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segunda-feira, março 27, 2017

Portugal - Hungria

Vencemos a Hungria no Estádio da Luz no passado sábado por 3-0, mas com a vitória da Suíça frente à Letónia (1-0) continuamos a três pontos dos helvéticos. Foi um triunfo indiscutível, apesar de até ao primeiro golo pelo André Silva aos 32’ as coisas terem parecido complicadas. O Cristiano Ronaldo acabou por desbloqueá-las, inventando essa jogada e abrindo na esquerda para o Raphael Guerreiro cruzar para o ponta-de-lança só ter que encostar e marcando ele o segundo golo aos 36’, num óptimo remate de pé esquerdo de fora da área, depois de uma assistência de calcanhar do mesmo André Silva. Na 2ª parte, tudo ficou resolvido de vez aos 65’ num livre do C. Ronaldo.

O capitão da selecção foi obviamente o jogador em maior destaque, mas também gostei dos laterais (Cédric e Raphael Guerreiro) e do jogo em crescendo do João Mário. A Hungria mostrou muito pouco e não se percebe como é que nós conseguimos empatar com eles no Euro 2016... Amanhã irá haver um particular com a Suécia na Madeira e o meu desejo é o de sempre: que ninguém do Benfica se lesione!

segunda-feira, março 20, 2017

Empate

Não conseguimos melhor que um 0-0 em Paços de Ferreira e, como aposto os meus dois braços em como o CRAC ganha amanhã ao V. Setúbal em casa, iremos recebê-los na Luz no 2º lugar a um ponto deles. Desde a 5ª jornada que estamos no 1º lugar, já os tivemos a seis pontos e, consubstanciada esta ultrapassagem, temo bem que o sonho do tetra se tenha começado a desmoronar hoje, porque o momentum está todo do outro lado

Este seria o início do post que eu estive quase para escrever ontem no final do nosso jogo. Estava absolutamente convencido que o CRAC, vindo de nove vitórias consecutivas para o campeonato, não desperdiçaria uma oportunidade flagrante destas para nos passar à frente. Mas só não escrevi logo ontem o post, pela mesma razão porque não comprei uma camisola deste ano (nota prévia: só compro as camisolas campeãs nacionais) que estava com 50% de desconto numa altura em que tínhamos seis e oito pontos de vantagem, pela mesma razão porque só a cinco minutos do fim, e com 3-0 a nosso favor, eu começo a achar que o jogo está resolvido, ou pela mesma razão porque não comprei os bilhetes para a final da Taça da Liga deste ano antes da meia-final com o Moreirense: não dou nada por adquirido até o árbitro apitar para o final dos jogos. Trocado por miúdos: superstição! As bruxas não existem, mas não vale a pena provocá-las…!

Tal como se esperava, a ida a Paços de Ferreira foi bastante complicada ou não tivesse esta equipa também tirado dois pontos ao CRAC. A reentrada na equipa do Nélson Semedo foi a única alteração em relação ao Belenenses e deveríamos ter-nos colocado em vantagem logo aos 9’, quando o Salvio falhou incrivelmente o desvio depois de um centro do Jonas na esquerda. Durante a 1ª parte, contam-se pelos dedos de uma mão (e sobram) as vezes que o Paços passou de meio-campo, mas nós nunca tivemos engenho e arte para conseguir criar grandes situações de perigo. Perante uma defesa muito fechada, mas nunca a fazer antijogo (louve-se isso), eram raras as vezes em que imprimíamos velocidade ao nosso futebol, a que não é alheio o facto de os extremos Salvio e Zivkovic serem dois dos nossos piores jogadores. A única vez que estivemos perto do golo foi numa bomba ao poste do Eliseu aos 26’.

