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sexta-feira, abril 09, 2010

Anjinhos

Perdemos em Liverpool por 1-4 e fomos eliminados da Liga Europa. Cumprimos os objectivos mínimos, já que o nosso orçamento contemplava a presença nos quartos-de-final desta competição, mas sinceramente estou bastante chateado com este desfecho. Não fiquei nada convencido acerca da superioridade do Liverpool e acho que este resultado é fruto de algumas circunstâncias que actuaram a nosso desfavor.

Entrámos muitíssimo bem na partida e calámos os adeptos do Liverpool durante os primeiros 20’. Não tivemos uma clara oportunidade de golo, mas alguns remates deveriam ter sido melhor dirigidos. Contra a corrente do jogo, o Liverpool marcou aos 28’ num lance que não via desde os famosos 3-6 em Alvalade: um guarda-redes do Benfica a sofrer um golo de cabeça dentro da pequena-área! Enorme frango do Júlio César (não me parece falta nenhuma do Kuyt) que deitou tudo a perder. Até porque o 2-0 surgiu pouco depois aos 35’, numa jogada de contra-ataque, em que o Javi García ficou desposicionado e abriu-se um buraco pelo meio onde entrou o Lucas. Houve um primeiro remate em que a bola raspou por baixo da mão do Júlio César (deu-me a sensação que poderia ter feito melhor) e no ressalto o mesmo jogador fez golo. Em pouco tempo, ficámos com uma desvantagem que não merecíamos de todo e até ao intervalo poderíamos ter reduzido através de um livre do Cardozo, bem defendido pelo Reina, ou de outro livre em que um remate do Sidnei é desviado por um defesa.

Na 2ª parte, voltámos a entrar seguros, a fazer circular a bola, mas deitámos tudo a perder aos 59’ ao sofrer mais um golo de contra-ataque. Um livre mal marcado pelo Carlos Martins (a meia-altura para a cabeça do Di María!) resultou numa transição rapidíssima do Liverpool que terminou nas nossas redes por culpa do Fernando Torres. As coisas complicavam-se bastante e nesta altura precisávamos de dois golos para passar. Ainda marcámos um aos 70’ pelo Cardozo na cobrança de um livre e tivemos outra grande oportunidade também pelo paraguaio noutro livre, desviado pela barreira e quase traindo o guarda-redes. Sinceramente cheguei a ver a bola dentro da baliza! A cara dos adeptos do Liverpool dizia tudo e pensei que poderíamos passar a eliminatória. Só que veio uma inoportuna lesão do Júlio César, que obrigou à entrada do Moreira, e nos cortou o ritmo. Praticamente a seguir, aos 82’, o Torres acabou com a eliminatória noutro contra-ataque! Foi um resultado muito pesado para o que fizemos em campo. Sofrer um golo de enorme frango e três em contra-ataque em Anfield Road(!) é um pouco inglório. Fomos anjinhos.

Individualmente não houve ninguém que tivesse feito uma grande exibição. Não acho que a inclusão do Sidnei e a deslocação do David Luiz para a esquerda fosse o problema, até porque estes dois foram dos melhores do Benfica. Era necessário que o Kuyt não ganhasse muitas bolas de cabeça como aconteceu na Luz, logo o David Luiz dava mais garantias nesse sentido que o Fábio Coentrão, como é óbvio. O resto da equipa esteve num plano regular, mas notou-se, e de que maneira, o cansaço que os apenas três dias de descanso provocaram na nossa equipa. Por exemplo, o Di María não existiu e o Cardozo também só esteve bem nos livres, falhando quase todas as tabelinhas. No entanto, foi pena que o Jorge Jesus não tivesse mantido o que disse em Janeiro, quando anunciou o fim da rotatividade dos guarda-redes. Já no golo em Marselha teve uma saída disparatada e duvido que o Quim sofresse um primeiro golo destes.

Era útil que a Uefa revisse as datas das eliminatórias da Liga Europa, porque, dos oito clubes presentes nestes quartos-de-final, não é por acaso que o Benfica é o único que está na frente do respectivo campeonato. Jogos à 5ª feira é muito bonito, mas em semanas consecutivas não dá tempo de descanso ainda por cima com partidas do campeonato ao fim-de-semana. Como o jogo com os lagartos é na 3ª feira, temos mais que tempo para descansar e apresentarmo-nos melhor fisicamente. É uma partida importantíssima, já que, como se sabe, o principal objectivo da época dos lagartos ainda pode ser cumprido: ganhar ao Benfica. Eu sei que jogar com os lagartos depois de defrontar o Liverpool é como sair de uma refeição gourmet para um McDonald’s, mas todo o cuidado é pouco. Faltam 10 pontos para sermos campeões e é fundamental que, depois deste jogo, fiquem a faltar sete.

P.S. – Os anti-Benfica que festejem bem este desaire, porque agora, com descanso suficiente entre os jogos, não vamos dar hipóteses nenhumas! Viva o Benfica!

sexta-feira, abril 02, 2010

Justo

Vencemos o Liverpool por 2-1 e estamos em vantagem na eliminatória. Como se previa foi uma partida extremamente difícil, mas a nossa vitória é inquestionável. É claro que a expulsão do Babel aos 30’ ajudou a que fôssemos dominantes, mas mesmo antes disso já éramos nós que estávamos por cima do encontro. E na 2ª parte praticamente só houve uma equipa em campo.

Entrámos bastante mal e sofremos um golo escusado logo aos 9’ num livre “à Camacho” que defendemos muito mal. O Agger rematou completamente sozinho quase na pequena-área. Foi um rude golpe, porque era fundamental não sofrermos golos, mas a equipa conseguiu recompor-se e começou a acercar-se com perigo da baliza do Liverpool. O Cardozo iniciou a sua senda de golos falhados de forma incrível, mas também o Ramires e o Aimar tiveram oportunidades de marcar. À meia-hora aconteceu o tal lance da expulsão do Babel, que colocou a mão na cara do Luisão depois de este ter feito uma falta por trás sobre o Torres (e levado o amarelo). Sinceramente pareceu-me uma expulsão um pouco exagerada. Até final da 1ª parte, continuámos a pressionar, mas os ingleses lá conseguiram chegar ao intervalo em vantagem.

Na 2ª parte, o Liverpool praticamente abdicou de atacar e nós elevámos o ritmo. O Cardozo tem um enorme falhanço de cabeça na pequena-área depois de um canto do Di María, mas redime-se pouco depois ao atirar uma bomba ao poste num livre directo. A bola ressalta para o Aimar que é carregado na área. Penalty indiscutível que o Cardozo marcou muitíssimo bem aos 59’. Alguns minutos depois, o paraguaio é derrubado na área com um pé no ombro, mas o árbitro não marcou o respectivo penalty. Aos 76’ o Liverpool teve a sua grande oportunidade de golo, mas felizmente o Torres rematou ao lado quando estava só com o Júlio César pela frente. Três minutos mais tarde, uma arrancada do Di María na esquerda foi cortada pela mão num carrinho do Carragher. Os árbitros de baliza demonstraram finalmente a sua utilidade. Desta feita, o Cardozo marcou em jeito e enganou o Reina. Até final, conseguimos controlar o ataque dos britânicos, mas já não tivemos pernas para ir à procura de novo golo.

