sexta-feira, junho 17, 2005
Superstições II
O meu amigo J.M., distintíssimo membro do CTLX, dá azar ao Benfica sempre que vai ver jogos ao vivo. É um facto provado cientificamente, senão vejamos a lista de jogos que ele presenciou in loco ao longo dos últimos anos: 2000/01 - Belenenses (f): 0-1; 2001/02 – Belenenses (f): 1-1; 2002/03 – clube regional (c): 0-1; 2003/04 – lagartos (c): 1-3; U. Leiria (f): 3-3; 2004-05 - Rio Ave (c): 3-3. As únicas excepções a esta regra quase não contam: o jogo de inauguração do estádio novo (Nacional de Montevideo – 2-1) e o jogo em casa contra o já despromovido E. Amadora no ano passado (3-1). Apesar deste péssimo karma, resolvi convidá-lo esta época para vir ao jogo a seguir a uma vitória nossa por 4-0. O jogo era em casa e contra a equipa que estava em último lugar. Era uma aposta quase segura para reverter o mau olhado, já que não se anteviam grandes dificuldades. Resultado: SLB – 0 – Beira-Mar – 2! Ok, eu devia ter percebido que nunca se deve facilitar. Estes três pontos foram perdidos por causa de mim, mea culpa... Em jogos oficiais, ele tem a excelente performance de 1 V - 3 E - 4 D. Em 24 pontos possíveis, fizemos 6! Escusado será dizer que o J.M. nunca mais foi à bola até ao final da época. Aliás, viu-se o resultado!
No entanto, e porque há sempre um lado positivo em tudo, há que dizer que o J.M. teve um contributo importante na nossa vitória no campeonato. Claro que a razão principal foi nunca mais ter ido ao futebol, mas não é a única. Começando no jogo contra o Marítimo em casa, viu os oito últimos jogos sempre na casa dele e com um amigo igualmente benfiquista (que levava a box da SportTV, que transmitiu a maioria dos encontros). Sabem qual foi o único jogo que não viu nestas condições? O jogo em Vila do Conde! Claro está que levou uma grande bronca assim que o vi na manhã seguinte. Com coisas sérias, não se brinca! (A excepção que confirma esta regra foi o jogo em Penafiel, mas aí, apesar de o terem visto juntos, era mesmo preciso um milagre para não termos perdido...).
Estou absolutamente convencido que isto só se alterará quando o J.M. comprar um cativo para ver os jogos todos. Acho que é praticamente impossível em 17 jogos nós não ganharmos uns quantos... Mas até o comprar, e no que depender de mim, jogos ao vivo só vai ver quando já não tivermos nada a perder!
No entanto, e porque há sempre um lado positivo em tudo, há que dizer que o J.M. teve um contributo importante na nossa vitória no campeonato. Claro que a razão principal foi nunca mais ter ido ao futebol, mas não é a única. Começando no jogo contra o Marítimo em casa, viu os oito últimos jogos sempre na casa dele e com um amigo igualmente benfiquista (que levava a box da SportTV, que transmitiu a maioria dos encontros). Sabem qual foi o único jogo que não viu nestas condições? O jogo em Vila do Conde! Claro está que levou uma grande bronca assim que o vi na manhã seguinte. Com coisas sérias, não se brinca! (A excepção que confirma esta regra foi o jogo em Penafiel, mas aí, apesar de o terem visto juntos, era mesmo preciso um milagre para não termos perdido...).
Estou absolutamente convencido que isto só se alterará quando o J.M. comprar um cativo para ver os jogos todos. Acho que é praticamente impossível em 17 jogos nós não ganharmos uns quantos... Mas até o comprar, e no que depender de mim, jogos ao vivo só vai ver quando já não tivermos nada a perder!
quinta-feira, junho 16, 2005
Fernando Chalana
Afinal, sempre vai haver um adjunto português na equipa técnica! E alguém que tem os requisitos essenciais, ou seja, é benfiquista, tem carisma e conhece bem o nosso clube. Deve ter sido o Koeman que não quis que o Álvaro continuasse, por estar conotado com o treinador anterior. É uma atitude legítima, mas continuo a achar que se deveria ter tratado do caso do Álvaro de outra maneira, menos em cima do começo da nova época. No entanto, o fundamental era ter alguém na equipa técnica que conhecesse o futebol português e era com apreensão que ia lendo que ela seria constituída apenas por holandeses. Felizmente, foi só mais uma daquelas notícias para encher jornais no defeso.
Estou obviamente contente por esse grande ex-jogador voltar novamente ao Benfica. Pode ser que descubra outro Miguel! Bem vindo, Chalana!
Estou obviamente contente por esse grande ex-jogador voltar novamente ao Benfica. Pode ser que descubra outro Miguel! Bem vindo, Chalana!
terça-feira, junho 14, 2005
Foi falta!