Na 2ª parte, o Paços abriu-se um bocado mais, mas nós continuávamos muito pouco inspirados. Mesmo assim, ainda tivemos algumas ocasiões, com destaque para uma do Jonas em boa posição, mas em que o defesa cortou, outra do Luisão de cabeça num canto, mas tendo acertado mal na bola, e um centro-remate do Nélson Semedo que o guarda-redes Defendi desviou. O Paços também teve uma grande chance num livre do Welthon que o Ederson tocou para o poste. O Rui Vitória lá se decidiu fazer substituições e foi sem surpresa que melhorámos com as entradas do Cervi, Rafa (este um pouco menos) e Jiménez. Na parte final do jogo, o Pizzi teve um bom remate à entrada da área, mas a bola não saiu tão ao ângulo quanto se desejava e, mesmo no último lance do encontro, o Jonas atirou por cima de cabeça já na pequena-área na sequência de um livre. Foi a nossa melhor oportunidade, num lance em que há mãos nas costas do Jonas, mas em que eu acho que o Sr. João Pinheiro fez bem ao não assinalar nada. É a velha questão da intensidade e, aliás, o Jonas nem protestou.

Em termos individuais, o Samaris foi dos melhores, bem como os centrais Luisão e Lindelof. O Pizzi defendeu-se muitíssimo bem quanto aos amarelos e foi igualmente dos poucos clarividentes na equipa. Continuo sem perceber a ostracização ao Cervi, claramente o nosso melhor extremo. Viu-se bem o que a equipa melhorou com ele em campo e, além disso, o Salvio e o Zivkovic estiveram, como já referi, particularmente mal (na senda dos últimos jogos, acrescente-se). O Jonas continua ainda à procura da sua forma e passou muito ao lado do jogo, assim como o Mitroglou que não teve praticamente bolas à sua mercê. O Nélson Semedo desceu bastante na 2ª parte e foi pena que o Eliseu não tenha quebrado o seu jejum de golos (desde o Braga na Luz há dois anos que não marca) com aquela bomba ao poste.

Tivemos uma benesse com que ninguém contava (uma palavra para o V. Setúbal que não perdeu nenhum dos quatro jogos contra nós e o CRAC - gostava de saber qual, e quando, foi a última equipa a conseguir este feito), mas o facto de continuarmos na frente não nos pode fazer esquecer de algo fundamental: o caminho do tetra passa por ganharmos ao CRAC na Luz. Depois do que se passou neste fim-de-semana, com o seu empate nestas condições que é impossível não lhes abalar o moral, uma vitória nossa (para além de dilatar a vantagem pontual que nos salvaguarde de uma possível futura derrota) faria pender bastante a balança a nosso favor. Não a desperdicemos, por favor!

terça-feira, março 14, 2017

Fácil

Goleámos o Belenenses na Luz por 4-0 e mantivemos a vantagem de um ponto perante o CRAC e os 12 em relação à lagartada. Depois de um compromisso europeu, o que mais se deseja é um jogo tranquilo e uma vitória confortável, que foi o que felizmente acabou por acontecer.

Com o Nélson Semedo a constituir-se como baixa de última hora, o Rui Vitória voltou a apostar no André Almeida, indiscutivelmente o jogador mais útil do plantel. Incompreensivelmente, no entanto, foi ter colocado o Cervi, um dos melhores em Dortmund, no banco. Não percebo porque é que o argentino é sucessivamente preterido, quando é quanto a mim o extremo com melhor rendimento do plantel. Entrámos muito fortes na partida e o Belenenses mal passava do meio-campo. Inaugurámos o marcador aos 12’ no primeiro golo de sempre do André Almeida para o campeonato, aproveitando uma falha incrível do Miguel Rosa, depois de um passe longo do Pizzi. Marcávamos bastante cedo o que, desejar-se-ia, nos catapultasse para uma boa exibição, mas isso não aconteceu na 1ª parte. Depois de golo, baixámos bastante a velocidade e, como o adversário praticamente não criava perigo, fomos deixando correr o marfim até ao intervalo sem criar grandes situações de perigo.