Individualmente acho que o melhor do Benfica foi o Javi García. Fartou-se de lutar, apanhou com o Gerrard durante grande parte do 1º tempo e raramente falhou um passe. O Aimar melhorou muito na 2ª parte, mas ainda não voltou à forma de início da época. Ainda por cima, com a inoportuna lesão do Saviola, teve que jogar numa posição mais adiantada. O Cardozo também merece destaque por ter tido a coragem de marcar dois penalties numa partida que não lhe estava a correr nada bem (já para não falar no histórico dele nas últimas grandes penalidades…). O Coentrão voltou a fazer uma excelente partida a defesa-esquerdo e será um escândalo se não for o titular da selecção no Mundial. A dupla de centrais foi amarelada (o cartão do David Luiz foi muito escusado) e teve alguns problemas com o Torres. O Júlio César teve grandes culpas numa saída falhada que só não deu golo, porque houve um fora-de-jogo no lance, mas o Liverpool acabou por não o pôr muito à prova. O resto da equipa esteve num plano regular, mas o Maxi Pereira e o Di María terão feito dos jogos menos conseguidos desta época. Ah, e aqui fica um recado ao Carlos Martins: uma coisa é rematar à baliza e outra é fazer passes para os colegas. Não se pode fazer ambos a 80 km/h… Quanto aos substitutos, gostei bastante da entrada do Nuno Gomes cuja movimentação criou alguns problemas à defesa do Liverpool (aliás, acho que, com a lesão do Saviola, o capitão é a escolha mais óbvia para o onze), não tanto do Rúben Amorim, não tão desequilibrador quanto desejava, e o Airton esteve poucos minutos em campo.

Vamos ver o que sucede em Anfield para a semana. Mas antes disso temos uma partida muito difícil na Figueira da Foz. Não teremos muitos dias de recuperação e isso é o que mais me preocupa. É fundamental vencer a Naval, mas dava algum jeito que o Braga não ganhasse ao V. Guimarães para termos alguma margem de manobra. É que se eliminarmos o Liverpool julgo que nos poderemos considerar como um dos grandes candidatos a vencer a “Euroliga”. E era tão bom fazermos esta dobradinha…

P.S. – Acho a presença dos No Name Boys imprescindível nos nossos jogos. O seu apoio é constante e na maior parte das vezes são eles que puxam pelo resto do estádio. Agora, não compreendo mesmo nada como é possível haver elementos que fazem o que fizeram hoje. Atirar petardos para o campo, para perto do árbitro de baliza é absolutamente lamentável, mas fazê-lo ainda por cima numa altura em que nós estávamos por cima do jogo é simplesmente estúpido. Quebrou completamente o nosso ritmo e ajudou o Liverpool. Iremos levar uma multa pesadíssima da Uefa e só espero que o nosso estádio não seja interditado. Não percebo porque é que há pessoas que se esquecem do cérebro em casa antes de ir ao futebol…

quinta-feira, março 18, 2010

Incomensurável

Ganhámos brilhantemente em Marselha por 2-1 e assegurámos a passagem aos quartos-de-final da “Euroliga” (como diz o nosso treinador :-) Foi a melhor exibição europeia do Benfica desde este jogo mítico. Como escrevi aqui, se pudesse escolher a altura em que partiria deste mundo, seria depois de uma partida destas. É pena as palavras serem escassas para poder expressar aquilo que sinto. É que foi uma exibição de gala, classe, querer, em que pela primeira vez esta época demos a volta a um resultado (e que óptimo jogo para o fazer :-) A vitória foi merecidíssima e seria a injustiça do milénio não passarmos esta eliminatória. É cada vez mais impossível medir a nossa grandeza.

Não sei explicar bem porquê, mas estava confiante para este jogo. Ainda mais fiquei quando ouvi ontem o Jorge Jesus dizer que tinha sido surpreendido pelo Marselha na 1ª mão, mas que tinha tirado ilações e na 2ª tudo seria diferente. A expressão “banho de bola” aplica-se perfeitamente ao que se passou em campo. O Marselha teve duas oportunidades (um remate do Lucho e o golo) e não conseguiu criar mais perigo nenhum. Quanto a nós, sinceramente perdi a conta às oportunidades que falhámos. Ainda por cima, tivemos uma arbitragem que não desdenharia ao Sr. Jorge Sousa ou ao Sr. Olegário Benquerença. Convém fixar este nome: Damir Skomina da Eslovénia. Que grande ladrão!

Entrámos em campo muito personalizados, a sair rápido para o ataque, como é nosso hábito este ano. O Marselha não conseguia ligar uma jogada e começámos a criar situações de perigo. O árbitro fez vista grossa a um empurrão ao Ramires dentro da área e pouco depois o Cardozo de fora da área atirou ao poste. O Di María também teve um bom remate defendido pelo guarda-redes e a única oportunidade do Marselha foi o tal remate do Lucho.

Na 2ª parte, o cariz do jogo não se alterou. O Marselha continuava a não existir e nós a criar situações de golo em catadupa. Ao mesmo tempo, o árbitro continuava com uma dualidade de critério enorme e faltas a nosso favor eram mentira. Contra a corrente da partida, o Marselha chegou à vantagem aos 70’ num livre com um ressalto, em que o Júlio César saiu um pouco atabalhoadamente da baliza. A injustiça era tão grande que sempre acreditei que conseguíamos dar a volta. De tal forma, que, ao contrário do que é habitual em mim, nem me lembrei do histórico desta época, em que nunca alcançámos a vitória depois de ficarmos a perder. Aos 75’, o Maxi Pereira tirou um autêntico coelho da cartola num grande remate fora da área e fez o empate. A partir daqui, tentámos tudo para não termos um injustíssimo prolongamento e o Di María e, especialmente, o Cardozo tiveram oportunidades soberanas para nos colocar na frente. O que acabámos por conseguir, numa doce vingança, no último minuto através de um livre para a área, um ressalto e o Kardec a justificar já a sua contratação. Grande golo de ângulo complicado! Até final, ainda deu para o Ben Arfa perder a cabeça e ir para a rua (esteve 1’ em campo!), e para o árbitro mostrar um ridículo amarelo ao Aimar (foi um festival e saímos de campo com seis jogadores amarelados).

Não vou destacar ninguém em especial, porque isso seria muito injusto para a partida épica que quase todos fizeram. A defesa esteve irrepreensível, com o Maxi a ganhar a maioria dos duelos com o Brandão (e a ser mais uma vez decisivo ao marcar ao Marselha), os centrais a não darem um milímetro ao Niang (excepção no golo) e o Coentrão a levantar a dúvida em todos nós: de certeza que foi só este ano que ele começou a jogar a defesa-esquerdo? O meio-campo também esteve excelente, mas o Carlos Martins conseguiu exasperar-me com o falhanço sucessivo de passes de lana caprina. O Ramires é um génio a nível táctico e o Di María deu cabo da cabeça ao defesa-direito. Quanto ao ataque, o Cardozo fartou-se de lutar, atirou uma bola ao poste, mas não pode falhar uma bola daquelas isolado… O Saviola esteve mais desaparecido, mas foi importante com as suas movimentações para desposicionar os adversários. Quanto ao Aimar, entrou bem na partida e os franceses ficaram logo em sobressalto e ao Kardec desejo-lhe a maior sorte do mundo para não se limitar a ficar na galeria daqueles que, com apenas um golo em jogos importantes, justificaram a sua contratação pelo Benfica: Mostovoi, Sabry, Robert e Beto. Espero que possa fazer muitos mais!