Graças a um comentário do HMémnon no blog do D’Arcy, tomei conhecimento desta notícia. Ainda a propósito do golo do Luisão frente aos lagartos, afirma o árbitro Paulo Paraty: “o modo afirmativo como o Ricardo se dirigiu a mim criou-me alguma dúvida quanto à possibilidade de o golo ter sido obtido, como reclamava o guarda-redes do Sporting, com a mão.” Toda a gente percebeu pelas imagens da televisão que o guarda-redes dos lagartos reclamava mão do Luisão, e não falta. O árbitro apenas o veio confirmar agora. Todavia, o próprio Ricardo afirmou dois dias depois que “quando fui falar com o árbitro assistente, foi para dizer-lhe que qualquer contacto com o guarda-redes dentro da pequena área é falta.” O “É mão! Foi com a mão” que se lê perfeitamente nos lábios, afinal queria dizer “qualquer contacto com o guarda-redes dentro da pequena área é falta.” (ufa!) Mais depressa se apanha um mentiroso...
No calor do jogo, o Ricardo reclamou com o árbitro algo que presumiu, a mão do Luisão (o que, apesar de não ter existido, até é lícito dizer a quente e vendo o movimento invulgar do corpo do nosso jogador), depois mais a frio veio dizer algo que não sentiu na altura, logo, que não existiu: a pseudo falta. Foi falta sim, mas de jeito e, posteriormente, de fair play. De qualquer maneira, e parafraseando uma tarja de um adepto do Glorioso, é caso para dizer: Obrigado, Ricardo!
No calor do jogo, o Ricardo reclamou com o árbitro algo que presumiu, a mão do Luisão (o que, apesar de não ter existido, até é lícito dizer a quente e vendo o movimento invulgar do corpo do nosso jogador), depois mais a frio veio dizer algo que não sentiu na altura, logo, que não existiu: a pseudo falta. Foi falta sim, mas de jeito e, posteriormente, de fair play. De qualquer maneira, e parafraseando uma tarja de um adepto do Glorioso, é caso para dizer: Obrigado, Ricardo!
sexta-feira, junho 10, 2005
Álvaro Magalhães
Este blog vai de fim-de-semana prolongado e só volta na 2ª feira à noite. Provavelmente a situação do Álvaro deverá ficar resolvida durante este período, pelo que não queria deixar de manifestar desde já a minha opinião. Fala-se que o Álvaro se pode ir embora, já que acaba contrato como treinador-adjunto (o Record já dá a notícia como certa, mas ainda não houve confirmação oficial). Considero isto um grande erro. Julgo que é essencial que haja um adjunto na equipa técnica que faça a transição entre diferentes treinadores principais. Isto é especialmente importante se se tratam de técnicos estrangeiros que chegam pela primeira vez ao nosso futebol, como é o caso do Ronald Koeman, e geralmente não conhecem em detalhe quer os jogadores do plantel, quer os adversários.
Durante a década de 80, a última em que ganhámos campeonatos com regularidade, os treinadores principais iam mudando, mas o Toni ficava sempre lá como adjunto. Os resultados foram os que se viram. Na minha opinião, o adjunto deve ser alguém que conhece bem o Benfica e a sua mística, como é o caso evidente do Álvaro, que tem a vantagem de saber empolgar quer os jogadores, quer os adeptos. Acho normal que o treinador principal queira trazer um adjunto da sua confiança, mas nada impede o Benfica de ter dois adjuntos. O Trapattoni prescindiu de ter um adjunto trazido por ele, mas o Camacho trouxe-o e não foi por isso que o Chalana num ano, e o Álvaro noutro, não figuravam na equipa técnica.
Espero sinceramente que esta dispensa não se confirme...
Durante a década de 80, a última em que ganhámos campeonatos com regularidade, os treinadores principais iam mudando, mas o Toni ficava sempre lá como adjunto. Os resultados foram os que se viram. Na minha opinião, o adjunto deve ser alguém que conhece bem o Benfica e a sua mística, como é o caso evidente do Álvaro, que tem a vantagem de saber empolgar quer os jogadores, quer os adeptos. Acho normal que o treinador principal queira trazer um adjunto da sua confiança, mas nada impede o Benfica de ter dois adjuntos. O Trapattoni prescindiu de ter um adjunto trazido por ele, mas o Camacho trouxe-o e não foi por isso que o Chalana num ano, e o Álvaro noutro, não figuravam na equipa técnica.
Espero sinceramente que esta dispensa não se confirme...
quinta-feira, junho 09, 2005
Ronald Koeman
Finalmente, temos treinador! Confesso que, dos três nomes que eram dados como favoritos (Koeman, Le Guen e Camacho), este é o que menos me entusiasma a priori, também por não o conhecer tão bem como os outros dois. Conhecia-o melhor como jogador, nomeadamente por causa de uma tristeza e de uma alegria: a primeira quando nos roubou a Taça do Campeões pelo PSV em 1988; a segunda quando marcou um golão ao Vítor Baía a mais de 30 metros da baliza, num memorável Barcelona – 3 – clube regional – 0 em 1992.
