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segunda-feira, setembro 18, 2017

“Agora sem dentes”

Perdemos no Bessa por 1-2 e, à 6ª jornada, estamos já a cinco pontos dos rivais, que continuam a contabilizar só vitórias (a lagartada 2-0 em casa ao Tondela e o CRAC 2-1 em Vila do Conde). É impossível não sentir aqui um cheirinho a 2010/11 e, curiosamente, por causa de motivos semelhantes. Mas já lá vamos.

Pelo segundo jogo consecutivo, estamos a ganhar e permitimos a reviravolta no marcador. O que torna as coisas muito piores, porque mina a confiança da equipa nela própria. Com o Lisandro indisponível, o Rui Vitória lançou o Rúben Dias, que até deu boas indicações. O jogo não poderia ter começado melhor para nós, com um centro teleguiado do Zivkovic aos 7’ para uma cabeçada do Jonas lá para dentro. Fizemos uma 1ª parte bastante razoável, com umas quantas oportunidades a remates do Jonas (mais do que um) e Zivkovic, mas ou o guarda-redes Vagner defendia ou a bola saía não muito longe do poste. Poderíamos (e deveríamos) ter dado a machadada final na partida, não o conseguimos e a história iria voltar a repetir-se…

A 2ª parte começou logo mal com mais uma lesão do Salvio. Não se percebeu muito bem em que lance, presume-se que seja muscular, mas gastámos uma substituição bastante cedo. O Cervi deve ter feito alguma coisa terrível, porque basta-lhe fazer um jogo menos conseguido para descer dois ou três lugares nas opções e, por isso, o Rui Vitória preferiu fazer entrar o corredor de 100m (Rafa) do que ele. Aos 55’, sofremos o golo do empate num lançamento lateral. Eu repito: num lançamento lateral! Bola para a área, o Luisão corta de cabeça, o Jonas não acerta bem na bola para fazer o alívio e ela fica à mercê do Renato Santos, que atira cruzado. À semelhança do segundo golo que sofremos no Bessa na última jornada da época passada, acho que o guarda-redes (neste caso, o Bruno Varela) poderia ter chegado à bola. Tal como no jogo frente aos russos, não reagimos nada bem ao golo sofrido. Ainda tivemos um remate do Jonas, que o Vagner defendeu para canto, mas não conseguíamos criar as situações de perigo da 1ª parte. E tudo piorou imenso aos 75’ num livre do Fábio Espinho ainda muito longe da área, mas com o Varela a dar um frango descomunal. Dos que não víamos desde os saudosos tempos do Roberto. Até final, jogámos mais com o coração do que com a cabeça e só num lance em que o Rafa poderia ter cabeceado e o Gabriel Barbosa (entretanto entrado) rematou fraco é que demos a sensação de golo.

O que se viu na 2ª parte apagou quase completamente o bom que se viu na 1ª, altura em que o Zivkovic foi dos que criaram mais perigo e as combinações entre ele, o Grimaldo, o Jonas e, por vezes, o Pizzi até foram surtindo efeito. Mas todos caíram a pique no segundo tempo. Falando em cair a pique, o Seferovic passou outra vez ao lado do jogo e o Filipe Augusto na posição seis continua sem convencer. Já disse várias vezes que gosto bastante do André Almeida, espero que faça a carreira toda no Benfica, mas precisamos de algo mais num titular na lateral-direita. Quanto ao Varela, é considerado o réu deste jogo, mas é a vida de um guarda-redes: nem tinha estado mal até agora, mas simplesmente não é possível sofrer-se um golo daqueles. E é um rombo enorme na confiança que havia nele (que já não era muito grande…).

No entanto, acabo por ilibar os jogadores deste mau momento. Alguns não dão mais porque não podem. Nem sabem. Não há milagres, já se sabe, e é muito irresponsável começar-se uma época sem três titulares indiscutíveis na defesa e não os substituir com alguma qualidade (nem digo semelhante, só alguma…). Tentámos conquistar o penta com o espírito daquela anedota do “olha, para mim, a andar de bicicleta sem mãos… agora sem pés…”. A probabilidade de ficarmos “sem dentes” era óbvia. As lesões continuam a suceder-se (tal como no ano passado), só que as opções de qualidade diminuíram. Junta-se a isso a má forma de elementos fundamentais na equipa e estamos a dez pontos (no total) do 1º lugar em meados de Setembro! A dez pontos! Ainda por cima, os outros já ganharam em campos muito difíceis como Guimarães (a lagartada), Braga e Vila do Conde (o CRAC). À semelhança de 2010/11, com a história do Roberto, a soberba vai custar-nos muito caro. E estando em causa a conquista de um inédito penta e a possibilidade de igualar um dos poucos recordes que não nos pertence, considero isso imperdoável.

quarta-feira, setembro 13, 2017

A jeito

Perdemos com o CSKA Moscovo (1-2) na Luz e não poderíamos ter pior início de Liga dos Campeões. Nós, equipa do pote 1, perdemos em casa com os russos do pote 4. Já se sabia que nos tinha calhado a fava deste pote 4, mas mesmo assim poderíamos perfeitamente ter tido um resultado melhor, se não tivéssemos feito, à semelhança das últimas, uma exibição paupérrima.

Como vem sendo habitual, oferecemos a 1ª parte. O Grimaldo regressou da lesão e, em relação ao Portimonense, entraram também o Filipe Augusto e o Salvio para os lugares do Samaris e Cervi. Lentíssimos e sem criatividade, só criámos perigo num remate ao poste do Grimaldo. Para tornar as coisas piores, ainda tivemos que levar com espanhol Alberto Undiano Mallenco, que não quis ver um agarrão claro ao Seferovic na área, quando estava a rodar para tomar posição.

A 2ª parte começou muito bem, já que marcámos logo aos 5’ numa boa abertura do Grimaldo para a esquerda, centro preciso do Zivkovic e desvio do Seferovic a antecipar-se ao Akinfeev. Todos pensámos que embalaríamos para uma exibição mais consentânea com a nossa qualidade, até porque os russos não tinham mostrado nada na 1ª parte. Puro engano! A papel químico da partida frente ao Portimonense, desacelerámos e começámos a trocar a bola cá atrás! Faltavam 40’ para acabar o jogo! Tudo muito bem, se aproveitássemos a subida dos russos para lançar contra-ataques, mas para isso era preciso fazer passes de ruptura, que foi coisa que nunca se viu. Estávamos convencidos que conseguiríamos manter a posse de bola longe da nossa baliza até ao final do jogo, é? Pusemo-nos a jeito e claro que aconteceu exactamente o oposto! Como é possível que ainda não nos tenhamos dado conta de que não temos equipa para fazer este tipo de jogo?! Aos 63’, o André Almeida tentou disfarçar que tinha tocado a bola com o braço, mas o árbitro, como era contra nós, viu o penalty (curiosamente, perto do final, num livre do Grimaldo, não conseguiu ver um braço descarado de um russo perto do limite da grande área). O Vitinho não deu quaisquer hipóteses ao Bruno Varela que até se lançou bem. Ficámos desorientados e sofremos o segundo golo aos 71’. A nossa defesa ficou a dormir por duas vezes, não colocando o adversário em fora-de-jogo e a seguir a uma óptima defesa do Varela, permitindo a recarga do Zhamaletdinov. Como o jogo estava, muito dificilmente conseguiríamos inverter as coisas e até final só um remate do Jiménez criou perigo (embora relativo). Seguindo a tendência, o Rui Vitória foi tirando defesas e colocando avançados, mas quando a bola não chega lá à frente, torna-se difícil. Não percebi especialmente a vantagem de ter saído o Lisandro com o Almeida a passar para central para entrar o Rafa. Faltava muito pouco para o final, é certo, mas será que o Lisandro não seria mais útil do que o Almeida, especialmente nas bolas paradas...? 

Quando um dos menos maus do Benfica é o Filipe Augusto, acho que não é preciso acrescentar mais nada. O Grimaldo também esteve razoável, enquanto teve pernas e acabou por lhe pertencer o nosso remate mais perigoso. Mas o grande problema actual do Benfica é a má forma do Jonas e do Pizzi. Sem estes dois, a equipa simplesmente não funciona. Por outro lado, não existem milagres e quando saem tantos titulares na defesa que não são substituídos, é natural que estas coisas aconteçam... O Gabriel Barbosa estreou-se e deu para ver que tem toque de bola, embora não me pareça que seja um avançado tipo Mitroglou (e convinha nós termos um com esse perfil).

A próxima partida na Champions é em Basel e, caso não consigamos um resultado positivo, a nossa presença na Europa em Fevereiro torna-se problemática. No entanto, temos que nos preocupar é já no próximo sábado com a ida ao Bessa. De recordar que o Boavista é uma das equipas à qual não conseguimos ganhar na época transacta. E não nos podemos dar ao luxo de deixar os outros dois fugirem na frente.

P.S. – Jogo de Champions e 38.323 espectadores na Luz... Já na época passada, em que tivemos uma inédita média de 55.994 espectadores no campeonato, em quatro jogos de Liga dos Campeões nunca conseguimos encher o estádio. Para reflectir...

domingo, setembro 10, 2017

Medíocre

Vencemos na 6ª feira o Portimonense por 2-1 na Luz, mas como os outros dois também ganharam (a lagartada 3-2 na Vila da Feira e o CRAC 3-0 em casa frente ao Chaves) continuamos a dois pontos deles. O título deste post acaba até por ser benevolente em relação ao nosso jogo e podemos considerar-nos felizes por o ter ganho.

O Samaris no lugar do Filipe Augusto e o Zivkovic no do Rafa foram as alterações em relação a Vila do Conde, mas à semelhança desta partida voltámos a desperdiçar a 1ª parte. Um remate do Jonas por cima logo no início e um cabeceamento também dele ao lado foram os nossos únicos lances de perigo, enquanto do outro lado o Bruno Varela foi obrigado à melhor defesa do jogo. O Portimonense surpreendeu-me pela boa qualidade do seu futebol (o japonês Nakajima deu-nos água pela barba especialmente nos primeiros 45 minutos) e fiquei a perceber porque é que o Vítor Oliveira fez as suas equipas subirem dez vezes da Liga de Honra.

