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quarta-feira, novembro 29, 2023

Apuramento

Por estar ausente de Portugal em trabalho, para grande vergonha minha, perdi o meu quinto jogo ao vivo na nova Luz desde que ela foi inaugurada. Depois deste, deste, deste e deste, o jogo com público nº 505 também não teve a minha presença. Felizmente, não fiz muita falta, porque ganhámos ao Famalicão por 2-0 e seguimos para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Não me canso de repetir ad nauseam a ENORME vergonha que é termos três Taças de Portugal ganhas nos últimos 27(!!) anos, pelo que espero que levemos muito a sério esta edição.

Mantendo o Aursnes e o Morato nas laterais, e com o Tengstedt na frente, a nossa 1ª parte até foi agradável, com um número razoável de oportunidades, embora tenhamos igualmente permitido ao Famalicão acercar-se com perigo da baliza do Trubin. O Tengstedt esteve em particular evidência ao conseguir colocar-se em posição de marcar por mais de uma vez, mas a ver os seus intentos gorados quer pelo guarda-redes Luiz Júnior, quer pelos defesas. O Di María também teve um bom remate de pé direito ainda fora da área, mas o Luiz Júnior por mais uma vez impediu que marcássemos. Do outro lado, foi o Trubin a salvar-nos por duas vezes perante remates do Puma Rodríguez.

Na 2ª parte, a nossa produção baixou consideravelmente com inevitável repercussão na diminuição de oportunidades de golo. Uma cabeçada ao lado do Otamendi num livre e um remate do Rafa em que acertou mal na bola, depois de assistência do Aursnes na direita, foram as únicas verdadeiras oportunidades que tivemos. Começava a cheirar a prolongamento até que aos 72’ o Florentino abriu no Tengstedt na direita, depois de uma bola recuperada pelo Aursnes, aquele centrou largo para a área e o Riccieli antecipou-se à saída do guarda-redes e colocou a bola na sua própria baliza. Dois minutos depois, as coisas ficaram mais fáceis, com nova investida do Tengstedt na direita, a fazer com que o Otávio o derrubasse quando se ia isolar, resultando naturalmente num vermelho directo (azar onomástico, se fosse o outro e ainda jogasse cá, provavelmente veria amarelo...). O destino da partida ficou selado aos 77’ com o 2-0 através do Rafa, depois de assistência do João Mário na sequência de uma bola recuperada por este a meias com o João Neves. O nº 27 flectiu da esquerda para o meio e rematou cruzado sem hipóteses para o guarda-redes. Até final, o Schmidt ainda fez algumas substituições, tendo promovido o regresso do Kökçü depois de lesão e também do Tiago Gouveia, que continua a justificar mais minutos em campo, porque é dos poucos jogadores que temos a quebrar linhas.

Em termos individuais, destaque para o Tengstedt que esteve em dois lances fundamentais na nossa vitória: o primeiro golo e a expulsão. O João Neves, já se sabe, não consegue jogar mal, assim como o Aursnes, que esteve bastante activo na direita. O Morato na lateral-esquerda não resulta em jogo em casa em que temos maioritariamente de atacar, porque simplesmente... não vai à linha dado que... é defesa-central! Era bom que o Schmidt percebesse isso. O João Mário lá continua com o seu lugar cativo no onze, apesar de continuar a funcionar a diesel. Do século passado. A única coisa que fez de jeito em 90’ foi ter participado na jogada do segundo golo. Já o Trubin, foi importante na manutenção a zeros da nossa baliza.

Iremos ter hoje o sorteio dos oitavos-de-final da Taça, mas teremos de elevar o nosso nível de jogo se quisermos chegar ao Jamor.

terça-feira, novembro 28, 2023

Percurso perfeito

Trabalho fora de Portugal, impediu-me de postar mais cedo acerca das duas últimas jornadas da selecção nacional na qualificação para o Euro 2024. Aconteceram na semana a seguir ao derby e na 5ª feira, dia 16 de Novembro, fomos ao Liechtenstein ganhar por 2-0 com ambos os golos a acontecerem só na 2ª parte, através do Cristiano Ronaldo aos 46' e do João Cancelo aos 57'. O Roberto Martínez aproveitou para estrear o José Sá, o Toti Gomes, dando-lhes a titularidade, numa táctica só com três defesas que não resultou, porque a exibição foi cinzenta, perante um adversário que praticamente não atacou. Acho que a equipa não estava de todo preparada para jogar naquela táctica.
 
