mais bola, mas a não conseguir criar grandes situações de perigo. No entanto, já se sabe que bastaria um golo deles para voltar a abrir o jogo e, com o Bruno Varela na baliza, uma pessoa nunca pode estar muito descansada, porque cada cruzamento é um susto. Portanto, era necessário o terceiro golo para nos tranquilizar de vez. O Jonas continuava a tentar, mas a não ter sorte: ou os remates saiam para fora, ou o Vagner defendia-os. Também o Cervi ficou em boa posição num canto, mas o remate de primeira foi ter ao terceiro anel. Até que aos 77’ veio a tranquilidade com um autogolo do Nuno Henrique na sequência de um centro do Grimaldo. Já o Rui Vitória tinha feito entrar o Diogo Gonçalves para o lugar do Rafa e, depois do golo, o Jiménez substituiu o Jonas. E foi mesmo o mexicano a fazer o resultado final aos 90’, numa jogada pela direita com abertura do Diogo Gonçalves para o André Almeida centrar e o Jiménez aparecer muito bem entre dois defesas.

Em termos individuais, o Zivkovic foi dos melhores, cada vez mais adaptado ao lugar de interior esquerdo, com a mais-valia de conseguir transportar jogo em velocidade para a frente. O Cervi continua em grande forma e participou activamente nos dois primeiros golos. Uma palavra, aliás, duas para os centrais, que com um golo cada um foram muito importantes para o desatar do jogo (o Jardel só teve uma falha já na 2ª parte que se pôs a inventar em zona proibida e o Boavista quase marcava...). O Rafa esteve um pouco melhor e pode ser que esta sequência de jogos que vai ter a titular até o Salvio regressar lhe faça bem. Finalmente, de destacar igualmente os dois laterais (André Almeida e Grimaldo) que foram muito importantes para a manobra ofensiva da equipa.

Voltámos a fazer uma exibição bem agradável, o que se deveu em grande parte à subida de rendimento do Zivkovic. Veremos se isto se confirma para os próximos jogos, mas o caminho para o penta ainda vai ser muito longo.

P.S. – A arbitragem do Sr. Tiago Martins foi das mais manhosas que tenho visto nos últimos tempos. Durante toda a 1ª parte, esteve a ver se desconcentrava o Benfica com decisões sempre em nosso desfavor (o amarelo ao Jardel foi disso exemplo). Com o segundo golo, percebeu que o seu esforço estava a ser inglório e passou mais despercebido na 2ª parte.

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Cervi

Vencemos no sábado em Portimão por 3-1, mas como os outros dois também ganharam (o CRAC 4-0 em Chaves e a lagartada 2-0 no WC ao Feirense) mantém-se tudo igual na frente com o CRAC dois pontos (e menos metade de um jogo) à nossa frente e dos outros. Foi uma vitória tão importante quanto difícil perante um adversário que é treinado pelo Vítor Oliveira, o treinador que colecionou mais subidas à I Liga.

Com o Rafa no lugar do lesionado Salvio, entrámos muitíssimo bem na partida, com o Cervi a inaugurar o marcador logo aos 6’ num remate forte do lado esquerdo, depois de uma boa jogada por aquele lado em que o Zivkovic desmarcou o Rafa, que rodou sobre si próprio em movimento, mas o defesa cortou, sobrando a bola para o argentino fuzilar. A 1ª parte foi o nosso melhor período, já que praticamente não deixámos o Portimonense tocar na bola. No entanto, não conseguimos materializar essa evidente superioridade em golos, nomeadamente num remate do Cervi que saiu fraco e à figura, e noutros dois lances do Jonas, que no primeiro poderia ter dado para a entrada do Pizzi, que ficaria isolado, em vez de ter rematado (o remate foi interceptado por um defesa), e no segundo falhou o domínio da bola depois de uma óptima jogada do André Almeida na direita, com o Zivkovic na recarga a ver a bola ser cortada por um defesa quando se encaminhava para a baliza. Do lado contrário, só em cima do intervalo, o Bruno Varela foi chamado a intervir, num remate que ainda desviou no Jardel.

A 2ª parte foi totalmente diferente com o Portimonense a subir exponencialmente de rendimento e logo no recomeço poderia ter igualado num canto, com o André Almeida a ser batido nas alturas e a bola a rasar o nosso poste. O mesmo André Almeida rematou muito por cima numa boa jogada pela direita depois de assistência do Rafa, quando estava em óptima posição. Aos 64’, as coisas começaram a ficar feias para nós com a lesão do Jonas no joelho, que teve que ser substituído pelo Jiménez (tudo indica que não será grave, mas veremos se vai falhar algum jogo…). Para tornar tudo ainda pior, no minuto seguinte o Portimonense empatou numa cabeçada do Felipe Macedo num canto (disse o central no final do jogo que foi o primeiro golo da carreira dele quase a chegar aos 100 jogos! Que sorte a nossa…!). Tivemos uma boa reacção e voltámos a ir para cima do adversário. O André Almeida teve nova flagrante oportunidade num lance que ele próprio iniciou, abrindo no Cervi na esquerda e depois, assistido por este, rematando já na área em excelente posição, mas à figura. Pouco depois, foi o Rafa na direita a rematar cruzado ao lado, mas na jogada seguinte foi um jogador do Portimonense que, em boa posição, não acertou bem na bola. Até que aos 78’, conseguimos finalmente o golo, aliás, um golão do Cervi num livre direto ainda longe da baliza, com um remate muito colocado que ainda bateu no poste. O Rui Vitória resolveu, e bem, reforçar o meio-campo com a entrada do Samaris para o lugar do Rafa e o Portimonense ainda nos empurrou para a nossa área nos minutos finais. Já na compensação, o Diogo Gonçalves substituiu o Pizzi, o sr. Carlos Xistra deu quatro minutos, mas não acabou o jogo ao fim desse tempo e ainda bem, porque assim o Diogo Gonçalves ainda assistiu o Zivkovic para o 3-1 aos 95’: o sérvio iniciou a jogada, abriu na direita e o jovem português devolveu-lhe a bola para o Zivkovic rematar contra um defesa, mas ficar com o ressalto e depois enganar muito bem esse defesa e o próprio guarda-redes. Parecia um penalty.