Na 2ª parte, entrou o Salvio para o lugar do apagadíssimo Cervi, mas o jogo continuou muito complicado. E pior ficou quando aos 56’ sofremos o 0-1 através do Fabrício, que depois de bater o Luisão sobre a esquerda rematou rasteiro em arco, não dando hipóteses ao Varela. Pelo modo como estavam as coisas, connosco a nem sequer conseguir criar oportunidade, temi o pior, mas no futebol tudo pode mudar num segundo e assim foi aos 59’, quando o Salvio foi derrubado na área. Como estava isolado, o adversário foi expulso e o Jonas não perdoou no penalty. Logo a seguir, entrou o Filipe Augusto para o lugar do Lisandro, recuando o Samaris para central. Estando a jogar com mais um era uma substituição que fazia sentido. A partir daqui, começámos efectivamente a melhorar a nossa exibição, mas foi a altura de o guarda-redes contrário, Ricardo Ferreira, entrar em acção com um par de boas defesa a remates do Jonas e Seferovic. Também o Eliseu teve uma oportunidade soberana, mas puxou para a bola para o pé direito e o remate saiu tortíssimo. Foi no minuto anterior a sair aos 73’ para dar lugar ao Jiménez. Logo na altura pareceu-me uma substituição injustificada. Não só porque estava a ser o nosso melhor período, estávamos a criar oportunidades, o Zivkovic a extremo-esquerdo estava a ser dos melhores (e iria recuar para defesa com esta substituição), já tínhamos prescindindo do Lisandro e fazer 20’ (pelo menos) só com dois defesas de raiz era arriscado, até porque o Portimonense, mesmo com dez, não se coibia de atacar, e infelizmente e o que se passou veio a dar-me razão. Na sequência de um livre, o Luisão teve uma excelente chance de cabeça, mas atirou por cima e aos 78’ chegámos finalmente à vantagem num golão inadvertido do André Almeida que falhou maravilhosamente um centro! Ainda faltava bastante tempo para o final e cometemos um erro crasso: começámos a recuar no terreno, a jogar para os lados, a chamar o adversário, mas não conseguíamos sair a jogar em velocidade para os apanhar em contrapé. O problema era que, lá está, perdíamos a bolae só tínhamos dois defesas de raiz, o que fez com que o Portimonense se acercasse com muito perigo da nossa área. O Samaris ia imitando o Lisando em Vila do Conde, mas o corte saiu ao lado da baliza e aos 88’, como já se estava a prometer há muito, o Portimonense fez um golo. Pela primeira vez na vida, senti o que era falecer e ressuscitar pouco depois, porque a bola já estava no meio-campo quando o árbitro recebeu a indicação do vídeo-árbitro de que havia fora-de-jogo na jogada do golo e o anulou. E havia mesmo, foi milimétrico, mas para isso é que existe o VAR! Pouco depois, o jogo acabou e o alívio foi enorme.

Em termos individuais, gostei do Zivkovic, não só a atacar como a defender (embora, claro que tenha sofrido quando passou para lateral). O André Almeida acabou por ser decisivo na vitória com aquele golaço sem querer e não foi pelo Bruno Varela que a corda se ia partindo. Todos os outros estiveram muito sofríveis e já se sabe que, quando o Pizzi e o Jonas, não estão bem, todo o nosso jogo se ressente.

Foi por pouco que não ficámos já a quatro pontos dos primeiros e espero que este nível exibicional mereça a preocupação do Rui Vitória. Vem aí a Champions, mas o penta é o grande objectivo da época. No entanto, a jogar desta maneira é quase certo que não o vamos conseguir…

segunda-feira, setembro 04, 2017

Ilhas Faroé e Hungria

Vencemos os dois jogos desta etapa da qualificação por 5-1 e 1-0, respectivamente. Se no primeiro jogo no Bessa na 5ª feira passada, a vitória já era esperada, o jogo de ontem em Budapeste foi bastante complicado, mesmo tendo em conta que jogámos em superioridade numérica a partir dos 30’.

Na partida frente aos ilhéus, o Cristiano Ronaldo marcou um hat-trick, tendo o William Carvalho e o Nélson Oliveira marcado os restantes golos, mas a novidade foi termos sofrido pela primeira vez um golo das Ilhas Faroé. A vitória nunca esteve em causa, mesmo que tenhamos ido para intervalo com 2-1 no marcador. Frente à Hungria e até à expulsão, já tínhamos construído oportunidades suficientes para acabar com o jogo, mas só marcámos no início da 2ª parte através do André Silva, depois de um centro do C. Ronaldo. Controlámos até final, mas no último lance do jogo, na sequência de uma falta idiota e desnecessária do Bruno Alves, só não sofremos o empate de cabeça, porque o jogador húngaro revelou muita falta de qualidade.

Como a Suíça ganhou os seus jogos (com o Seferovic a marcar três golos!), está tudo na mesma na frente. Precisamos de ganhar em Andorra e à Suíça no último jogo para assegurarmos a qualificação directa.

terça-feira, agosto 29, 2017

Atraso

Empatámos no sábado em Vila do Conde (1-1) e ficámos a dois pontos dos rivais que ganharam ao Estoril (2-1, a lagartada) e em Braga (1-0, o CRAC). Era uma partida que se previa difícil e o foi, connosco a nunca conseguirmos colocar em prática o nosso futebol perante a boa organização colectiva do Rio Ave.

Se o André Almeida recuperou em relação ao Belenenses, o mesmo não se passou com o Salvio, pelo que jogou o Rafa na direita (e eu dizer “jogou” já estou a ser simpático para ele…). A 1ª parte resume-se muito facilmente: não fizemos nada e fomos dominámos na maior parte do tempo pelo Rio Ave. Para piorar as coisas, o Jardel lesionou-se sozinho e fomos forçados a gastar uma substituição logo aos 15’ (entrou o Lisandro). Tivemos uma única oportunidade num falhanço do Cássio que o Seferovic ia aproveitando (o remate foi interceptado por um defesa) e o Rio Ave também teve, num remate do Guedes por cima quando estava sozinho na área.

A nossa 2ª parte foi melhor (pior era difícil…), mas foi o Rio Ave a criar o primeiro lance de perigo num novo falhanço do Guedes, desta feita de cabeça. No minuto anterior, o Rafa tinha feito a única coisa de jeito no jogo inteiro, escapando em antecipação pela esquerda, mas centrou cedo demais e o remate do Cervi embateu num defesa. Se as coisas já estavam difíceis, pior ficaram aos 61’ com o golo do Rio Ave, aliás um autogolo do Lisandro, depois de um cruzamento da esquerda que o Bruno Varela conseguiu cortar, mas a bola embateu no argentino e foi para a nossa baliza. O Lisandro, que nem tinha entrado mal, marcou mais um autogolo e sinceramente já perdi a conta aos autogolos que ele tem pelo Benfica. No rácio de autogolos por minutos jogados, de certeza que bate aos pontos qualquer defesa nosso. Parece que há azares que só lhe acontecem a ele… Da maneira como o jogo estava a decorrer, temi o pior com este golo, mas cinco minutos depois o Jonas foi claramente agarrado na área na sequência de um livre a nosso favor e o sr. Hugo Miguel assinalou o penalty. O mesmo Jonas não deu hipóteses ao Cássio rematando rasteiro para o lado direito da baliza. Ainda tínhamos bastante tempo para tentar marcar o segundo, mas o inefável Rafa por duas vezes não o conseguiu (na primeira rematou ao lado e na segunda permitiu a defesa do guarda-redes pela enésima vez que esteve cara a cara com ele) e o Seferovic também proporcionou ao Cássio uma boa defesa, num remate que não deveria ter saído à figura. Perto do final, o Jiménez, entretanto entrado, teve um toque à ponta-de-lança, mas o Cássio conseguiu defender com as pernas, com a bola quase a entrar no meio delas.

Em termos individuais, pouco há a destacar. O Bruno Varela vai-se afirmando na baliza e não foi por ele que não ganhámos e o Luisão foi bastante consistente. Gosto muito do André Almeida, mas volto a repetir que ele não pode ser titular indiscutível. Precisamos de algo mais num defesa-direito. Quanto ao Lisandro, já referi tudo e, com o Jardel neste estado físico, necessitamos urgentemente de um central. Do Eliseu também não podemos esperar rasgos de génio, mas a corda também não parte por ali. O Filipe Augusto no meio-campo esteve bem a variar o flanco de jogo, mas nem tanto a correr atrás dos adversários. O Pizzi passou completamente ao lado do jogo, assim como o Cervi. Quanto ao Rafa, espero que se tenha percebido porque é que o Salvio é titular absoluto. Mesmo com os disparates que faz, a diferença é abissal. Volto a dizer do Rafa que, se calhar, é melhor experimentá-lo na secção de atletismo… O Jonas marcou bem o penalty, mas esteve muito discreto no resto do tempo, assim como o Seferovic que, nas poucas oportunidades que teve, nunca conseguiu rematar bem. O Zivkovic não entrou mal, mas perto do final demonstrou a sua imaturidade ao envolver-se com um adversário fazendo perder tempo desnecessário e o Jiménez teve poucos minutos para ser o salvador habitual em Vila do Conde, mas mesmo assim ia-o conseguindo.

Com quatro jornadas, estamos novamente a dois pontos do primeiro (tal como no ano passado), mas já empatámos onde ganhámos no ano passado, enquanto os outros dois ganharam onde empataram no ano passado. É só um indicador e vale o que vale. O que valia uma reflexão mais profunda dos nossos responsáveis é que estamos a três dias do fecho do mercado, saíram três titulares e quem os está a substituir são jogadores que já cá estavam na temporada passada (tirando o Bruno Varela, mas esse não veio para ser titular de caras). Logo, não é preciso puxar muito pela cabeça para perceber que, se calhar, a qualidade da equipa não aumentou…

P.S. – Na passada 5ª feira, decorreu o sorteio da Liga dos Campeões. Ficámos no grupo A, com o Manchester United, Basileia e CSKA Moscovo. Se em relação aos tubarões do pote 2 havia pouca escolha e mesmo assim ficámos com o que tem pior ranking, nos outros dois casos acabou por ser diferente: em teoria, o Basileia é um adversário apetecível (tendo as conta outras hipóteses como Nápoles ou Roma), mas o CSKA Moscovo era dos mais fortes do pote 4 e vamos à Rússia em finais de Novembro. É um grupo bastante aberto, onde no mínimo espero a manutenção nas provas da Uefa para 2018.

domingo, agosto 20, 2017

Goleada tranquila

Vencemos ontem o Belenenses na Luz por 5-0 e fizemos o pleno de vitórias à 3ª jornada. Com a ausência por lesão do Fejsa, estava com algum receio deste jogo, mas a nossa resposta foi categórica. Marcámos uma mão-cheia de golos e ainda nos ficámos a dever quase outros tantos.

Para o lugar do Fejsa e com o Samaris ainda castigado, não havia outra opção que não o Filipe Augusto. E o que se pode dizer é que o brasileiro fez a melhor exibição desde que chegou ao Benfica (também a bitola era tão baixa que não era difícil…), mas destacou-se sobretudo em termos atacantes. Ora, naquela posição interessa sobretudo defender e aí vi-o correr mais vezes atrás dos adversários do que seria desejável. De qualquer maneira, eu ficaria bastante mais tranquilo se o Fejsa recuperasse para Vila do Conde. Entrámos muito bem na partida e inaugurámos o marcador logo aos 2’ numa bela cabeçada do Jonas num livre do Pizzi. Pouco depois, o Belenenses pôs à prova o Bruno Varela pela única vez no jogo, na sequência de um grande disparate do Eliseu, mas o nosso guarda-redes saiu-se bem defendendo um remate complicado. Aos 28’ aumentámos a contagem através de um remate muito colocado do Salvio de fora da área na recarga a um canto em que o Luisão só não marcou, porque o guarda-redes Muriel defendeu por instinto. Cinco minutos depois demos uma machadada final nas (poucas) dúvidas que poderiam existir quando ao vencedor com o 3-0 pelo Seferovic, que correu quase meio-campo isolado pela cabeça do Jonas e, só com o guarda-redes pela frente, não falhou. Aos 42’ tivemos a maior injustiça do século, quando um remate em balão do Jonas desde o meio-campo(!) fez a bola embater no poste e não entrar. Seria o golo do milénio, definitivamente!