Na 2ª parte, o jogo ameaçava não mudar e até foi o Belenenses a ter a primeira grande ocasião num remate do Miguel Rosa de fora da área ao poste. No entanto, logo na jogada seguinte aos 52’, começámos a arrumar de vez a questão com o 2-0 num remate do Mitroglou de fora da área, bastante colocado, depois de uma assistência do Salvio. Pouco depois, só a aselhice do Maurides não permitiu ao Belém reduzir, quando cabeceou ao lado completamente sozinho. Continuamos a revelar momentos de desconcentração preocupantes que, perante adversários mais fortes, nos podem sair bastante caros. Aos 60’, tudo ficou resolvido em definitivo com o Salvio a marcar o terceiro golo num remate rasteiro de fora da área depois de um passe do Zivkovic. O jogo ficou ainda mais aberto, com algumas boas combinações atacantes da nossa parte que não resultaram em golo porque o último toque não saía bem e o Belenenses a ter igualmente um par de ocasiões perigosas, uma das quais proporcionou ao Ederson a melhor defesa do encontro. Já em tempo de compensação, o Samaris isolou o Mitroglou, que estava ligeiramente adiantado em relação ao defesa, o nosso goleador não foi egoísta e deu para o Jonas desviar do guarda-redes Cristiano e fechar a contagem nos 4-0.

Os espectadores da Luz escolheram o André Almeida para melhor em campo e não se pode dizer que estivessem errados. Já o disse várias vezes e nunca é demais repetir: espero bem que ele faça a carreira completa no Benfica, porque é muito complicado arranjar um jogador que faça tantas posições em campo de um modo tão regular. Além disso, é tricampeão, é dos mais velhos no plantel e a mística passa por jogadores assim. O Pizzi parece querer voltar à boa forma e, especialmente na 1ª parte, foi dos poucos a querer dar um safanão ao jogo. O Salvio estava a ser dos piores, mas termina a partida com um golo e uma assistência. Não se pode criticar um jogador assim. Ao invés, o Zivkovic já esteve em muito melhor forma do que agora o que torna ainda mais difícil de compreender, digo-o mais uma vez, a ostracização do Cervi… Depois de dois jogos menos conseguidos, o Eliseu voltou à regularidade habitual. Na frente, espero que o golo ajude o Jonas a recuperar mais rapidamente o seu nível e o Mitroglou continua a facturar sem espinhas.

Teremos agora a deslocação a Paços de Ferreira antes da pausa das selecções. Como a seguir a esta receberemos o CRAC, é mais do que nunca fundamental garantir os três pontos. Estamos longe de encantar a nível exibicional, mas isso é de somenos importância perante o mais importante: a possibilidade de conseguir algo inédito na nossa história.

sexta-feira, março 10, 2017

Sonhámos

Perdemos em Dortmund por 0-4 e dissemos adeus à Liga dos Campeões. Esta frase pode parecer contraditória em relação ao título do post, mas por incrível que pareça acho que jogámos melhor do que na 1ª mão. E os resultados foram completamente antagónicos... No entanto, quem consegue ver para além do marcador final, não poderá deixar de concordar que até aos 59’ a partida esteve equilibrada de uma maneira que todos os 90’ da 1ª mão nunca estiveram. O problema foi, ao contrário da Luz, a eficácia dos alemães.

Com o Fejsa em Lisboa, o Rui Vitória apostou (e muito bem) no reforço do meio-campo com o André Almeida ao lado do Samaris e no Cervi (até qu’enfim!) na esquerda do ataque. Num ambiente absolutamente fabuloso, entrámos praticamente a perder com o golo do Aubameyang logo aos 4’ na sequência de um canto. A eliminatória ficou logo empatada e confesso que temi o pior. Mas, à semelhança, do que aconteceu em Munique há um ano, conseguimos equilibrar o jogo a seguir a termos sofrido o golo. O Borussia não teve grandes oportunidades até ao intervalo, enquanto nós criámos algum perigo num remate do Cervi e num cabeceamento do Luisão ambos defendidos pelo Burki. O intervalo chegava connosco perfeitamente dentro da eliminatória, o que se via pelo facto de os alemães estarem estranhamente silenciosos durante boa parte do jogo, enquanto a nossa bancada não se calou inclusive durante o tempo de descanso.