Naturalmente, desejo-lhe agora toda a sorte do mundo e espero para ver antes de fazer um juízo mais definitivo. Vem com boas referências, já que em sete anos de treinador principal ganhou dois Campeonatos e uma Taça pelo Ajax, enquanto o novo treinador do clube regional, Co Adriaanse, em 16 anos de responsável máximo ganhou... zero títulos! Mas isto não quer dizer nada e há que aguardar pelo início da época para ver como iremos jogar. Espera-se um futebol mais atacante e atractivo do que o apresentado nesta época, mas já agora com resultados semelhantes...!
Naturalmente, desejo-lhe agora toda a sorte do mundo e espero para ver antes de fazer um juízo mais definitivo. Vem com boas referências, já que em sete anos de treinador principal ganhou dois Campeonatos e uma Taça pelo Ajax, enquanto o novo treinador do clube regional, Co Adriaanse, em 16 anos de responsável máximo ganhou... zero títulos! Mas isto não quer dizer nada e há que aguardar pelo início da época para ver como iremos jogar. Espera-se um futebol mais atacante e atractivo do que o apresentado nesta época, mas já agora com resultados semelhantes...!
A selecção e o Jeremy Irons
No início da década de 90, quando esteve em Portugal a rodar A Casa dos Espíritos, Jeremy Irons teve uma declaração curiosa sobre a diferença entre o cinema americano e o cinema europeu, cujo sentido nunca mais me esqueci. Disse ele qualquer coisa deste género: o cinema americano é como as prostitutas, como é visto por muita gente, temos que o compartilhar com todas as pessoas quer gostemos delas ou não; o cinema europeu é como a nossa mulher, como é muito menos visto, só o compartilhamos com quem gostamos. É exactamente este o exemplo que eu dou quando me perguntam sobre a diferença entre a selecção e o Benfica. A selecção temos que a partilhar com lagartos e adeptos do clube regional, o que é bastante estranho e até contranatura, porque habitualmente a tristeza deles equivale à nossa alegria; o Benfica só o compartilhamos com quem tem o coração da mesma cor e sensações de alegria ou tristeza iguais a nós. Portanto, é-me impossível sentir o mesmo em relação aos dois. Portugal ser Campeão do Mundo ou o Benfica ganhar a Liga dos Campeões? Se tivesse que escolher só uma hipótese, a resposta seria óbvia!
P.S. – Independentemente disto, fiquei contente pela vitória de hoje na Estónia, com um grande golo de cabeça do Cristiano Ronaldo na sequência de um excelente centro do Figo. Não jogámos muito, mas ganhámos que era o fundamental. Felizmente já lá vai o tempo das “vitórias morais”...
P.S. – Independentemente disto, fiquei contente pela vitória de hoje na Estónia, com um grande golo de cabeça do Cristiano Ronaldo na sequência de um excelente centro do Figo. Não jogámos muito, mas ganhámos que era o fundamental. Felizmente já lá vai o tempo das “vitórias morais”...
Etiquetas:
Bicadas,
Qualificação Mundial 2006,
Selecção
terça-feira, junho 07, 2005
Comentários
Como forma de comemoração de um ano de existência e a bem da interactividade, este blog passa a ter a secção de comentários. A gerência agradece que os ditos venham assinados. Dizei de vossa justiça!
Portugal – 2 – Eslováquia - 0
Que alívio foi ver ao vivo um jogo de futebol perfeitamente descansado ao fim de dois meses. Claro que fiquei contente por Portugal ter ganho, mas mesmo que não o conseguisse, que diabo, SOMOS CAMPEÕES, o que é que mais interessa?! Ainda por cima, dos nossos só jogou o Petit, o que é mais uma razão para a selecção me bater bastante menos que o Benfica. Mas foi bonito ver o estádio da Luz completamente cheio outra vez e poder ver um jogo novamente da perspectiva do 3º anel. Como já escrevi neste blog, parece um campo diferente do que é sob o prisma do piso 0, onde costumo ver os jogos do Glorioso. Se no Mundial (é impensável que Portugal não se qualifique) a nossa selecção voltar a fazer boa figura, é natural que me empolgue mais como na altura do Euro, mas até lá os jogos da selecção servem mais para descontrair do stress causado pelo Glorioso.
Quanto ao jogo em si, é de facto um privilégio poder ver um jogador como o Cristiano Ronaldo ao vivo. É já hoje um dos melhores extremos do mundo. O Ricardo teve mais sorte do que o Moreira na Final da Taça no único de lance de perigo dos eslovacos, quando a bola, que ele defendeu para a frente, passou a rasar o poste. O Deco também jogou bastante bem e o Figo provou (apesar de ser voltado à selecção, não tenhamos dúvidas, por causa da sua situação de suplente no Real Madrid) que ainda tem lugar na equipa. No entanto, a grande surpresa do jogo foi o Alex, que, de médio banalíssimo no ano passado, se transformou num promissor defesa-direito. Como ainda pertence ao Benfica, se o Miguel se for embora, aparentemente não precisamos de contratar mais ninguém.
