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sexta-feira, outubro 12, 2018

Polónia - 2 - Portugal - 3

Numa grande exibição, a selecção nacional foi ganhar na Polónia e colocar-se numa excelente posição para atingir a final four da Liga das Nações. Basta um empate entre polacos e italianos no domingo para podermos prescindir do resultado dos dois últimos jogos.

Com três dos nossos no onze titular (Rúben Dias, Pizzi e Rafa) e novamente sem o Cristiano Ronaldo (só volta à selecção em 2019), até começámos a perder aos 18', quando o Rui Patrício falhou na saída dos postes num canto. Mas empatámos aos 31' pelo André Silva, depois de uma assistência do Pizzi e colocámo-nos em vantagem pouco antes do intervalo (42') num autogolo (que foi pena não ter sido do Rafa, porque o defesa se antecipou a ele). No início da 2ª parte (52'), aumentámos para 3-1 pelo Bernardo Silva, depois de uma jogada individual, para sofrermos o 2-3 aos 77' pelo Blaszczykowski. Até final, os entretanto entrados Renato Sanches e, principalmente, Bruno Fernandes poderiam ter dado a machadada final, mas felizmente não foi necessário. De qualquer maneira, saliente-se a forma inteligente como escondemos a bola dos polacos nos minutos finais.

Pela amostra dos últimos dois jogos, até parece que a selecção nacional joga melhor quando o Cristiano Ronaldo não está, porque não está sempre preocupada em jogar para ele. O Bernardo Silva sobressaiu acima de todos, mas foi muito bem secundado pelo André Silva, Rafa e Pizzi. Lá está, a bola roda mais entre todos os jogadores e há mais jogo colectivo. Veremos se os próximos jogos confirmam esta tendência.

segunda-feira, outubro 08, 2018

Até qu’enfim!

Passados cinco anos, voltámos finalmente a vencer o CRAC (1-0) na Luz e, como o Braga empatou em casa (1-1) com o Rio Ave, estamos ex-aequo com eles na liderança do campeonato com 17 pontos, tendo o CRAC 15 e a lagartada (que perdeu em Portimão por 4-2) 13. Ou seja, foi um fim-de-semana perfeito!

Com o Lema no lugar do castigado Conti (e do lesionado Jardel) e o Gabriel e Cervi de volta ao onze, a 1ª parte foi para esquecer, porque não houve oportunidades de golo para nenhuma das equipas. O Seferovic ainda falhou isolado frente ao Casillas, depois de uma assistência do Cervi, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo. A postura do CRAC resume-se a um simples facto: o Casillas levou amarelo aos 19’ por demorar a repor a bola em jogo. Dezanove minutos!

Na 2ª parte, tivemos logo de início uma boa oportunidade num remate à meia-volta do Gabriel para boa defesa do Casillas, depois de uma boa combinação atacante da nossa parte. O Rafa entrou para o lugar do Cervi aos 58’ e arrancou logo um amarelo na primeira vez que tocou na bola. Aos 62’, a Luz quase veio abaixo com o 1-0: alívio do Gabriel para o Pizzi desmarcar brilhantemente de cabeça o Seferovic que, perante a saída do Casillas, colocou a bola no único sítio disponível. Grande golo! Nos minutos seguintes, tivemos alguns contra-ataques rápidos, onde poderíamos ter definido melhor, mas aos 83’ o Sr. Fábio Veríssimo resolveu desequilibrar os pratos da balança ao dar o segundo amarelo ao Lema, quando este nem toca no adversário! Antes disso, o CRAC só tinha criado perigo por uma vez, com uma cabeçada do Danilo ao lado num canto. O Alfa Semedo, que tinha acabado de entrar, recuou para central e claro que o CRAC veio para cima de nós a jogar com mais um. Tiveram duas grandes oportunidades: um remate cruzado do Brahimi que saiu rente ao poste e, na última jogada do encontro, um cabeceamento do Danilo num livre que fez a bola passar um pouco por cima. Com bastante sacrifício, lá conseguimos manter a vantagem preciosa e quebrar esta malapata dos jogos frente a eles.

Em termos individuais, destaque para o Seferovic não só pelo golo, mas também porque continua a aguentar os embates com os centrais e a conseguir manter a ter posse de bola, e tabelar com os companheiros. O Ruben Dias foi outro que fez um jogo fantástico, sendo praticamente intransponível para os adversários. O Salvio não começou nada bem, mas foi subindo de rendimento sendo sempre uma grande ajuda para o André Almeida, que também se exibiu a bom plano. Aliás, estes jogadores mais antigos no plantel, nestes jogos mais quentes, estão sempre lá para mostrar raça. O Grimaldo voltou a confirmar-se como um dos grandes destaques neste início de época e é fundamental na construção do nosso jogo atacante. Uma palavra para o Lema, que se estreou a titular logo numa partida destas, e foi-se aguentando bem a um amarelo ainda na 1ª parte, sendo depois injustamente expulso. Todos os outros se exibiram em bom plano, sendo irrepreensíveis na entrega e espírito de sacrifício.

Principalmente em termos psicológicos, esta é uma vitória muito importante, porque infelizmente não tem sido nada comum derrotar o CRAC nos últimos tempos. Vamos agora para nova pausa por causa das selecções e depois haverá Taça de Portugal, pelo que o campeonato só voltará no final do mês. Defrontaremos o Belenenses no Jamor e há que continuar esta senda vitoriosa.

P.S. – Havia, e bem, uma regra que determinava que os grandes fizessem entre si um jogo em casa e outro fora em cada volta do campeonato. Porque raio de carga de água a mudaram? É isto “defender o futebol”? Será que alguém acha bem que à 7ª jornada já tenhamos recebido a lagartada e o CRAC? E que pode dar-se o caso de, dependendo do sorteio da próxima época, durante o ano de 2019 não termos jogos grandes na Luz? Que estupidez!

quarta-feira, outubro 03, 2018

Milagre

Vencemos em Atenas o AEK por 3-2 na 2ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Foi uma vitória muito mais difícil do que a certa altura do jogo se esperava, muito por culpa própria (já lá vamos…), mas lá conseguimos finalmente quebrar um terrível ciclo de oito(!) derrotas consecutivas para a Champions.

O Salvio regressou à equipa e o Rafa manteve a titularidade depois do bis em Chaves. Não poderíamos ter tido melhor entrada no jogo: marcámos logo aos 6’ pelo Seferovic na recarga a um bom remate do Gedson de fora da área. Já antes disso, o Conti tinha tido uma cabeçada num canto defendida pelo guarda-redes e, a seguir ao golo, o Fejsa de cabeça proporcionou nova defesa do Barkas e o mesmo Seferovic viu um defesa cortar para canto um desvio seu na pequena-área, que estou convencido que entraria na baliza. Aos 15’, aumentámos a vantagem num centro largo do Pizzi, com o Grimaldo a entrar de cabeça(!) nas costas do defesa. A partir daqui, baixámos inexplicavelmente o ritmo e permitimos que o AEK voltasse a respirar. Valeu-nos por mais de uma vez o Vlachodimos e também má pontaria dos gregos noutro lance. Nós só tivemos mais uma oportunidade pelo Pizzi, mas o remate em arco de fora da área saiu ligeiramente por cima. Em cima do intervalo, o Rúben Dias teve uma paragem cerebral e tentou cortar uma bola com demasiada força, tendo já um amarelo. Um adversário antecipou-se e o nosso central acertou-lhe: segundo amarelo e expulsão. Imperdoável! Íamos jogar toda a 2ª parte com o Conti e Lema, o terceiro e quarto central (que fez a estreia absoluta pelo Benfica) do plantel…