Tivemos uma jornada épica que vai ficar nas nossas memórias por muitos anos. Agora nos quartos-de-final, só não quero o Valência e o Liverpool. Quanto aos outros cinco (Wolsfburgo, Standard Liège, Atlético Madrid, Fulham e Hamburgo), sinceramente, e sem ser arrogante, acho que seremos favoritos se nos calharem em sorte. Se tivesse que escolher um, seria os ingleses. Era tão bonito voltarmos a umas meias-finais numa prova europeia… E mimetizávamos as inolvidáveis épocas de 1982/83 e 1993/94.

sexta-feira, março 12, 2010

Substituições

Empatámos em casa com o Marselha (1-1) e ficámos em desvantagem para a partida da 2ª mão. Ponto prévio: o resultado é justo, já que as oportunidades de golo foram repartidas. Mas como o golo do empate deles foi aos 90’ e nós atirámos uma bola à trave aos 85’, fiquei pior que estragado no fim. Mais ainda, porque acho que o golo poderia bem ter sido evitado.

Finalmente foi preciso chegar a Março para ter um teste a sério! :-) O Marselha é de longe a melhor equipa que defrontámos este ano e não é por acaso que esteve na Champions. Entrámos mal no jogo e durante os primeiros 25’ nem cheirámos a bola. Ou seja, até o Javi García se recompor da má entrada que teve e voltar ao seu nível habitual. Falhámos passes na zona do meio-campo, algo que não é nada habitual, e não conseguíamos ligar os sectores. Mas, a partir dessa altura, as coisas melhoraram e subimos o nível. Sem nunca atingir o que temos conseguido no campeonato, mas há que ver que do outro lado a oposição era muito forte. O Lucho González falhou uma boa oportunidade isolado e o Aimar infelizmente imitou-o. Também houve um remate com pé direito do Cardozo muito por alto, quando deveria ter dado uma cabeçada, e um ou outro lance em que decidimos mal na altura do remate.

Na 2ª parte, o filme repetiu-se. Ou seja, voltámos a entrar bastante mal e o Marselha trocava a bola com bastante à vontade. Estivemos mais concentrados na defesa e eles raramente tiveram oportunidade de entrar na nossa área, mas foi só com a entrada do Carlos Martins que as coisas melhoraram. Nem acho que o Aimar estivesse a jogar mal, mas não estava a conseguir desequilibrar como habitualmente. O C. Martins entrou bem e passámos a utilizar mais velocidade nas transições. Empurrámos o Marselha para o seu meio-campo, mas tivemos um calafrio num contra-ataque em que o Júlio César conseguiu fazer uma boa dupla defesa que impediu a desvantagem no marcador. Ao invés, fomos nós que conseguimos passar para a frente aos 76’ num centro do Di María em que o Cardozo falha inacreditavelmente, mas a bola acabou por sobrar para o Maxi Pereira porque o guarda-redes não a agarrou. Estava feito o mais difícil e, sinceramente, esperava que conseguíssemos segurar o resultado até final. E, se é mais que justo referir que o Jorge Jesus tem sido o grande obreiro da nossa fantástica época e se já ganhámos vários jogos este ano por causa das suas substituições, nesta partida não esteve nada bem. A partir do momento que nos colocámos em vantagem, não se justificava manter a substituição do César Peixoto pelo Fábio Coentrão. Apesar disto, poderíamos em contra-ataque ter aumentado a vantagem, especialmente no tal remate do Ramires à barra. Aos 88’, o Jesus resolveu colocar-nos a jogar com 10 ao tirar o Saviola e colocar essa nulidade ambulante chamada Éder Luís. Um domínio inacreditavelmente falhado por ele deu origem a um ataque francês pela direita (where else?), imenso espaço para o centro e o pequeno Ben Arfa, que entretanto tinha entrado, consegue cabecear à vontade para o empate. O Maxi Pereira também não fica isento de culpas no lance, porque o deixa saltar à vontade. Foi dos maiores baldes de água fria que tive nos últimos tempos…

Individualmente, destaco o Luisão e o David Luiz que estiveram bastante bem, tendo em conta que o ataque do Marselha é muito forte. O Cardozo também fez um bom jogo, apesar de ter falhado na concretização. O Saviola criou alguns desequilíbrios, assim como o Di María, mas tiveram bastantes dificuldades para encontrar espaço. Referência ainda para o Júlio César, que fez algumas boas defesas. O resto da equipa esteve regular. Perdoem-me aqueles que acham que qualquer Paulo Almeida, lá por jogar no Benfica, passa a ser automaticamente um génio, mas não entendi mesmo a opção pelo Éder Luís. Ainda por cima, com o Rúben Amorim no banco e o Jesus acabou por referir isso no final que hesitou entre defender o 1-0 ou não. Poderia à mesma não o ter feito, mas escusava era de nos pôr a jogar em desvantagem numérica. Desculpem lá, mas um tipo que aos 24 anos não consegue dominar uma bola não pode ser jogador do Benfica. Revejam o início da jogada do golo deles e depois tirem as vossas conclusões. Tenham paciência, mas não há “período de adaptação” para uma coisa básica que é dominar uma bola. Podem dizer-me “sim, mas ninguém calcula que um mau domínio no meio-campo possa resultar em golo”. É óbvio, mas se ele fosse defesa e tivesse feito o mesmo, aí toda a gente repararia. Para além de tudo, com 24 anos, a “margem de progressão” parece-me muito curta… Logo por azar, o golo sofrido nasceu nele e passou pela nossa lateral-esquerda… Evitável!

Enfim, este resultado custou-me bastante, especialmente pela forma como aconteceu. Antevê-se uma 2ª mão muito complicada, mas antes disso teremos uma partida importantíssima no Domingo na Choupana. Espero que a equipa não se ressinta do esforço deste jogo e que possamos prosseguir a nossa caminhada vitoriosa.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Regresso ao normal

Voltámos às boas exibições e goleámos o Hertha Berlim (4-0), assegurando a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa. Foi uma vitória incontestável e só foi pena que não tivéssemos ganho os dois jogos da eliminatória. A nossa pontuação no ranking agradeceria.

30.402 espectadores foram ver um jogo às 17h de uma 3ª feira, o que demonstra bem a grandeza de clube que temos. E aposto que não deram o tempo e o dinheiro por mal empregue. Durante os 90’ só houve uma equipa em campo. É certo que os alemães tinham jogado no Domingo e não estavam fisicamente no auge, mas a diferença de qualidade é abissal. Entrámos bem na partida e marcámos aos 25’ pelo Aimar, depois de uma jogada brilhante entre ele, o Saviola e o Di María. Se dúvidas houvesse, a eliminatória ficava quase resolvida ali. Até final da 1ª parte ainda poderíamos ter marcado mais um golo, já que tivemos uma bola ao poste pelo Saviola e outro bom remate ao lado do Rúben Amorim.