Na 2ª parte, baixámos consideravelmente o ritmo, mas mesmo assim o Seferovic falhou pela primeira vez só com o guarda-redes pela frente, atirando ao lado e não não aproveitando um óptimo passe do Filipe Augusto (Parem as rotativas! Temos notícia!). O Jiménez, que entretanto entrou, atirou um balázio cruzado ao poste já perto do final e parecia que o jogo ia ficar assim, mas se marcássemos mais dois golos ficaríamos com melhor diferença de golos do que a lagartada (ganhou 5-0 em Guimarães). E esses dois golos aconteceram pelo inevitável Jonas: primeiro, num óptimo remate com o pé esquerdo depois de uma boa abertura do Jiménez, e segundo a culminar uma boa jogada atacante com um cruzamento rasteiro do Pizzi na direita. É só simbólico em tão poucas jornadas, mas sabe bem estar na frente nem que seja pela diferença de golos. Os aspectos menos positivos do jogo foram as saídas do Salvio e André Almeida, ambos por lesão. Seria conveniente que jogassem para a semana.

Em termos individuais, destaque inevitável e merecido para o Jonas pelo seu hat-trick. O Pizzi encheu o campo e foi um quebra-cabeças para a defesa contrária. O Cervi voltou a fazer-se notar pelo seu espírito combativo e o Jardel caminha a passos largos para a forma que nos habituou. O Seferovic continua não só a molhar o bico, como a participar activamente no nosso jogo atacante e o lugar é mais do que dele nesta altura. O Bruno Varela está com a confiança a crescer a olhos vistos e tem resolvido bem os (poucos) problemas que lhe têm causado.

Antes da paragem para as selecções, teremos um teste muito complicado em Vila do Conde, cuja equipa é a par dos três grandes a única só com vitórias até agora. Por isso mesmo, convinha mesmo recuperar os lesionados (Fejsa, Salvio e André Almeida), porque vamos precisar de todos para seguirmos 100% vitoriosos. E isso é fundamental, porque pelo que se viu até agora há uma grande diferença entre os três candidatos e as outras equipas todas.

terça-feira, agosto 15, 2017

Sofrido mas merecido

Um golo do Seferovic aos 92’ deu-nos uma vitória ontem por 1-0 em Chaves que teve tanto de sofrida como de justa. Num campo que já se sabia que seria difícil, fizemos uma exibição razoável e especialmente na 2ª parte subjugámos completamente os flavienses.

O Rui Vitória repetiu a equipa titular frente ao Braga e voltámos a entrar bem na partida com o Salvio a ter várias oportunidades para marcar durante o primeiro tempo. Mas ou por causa do guarda-redes Ricardo, ou por manifesta falta de pontaria, ou por o Nuno André Coelho tirar a bola quase sobre a linha(!), nunca o conseguiu. O lance em que foi isolado pelo Cervi e tentou um chapéu terá sido o falhanço pior. O Chaves dava boa réplica, especialmente através da velocidade do Matheus Pereira, emprestado pela lagartada, mas não criava muito perigo para a nossa baliza e os poucos lances mais difíceis foram bem resolvidos pelo Bruno Varela. Perto do intervalo, boa iniciativa do Seferovic, novamente cortada in extremis pelo Nuno André Coelho.

O reinício da partida foi marcado por duas grandes oportunidades de ambos os lados: corte falhado de cabeça do André Almeida e remate do Jorginho para grande defesa do Varela (com a bola ainda a desviar no Luisão), e bola no poste do Jonas depois de boa jogada do Salvio na direita, com o Cervi a ver a recarga embater num defesa. Um remate cruzado do Cervi defendido pelo pé do Ricardo e uma cabeçada do Seferovic por cima, quando estava em boa posição, aumentavam o rol de oportunidades que desperdiçávamos. Vieram as substituições, com o Rui Vitória a fazer entrar o Rafa para o lugar do Cervi e o Jiménez para o do Salvio. Entretanto num livre, já o Luisão tinha atirado de cabeça fazendo a bola ainda tocar no poste. As substituições afunilaram um pouco o nosso jogo, porque passámos só a jogar com um extremo de raiz, mas foi precisamente esse extremo (Rafa) a assistir o Seferovic, depois de uma abertura genial do Pizzi, para o suíço ter um toque de classe que fez a bola entrar pelas pernas do guarda-redes, que estava à espera de tudo menos de um remate de primeira daquele ângulo. Um golão! Até final ainda entrou o Filipe Augusto para manter o meio-campo, mas o Chaves, que já tinha revelado grandes dificuldades físicas durante a 2ª parte, não conseguiu aproximar-se mais da nossa baliza.

O destaque vai obviamente para o Seferovic pelo importantíssimo golo que nos permitiu não perder pontos para os rivais que também já tinham triunfado por 1-0 nesta jornada: a lagartada em casa frente ao V. Setúbal, com um penalty que foi fotocópia daquele que sofreu o Lindelof lá no ano passado (só que este não foi marcado) e o CRAC na visita ao Tondela. O Pizzi também esteve muito bem, comandando todo o nosso jogo atacante. Os centrais Luisão e Jardel foram dois esteios da nossa defesa, e o Eliseu levou com o Matheus Pereira, que lhe fez a cabeça em água na 1ª parte. Gosto muito do André Almeida, fico muito contente que tenha renovado contrato, mas há partidas que exigem mais de um lateral-direito. Ontem foi uma delas. O Jonas foi muito bem marcado, mas ainda teve tempo de atirar uma bola ao poste.

Não me venham com tretas do golo tardio, porque não só a lagartada também o teve (e de penalty), como nós temos um crédito praticamente vitalício neste capítulo desde aqueles malfadados quatro dias em Maio de 2013. Receberemos o Belenenses na próxima jornada antes da complicadíssima visita a Vila do Conde. É fundamental chegarmos à primeira pausa do campeonato com quatro vitórias, pelo que esperemos que a equipa mantenha o nível exibicional que apresentou até agora.

quinta-feira, agosto 10, 2017

A ganhar

Depois de nove épocas consecutivas(!!!) a não ganhar na 1ª jornada, pelo quarto ano consecutivo conseguimos triunfar, desta feita frente ao Braga por 3-1. As boas impressões deixadas na Supertaça confirmaram-se ontem e voltámos a realizar uma exibição muito positiva, sendo a nossa vitória absolutamente indiscutível.

Com a mesma equipa de Aveiro, excepção feita à entrada do Eliseu para o lugar do lesionado Grimaldo, não entrámos muito bem na partida e nos primeiros minutos foi o Braga a mostrar-se mais atrevido, sem no entanto criar grandes lances de perigo. Quanto a nós, marcámos logo na primeira oportunidade que tivemos: aos 15’, o Seferovic desmarca o Jonas na esquerda, corre para a área, o brasileiro finta um opositor, cruza e o suíço só tem que encostar lá para dentro. Grande combinação atacante entre os dois avançados e um bonito golo. Os 15’ seguintes foram absolutamente loucos e, logo a seguir ao nosso golo, poderíamos ter sofrido o empate, mas o Eliseu cortou a bola mesmo antes de ela chegar ao Rui Fonte. Um passe magistral do Pizzi desmarcou o Seferovic sobre a esquerda e este, já de ângulo muito apertado, desferiu um petardo que o Matheus defendeu para canto. Jogávamos bem e um cabeceamento do Jonas passou a rasar o poste na sequência de um canto, antes de o Salvio fazer uma burrice enorme ao não desmarcar o Cervi na direita, preferindo antes rematar de muito longe à baliza. O mesmo Salvio poderia ter voltado a marcar logo a seguir num remate acrobático a centro do Cervi, mas a bola saiu por cima. O merecido segundo golo, aliás, um golão(!), lá chegou aos 30’, num remate de primeira do Jonas sem deixar a bola cair no chão depois de um alívio de cabeça de um defesa. À semelhança da Supertaça, deveríamos ter ido para intervalo com o jogo resolvido e fomos com a vantagem mínima, porque, depois de uma boa abertura do Esgaio, o Jardel foi batido nas costas pelo Hassan, que picou a bola por cima do Bruno Varela à saída deste aos 44’. Ainda antes do descanso, o Salvio voltou a ter uma óptima chance praticamente na jogada a seguir, mas rematou cruzado ao lado quando só tinha o Matheus pela frente.

A 2ª parte não teve tantas oportunidades, mas o ritmo continuou bem interessante. Um erro de um defesa isolou o Seferovic, mas veio o outro central e cortou a bola mesmo antes de o suíço rematar. O Braga teve um golo bem anulado por fora-de-jogo do Hassan e voltámos a ter dois golos de diferença aos 57’, numa boa jogada do Cervi na esquerda que centrou para a área, o Raul Silva desviou para a baliza, mas o Salvio ainda tocou na bola antes de ela entrar. Ainda faltava mais de meia hora para o final, mas conseguimos controlar muito bem o jogo, com oportunidades do Seferovic (grande remate defendido pelo guarda-redes depois de assistência de calcanhar do Pizzi) e Jonas (remate ao lado com o Matheus já batido) para aumentar ainda mais o marcador, tendo o Braga mais um golo bem anulado ao Ricardo Horta também por fora-de-jogo. Em cima dos 90’, ainda deu para o Rui Vitória promover a estreia do Diogo Gonçalves em partidas oficiais.

Em termos individuais, voltei a gostar bastante do Seferovic, que luta, preocupa-se sempre em dar a bola jogável, remata muito bem e marca golos (o que é que se pode pedir mais a um avançado?!). Um dos melhores em campo foi sem dúvida o André Almeida, não só a defender, como a ajudar no ataque, cruzando muitas vezes de forma exemplar. Ver o Jonas jogar é sempre um regalo para os olhos e o Pizzi faz-lhe excelente companhia. O Cervi, para mim, é indiscutível, porque ainda para mais se farta de ajudar a defender, ao invés, o Salvio não esteve nada bem, apesar do golo (no entanto, é tetracampeão e terá sempre o meu respeito por isso). A defesa não esteve mal, embora o Jardel tenha responsabilidades no golo. O Bruno Varela voltou a estar em plano razoável. O Filipe Augusto entrou novamente para segurar o meio-campo e ajudou a consegui-lo.

Perante um bom adversário era essencial começar a ganhar, até porque os outros dois já o tinha feito (2-0 da lagartada em Aves e 4-0 do CRAC em casa frente ao Estoril). Na próxima jornada, teremos uma deslocação bastante complicada a casa do Chaves, agora treinado pelo Luís Castro. Será um bom teste para se verificar se esta nossa subida de rendimento é consistente.