Estava mesmo a ver-se o que iria acontecer depois de reatamento. O Salvio foi o sacrificado para a entrada do Lema e o Pizzi foi desviado para a direita, mas durante os primeiros 20’ nem tocámos na bola. Pior: demos imenso espaço nas costas da defesa, especialmente no lado direito, onde o André Almeida andou literalmente aos papéis e sofremos dois golos iguais por aquele lado, aos 53’ e 64’, ambos pelo Klonaridis. Portanto, um jogo que deveria estar decidido a nosso favor ficou empatado e só não sofremos o terceiro golo cerca de dez minutos depois, porque o Vlachodimos defendeu um remate deste mesmo jogador, que lhe apareceu isolado na frente (bastaria que ele tivesse dado para o lado, para um colega completamente à vontade, para estarmos agora a chorar…). Dois minutos depois, aos 75’, o entretanto entrado Alfa Semedo avançou praticamente sozinho pelo meio-campo grego, provavelmente na primeira vez que o fizemos na 2ª parte, e resolveu rematar de longe: a bola saiu rasteira e muito colocada ao ângulo inferior esquerdo da baliza. Um golão caído literalmente do céu no único(!) remate que fizemos depois do intervalo. Os gregos sentiram imenso este golo e até final lá conseguimos segurar a preciosíssima vantagem, até porque o Ajax empatou surpreendentemente em Munique (1-1) e ficaria com uma vantagem significativa se não tivéssemos conseguido os três pontos.

Em termos individuais, destaque absoluto para o Vlachodimos sem o qual não teríamos ganho. O Alfa Semedo foi o herói improvável, numa partida onde voltei a gostar do Seferovic. O Fejsa fez o que pode, mas não dá para tudo. O Lema que fez a sua estreia voltou a confirmar a impressão com que fiquei dele na pré-época: muito bom de cabeça, rins de pedra e muita dificuldade quando a bola está no relvado. E provavelmente vai ser titular contra o CRAC…

Há neste blog muita literatura nos últimos 14 anos que prova que, para mim, nem tudo está bem quando ganhamos, nem tudo está mal quando perdemos. Há que saber ver para além dos resultados e não estou nada contente com o que vi ontem. Caso não tivesse havido o chouriço do Alfa Semedo, estava indeciso se o título deste post seria “Adeus, Rui Vitória” ou “Poucochinho”. Sendo que o segundo é a razão principal para justificar o primeiro. Porque raio de carga de água é que nós, em jogos deste calibre, deixamos de jogar à bola quando estamos em vantagem?! É que já não é a primeira vez que isto acontece: temos a hipótese de matar de vez o adversário e preferimos “controlar o jogo”…! (Já aconteceu o mesmo frente ao Fenerbahçe na Turquia, onde não procurámos o segundo golo, mas aí acabou por correr bem.) Com a pequena nuance de que nós NÃO sabemos controlar o jogo! A 2ª parte demonstrou-o mais uma vez à saciedade: defendemos PESSIMAMENTE, sendo que o facto de estarmos com dez não serve de desculpa. É suposto as equipas fecharem-se mais com dez jogadores e nós estendemos a passadeira aos gregos por mais de uma vez!

Vamos lá a ver o seguinte: se o objectivo do futebol é meter a bola na baliza, porque é que nós deixámos de tentar fazer isso aos 15’, com 75’ para jogar…?! Começámos a jogar para o lado, a baixar o ritmo, quando os gregos estavam completamente encostados às cordas e mesmo à mercê de uma estocada final. Mas não, pusemo-nos a jeito de uma contrariedade, fosse sofrer um golo que abriria de novo o jogo ou uma expulsão como veio a acontecer. E isso, meu caro Rui Vitória, é “poucochinho”. Não é à Benfica. O AEK não é o Bayern de Munique! Se podemos dar três ou quatro, é para dar três ou quatro! Por uma simples razão: estaremos muito mais perto da vitória com três ou quatro do que só com dois! E a salvo de qualquer eventualidade. Espero que esteja consciente que o que aconteceu ontem foi um verdadeiro milagre: um remate na 2ª parte, Alfa Semedo, um golo. Escreva isto 100 vezes para tomar consciência do que aconteceu. E perceba que é muito improvável que volte a acontecer.

sexta-feira, setembro 28, 2018

Roubo de Capela

Empatámos em Chaves (2-2) e é quase certo que, não só vamos perder a liderança do campeonato, como vamos receber o CRAC para a semana um ponto atrás deles na classificação (jogam em casa com o Tondela). Num jogo que esteve quase para não se realizar, por causa do dilúvio que o obrigou a atrasar uma hora, o Sr. João Capela foi absolutamente decisivo para o resultado final.

Com os extremos do jogo anterior (Salvio e João Félix) lesionados, entraram, como seria de esperar, o Rafa e o Cervi, tendo o Grimaldo felizmente recuperado da lesão frente ao Aves. As coisas não poderiam ter começado melhor para nós, quando numa recuperação de bola o Seferovic fez uma abertura brilhante para o Cervi na esquerda, este correu e centrou para o Rafa entrar de rompante, e fazer o 1-0 logo aos 3’. Contra todas as expectativas, o que se viu a seguir fez parecer que o golo fez melhor ao Chaves do que a nós, já que fomos empurrados para a nossa área durante grande do primeiro tempo. Nessa altura, valeu-nos o Vlachodimos com duas intervenções brilhantes, que permitiram que fôssemos para o intervalo em vantagem. Quanto a nós, tivemos somente mais uma grande oportunidade num remate do Gabriel, ligeiramente desviado pelo guarda-redes Ricardo para o poste, na sequência de um livre para a área. A pior notícia não só da 1ª parte, como do jogo todo, foi a lesão do Jardel num sprint, que o obrigou a ser substituído pelo Conti. Vamos lá a ver quanto tempo vai ficar de fora…

A 2ª parte foi completamente diferente, porque estivemos muito melhor do que o Chaves, que raramente se conseguiu aproximar com perigo da nossa baliza. Infelizmente foi neste período que sofremos os golos. Culpa também nossa que não soubemos matar o jogo quando tivemos oportunidades para isso: remate cruzado do Cervi ao lado e, principalmente, dois lances do Seferovic, só com o guarda-redes pela frente, sem conseguir concretizar. Foi pena até porque o suíço foi dos melhores em campo com participação directa nos nossos dois golos. O Gabriel, que também já tinha um amarelo, saiu tocado, entrando o Gedson, e quando nada o fazia prever o Chaves empatou. Não me parece que tenha existido falta do Cervi, mas o livre era muito longe da área. Incompreensivelmente, até porque o Ghazaryan mostrava que ia rematar à baliza, colocámos somente dois(!) jogadores na barreira. Naturalmente que a bola passou ao lado dele e por entre o Pizzi e o Fejsa, que também não a tentaram cortar. O Vlachodimos acabou por ser surpreendido e atirou-se mais tarde do que devia, não conseguindo evitar o empate aos 75’. O Rui Vitória fez logo entrar o Jonas para o lugar do desta vez inoperante Pizzi, mas foi o Rafa a conseguir colocar-nos novamente na frente aos 85’: passe no círculo central do Rúben Dias, o Seferovic abriu as pernas e com esse movimento isolou o Rafa, que fuzilou o guarda-redes à sua saída. (Até qu’enfim que o Rafa já marca golos isolado!) Respirávamos de alívio, mas o jogo ainda não tinha terminado… O Sr. João Capela, que tinha deixado passar duas faltas claras sobre o Cervi na esquerda, entrou em campo e expulsou com vermelho directo o Conti por uma entrada aos 88’. O nosso central tentou cortar a bola, mas como tinha chovido imenso acabou por escorregar e derrubou o adversário SÓ com uma perna! E isso faz toda a diferença! Não foi uma entrada a pés juntos e foi derivada do estado do relvado. Era obviamente amarelo (a expressão do comentador na TV foi “entrada desastrada”) mas o Sr. João Capela (aquele que fez isto no ano passado, lembram-se?) resolveu equilibrar o jogo, expulsando o Conti. Recordo que já tínhamos perdido um central e, portanto, acabámos a partida com o Fejsa na defesa e o Gedson e Jonas(!) no meio-campo. Nos 5’ de descontos, conseguimos manter a bola longe da nossa baliza durante grande parte do tempo, mas aos 94’, numa jogada que envolveu boa parte da equipa, o Ghazaryan também bisou com um remate cruzado do lado direto e empatou definitivamente o jogo. O Sr. João Capela conseguiu os seus desideratos e matou dois coelhos numa cajadada: não só não ganhámos, como vamos ter que jogar contra o CRAC com o quarto central do plantel, que ainda não se estreou na equipa! Muitos parabéns para ele!

