sexta-feira, dezembro 12, 2025
Finalmente!
quarta-feira, dezembro 10, 2025
Finito
sexta-feira, dezembro 05, 2025
A ferros
sexta-feira, novembro 28, 2025
À tona
sábado, novembro 22, 2025
Muito sofrível
O Mourinho inovou ao apresentar uma táctica de três centrais, mas a 1ª parte foi do pior que se viu esta temporada. Só se salvou (e, aliás, durou o jogo) a estreia absoluta do Rodrigo Rego, primeiro na lateral-esquerda e, na 2ª parte, como extremo-direito. O miúdo tem toque de bola, tem dinâmica e tem desfaçatez, visível pelas vezes em que não se coibiu de rematar à baliza. O resto foi uma desgraça, com muito gente a desperdiçar a oportunidade, razão pela qual o Mourinho fez quatro(!) substituições ao intervalo (para memória futura, saíram o Ivanović, João Rego, Barrenechea e Tomás Araújo) e disse na flash que, se pudesse, teria feito nove!
Na 2ª parte, o Atlético já não conseguiu chegar tantas vezes à nossa baliza, mas o nosso golo só apareceu aos 73’ na estreia do Ríos (entrado ao intervalo) a marcar com o manto sagrado, num cabeceamento num canto. Quatro minutos depois, o Leandro Barreiro (também entrado ao intervalo) foi derrubado na área e o Pavlidis concretizou o penalty (embora o remate tenha saído quase à figura, com o guarda-redes a não defender por pouco...). O resultado estava feito e só não se avolumou, porque o Otamendi falhou um penalty já nos descontos (o Pavlidis tinha entretanto saído), com uma boa defesa do guarda-redes Rodrigo Dias.
Em termos individuais, só vou destacar mesmo o Rodrigo Rego. Tenho curiosidade para perceber se isto foi só um one shot, tipo o Pepa aqui há uns (largos) anos, ou se terá alguma continuidade. Pelo menos aquele lugar (extremo-direito) vai estar vago nos próximos tempos por causa da lesão do Lukebakio. Fizemos a nossa obrigação, que era passar à eliminatória seguinte, mas sem nenhum brilhantismo e com uma 1ª parte que deveria ser objeto de reflexão por parte de todo o plantel...
Iremos a Amesterdão na próxima 3ª feira jogar a nossa continuidade na Champions frente ao Ajax. Se não ganharmos, podemos esquecê-la e esta época será relembrada no futuro como uma das piores de sempre nas competições europeias.
sexta-feira, novembro 21, 2025
Irlanda e Arménia
O jogo frente aos irlandeses foi parecido com o que houve em casa, com eles a defenderem muito bem, muito agressivos e nós a termos grandes dificuldades em entrar na muralha contrária. Só não foi igual, porque eles foram muito mais perigosos quando contra-atacavam, tendo atirado uma bola ao poste antes de nos marcarem dois golos ainda na 1ª parte, ambos pelo Troy Parrott (17’ e 45’). A perder por dois ao intervalo, o Roberto Martínez não se lembrou de mais nada do que... substituir dois defesas...! Na 2ª parte, as esperanças de mudarmos o resultado foram arruinadas aos 59’, quando o Cristiano Ronaldo deu um murro nas costas de um defesa e foi naturalmente expulso. A primeira vez que aconteceu ao serviço da selecção, mas ao menos teve o mérito de não jogar o jogo seguinte, até porque o Gonçalo Ramos, que só entrou a 12’(!) do fim, fez mais remates nesse tempo do que o Cristiano Ronaldo no outro todo.
Frente à Arménia, em casa, era só o que mais faltava se não ganhássemos. Nem mereceríamos ir ao Mundial nesse caso. Inaugurámos o marcador logo aos 7’ num cabeceamento do Renato Veiga na sequência de uma bola parada, mas deixámo-nos empatar aos 18’, quando fomos apanhados em contrapé num contra-ataque. No entanto, chegámos ao intervalo com a qualificação resolvida (5-1) mercê de um bis do João Neves (30’ e 41’) e de golos do Gonçalo Ramos (28’) e Bruno Fernandes (nos descontos, de penalty). A 2ª parte foi apenas um proforma, com mais quatro golos, tendo o João Neves (81’) e o Bruno Fernandes (52’ e noutro penalty aos 72’) chegado ambos ao hat-trick. O último golo foi apontado pelo Francisco Conceição já nos descontos (92’).