Em termos individuais, destaque óbvio para o Cervi pelos seus dois golos. O argentino continua a abrir o livro e neste momento é um indiscutível na equipa. Aliás, gostei também na flash interview de ele ter dito que aquele lance no Restelo ainda lhe está atravessado. É bom que isso lhe sirva de motivação para melhorar. O Zivkovic também está a subir de rendimento na posição do Krovinovic e participou directamente em dois dos três golos. O Rafa continua a não me convencer, embora não tenha estado tão horrível quanto em jogos passados. Parece-me um caso de falta de confiança, o que não se percebe num jogador com a categoria dele. Na defesa, falhámos alguns lances aéreos ao longo do jogo (nomeadamente o Rúben Dias) e o Bruno Varela está com um medo terrível de sair aos cruzamentos (resquícios de certeza do golo em Braga). É bom que melhore rapidamente!

Não ganhámos pontos aos rivais nesta jornada, mas a caminhada continua. Receberemos o Boavista no próximo sábado e todo o cuidado é pouco. Convém relembrar que a nossa única derrota do campeonato é perante eles e não lhes ganhámos nos últimos três jogos.

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Da noite para o dia

Goleámos o Rio Ave por 5-1 e estamos agora no segundo lugar por causa da magnífica vitória do Estoril (2-0) frente à lagartada. Temos os mesmo 50 pontos do que eles, mas melhor diferença de golos, com o CRAC a dois de distância (3-1 em casa ao Braga), mas com a tal meia parte com o Estoril ainda por jogar. Quem olhe só para o resultado pode pensar que o jogo foi um passeio, mas tal não foi de todo o caso, até porque chegámos ao intervalo a perder.

Desta feita, o Rui Vitória apostou no Zivkovic em vez do João Carvalho para o lugar do Krovinovic, mas a 1ª parte foi quase toda do Rio Ave. Marcaram logo aos 9’ de cabeça pelo Guedes depois de uma grande jogada do Francisco Geraldes, num lance em que me pareceu que o Bruno Varela poderia ter sido mais rápido a atacar a bola, e logo a seguir o João Novais atirou ao poste. Nós ficámos um pouco atarantados e nunca nos recompusemos durante o primeiro tempo. Só tivemos duas oportunidades de golo, com o Cássio a fazer bem a mancha ao Zivkovic depois de um mau atraso de cabeça e já sob o intervalo, em que numa boa combinação pela esquerda ninguém conseguiu rematar convenientemente. Os vilacondenses também tiveram uma situação de perigo em que o Rúben Dias corta de forma excelente a bola, quando um adversário se preparava para ficar isolado.

A 2ª parte foi completamente diferente. Para isso, muito contribuiu o facto de termos conseguido o empate logo aos 49’ numa cabeçada do Jardel na sequência de um canto do Cervi. Pouco depois, o mesmo Cervi viu o seu remate interceptado por um defesa uma boa combinação atacante, mas aos 63’ passávamos finalmente para a frente do marcador através do Pizzi num remate que acabou por enganar o guarda-redes, depois de uma assistência do Jonas na esquerda. O Rio Ave desmoronou-se por completo e nós fomos aumentando a vantagem. Fizemos o 3-1 no golito da ordem do Jonas (já vai com 25 golos em 21 jornadas!), novamente num canto do Cervi, com o Jardel a cabecear e o avançado brasileiro a desviar do Cássio. Pouco depois, foi pena o Jonas não ter bisado numa boa combinação com o Grimaldo, com a bola a sair rente ao poste já com o guarda-redes batido. No entanto, aos 83’ chegámos mesmo ao 4-1 na estreia do Rúben Dias a marcar pela equipa principal, de cabeça novamente na sequência de um canto, desta feita apontado pelo Pizzi. A três minutos dos 90’, boa jogada do Rafa na direita (tinha substituído o Salvio lesionado ainda na 1ª parte) e centro para o Jiménez (entrado para o lugar do Jonas pouco antes) fazer o 5-1. Foi um resultado muito pesado para o Rio Ave, mas como diria o outro: “é a vida”.

Só se pode fazer os destaques individuais com base na 2ª parte: o Cervi marcou os cantos de dois golos, o Jardel foi muito importante por ter empatado bastante cedo e o Grimaldo esteve em grande rotação. O Rúben Dias foi outro que sobressaiu, principalmente em termos defensivos (apesar de ter marcado pela primeira vez), porque aquele corte na 1ª parte foi providencial. O Bruno Varela revelou alguma insegurança nas saídas, fruto quiçá de ter percebido que poderia ter feito mais no golo do adversário.

Para a semana, teremos uma deslocação muito complicada a Portimão. Depois de termos conseguido anular a desvantagem para a lagartada, há que continuar a manter pressão sobre os rivais.

terça-feira, janeiro 30, 2018

Desilusão

Empatámos no Restelo (1-1) e podemos ter-nos distanciado definitivamente do 1º lugar. Caso o CRAC dê a volta ao jogo no Estoril, na 2ª parte que falta jogar, ficará com sete pontos de vantagem em relação a nós, o que é uma distância já considerável. Todos ficámos muito apreensivos com a lesão grande do Krovinovic na semana passada e tínhamos razão: mudámos do dia para a noite sem ele e naquele joelho poderão ter ficado hipotecadas as hipóteses do penta. 

Como seria de esperar, o Rui Vitória apostou no João Carvalho para o lugar do croata, mas não é de todo a mesma coisa. Não só porque o João ainda não tem a dinâmica do Krovinovic (dois ou três bons pormenores em 60’ é manifestamente pouco para o que se pretende num médio do Benfica), como a falta daquele contagiou negativamente o resto da equipa, especialmente o Pizzi, Salvio e Jonas que baixaram significativamente de produção em relação aos jogos passados. Assim sendo, não é de estranhar que tenhamos oferecido a 1ª parte. O Belenenses, com o novo treinador Silas, saía muitas vezes a jogar do seu guarda-redes, nós roubámos algumas bolas, mas não tivemos nem arte nem engenho para criar iminentes situações de perigo. 