Em termos individuais, óbvio destaque para o Rafa pelos dois golos e porque está muito mais interventivo no jogo da equipa. Também gostei da envolvência do Seferovic com o nosso jogo atacante, mas ficou a dever-nos dois golos. O Conti ainda me tem que provar que não é um novo Lisandro, mas não deveria ter ido para a rua. O Vlachodimos foi brilhante na 1ª parte, mas provavelmente poderia ter feito mais nos golos, especialmente no primeiro. Todos nos outros estiveram num nível mediano, com o André Almeida a fazer uma 1ª parte horrível, mas a subir na 2ª.

Iremos agora a Atenas sem o Jardel e receberemos o CRAC no próximo domingo, possivelmente com o Lema a estrear-se na equipa. Em jogos equilibrados, pode haver sempre uma Capela a fazer pender o jogo para determinado lado. Cabe-nos a nós sermos mais eficazes nas oportunidades que criamos para não deixarmos que isso nos roube pontos. Mas lá que fomos terrivelmente prejudicados nesta partida, isso é indiscutível.

quinta-feira, setembro 27, 2018

Muito obrigado, Luisão!


Foto tirada da página de Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Palmarés: 6 Campeonatos Nacionais (22º); 3 Taças Portugal (35º); 7 Taças da Liga (1º); 4 Supertaças (1º);

Todos os jogos - 15 épocas; 599J (9º); 49G (67º);


Competições oficiais - 538J (3º); 47G (47º); 


Campeonato Nacional - 337J (6º); 26G (53º); 


Taça de Portugal - 44J; 8G; 


Taça da Liga - 24J; 2G; 


Supertaça - 6J; 


UEFA - 127J; 11G


[Dados do meu amigo João Tomaz]

Não é preciso acrescentar mais nada. Um enorme obrigado por tudo, grande capitão! Foste, és e serás sempre o maior!

segunda-feira, setembro 24, 2018

Convincente

Vencemos ontem o Aves por 2-0 e continuamos na frente do campeonato. Depois da derrota europeia a meio da semana, demos uma excelente resposta e fizemos uma exibição agradável, embora o resultado devesse ter sido mais avolumado.

O Rui Vitória surpreendeu e deu a titularidade ao Gabriel e João Félix, em vez do Gedson e Cervi. É bom que façamos alguma gestão do plantel para que todos tenham a rodagem necessária e ambos os que entraram foram dos melhores em campo. Tivemos um início muito forte e o João Félix marcou logo aos 4’, mas infelizmente estava fora-de-jogo. Por volta dos 15’, houve um toque nas costas do mesmo João Félix na área, mas o Sr. Rui Gomes Costa nem sequer foi consultar o VAR. O Salvio por duas vezes e o Pizzi também poderiam ter inaugurado o marcador, mas isso acabou por acontecer pelo inevitável João Félix aos 34’: grande abertura do Pizzi e o miúdo isolado perante o guarda-redes não falhou pela segunda vez, mas desta contou. Até ao intervalo, o Salvio noutra grande jogada atirou ao poste de pé esquerdo e o Vlachodimos teve de se aplicar num remate cruzado, naquela que foi a única ocasião do Aves.

Deveríamos ter ido para o intervalo com o jogo decidido, mas isso não aconteceu e, na 2ª parte, o Aves apareceu com outra disposição e teve logo uma oportunidade de início com um livre frontal muito bem defendido pelo Vlachodimos. Aos 50’, o João Félix colocou mal o pé esquerdo no relvado e teve de ser substituído. Foi pena, porque estava a ser o melhor em campo. Entrou o Cervi que acabou também por ser decisivo para o resultado final. No entanto, apanhámos um enorme susto antes com um mau passe do Jardel a permitir ao Baldé ter uma grande oportunidade, mas atirou ao lado com o Vlachodimos a fazer bem a mancha. Aos 62’, aumentámos a vantagem pelo Cervi, com um remate rasteiro de pé direito que ainda foi desviado por um defesa, depois de uma assistência do André Almeida na direita. Até final, ainda poderíamos ter aumentado mais o marcador, com oportunidades do Seferovic, num bom remate à meia-volta, e do Jardel a atirar de cabeça à barra num canto. O Aves poderia ter reduzido pelo entretanto entrado Derley, mas a bola picada sobre o Vlachodimos saiu felizmente torta.

Em termos individuais, destaque para o João Félix e não só pelo golo. Pelo toque de bola, vemos logo que temos ali jogador e esperemos que a lesão não o impeça de ficar de fora muito tempo. Outra lesão, bem mais preocupante, porque ao contrário desta as alternativas não existem, foi a do Grimaldo, que estava igualmente a fazer um bom jogo (com excepção da perda de bola de que resultou a oportunidade do Derley). Gostei muito do Gabriel, que não só consegue colocar bem a bola na frente, como recupera muitas delas e tem um bom remate. E, desde o Talisca, que não temos ninguém para rematar com perigo de fora da área. O Salvio fez uma boa 1ª parte, mas decaiu um pouco na 2ª. Outro que esteve em bom plano foi o Jardel, apesar do mau passe para a outra grande oportunidade do Aves na 2ª parte. Uma palavra para o regresso do Jonas, muito merecidamente aplaudido quando entrou.

A seguir aos jogos europeus, há sempre interrogações sobre a forma como as equipas se apresentam, mas a nossa exibição foi convincente. A minha grande preocupação no momento é a lesão do Grimaldo, porque é os jogadores mais insubstituíveis do plantel. Ainda por cima, já na próxima 5ª feira jogamos em Chaves, onde na época passada só ganhámos na compensação. E, na partida anterior a recebermos o CRAC, não podemos vacilar.

quinta-feira, setembro 20, 2018

Renato Sanches

Perdemos na Luz com o Bayern Munique por 0-2 na 1ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. A diferença entre as duas equipas é tão grande que nem vale a pena ficar muito chateado. São mesmo ‘de outro campeonato’ e a nossa luta tem que ser outra. 

Com o mesmo onze que defrontou o Nacional no dia 2 de Setembro, a nossa resistência durou 10’: uma arrancada do Renato Sanches, seguida de uma combinação entre o Ribéry e o Alaba na esquerda, centro deste para o Lewandovski, que tirou o Grimaldo do caminho e bateu o Vlachodimos. Por esta altura, já os bávaros controlavam perfeitamente o jogo, com trocas de bola imaculadas e um futebol geométrico de encher o olho. Só a partir dos 30’ conseguimos reagir e tivemos uma boa oportunidade pelo Salvio, mas o Neuer demonstrou porque é o... Neuer. No entanto, antes disso, já o Vlachodimos tinha tirado o golo ao Robben que lhe apareceu pela frente.