A 2ª parte começou com a nossa melhor oportunidade, num remate frontal de ressaca do Cervi, já dentro da área, que um defesa desviou para canto. Foi pena, porque a bola ia na direcção da baliza... O Ederson fez duas defesas magistrais em lances anulados por fora-de-jogo, mas a eliminatória começou a ficar decidida aos 59’ com o 0-2 através do Pulisic, que se desmarcou bem e picou a bola à saída do nosso guardião. Em dois minutos terríveis, tudo ficou decidido com novo golo do Aubameyang aos 61’, que só teve que encostar depois de um cruzamento na esquerda. Nós acusámos claramente o toque e nunca mais fomos os mesmos até final, com as entradas do Jonas, Zivkovic e Jiménez (este aos 82’ para o lugar do Cervi e indo jogar para a extrema-esquerda... Não percebi a lógica...) a não acrescentarem nada à equipa. O Borussia ainda atirou uma bola à ao poste, antes de fazer o 0-4 aos 85’ com o hat-trick do Aubameyang, noutro golo só de encostar desta feita depois de um cruzamento da direita. O gabonense marcou com juros todos os golos que falhou em Lisboa... Apesar do resultado, os jogadores do Benfica foram brindados no final com uma enorme ovação e cânticos sem parar da nossa bancada. A qualificação do Borussia é obviamente justa, mas conseguimos ganhar-lhes um jogo (algo que nenhuma outra equipa portuguesa conseguiu) e acho que demos uma boa imagem durante boa parte da 2ª mão. Chegámos novamente à fase a eliminar da Champions, o que convenhamos é ligeiramente melhor do que ser eliminados por uns Legias desta vida...

Em termos individuais, gostei bastante do André Almeida (sempre muito generoso a correr atrás dos adversários), do Cervi (que mostrou porque é que tem que deixar de ser o quarto extremo na hierarquia do lado esquerdo para passar a ser o primeiro!), e do Pizzi e do Salvio (ambos durante a 1ª parte).

Vamos agora concentrar-nos naquilo que é verdadeiramente essencial, que é entrar para a história com o primeiro tetra do nosso palmarés.

P.S. – Acerca da viagem, apesar do cansaço e da chuva, como disse um amigo meu, “correu mal, mas valeu a pena”. O estádio é fantástico e no início da partida o famoso muro amarelo fez uma coreografia com os jornais e o galhardete de 1963 quando nos deram 5-0 na 2ª mão. Pontos pela criatividade numa bancada que impressiona, mas que só se ouviu de forma consistente a partir do 0-2. A organização dos alemães não tem nada a ver com a nossa e o facto de tratarem os adeptos do clube visitante como... lá está, pessoas, torna tudo mais simples. Quando fui perguntar a um stewart, ainda antes de o jogo começar, se tínhamos que lá ficar uma hora no final, o tipo olhou para mim de um modo completamente surpreendido e perguntou: “why do you want to stay here for one hour after the game...?!” Toda a gente saiu ao mesmo tempo e não houve nenhum problema. Foi pena que não se tivesse visto a nossa bancada na televisão, mas ao que me dizem ouviu-se e bem. O apoio foi fabuloso e, como já disse, nem no intervalo parou. Mesmo durante cerca de 10’ depois de o jogo acabou ainda se cantava como se pode ver no vídeo abaixo. Os adeptos do Benfica deram nova demonstração do que é um clube com uma Grandeza Incomparável! A nossa bancada aplaudiu o agradecimento do Borussia ao muro amarelo e os alemães aplaudiram-nos de volta. Foi inesquecível e, sinceramente, só por isso já teria valido a pena ir. Não tive a prenda mais desejada no dia do meu 41º aniversário, mas mesmo que a tivesse também a trocaria por uma ainda maior em Maio. Vamos a isto! VIVA O BENFICA!

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segunda-feira, março 06, 2017

Difícil

Vencemos no sábado o Feirense em Santa Maria da Feira por 1-0 e mantivemos a distância de um ponto para o CRAC, que goleou o Nacional por 7-0. A lagartada resolveu festejar a reeleição do desequilibrado mental do seu presidente empatando em casa com o V. Guimarães (1-1) e está agora a 12 pontos de nós. É o que se chama um começo auspicioso de mandato!