A 2ª parte foi um pouco melhor, especialmente a partir da entrada do Zivkovic para o lugar do João Carvalho. Pouco antes de sair, o médio teve um remate em boa posição, mas a bola saiu por cima. Mas foi do Belenenses a primeira oportunidade logo no recomeço, num cabeceamento do Sasso num canto, com o Rúben Dias a ser batido nas alturas, que passou igualmente por cima. Tínhamos mais dinâmica, com mais variações de flanco e o Cervi aproveitou a sua velocidade para ganhar o duelo com um defesa e ser derrubado por este, quando tentou flectir para dentro. Estávamos no minuto 70’ e o Jonas tinha a nossa vitória nos pés. Infelizmente, bateu o penalty com pouca força (aquela segunda paradinha estragou tudo! Aposto que ele mudou o sítio para onde ia bater a meio da corrida) e o Filipe Mendes agarrou a bola. Pouco depois, foi o Cervi a ter um penalty em andamento, completamente isolado depois de ter sido muito bem desmarcado pelo André Almeida, mas a rematar inacreditavelmente por cima! O Belenenses abusava na perda de tempo (desde meados da 1ª parte!), mas foi compensado aos 86’: o André Almeida erra um passe ainda no nosso meio-campo, o estreante Nathan progride com a bola, o Rúben Dias não faz a oposição devida e deixa-o rematar à vontade, com a bola ainda a bater no poste antes de entrar. No estádio pareceu-me que o Bruno Varela talvez pudesse ter lá chegado apesar de ainda ter ido ao poste, mas na televisão dá para ver que a bola é muito desviada. Foi um balde de água fria total! Entretanto, já o Rui Vitória tinha colocado o Jiménez e o Seferovic, tirando os extremos Salvio e Cervi (este que estava a ser dos nossos melhores jogadores, pese o falhanço incrível…). E foi já no fim da compensação, aos 97’, que nos salvámos da derrota com um golão do Jonas de livre (mas porque é que ele não marca os penalties com aquela força?!), a punir falta sobre ele mesmo. Não perdemos o jogo, mas a sensação de desilusão continuou a ser muito grande.

Em termos individuais, o Cervi foi dos melhores, mas não pode falhar um golo daqueles! O Fejsa teve mais dificuldades em varrer do que em jogos anteriores, mas esteve igualmente num nível elevado. O João Carvalho ainda precisa de muita rodagem para substituir convenientemente o Krovinovic e temos ali um problema, porque já esgotámos as hipóteses todas de abébias para dar e não temos tempo para esperar que o rendimento vá subindo. O Salvio esteve muito complicativo na direita e o Pizzi parece que voltou à forma da maior parte da temporada. Todos os outros estiveram a um nível muito sofrível.

Veremos o que fazem CRAC em Moreira de Cónegos e a lagartada na recepção ao V. Guimarães, mas que as coisas não estão nada famosas para nós, isso não estão. Arriscamo-nos a ter uma época muito penosa até final.

terça-feira, janeiro 23, 2018

Podcast Benfica FM

Foi com imenso prazer que aceitei novo convite do Nuno para participar no seu magnífico podcast, desta feita valorizado com a companhia do António e do grande João Gonçalves, aka, "Sr. Serviço Público". Há quem diga (inclusive o timer do próprio programa) que isto demorou 1h40, mas para mim pareceu apenas 10'!

domingo, janeiro 21, 2018

Agridoce

Uma das melhores exibições da época deu-nos a vitória por 3-0 frente ao Chaves na Luz, mas perto do final do jogo o Krovinovic lesionou-se com gravidade (rotura do ligamento cruzado anterior do joelho direito) e irá falhar o resto da temporada. Foi, por isso, uma noite de sentimentos contraditórios, porque o croata estava a ser absolutamente preponderante na nossa subida de forma e tenho receio que isto se torne o Diamantino (lesão semelhante na véspera da final da Taça dos Campeões de 88/89 87/88 [é oficial: não só estou a ficar velho, como com Alzheimer galopante! Enganar-me nisto é como não saber quanto é 2+2! Imperdoável!] frente ao PSV Eindhoven, mas neste caso graças à besta do Adão. Nunca mais lhe perdoei!) deste ano.

Com o Douglas no lugar do castigado André Almeida e perante um estádio com 57.383 espectadores, entrámos a todo o gás e praticamente não deixámos o Chaves respirar. Abrimos o marcador logo aos 13’ num golão do Jonas de fora da área (remate ao ângulo superior direito da baliza), depois de uma assistência do Krovinovic. Pouco depois, aos 19’, aumentámos a vantagem numa boa jogada pelo lado direito, com centro atrasado do Salvio para o Jonas bisar. O Chaves era a única equipa do campeonato que ainda não tinha sofrido golos do brasileiro. Era. Continuámos a tentar aumentar a vantagem até ao intervalo, mas um remate cruzado de pé esquerdo do Salvio ainda raspou no poste e o Jonas isolado (dizem que estava ligeiramente adiantado, pelo que se fosse golo talvez fosse anulado pelo VAR) não conseguiu desfeitear o António Filipe.

A 2ª parte não poderia ter começado da melhor maneira com o 3-0 aos 47’: centro atrasado do Cervi na esquerda e remate do Pizzi na meia-lua que o guarda-redes não desviou totalmente da baliza. Era perfeitamente defensável. Quaisquer veleidades que o Chaves pudesse ter para o segundo tempo ficaram logo por ali. No entanto, há que elogiar a postura dos flavienses, que tentaram sempre jogar à bola e ainda fizeram uns quantos remates, mas sem criarem grande perigo. Quanto a nós, realizámos também um par de jogadas interessantes, mas os remates saíram à figura (nomeadamente do Cervi de pé esquerdo e do Krovinovic de cabeça), o que foi pena porque teriam dado bonitos golos. Numa bola que ia sair pela linha lateral, com o jogo ganho e perto do final, deu-se o pior momento da partida (arrisco-me a dizer da temporada): a lesão do Krovinovic. Iremos ver como é que o Rui Vitória vai resolver este problema, mas não há como não estar preocupado neste momento.