Três dias depois, na 2ª feira, 19 de Novembro, concluímos um percurso imaculado com dez vitórias em dez jogos ao derrotar a Islândia em Alvalade também por 2-0, com golos do Bruno Fernandes aos 37' e do Ricardo Horta aos 66'. Foi uma exibição melhor do que a anterior, num regresso à táctica normal de 4-3-3. É certo que o grupo era fácil, mas também já os tivemos no passado sem este resultado. Vejamos como a selecção se comporta perante adversários mais fortes, mas já ouvi algo que me deixa um pouco apreensivo: é que aparentemente não vamos defrontar nenhum nos jogos de preparação em Março. Parece-me um mau princípio, mas logo se verá...

quarta-feira, novembro 15, 2023

Lisonjeiro

Vencemos a lagartada no passado domingo (2-1) e subimos ao 1º lugar do campeonato em igualdade pontual com eles, mas com vantagem no confronto directo e na diferença de golos. Quando se voltar a fazer uma história dos derbies, este vai ter certamente uma página à parte dado que até aos 93’ o resultado era 0-1 para a lagartada...
 
O Schmidt surpreendeu na disposição táctica com os jogadores que foram titulares. Em relação a San Sebastian, só trocou o Arthur Cabral pelo Musa, mas quando toda a gente esperava um 3-4-3, apresentámos o habitual 4-4-2, com o Morato a defesa-esquerdo, o Aursnes a direito, e o João Neves no meio. Depois das miseráveis exibições dos últimos tempos, mostrámos uma outra atitude e tivemos três grandes oportunidades na 1ª parte, com o Rafa a atirar ao lado quando estava em boa posição e à barra num outro lance, e o Florentino a falhar o tempo de salto num centro-remate do João Mário, quando era só encostar para a baliza deserta. Do outro lado, o Pedro Gonçalves apareceu isolado frente ao Trubin, mas este conseguiu defender com o pé, enquanto o Gyokeres demonstrava que é um jogador superlativo. Em cima do intervalo, o João Mário resolveu pautar a sua miserável exibição com uma perda de bola infantil, que se tornou assistência para o Edwards, que desmarcou o Gyokeres e este rematou forte já quase sem ângulo, fazendo um golão. Sofríamos um golo na pior altura, mesmo em cima do intervalo, numa partida em que, apesar do equilíbrio, até tivemos mais oportunidades.
 
Para a 2ª parte, o Schmidt continuou inacreditavelmente a deixar o João Mário em campo, mas aos 51’ o Gonçalo Inácio fez uma falta escusada sobre o Rafa e viu o segundo amarelo. Ficámos finalmente em igualdade numérica com 10 para 10 (o João Mário não contava, claro...!). Intensificámos um pouco a pressão e a lagartada deixou de sair tanto para o ataque, mas não conseguimos criar muitas oportunidades. Aos 64’, o Schmidt mexeu na equipa. E mal! Tirou o Musa (que até estava a ser dos melhorzitos) e o Florentino (que permitia à equipa defender mais à frente e tinha recuperado bastantes bolas), e colocou o Arthur Cabral e o Tengstedt em campo. Deixando igualmente o João Mário no relvado!! Piorámos consideravelmente, até porque o Rafa descaiu para a esquerda, com o Tengstedt no meio, e o Rafa já não jogava naquela posição há praticamente dois anos... Só um remate do Di María de fora da área proporcionou ao Adan uma defesa difícil. A lagartada ia fazendo substituições e refrescando a equipa, mas do nosso lado, nada! Três substituições para fazer e o nosso treinador a dormir. O estádio ficou impaciente, até que aos 87’(!) o Schmidt lá se decidiu fazer-nos jogar com 11 e tirou o João Mário para entrar o Gonçalo Guedes. Muitos benfiquistas foram abandonando o estádio antes do apito final, numa demonstração de grande inteligência, já que, se há um golo de diferença, é óbvio que o resultado está decidido, certo...? Até que aos 94’, começou o milagre: canto a nosso favor, o Trubin sobe para a grande-área, cria alguma confusão no posicionamento dos defensores lagartos, o Di María cobra o canto e a bola sobre para o João Neves na marca de penalty fuzilar o Adan. Eu estava tão chateado com a forma como as coisas estavam a decorrer, que praticamente nem festejei este golo! Aos 97’, o golpe de teatro aconteceu! Recuperação da bola a meio-campo, ataque rápido, centro do Aursnes na direita, o Rafa tenta desviar de calcanhar, mas felizmente não acerta, e o Tengstedt atira lá para dentro. O fiscal-de-linha levantou a bandeirola e o Sr. Artur Soares Dias teve de esperar pelo VAR. Que validou o golo por 4 cm! Foi o delírio no estádio e espanta-me como é que ele não ficou com rachas na estrutura com os festejos...! Este golo, claro que já comemorei intensamente. Não foi nada merecido, mas ganhávamos um jogo que esteve perdido até muito perto do final.
 