Na 2ª parte, as coisas ficaram decididas muito cedo: outra arrancada do Renato Sanches desde a sua grande área, depois de o Robben lhe ter dado de calcanhar num situação em que os estávamos a pressionar na defesa (‘é muito jogo’!), conseguiu aguentar a carga do Pizzi, abriu na direita, mudança de flanco para a esquerda, combinação e centro do James para o mesmo Renato Sanches marcar o primeiro golo de sempre com a camisola do Bayern. Não é por ser contra nós que vou deixar de achar que é um golão. A partir daqui, ambas as equipas perceberam que o jogo estava resolvido, mas mesmo assim ainda tivemos oportunidades em lances de bola parada pelos centrais (Rúben Dias e Jardel), mas o Neuer voltou a mostrar porque é um dos melhores guarda-redes do mundo (especialmente no primeiro caso). As substituições que o Rui Vitória fez não alteraram o resultado, embora o Rafa e o Gabriel tenham estado bem.

Em termos individuais não é fácil destacar ninguém, mas isto não significa que estivéssemos mal. Até fizemos um bom jogo tendo em conta que defrontámos uma equipa demasiado poderosa. O Gedson terá sido o melhor na 1ª parte, mas decaiu depois do intervalo (como é habitual). O Vlachodimos impediu que o resultado tivesse sido mais avolumado e só tem que melhorar a saída dos postes nos cantos (“melhorar” é uma forma de dizer: tem MESMO que sair algumas vezes). O Pizzi e o Salvio estiveram bem abaixo do que têm vindo a fazer e o André Almeida mostrou as suas limitações: chega e sobra para o campeonato português, mas isto ‘é outra loiça’. O Seferovic esforçou-se e esteve longe de ser dos piores, e o Gabriel mostrou que pode ser uma boa alternativa (tem sentido posicional, capacidade de luta e não tem medo de rematar de longe – algo de que estamos muito necessitados...!).

Para finalizar, eis a razão para o título do post. Já li por aí muito benfiquista indignado com as palmas ao Renato Sanches pelo segundo golo do Bayern. Digo desde já que eu me levantei e aplaudi efusivamente. MAS NÃO aplaudi o golo. Obviamente. Aplaudi a REACÇÃO do Renato ao golo. E isso, meus caros, faz TODA a diferença. Vamos lá a ver se nos entendemos: tivemos o privilégio, tal como neste jogo, de assistir ao vivo a uma grande equipa de futebol a jogar na Luz perante os nossos olhos. Que derrotou a nossa, porque é melhor. Ponto. A questão aqui é perceber o contexto e saber lidar com isso: não estamos na Champions para a ganhar. Isso é uma utopia. Estamos para ir o mais longe possível e honrar a camisola. E fizemos isso ontem. Há três anos, vendemos o primeiro jogador português para o Bayern. PRIMEIRO. Que fez um jogão contra nós. Eu senti orgulho disso. Não é ficar contente com o golo sofrido, como é lógico. É ver alguém que merece muito, pela campanha miserável que lhe fizeram enquanto esteve no Benfica, a ter finalmente algum sucesso num dos maiores clubes do mundo (o que, além do mais, nos poderá trazer grandes benefícios financeiros no futuro). E não aquele golo, MAS A REACÇÃO ao golo do Renato e a resposta do público vão ficar para sempre na memória de quem teve o privilégio de assistir ao vivo. Como ficará na do Renato. E na dos colegas (o Hummels elogiou-nas redes sociais). A reacção do Renato é obviamente merecedora do meu aplauso. Tal como o Rui Costa a chorar com a camisola da Fiorentina. Porque uma coisa é o Benfica ganhar e todos gostamos disso. Mas outra (e para mim mais importante) é o Benfica ser ‘Benfica’. E os adeptos do Benfica foram ‘Benfica’ com as reacções aos golos do Rui Costa e do Renato Sanches. O que me enche de orgulho. Foi um dos momentos mais belos em que tive a honra de participar enquanto adepto de futebol.

segunda-feira, setembro 17, 2018

Salvio

Vencemos o Rio Ave no sábado por 2-1 e, como no outro jogo houve um empate a zero entre o Paços de Ferreira e o Aves, estamos na frente do grupo A da Taça da Liga. Isto pode parecer informação pouco relevante, mas como no ano passado nem uma vitória conseguimos nesta competição...

O Rui Vitória fez alterações (poucas) certamente já a pensar no jogo frente ao Bayern Munique e, por isso mesmo, jogaram o Svilar, Conti, Yuri Ribeiro, Alfa Semedo e Rafa. O Rio Ave não se limitou a defender e o jogo foi bem disputado, com a posse de bola muito repartida. Infelizmente tivemos em campo uma das piores arbitragens que me lembro desde há muito tempo: o sr. Rui Oliveira é de uma incompetência (vamos ser simpáticos que a época ainda agora começou...) atroz! Conseguiu enervar o público presente, dado que só havia faltas contra nós. Pior: lances que nem faltas eram proporcionaram amarelos ao Alfa Semedo e Salvio! Aos 21’ inaugurámos o marcador num penalty marcado pelo Salvio a castigar um derrube ao Seferovic. No estádio, não consegui ver e mesmo na televisão não dá para ter a certeza se houve toque ou não, mas, pela tendência do sr. Rui Oliveira no resto do jogo, de certeza que foi falta! Até ao intervalo, o Rio Ave poderia ter empatado, mas o Jardel fez um corte providencial e o Gedson rematou ao lado numa óptima jogada do Salvio na direita.

A 2ª parte não poderia ter começado melhor com o 2-0 a surgir logo aos 50’ através do Rafa, num remate com a parte exterior do pé direito, depois de uma arrancada bestial do Salvio e uma assistência perfeita. Pouco depois, boa jogada do Rafa na esquerda e assistência para o Seferovic atirar por cima. Logo a seguir (60’), o Rio Ave reduziu para 2-1 pelo Carlos Vinícius, depois de centro da esquerda, com o avançado a rematar à vontade na área. Até final, poderíamos ter aumentado, mas o Pizzi atirou por cima depois de nova jogada do Salvio na direita e o mesmo Salvio desmarcou muito bem o Gedson, também na direita, que centrou rasteiro, mas quando o Seferovic se preparava para encostar um defesa cortou a bola. Em cima dos 90’, apanhámos um grande susto, com um centro da direita e um mau cabeceamento do Bruno Moreira por cima, quando só tinha o Svilar pela frente. Teria sido inglório não termos ganho este jogo.

Em termos individuais, destaque óbvio para o Salvio: um golo, uma assistência e quase todas as jogadas de perigo passaram por ele. Está numa forma fantástica, talvez só equiparada às primeiras épocas na Luz, antes das malfadadas roturas de ligamentos. Quando os jogadores estão com confiança, tudo lhes sai bem e o Pizzi e o Seferovic são bons exemplos disso. Não foi o melhor jogo de ambos esta época, mas a boa forma está lá. Tal como o Rafa, cujos golos nos dois últimos jogos, lhe levantaram bastante o moral. Quantos às estreias esta época, não fiquei (outra vez) nada entusiasmado: o Svilar continua muito bem sem perceber quando deve ou não sair da baliza e, no cruzamento no final, andou aos papéis (é melhor mesmo que seja emprestado, porque no momento não é opção); o Conti será, na melhor das hipóteses, um Lisandro mais novo; o Yuri Ribeiro fez uma 1ª parte horrível (em que até dominar a bola era um problema irresolúvel), mas melhorou ligeiramente na 2ª (pode ser que seja como o André Almeida cuja estreia na equipa do Benfica também foi de fugir...). Referência igualmente para a estreia do Gabriel no meio-campo, na parte final do jogo, que mostrou que gosta de ter a bola.