Em termos individuais, destaque óbvio para o Jonas com o seu bis, para o Fejsa, que foi a parede habitual no meio-campo (nada passa por ele!), e para o azarado Krovinovic que participou nas jogadas que deram os três golos. Outro que está a subir muito é o Pizzi, o que são boas notícias, especialmente agora com a ausência do Krovinovic. Na defesa, a dupla Rúben Dias e Jardel é para manter, porque nos permite jogar com a linha defensiva mais avançada. O Cervi é outro em excelente forma e o Salvio na direita fez uma bela 1ª parte, estando mais discreto na segunda. Quanto ao Douglas, a sua estreia no campeonato espero que lhe garanta a medalha de campeão nacional, mas espero igualmente que não tenha que ser preciso utilizá-lo novamente (ouviste, André Almeida?!).

Esta vitória colocou-nos a um ponto da lagartada (que empatou em Setúbal por 1-1) e a dois do CRAC (1-0 em casa ao Tondela, num golo literalmente oferecido pelo adversário – venham cá depois falar em facilidades que nos foram concedidas pelo Braga, venham…!), que ainda tem meia parte para disputar com o Estoril (que neste momento ganha por 1-0). Para a semana, iremos a Belém, cujos responsáveis devem estar a esfregar as mãos de contentamento com esta nossa subida de forma, porque antevê-se uma invasão ao Restelo.

segunda-feira, janeiro 15, 2018

A subir

Vencemos em Braga por sábado por 3-1 e continuamos na luta pelo penta. Mantemos os três pontos de desvantagem para os lagartos (3-0 em casa ao Aves) e cinco para o CRAC, que só joga hoje no Estoril (mas vai ganhar de certeza). Esta nossa partida era essencial, porque era um campo muito difícil e qualquer outro resultado que não a vitória tornaria as coisas muito complicadas, mas demos uma excelente resposta, fazendo uma exibição muito boa e demonstrando espírito de (tetra)campeão.

O regresso do Fejsa foi a única alteração na equipa-base e o sérvio voltou em grande forma sendo o melhor em campo. Começámos muito bem a partida, com uma pressão intensa sobre o Braga que mal conseguia passar de meio-campo. A excepção foi uma boa jogada do Danilo, que fintou dois ou três nossos no meio-campo e rematou à entrada da área para uma defesa a dois tempos do Bruno Varela. No entanto, foi ao mesmo Danilo que o Jonas roubou uma bola a meio-campo, sobrando para o Cervi que progrediu no terreno e fez uma assistência brilhante para o Salvio fazer o 0-1 aos 11’. Grande jogada de contra-ataque e grande golo! Controlávamos completamente a partida, mas poderíamos (e deveríamos) ter acelerado mais no último terço, porque o Braga estava muito abananado e era uma oportunidade para alargarmos a diferença no marcador. Tivemos remates do Jonas, Grimaldo e Krovinovic, mas os dois primeiros foram defendidos pelo Matheus e o último saiu muito ao lado.

Confesso que estava apreensivo para a 2ª parte, porque era expectável que o Braga subisse de produção e o jogo estava naturalmente em aberto. No entanto, voltámos a entrar bem e tivemos uma grande oportunidade pelo Jardel de cabeça ao poste num canto, na sequência de um lance em que o Jonas foi derrubado na área quando se preparava para saltar, mas nem o Sr. Artur Soares Dias, nem o VAR consideraram falta (não tivemos a sorte do Bas Dost frente ao V. Setúbal...). Pouco depois, fizemos um contra-ataque muito bom, com o Grimaldo a conduzir a bola desde o meio-campo, mas a ficar sem forças no final com um remate fraco e à figura. O Braga tinha mais posse de bola, mas não conseguia criar grandes oportunidades, exceptuando um remate cruzado do Ricardo Horta bem defendido pelo Varela. Aos 64’, alargámos finalmente a vantagem quando o Jonas abriu para o André Almeida na direita, que cruzou de volta para o Jonas marcar de cabeça. Outro golão! O jogo deveria ter ficado decidido, caso o Varela não desse um frango de todo o tamanho aos 75’, ao sair em falso e a não ter tempo de voltar para a baliza depois do cabeceamento em chapéu do Paulinho. No minuto anterior, o Jonas tinha dado lugar ao Jiménez, mas era o Braga quem estava por cima, com o André Almeida a cortar providencialmente uma jogada de perigo e um cabeceamento num canto a sair por cima. O Grimaldo marcou muito mal um livre e a dois minutos do fim tivemos uma oportunidade flagrante, com o Jiménez isolado a disparar um míssil que deve ter feito mais um buraco na lua. Falhanço inconcebível! No entanto, já em tempo de compensação (91’) demos o golpe de misericórdia, com nova assistência do Cervi na esquerda para o Jiménez marcar em pontapé de moinho outro golo muito bonito.

Em termos individuais, o Fejsa foi um gigante em campo e perdi o número às bolas que recuperou. Outro em grande destaque foi o Cervi com duas assistências para golo. O Jonas continua a picar o ponto em todos os jogos e a ser absolutamente essencial para toda a nossa manobra atacante. O André Almeida também fez uma assistência e foi praticamente inultrapassável na defesa. O Salvio marcou um golo numa bela jogada, esteve globalmente bem, mas num lance na 2ª parte, ainda com 0-1, falhou um centro muito fácil para o Jonas que só teria de encostar. Foi pena. O Krovinovic confirma-se como o motor do nosso meio-campo. O Jiménez não pode falhar isolado daquela maneira, mas compensou pouco depois com o golo. Quanto ao Bruno Varela, fez um par de defesas importantes, mas errou clamorosamente num lance que não pode acontecer. Eu tenho pena de dizer isto, porque até tenho simpatia por ele, mas temos de considerar seriamente a hipótese de contratação de um guarda-redes que seja consistente (se não nesta, para a próxima época), porque com ele estamos sempre sujeitos a um lance destes, que pode significar a diferença entre ganharmos ou não.

Demos uma resposta muito boa nestes dois jogos fora no Minho. Para a semana, na Luz, defrontaremos o Chaves, que não perde há uma série de jogos. Ainda por cima, não teremos o André Almeida, que levou o quinto amarelo. Toda a concentração é pouco, porque não temos margem de manobra.

segunda-feira, janeiro 08, 2018

Consistente

Vencemos o Moreirense em Moreira de Cónegos (2-0) e terminamos a 1ª volta a três pontos da lagartada (5-0 em casa ao Marítimo) e a cinco do CRAC (4-1 em casa ao V. Guimarães). Foi uma vitória justa, que deveria ter sido por números mais avolumados, numa exibição bem agradável que deu continuidade à da do meio da semana.