A 2ª parte começou com o carimbo definitivo na nossa passagem com o golo de cabeça do Cardozo aos 49’, depois de um óptimo centro do Di María. Dez minutos mais tarde, o Javi García fez o 3-0 e aos 62’ o paraguaio voltou a facturar. A partir daqui, o Jorge Jesus começou (e bem) a poupar a equipa e saíram os três argentinos. Baixámos o ritmo e não conseguimos marcar mais nenhum golo. No entanto, raramente deixámos o Hertha acercar-se da nossa baliza com perigo. O mais importante foi conseguido e ainda tivemos tempo para poupar jogadores para os próximos jogos.

Individualmente gostei imenso do Rúben Amorim e do Fábio Coentrão. Com o menor vigor físico do Ramires nos últimos tempos, o Amorim perfila-se como a melhor solução (mas só daqui a duas jornadas, já que até lá terá que substituir o castigado Javi García). O Coentrão é definitivamente o nosso defesa-esquerdo nos encontros em casa. Aquela ala esquerda com ele e o Di María é temível. O Cardozo merece obviamente destaque e não só pelos dois golos. Está cada vez melhor a jogar para a equipa com tabelinhas e passes a rasgar. O Aimar também melhorou bastante em relação aos últimos jogos e a equipa sobre de produção quase instantaneamente. O Di María não fez tudo bem, mas a velocidade que emprega é fabulosa e esteve em três dos quatro golos.

O adversário seguinte será certamente o Marselha e aí as coisas vão ser mais difíceis. Iremos ter um Março muito puxado em termos de jogos e eu sei que a prioridade é o campeonato, mas conto eliminar os franceses e seguir para os quartos-de-final. Acho que temos equipa para isso e é bom que tenhamos visibilidade a nível internacional. O nosso prestígio, as receitas e a valorização dos jogadores agradecem. E, cá entre nós que ninguém nos ouve, Hamburgo está ali tão perto…

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Medíocre

Repetimos o resultado do ano passado em Berlim frente ao Hertha (1-1), mas como agora é uma eliminatória estamos em vantagem para o jogo da 2ª mão. No entanto, desperdiçámos uma oportunidade de ouro para finalmente vencer um jogo na Alemanha. O Hertha está em último lugar do campeonato alemão e percebeu-se porquê. Quando acelerávamos um pouco, o que aconteceu nos primeiros 25’, eles abanavam por todo o lado.

Não poderíamos ter entrado melhor, com um golo logo aos 3’ pelo Di María depois de um passe fabuloso do Carlos Martins. E durante os minutos seguintes demonstrámos inequivocamente a nossa superioridade, só que não conseguimos ter tantas oportunidades de golo como habitualmente. A partir dos 25’, o Hertha reequilibrou a partida, mas sem conseguir criar perigo. Chegaram à igualdade aos 32’ numa infelicidade do Javi García que fez um autogolo (malditos, já é o terceiro esta época!), o que acabou por nos desconcentrar um pouco. Mas até final da 1ª parte ainda tivemos uma boa chance pelo Luisão, mas o cabeceamento saiu à figura.

Quando se esperava que no 2º tempo acabássemos com a eliminatória, isso esteve longe de acontecer. Estivemos muito mal no passe e claro que a bola raramente chegou em condições aos avançados. Com o Di María a desaparecer um pouco do jogo e os alemães a defender com muitos homens, continuámos sem criar as oportunidades habituais. Ao invés, a defesa sentiu dificuldades pouco usuais e sofremos inclusive uma bola no poste. A equipa teve períodos de pouca concentração, o que já não é a 1ª vez que acontece quando defronta adversários teoricamente mais fracos. Em Setúbal foi a mesma coisa. Para ajudar à festa, ainda tivemos uma arbitragem lamentável, que nos roubou um penalty descarado sobre o Ramires na 2ª parte e praticamente só assinalava faltas para um lado. O Sr. Terje Hauge bem poderia passar por árbitro português…

Individualmente gostei do Rúben Amorim a defesa-direito e do Cardozo, que apesar de não ter marcado, ganhou inúmeras bolas de cabeça. O Di María não foi constante, mas quando acelerava era um perigo. Todos os outros estiveram sofríveis e o César Peixoto não pode voltar a fazer uma estupidez daquelas (meter a mão à bola quando já tinha um amarelo), porque se arrisca a ir para a rua. Foi uma sorte não ter ido e ainda estávamos na 1ª parte…

Era só o que mais faltava não eliminarmos os alemães, pelo que espero que na próxima 3ª feira, à tarde (17h!), possamos assistir a uma boa exibição com a respectiva vitória. O Marselha já está à nossa espera nos oitavos-de-final.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Tranquilo

Vencemos o AEK Atenas (2-1) num jogo apenas para cumprir calendário, já que o apuramento e 1º lugar já estavam garantidos à partida. Com a proximidade da recepção ao CRAC, o Jorge Jesus apostou numa equipa em que o Di María era o único habitual titular. Foi uma partida calma, mas com períodos interessantes e que nos permitiu amealhar o prémio monetário correspondente à vitória e, mais importante que isso, pontos para o nosso ranking.

A minha principal preocupação era as possíveis lesões, mas felizmente parece que não houve nenhuma, apesar de na 2ª parte terem entrado o César Peixoto, Javi García e Cardozo (o Geraldo ainda tentou dar uma alegria ao irmão, mas ainda bem que não conseguiu). Podíamos ter entrado logo a ganhar, mas o Weldon falhou um domínio fácil logo aos 2’ e o Felipe Menezes acertou no poste um penalty aos 14’ (não percebi porque é que o Jesus não deixou que fosse o Nuno Gomes a marcar…). Os gregos pouco faziam e foi com naturalidade que chegámos à vantagem num remate fora da área do Di María mesmo em cima do intervalo.

Na 2ª parte estivemos um pouco mais dinâmicos. Estranhei a entrada do Peixoto para o lugar o Coentrão no reatamento, mas o Jesus explicou que este estava com febre e não podia mais. Até aos 75’ os gregos praticamente não fizeram nada em termos atacantes e o Di María inventou um chapéu magnífico aos 53’, mas a bola bateu na barra. Vinte minutos depois uma boa abertura do Carlos Martins isolou o argentino que marcou de letra. Foi um grande golo, mas no dia em que o Di María fizer algo simples estará para cair um santo do altar. A partir daqui e inexplicavelmente desconcentrámo-nos e os gregos até poderiam ter igualado a partida. Mas felizmente só fizeram um golo aos 83’ num falha incrível do Miguel Vítor.

Individualmente há que destacar o Di María pelos dois golos e o chapéu no poste. Quanto aos suplentes, só o Roderick acabou por sobressair, especialmente a colocar a bola na frente. Tenho pena que o Shaffer não tenha aproveitado esta oportunidade, mas a falta de ritmo e de confiança traiu-o na maior parte dos lances. O Carlos Martins mostrou mais uma vez ser um jogador esclarecido e o ritmo de jogo até o ajudou, já que vinha de uma paragem prolongada. Preocupa-me o facto de grande parte dos jogadores ter acabado com problemas físicos (Nuno Gomes, que acabou por ser substituído, e Weldon, por exemplo), já que a partida foi disputada a um ritmo relativamente lento. E julgo que está mesmo confirmada a saída do Keirrison em Janeiro, já que nem nesta partida saiu do banco.