Esta é a competição menos importante de todas, mas é oficial e temos um grande histórico a defender, portanto é bom que a levemos a sério. Até porque há dois anos que não a ganhamos...

quinta-feira, setembro 13, 2018

Portugal - 1 - Itália - 0

Passados 61 anos(!), voltámos a vencer os italianos numa prova oficial, na nossa estreia na nova Liga das Nações, em que partilhamos o grupo também com a Polónia. Apesar de o Fernando Santos ter arriscado ao não convocar o Cristiano Ronaldo (que ficou a “ambientar-se” em Turim), foi uma boa exibição da selecção nacional e a vitória é mais do que justa.

Com o Pizzi e três ex-Seixal no onze (Rúben Dias, Cancelo e Bernardo Silva), mais dois no banco (Gedson e Renato Sanches), Portugal dominou praticamente o jogo todo e os italianos não tiveram uma evidente oportunidade de golo. Quanto a nós, entre outras oportunidades, um defesa tirou o golo ao Bernardo em cima da linha ainda na 1ª parte e, no início da 2ª, uma boa arrancada do Bruma (possivelmente o melhor em campo), culminou num bom remate de pé esquerdo do André Silva fazendo o golo aos 48’.

Como no jogo anterior, Itália e Polónia empataram (1-1), estamos isolados na frente do grupo. O próximo jogo é na Polónia em 11 de Outubro. Só o 1º classificado nesta poule a três passará para a final four da Liga das Nações, que se disputará em Junho do próximo ano.

segunda-feira, setembro 03, 2018

Convincente

Goleámos na Choupana o Nacional por 4-0 e, por causa da diferença de golos, estamos agora na frente do campeonato, em igualdade pontual com a lagartada (1-0 no WC ao Feirense, com o golo aos 88’!) e o Braga, com o CRAC (3-0 em Mordor frente ao Moreirense) um ponto atrás. Depois da gloriosa jornada europeia, a equipa voltou a responder muito bem em termos físicos e conseguiu uma vitória sem mácula.

O Rui Vitória apostou mesmo onze de Salónica, o que quer dizer que o Seferovic voltou a ser titular. E foi o melhor em campo. Entrámos muito pressionantes como é hábito, embora verdade seja dita o Nacional tentou responder contra-atacando sempre que podia, especialmente na 1ª parte. O Sr. Fábio Veríssimo não teve dúvidas em dois lances, nem reviu as imagens, que me parecem penalty por derrubes ao Seferovic e Cervi (este, então, é claríssimo). Em termos de oportunidades para nós, o Salvio, numa boa iniciativa pela direita, remata rasteiro ao lado e o Seferovic não consegue chegar a um cruzamento do Grimaldo na esquerda. Até que aos 28’ inaugurámos finalmente o marcador, numa óptima desmarcação do Salvio para o Seferovic isolado não falhar perante o guarda-redes Daniel Guimarães. Logo a seguir, tivemos uma enorme contrariedade com a saída por lesão do Fejsa e a entrada do Alfa Semedo. O Salvio voltou a ter uma boa chance, mas também chegou atrasado a um centro do Seferovic, no entanto em cima do intervalo os mesmos protagonistas cozinharam o 0-2, com o suíço a centrar muito bem na esquerda para o argentino só ter que encostar de cabeça.

Na 2ª parte, como seria de prever pelo resultado e pelo jogo na 4ª feira, baixámos o ritmo e começámos a controlar mais o jogo. Poderíamos ter feito o terceiro golo logo no reinício, mas um bom remate do Seferovic foi defendido pelo guarda-redes. Só por duas vezes o Nacional colocou o Vlachodimos à prova, mas este mostrou que temos guarda-redes, ao fazer duas belas defesas. Quanto a nós, fomos fazendo as substituições da praxe de troca de extremos, entraram o Rafa e o João Félix (este já muito perto do fim), saíram o Cervi e Salvio. Aos 76’, acabámos de vez com as (poucas) dúvidas ao fazer o 0-3, numa bela abertura do Pizzi, para uma boa concretização do Grimaldo, com a bola a passar novamente debaixo da perna do guarda-redes (tal como no golo do Seferovic). Já na compensação, o Pizzi teve uma outra fantástica assistência que isolou o Rafa que, desta feita, conseguiu marcar só com o guarda-redes pela frente: excelente a picar a bola por cima dele. Aleluia!

Em termos individuais, o Seferovic foi o melhor para mim, com um golo e uma assistência e muito trabalho dado aos centrais contrários. Mostra confiança, capacidade de trabalho, mantém a posse de bola, enfim, o lugar é dele no momento. O Salvio também teve um golo e uma assistência e foi outro dos melhores em campo: esteve completamente endiabrado na direita. Quem fez igualmente um jogão foi o Gedson, especialmente na 2ª parte quando foi necessário levar a bola para a frente para a equipa subir no terreno. O Vlachodimos foi também importante para garantir o nulo nas nossas redes. O Grimaldo voltou a ser dos melhores transportadores de jogo para a frente, mas convinha que não desatasse a fintar logo à saída da nossa área (sim, eu sei que já estava 0-3, mas mesmo assim…). Foi só pena a lesão do Fejsa, mas agora com a paragem do campeonato pode ser que tenha tempo pata recuperar.

Passámos o difícil mês de Agosto com louvor de distinção. Conseguimos o principal objectivo que era a ida à Champions e estamos na frente do campeonato. Para além disso, estamos a praticar bom futebol, algo que na temporada passada só muito esporadicamente conseguimos. Para ser tudo absolutamente perfeito, só faltou ganhar à lagartada na Luz.

P.S. – Na passada 5ª feira, houve o sorteio da Champions. Ficámos no grupo do Bayern Munique, Ajax e AEK Atenas. Temos MAIS QUE obrigação de ir pelo menos à Liga Europa, mas espero que possamos igualmente ficar à frente do Ajax. A 1ª volta vai ser complicada, com a recepção aos bávaros e depois dois jogos fora consecutivos. A nossa possível qualificação vai depender muito de como correrem estes três jogos.

quinta-feira, agosto 30, 2018

Eficácia

Goleámos o PAOK em Salónica (4-1) e apurámo-nos para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Era o primeiro grande objectivo da época e foi conseguido com bastante brilhantismo. Como os prémios da Champions aumentaram significativamente, só esta qualificação valeu-nos 43M€. Mas, como já disse várias vezes, ninguém vai para o Marquês festejar relatórios & contas, portanto o que nos interessa em primeiro lugar é a parte desportiva e, nessa, convenhamos que não será muito difícil fazer melhor do que no ano passado.