Com o Jonas de volta, mas no banco, o Rui Vitória pôs o Rafa a fazer-lhe companhia, dando a titularidade ao Carrillo e colocando o Zivkovic nas costas do Mitroglou. Com o Nélson Semedo castigado, foi naturalmente o André Almeida a ocupar a lateral direita. Perante um adversário que subiu imenso de produção (e resultados) desde que trocou o José Mota pelo Nuno Manta Santos, a partida foi tremendamente complicada. Com o Pizzi sempre muito marcado e uma falta de inspiração gritante dos três homens no apoio ao Mitroglou, raramente conseguimos criar situações de perigo na 1ª parte. Só num contra-ataque de 3x1(!) que o Salvio estragou ao preferir rematar em vez de passar ao Mitroglou, que estava isolado, e numa cabeçada do grego, defendida pelo Vava Alves a dois tempos, é que estivemos perto do golo. Quanto ao Feirense, poderia ter logo aberto o marcador no primeiro minuto, num remate do grego Karamanos que foi desviado pelo Luisão e ia traindo o Ederson, e num falhanço escandaloso do Luís Machado quase na pequena-área. A três minutos do intervalo, um pouco caído do céu, chegámos ao golo: boa abertura do Carrillo e grande jogada do Pizzi já na área, a tirar um adversário do caminho e a enganar o guarda-redes, atirando para o lado contrário dele. Foi um golo na altura certa!

Na 2ª parte, com os espaços que o Feirense necessariamente criou, melhorámos o nosso nível exibicional. No entanto, e para não variar, o Ederson foi absolutamente decisivo na manutenção da vantagem ao sair de modo rapidíssimo aos pés de um adversário pouco depois do recomeço e, a vinte minutos do fim, ao defender com os pés (por instinto) um cabeceamento na pequena-área na sequência de um canto, num lance em que o Lindelof se deixou antecipar pelo adversário. Quanto a nós, tivemos um rol de oportunidades desperdiçadas, com destaque para duas do Mitroglou, com um remate já sem o guarda-redes na baliza, que foi interceptado por um defesa, depois de o Salvio ter ganho a bola ao guarda-redes, e um cabeceamento à vontade que saiu ao lado. Também o Salvio teve um falhanço clamoroso, ao atirar um lado depois de uma assistência do entretanto entrado Cervi, e o próprio Cervi viu um remate seu que ia na direcção da baliza ser cortado por um defesa. Como não acabámos com o jogo, ficámos sempre à mercê de um lance fortuito que o empatasse, mas felizmente isso não aconteceu.

O destaque terá de ir para o Pizzi por nos ter garantido os três pontos e para o Ederson por os ter mantido na nossa posse. Continuo sem perceber porque é que o Cervi é o último extremo na lista do Rui Vitória: a equipa melhorou a olhos vistos quando ele entrou em campo! O Nélson Semedo fez falta, apesar de o André Almeida ser de uma regularidade constante cada vez que joga. O Zivkovic já esteve em muito melhor forma do que agora, o Carrillo lutou bastante em termos defensivos e acabou por fazer a assistência para o golo, mas foi muito intermitente, e o Salvio foi o pior dos três.

Na próxima 4ª feira, iremos tentar a segunda qualificação seguida para os quartos-de-final da Champions. Por ser um dia muito especial para mim, por não ter visto isto ao vivo nesse dia e porque estamos a falar de um estádio com um ambiente mítico, estarei em Dortmund a gritar pelo Glorioso. Espero uma boa prenda, mas troco-a imediatamente pelo 36 em Maio...!

quarta-feira, março 01, 2017

Em vantagem

No dia do nosso 113º aniversário, vencemos o Estoril na Amoreira (2-1) na 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal e estamos em excelente posição para voltarmos ao Jamor. Foi o terceiro jogo na Amoreira este ano (dois Estoril e um 1º de Dezembro) e a terceira vitória sofrida pela margem mínima. Mais uma vez, estivemos longe de fazer uma boa exibição, mas a justeza do nosso triunfo não se contesta.