Veremos o que o sorteio nos reservará mais logo, mas por enquanto a nossa cabeça está mesmo no próximo Domingo. Com tantas baixas (o Sidnei juntou-se à lista dos que estão em dúvida, nem chegando a alinhar hoje), antevê-se uma partida ainda mais complicada. Espero a vitória, mas realisticamente e perante tantos condicionalismos, o empate não seria mau resultado.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Objectivo cumprido

Batemos o BATE (lindo trocadilho!) Borisov na Bielorrússia por 2-1 e não só nos qualificámos para os 1/16 avos-de-final da Liga Europa, como garantimos já o 1º lugar do grupo (em princípio não apanharemos o Liverpool na próxima eliminatória). Foi uma vitória importantíssima para que possamos alinhar com os suplentes no último encontro do grupo frente ao AEK Atenas, que vai acontecer apenas três dias antes de recebermos o CRAC. Além disso, conseguimos pontos para o nosso ranking da Uefa (é fundamental ficar no pote 2 se formos à Liga dos Campeões para o ano) e o prémio monetário correspondente. Ou seja, correu tudo bem.

Entrámos bem na partida, com alguma dinâmica e não acusando em nada o descanso do Aimar e Di María (ficaram no banco). O Felipe Menezes e, principalmente, o Fábio Coentrão substituíram-nos bem. No entanto, essa boa entrada durou 20’ e depois o BATE Borisov equilibrou e até teve a melhor oportunidade da 1ª parte, numa bola à barra num livre. Nós tivemos uma jogada em que o Cardozo se isolou, mas rematou fraco e à figura do guarda-redes.

A 2ª parte não poderia ter começado melhor. Abrimos o marcador logo aos 46’ pelo Saviola depois de uma óptima combinação entre o Felipe Menezes e o Fábio Coentrão. O adversário abanou com o nosso golo e sofreu o 2º aos 63’ numa excelente combinação atacante em que participaram o César Peixoto, Saviola e o Coentrão, tendo este finalizado e finalmente marcado um golo normal pelo Benfica (o contra o Monsanto foi de cabeça). Toda a gente pensou que a partida estava resolvida, mas alguma desconcentração da nossa parte permitiu ao BATE reduzir num autogolo do Miguel Vítor aos 69’. Um minuto antes tinha entrado o Aimar para dar descanso ao Saviola e o nosso meio-campo ficou mais reforçado. Sinceramente não gostei da maneira como defendemos nos últimos 20’, não porque o adversário tenha criado muitas situações para marcar, mas porque só criando eles perigo em bolas paradas, fizemos algumas falta muito escusadas perto da área. Num contra-ataque, o Aimar ainda poderia ter morto o jogo, mas o remate saiu à figura do guarda-redes.

Individualmente o destaque vai inteirinho para o Fábio Coentrão. De volta à sua posição natural de extremo-esquerdo, deu muita dinâmica ao nosso ataque e ainda marcou um golo. Se calhar é bom dar algum descanso ao Di María, porque os seus últimos dois jogos foram de fugir. Também gostei do Felipe Menezes, cada vez mais entrosado com a equipa. Ainda tem com alguns erros fruto da sua juventude, mas o toque de bola não engana. O Ramires é um jogador muito regular e mesmo não estando na forma que já nos habitou é fundamental na nossa estratégia. Tal como o Javi García, cada vez mais a confirmar que os 7M€ pagos por ele foram uma pechincha. O Saviola esteve igualmente em destaque, marcou um golo e foi sempre uma referência no ataque. O Cardozo baixou um pouco de eficácia face ao que vinha apresentando antes de ser inacreditavelmente expulso no túnel de Braga, mas é insubstituível. A defesa não esteve mal, mas sentiu-se a falta dos centímetros do Luisão perante os altos bielorrussos.

No próximo Domingo teremos uma partida importantíssima frente à Académica e depois visitaremos Olhão (inacreditável o preço dos bilhetes…). É fundamental conseguir seis pontos nestes dois jogos antes de receber o CRAC. Que vai visitar Guimarães na 6ª feira, o que não será nada fácil. O principal objectivo da época é o campeonato, mas estou muito contente com esta campanha europeia. Pelo menos, já limpámos a imagem perante a vergonha do ano passado. E seria bonito conseguir uma dobradinha Campeonato-Liga Europa, não?

sexta-feira, novembro 06, 2009

Inquestionável

Vencemos o Everton em Liverpool (2-0) e colocámo-nos em muita boa posição para passarmos aos 1/16 avos de final da Liga Europa, até porque houve um empate entre o AEK e o Bate Borisov. Precisamos apenas de mais um ponto nos dois jogos que faltam para nos qualificarmos. Parece-me cada vez mais claro que o maior adversário do Benfica este ano vão ser os Srs. Jorge Sousas que se nos atravessam no caminho, já que quando temos arbitragens honestas acabamos por ganhar mesmo jogos mais equilibrados.

Não sendo uma partida decisiva no apuramento, era no entanto muito importante em termos anímicos. Era fundamental a equipa dar uma resposta cabal ao resultado negativo do passado sábado e mostrar ao sistema que vai ter que corromper e roubar muito para nos parar. É algo que não cessa de me espantar este ano: respondemos sempre muito bem a qualquer resultado menos bom. E para o do passado sábado muito contribuíram factores externos, já que a nossa exibição não foi assim tão má.

Perante um Everton que, não me canso de repetir, ficou em 5º lugar no campeonato inglês do ano passado e que jogava em casa, demonstrámos uma personalidade imensa, classe e perfeita noção do que tínhamos que fazer para os neutralizar. Como se esperava, o Aimar ficou no banco e jogámos com o Javi García e o Ramires no meio, o Sidnei a central e o David Luiz na esquerda. As despesas do ataque eram do Di María, Fábio Coentrão, Saviola e Cardozo. A 1ª parte foi equilibrada, mas fomos nós que criámos mais perigo, incluindo uma bola ao poste pelo Cardozo seguida de um bom remate do Saviola superiormente defendido pelo Tim Howard. Perto do intervalo tivemos uma péssima notícia com a lesão muscular do Ramires, que espero seja recuperável a tempo de Alvalade. Ainda por cima, o brasileiro estava a ser dos melhores. Entrou o Maxi para lateral-direito e Amorim subiu para o meio-campo.

A 2ª parte foi um festival. O Everton deixou praticamente de criar perigo, enquanto nós tivemos muito cedo duas boas ocasiões pelo Di María. Aos 60’ o Jorge Jesus decidiu que estava na altura de ganhar o jogo e lançou o Aimar. Foi a estocada final. Se até aí tínhamos espaço para atacar, depois da entrada do argentino ficámos com alguém que sabia muito bem o que fazer com esse espaço. Aos 63’ uma boa combinação entre o Di María e o Saviola permitiu a este último inaugurar o marcador. A 15’ do fim a vitória ficou assegurada com um golo do Cardozo (em ligeira posição de fora-de-jogo) depois de um remate do Amorim desviado por um defesa. Muito perto do fim, num lance que me pareceu claríssimo fora-de-jogo, o Júlio César fez uma defesa magistral num remate isolado de um jogador do Everton na sequência de um canto. Foi daqueles lances de golo certo que o guarda-redes salva, algo que infelizmente não estou habituado a ver no Benfica nos últimos tempos.