Em termos individuais, o João Neves foi de longe o melhor do Benfica. Fartou-se de recuperar bolas e está a desenvolver uma capacidade muito bonita de marcar à lagartada em tempo de compensação! Também gostei do Florentino enquanto esteve em campo e o Rafa subiu na 2ª parte. Do lado negativo, o destaque vai inteirinho para o João Mário.
 
Espero que esta vitória não esconda muitos aspectos que não correram nada bem neste jogo. Então, nós estamos a perder com a lagartada em casa por 0-1 e o nosso treinador só faz duas substituições até aos 87’?! Com o Guedes, Tiago Gouveia e um defesa-esquerdo do raiz no banco?! O Morato até nem jogou mal defensivamente, mas em termos atacantes foi muito fraquito, o que é normal, dado que aquele não é o seu lugar de origem. Ao invés, o Jurásek é péssimo a defender, também a lagartada não estava a atacar na 2ª parte por causa da inferioridade numérica. E mesmo assim não entrou...! Por outro lado, o Schmidt substitui o Musa pelo Arthur Cabral e deixa o João Mário quase até ao fim em campo...?! Há lugares cativos na equipa, é isso...?!
 
Iremos ter agora a paragem para as selecções e espero que o Schmidt faça uma reflexão séria acerca do que está a ser a época até agora. A Champions já foi e o campeonato não ficou a uma distância de seis pontos por um verdadeiro milagre. A equipa não só não está a carburar como no ano passado (está a anos-luz disso até), como do banco raramente vêm boas decisões na altura de mudar alguma coisa. Estamos em 1º lugar, é certo, mas a continuar assim, não se augura nada de bom...

sexta-feira, novembro 10, 2023

Derrocada

Caímos com estrondo na Champions, com a quarta derrota consecutiva, em San Sebastian frente à Real Sociedad (1-3) na 4ª feira. No entanto, dado que à meia-hora de jogo, já tínhamos levado três, mais dois anulados e um penalty falhado, até que o resultado acabou por não ser mau de todo... Depois do brilharete do ano passado até aos quartos-de-final, estávamos longe de pensar que iríamos passar por este pesadelo. Temos ainda uma hipótese de chegar à Liga Europa, dado que o Inter Milão ganhou em Salzburgo, mas teremos de ganhar os dois próximos jogos.
 
Mantendo a táctica dos três centrais, o Schmidt só trocou de avançado em relação a Chaves: saiu o Gonçalo Guedes e entrou o Arthur Cabral. A nossa 1ª parte foi absolutamente catastrófica! Sofremos golos aos 6’ (Merino), 11’ (Oyarzabal) e 21’ (Barrenetxea), vimos outros dois invalidados aos 15’ e 19’, e tivemos um penalty contra que foi ao poste aos 29’! Ou seja, a todos nós passou o fantasma de Vigo pela cabeça...! À passagem da meia-hora, o Schmidt tirou o amarelado Florentino (culpado no segundo golo por um péssimo atraso) e colocou o Jurásek, mudando o Aursnes para a direita e o João Neves para o meio. A sangria felizmente estancou, até porque os bascos tiraram um pouco o pé do acelerador.
 