Quanto ao jogo em si, é de facto um privilégio poder ver um jogador como o Cristiano Ronaldo ao vivo. É já hoje um dos melhores extremos do mundo. O Ricardo teve mais sorte do que o Moreira na Final da Taça no único de lance de perigo dos eslovacos, quando a bola, que ele defendeu para a frente, passou a rasar o poste. O Deco também jogou bastante bem e o Figo provou (apesar de ser voltado à selecção, não tenhamos dúvidas, por causa da sua situação de suplente no Real Madrid) que ainda tem lugar na equipa. No entanto, a grande surpresa do jogo foi o Alex, que, de médio banalíssimo no ano passado, se transformou num promissor defesa-direito. Como ainda pertence ao Benfica, se o Miguel se for embora, aparentemente não precisamos de contratar mais ninguém.
sábado, junho 04, 2005
Jantar de Bloguiquistas
Graças a esta feliz iniciativa do H Mémnon dirigida a bloggers benfiquistas, tive oportunidade de conhecer pessoalmente, para além do próprio, o D’Arcy, o Ry, o JRD, a CPC e a Miss Catty no restaurante com a melhor vista de Lisboa. O jantar só durou das 20h à 1h e o tempo passou realmente a voar. Entre a memória gloriosa do passado e as recordações (novamente magníficas) do presente, muitas experiências benfiquistas foram relatadas. Desde os 5-1 ao Real Madrid na década de 60, os três golos do Néné na Final da Taça frente ao Porto em 81, os 6-3 em Alvalade em 94 e as superstições que cada um de nós tem que ajudaram (facto cientificamente provado) a equipa conquistar o campeonato deste ano, muito se falou e muito ficou por falar. Por isso mesmo, está prometida a continuação, com o alargamento desejável dos convivas, num novo jantar onde se festeje esta bênção que é... ser benfiquista!
sexta-feira, junho 03, 2005
40 cêntimos/dia
Foi finalmente lançado o Kit Novo Sócio. Menos que uma bica, três cigarros ou metade de um jornal por dia é quanto custa ser sócio do Sport Lisboa e Benfica. Apesar das desnecessárias declarações do nosso presidente (estar sempre a ameaçar que se vai embora, neste caso se os adeptos não aderirem em massa a este projecto, não lhe fica nada bem, especialmente quando ainda lhe falta cumprir um ano de mandato), o que é certo é que esta direcção merece toda a credibilidade pelo que já fez em prol do clube. Além disso, o Benfica deu-nos uma grande alegria este ano, pelo que está na altura de os adeptos retribuírem e darem uma grande alegria ao Benfica. E essa alegria custa somente 40 cêntimos por dia ou talvez nem tanto, já que com todas as vantagens que o cartão traz, até pode sair de borla. Nunca é demais repetir este ponto: o cartão dá descontos que permitem que as quotas sejam grátis! O que é que estão à espera?! Se cada sócio actual convencer duas pessoas a tornarem-se associadas, chegaremos ao objectivo ambicioso dos 300.000. Claro que enviei um mail de convencimento aos meus contactos e o meu amigo A. já me disse que encomendou o kit. Vamos lá aderir!
quarta-feira, junho 01, 2005
O novo treinador
Para quem segue este blog, a minha escolha para ser o novo treinador é óbvia: José António Camacho. Há várias razões para tal:
- Conhece bem o plantel, o clube e o campeonato português;
- Impõe respeito, disciplina e é muito profissional*;
- É bem aceite tanto pelos jogadores como pelos adeptos;
- A equipa jogava sempre para ganhar e o futebol que apresentava era bastante atractivo. Nas suas duas épocas fizemos 75 e 74 pontos, o que daria para ganhar este campeonato com 13 e 12 pontos de diferença, respectivamente. Para além disso, o goal average foi de 74-27 e 62-28 contra o 51-31 deste ano.
- Não deve ser excessivamente caro.
* Quanto ao profissionalismo, só gostaria de relembrar um episódio que veio relatado nos jornais quando nos qualificámos para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões em 2002/03 e ainda faltavam 3 jogos para o final do campeonato. No 1º treino depois de garantido o 2º lugar os jogadores mostraram-se mais relaxados e desconcentrados (à portuguesa) e o Camacho berrou-lhes: “isto ainda não acabou!”. Resultado: conseguimos 2 vitórias e 1 empate até ao final do campeonato.
Quanto aos outros nomes de que se fala, o Paul Le Guen não seria uma má escolha, apesar de poder ser mais caro que o Camacho (é tricampeão francês pelo Lyon), e o Ronald Koeman, que já ganhou dois campeonatos pelo Ajax, também não deve ser mau. Temos grandes responsabilidades na nova época, nomeadamente fazer boa figura na Liga dos Campeões, e um novo cartão de sócio para vender. O treinador deverá ser alguém que já tenha ganho títulos e seja respeitado pelos adeptos para a mobilização ser maior. Dito isto, só espero que não seja um português, porque não estou a ver nenhum treinador nacional com perfil para treinar o Glorioso.