Que esta qualificação seja olhada de maneira honesta para que não tenhamos ilusões: dos seis jogos, só frente à Arménia é que passeámos. Nos outros quatro, ganhámos dois nos minutos finais (Hungria fora e Irlanda em casa), empatámos outro (Hungria em casa, com o golo sofrido também nos minutos finais) e perdemos um (Irlanda fora). É uma performance muito fraca, perante adversários bastante secundários, para quem almeja ser campeão do mundo. A selecção padece de vários problemas (vacas sagradas que raramente são substituídas, tudo andar à volta de um jovem de 40 anos e opções tácticas e de escolha de jogadores muito discutíveis) e não se está a ver o Roberto Martínez com capacidade de os resolver (antes pelo contrário...). Mas pode ser que tenhamos uma surpresa (e alguma sorte) como na Liga das Nações.
sexta-feira, novembro 14, 2025
Erros indesculpáveis
domingo, novembro 09, 2025
93 891
sábado, novembro 08, 2025
Perdulários
quarta-feira, novembro 05, 2025
Convincente (na 2ª parte)
sexta-feira, outubro 31, 2025
Enfadonho
Não fizemos tantas alterações como seria de supor e mais de meia equipa foram os habituais titulares. Houve uma constante neste jogo, que foi a nossa tremenda lentidão de processos. Perante um adversário que está no penúltimo lugar do campeonato (e que rodou muito mais a equipa do que nós), raramente tivemos a intensidade que se exigia, o que aliás foi referido pelo Mourinho no final do encontro. Na 1ª parte, um remate do Lukebakio e outro do Ivanović foram ambos bem defendidos pelo Lucas Cañizares. Só chegámos à vantagem aos 40’ num penalty de VAR a castigar mão na bola, que foi concretizado pelo Otamendi, talvez por ter feito o seu 250º jogo com o manto sagrado.
A 2ª parte começou com um golão nosso pelo Sudakov, depois de uma jogada maravilhosa, mas foi invalidado por um fora-de-jogo de 1 cm!!! Repito: um c e n t í m e t r o!!! É absolutamente ridículo, isto! Não acabem com esta fantochada que não é preciso...! Como se esse 1 cm fosse uma vantagem evidente para o atacante...! A decisão sobre este lance demorou bastante tempo e possivelmente voltou a desconcentrar-nos, porque tínhamos voltado do intervalo com algum ritmo e perdemo-lo depois desta decisão. À passagem dos 65’, o Mourinho lançou o Pavlidis e o Prestianni, na tentativa de agitar as águas. E um pouco mais tarde, também entrou o Ríos. Foi, aliás, deste a óptima jogada aos 83’ que resultou no 2-0, marcado pelo Lukebakio, mas 75% do golo é do colombiano. Já no final da compensação, aos 95’, o Pavlidis fechou a contagem com um desvio à ponta-de-lança depois de um cruzamento do Leandro Barreiro na direita.
Em termos individuais, nem sei bem quem destacar pela a moleza generalizada da equipa. Talvez o Otamendi por ter atingido outra marca redonda e por ter inaugurado o marcador.
Já amanhã teremos a difícil deslocação a Guimarães, com muito pouco tempo de descanso, antes do jogo decisivo na Champions frente ao Bayer Leverkusen. Estou bastante preocupado com Guimarães, porque os titulares não tiveram assim tanto descanso na Taça da Liga e os vimaranenses não jogaram a meio da semana. De qualquer forma, não podemos perder mais pontos no campeonato, pelo que é obrigatório ganhar.
quarta-feira, outubro 29, 2025
85 710 votantes!
O Rui Costa foi o grande vencedor da 1ª volta, com 42,13% (32 898 voltantes), contra os 30,26% (27 109 votantes) do Noronha Lopes, que irá disputar a 2ª volta com ele. Muito mais longe, tal como se esperava ficaram o Luís Filipe Vieira, com 13,86% (11 816 votantes), o João Diogo Manteigas, com 11,48% (12 259 votantes), e principalmente o Martim Mayer, com 2,10% (1 480 votantes) e o Cristóvão Carvalho, com 0,18% (148 votantes).
Com uma tão grande participação, esperar-se-ia que houvesse um grande desejo de mudança, mas isso não aconteceu, pelo menos para já. A maioria dos benfiquistas está aparentemente satisfeita com o rumo que o clube tem levado nos últimos anos. É-me difícil entender isso, mas é a democracia a funcionar. Veremos o que nos reserva a 2ª volta no dia 8 de Novembro. O caminho é bastante complicado para o Noronha Lopes, mas uma coisa é certa: quem for o presidente depois de uma eleições destas tem enorme legitimidade e acabaram-se as desculpas para não colocar o Benfica no caminho certo.
terça-feira, outubro 28, 2025
Goleada
Com o Tomás Araújo a central e a novidade Prestianni no lado esquerdo do ataque, recuando o Aursnes para a lateral-direita por via da lesão do Dedic, abrimos o marcador logo aos 9’ num penalty do Pavlidis a castigar mão na área vista pelo VAR Luís Ferreira. Aos 21’, o mesmo Pavlidis bisou também de penalty a castigar uma rasteira ao Prestianni na área, que o Sr. Hélder Carvalho mandou seguir numa primeira decisão...! Como é possível não ter visto a infracção estando tão perto do lance...?! Teve de ser outra vez o Sr. Luís Ferreira no VAR a corrigir essa decisão... À passagem da meia-hora, o Arouca teve a sua única oportunidade num péssimo passe do Sudakov, que foi interceptado por um adversário, valendo-nos a falta de pontaria deste só com o Trubin pela frente. Quanto a nós, o Pavlidis, bem isolado pelo Ríos, fez um chapéu alto demais sobre o guarda-redes. No entanto, já na compensação da 1ª parte, num canto do Lukebakio na direita, o Otamendi saltou mais alto do que toda a gente e fechou o jogo com o terceiro golo.