P.S. – O vídeo-árbitro confirmou (e bem) os golos anulados ao Braga pelo sr. Carlos Xistra, mas infelizmente não foi requerido por este para ver dois penalties a nosso favor (agarrão ao Jardel num canto perto do intervalo e pontapé no braço do André Almeida já na 2ª parte). Mas há por aí uma cambada de acéfalos que acha que nós fomos beneficiados…! Hilariante!

segunda-feira, agosto 07, 2017

Começo auspicioso

Vencemos o V. Guimarães (3-1) no sábado em Aveiro e conquistámos a sétima Supertaça do nosso historial. Nas últimas épocas, a tendência tem sido quase sempre a mesma: a pré-temporada raramente corre bem, mas quando chegam os jogos a sério aumentamos exponencialmente a nossa produção e ganhamos. Que seja sempre assim!

Uma rotura muscular num jogo de futebol com amigos na passada 2ª feira atirou-me para duas canadianas. Vi o caso mal parado nos primeiros dias (não conseguia mesmo andar), mas a partir de meio da semana a coisa foi melhorando (de qualquer maneira, antes eu que o Jonas!). Como me disse o meu amigo Bakero (um dos companheiros de viagem), quando soube disso pensou por segundos que eu já não poderia ir, mas depois lembrou-se que era eu e eu só não iria a um jogo do Benfica se estivesse mesmo a morrer! Confere. Gosto que os meus amigos me conheçam bem…! :-) Isto tudo para dizer que lá fui para Aveiro apoiado numa canadiana e em choque quando soube que o Júlio César não iria jogar. Quem tem a paciência de seguir este blog habitualmente, já sabe que eu não acho que qualquer Dudic ou Escalona sejam automaticamente génios só por vestir o manto sagrado e claro que tive bastante receio do Bruno Varela, a quem ainda não vi qualidades suficientes para ser uma opção válida para a nossa baliza. Aliás, tendo o Ederson dito no relvado do Jamor, há mais de dois meses, que aquele iria ser o último jogo dele pelo Benfica, custa-me muito aceitar que ainda não tenhamos ido buscar um guarda-redes que pudesse competir com o Júlio César pela titularidade. Ainda por cima, com os problemas físicos que o brasileiro tem tido nos últimos tempos… Fizemos mais de 100 M€ em vendas e não há 10 M€ para dar por um guarda-redes que dê garantias…?! Enfim, aguardemos, mas entretanto começam as competições a sério e recordo que o affair Roberto nos custou uma série de pontos logo no início do campeonato que depois nunca conseguimos recuperar. Espero que a história não se repita. Isto tudo para dizer que o Bruno Varela, excepção ao golo do V. Guimarães, até esteve em bom plano. Mas que é urgente que venha mais alguém é incontestável.

Entrámos muito fortes na partida e sufocámos o V. Guimarães durante a maior parte da etapa inicial. Fizemos o 1-0 aos 6’ numa recarga do Jonas depois de um mau alívio do Miguel Silva, guarda-redes contrário, a um cruzamento do Pizzi na direita. Cinco minutos depois, aumentámos a vantagem pelo estreante Seferovic, que foi isolado de maneira magistral pelo mesmo Pizzi e, perante o guarda-redes, rematou cruzado por baixo do corpo dele. Grande jogada e grande golo! A partida não poderia ter começado melhor. O V. Guimarães reduziu à beira do intervalo, mas até lá tivemos quatro(!) oportunidades para matar de vez o jogo: remate cruzado do André Almeida bem defendido pelo guarda-redes e três(!!!) lances em que o Salvio está cara-a-cara com o Miguel Silva e permite sempre a defesa deste. Incrível! Claro que se estava mesmo a ver o que iria acontecer: aos 43’, o Varela fica aos papéis num cruzamento para a área, não afasta bem a bola e o Raphinha marca de cabeça. Íamos para intervalo com o jogo em aberto, quando deveria já estar mais que decidido a nosso favor!

A 2ª parte foi completamente diferente. Não conseguimos manter o mesmo ritmo e, apesar de o Seferovic ter chegado atrasado a um cruzamento do Jonas e ter rematado muito torto quando até estava em boa posição, a melhor oportunidade foi sem dúvida do V. Guimarães: aos 59’, o Hurtado ainda agora deve estar para perceber como é que, só tendo que encostar depois de um centro da direita, conseguiu rematar contra o seu próprio pé! Como disse logo na altura o Bakero, “volta Bryan Ruiz, que estás perdoado!” Aos 65’, o Rui Vitória tirou o Salvio e colocou o Filipe Augusto. Em teoria estava certo, porque estávamos claramente a perder o meio-campo, mas dado que era o Filipe Augusto a entrar levei as mãos à cabeça… No entanto, adoro quando a realidade me desmente de forma positiva e o brasileiro, dado que não esteve horrível como durante a pré-temporada toda, acabou por ter um rendimento aceitável. As coisas reequilibraram-se no meio-campo, o Grimaldo voltou aos problemas físicos (mais do mesmo…), o que vale é que continuamos a ter o grande Eliseu e o Pizzi permitiu a defesa do Miguel Silva, quando só tinha pela frente, com o Seferovic a falhar a recarga. Aos 81’, entrou o Jiménez para o lugar do esgotado Jonas e acabou com o jogo dois minutos depois: falha de um adversário e assistência magistral do Pizzi para o mexicano marcar um belo golo em arco. Foi o delírio! O Sr. Artur Soares Dias resolveu dar uns inacreditáveis seis minutos de compensação, mas o resultado não se alterou.

Em termos individuais, o Pizzi foi considerado o melhor em campo, porque esteve directamente envolvido nos três golos. Estava a gostar bastante do Salvio, mas não se podem falhar três oportunidades daquelas! O Jardel subiu imenso de produção da 1ª para a 2ª parte e espero que não tenha os problemas físicos do ano passado. O Cervi destacou-se sobretudo na ajuda à defesa, até porque o Grimaldo está longe da condição ideal. Outro destaque indiscutível é o Seferovic: possante, rápido para a envergadura física que tem, preocupa-se sempre em dar a bola jogável, inclusivamente quando disputa lances de cabeça. Marcou um grande golo e, com a entrada do Jiménez, ocupou a posição do Jonas, coisa que eu não sabia que ele podia fazer. Assim sendo, é bom que não deixemos sair nenhum dos outros dois avançados (até porque agora é o Mitroglou a estar lesionado). Palavra final para o Grande Luisão que, com o seu 20º título, passou a ser o jogador mais galardoado da história do Benfica! Parabéns, grande capitão!

Com este triunfo, atingimos os 82 títulos oficiais, tendo agora o CRAC a oito de distância (74) e a lagartada a 35 (47)! Iniciaremos a tentativa da conquista do penta em casa frente ao Braga já depois de amanhã. Espera-se que as boas indicações que demos em Aveiro sejam mantidas. VIVA O BENFICA!

segunda-feira, julho 31, 2017

Emirates Cup

Depois da vergonha que passámos há três anos, pensei que nunca mais fôssemos chamados para este troféu. Fomo-lo agora e mantivemos o nível: outra vez duas derrotas, desta feita por 2-5 frente ao Arsenal no sábado e 0-2 perante o Leipzig ontem. Se quisermos olhar para as coisas pelo lado positivo, podemos sempre dizer que há três anos foi o início do bicampeonato (que já não conquistávamos há 31 anos) e tivemos melhor goal average agora (2-7 contra 2-8...). Fora de brincadeira, esta pré-época não foi nada famosa (duas vitórias e quatro derrotas) e há-de chegar uma altura em que pré-temporadas péssimas não resultem sempre em campeonatos conquistados. Esperemos que ainda não seja este ano...

Dos 180’ que fizemos, só se salvou a 1ª parte contra o Arsenal. Com a equipa titular (só faltou o Fejsa), até marcámos primeiro pelo Cervi, mas depois facilitámos por duas vezes na defesa e o Walcott bisou, antes de o Salvio repor a igualdade perto do intervalo. Tivemos boas combinações atacantes, mas fomos muito permeáveis lá atrás, o que, tendo em conta que o nosso trinco era o Filipe Augusto, não é propriamente de espantar... Sempre que o Arsenal acelerava um pouco, víamo-nos à rasca e isso foi notório na 2ª parte. O jogo de ontem frente ao Leipzig foi muito fraco até entrar o Jonas aos 60’. Bem acompanhado posteriormente pelo Walcott, Diogo Gonçalves e Pizzi, demos um ar da nossa graça, mas já estávamos a perder por 0-2.

Finda a pré-temporada, seis jogos já dão para tirar algumas conclusões:

1) Precisamos MESMO de um lateral-direito. Pode ser que o Buta se faça, mas não podemos estar dependentes disso no imediato. O André Almeida, espero que faça a carreira completa no Benfica, mas nunca poderá ser titular indiscutível. Quanto ao Pedro Pereira, faz-me ter saudades do Luís Filipe... (E estou a falar a sério.)

2) Alguém enganou o Filipe Augusto: ele, a ocupação do espaço e a bola são três problemáticas incompatíveis. Pode voltar para o sítio de onde veio. (O que faz com que o Samaris seja tão imprescindível no plantel quanto o Fejsa. Nem pensar em vendê-lo!)

3) O Walcott deu boas indicações, assim como o Diogo Gonçalves. Juntando ao Salvio, Cervi e Zivkovic, parece-me que temos extremos mais do que suficientes. É indiscutivelmente seguro corrigir o erro do passado de acharmos que jogadores vindos da lagartada podem resultar no Benfica. O Simão é a única excepção e, mesmo assim, não veio directamente. Buen viaje, Carrillo! (Não, não me esqueci do Rafa na lista dos extremos, apenas aguardo que ele mostre qualquer coisa mais do que ser um excelente reforço para a secção de atletismo. No ano passado, era porque não tinha feito a pré-época connosco. Este ano, vamos lá a ver qual é a desculpa...)

4) Guarda-redes. Eu ficaria mais descansado se viesse mais alguém. Tenho dúvidas que o Júlio César dure a época toda e o Bruno Varela não me inspira grande confiança. Sem ofensa, uma coisa é defender as redes do V. Setúbal, outra é o Benfica.

5) Centrais. Tenho dúvidas que o Luisão e o Jardel durem a época toda. O Lisandro é muito bom rapaz, já cá está há alguns anos, mas preferia-o como quatro central. Alguém que pudesse discutir a titularidade com os outros dois era bastante desejável.

6) Meio-campo. Mixed feelings sobre o Chrien. Muito bem com o Hull City, muito sofrível ontem. É novo, pode sempre rodar, mas sinceramente não sei se é de ficar no plantel. Quanto ao André Horta, continuo sem perceber muito bem porque é que está tão abaixo na hierarquia. A diferença de qualidade em relação ao Filipe Augusto é gritante. (OK, não é grande elogio, eu sei, mas é só comparar o tempo de jogo dos dois...)