- Conhece bem o plantel, o clube e o campeonato português;
- Impõe respeito, disciplina e é muito profissional*;
- É bem aceite tanto pelos jogadores como pelos adeptos;
- A equipa jogava sempre para ganhar e o futebol que apresentava era bastante atractivo. Nas suas duas épocas fizemos 75 e 74 pontos, o que daria para ganhar este campeonato com 13 e 12 pontos de diferença, respectivamente. Para além disso, o goal average foi de 74-27 e 62-28 contra o 51-31 deste ano.
- Não deve ser excessivamente caro.
* Quanto ao profissionalismo, só gostaria de relembrar um episódio que veio relatado nos jornais quando nos qualificámos para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões em 2002/03 e ainda faltavam 3 jogos para o final do campeonato. No 1º treino depois de garantido o 2º lugar os jogadores mostraram-se mais relaxados e desconcentrados (à portuguesa) e o Camacho berrou-lhes: “isto ainda não acabou!”. Resultado: conseguimos 2 vitórias e 1 empate até ao final do campeonato.
Quanto aos outros nomes de que se fala, o Paul Le Guen não seria uma má escolha, apesar de poder ser mais caro que o Camacho (é tricampeão francês pelo Lyon), e o Ronald Koeman, que já ganhou dois campeonatos pelo Ajax, também não deve ser mau. Temos grandes responsabilidades na nova época, nomeadamente fazer boa figura na Liga dos Campeões, e um novo cartão de sócio para vender. O treinador deverá ser alguém que já tenha ganho títulos e seja respeitado pelos adeptos para a mobilização ser maior. Dito isto, só espero que não seja um português, porque não estou a ver nenhum treinador nacional com perfil para treinar o Glorioso.
terça-feira, maio 31, 2005
365 dias
Este blog faz hoje um ano de existência. Do projecto inicial de falar sobre futebol e cinema, este último ficou claramente a perder. Não posso prometer que não continue a ser assim. Este começou por ser um blog quase só para uns quantos lucky few, mas foi-se alargando aos poucos. E este mês foi de longe o melhor de todos, já que as visitas mais que duplicaram em relação ao melhor mês até agora. A todos os que visitam este blog, têm pachorra para me ler e o recomendam aos amigos, os meus sinceros agradecimentos, naturalmente extensíveis a quem faz o favor de o ter linkado no seu próprio blog.
Obrigado, Trapattoni!
Desde a sua vinda que tive dúvidas se ele seria o treinador ideal para o Glorioso. Como manifestei logo em Julho, não estava a ver o Benfica jogar um futebol muito atraente e atacante, o que poderia exasperar os adeptos. Não me enganei neste ponto. Por duas ou três vezes, apesar de ser ontologicamente contra as trocas de treinador durante a época, defendi que o Benfica deveria tê-lo substituído pelo Camacho, porque nada fazia supor que pudéssemos ganhar algo este ano a jogar da maneira como vínhamos jogando. FELIZMENTE, enganei-me e faço aqui o meu mea culpa! Apenas ganhámos o mais importante, aquilo com que vínhamos sonhando há 11 longos anos!
Fazendo uma retrospectiva, há que dar mérito ao Trapattoni na forma como motivou os jogadores (especialmente na parte final da época) e fê-los acreditar que seria possível, quando tudo indicava o contrário. Apesar das suas declarações do género “o importante é não perder”, de não jogarmos bem e de irmos perdendo pontos, nunca nos distanciámos muito do 1º lugar. E acabámos por lá ficar durante grande parte do campeonato. Como é por todos reconhecido, foi uma Superliga muito atípica, os grandes não estiveram em grande forma e, consequentemente, a distância para os pequenos foi reduzida. E daí? Devemos menosprezar o campeão como alguns querem fazer? Era só o que mais faltava! Mesmo com todas as limitações que tivemos, fomos superiores ao campeão europeu e ao finalista vencido da Taça Uefa (se estes tivessem ganho, aposto que alguns já não falariam da falta de mérito...). Ganhámos com toda a justiça e ponto final!
Quererei com isto dizer que estou muito triste por ele se ir embora de sua livre e espontânea vontade? Sinceramente, não. Quererei com isto dizer que ele deveria ser dispensado apesar do ano adicional de contrato que tinha? Também não. Apesar de todas as críticas que lhe fiz, o que é certo é que fomos campeões. Com alguma sorte (obrigado, Ricardo!) para além do mérito, é verdade, mas ganhámos a Superliga. E ele sempre avisou que o campeão só se iria encontrar no final. Apesar de saber que será difícil um campeonato tão esquisito como este, parecer-me-ia pouco sensato dispensar um técnico que foi campeão nacional. Esse erro já foi cometido algumas vezes na nossa a história e com resultados bastante negativos (Toni por Artur Jorge em 1994 e Mortimore – depois de fazer a nossa última dobradinha! - por Skovdahl em 1987). Há que ser generoso e ter memória e portanto estaria disposto a dar o benefício da dúvida ao Trapattoni se ele quisesse cá ficar. Mas ele assim não quis e, por tudo o que conseguiu, a nós só nos resta dizer: OBRIGADO, TRAPATTONI!