O Rui Vitória fez regressar o Salvio de lesão e surpreendeu toda a gente ao lançar o Seferovic em vez do Ferreyra. Mas não entrámos nada bem na partida. Logo no primeiro minuto, um péssimo atraso do Seferovic deu origem a um contra-ataque perigoso que valeu um amarelo ao André Almeida. O PAOK mal nos deixava respirar, empurrado por um público muito ruidoso, e marcou logo aos 13’ pelo avançado sérvio Prijovic. Um livre combinado e nós a sermos muito anjinhos na maneira como (não) defendemos, de tal modo que de repente estavam dois para um com o Vlachodimos! Num livre para a nossa área...! Puxando dos galões de equipa mais experiente nestas andanças, reagimos bem ao golo e fizemos o empate aos 20’ num excelente cabeceamento do Jardel em resposta a um canto bem marcado pelo Pizzi. A eliminatória estava igualada e a vantagem do golo fora dos gregos foi ultrapassada. Gregos, esses, que sentiram o golo e se desconcentraram por completo. De tal forma, que, seis minutos depois, o guarda-redes Paschalakis deu uma casa monumental ao tentar impedir um canto e não segurar a bola, tendo o Cervi rapidíssimo a roubado e sendo depois claramente derrubado por ele. Desta feita, o Sr. Felix Brych, que foi o responsável por este roubo de igreja que nos impediu de ter mais um título europeu em nossa posse, viu o que não quis ver em Turim e assinalou penalty. Eu teria preferido que tivesse sido o Pizzi a marcar, mas pelos vistos quando o Salvio está em campo, a responsabilidade é dele. Acabámos ter sorte, porque a bola foi ao poste e ressaltou para dentro da baliza. A eliminatória tombava para o nosso lado, mas ainda faltava muito jogo. Foi a vez de o Vlachodimos entrar em acção num canto, com uma fantástica defesa a um cabeceamento do Fernando Varela. Logo a seguir, poderíamos ter aumentado a vantagem com um remate do Seferovic para defesa com o corpo do guarda-redes e, na sequência do lance, um cabeceamento do suíço levou a bola a rasar o poste. No entanto, fizemos mesmo o 1-3 antes do intervalo: aos 39’ grande jogada que começou na nossa área com o Grimaldo a conduzir, a combinar com o Cervi , grande centro do argentino para trás e o Pizzi à vontade, porque o Seferovic arrastou os defesas para a pequena-área, a marcar quase um penalty em movimento, rasteiro para o canto inferior esquerdo da baliza.

Para a 2ª parte, pedia-se que a equipa continuasse concentrada, porque um golo sofrido precocemente poderia galvanizar os gregos e o público. Ainda por cima, entrou logo o egípcio Warda, que tantas dores de cabeça nos deu na Luz, mas mais uma vez o Sr. Felix Brych melhorou a visão em relação a Turim e viu um agarrão claro ao Jardel na área na sequência de um canto, num daqueles lance que acontecem sempre e raramente são marcados. O Salvio marcou novamente o penalty, desta feita com um remate para o meio da baliza, com o guarda-redes ainda a tocar com o pé na bola, mas a não impedir que ela entrasse. O 1-4 feito logo aos 49’ era o melhor que nos podia acontecer. No entanto, tivemos um susto pouco depois com um cabeceamento do Prijovic ao poste num canto e o Vlachodimos fez mais duas excelentes intervenções já nos últimos 5’. Quanto a nós, começámos naturalmente a quebrar o ritmo ao jogo, a fazer rodar a bola por todos os jogadores, entrou o Alfa Semedo para o lugar do regressado Salvio, e posteriormente o Zivkovic e João Félix perto do final, mas o resultado não mais se alterou.

Em termos individuais, o melhor para mim foi o Cervi: esteve directamente ligado a dois golos (o primeiro penalty e a assistência para o Pizzi) e segundo as estatísticas ganhou 13 de 15 duelos individuais! Deu imensa ajuda ao Grimaldo, faltou-se de lutar, correr, fintar e defender quando era preciso, encheu o campo todo. Também o Jardel está lá no topo, com um golo e um penalty sobre ele, para além de ser muito importante nas bolas aéreas na nossa defesa. O Salvio foi importante nos penalties, apesar de eu gostar que a bola entre directamente na baliza sem interferências. Grande jogo igualmente do Vlachodimos, que fez defesas muito importantes em alturas cruciais. O Seferovic deu muita luta aos centrais, teve o condão de ganhar algumas bolas na frente e foi uma aposta ganha. O Pizzi continua a sua veia goleadora e já marcou tantos golos como na época passada inteira (seis). O Gedson não brilhou tanto como na Turquia, mas é um indiscutível neste momento. O Fejsa lá fez o seu trabalho habitual, não tendo o Alfa Semedo entrado tão bem como frente ao Fenerbahçe, mas o jogo já estava muito desequilibrado para o nosso lado nessa altura.

Veremos o que as bolinhas nos reservam no sorteio de mais logo, mas o mais importante agora é concentramo-nos na ida ao Nacional, porque vem aí a primeira pausa no campeonato e, depois de toda esta sequência de jogos, convém irmos para o descanso na frente do campeonato.

VIVA O BENFICA!

domingo, agosto 26, 2018

Derby Félix

Empatámos no sábado com a lagartada (1-1) na Luz, mas como o V. Guimarães foi ganhar a Mordor (3-2), depois de estar a perder 0-2 ao intervalo(!), continuamos na frente do campeonato juntamente com os lagartos, Braga e Feirense, todos com sete pontos.

Para além das já conhecidas baixas do Jonas e Castillo, também o Salvio falhou o segundo jogo consecutivo. Do outro lado, ao Bas Dost juntou-se o Mathieu como ausência de última hora. Por tudo o que se passou na lagartada desde Abril, com toda aquela indefinição na direcção e equipa, eleições à porta, etc., tínhamos uma óptima oportunidade para voltar a ganhar-lhes na Luz, algo que já não acontece há dois anos e que só tinha acontecido uma vez em quatro épocas. Agora é uma vez em cinco... A 1ª parte foi relativamente equilibrada, mas nós tivemos as melhores oportunidades. O Salin, que tinha dado um frango descomunal na semana passada frente ao V. Setúbal, foi o homem do jogo e salvou a lagartada uma série de vezes com excelentes defesas, nomeadamente a dois cabeceamentos do Rúben Dias e a um remate enrolado do Cervi na etapa inicial. Do outro lado, as intervenções do Vlachodimos não foram tão complicadas. Durante quase todos os primeiros 45’ outro elemento que se destacou foi o Sr. Luís Godinho, cujo critério nas bolas divididas foi muito coerente: eram quase sempre falta dos jogadores do Benfica.

Na 2ª parte, a lagartada praticamente esqueceu-se que havia uma baliza do outro lado do campo, excepção feita a um remate do Bruno Fernandes logo no reinício e ao penalty do Rúben Dias sobre o Montero, que o Nani converteu em golo aos 64’. Daí até final, a nossa baliza foi uma miragem. Quanto a nós, tivemos um bom remate do Cervi ainda antes do golo adversário, mas depois o Rui Vitória começou a mexer na equipa e fê-lo mal. O Rafa estava a passar completamente ao lado do jogo e o nosso treinador resolve tirar o Cervi para colocar o Zivkovic aos 58’. Depois do golo da lagartada, começámos a reagir e um remate do Zivkovic que ressaltou num defesa permitiu ao Salin continuar a brilhar. Estávamos até responder com algum perigo, quando aos 70’ o Rui Vitória mexe novamente na equipa e tira o Ferreyra e o Pizzi para entrarem do Seferovic e o João Félix. O Ferreyra não estava a ter um jogo nada feliz e o Pizzi também não deslumbrava, mas tirar o melhor marcador do campeonato, que é igualmente o nosso principal organizador de jogo, estando a perder não lembra a ninguém. Perdemos um bocado o ímpeto com que estávamos e só um remate frontal do Rafa criou algum perigo, com nova defesa do Salin. A coisas estavam muito mal paradas, quando aos 86’ o Rafa tem uma das poucas acções de relevo no jogo e saca um óptimo centro para uma ainda melhor cabeçada do João Félix restabelecer a igualdade. Até final, um livre do Grimaldo fez novamente o Salin intervir e a lagartada dedicou-se a queimar tempo de uma forma ostensiva, de tal maneira que o Sr. Luís Godinho teve que juntar um bom par de minutos aos 6’ que havia dado. Sr. Luís Godinho que, depois de sofrermos o golo, mudou completamente a forma de apitar e os lances divididos já eram só... divididos sem falta.