7) Avançados. Jonas é de outra galáxia. Mitroglou, Jiménez e Seferovic são três para um lugar. Julgo que um dos dois primeiros irá sair, mas se assim for tenho pena. São ambos bicampeões e foram fundamentais para os dois títulos, enquanto o suíço, embora me pareça bom, ainda tem que provar que manterá um nível elevado durante a maior parte da época.

Para a semana, temos o primeiro troféu oficial e de hoje a um mês fecha o mercado. O nosso começo de época é bastante complicado e vamos lá a ver qual é a resposta que a equipa vai dar. Só não estou (muito) preocupado, porque a tendência dos últimos anos foi esta e enquanto a lagartada festeja em Julho, nós temo-lo feito em Maio. A bem das relações de boa vizinhança, por mim poderia ser sempre assim.

domingo, julho 23, 2017

Derrota enganadora

Perdemos ontem com o Hull City (0-1) em novo jogo no estádio do Algarve. Perante uma equipa que desceu esta época à II Divisão inglesa, fomos claramente superiores, especialmente na 2ª parte, e o resultado não reflecte o que se viu em campo.

Com o segundo jogo em três dias, o Rui Vitória alterou bastante a equipa e não se pode dizer que na etapa inicial os maioritariamente suplentes tenham aproveitado a oportunidade. Jogo muito lento da nossa parte, com escassas oportunidades. A 2ª foi bem melhor, apesar de termos sofrido o golo logo aos 59’ num disparate do Lisandro que tentou sair a jogar da nossa área e acabou por perder a bola. Quando entrou a artilharia pesada, as coisas melhoraram muito e, num bom lance do Seferovic, o Hull City acabou por ficar a jogar com 10, porque o suíço se preparava para ficar isolado, quando foi derrubado. No entanto, a falta de pontaria e o guarda-redes adversário impediram-nos de conseguir um resultado volumoso (sim, tivemos oportunidades para ganhar pelo menos dois jogos).

Para além do Jonas, Seferovic e Zivkovic, que mexeram bastante com a equipa, também gostei das entradas do Willock e do Chrien. Este esteve muito bem na posição oito, o que deverá tirar espaço ao André Horta que na 1ª parte poderia ter feito melhor, e o inglês parece que tem um turbo em comparação com o Carrillo (quase todos os jogadores parecem um Ferrari ao pé dele, mas enfim…). O Buta na lateral-direita pode ser que se faça jogador, mas acho muito arriscado apostar já nele a 100%. Na esquerda, o Eliseu dá garantias de uma época ao nível das anteriores, quando o Grimaldo estiver no estaleiro. Quanto aos menos, o Filipe Augusto continua sem me convencer nada, o Lisandro até nem estava a jogar mal quando teve uma das suas paragens cerebrais, e os miúdos João Carvalho e Diogo Gonçalves passaram ao lado do jogo, mas nota-se que têm toque de bola.

Já estamos em Inglaterra para o último estágio antes do início oficial da época e no próximo fim-de-semana participaremos na Emirates Cup. De preferência com melhores resultados do que da última vez que lá estivemos, sff…

sexta-feira, julho 21, 2017

Algarve Cup

Vencemos o Bétis de Sevilha por 2-1 no Estádio do Algarve e conquistámos este troféu de pré-temporada. Foi um jogo melhor do que os anteriores, embora ainda haja muito para corrigir.

Depois da goleada frente ao Young Boys, um novo desaire poderia quebrar um pouco da confiança que se quer para a equipa, razão pela qual o Rui Vitória não facilitou muito nem na equipa inicial, nem nas substituições. Inaugurámos o marcador aos 15’ num golão do Seferovic (um chapéu) depois de uma boa abertura do Jonas. Facilitámos na defesa aos 32’ e os andaluzes empataram pelo Sergio León. Na 2ª parte, marcámos o golo da vitória aos 50’, novamente pelo Seferovic bem isolado pelo Rafa.

Com três jogos já dá para tirar algumas conclusões. Por exemplo, o Pedro Pereira é para esquecer. Pode ser muito bom rapaz e tal, mas os tempos do Dudic e Okunowo (felizmente) já lá vão. Como alguém comentava, até o Luís Filipe era melhor. Mesmo o Buta, que o substituiu ao intervalo, pareceu um génio ao pé dele, mas não podemos pensar que temos Nélson Semedos aos magotes vindos da equipa B prontos para entrar na equipa. Precisamos de um lateral-direito e rápido. No meio-campo, o Filipe Augusto é outro que não dá. Pelo menos como nº 8. Lento, complicativo, pouco criativo não acrescenta nada à equipa. (A propósito, o que se passará com o André Horta...?) O Jardel terá que adquirir rapidamente a forma. Eu sei que esteve praticamente um ano parado, mas como vai ser titular indiscutível era bom que melhorasse rapidamente. O Seferovic é bom. Marcou dois excelentes golos, mas estou com receio que o Mitroglou ou o Jiménez saiam, porque três potenciais titulares para um lugar parece-me demais. O Rafa está melhor em termos defensivos e fez um bom remate cruzado, embora tenha saído ao lado (já é um princípio...). O Hermes não é nenhum génio, mas como o Grimaldo passa a vida magoado e o Eliseu já não vai para novo (e também esteve lesionado no ano passado durante um par de meses) se calhar é de o manter no plantel, até porque o bombeiro de serviço (André Almeida) não deverá poder ser desviado para a esquerda, porque vai ser preciso na direita. O Júlio César também tem que ter concorrência (e boa) na baliza.

Amanhã defrontaremos o Hull City e estamos a duas semanas da Supertaça. Era muito conveniente que recebêssemos os reforços necessários a tempo de a jogarem. Um troféu oficial é sempre para ganhar.

domingo, julho 16, 2017

Muito mau

No segundo jogo da pré-temporada, fomos ontem copiosamente derrotados (1-5) pelo Young Boys da Suíça. Mesmo tendo em conta que três dos golos foram apontados nos últimos 15’, já depois das muitas substituições, e que estamos no início da época, é um resultado que não pode deixar de nos preocupar. Sem histerismos, nem a pensar que este ano nem à Liga Europa vamos (de certeza que há malta que já acha isso), mas também não vale a pena tapar o sol com a peneira: sim, precisamos de reforços nalgumas posições-chave.

A partida até nem começou mal, connosco a chegar à vantagem aos 22’ num livre do Jonas que desviou na barreira e enganou o guarda-redes. Mas não a gozámos muito, porque os suíços empataram logo três minutos depois num mau alívio do Lisandro que acabou por se tornar uma assistência. Até ao intervalo, ainda sofremos uma bola no poste. Mas o pior estava guardado para a 2ª parte, com o Jonas a marcar muito mal um penalty e o Cervi a falhar só com o guarda-redes pela frente, e depois com cada bola que ia à nossa baliza a entrar, ajudada igualmente por muita inépcia futebolística principalmente da nossa defesa.

Tomando em conjunto estas duas primeiras partidas, há alguns jogadores que poderão sempre dizer aos netos que jogaram com a camisola do Benfica. Mas, para nosso bem, esperemos que seja só em jogos particulares. Outras há que são bons para estar no plantel (nenhuma equipa do mundo pode ter 24 Messis), mas nunca como titulares. Falando em titulares, há três indiscutíveis que saíram e até agora não entrou ninguém para o lugar deles. O que quer dizer que quem os está a substituir é quem já cá estava. Que era suplente deles no ano passado. Logo, não é preciso fazer um desenho para perceber se (até agora) perdemos ou não qualidade na equipa, pois não...?

sexta-feira, julho 14, 2017

Início

Vencemos o Neuchâtel Xamax por 2-0 no primeiro jogo da pré-temporada para a Taça Uhren. Os golos foram apontados ainda na 1ª parte, pelo Jonas de penalty aos 5’ e pelo Seferovic (estreia a marcar é sempre de saudar) aos 19’. A justiça da nossa vitória nunca esteve em causa, até porque o adversário, da 2ª Divisão suíça, se revelou bastante inferior a nós.

Com as vendas do Ederson, Lindelof e Nélson Semedo, e as ausências de 11 jogadores (entre lesionados e férias prolongadas por causa das selecções), a equipa que se apresentou estava longe de ser a que vai jogar mais vezes, pelo que o interesse destes jogos é ver quem dos novos jogadores é que se pode constituir como alternativa a curto prazo. E nesse capítulo, gostei bastante do Diogo Gonçalves (a abertura para o Jonas no lance em que este é derrubado na área é brilhante). O eslovaco Chrien, apesar de um erro enorme num atraso, pareceu-me bom jogador, o toque de bola não engana e chega facilmente à área contrária. Pode ser que se torne uma alternativa válida ao Pizzi. O Seferovic, apesar do golo, nota-se que ainda não está muito à vontade nas movimentações da equipa (o contrário é que seria de espantar). No entanto, espero que a sua vinda não implique a saída do Jiménez nem do Mitroglou. Quanto aos restantes, não houve nenhuns que se tenha destacado por aí além.

O próximo teste, frente ao Young Boys que irá disputar os play-off da Champions, deverá ser mais complicado.

domingo, julho 02, 2017

Portugal - 2 - México - 1 (a.p.)

Vencemos os mexicanos e conseguimos o 3º lugar na Taça das Confederações. Mesmo sem o Cristiano Ronaldo (que teve dispensa para conhecer os seus filhos gémeos) e com bastantes alterações no onze, ficámos com o último lugar no pódio, o que não deixa de ser meritório.

Na 1ª parte, fomos bastante superiores ao adversário e demo-nos ao luxo de falhar um penalty pelo André Silva e um golo de baliza aberta pelo Nani (cabeceou por cima).A 2ª parte começou praticamente com o golo deles (54’), num lance infeliz do Neto, que colocou a bola dentro da baliza, mas nós vingámo-nos do jogo da fase de grupos ao igualar aos 91’, num excelente pontapé de karaté do Pepe, depois de um centro do Quaresma. No prolongamento, novo penalty indiscutível a nosso favor (mão do Layún) e, ao fim de quatro falhanços, lá conseguimos finalmente marcar através do Adrien (104’). Até final, destaque negativo para os duplo amarelos a dois jogadores do Glorioso (Nélson Semedo e Raúl Jiménez) e para uma boa defesa do Rui Patrício já mesmo no final, a remate do Herrera.

Em termos individuais e falando do conjunto dos jogos, o Bernardo Silva e o Gelson Martins deixaram de ser promessas para se tornarem claramente opções para a titularidade, e o Pizzi merecia mais minutos (foi dos melhores neste último jogo). No meio-campo e à semelhança do Europeu, continuo a achar que o Danilo é bastante melhor do que o William Carvalho. O Nani estará no fim da linha (mesmo o Quaresma esteve melhor do que ele), mas não faltam opções ofensivas de modo inversamente proporcional ao que se passa no centro da defesa, em que todos já passaram dos 30 anos.