Na 2ª parte, marcámos o nosso primeiro golo na Champions deste ano através do Rafa logo aos 49’, depois de assistência do Otamendi. O mesmo Otamendi teve um remate perigoso fora da área, mas foi defendido para canto pelo guarda-redes Remiro. No entanto, não conseguimos fazer mais nada de relevante e nunca revelámos capacidade de fazer perigar a vantagem dos bascos. Do outro lado, eles não tiveram a mesma intensidade da 1ª parte e não causaram tantos estragos à baliza do Trubin.
 
Com uma exibição destas, seria até ofensivo estar a destacar alguém. Iremos receber a lagartada no domingo com a equipa completamente esfrangalhada, sem sistema táctica e com muitos jogadores fora de forma. Teme-se o pior.
 
P.S. – Como se não bastasse a exibição miserável no campo, nas bancadas ainda aconteceu pior: uma cambada de acéfalos atirou novamente tochas contra os adeptos contrários, à semelhando do que fizeram em Milão na época passada. Muito dificilmente escaparemos a uma interdição da Luz. Eu juro que não entendo isto! Depois de todos os avisos que se fizeram, depois de termos sido proibidos de ter adeptos em Milão, há autênticos erros da humanidade que ainda fazem isto! Claramente gentalha que está uns quantos passos atrás em termos da evolução da espécie. Parece que se já conseguiu identificar alguns deles e, se assim for, espero que sejam banidos de vez dos estádios de futebol e que, se forem sócios, sejam naturalmente expulsos! Não podemos continuar a compactuar com esta escória!

segunda-feira, novembro 06, 2023

Medíocre

Vencemos em Chaves no sábado (2-0) e alargámos a diferença para o CRAC para três pontos, dado que o Estoril foi magnificamente ganhar a Mordor por 1-0, estando ainda a três da lagartada que ganhou 3-2 em casa do E. Amadora (depois de estar a perder 1-2 já na 2ª parte...). Foi uma boa vitória num terreno em que perdemos na época passada, mas o futebol que mostrámos não me deixou nada confiante para difíceis os jogos que se avizinham.
 
O Roger Schmidt gostou do que se passou em Arouca e repetiu o onze, mantendo os três centrais e o Gonçalo Guedes a ponta-de-lança. No entanto, a nossa 1ª parte foi absolutamente pavorosa, do pior que temos visto nos últimos tempos (e a concorrência até é de peso...!). Não criámos uma única situação de golo, com um jogo lento, previsível, sem rasgo, em que a enorme percentagem de posse de bola não serviu para mais do que a circular sem objectividade. Remates por cima do Di María e do Morato de cabeça num canto foi o melhor que conseguimos apresentar. Do outro lado, também o Chaves atirou uma bola ao lado e mais nada.
 
Para a 2ª parte, o Schmidt colocou o Arthur Cabral no lugar do apagadíssimo Gonçalo Guedes. Colocámos um pouco mais de intensidade no jogo e tivemos a felicidade de marcar ainda relativamente cedo. Foi aos 59’ que o João Neves inventou uma jogada na direita, passou por três adversários, centrou atrasado, o guarda-redes tocou ligeiramente na bola, o que fez com que o Arthur Cabral não a conseguisse tocar bem, mas mesmo assim fê-lo o suficiente para a colocar na direcção da baliza, um defesa cortou supostamente sobre a linha (pareceu-me nitidamente já dentro) e o Aursnes na recarga só teve de empurrar. Tanto VAR e tanto investimento, e depois uma coisa simples como a tecnologia da linha de golo não há! Se o Aurnses não estivesse ali, como seria...?! Teríamos um golo roubado, é isso...?! Tínhamos feito o mais difícil, mas no lance a seguir o Chaves só não empatou porque o tiro do Bruno Langa foi ligeiramente desviado pela mão do Trubin e embateu com estrondo na barra. Depois deste enorme susto, controlámos melhor a vantagem no marcador e uma boa iniciativa do Otamendi foi mal finalizada por este depois de um centro do Rafa. No entanto, aos 80’ fizemos mesmo o 2-0 num penalty do João Mário a castigar uma estalada na cara do João Neves. Como o Di María já tinha sido (e bem) substituído pelo Tengstedt, foi o nº 20 a marcar o penalty. Enganou o guarda-redes e foi o que lhe valeu, porque se ele tem acertado o lado defendia facilmente... Até final, ainda vimos um remate desastrado do entretanto entrado Musa e um golo anulado a este por ridículos nove cm. Já disse e repito: esta história do VAR a contar centímetros nos foras-de-jogo irrita-me sobremaneira! Via-se a olho nu e era muito simples: ou está claramente fora-de-jogo ou, se houvesse dúvidas, beneficiava-se a equipa que ataca. Anular golos por aquela margem é simplesmente patético!
 