Com o castigo do Fejsa, a entrada do Samaris foi a única alteração em relação à recepção aos lagartos. Entrámos bem na partida e, em duas bolas paradas, os centrais Jardel e Rúben Dias tiveram duas oportunidades de cabeça, mas a do primeiro foi à figura do guarda-redes e a do segundo saiu ao lado. No entanto, a grande chance foi pelo Jonas que isolado frente ao guarda-redes Jhonatan (a grafia do nome de alguns brasileiros é fascinante!) permitiu a defesa deste por duas vezes! Aos 23’, marcámos finalmente num toque de calcanhar do Cervi para o Jonas, que já dentro da área descobriu o Pizzi solto no lado oposto e este rematou de primeira, parecendo, no entanto, que o guarda-redes poderia ter feito melhor, já que a bola não foi com particular força nem muito colocada. Logo a seguir, boa jogada do Krovinovic pela esquerda, centro atrasado e remate do Pizzi de primeira com o pé esquerdo para boa defesa do Jhonatan. Até ao intervalo, baixámos um pouco o ritmo, mas tivemos uma óptima oportunidade num centro rasteiro do André Almeida, depois de ser bem desmarcado pelo Salvio, com o Cervi a chegar atrasado por muito pouco.

Na 2ª parte, entrou o Keaton Parks para o lugar do lesionado Samaris. Com um golo de vantagem, sem os dois trincos do plantel e com a adaptação de um jogador que não tem muita experiência na equipa principal (e é mais 8 do que 6), confesso que estava muito apreensivo para os segundos 45’. As coisas poderiam ter sido mais fáceis logo desde o reinício, se o Jonas tivesse conseguido marcar o golo do campeonato, num chapéu quase de meio-campo que o guarda-redes defendeu para canto. Pode ser que à terceira (já frente ao Belenenses, uma bola semelhante foi ao poste) seja de vez! O Moreirense entrou mais pressionante e teve uma grande ocasião de cabeça, ainda nos primeiros 10’, que permitiu ao Bruno Varela fazer a defesa do jogo. A partir daqui, conseguimos reequilibrar as coisas a meio-campo, com o Keaton Parks a dar muito boa conta do recado, e o Jonas ia prosseguindo a sua série de desperdícios muito inabituais: um remate já na área, depois de uma tabelinha com o Krovinovic, permitiu uma boa defesa ao guarda-redes (embora tenha saído um pouco à figura), e outro com o pé esquerdo em excelente posição, depois de uma assistência do Cervi, saiu muito frouxo. Aos 73’, entrou o João Carvalho para o lugar do apagado Salvio e no minuto seguinte roubou a bola a um defesa, assistiu o Jonas e este finalmente marcou, depois de ter brilhantemente fintado um adversário. Até final, nada de mais relevante se passou.

Em termos individuais, o Krovinovic foi dos melhores e a bola sai sempre redonda dos seus pés, até porque o Pizzi, apesar do golo, ainda continua longe da sua forma e a desacelerar muito o nosso jogo. O Jonas precisou de um número pouco habitual de oportunidades para marcar, mas este resultado tem a sua marca indelével com um golo e uma assistência. O Salvio, depois da boa exibição de 4ª feira, baixou muito de rendimento e, no lado oposto, o Cervi demonstrou a sua capacidade de luta, continuando a fazer uma boa parelha com o Grimaldo. Os centrais estiveram muito seguros e o Bruno Varela foi muito importante com aquela defesa na 2ª parte. O André Almeida é de uma regularidade salutar e o Samaris acabou só por fazer meia parte devido à lesão. Como já referi, o Keaton Parks voltou a impressionar-me, porque sabe estar em campo, lê muito bem o jogo e os adversários, e passa sempre com critério. O João Carvalho foi brilhante no 0-2 e definitivamente merece jogar mais tempo. O Jiménez entrou já muito perto do final.

Para a semana, iniciar-se-á a 2ª volta com a ida a Braga. Vai ser um jogo fundamental, porque os bracarenses estão apenas a três pontos e nós já não temos margem de manobra para os dois da frente. Muito do nosso futuro no campeonato (o único futuro que temos esta época...) vai passar por esta partida.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Inglório

Empatámos com a lagartada (1-1), continuamos a três pontos deles, mas ficámos a cinco do CRAC que ganhou em Santa Maria da Feira (2-1). Numa partida em que tínhamos de ganhar para os igualar na classificação, acabámos por conseguir o empate muito perto do final, minimizando assim aquilo que seria uma injustiça quase ao nível desta.

O Rui Vitória apostou no regresso do Rúben Dias para colmatar a ausência do Luisão e o resto da equipa foi a esperada. O jogo começou equilibrado, mas foi a lagartada a adiantar-se no marcador aos 19’ na sua primeira oportunidade de golo: lance pela esquerda, remate enrolado do Coentrão, a bola sobe e o Gelson de cabeça bate o Bruno Varela. Até ao intervalo, um remate desviado e defendido pelo Varela, e um lance do Gelson que atirou por cima em boa posição constituíram os momentos de perigo para a nossa baliza. Quanto a nós, a partir do golo sofrido fomos para cima deles praticamente até final do jogo. O Jardel teve uma cabeçada na pequena-área milagrosamente salva sobre a linha pelo Piccini, o Krovinovic atirou com estrondo à barra e o Jonas teve um remate na sequência de uma boa combinação com o Krovinovic que merecia melhor sorte. Já deveríamos a estar a ganhar e chegávamos ao intervalo a perder...
 
