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sexta-feira, outubro 02, 2009

Desprestigiante

Perdemos em Atenas frente ao AEK (0-1) na 2ª jornada da Liga Europa. Foi uma derrota inglória perante um adversário notoriamente mais fraco do que nós e que, ainda por cima, vinha de resultados péssimos no campeonato grego. Descemos para o 3º lugar do grupo e estamos a três pontos do Everton. Este desaire ficou a dever-se principalmente a uma atitude diferente (para pior) da que a equipa vem exibindo internamente. O que não se compreende. É óbvio que o principal objectivo é o campeonato, mas as competições europeias são muito importantes para o prestígio do clube. É bom que os jogadores ponham de vez isso na cabeça. Já é a 2ª vez que a equipa revela uma deficiente atitude em jogos europeus fora de casa.

No entanto, até entrámos bem na partida. O AEK mostrou ter muito respeito por nós e poderíamos ter marcado relativamente cedo, quando um remate do Di María embateu com estrondo no poste. A nossa superioridade era evidente, só que inexplicavelmente depois desse lance começámos a baixar o ritmo da partida e a dar oportunidade ao AEK de subir no terreno. E isto sem estarmos na frente do marcador. Sinceramente, não percebi... Pouco antes do intervalo sofremos o golo na sequência de um canto, em que os dois centrais (Luisão e David Luiz) não ficaram isentos de culpas.

Como era expectável, a 2ª parte foi melhor, mas aí entrou em acção o guarda-redes adversário, que defendeu quatro(!) bolas de golo. Di María, Saviola, Cardozo de livre e Fábio Coentrão teriam festejado golos se não fosse um tal de Sebastián Saja. As substituições que foram feitas também não correram particularmente bem, já que o Coentrão não esteve tão inspirado como em partidas anteriores e o Weldon demonstrou claramente falta de ritmo. Os gregos defenderam-se bem e mantiveram a vantagem até final.

Individualmente só o Di María esteve perto do seu nível. O Luisão também teria feito um bom jogo, se não estivesse ligado ao lance do golo. Muito abaixo do que já nos habituou esteve o Ramires, que acabou a lateral-direito, mas que me pareceu fatigado durante boa parte da partida. O Aimar e Saviola também não estiveram nada inspirados e, quando assim acontece, é-nos difícil conseguir fluidez no jogo atacante. O Javi García esteve discreto e o Cardozo evidenciou pontaria desafinada, com excepção do tal livre. Mas principalmente, e não é para bater no ceguinho, continuo a não perceber a insistência do César Peixoto a lateral-esquerdo. Foi dos piores jogadores da equipa. Acho que é uma posição em que poderia haver mais rotatividade, já que ele jogou no Sábado e o Shaffer estaria de certeza mais fresco. Também não entendi a entrada tão cedo do Weldon em vez do Nuno Gomes, já que se estava mesmo a ver que não vinha com o ritmo ideal depois de uma lesão. O guarda-redes Júlio César não me parece uma mais-valia em relação aos outros dois. Tem qualidade, mas mostra o mesmo problema dos outros nos cruzamentos.

E, pronto, segundo jogo fora nas competições europeias, segunda derrota. Há quase dois anos (desde o Shakhtar Donetsk) que não vencemos fora na Europa, tendência que espero que possamos inverter ainda esta época. Era importantíssimo termos conseguido pelo menos pontuar por duas razões: os próximos dois jogos são contra o Everton e as duas últimas jornadas são em dias próximos dos dois clássicos. Se já estivéssemos qualificados, poderíamos fazer melhor a gestão do plantel. No duplo confronto com os ingleses, precisamos de somar pelo menos quatro pontos se quisermos ter aspirações ao 1º lugar do grupo. É claro que o mais importante é assegurar a qualificação, mas, por um lado, somos a equipa com melhor ranking e, por outro, ficando em 1º defrontaremos teoricamente adversários mais acessíveis nos 1/16 avos-de-final.

5 comentários:

hla disse...

O Shaffer sofreu esta semana com uma gastroenterite. Ficou em Lisboa por essa razão, não foi por opção técnica.

Seja como for, parece-me que mesmo que perdesse uma perna não faria pior que o César Peixoto.

MikeSLB4Ever disse...

Pois é... quem joga para o empate arrisca-se a perder...

Com o Aimar a dar só meio litro para não se aleijar em vésperas de jogo de selecção...

"Aquilo" ontem não foi Benfica!!!

E como no nosso grupo ainda não houve empates, quanto mais 2 em 4 jogos...

Tomara que na 2ª feira voltem à boa forma, porque senão as coisas complicam-se.

Rui Branco disse...

Considero este resultado um abre OLHOS!!

Espero que aprendam!!!

:-[

Nano_Neutel disse...

Também não percebi o que aconteceu ontem...parecia o Benfica da época passada. Excesso de Confiança? Não me pareceu. Viagem desgastante? Acho que há pior. Pressão aplicada nos jogadores? Há jogos mais decisivos. Quero pensar que isto foi apenas um dia mau, que correu mal, que o AEK tinha mais vontade de vencer devido a estar em crise de resultados, e que na 2ª feira, mesmo sem 3/4 jogadores essenciais, o Benfica possa ganhar ao Paços...e também fazer 2 bons jogos contra o Everton.

Força nisso, Benfica, senão é mais uma época para o caixote do lixo!

joão disse...

A explicação para a perca do domínio que tivemos nos primeiros 10 minutos foi:

1-A lesão do Aimar que nesse período falhou uma serie de passes e perdeu algumas bolas.
2-Estranhamente a equipa dividiu-se em duas, em determinada altura era perfeitamente visível 5 jogadores na defesa e 5 no ataque, na minha opinião para isso muito contribui o facto, embora não sendo a única causa, de o ramirez se adiantar muito em determinadas e não recuperar logo como tão bem sabe.
3-A equipa quando perdia a bola não fez pressão imediata sobre a bola como tem sido habitual.
4-Pelas razões atrás adiantadas o Aek acreditou que podia marcar e veio mais para a frente deixando a postura cautelosa que tinha adoptado nos minutos iniciais.