Em termos individuais, destaque inteirinho para o João Neves, que teve participação activa nos dois golos. O Aursnes também não esteve mal, assim como o Florentino no seu papel de recuperador, e aquele toque ligeiro do Trubin poderá ter salvo o resultado. De resto, tudo muito fraquito.
 
Iremos na 4ª feira ter o jogo decisivo para a continuidade na Europa, em San Sebastian, e no domingo receberemos a lagartada. Se se salvarem os resultados, como em Chaves, ficarei bastante satisfeito, mas se isso acontecer mantendo este nível exibicional será pouco menos do que um milgare...

quinta-feira, novembro 02, 2023

Positivo

Arrancámos bem a fase de grupos da Taça da Liga com uma vitória em Arouca por 2-0. Com a continuidade na Champions, melhor dizendo na Europa, muito tremida, e a atravessar um período nada bom, o Roger Schmidt não fez poupanças e a equipa deu uma resposta melhor do que tem dado.
 
Inovando tacticamente com três centrais, alinhámos igualmente com o Gonçalo Guedes na frente, secundado pelo Rafa e Di María. E começámos logo com duas boas chances, com o Di María no seu movimento habitual da direita para o meio a atirar em arco ao lado e o Gonçalo Guedes a rematar muito por cima depois de um bom movimento a desenvencilhar-se de dois defesas. O Rafa e o Aursnes também tiveram ocasiões, porém ambos os remates saíram ao lado. Até que aos 26’ inaugurámos o marcador pelo Di María num livre directo semelhante ao que teve em Vizela. O Arouca justificava o facto de estar num péssimo momento com uma série de derrotas consecutivas e praticamente não conseguiu criar perigo.
 
Na 2ª parte, o cariz do jogo manteve-se o mesmo, com o Arouca com muitas dificuldades para dar trabalho ao Trubin. Colocámos de novo a bola na baliza pelo João Mário, mas o Gonçalo Guedes estava fora-de-jogo no início da jogada, uns bons 10’’ ou 15’’ antes de a bola entrar na baliza...! Acho isto ridículo! É muito pior um canto mal assinalado que dá golo, e aí o VAR já não intervém, do que uma jogada destas que ainda passa por não-sei-quantos jogadores antes de entrar na baliza! O Schmidt começou a rodar a equipa e tirou os três da frente para colocar o Arthur Cabral, Tengstedt e Tiago Gouveia. Naturalmente que a qualidade baixou, embora o Tiago Gouveia tenha dado outra vez mostras de merecer mais oportunidades. Mesmo assim, ainda tivemos direito a um momento muito pouco vulgar, ou seja, um golo do Arthur Cabral! Assistência do Tengstedt com o brasileiro a partir ainda do nosso meio-campo, a aguentar o defesa e a rematar muito bem à saída do guarda-redes. Grande golo! Até final, o Tiago Gouveia ainda rematou com perigo por cima e o Arouca teve a sua única oportunidade, mas o Trubin encaixou bem.
 
Em termos individuais, realce para o Di María enquanto esteve em campo, continuo a achar que o Florentino tem de ser titular, apesar de ainda não estar na sua melhor forma, o João Neves fez o corredor direito, mas é um desperdício jogar aí, e o Guedes, mesmo um pouco desastrado, é um sério candidato ao lugar de avançado. Menção honrosa para o Arthur Cabral por causa do golo, que pode ser que lhe dê a confiança devida para sair do marasmo em que está desde que chegou ao Benfica.
 
Com este resultado, basta-nos um empate frente ao AVS em casa para nos qualificarmos para a final fourdesta competição. É certo que é a terceira na ordem de importância das provas nacionais, mas não só temos um prestígio a manter por sermos o clube que a conquistou mais vezes, como também há que ultrapassar esta seca de sete anos sem a conquistar.