Para a 2ª parte, tinha o receio de já termos tido o nosso melhor período, quando criámos todas aquelas oportunidades no primeiro tempo. Puro engano! Poderíamos bem ter substituído o Varela, porque a lagartada praticamente não existiu em termos atacantes. O Rui Vitória começou a fazer alterações mais cedo que o costume e o Jiménez entrou para o lugar do Pizzi aos 56’, o que nos balanceou ainda mais para o ataque. O Jonas teve dois remates interceptados, que por pouco não enganaram o Patrício, o mesmo Jiménez teve um remate de primeira em boa posição que saiu ao lado e outro que ia para a baliza, depois de uma excelente jogada individual do Jonas, mas que foi também cortado por um defesa, e o Coates ia fazendo autogolo ao cortar um centro do entretanto entrado Rafa para o lugar do Fejsa aos 72’, numa opção de grande risco do Rui Vitória. E o risco foi mesmo total aos 81’, quando o João Carvalho substituiu o Rúben Dias e nos fez jogar com três defesas e sem trinco! O João Carvalho teve um remate em arco de fora da área, que criou igualmente bastante perigo e aos 90’ chegávamos finalmente ao MERECIDÍSSIMO golo: penalty indiscutível do Battaglia, que cortou com a mão um remate do Rafa e o Jonas não falhou, atirando rasteiro para o lado esquerdo do Rui Patrício (que não se mexeu, esperando uma bola ao centro da baliza, como o Jonas vinha marcando muitos dos penalties ultimamente). Apesar de ter consultado o VAR mais do que uma vez e das substituições todas, o Sr. Hugo Miguel só deu quatro minutos(!) de compensação, mas mesmo assim ainda criámos perigo por mais duas vezes, num remate de bicicleta do Jiménez que saiu um pouco ao lado e num centro do Rafa que passou o Patrício e foi cortado por um adversário. O jogo terminava com um enorme sentimento de injustiça, o que aliado à nossa grande exibição fez com o público se despedisse dos jogadores com um ensurdecedor aplauso e o pedido do 37.
 
Em termos individuais, os extremos fizeram um jogão: tanto o Salvio como Cervi foram incansáveis a defender e brilhantes a atacar. O Krovinovic abriu o livro na 2ª parte, depois de na 1ª as coisas não terem estado perfeitas. O Jonas lá quebrou a malapata de não marcar aos lagartos, depois de meia dúzia de remates, e o Jiménez mexeu muito com o nosso ataque quando entrou. O Pizzi voltou a passar muito ao lado do jogo e sinceramente acho que precisava de passar uns tempitos no banco, até porque o João Carvalho entrou bem e já merecia ser mais utilizado. Quem também entrou muito bem foi o Rafa e pode ser que finalmente tenha decidido começar a justificar a sua (tão cara) aquisição. Neste tipo de jogos, o André Almeida é sempre um pêndulo e a corda nunca parte por ele, tal como o Fejsa, apesar de se perceber que este não está na sua melhor forma. O resto da defesa não esteve mal, com o Rúben Dias e o Jardel a controlarem bem o Bas Dost. O Grimaldo voltou a demonstrar as suas virtudes a atacar e os defeitos a defender. O Bruno Varela teve muito menos trabalho do que o esperado.
 
Nos dois próximos jogos vamos fora (Moreira de Cónegos e Braga) e veremos se a melhor exibição da época tem continuidade. É bom que tenha, porque assim estaremos mais perto de ganhar e cinco pontos de atraso deixa-nos com pouca margem de manobra para errar.
 
P.S. – Se existe vídeo-árbitro é para assinar lances milimétricos e o golo da lagartada é precedido de um fora-de-jogo do Acuña, muito difícil de ver no campo, mas que, peço imensa desculpa, tem que ser assinalado pelo VAR! Assim não o fez o Sr. Tiago Martins e não se percebe porquê. Houve três lances de grande dúvida na área da lagartada, de possível mão na bola, mas foram todos decididos para o mesmo lado: no do Coentrão já vi imagens em que parece que bate na cabeça e noutras no braço, no do Piccini a mesma coisa, mas com o peito, e no do William o braço bate mesmo na bola. Como disse o Rui Vitória, veremos até final do campeonato o nível de coerência neste tipo de decisões.

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Ano Novo

Que 2018 nos traga o penta! (Até porque não nos pode trazer mais nada...!)

domingo, dezembro 31, 2017

Empates

Empatámos na passada 6ª feira em Setúbal (2-2) na 3ª e última jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Depois de percursos brilhantes nas épocas passadas, em que só não chegámos às meias-finais na primeira das dez edições anteriores, este ano nem uma vitória conseguimos! Se o percurso na Champions foi vergonhoso, numa escala (obviamente) diferente, este também não lhe fica atrás.

Vindos das férias do Natal, o Rui Vitória não rodou os titulares e apostou numa equipa secundária para este jogo. Se o derby correr bem, foi genial, caso contrário, será crucificado. Digo desde já que acho esta opção de não os utilizar muito arriscada, mas veremos… Nem entrámos mal na partida, com o Rafa a mostrar-se mais empenhado que em jogos anteriores, mas em nove minutos (30’ e 39’) sofremos dois golos de bola parada, pelos centrais Vasco Fernandes e Pedro Pinto. No primeiro, o Svilar bateu no poste e teve que ser substituído uns minutos depois pelo Bruno Varela, que teve uma saída em falso na sua primeira intervenção da qual resultou o segundo golo. Confesso que temi o pior, porque mesmo sendo uma equipa de não-titulares uma derrota pesada deixa sempre mossa.

No entanto, a 2ª parte foi completamente diferente para melhor. Claro que o inenarrável Filipe Augusto ainda isolou o Gonçalo Paciência, mas o Varela redimiu-se do golo e saiu bem aos pés do avançado e evitou o 0-3. Aos 52’, aconteceu o momento do jogo: boa abertura do Rafa, domínio fabuloso no ar do João Carvalho, finta perfeita sobre um defesa e assistência para o Seferovic só ter que encostar. Que golão! Aos 58’, um canto curto do Zivkovic encontrou a cabeça do Rúben Dias para fazer a igualdade. Até final, ainda tivemos oportunidades pelo Seferovic (boa abertura do Eliseu, domínio excelente do suíço, mas remate ao lado) e Jiménez Seferovic (boa abertura do Douglas, mas remate completamente falhado do mexicano), porém o resultado não se alterou.