Esta participação inédita tem um travo agridoce, porque tínhamos claramente equipa para ir à final, mas ao mesmo tempo não é todos os dias que ficamos no pódio numa competição organizada pela FIFA.

quinta-feira, junho 29, 2017

Portugal - 0 - Chile - 0 (0-3 pen.)

Fomos derrotados nos penalties pela selecção chilena e perdemos uma oportunidade (quiçá única) de ir à final da Taça das Confederações. Tal como se previa, foi uma partida bastante equilibrada, em que a selecção da América do Sul conseguiu ter mais bola, mas nós fizemos mais remates à baliza.

Com a recuperação física do Bernardo Silva, apresentámos a equipa que era expectável (com o José Fonte a substituir o castigado Pepe) e até entrámos bem na partida. No entanto, íamos sofrendo um golo logo nos primeiros minutos, mas o Rui Patrício fez bem a mancha. Pouco depois, era a nossa vez de falharmos uma excelente ocasião, com o André Silva a permitir a defesa do Cláudio Bravo. Até ao intervalo, houve muita luta, mas quase nenhumas chances claras de golo.

Na 2ª parte, as equipas pareceram sempre mais interessadas em não sofrer do que em marcar e até as nossas substituições correram particularmente mal, já que o Nani e o Quaresma não trouxeram nada de novo. Sem grande surpresa, fomos para prolongamento. Depois de um penalty contra nós ter sido perdoado pelo árbitro, que nem sequer solicitou a ajuda do vídeo-árbitro, no último minuto do prolongamento fomos bafejados pela sorte: bola no poste e na barra na mesma jogada!

Quando aos penalties, começaram eles, o que é logo uma desvantagem. De qualquer modo, cometemos a proeza de falhar todos os três penalties de que dispusemos! Assim, não há equipa que resista.

A equipa esteve uns furos abaixo do que se esperava, mas em termos individuais o Cédric e o William Carvalho (alvíssaras, alvíssaras!) foram dos melhores. Também gostei do Bernardo Silva enquanto teve pernas. Os centrais (José Fonte e Bruno Alves) foram irrepreensíveis.

Iremos agora jogar para os 3º e 4º lugares no próximo domingo. Haverá certamente alguma rotação na equipa, mas já agora conseguíamos o pódio, não?

domingo, junho 25, 2017

Nova Zelândia - 0 - Portugal - 4

A goleada frente aos neo-zelandeses permitiu-nos ficar no 1º lugar do grupo, tendo o México derrotado a Rússia (2-1) e ficado em segundo. Perante a equipa mais fraca do grupo, o Fernando Santos resolveu não facilitar e colocou a melhor equipa em campo. Mas como não há bela sem senão, o Pepe levou um amarelo idiota e ficará de fora das meias-finais.

À semelhança do jogo frente ao México, não entrámos nada bem, mas fomo-nos recompondo ao longo da 1ª parte. Criámos perigo num cabeceamento do Cristiano Ronaldo que o guarda-redes defendeu para o poste e inaugurámos o marcador aos 33’ pelo mesmo C. Ronaldo, num penalty indiscutível sobre o Danilo na sequência de um canto. Quatro minutos depois, a partida ficou praticamente decidida, com o 2-0 numa boa abertura do Quaresma para o Eliseu, que centrou atrasado para o Bernardo Silva marcar e lesionar-se ao cair mal (saiu ao intervalo rendido pelo Pizzi).

Na 2ª parte, voltámos a entrar lentos, mas aí com a desculpa de estarmos a ganhar, e a Nova Zelândia teve uma boa oportunidade salva pela perna do Bruno Alves. Entretanto, entrou o Nani para que o C. Ronaldo pudesse descansar e selámos definitivamente o 1º lugar (o México estava a ganhar por 2-1 e, portanto, um golo deles ou da Nova Zelândia atirar-nos-ia para o 2º lugar) com o 3-0 pelo André Silva, numa boa iniciativa individual aos 80’. No início da compensação, ainda houve tempo para o Nani fazer o 4-0 num remate rasteiro de pé esquerdo.

Iremos agora defrontar o Chile nas meias-finais na próxima 4ª feira e veremos se a estupidez do Pepe não nos será prejudicial. Quando ao resto da equipa, parece-me que o Bernardo já é indiscutível e o Danilo bastante melhor do que o William Carvalho (como no Euro 2016, já agora). Teremos de ter bastante atenção, porque os chilenos serão o adversário mais difícil até agora.

quinta-feira, junho 22, 2017

Rússia - 0 - Portugal - 1

Vencemos ontem a selecção anfitriã da Taça das Confederações e estamos a um empate de nos qualificarmos para as meias-finais. Como o próximo adversário é a já eliminada Nova Zelândia, era só o que mais faltava não passarmos à fase seguinte.

Com jogos de três em três dias, o Fernando Santos mexeu na equipa e a entrada do Bernardo Silva foi fundamental para a melhoria exibicional da selecção. Especialmente na 1ª parte, dominámos completamente os russos que sentiram imenso o nosso golo logo aos 8’, num belo centro do Raphael Guerreiro a que o Cristiano Ronaldo correspondeu com uma óptima cabeçada. Tivemos mais algumas oportunidades, mas o Akinfeev lá foi resolvendo. Na 2ª parte, as coisas alteraram-se, os russos foram muito mais pressionantes, mas acabámos por ser nós a ter as melhores oportunidades em contra-ataque, com o André Silva e Cédric a proporcionaram ao guardião russo óptimas defesas, e o C. Ronaldo a falhar incrivelmente de cabeça um golo feito. Num canto no último minuto, só não aconteceu o empate, porque o cabeceamento de um jogador russo saiu ligeiramente por cima.

No outro grupo, o Chile tem os mesmos pontos, mas vantagem na diferença de golos perante a Alemanha e veremos o que nos reservam os últimos jogos dos grupos para saber o emparelhamento das meias-finais.

segunda-feira, junho 19, 2017

Portugal - 2 - México - 2

Empatámos ontem na estreia na Taça das Confederações que decorre na Rússia. Perante um adversário que se mostrou durante algum tempo muito mais aguerrido do que nós, tivemos a inteligência de nos colocar por duas vezes em vantagem, mas deixá-la fugir já nos descontos.

O Fernando Santos inovou ao colocar o Nani e Quaresma de início, relegando o André Silva para o banco. E se o jogador do Besiktas foi dos melhores, marcando o nosso primeiro golo aos 34’, depois de uma abertura fabulosa do Cristiano Ronaldo na sequência de um deslize de um defesa mexicano, já o do Valência passou ao lado do jogo. Em cima do intervalo, aos 43’, o México empatou pelo Javier Hernandéz num falhanço incrível do Raphael Guerreiro que terá feito dos piores jogos de sempre com a camisola da selecção.

Na 2ª parte, estivemos melhor do que os mexicanos, mas só conseguimos marcar aos 86’ pelo Cédric, numa jogada de insistência dele em que aproveitou uma assistência do Herrera. No entanto, num canto já depois dos 90’, o José Fonte (outro que esteve muito mal) preocupou-se mais em não deixar o Héctor Moreno jogar a bola, mas este conseguiu na mesma cabecear e fazer a igualdade.

Com a vitória da Rússia perante a Nova Zelândia, não podemos mesmo perder frente à equipa da casa na próxima jornada. Há que aproveitar bem a oportunidade de disputar este troféu, porque será provavelmente uma ocasião única (convenhamos que ganhar outra vez um Europeu ou um Mundial não será muito provável).

segunda-feira, junho 12, 2017

Letónia - 0 - Portugal - 3

Vencemos em Riga na 6ª feira e, com a vitória da Suíça nas Ilhas Faroé (2-0), continuamos três pontos atrás dos helvéticos na qualificação para o Mundial da Rússia. Na 1ª parte, tivemos algumas dificuldades em conseguir espaços para criar perigo e só dois remates fora da área do Cristiano Ronaldo proporcionaram boas intervenções do guarda-redes. No entanto, aos 41’, lá conseguimos marcar num cabeceamento do José Fonte ao poste e recarga vitoriosa também de cabeça do C. Ronaldo.

Tendo feito o mais difícil neste tipo de jogos, que é sempre marcar o primeiro golo, a exibição melhorou substancialmente na 2ª parte e fizemos mais dois: aos 63’, centro do entretanto entrado Quaresma que ressaltou num defesa e foi parar à cabeça do C. Ronaldo, e quatro minutos depois tudo ficou selado com um óptimo roubo de bola do André Silva à saída da área dos letões, o William Carvalho dá de primeira para o C. Ronaldo, que assiste o mesmo André Silva para este rematar cruzado à saída do guarda-redes. Até final, controlámos perfeitamente o jogo, sem deixar o adversário criar perigo.

A grande surpresa desta ronda foi a vitória de Andorra sobre a Hungria (1-0) e a ida a Budapeste será o teste mais difícil antes da recepção à Suíça na última jornada. Teremos de ganhar todos os quatro jogos até final para ficarmos em primeiro lugar no grupo. Como o primeiro factor de desempate é a diferença de golos (e neste campo levamos dez de vantagem), nem sequer temos de superar o 0-2 de Basileia. Basta-nos ganhar o jogo.

segunda-feira, maio 29, 2017

Dobradinha épica

Derrotámos o V. Guimarães por 2-1 no Jamor e conquistámos a 26ª Taça de Portugal do nosso palmarés, e a nossa 11ª dobradinha. Foi o final perfeito de uma época que já era histórica graças ao tetra e assim ainda ficou mais valorizada com o triplete (só foi pena aquele jogo com o Moreirense para a Taça da Liga…).

Esta final foi verdadeiramente épica: desde 1980 que só perdi ao vivo a final da Taça que ganhámos (3-1) ao CRAC em 1984/85 e, mesmo nas que não participámos, não tenho memória de haver um dilúvio destes em pleno mês de Maio (ou Junho) no Jamor. Choveu quase ininterruptamente ao longo dos 90’ o que, para quem tem (e teve) sempre lugar coberto no Estádio da Luz, tornou esta experiência absolutamente inesquecível. Só me fez lembrar outra chuvada épica (mas que vi pela televisão) também em Maio de 1994… Claro que, se as coisas não tivessem corrido bem ontem, seria uma desilusão ainda maior, mas assim a gigantesca molha valeu a pena!

O Rui Vitória resolveu (e muito bem) não facilitar e, para ganhar títulos, têm que jogar os que estão em melhor forma: neste sentido, foi com alegria que vi que íamos jogar com o Ederson (naquele que terá sido o seu último jogo pelo Benfica) na baliza. De resto, a equipa já esperada, com o Jiménez a continuar na frente e o enorme Cervi na esquerda. A 1ª parte não foi nada fácil, com o V. Guimarães embalado (há que admiti-lo sem complexos nenhuns) por uns adeptos fantásticos a fazer-nos a vida negra e até as criar as melhores (embora muito poucas) oportunidades: uma boa defesa do Ederson a um remate do Hernâni e uma cabeçada muito perto do poste num canto, enquanto nós só num cabeceamento do Luisão num livre é que criámos perigo. Para piorar as coisas, ficámos sem o Fejsa aos 24’ num lance em que o Marega teve uma entrada muito dura que fez com que o sérvio tivesse que levar a distância que a lagartada ficou de nós no campeonato no joelho!