Individualmente há que destacar o trio de argentinos (Di María, Saviola e Aimar) que fizeram a cabeça em água aos ingleses. O Javi García esteve imperial como sempre e gostei igualmente do Sidnei, que não pareceu que não tem jogado muito este ano. O Luisão é cada vez mais um pilar de toda a equipa e, que me lembre, só foi batido uma vez ao longo da partida. O Cardozo lá marcou o golito do costume e o Amorim subiu de produção quando foi para o meio-campo. Voltei a gostar da segurança do Júlio César.

O prestígio europeu do Benfica, que ficou um pouco abalado depois da vergonhosa campanha da época passada, está a ser recuperado, o que só nos deve encher de orgulho. Desde o jogo na Ucrânia frente ao Shakhtar há quase dois anos que não ganhávamos fora na Europa, malapata essa que foi agora quebrada em grande estilo. Por outro lado, uma boa campanha europeia é fundamental para que na próxima época, se formos à Champions, fiquemos no pote 2. Quanto aos jogos que faltam, era conveniente selarmos já o apuramento na Bielorrússia, para que na partida frente ao AEK Atenas utilizemos os suplentes. É que apenas três dias depois desta recebemos o CRAC na jornada antes do interregno do campeonato para o Natal.

sexta-feira, outubro 23, 2009

De gala

Goleámos o Everton por 5-0 e fizemos história: foi, a fazer fé no que ouvi na rádio, a nossa maior vitória de sempre na Taça Uefa / Liga Europa e a maior derrota europeia do 5º classificado do campeonato inglês do ano passado. Eu vou repetir: depois do Manchester United, Liverpool, Chelsea e Arsenal, ficaram estes senhores. “Equipa de segundo plano”? Pois, pois…

Estava quase tentado a escrever um post só com o resultado do jogo. É difícil manter a racionalidade quando estamos a jogar da maneira que estamos. Eu já sei que só defrontámos equipazinhas de segundo plano até agora, mas se as coisas correrem bem e ganharmos títulos no fim da época, será que vão continuar a dizer que “faltou um teste a sério” ao Benfica? É que já oiço esta conversa há muito tempo. Como se ganhar em Guimarães, Leiria e golear o Everton (só para referir alguns casos) fossem as coisas mais fáceis do mundo…

Entrámos bem na partida e o Luisão teve duas boas oportunidades para marcar na sequência de dois lances de bola parada, mas foi o Saviola a fazê-lo aos 13’ com um golão depois de um centro do Di María. A 1ª parte foi muito dividida sem grandes oportunidades para qualquer das equipas. Gostei de ver a forma como o Benfica soube posicionar-se em campo não dando grandes espaços aos ingleses e adoptando um ritmo mais baixo do que é habitual. Nem todos os jogos podem ter um ritmo frenético e há que saber jogar-se das duas maneiras.

Ao invés, o início da 2ª parte foi alucinante. Foi dos melhores períodos de sempre desde que vejo o Benfica. Em sete minutos, repito, s-e-t-e m-i-n-u-t-o-s marcámos três golos! Cardozo aos 46’ e 47’ (assistências do Saviola e Di María, respectivamente) e Luisão de canto aos 52’. Para além disso, o nº 20 atirou com estrondo à barra pouco depois. O Everton deixou de saber de que terra é que era e nós abrandámos o ritmo, mas não deixámos de ter a baliza contrária em vista. Com a partida decidida tão cedo, ainda deu para fazer descansar o Aimar, entrando o Carlos Martins, e o Cardozo, entrando o Fábio Coentrão. Possivelmente ao perceber que iria ser substituído pelo Weldon, o Saviola não quis ficar atrás do seu companheiro de ataque e marcou o 5º golo aos 84’, novamente assistido pelo Di María.

Em termos individuais, é impossível não se destacar o Di María. Três assistências para golo, uma bola à barra e toda a partida em excesso de velocidade fazem dele um dos homens do jogo. O outro é indiscutivelmente esse “velho” que veio cá para a “reforma” chamado Saviola (um homem de visão, este). Dois golos e uma assistência provam-no. O Luisão esteve mais uma vez imperial na defesa, ainda com a mais-valia de ter marcado. Gostei igualmente da atenção do Júlio César nas ocasiões em que teve que sair da baliza e na sua autoridade nos lances aéreos. O Ruben Amorim foi a novidade em vez do Maxi Pereira e o melhor que tenho a dizer dele é que não dei pela diferença. O Ramires esteve menos vistoso que em partidas em anteriores, mas só em termos atacantes. A sua acção no meio-campo foi fundamental. Assim como o posicionamento, a inteligência e a percepção do jogo que tem esse Grande jogador (o “g” maiúsculo é propositado) chamado Javi García. Ou muito me engano ou estes dois foram duas pechinchas.

Com a vitória do Bate Borisov sobre o AEK Atenas, ficámos em 1º lugar do grupo em igualdade pontual com o Everton (óbvia vantagem no confronto directo) e com os outros dois a três pontos. Era fundamental que chegássemos à última jornada com o apuramento já garantido, porque o jogo com o AEK é apenas três dias antes de receber o CRAC e convinha ter a equipa principal fresca para essa batalha. Um passo muito importante para isso seria ganhar em Liverpool daqui a 15 dias. E importante igualmente para o nosso ego, já que há quase dois anos que não vencemos fora para as competições europeias. Está na altura de quebrar (em grande) esse enguiço!

sexta-feira, outubro 02, 2009

Desprestigiante

Perdemos em Atenas frente ao AEK (0-1) na 2ª jornada da Liga Europa. Foi uma derrota inglória perante um adversário notoriamente mais fraco do que nós e que, ainda por cima, vinha de resultados péssimos no campeonato grego. Descemos para o 3º lugar do grupo e estamos a três pontos do Everton. Este desaire ficou a dever-se principalmente a uma atitude diferente (para pior) da que a equipa vem exibindo internamente. O que não se compreende. É óbvio que o principal objectivo é o campeonato, mas as competições europeias são muito importantes para o prestígio do clube. É bom que os jogadores ponham de vez isso na cabeça. Já é a 2ª vez que a equipa revela uma deficiente atitude em jogos europeus fora de casa.

No entanto, até entrámos bem na partida. O AEK mostrou ter muito respeito por nós e poderíamos ter marcado relativamente cedo, quando um remate do Di María embateu com estrondo no poste. A nossa superioridade era evidente, só que inexplicavelmente depois desse lance começámos a baixar o ritmo da partida e a dar oportunidade ao AEK de subir no terreno. E isto sem estarmos na frente do marcador. Sinceramente, não percebi... Pouco antes do intervalo sofremos o golo na sequência de um canto, em que os dois centrais (Luisão e David Luiz) não ficaram isentos de culpas.