Com o Gabriel Barbosa a já nem regressar das férias no Brasil, o Douglas e o Filipe Augusto também podem voltar para lá. O Samaris faz sempre jogos horríveis quando não joga com os titulares e o Eliseu também esteve uns furos abaixo. O Rafa começou bem (teve uns quantos domínios de bola impressionantes), mas foi decaindo ao longo do tempo e fica sempre a ideia de que é um desperdício de talento. O Zivkovic desaproveitou igualmente a oportunidade, apesar da assistência para o segundo golo. Quem não se percebe porque é que só em Dezembro começou a ter (e ainda por cima poucas) oportunidades é o João Carvalho. O lance do primeiro golo não engana e não temos muitos médios a conseguir fazer uma jogada daquelas. Com o Pizzi muito longe da sua melhor forma, a sua pouca utilização é um mistério que eu gostaria de ver esclarecido.

No próximo dia 3, recebemos a lagartada na Luz. É um jogo decisivo que vai influenciar o resto da nossa época. Qualquer que seja o resultado. Duvido muito que consigamos o penta se não o ganharmos.

segunda-feira, dezembro 25, 2017

Feliz Natal

Os meus desejos habituais de um Glorioso Natal (como me disse uma grande amiga minha, que seja mais Glorioso do que o Glorioso tem sido ultimamente) a todos os que seguem este blog.

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Deplorável

Empatámos com o Portimonense (2-2) na Luz para a Taça da Liga e estamos em sérios riscos de sermos eliminados ainda antes da última jornada do grupo (basta o V. Setúbal ganhar ao Braga)! Ou seja, é bem provável que entremos em 2018 só com o campeonato para jogar. Nós… que temos limpo quase todas as competições em Portugal nos últimos quatro anos!

Quando aos 53 segundos(!) o Jonas inaugurou o marcador e o Lisandro aumentou a vantagem para 2-0 aos 33’, toda a gente estava longe de pensar que o resultado seria o que foi. Ainda por cima, porque nós trocámos poucos jogadores em relação a Tondela e o Portimonense fez exactamente o contrário e alinhou com uma série de suplentes. Na 2ª parte, os algarvios marcaram também cedo (47’) e a 6’ do fim. E não se pode dizer que o resultado tivesse sido injusto. À semelhança da Taça de Portugal, o Rui Vitória resolveu inovar ao colocar o Seferovic ao lado do Jonas a 9’ do fim e tirando o Pizzi. Quer dizer, jogamos em 4-3-3 a maior parte do tempo e perto do fim, quando se antevia um assalto final do adversário, desfazemo-lo e alinhamos com Keaton Praks (que já tinha substituído o Samaris!) e Krovinovic no meio-campo… Brilhante…! 

Não vou obviamente fazer destaques individuais a mais este péssimo resultado, numa triste despedida de 2017, vou só dizer o seguinte: se dependesse de mim, eu marcaria um treino para a tarde de dia 23 e outro para a manhã de 26. Perante a vergonhosa campanha nas competições a eliminar desta época, nenhum dos jogadores teria tempo para ir para o seu país de origem.

segunda-feira, dezembro 18, 2017

Retoma

Goleámos em Tondela (5-1) e demos uma excelente resposta à eliminação da Taça de Portugal a meio da semana. Depois da segunda desilusão da época, este jogo era fundamental não só por isso, mas também para chegar ao derby da próxima jornada em condições de alcançar a lagartada (que ganhou 2-0 ao Portimonense), que continua a três pontos (o CRAC só recebe hoje o Marítimo).

Só com a alteração do Lisandro no lugar do lesionado Luisão, a 1ª parte foi totalmente nossa, excepto nos minutos iniciais em que o Tondela teve a única ocasião de perigo, com um lance parecido com o segundo golo do Rio Ave na 4ª feira, mas desta feita felizmente com menos pontaria do avançado. Às costas do Fejsa, que limpava o meio-campo todo, o Krovinovic dava cartas e fez uma abertura fantástica para a direita, para o André Almeida acertar um centro para os pés do Pizzi, que rematou por entre as pernas do guarda-redes e inaugurou o marcador. Estávamos no minuto 17 e o melhor jogador da época passada finalmente regressava aos relvados, cinco meses depois do início da temporada. Praticamente não deixávamos o Tondela passar de meio-campo e fizemos o 0-2 aos 26’ numa boa jogada pela esquerda, com excelente centro do Grimaldo para a concretização de cabeça do Salvio, sem levantar os pés do chão. Em cima do intervalo, já em tempo de compensação, acabámos com o jogo ao fazer o 0-3 num bis do Pizzi, depois de uma combinação atacante brilhante, com uma assistência em chapéu do Salvio para o nº 21 rematar de primeira sem hipótese para o guarda-redes, Cláudio Ramos.

Com o jogo decidido, entrámos a dormir na 2ª parte e o Tondela encostou-nos no nosso meio-campo. O que valeu é que só durou 10’, mas mesmo assim por duas vezes o Bruno Varela teve de se aplicar para que o adversário não marcasse. Aos 60’, acabámos com as veleidades do Tondela ao marcar o quarto golo pelo Jonas, num canto estudado, em que o Grimaldo marcou rasteiro para a marca do penalty, com o brasileiro a não falhar. Já é a segunda vez esta época que marcamos um golo assim, depois de anos consecutivos a tentá-lo. Aleluia! Como o derby é já na próxima jornada e o Fejsa já tinha visto um amarelo, a meio da 2ª parte entrou o Samaris. Aos 76’, o Krovinovic fez um passe muito à queima para trás, o Jardel não tem pique por estes dias, e o Heliardo ficou isolado sobre a esquerda, rematou cruzado, o Varela ainda defendeu, mas a bola sobrou para o Tyler Boyd, que só teve que encostar. Sofrer um golo irrita-me sempre, ainda para mais num jogo destes e desta forma! No entanto, dois minutos depois, o Salvio fez nova abertura genial para o Pizzi, que assistiu o Jonas no centro da área para fazer o 1-5. Bis do brasileiro a alargar a sua vantagem nos melhores marcadores para cinco golos. Até final, ainda deu para o Rui Vitória poupar o André Almeida, que estava tapado por amarelos.