O Rui Vitória fez algumas alterações e entraram o Júlio César, Jardel, Filipe Augusto e Carrillo. Deveríamos ter-nos colocado em vantagem logo aos 5’, mas quase em cima da pequena-área o Rafa conseguiu(!) que o guarda-redes Luís Ribeiro defendesse para canto o seu remate. Falhanço inacreditável de um jogador que deveria mesmo fazer treino específico de finalização (se o faz, não se nota nada...!). Pouco depois, o Júlio César inventou com os pés, mas felizmente o Estoril não conseguiu marcar. Os canarinhos davam boa réplica e nós tínhamos muitas dificuldades em criar lances de perigo. Até que aos 36’, o Zivkovic tirou um óptimo cruzamento da esquerda e o inevitável Mitroglou atirou lá para dentro. O mais difícil estava aparentemente conseguido, mas quatro minutos depois o Eliseu resolveu esticar estupidamente o braço na nossa área depois de um cruzamento. Penalty indiscutível que o Kléber não falhou. Neste lance, o Filipe Augusto, que já estava queixoso, lesionou-se de vez e entrou o Pizzi. Mesmo antes do intervalo, tivemos um golo anulado por fora-de-jogo, porque o Mitroglou se fez ao lance num cruzamento do Carrillo que acabou por entrar na baliza. Foi pena que não estivéssemos a jogar com as camisolas do Boavista...

Na 2ª parte, o Estoril foi a primeira equipa a criar perigo, mas o remate do Kléber passou a rasar o poste depois de um centro. A partir daqui, os canarinhos deram o berro fisicamente (acho inacreditável que se tenha obrigado o Estoril a jogar contra os lagartos e nós com três dias de intervalo) e só nós é que tentámos marcar. No entanto, tivemos sempre muitas dificuldades em criar lances de perigo, porque o adversário se fechou muito bem atrás. Só tivemos duas verdadeiras oportunidades: o Rafa permitiu novamente a intervenção do guarda-redes quando estava em boa posição e um remate do Mitroglou foi desviado por um defesa quando a com boa direcção. Até que aos 89’ marcámos finalmente o segundo golo: grande lance do Eliseu na esquerda, que isolou o Cervi (entretanto entrado) de calcanhar e este assistiu para Mitroglou dominar e desviar do guarda-redes. Vê-se na televisão que o grego está com o tronco e cabeça em fora-de-jogo mas os pés em jogo. É um fora-de-jogo milimétrico e só os desonestos intelectualmente (e já se sabe que os há aos milhares) vão achar que foi um escândalo. É não ligar aos grunhidos. Antes de terminar, o Zivkovic falhou inacreditavelmente de cabeça o terceiro golo.

Correndo o risco de ser repetitivo, é impossível não destacar novamente o Mitroglou. Nono golo no sexto jogo consecutivo a marcar tornam o grego o jogador mais fundamental do Benfica actual. Grande Mitro! A contrário do que vi muita gente a dizer, acho que o Carrillo não esteve nada mal: sempre muito em jogo, a vir várias vezes atrás ajudar na defesa e a fazer desarmes, especialmente na 1ª parte foi dos nossos melhores jogadores. Já o Rafa, com o seu problema crónico de finalização, esteve novamente abaixo do que deve render. O Zivkovic, tirando o centro para o 1º golo, também não esteve no seu nível habitual. Ao invés, o Nélson Semedo fez outra vez uma boa exibição e vai fazer muita falta em Santa Maria da Feira. O Jardel também regressou bem à equipa depois da debacle na Taça da Liga.

Só o Nápoles é que ganhou esta época na Luz, mas convém não facilitar no jogo da 2ª mão. Também aqui há uns anos tínhamos ganho 2-0 fora e depois levámos uma banhada de 1-3 em casa. Bem sei que o adversário era outro, mas se por acaso sofrermos algum golo antes de marcarmos as coisas vão ficar tremidas. E, infelizmente, temos já bastantes exemplos no passado recente de más experiências em meias e inclusive finais da Taça. A não repetir, sff!

P.S. - Espero que o lugar em que fiquei no estádio seja bom prenúncio para esta época!