Em termos individuais, destaque para o João Félix que marcou um golo importantíssimo logo ao segundo jogo pela equipa principal e frente ao maior rival. Este derby terá sempre o seu nome associado. Num tempo muito curto, estou convencido que terá de ser titular, porque é dos poucos jogadores que é imprevisível nas suas acções, o adversário nunca sabe bem o que ele vai fazer. O Grimaldo foi o outro jogador que se destacou, mas sentiu a falta das combinações com o Cervi, quando este saiu. O Rafa, que tinha entrado muito bem frente aos gregos, foi inoperante durante a maior parte do tempo, mas acabou por fazer a assistência para o golo. É certo que ele tem um pique sem igual no campeonato português, mas depois a bola raramente é passada em condições para um colega: ou é desviada, ou é cortada ou o centro é mal feito. Assim, não vale a pena ter aquelas características únicas. O Gedson e o Pizzi não estiveram tão em destaque como nos jogos anteriores e a equipa ressentiu-se disso. Não tenho dúvidas que o Ferreyra é bom jogador, mas tenho igualmente poucas dúvidas que só poderá render com o Jonas ao lado. Sozinho no ataque, é quase inofensivo. O Rúben Dias teve as melhores oportunidades na 1ª parte, mas fica ligado ao penalty, assim como o Jardel, que fez um passe arriscado para o Rafa, que perdeu a bola em zona perigosa, na jogada de que veio a resultar esse tal penalty.

Empatámos um jogo que tínhamos tudo para ganhar, frente a um adversário fragilizado. As estatísticas no futebol não são para serem lidas de forma absoluta, mas este foi o 15º jogo frente aos rivais do Rui Vitória enquanto treinador do Benfica. Temos duas vitórias. Repito: duas vitórias. Ganhámos 13% dos jogos frente a eles. Há jogadores de jogos grandes e outros que nunca rendem em jogos grandes. Como, pelos vistos, também há treinadores. Dá que pensar. No mínimo.

quarta-feira, agosto 22, 2018

Decepção

Empatámos 1-1 com o PAOK na Luz e estamos em desvantagem para a 2ª mão do play-off da Champions em Salónica. A provar que o futebol está longe de ser uma ciência exacta e justa, jogámos muitíssimo melhor do que na recepção ao Fenerbahçe e, em vez de termos já a eliminatória praticamente resolvida, não conseguimos ganhar.

Com a lesão de última hora do Salvio, a entrada do Zivkovic foi a única alteração no onze. Começámos o jogo a marcar, mas infelizmente o Gedson estava fora-de-jogo depois de um toque do Ferreyra. Os gregos reagiram e mostraram-se muito mais perigosos do que os turcos, com o objectivo claro de marcar um golo na Luz. Tiveram dois remates relativamente perigosos, mas a partir dos 20’ tomámos em definitivo conta do jogo. O Pizzi teve quatro(!) excelentes ocasiões para marcar, mas atirou inacreditavelmente ao lado depois de uma boa jogada com cruzamento rasteiro do Cervi na esquerda, noutra situação um chapéu do nº 21 ainda tocou no poste, na terceira rematou já em desequilíbrio com o guarda-redes a defender e, por último, cabeceou a rasar o poste depois de um centro do André Almeida. Esta intensa pressão deu frutos já em cima do intervalo, quando o Gedson foi empurrado por trás na área na altura em que ia rematar: o Pizzi não tremeu da marca de penalty e deu-nos uma vantagem muito justa.

Para a 2ª parte, era fundamental manter o zero na nossa baliza, mas logo de início tentámos (e bem) aumentar a vantagem. O Grimaldo chegou ligeiramente atrasado a um centro da direita do Zivkovic, antes de proporcionar ao guarda-redes a melhor defesa do jogo num remate fantástico de fora da área, que o Paschalakis defendeu muito bem. Também o Ferreyra num remate de primeira, depois de uma tabela com o Gedson, deu trabalho ao guarda-redes. O Gedson, sob o lado esquerdo, colocou novamente o Paschalakis em acção, mas nos últimos 20’ o jogo começou a alterar-se. Talvez o Rui Vitória devesse ter sido um pouco mais conservador e feito entrar o Alfa Semedo (como fez na Turquia acabando com o jogo), mas já tinha entrado o Rafa para o lugar do Zivkovic, na esperança de ganhar as costas do adversário em velocidade. No entanto, foi o PAOK a conseguir o imerecido empate aos 76’, num livre para a área, cabeçada à barra e golo do Amr Warda na recarga. Foi um enorme balde de água fria na Luz. O Rui Vitória fez entrar o João Félix e o Seferovic para os lugares do Cervi e Pizzi, e ambos tiveram a sua oportunidade: a do suíço foi desperdiçada de forma incrível, porque lhe teria bastado colocar bem o pé na bola para ter feito golo e a do jovem português foi a última do encontro, com o remate de pé esquerdo a rasar o poste. Antes disso, o João Félix já tinha desmarcado brilhantemente o Ferreyra, mas o remate deste voltou a ser defendido pelo guarda-redes.

Em termos individuais, destaque para o Pizzi, não só pelo golo, como pela participação na maior parte das nossas jogadas de perigo. O Gedson continua a sua caminhada para se tornar num do melhores médios do futebol português a curto prazo. O Cervi deu a luta do costume, mas nalgumas ocasiões o último passe não lhe saiu nada bem. O Ferreyra não marcou (e devia naquela oportunidade perto do fim), mas deu muito mais luta aos centrais do que em jogos anteriores. O Zivkovic começou mal, mas foi-se recompondo, tendo o Rafa, que o substituiu, entrado muito bem na partida. O Vlachodimos acabou por não ter grande trabalho, mas julgo que deveria ter saído dos postes no livre que acabou por dar golo, porque a bola foi atirada para o limite da pequena-área.

Teremos o derby frente à lagartada no sábado e depois a importantíssima viagem a Salónica na 4ª feira. Muito do que irá ser a época vai decidir-se nesta próxima semana. Seria muito mau se fôssemos eliminados da Champions por um adversário que nos é claramente inferior.

segunda-feira, agosto 20, 2018

Categórico

Vencemos no sábado o Boavista no Bessa por 2-0 e mantemos um registo 100% vitorioso no campeonato. Como os outros dois também ganharam (a lagartada 2-1 em casa frente ao V. Setúbal e o CRAC no Jamor ao Belenenses por 3-2), continuam os três grandes na frente com o intruso Feirense (1-0 em Guimarães) a ser a quarta equipa só com vitórias nas duas primeiras jornadas.

Depois do desgastante jogo em Istambul, estava com bastante receio desta partida até porque nas duas últimas temporadas não ganhámos no Bessa e tínhamos só uma vitória em quatro encontros. O Rui Vitória manteve a mesma equipa, só com a entrada do Ferreyra para o lugar do lesionado Castillo. Apanhámos um grande susto logo aos 3’, quando o Falcone apareceu isolado frente ao Vlachodimos depois de um centro da direita, mas felizmente o remate saiu às malhas laterais. Acabaria por ser a única grande oportunidade do Boavista em todo o jogo. A partir daqui, tomámos nós conta dele, mas estava difícil entrar na defesa axadrezada. Só um remate do André Almeida criou algum perigo, mas o Helton Leite defendeu, até que aos 35’ inaugurámos o marcador num lance todo ele do Ferreyra: ganhou a bola numa jogada de insistência aos dois defesas contrários e rematou rasteiro em arco, sem hipótese para o guarda-redes. Um golão! Ainda antes do intervalo, uma abertura magnífica do Pizzi isolou o Salvio, mas este permitiu ao Helton Leite defender com a perna. Foi pena, porque iríamos para o intervalo bastante mais tranquilos.