Fazendo uma retrospectiva, há que dar mérito ao Trapattoni na forma como motivou os jogadores (especialmente na parte final da época) e fê-los acreditar que seria possível, quando tudo indicava o contrário. Apesar das suas declarações do género “o importante é não perder”, de não jogarmos bem e de irmos perdendo pontos, nunca nos distanciámos muito do 1º lugar. E acabámos por lá ficar durante grande parte do campeonato. Como é por todos reconhecido, foi uma Superliga muito atípica, os grandes não estiveram em grande forma e, consequentemente, a distância para os pequenos foi reduzida. E daí? Devemos menosprezar o campeão como alguns querem fazer? Era só o que mais faltava! Mesmo com todas as limitações que tivemos, fomos superiores ao campeão europeu e ao finalista vencido da Taça Uefa (se estes tivessem ganho, aposto que alguns já não falariam da falta de mérito...). Ganhámos com toda a justiça e ponto final!
Quererei com isto dizer que estou muito triste por ele se ir embora de sua livre e espontânea vontade? Sinceramente, não. Quererei com isto dizer que ele deveria ser dispensado apesar do ano adicional de contrato que tinha? Também não. Apesar de todas as críticas que lhe fiz, o que é certo é que fomos campeões. Com alguma sorte (obrigado, Ricardo!) para além do mérito, é verdade, mas ganhámos a Superliga. E ele sempre avisou que o campeão só se iria encontrar no final. Apesar de saber que será difícil um campeonato tão esquisito como este, parecer-me-ia pouco sensato dispensar um técnico que foi campeão nacional. Esse erro já foi cometido algumas vezes na nossa a história e com resultados bastante negativos (Toni por Artur Jorge em 1994 e Mortimore – depois de fazer a nossa última dobradinha! - por Skovdahl em 1987). Há que ser generoso e ter memória e portanto estaria disposto a dar o benefício da dúvida ao Trapattoni se ele quisesse cá ficar. Mas ele assim não quis e, por tudo o que conseguiu, a nós só nos resta dizer: OBRIGADO, TRAPATTONI!
segunda-feira, maio 30, 2005
Previsibilidade no Jamor
Quando durante a semana fui ouvindo os sucessivos adiamentos do estágio em Óbidos (era para começar na 4ª, depois na 5ª e afinal só principiou na 6ª) fiquei bastante preocupado. O V. Setúbal estava há uma semana em estágio, para além de já estar há dois meses a pensar no jogo (jogando inclusive com os suplentes no Dragon). Quanto a nós, à festa de Domingo à noite sucedeu-se uma nova viagem ao Porto na 2ª feira para a Gala da Superliga, na 3ª houve a recepção na Câmara de Lisboa, na 4ª os jogadores estavam a recuperar do jogo, na 5ª começou-se a treinar um pouco mais e só na 6ª se iniciou a preparação a sério para o jogo. Foi muito pouco tempo, como é óbvio. E, meus senhores, lamento mas não pode ser. A desculpa das “baterias em baixo” pode servir para todos os clubes, mas para nós não. Estamos a falar do GLORIOSO SPORT LISBOA E BENFICA! Não conseguíamos um campeonato há 11 anos, é certo, mas sendo o clube com mais títulos no país temos um prestígio e uma história a defender. Não se deve, ou melhor, não se pode encarar uma final da Taça de maneira tão leviana como nós o fizemos. É a 2ª competição mais importante do nosso calendário e temos obrigação de a vencer, ou pelo menos, de lutar para tal. Isto tudo para dizer que a responsabilidade da derrota pertence à equipa técnica e direcção que não fizeram ver convenientemente aos nossos jogadores como era importante conseguir mais um título. Parabéns ao V. Setúbal que mereceu indiscutivelmente a vitória.
Os nossos jogadores mostraram-se nitidamente fatigados, mas já o estavam desde há alguns jogos e não foi por isso que deixámos de ganhar o campeonato. Por isso, era muito importante continuarem motivados e terem descansado convenientemente depois da grande festa da semana passada. Por outro lado, a nossa equipa assemelha-se a um castelo de cartas. Basta faltar uma para tudo abanar bastante e às vezes ruir mesmo. A ausência do Luisão e a inexplicável não-titularidade do Dos Santos foi algo que contribuiu para o nosso jogo muito pouco conseguido. E há que dizer, eu que sou um moreirista convicto, que o Moreira tem culpas no 2ª golo e na forma com não blocou ou rechaçou a bola para a linha lateral. Apesar de estar bastante céptico em relação ao jogo, confesso que depois de termos marcado logo aos 3 minutos pensei que o ganharíamos. Com o sofrimento do costume, mas com um final feliz. Puro engano, o V. Setúbal foi sempre melhor do que nós, demonstrou muito mais vontade e empenho. Nós raramente conseguimos fazer uma jogada decente, o Miguel não está bem fisicamente, o Petit e o Manuel Fernandes arrastaram-se em campo, o Nuno Gomes não ganhou um único lance de cabeça aos defesas, o Geovanni foi intermitente como de costume, o Simão esforça-se, mas não pode fazer mais e o Nuno Assis foi o melhorzinho, mas só durou 60 minutos.