Como era expectável, a 2ª parte foi melhor, mas aí entrou em acção o guarda-redes adversário, que defendeu quatro(!) bolas de golo. Di María, Saviola, Cardozo de livre e Fábio Coentrão teriam festejado golos se não fosse um tal de Sebastián Saja. As substituições que foram feitas também não correram particularmente bem, já que o Coentrão não esteve tão inspirado como em partidas anteriores e o Weldon demonstrou claramente falta de ritmo. Os gregos defenderam-se bem e mantiveram a vantagem até final.

Individualmente só o Di María esteve perto do seu nível. O Luisão também teria feito um bom jogo, se não estivesse ligado ao lance do golo. Muito abaixo do que já nos habituou esteve o Ramires, que acabou a lateral-direito, mas que me pareceu fatigado durante boa parte da partida. O Aimar e Saviola também não estiveram nada inspirados e, quando assim acontece, é-nos difícil conseguir fluidez no jogo atacante. O Javi García esteve discreto e o Cardozo evidenciou pontaria desafinada, com excepção do tal livre. Mas principalmente, e não é para bater no ceguinho, continuo a não perceber a insistência do César Peixoto a lateral-esquerdo. Foi dos piores jogadores da equipa. Acho que é uma posição em que poderia haver mais rotatividade, já que ele jogou no Sábado e o Shaffer estaria de certeza mais fresco. Também não entendi a entrada tão cedo do Weldon em vez do Nuno Gomes, já que se estava mesmo a ver que não vinha com o ritmo ideal depois de uma lesão. O guarda-redes Júlio César não me parece uma mais-valia em relação aos outros dois. Tem qualidade, mas mostra o mesmo problema dos outros nos cruzamentos.

E, pronto, segundo jogo fora nas competições europeias, segunda derrota. Há quase dois anos (desde o Shakhtar Donetsk) que não vencemos fora na Europa, tendência que espero que possamos inverter ainda esta época. Era importantíssimo termos conseguido pelo menos pontuar por duas razões: os próximos dois jogos são contra o Everton e as duas últimas jornadas são em dias próximos dos dois clássicos. Se já estivéssemos qualificados, poderíamos fazer melhor a gestão do plantel. No duplo confronto com os ingleses, precisamos de somar pelo menos quatro pontos se quisermos ter aspirações ao 1º lugar do grupo. É claro que o mais importante é assegurar a qualificação, mas, por um lado, somos a equipa com melhor ranking e, por outro, ficando em 1º defrontaremos teoricamente adversários mais acessíveis nos 1/16 avos-de-final.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Tranquilo

Entrámos a ganhar na Liga Europa ao derrotar o Bate Borisov por 2-0. Convém recordar que estávamos a defrontar o tri (em vias de ser tetra) campeão da Bielorrússia e, se tínhamos naturalmente de assumir o favoritismo até porque jogávamos em casa, não deveríamos pensar que seriam favas contadas.

E, de facto, não pensámos. Fizemos quatro alterações na equipa titular (Júlio César, Maxi Pereira, Felipe Meneses e Nuno Gomes), deixando o Saviola no banco e o Aimar e Quim na bancada. A partida começou muito dividida e os bielorrussos mostraram que sabiam trocar a bola. A nossa intensidade era menor do que nos encontros anteriores, o que era perfeitamente normal, já que o Aimar e o Saviola não estavam em campo. Mesmo assim, imprimimos alguma velocidade, em especial pelo Di María, e começámos a acercar-nos da baliza contrária. Não criámos tantas oportunidades como em partidas anteriores, mas foi sem surpresa que chegámos à vantagem aos 36’ num golão do Nuno Gomes depois de uma boa jogada do Maxi Pereira. O mais difícil estava feito e 5’ depois fizemos o 2-0 através do Cardozo depois de uma assistência brilhante do Nuno Gomes. Antes do intervalo, o Di María teve um remate muito perigoso, mas, se tivesse levantado a cabeça, teria visto o Ramires isolado na direita e a nossa vantagem no descanso seria provavelmente superior.

Estava curioso para ver como seria a 2ª parte, em especial a gestão do esforço por causa do jogo com o Leiria no Domingo, mas entrámos decididos a marcar o 3º golo e pôr-nos a salvo de que um lance fortuito do adversário recolocasse a diferença mínima no marcador. Durante 20’ pressionámos o Bate Borisov, tivemos algumas boas oportunidades (nomeadamente um mau domínio do Nuno Gomes que estava isolado), mas a bola não entrou. A partir da saída do capitão aos 66’, coincidência ou não, baixámos de rendimento (o Saviola esteve discreto) e os bielorrussos começaram a sondar a nossa baliza. Tiveram uma ou duas boas oportunidades, mas, quando o Jorge Jesus fez entrar o Rúben Amorim para o lugar do Di María aos 77’, a brincadeira acabou e eles nunca mais criaram perigo.

O melhor em campo para mim foi o Nuno Gomes. Um golo e uma assistência tornam-no num elemento fundamental para a nossa vitória. Só foi pena aquele mau domínio de bola que lhe teria dado o bis. Não concordei com a sua substituição, porque estava a jogar bem e porque seria uma boa oportunidade para o Cardozo descansar, mas o Jorge Jesus não entendeu assim. O Felipe Menezes ainda está um pouco verde (salvo seja!), mas nota-se que tem muito bom toque de bola. Para estreia, não foi mau. O Di María esteve melhor que no Restelo, mas também não levou com uma pantufada logo no início do jogo. O Luisão fez um jogo praticamente perfeito e, não fora o Nuno Gomes, seria o melhor em campo. O Júlio César não teve muito trabalho, mas sinceramente acho injusto para o Moreira, que fez uma muito boa pré-época e teve apenas um deslize em Poltava. Acho que ele merecia ser o titular na Liga Europa. O Maxi só se notou que tinha vindo de lesão, quando deu o berro no último quarto de hora. Daí também a entrada do Amorim para defesa-direito, subindo ele para médio. Como nota menos positiva, continuo a não compreender a insistência no César Peixoto em detrimento do Shaffer.

É certo que os 8-1 e 4-0 fora de casa nos enchem a alma, mas o modo como foi obtida esta vitória é extraordinariamente importante para nos dar confiança para o futuro. Quando não conseguimos o “80”, estamos no “40”, o que nos permite ganhar à mesma. Esta inteligência de saber ter paciência para nos colocarmos em vantagem e controlar o adversário, limitando-lhe ao máximo as hipóteses de criar perigo na nossa baliza, é outra das conquistas fundamentais deste ano. Esperamos que seja para continuar, de preferência já no Domingo em Leiria. E muita atenção ao Jorge Sousa!