A 2ª parte para foi muito melhor em termos de futebol. Entrámos fortíssimos e inaugurámos o marcador logo aos 48’ na sequência de um remate de fora da área do Jonas, que o Miguel Silva defendeu para a frente, e o Jiménez muito rápido picou a bola sobre o guarda-redes. Foi o delírio nas bancadas do Jamor! Não desacelerámos e aos 53’ fizemos o 2-0: cruzamento da direita do Nélson Semedo e cabeçada extraordinária do Salvio a fazer lembrar os Águas que também marcaram naquele palco. Um golão! O jogo teve inevitavelmente que abrir e nós aproveitámos a subida do V. Guimarães para criar muito perigo em contra-ataque. Numa boa jogada pouco depois da hora de jogo, o Grimaldo cruzou na esquerda e o Jonas cabeceou à barra, o Samaris teve um bom remate de fora da área defendido pelo guarda-redes, mas aos 78’ foi o v. Guimarães a reduzir para 2-1 num cabeceamento completamente à vontade do Zungu num canto. A nossa defesa foi (excepcionalmente) a dormir neste lance, porque o jogador do V. Guimarães cabeceou praticamente na pequena-área! Fiquei muito apreensivo para os últimos minutos, mas foram nossas as melhores oportunidades até ao final: remate do Salvio desviado por um defesa, uma bola picada pelo Pizzi só com o guarda-redes pela frente saiu ligeiramente por cima e um falhanço inacreditável do Jiménez, quando só tinha que encostar e resolveu rematar com força, também só com o Miguel Silva pela frente. Quando o Sr. Hugo Miguel apitou pela última vez, foi o êxtase no relvado e nas bancadas! Os jogadores celebraram como se tivesse sido o primeiro título conquistado na vida, o que dá bem conta da união e do compromisso de vitória que tem esta equipa. Uma palavra final para o V. Guimarães e seus adeptos que, no final, também deram espectáculo nas bancadas, com uma união entre ambos que só os honra e que muito clube gostaria de ter, mas só poucos o conseguem.

Em termos individuais, o Salvio foi o melhor em campo: um golão e uma 2ª parte em alto nível, incluindo em termos defensivos (fez um corte magnífico já perto do final, que impediu um contra-ataque adversário que poderia ter sido bastante perigoso). O Pizzi também subiu imenso na 2ª parte e só foi pena que não tivesse conseguido marcar aquele o golo perto do fim. No conjunto, toda a equipa melhorou imenso após o intervalo, o que é demonstrativo da nossa capacidade actual não só de gerir os jogos, mas também de não nos enervarmos caso as coisas não estejam a correr de feição (tal como durante toda a 1ª parte).

Esta dobradinha soube-me extraordinariamente bem! É sempre bom terminar a época a ganhar e, se se faz história, ainda melhor. Aliás, esta época inolvidável será objecto de um post nos próximos dias.

VIVA O BENFICA!

segunda-feira, maio 22, 2017

Despedida

Empatámos no sábado no Bessa (2-2) na última jornada do campeonato e, com a magnífica vitória de ontem do Moreirense (grande Petit!) sobre o CRAC (3-1), acabámos por lhes ganhar um ponto, tendo terminado o campeonato com seis de vantagem sobre eles e 12 sobre a lagartada. Ainda por cima, estes resultados deram-nos o melhor ataque e a melhor defesa da prova, com mais um golo marcado e menos um sofrido do que o CRAC. Fantástico!

O Rui Vitória tinha dito que um dos objectivos para esta partida era fazer de todo o plantel campeão e entrámos em campo com o Pedro Pereira, Kalaica e Hermes, que ainda não tinham jogado um único minuto. Aliás, nenhum jogador dos onze que alinharam é titular neste momento, pelo que era expectável que as coisas não corressem como habitualmente. Aos 16’ sofremos o primeiro golo, quando ficámos com a defesa a dormir e o Renato Santos só teve que encostar depois de um centro na direita. Tínhamos dificuldades em ligar o jogo atacante e estávamos coxos no lado esquerdo do ataque, porque o Hermes é um lateral e estava a jogar a extremo. Só o Zivkovic e a espaços o André Horta é que mostravam algum inconformismo.

Na 2ª parte, o Rui Vitória lançou o Rafa saindo o Hermes, mas foi do mesmo Rafa um erro clamoroso no domínio da bola que permitiu a jogada que deu o 2-0 ao Boavista aos 52’: remate cruzado do Schembri com o Júlio César a poder ter feito mais, já que a bola não foi assim com tanta força. Entretanto, entrou o Jiménez para o lugar do lento e previsível Filipe Augusto, e a equipa deu mostras de começar a reagir. Verdade seja dita que já desde o reinício que tínhamos entrado melhor e materializámos essa subida de produção aos 71’: boa jogada do Rafa desde o nosso meio-campo, que soltou no timing exacto para o Mitroglou, que se tinha libertado do defesa de forma muito inteligente, rematar cruzado para o fundo da baliza. Aos 78’, deu-se a merecida entrada do Paulo Lopes, o único elemento que faltava ser campeão. Já agora, seria uma boa despedida do campeonato e uma prenda para os adeptos do Norte não perdermos o jogo, pensámos nós e terão pensado os jogadores, que pressionaram ainda mais o adversário. Um remate de trivela do Rafa passou muito perto do poste e finalmente conseguimos o empate em cima dos 90’ num canto do Zivkovic e excelente entrada de cabeça do estreante Kalaica a fazer a bola bater no poste e bater no relvado já para além da linha. Um golo que pôs em delírio as bancadas do Bessa, que puderam assim festejar com outro espírito este fantástico tetracampeonato.

Em termos individuais, gostei do Zivkovic, que tinha claramente mais ritmo que os colegas. Espero que na próxima época o André Horta seja mais regular e tenha mais sorte com as lesões, porque é sem dúvida bom jogador. O Mitroglou mostrou-se quando foi preciso meter a bola lá dentro. Quanto aos estreantes, são todos para rever noutro contexto: o Hermes pareceu-me claramente fora de posição, o Pedro Pereira algo nervoso, o que não é de estranhar porque ainda só tem 19 anos e o Kalaica, com 18, foi o mais promissor deles e não só pelo golo.

Para a semana, teremos o último jogo da época com a final da Taça de Portugal e uma oportunidade de conseguir a sempre desejada dobradinha. Eu já tenho a minha conta de finais perdidas de forma inglória, portanto espero bastante concentração da equipa, porque o V. Guimarães não vai ser um adversário nada fácil. E se um tetracampeonato é muito bom, com uma dobradinha será indiscutivelmente muito melhor!

segunda-feira, maio 15, 2017

TETRACAMPEÕES NACIONAIS

Goleámos o V. Guimarães no sábado por 5-0 e conseguimos um feito inédito em 113 anos da gloriosa história do nosso clube: ser tetracampeões nacionais! Têm sido dias tão intensos, que só agora é que tive disponibilidade para escrever o post sobre o jogo do título, com o tempo e a calma que um quarto troféu de campeão consecutivo merece.

Sabendo que estávamos a uma vitória do sonho, tivemo-la na melhor exibição da época. De longe! Em relação à partida de Vila do Conde, o Rui Vitória manteve o Jiménez no onze e fez entrar o Salvio para o lugar do Rafa. Entrámos em campo a todo o gás, dando mostras de querermos resolver as coisas cedo. Ou seja, alguma ansiedade que houvesse ficou bem disfarçada, até porque inaugurámos o marcador logo aos 11’ através do Cervi na recarga a um remate rasteiro do Jonas defendido pelo Douglas. No ano passado, foi o Gaitán a começar a desbloquear o jogo do título, esta época foi o seu substituto. Até então, já tínhamos circundado a baliza vimaranense com perigo, principalmente através do Jiménez. Aos 16’, a vantagem aumentou quando o Ederson(!) assistiu o mesmo Jiménez para o 2-0, num pontapé de baliza que encontrou o mexicano, que não dominou a bola na perfeição, mas conseguiu passá-la por cima do Douglas e cabecear para a baliza, tendo ainda um defesa tocado nela antes de entrar. As coisas estava a correr bem e poderiam ter ficado melhor logo depois, com um remate de pé esquerdo do Nélson Semedo que passou perto do poste e principalmente dois falhanços incríveis do Jonas só com o guarda-redes pela frente. No entanto, aos 37’ fizemos finalmente o 3-0 numa excelente combinação do Jonas com o Pizzi, com o brasileiro a fazer a assistência para o nº 21 ensiná-lo como se marca isolado frente ao Douglas…! Se com 3-0 as coisas estavam muito bem encaminhadas (eu, como sou um pessimista por natureza, lembrei-me logo do jogo frente ao Besiktas para não começar a festejar prematuramente…), com o 4-0 aos 44’ até eu achei que o título estava garantido: foi o melhor golo da tarde, um chapéu magnífico do Jonas, que começou assim a sua redenção dos falhanços incríveis.

Na 2ª parte, continuámos com a mesma tendência embora em menor velocidade, obviamente, e tivemos oportunidades pelo Luisão (de cabeça) e duas vezes pelo Pizzi, na primeira um remate ao lado e noutra com um defesa a tirar mesmo sobre a linha de golo um remate em chapéu tão bom quanto o do Jonas. Aos 67’, fizemos o 5-0 através de um penalty indiscutível por empurrão do Marega ao Cervi, com o Jonas a rematar colocado e em força. Até final, ainda atirámos uma bola ao poste pelo Jiménez e vimos o Douglas defender remates do Jonas e Pizzi. Poderíamos ter construído um resultado ainda mais histórico…!

Com uma exibição tão perfeita, custa fazer destaques individuais, mas mesmo assim voltei a gostar do Jiménez, que surge muito confiante e em forma neste final de época, do Cervi, um pequeno-grande poço de energia, do Salvio, que fez a sua melhor exibição da época (foi pena ter-lhe faltado as forças para o remate num slalom que fez na 2ª parte… Teria sido um dos golos do campeonato), e do Pizzi por ter sido mais uma vez o cérebro da equipa. Quanto ao Jonas, dois golos são sempre de saudar, mas ficou a dever-nos outros dois (pagas na final da Taça e não se fala mais nisso, pode ser?).

Estamos em festejos merecidíssimos desde sábado e para a semana vamos ao Bessa fechar o campeonato. É muito provável que todos aqueles que ainda não jogaram nenhum minuto o possam fazer para poderem ser considerados também campeões nacionais. Ainda bem que resolvemos a questão do título duas semanas antes da ida ao Jamor, não só pelo que acabei de dizer, mas principalmente para podermos preparar a final com outra concentração. É que eu já tenho a minha dose de finais da Taça perdidas de forma inglória, portanto vamos lá atacar a dobradinha, sff! 

