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quinta-feira, abril 17, 2014

Épico! Histórico!

Vencemos o CRAC por 3-1 e qualificámo-nos pelo segundo ano consecutivo para a final da Taça de Portugal. A jogar com 10 desde os 27’, por duplo amarelo ao Siqueira, quando já estávamos a ganhar por 1-0, as forças do Mal empataram no início da 2ª parte, mas nós conseguimos marcar mais dois golos em desvantagem numérica. Por todas estas incidências e pelas razões invocadas no post anterior, não tenho problemas nenhuns em dizer que este foi um dos dias mais felizes que eu tive enquanto benfiquista! De tal modo, que não consegui conter algumas lágrimas no final. Esta vitória era ABSOLUTAMENTE essencial e da maneira como foi conseguida tornou-se verdadeiramente épica.

Entrámos muitíssimo bem no jogo, apesar das ausências do Luisão e Fejsa. Com o Jardel no lugar do primeiro, o Jesus inovou ao colocar o André Gomes no lugar do segundo. Confesso que fiquei com muitas dúvidas acerca desta opção, mas o jogo felizmente dissipou o meu cepticismo. De resto, a equipa esperada com o Cardozo e Salvio a titulares. Fulgarizámos a equipa de Mordor durante os primeiros minutos e conseguimos chegar à vantagem aos 17’ através de um cabeceamento do Salvio depois de um cruzamento brilhante do Gaitán. A eliminatória estava empatada, mas o Sr. Pedro Proença (para não variar) resolveu tornar-se protagonista ao mostrar um primeiro amarelo ridículo ao Siqueira e ao expulsá-lo dois minutos depois. Gostaria de ver se este senhor teria coragem de fazer isso no antro, mas de qualquer maneira isto não desculpa o desequilíbrio mental do Siqueira, que já é a segunda vez que faz isto durante a época. Por acaso, não correu mal nesta partida, mas um jogador tão instável assim não pode ter lugar no Benfica para o ano. Se o Carlos Martins não tem (e bem) lugar no plantel, este tipo também não pode ter. É bom jogador, tenho pena, mas dois enterranços durante a época é demais. O Cardozo foi (e bem) o sacrificado para entrar o André Almeida para a lateral-esquerda e até ao intervalo, conseguimos controlar o ímpeto dos assumidamente corruptos.

Na 2ª parte, estávamos a dar mostrar de continuar a conter o CRAC, quando o Varela tem uma boa jogada, bate o André Almeida de forma algo infantil, o Enzo Pérez não ajuda na dobra, o que colocou o jogador do CRAC frente a frente com o Artur, fazendo-lhe passar a bola por baixo das pernas. Estava feita a igualdade aos 52’. Escusado será dizer que temi o pior, porque teríamos de marcar mais dois golos com menos um jogador em campo. No entanto, a nossa equipa equipa está com uma crença inacreditável e o Rodrigo falhou uma boa oportunidade pouco depois. Aos 59’, aconteceu o lance chave da nossa reviravolta: penalty do Diego Reyes (grande central… sim senhor…!) sobre o Salvio. Quando vi o Rodrigo pegar na bola, assustei-me, mas aparentemente veio a ordem do Jesus no banco para que fosse o Enzo a marcar (tivesse feito o mesmo em Barcelos e neste momento já éramos campeões…!). Guarda-redes para um lado e bola para o outro foi o resultado do penalty e tínhamos 30’ para marcar mais um golo e tornar péssima a época da equipa mais hedionda do planeta. Equipa essa que, acrescente-se, não joga dois tremoços. Segundo jogo na Luz este ano, segunda exibição paupérrima. Logo a seguir ao penalty, o fabuloso Reyes deixou-se bater pelo Rodrigo, que partiu como uma flecha para a baliza, mas escorregou na altura de fintar o Mangala e ficar isolado só com o Fabiano pela frente. Foi pena! Até que aos 80’, o estádio explodiu: boa troca de bola entre o Lima e Gaitán, com este a desmarcar o André Gomes que passou a bola por cima do Fernando e rematou sem hipóteses para o guarda-redes. Estava consumada a reviravolta e as fundações do Estádio da Luz são óptimas, porque aguentaram o vulcão em que ele se transformou. Até final, conseguimos gerir muito bem a partida e o CRAC não teve nenhuma ocasião de perigo, até porque nós soubemos muito bem esconder a bola.

Em termos individuais, o destaque terá que ser para o André Gomes. Inesperada grande exibição de um jogador que vinha mostrando consecutivamente que, apesar de muito bom tecnicamente, era muito lento. Pois nesta partida, não só marcou o golão decisivo da qualificação, como chegou inclusive a ganhar bolas divididas corpo-a-corpo com o Fernando! A partir do momento em que utilize 25% da intensidade que o Enzo Pérez põe em campo, tornar-se-á um médio de eleição. No entanto, mesmo que assim não seja, depois deste lance ganha um crédito infindável pelo menos para mim. O Gaitán foi outro que com duas assistências se salientou, assim como o Salvio marcador do primeiro golo e fabricante do lance do penalty que deu o segundo. O Jardel substituiu bem o Luisão, o Garay foi imperial como de costume e até o Artur só esteve mal num lance (num canto, ficou aos papéis), o que é de salientar. Negativo só mesmo Siqueira que não tem desculpa. Veio dizer no final que não tinha visto o primeiro cartão a ser exibido. Sinceramente, custa-me a acreditar. Estou convencido que, com 11 em campo, poderíamos ter tido a oportunidade de lhes dar uma mão-cheia de golos.

Pelas razões do post baixo, eu considerava este jogo como o mais importante dos últimos 27 anos. Felizmente, os jogadores e equipa técnica do Benfica também perceberam isso e deram um festival de raça, querer e ambição. Ganhar ao CRAC a jogar com 10 durante mais de uma hora e ainda marcando dois golos é algo que nunca me lembro de ter acontecido. Só por isso, esta é uma partida que tem entrada directa no nosso museu. Pusemos um ponto final na época da equipa de Mordor e quiçá isso pode ter sido o princípio do fim. Veremos como correrá a próxima época, mas não tenhamos dúvidas que isto foi uma machadada muitíssimo importante nas forças do Mal. O mundo hoje dormirá melhor e mais tranquilo graças a nós!

Muito obrigado, jogadores e equipa técnica do Glorioso Sport Lisboa e Benfica! VIVA O BENFICA!

P.S. – Este Sr. Pedro Proença é também ele um desequilibrado. Quando começa a mostrar cartões, não pára. Ia estragando o jogo, mas felizmente os jogadores contiveram-se nos momentos mais complicados. Mesmo assim, ainda conseguiu expulsar dois jogadores e os dois treinadores.

2 comentários:

Adriano Bonito disse...

Não colocando em causa a tua análise ao jogo, concordo em tudo, existe um erro, o Rodrigo falha o penalti em Braga e não em Barcelos, apesar de falhar o penalti o Benfica ganhou, quem falhou em Barcelos foi o Oblak em que podia ter feito mais no remate do jogador do Gil Vicente.

S.L.B. disse...

Em Barcelos, o JJ deveria ter dado indicações para dentro do campo para ser o Lima a marcar o penalty no último minuto. O Cardozo vinha de uma lesão de três meses e estava sem ritmo nenhum. Além de que o Lima já tinha marcado com sucesso o penalty anterior.Sim, eu quis mesmo dizer Barcelos. (Embora a rábula do penalty em Braga também me tenha chateado imenso. Só que, vá lá, nesse jogo o falhanço não teve consequências negativas.)