Como toda a equipa esteve muito bem, não é fácil fazer destaques individuais. O Jonas e o Pizzi merece-no, porque dois golos são sempre dois golos e, especialmente, no caso do português são os primeiros da época! Também gostei bastante do Lisandro, que é bom que esteja em forma, porque vai ser necessário nos próximos jogos perante a indisponibilidade do Luisão. O Fejsa tal como disse, foi grande no meio-campo e o Krovinovic torna-se cada vez mais influente. Um dos jogadores que (incompreensivelmente) tem muitos anticorpos entre os adeptos, o Salvio, foi igualmente dos melhores, com um golo e participação activa noutros dois. Tomar de ponta um jogador tetracampeão pelo Benfica é algo que nunca me deixará de espantar...! O Cervi na esquerda foi o lutador habitual e complementa-se muito bem com o Grimaldo.

Até final de 2017, seguem-se dois jogos da Taça da Liga que deveria ser a competição menos importante, mas com a vergonhosa participação na Champions e a eliminação inglória na Taça da Portugal passou a ser o segundo objectivo da época. Principalmente por isso, mas também porque o derby é já 3 de Janeiro e é preciso manter a confiança em alta, será fundamental atingirmos final four desta competição em Braga.

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Rui Derrota

Perdemos em Vila do Conde frente ao Rio Ave por 2-3 (a.p.) e fomos afastados da Taça de Portugal logo nos oitavos-de-final. Depois da mais vergonhosa participação europeia da nossa história, exigia-se que disputássemos as competições nacionais até ao fim. No entanto, ainda nem chegámos ao Natal e já só temos o campeonato e a Taça da Liga. A época está a caminho de ficar memorável, mas não pelas melhores razões…

Com a mesma equipa que derrotou o Estoril, entrámos muito bem na partida e durante a 1ª parte dominámos totalmente o Rio Ave. De tal modo, que deveríamos ter chegado ao intervalo com uma vantagem superior à que tivemos. Tivemos uma bola ao poste de um defesa do Rio Ave (seria autogolo) e um remate do Salvio em muito boa posição, mas que saiu ao lado. No entanto, aos 36’ marcámos mesmo num golão do Jonas, com um remate de primeira sem deixar a bola cair depois de um centro do André Almeida.

A 2ª parte começou pessimamente, com uma perdida de bola incrível do Cervi perto da nossa área que resultou no empate logo aos 47’ pelo Lionn. Foi pena, porque o argentino até estava a ser dos melhores, mas é um erro crasso. Assim como aos 62’ houve outro erro difícil de entender, quando o Rúben Ribeiro, perante quatro(!) jogadores nossos, consegue ter espaço e tempo para armar um remate em arco que virou o resultado. I-N-A-C-R-E-D-I-T-Á-V-E-L!!! Não baixámos os braços, respondemos bem, a entrada do Jiménez para o lugar do inenarrável Pizzi melhorou imenso o nosso jogo e tivemos um penalty indiscutível por agarrão ao Jonas aos 83’. Infelizmente o Cássio correspondeu com uma magnífica defesa ao remate forte do mesmo Jonas. O Zivkovic já tinha entrado para o lugar do Cervi e o momento que definiu o jogo deu-se pouco depois: o Rui Vitória colocou o Seferovic no lugar do Grimaldo. Mas já lá vamos a isto… Aos 86’, conseguimos fazer a igualdade pelo Luisão, na sequência de um canto bem marcado pelo Zivkovic e desviado pelo Jardel ao primeiro poste. Já no tempo de compensação, o Luisão magoou-se e teve que sair. Ficámos a jogar com 10 durante todo o prolongamento, com a maioria dos jogadores fora do lugar e era óbvio que o terceiro golo era só uma questão de tempo: aconteceu logo aos 94’ pelo Guedes num lance em que o Seferovic (que estava a extremo-esquerdo!) o colocou em jogo. Até final, ainda tivemos uma grande oportunidade pelo Seferovic, mas o Cássio correspondeu com uma óptima defesa. Mesmo com dez e só com quatro desses no seu lugar de origem (Bruno Varela, Jardel, Fejsa e Jonas), criámos muitos calafrios ao Rio Ave. Imaginemos com 11…

Não vou fazer destaques individuais, vou antes dedicar o resto do tempo com o momento que nos fez perder o jogo: a entrada do Seferovic para o lugar do Grimaldo. Ora bem, será ninguém avisou o Rui Vitória que o jogo tinha prolongamento?! Será que nunca passou pela cabeça do Rui Vitória que, mesmo que marcássemos, jogar mais 30’ com três pontas-de-lança e sem defesa-esquerdo era muito arriscado, e iria inevitavelmente desequilibrar a equipa?! Será que o Rui Vitória não viu que até nem estávamos a jogar mal, mesmo depois de sofrermos o 2-1, estávamos a criar oportunidades e a remeter o Rio Ave para o seu meio-campo?! Será que o Rui Vitória acha que é obrigatório fazer as três substituições?! Será que o Rui Vitória não percebe que o Grimaldo é melhor defesa-esquerdo que o Zivkovic e que o Zivkovic é melhor extremo-esquerdo que o Seferovic e que, portanto, andar a colocá-los fora do lugar com (desejavelmente, como veio a acontecer) 30’ para jogar é simplesmente… estúpido?! (Como se viu durante o prolongamento, em que o Seferovic tem pelo menos dois centros para trás da baliza, quando estava em óptima posição e com colegas no meio para servir…!) É que o Rui Vitória bem pode dizer que a lesão do Luisão desequilibrou a equipa, mas isso só aconteceu por culpa… dele! Aquela substituição não lembra ao Diabo! Eu levei logo as mãos à cabeça, porque não era muito difícil ver-se no que ia dar. Estou perfeitamente convencido de que 11 para 11 ganharíamos. E isso teria acontecido se o Rui Vitória tivesse deixado uma substituição para fazer no prolongamento. Porque, e vou voltar a repetir isto, até nem estávamos a jogar mal depois de estarmos em desvantagem e teríamos mais 30’ para fazer! Foi uma decisão incompreensível que nos custou a eliminação de uma forma inglória e portanto o culpado é só um: Rui Vitória.

Veremos como a equipa vai reagir no próximo domingo em Tondela a este desgaste físico e emocional. Ainda por cima, certamente que não vamos ter o Luisão. E escusado será dizer que não temos nenhuma margem de manobra para abébias.