VIVA O BENFICA! TETRACAMPEÃO NACIONAL!

segunda-feira, maio 08, 2017

Perto

Ganhámos ontem em Vila do Conde por 1-0 e, com o empate da véspera do CRAC nos Barreiros (1-1), ficámos com cinco pontos de vantagem a duas jornadas do fim do campeonato. Ou seja, estamos a dois pontos de nos sagrarmos pela primeira vez na nossa história tetracampeões nacionais. Para ajudar ainda mais este fim-de-semana a ser memorável, o Belenenses, depois de sete(!) derrotas consecutivas, foi ganhar ao WC (3-1) ao fim de 62 anos!

Já se sabia que este encontro com o Rio Ave iria ser dos mais difíceis da época. Desde a chegada do Luís Castro que os vilacondenses se têm tornado uma das equipas com melhor futebol e, com ele, ainda não tinha perdido em casa. O empate do CRAC no sábado tirava um pouco da pressão que tínhamos, mas à luz das nossas últimas exibições eu não estava nada confiante num triunfo. O Rui Vitória colocou o Rafa e o Jiménez em vez do Salvio e Mitroglou, e desde o início se percebeu que foi uma aposta ganha. Entrámos bastante concentrados, a controlar bem o adversário, mas tivemos um calafrio logo no início com uma má saída do Ederson a um cruzamento que fez com que a bola pingasse na nossa pequena-área com o Pizzi a aliviar. Foi a única vez em que o Rio Ave esteve perto de marcar na 1ª parte, enquanto nós tivemos um par de oportunidades pelo Jonas (num desvio num cruzamento bem defendido pelo Cássio e num remate já dentro da área ao lado da baliza), remates do Pizzi e Cervi sem a força necessária, que tornaram a defesa do guarda-redes bastante fácil, e outro do Nélson Semedo que lhe proporcionou uma boa intervenção.

Na 2ª parte, entrámos ainda melhor e sufocámos o Rio Ave durante um bom bocado. Um remate à meia-volta do Jiménez obrigou o Cássio à melhor defesa do jogo e uma cabeçada do Jonas ia com boa direcção, mas bateu no Tarantini. Por volta da hora de jogo, o Rio Ave respondeu num contra-ataque com o Héldon a remate em arco com bastante perigo, tendo a bola passado muito perto do poste. O jogo começava a ficar um pouco partido e o Rui Vitória resolveu mexer, fazendo entrar o Salvio para o lugar do Rafa. Depois de um remate enrolado Pizzi, conseguimos finalmente o golo num canto… do Rio Ave! Contra-ataque magistral, com o Cervi a abrir para o Jonas e este a desmarcar genialmente o Salvio ainda no nosso meio-campo. O argentino geriu muito bem o timing da jogada, porque era uma situação de dois-para-um e, no momento certo, passou para o Jiménez que ficou cara-a-cara com o guarda-redes e à sua saída colocou a bola rasteira no canto inferior direito da baliza. Foi o delírio! O mais difícil estava feito e havia que defender com unhas e dentes esta vantagem. Desta vez, o Rui Vitória colocou (e bem) o Samaris no lugar do Jonas, mas o meu coração ainda parou aos 87’: bola ao poste do Gonçalo Paciência, que aproveitou um corte do Luisão que bateu nas costas do Lindelof e sobrou para ele, com o Héldon na recarga a atirar por cima…! Tivemos azar com o ressalto de bola que proporcionou esta oportunidade, mas é certamente a isto que se chama “estrelinha de campeão”…!

Em termos individuais, destaque para o Jiménez por ser o responsável pelo segundo ano consecutivo por uma vitória em Vila do Conde, para o Cervi, num jogo de enorme entrega (algumas vezes até demais, já que deve conter melhor os ímpetos especialmente quando tem um amarelo), e para a dupla de meio-campo, Fejsa e Pizzi, o primeiro a ser o tampão habitual e o segundo a organizar novamente bem todo o nosso ataque. O Rafa fez uma partida bastante razoável e o Jonas foi magistral na jogada do golo. A defesa esteve muito concentrada, sempre comandada pelo enorme Luisão. O Salvio participou activamente no golo e só por isso entra nos mais da equipa, mas houve outros lances em que poderia ter sido menos complicativo.

No próximo sábado, receberemos o V. Guimarães e, em caso de triunfo, festejaremos o tetra em nossa casa. Nesta altura, tendo de conseguir dois pontos em dois jogos, parece quase impossível que não o consigamos. Como parecia impossível que não ganhássemos ao Belenenses na estreia do Luisão em 2003/04, quando estava 3-1 aos 90’, ou como parecia impossível que não ganhássemos ao Estoril em casa há quatro anos (o que teria feito com que estivéssemos agora à beira de um penta, nunca é demais referir…). Portanto, muita calma que nenhum jogo está ganho antes de ser jogado e a bazófia e excesso de confiança já nos custaram muito caro no passado.

P.S. – Depois da derrota em Setúbal e empate em Paços de Ferreira, finalmente lá ganhámos um jogo arbitrado pelo Sr. João Pinheiro. Se cada equipa pode reivindicar um penalty (do Rafa na 1ª parte e sobre o Nélson Semedo no início da 2ª), há um lance inacreditável já na 2ª parte em que o Rafa iria ficar quase isolado e que o árbitro beneficia claramente o infractor ao marcar uma falta anterior. Se as jogadas de penalty são ambas um pouco atabalhoadas (e logo motivo de dúvidas), esta decisão é incompreensível.

segunda-feira, maio 01, 2017

À rasca

Vencemos o Estoril (2-1) no sábado e mantivemos os três pontos de vantagem para o CRAC que foi ganhar a Chaves (2-0). Foi um jogo bastante mais complicado do que se esperava a priori e em que só se salva mesmo o resultado. Que é obviamente o mais importante. Antes assim!

Depois de no fim-de-semana passado termos empatado do WC, mas conservado os três pontos de vantagem graças ao também empate do Feirense em Mordor, era expectável que nós entrássemos em campo a sufocar o adversário, porque temos tudo a nosso favor. Mesmo sabendo que este Estoril se revelou um osso muito duro de roer há três semanas nas meias-finais da Taça de Portugal, como agora alinhávamos com a principal equipa reforçada pelo regresso do Jonas, era de prever uma entrada determinada da nossa parte. Mas infelizmente isso não aconteceu. O Rui Vitória lá se decidiu a dar a titularidade ao Cervi em vez do inofensivo Rafa, mas o nosso maior problema continua a ser a lentidão de processos, o que perante equipas fechadas faz com que as ocasiões de golo sejam raras. Um remate do Salvio desviado por um defesa foi a única vez em que estivemos perto do golo, antes do penalty indiscutível sobre o Nélson Semedo que o Jonas concretizou para o lado oposto do Moreira aos 29’. Como o (teoricamente) mais difícil estava feito e era uma inevitabilidade o Estoril ter de atacar e abrir espaços, pensei que o jogo se tornaria mais fácil para nós. E a verdade é que tivemos duas óptimas ocasiões para alargar a vantagem, mas tanto o Cervi como o Salvio, ambos em posição privilegiada, atiraram ao lado. Quanto ao Estoril, o Kléber ainda apareceu frente-a-frente com o Ederson, mas não conseguiu fazer o desvio com força suficiente.

Um pouco à semelhança do jogo da Taça, o início da 2ª parte foi catastrófico para nós. É certo que não sofremos um golo logo na reposição de bola, mas vimos o Estoril vir para cima de nós sem conseguirmos praticamente passar de meio-campo. Só nos primeiros quinze minutos, o Kléber voltou a aparecer isolado perante o Ederson, mas a atirar-lhe a bola para as mãos, e sofremos duas bolas nos postes (Ailton e Mattheus Oliveira)! Até que aos 59’, o Estoril empatou mesmo pelo Kléber, que, beneficiando de uma escorregadela do Ederson quando ia arrancar para lhe fazer frente, atirou a bola por baixo das pernas do nosso guarda-redes. Da maneira como o jogo estava, teríamos de mudar radicalmente para conseguir voltar a estar em vantagem. Ou isso, ou ter o Jonas em campo. E foi o genial brasileiro a arrancar um remate do meio da rua para fazer o 2-1 aos 66’. Indiscutivelmente, um dos melhores golos do campeonato! Entretanto, o Carrillo já tinha entrado para o lugar do Salvio, apostando também o Rui Vitória no Jiménez (saiu o Mitroglou) e no Filipe Augusto (saiu o Jonas esgotado aos 77’). Até final, por duas vezes poderíamos ter acabado com o jogo, mas o Jiménez rematou na atmosfera, quando estava em excelente posição depois de um centro do Nélson Semedo na direita, e o Grimado atirou ao lado quando só tinha o Moreira pela frente. Com mais um homem no meio-campo (mesmo que seja o Filipe Augusto…), conseguimos controlar melhor o ataque do Estoril, que deixou de ter as auto-estradas dos primeiros quinze minutos da 1ª parte. Mesmo assim, ainda houve dois livres deles para a nossa área já mesmo em cima dos 90’, que felizmente não criaram perigo.

Em termos individuais, óbvio destaque para o Jonas que com um bis nos deu os três pontos. Pelo que lutou e se entregou ao jogo, logo atrás vem o Cervi, cuja titularidade há muito eu venho defendendo. Todo o resto da equipa esteve bastante sofrível, com o Pizzi a passar muito ao lado do jogo, o Mitroglou idem, idem, aspas, aspas, mas nenhum tão mau como o Salvio. Eu até gosto bastante do argentino, mas está a atravessar uma fase terrível em termos de confiança e por duas ou três vezes estragou contra-ataques prometedores nossos. O maior problema é que o seu substituto foi o Carrillo, que me abstenho de comentar… Não percebo porque é que o Zivkovic ficou na bancada. Outra questão é a insistência no Filipe Augusto com o Samaris também no banco. Ou o grego está de castigo internamente pela estupidez de Moreira de Cónegos (e aí nem no banco deveria estar), ou não percebo esta opção do Rui Vitória.

Faltam três jogos e precisamos de sete pontos para o desejado tetra. Neste momento, temos que apelar ao coração e espírito de sacrifício dos nossos jogadores, porque os tempos das goleadas, e consequente qualidade exibicional, do ano passado estão muito distantes. Temos saídas muito difíceis a Vila do Conde e ao Bessa e uma recepção sempre complicada ao V. Guimarães. Vai ser certamente sofrer até final.

P.S. – É certo que não estamos a jogar ao nível de épocas anteriores, mas estar a ganhar por 1-0 em casa a quatro jornadas do fim e haver benfiquistas(?) que assobiam a equipa é simplesmente estúpido. Se querem ver espectáculo, vão ao circo, sff! Nesta altura do campeonato, é simplesmente para ganhar e, se a equipa o está a fazer, é preciso ser-se bastante acéfalo para assobiá-la. Por alguma razão, a equipa não agradeceu no final como é hábito. E fez muito bem em mostrar desagrado pela situação. Cambada de idiotas!