Para a 2ª parte, estava com medo que a história do ano passado se repetisse: também fomos em vantagem e depois perdemos. Ainda por cima, porque se poderia pôr a questão do desgaste do jogo europeu. Mas nada disso se passou. Entrámos fortíssimos, ainda mais do que na 1ª parte, e o Salvio logo no reinício teve outra oportunidade, mas o guarda-redes defendeu o seu bom remate, depois de uma combinação ofensiva entre o Ferreyra e o Cervi, com este a centrar para o nº 18. O único lance de perigo do Boavista na 2ª parte foi um livre em balão para a área, com o Vlachodimos a sacudir para canto. Aumentámos a vantagem aos 62’ através do Pizzi, depois de uma brilhante jogada do Salvio, que ganhou a bola a um defesa, correu pela faixa e centrou atrasado para o quarto golo do nº 21 no campeonato. Até final, pudemos aumentar a vantagem, mas o Helton Leite defendeu um corte falhado de um seu companheiro que daria autogolo e defendeu igualmente com o pé um remate de trivela do Pizzi, que estava isolado depois de um erro defensivo do Boavista. Já no tempo de compensação, foi o Jardel a atirar de cabeça por cima no limite da pequena-área(!) na sequência de um canto.

Em termos individuais, destaque para o golo do Ferreyra, que espero lhe dê confiança para melhorar o seu nível exibicional. Há que dizer, no entanto, que já pareceu melhor entrosado com a forma de jogar da equipa. O Pizzi continua a sua veia goleadora e, mesmo assim, ficou a dever-nos mais um golo. Quem também continua em grande forma é o Gedson que foi um autêntico saco de pancada para os adversários. O Salvio também se encontra em excelente nível e a jogada do segundo golo é brilhante. A defesa esteve toda muito segura, o que acaba por ser natural quando se tem um guarda-redes atrás que inspira confiança. Uma menção final para a estreia do João Félix na equipa principal, ao substituir nos últimos minutos o Cervi.

Defrontaremos amanhã o PAOK na 1ª mão do play-off da Champions e no próximo sábado iremos receber a lagartada. Espero que a melhoria exibicional deste jogo no Bessa tenha continuidade nas próximas partidas, porque conseguir duas vitórias (a do primeiro jogo preferencialmente sem golos sofridos) será muito importante para os objectivos da época.

quarta-feira, agosto 15, 2018

Gedson

Empatámos em Istambul frente ao Fenerbahçe (1-1) e qualificámo-nos para o play-off de acesso à Liga dos Campeões. Foi, como se esperava, uma partida de nervos, mas o facto de termos marcado primeiro foi decisivo no desfecho da eliminatória.

O Rui Vitória só operou uma alteração no onze, que foi a entrada do Castillo para o lugar do Ferreyra. E o chileno esteve bastante bem até se lesionar aos 34’. Entrámos muito personalizados, a trocar bem a bola, mas sempre com alguma cerimónia na altura de acelerar no ataque. O jogo estava um pouco repartido, mas sentia-se que bastava que nós tivéssemos um bocado mais de velocidade para o desequilibrarmos. E foi o que fizemos aos 26’, em que inaugurámos o marcador pelo Gedson: excelente jogada pelo lado direito, com o André Almeida e Salvio a conduzirem a bola, toque fantástico do Castillo que desmarcou o Gedson, que aguentou dois defesas e desviou ligeiramente do Demirel à saída deste. Grande golo de um jogador que ainda no ano passado jogou pelos juniores! Os turcos sentiram o golo e era essencial que não os deixássemos marcar até ao intervalo. Infelizmente, houve a tal lesão do Castillo e perdemos poder de choque na frente com a entrada do Ferreyra, que todavia teve uma óptima ocasião para acabar definitivamente com a eliminatória, mas atirou ligeiramente ao lado, depois de contornar o guarda-redes, após uma boa desmarcação a passe do Salvio. Entretanto, já o Vlachodimos tinha feito uma boa defesa a um remate perigoso de fora da área. Mesmo em cima do intervalo, os turcos empataram num lance pela esquerda, em que o Salvio não marcou bem o defesa, deixando-o centrar à vontade para o Potuk ganhar nas alturas ao Grimaldo. Foi um golo bastante escusado.

Na 2ª parte, o Fenerbahçe entrou mais pressionante, mas acabou por não criar grandes oportunidades de golo. Depois de uns 10’ iniciais mais intensos, começámos a reagir e o Cervi atirou por cima quando estava em boa posição à entrada da área. Mais à frente, nova grande jogada do Gedson, a arrancar e levar tudo à frente, mas o passe final que isolaria o Pizzi saiu muito curto. Pizzi que também tentou de fora da área, mas o remate saiu rasteiro e à figura. O Ferreyra teve outra grande oportunidade, numa recarga a um remate do Salvio praticamente só com o guarda-redes pela frente, mas atirou em arco por cima. Os turcos colocaram os ases todos, mas o Jardel e o Rúben Dias iam tomando boa conta do Soldado & Cia. A única verdadeira oportunidade foi um remate em arco do Baris Alici, mas o Vlachodimos voltou a responder bem. Aos 72’, o Rui Vitória decidiu tirar o Salvio para entrar o Alfa Semedo e voltámos a tomar conta do meio-campo, com os turcos a deixarem de ter bola. Assim foi até final, com o André Almeida a falhar o golo da vitória mesmo no fim da compensação com um remate ligeiramente ao lado, depois de uma assistência do Pizzi na direita.

Destaque óbvio para o Gedson e não só pelo golão que marcou: nunca teve medo de ter a bola, era sempre ele que acelerava o jogo e na parte final foi muito importante para ganhar faltas. Teremos no mínimo seis meses e no máximo uma época para desfrutarmos dele, porque é quase uma certeza que não estará cá para o ano. Só neste jogo a cotação dele aumentou no mínimo 10M€. O Vlachodimos voltou a estar excelente e fico contente por termos finalmente um guarda-redes. Os centrais Rúben Dias e Jardel estiveram imperiais, assim como o Fejsa no meio-campo. Bom jogo também do Salvio, que nunca se esconde especialmente neste tipo de partidas. Menos bem esteve o Cervi na esquerda, com muitas más decisões na altura do passe, mas a ser importante a ajudar o Grimaldo na defesa. O Castillo estava a mostrar-se muito útil, quando teve a lesão e o Ferreyra voltou a não mostrar grande coisa. Ao invés do Guimarães, a entrada do Alfa Semedo foi fundamental para acabar com o jogo.

Houve alturas do encontro em que poderíamos ter dado o golpe de misericórdia, mas desacelerávamos o ritmo. Confesso que isso me custa a entender, mas desta feita correu bem, porque só sofremos um golo. Todavia, preferia que no futuro fôssemos mais audazes no último terço do campo: só o Gedson criou desequilíbrios, porque era o único que arrancava em velocidade. Veremos como será quando defrontarmos o PAOK da Grécia no play-off, mas antes temos o jogo no Bessa para a 2ª jornada. Isto não vai dar mesmo para respirar…