Claro que esta derrota não apaga o grande feito que foi termos conseguido quebrar o jejum de 11 anos. Afinal, SOMOS NÓS, SOMOS NÓS, OS CAMPEÕES DE PORTUGAL SOMOS NÓS! Para além disso, há quem não seja campeão e nem sequer tenha ido à final da Taça (e, convenhamos, perdê-la para o 2º ou 3º classificado teria sido muito pior...)! Mas lamento bastante que tenhamos desperdiçado esta magnífica oportunidade de quebrar o enguiço da dobradinha, que já dura há 18 anos.
Os nossos jogadores mostraram-se nitidamente fatigados, mas já o estavam desde há alguns jogos e não foi por isso que deixámos de ganhar o campeonato. Por isso, era muito importante continuarem motivados e terem descansado convenientemente depois da grande festa da semana passada. Por outro lado, a nossa equipa assemelha-se a um castelo de cartas. Basta faltar uma para tudo abanar bastante e às vezes ruir mesmo. A ausência do Luisão e a inexplicável não-titularidade do Dos Santos foi algo que contribuiu para o nosso jogo muito pouco conseguido. E há que dizer, eu que sou um moreirista convicto, que o Moreira tem culpas no 2ª golo e na forma com não blocou ou rechaçou a bola para a linha lateral. Apesar de estar bastante céptico em relação ao jogo, confesso que depois de termos marcado logo aos 3 minutos pensei que o ganharíamos. Com o sofrimento do costume, mas com um final feliz. Puro engano, o V. Setúbal foi sempre melhor do que nós, demonstrou muito mais vontade e empenho. Nós raramente conseguimos fazer uma jogada decente, o Miguel não está bem fisicamente, o Petit e o Manuel Fernandes arrastaram-se em campo, o Nuno Gomes não ganhou um único lance de cabeça aos defesas, o Geovanni foi intermitente como de costume, o Simão esforça-se, mas não pode fazer mais e o Nuno Assis foi o melhorzinho, mas só durou 60 minutos.
Claro que esta derrota não apaga o grande feito que foi termos conseguido quebrar o jejum de 11 anos. Afinal, SOMOS NÓS, SOMOS NÓS, OS CAMPEÕES DE PORTUGAL SOMOS NÓS! Para além disso, há quem não seja campeão e nem sequer tenha ido à final da Taça (e, convenhamos, perdê-la para o 2º ou 3º classificado teria sido muito pior...)! Mas lamento bastante que tenhamos desperdiçado esta magnífica oportunidade de quebrar o enguiço da dobradinha, que já dura há 18 anos.
quarta-feira, maio 25, 2005
11 anos depois...
É, de facto, uma pena estarmos limitados por algo tão redutor como as palavras. Há coisas que não se conseguem explicar, só sentir. Todavia, aqui e aqui estão excelentes descrições da miscelânea de sentimentos que nos une, a nós que temos a benção, o orgulho e o privilégio de ser benfiquistas. Sentir a alegria de um campeonato ganho com enorme sofrimento e depois de tão longo jejum é algo inexplicável. Mais do que palavras, um pequeno sintoma de tudo o que nos vai na alma pode ser encontrado nas expressões faciais. Quem olhe para mim por estes dias consegue perfeitamente perceber que estou em êxtase, a levitar. Não toco no chão desde Domingo às 21h! E o melhor de tudo é que percebo que não sou o único. Sempre que vejo alguém contente na rua, sei que está ali outro benfiquista!
Tudo começou na noite de Domingo. Num tal estado de excitação é difícil conseguir raciocinar e dei por mim a amaldiçoar o facto de não ser omnipresente para poder estar a festejar em todo o lado. Tive pena de não ter ido ao Bessa, queria ter lá estado com os jogadores e testemunhar a sua alegria tão incontrolada como a nossa (as imagens televisivas no final do jogo, que vi a posteriori depois de secar as lágrimas, são bem elucidativas), mas por outro lado terá sido melhor porque provavelmente não conseguiria ter o discernimento para conduzir de volta. Mas se lá estivesse estado não teria podido dar logo um grande abraço ao meu avô de 88 anos, que tem o privilégio de ter visto todos os 31 campeonatos que ganhámos! Fui por volta das 22h30 para o Marquês, que estava com uma onda humana semelhante à do Euro, mas com uma alegria maior. Durante o Euro, a festa foi permanente, porque era um campeonato organizado por nós, mas como o nosso país nunca foi nem é uma potência do futebol mundial, as vitórias de Portugal eram celebradas como algo de bom que vinha por acréscimo e não como algo esperado. No Domingo foi diferente, celebrou-se a reconquista de algo que nunca deveria ter deixado de ser do Sport Lisboa e Benfica durante tanto tempo. O maior clube português esteve tempo demais sem ganhar o campeonato e quem mais sofreu com isto foram os adeptos. Daí que a emoção tenha sido muito maior.