P.S. – O Rúben Amorim é sócio do Benfica desde que nasceu e tem todas as condições para vir a ser um dos capitães daqui a umas épocas. Mas não pode ter atitudes como a de hoje no final da partida. A saudação ao público depois do jogo é FUNDAMENTAL para manter a união da equipa com os adeptos. Sair disparado para os balneários depois do árbitro apitar, sejam quais forem as razões (presume-se amuo por não ter sido titular, o que ainda é pior), não é justificável. Muito bem esteve o Jorge Jesus a ir buscá-lo e a fazê-lo voltar ao campo. Espero que este mau momento dele não se repita. Até por ele ser assumidamente benfiquista e dever, acima de todos, perceber a importância daquele gesto.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Mau

Perdemos frente ao Vorskla Poltava (1-2), mas como seria de prever qualificámo-nos para a fase de grupos da Liga Europa já que tínhamos uma vantagem de 4-0 vinda da 1ª mão. Com uma equipa onde só alinharam quatro titulares de Guimarães, era de esperar um jogo calmo da nossa parte, mas também uma boa resposta de quem não tem sido escolha inicial neste início de temporada. Até porque tinha acontecido assim na pré-época, em que os suplentes deram muito boa conta do recado. Só que isso não sucedeu e infelizmente acabámos por perder pela primeira vez em partidas oficiais.

Ok, o principal objectivo estava cumprido, o jogo era a feijões, mas eu tenho um problemazito: sou do Benfica e DETESTO perder. Mais: a história e a tradição do nosso Glorioso clube não se compadece com derrotas principalmente frente a equipas que nunca ninguém ouviu falar. E não vai voltar a ouvir. Ainda há outro pequeno pormenor: não somámos qualquer ponto quer para o nosso ranking (e bem precisados estamos deles, depois da vergonhosa campanha europeia do ano passado) quer para Portugal. Espero que este ponto perdido não signifique no futuro a passagem do Pote 2 para o 3 na Liga dos Campeões do ano que vem (onde temos MESMO que estar!). Percebo a opção do Jorge Jesus de colocar jogadores menos utilizados, mas espero bem que, apesar do discurso que ele proferiu no final da partida, no balneário lhes tenha dado bem nas orelhas, porque a nossa exibição principalmente na 2ª parte não foi nada boa.

O 1º tempo foi completamente controlado por nós, tivemos duas boas oportunidades pelo Keirrison e César Peixoto e o Poltava nem se aproximou da nossa baliza. No 2º tempo entrou o Saviola para o lugar do Nuno Gomes, para dar mais velocidade ao nosso ataque, mas a equipa do Benfica perdeu concentração, provavelmente por sentir que tudo estava decidido, e sofremos um golo num contra-ataque adversário logo aos 48’. Reagimos bem e o Saviola restabeleceu o empate com um grande golo aos 60’. Pensei que embalaríamos para uma vitória, mas foi exactamente o contrário que sucedeu. Também num lance rápido sofremos o 2-1 aos 73’. Até final fomos incapazes de dar uma resposta cabal e acabámos por sofrer uma derrota que, não nos afectando em termos de eliminatória, não é nada prestigiante.

Em termos individuais, gostei muito da 1ª parte do César Peixoto na posição do Aimar. Enquanto teve pernas, foi indiscutivelmente o nosso melhor jogador. O Luisão também esteve bem na defesa e o Ramires voltou a mostrar que é craque. E pronto, é tudo. Pela negativa: o Moreira está longe de estar isento de culpas no 1º golo (não se pode falhar uma saída daquelas), o Luís Filipe continua inenarrável, o Fábio Coentrão esteve muito infeliz (também tem direito), o Di María (que o substituiu) não chegou a entrar na partida e o Keirrison ainda está em fase de adaptação. Não gostei igualmente dos amarelos ao Javi García e Saviola, que vão contar na fase de grupos.

Na próxima 2ª feira voltam os titulares frente ao V. Setúbal e espero que regressem igualmente as vitórias e boas exibições. E que esta partida sirva de lição a todo o plantel que ISTO é o Benfica: o jogo pode não contar para nada, mas é SEMPRE para ganhar!

sexta-feira, agosto 21, 2009

Chapa 4

Voltámos à normalidade ao vencer o Vorskla Poltava por 4-0 na 1ª mão do play-off de acesso à Europa League. Só um cataclismo nos impedirá de marcar presença na fase de grupos, pelo que deveremos ter assegurado um milhão de euros correspondente a essa qualificação. Dinheiro esse fundamental para amortizar o enorme esforço que fizemos de reforçar o plantel e não vender nenhum jogador essencial.

Tal como no passado Domingo, não entrámos nada bem na partida. Os ucranianos mostraram na primeira meia-hora que não são nada toscos e sabem trocar bem a bola. Ao invés, nós andámos um pouco aos papéis, já que não conseguíamos ter posse de bola no meio-campo adversário e os lances de perigo eram quase inexistentes. No entanto, o golo do Di María aos 31’ tudo mudou. Uma bola despejada para a frente pelo Coentrão e um erro de um central adversário isolaram o argentino que conseguiu fazer um semi-chapéu à saída do guarda-redes. A partir daqui, a partida foi outra. O Vorskla Poltava deixou de ter posse de bola devido ao aumento da nossa pressão e, como a conseguíamos recuperar no meio-campo contrário, as oportunidades de golo foram acontecendo. O Saviola teve duas, Coentrão uma e o Di María outra, mas o guarda-redes defendeu os quatro remates. Chegámos ao intervalo nitidamente por cima e o resultado era bom para os ucranianos.

Na 2ª parte entrámos bem, mimetizando ainda mais o jogo contra o Marítimo, e em apenas três minutos marcámos dois golos. Aos 53’ de penalty pelo Cardozo a punir falta sobre o Saviola e aos 56’ pelo argentino depois de um lance brilhante do paraguaio. Aliás, o Cardozo pode desde já avisar todos os guarda-redes adversários que vai marcar os penalties sempre para o lado direito da baliza que, se o fizer com a força e colocação deste, eles não têm hipóteses nenhumas. Não é por acaso que os dois penalties que falhou esta época tivessem sido marcados para o lado oposto. A partir daqui, baixámos propositadamente a intensidade de jogo, mas nunca perdemos de vista a baliza contrária. O Vorskla Poltava não existia no ataque pelo que a dúvida era se conseguíamos marcar mais um golo. Quando entrou o Weldon aos 74’ comentei na bancada que ali estava o nosso 4-0. E, apenas dois minutos depois, confirmou-se que tenho que jogar no Euromilhões esta semana.

Individualmente destaco novamente o Coentrão, que se está a tornar um caso sério no plantel. A continuar assim, vai ser difícil sair do onze titular. O Aimar também esteve muitíssimo bem, assim como o Di María que voltou a fazer os 90’ tal como no Domingo passado (ele que desde a partida contra o Galatasaray a 6 de Novembro passado não fazia um jogo completo). O Cardozo estava a ter uma exibição infeliz até que marcou o penalty e a partir daí transfigurou-se. De maneira semelhante, o Saviola também melhorou na 2ª parte. Realço igualmente o jogo do Shaffer que espero tenha ganho o lugar na esquerda da nossa defesa. Para a maioria das partidas é essencial que tenhamos um lateral que ataque bem e cruze melhor.

Aguardo e desejo que esta boa exibição tenha sequência no próximo Domingo em Guimarães. É essencial ganharmos, porque as abébias dos rivais (que terão a vantagem de jogar em casa) não acontecem sempre e porque é um campo difícil, mas no qual temos a tradição de nos dar bem. Além disso, convém ir alimentando esta onda positiva em volta da equipa. E isso só se consegue com vitórias.