Não estive muito tempo no Marquês, porque as notícias que o Estádio da Luz estava a encher rapidamente inquietaram-me: era impensável não haver lugar para mim! Tinha que me despachar. Quando cheguei ao Estádio por volta da meia-noite, ele já estava completamente cheio. Mesmo assim consegui arranjar um lugar muito perto do meu, no piso 0. Depois foram quatro horas à espera (nunca esperar tanto tempo me deu tanto prazer) do regresso da equipa. Muito se cantou, muito se gritou, muito se festejou durante esse tempo todo. A nossa grandeza foi bem visível no facto de não ter havido um único (!) cântico a ofender os nossos rivais. O importante era celebrarmos a nossa conquista, queríamos lá saber dos outros. Infelizmente, os jogadores só estiveram em campo durante meia-hora, porque a invasão (apesar dos vários apelos em contrário) foi inevitável. Foi pena, porque soube a pouco. De qualquer maneira, nada poderia ter estragado aquela maravilhosa noite de 22 de Maio. Só dormi 3,5 horas nesse dia, mas deitei-me e acordei com o mesmo pensamento: SOMOS CAMPEÕES!
P.S. – Em relação ao que se passou na Av. dos Aliados, nada tenho a acrescentar a este post. Gostaria de saber se, depois de tudo a que assistimos, ainda há algum benfiquista que vá ficar contente com as vitórias do clube regional seja em que competição for. Prefiro que Portugal não seja representado de vez do que o seja por seres tão abjectos como estes.
P.S. 2 – Em relação a pessoas como o Dias Ferreira e o João Braga e aos lagartos que preferiam que um clube cujo presidente é arguido num caso de corrupção de árbitros ganhasse o campeonato, só tenho um conselho: Rennie.
Tudo começou na noite de Domingo. Num tal estado de excitação é difícil conseguir raciocinar e dei por mim a amaldiçoar o facto de não ser omnipresente para poder estar a festejar em todo o lado. Tive pena de não ter ido ao Bessa, queria ter lá estado com os jogadores e testemunhar a sua alegria tão incontrolada como a nossa (as imagens televisivas no final do jogo, que vi a posteriori depois de secar as lágrimas, são bem elucidativas), mas por outro lado terá sido melhor porque provavelmente não conseguiria ter o discernimento para conduzir de volta. Mas se lá estivesse estado não teria podido dar logo um grande abraço ao meu avô de 88 anos, que tem o privilégio de ter visto todos os 31 campeonatos que ganhámos! Fui por volta das 22h30 para o Marquês, que estava com uma onda humana semelhante à do Euro, mas com uma alegria maior. Durante o Euro, a festa foi permanente, porque era um campeonato organizado por nós, mas como o nosso país nunca foi nem é uma potência do futebol mundial, as vitórias de Portugal eram celebradas como algo de bom que vinha por acréscimo e não como algo esperado. No Domingo foi diferente, celebrou-se a reconquista de algo que nunca deveria ter deixado de ser do Sport Lisboa e Benfica durante tanto tempo. O maior clube português esteve tempo demais sem ganhar o campeonato e quem mais sofreu com isto foram os adeptos. Daí que a emoção tenha sido muito maior.
Não estive muito tempo no Marquês, porque as notícias que o Estádio da Luz estava a encher rapidamente inquietaram-me: era impensável não haver lugar para mim! Tinha que me despachar. Quando cheguei ao Estádio por volta da meia-noite, ele já estava completamente cheio. Mesmo assim consegui arranjar um lugar muito perto do meu, no piso 0. Depois foram quatro horas à espera (nunca esperar tanto tempo me deu tanto prazer) do regresso da equipa. Muito se cantou, muito se gritou, muito se festejou durante esse tempo todo. A nossa grandeza foi bem visível no facto de não ter havido um único (!) cântico a ofender os nossos rivais. O importante era celebrarmos a nossa conquista, queríamos lá saber dos outros. Infelizmente, os jogadores só estiveram em campo durante meia-hora, porque a invasão (apesar dos vários apelos em contrário) foi inevitável. Foi pena, porque soube a pouco. De qualquer maneira, nada poderia ter estragado aquela maravilhosa noite de 22 de Maio. Só dormi 3,5 horas nesse dia, mas deitei-me e acordei com o mesmo pensamento: SOMOS CAMPEÕES!
P.S. – Em relação ao que se passou na Av. dos Aliados, nada tenho a acrescentar a este post. Gostaria de saber se, depois de tudo a que assistimos, ainda há algum benfiquista que vá ficar contente com as vitórias do clube regional seja em que competição for. Prefiro que Portugal não seja representado de vez do que o seja por seres tão abjectos como estes.
P.S. 2 – Em relação a pessoas como o Dias Ferreira e o João Braga e aos lagartos que preferiam que um clube cujo presidente é arguido num caso de corrupção de árbitros ganhasse o campeonato, só tenho um conselho: Rennie.
Subscrever:
Mensagens (Atom)