A seguir ao intervalo, não demos descanso ao Arouca fazendo o 4-0 logo aos 50’ num hat-trick do Pavlidis. A partir daqui, começámos a gerir o esforço e o Mourinho foi mexendo na equipa precisamente por isso. O Lukebakio e o Prestianni tiveram remates perigosos, por cima e defendido pelo guarda-redes, respectivamente, e o Schjelderup, que substituiu o argentino, atirou rasteiro ao poste. Já na compensação, o também entrado João Rego foi rasteirado na área e o Ivanović, que tinha substituído o Pavlidis, encarregou-se de fazer o 5-0.
Em termos individuais, óbvio destaque para o Pavlidis pelos três golos, mas o Prestianni encheu o campo! Grande regresso do Mundial Sub-20 por parte do argentino, que espero que tenha conquistado de vez o lugar, porque precisamos de mais alguém para além do Lukebakio para ter magia no meio-campo ofensivo. O Tomás Araújo esteve igualmente bem, em especial a colocar a bola na frente e o Dahl também teve um bom regresso à titularidade.
Iremos defrontar amanhã o Tondela para os quartos-de-final da Taça da Liga, numa partida em que o José Mourinho irá certamente fazer várias alterações, dado que temos a difícil saída a Guimarães no sábado.
sexta-feira, outubro 24, 2025
Eleições do Benfica 2025 – Os meus 50 votos
Mas não é uma mudança a qualquer custo. É um mudança que assenta em alguém que conseguiu reunir em seu redor um núcleo de pessoas que sempre admirei e respeitei. Não acho crível que Nuno Gomes, Bagão Félix, Luís Tadeu ou Suzete Abreu estejam completamente equivocados.
Posto isto, espera-se que seja uma votação que bata o recorde do nosso clube (38 102 votantes).
quinta-feira, outubro 23, 2025
Castigador
Como Tomás Araújo na lateral-esquerda, ficando o Dahl no banco, não entrámos mal na partida e o Lukebakio teve mais de uma oportunidade para inaugurar o marcador, mas o guarda-redes efectuou uma boa defesa já quase sem ângulo na primeira e o poste salvou o Newcastle na segunda, um remate maravilhosa de fora-da-área. Uma má saída de bola da nossa parte (responsabilidade do Aursnes) aos 32' resultou no primeiro golo dos ingleses através do Gordon. Até ao intervalo, ainda tivemos outra oportunidade pelo inevitável Lukebakio num remate fora da área, com boa defesa do Nick Pope.
Na 2ª parte, deixámos de conseguir acercar-nos com perigo da baliza adversária e o Trubin salientou-se na nossa, impedindo que o resultado fosse aumentando. Mas não existem milagres eternos e o Newcastle fez o 0-2 aos 71', num lance inacreditável que começou num canto a nosso favor! O guarda-redes ficou com a bola e lançou com as mãos o Barnes, que correu meio campo e, apesar da oposição do Tomás Araújo, conseguiu bater o Trubin. A partir daqui, baixámos os braços e só sofremos mais um golo (bis do Barnes aos 83'), porque o Trubin foi o nosso melhor jogador.
Este começo tenebroso na Champions deve fazer-nos reflectir. Assim como devemos refletir no facto de termos gasto tanto dinheiro em reforços e termos o Tomás Araújo na lateral-esquerda, com dois laterais-esquerdos de raiz no banco, o Ivanonic que entrou na 2ª parte para jogar a extremo e o Aursnes a acabar a lateral-direito com a lesão do Dedic. Por outro lado, no ano passado tínhamos excesso de extremos e este ano temos... um: o Lukebakio, porque pelos vistos o Schjelderup conta pouco e não há mais nenhum...
terça-feira, outubro 21, 2025
Pavlidis a dobrar
sábado, outubro 18, 2025
Irlanda e Hungria
quarta-feira, outubro 08, 2025
Trancado
sábado, outubro 04, 2025
Inglório
sábado, setembro 27, 2025
Lisonjeiro (e muito!)
quinta-feira, setembro 25, 2025
Desilusão
terça-feira, setembro 23, 2025
Retoma
quinta-feira, setembro 18, 2025
Fim de linha
Perdemos com o Qarabag (2-3) na Luz na estreia da Champions na passada 3ª feira. É uma das derrotas mais humilhantes de sempre da nossa história na principal competição europeia de clubes. Não é só a derrota em si, mas como ela aconteceu, dado que aos 16' estávamos a ganhar por 2-0...!
O Enzo Barrenechea inaugurou o marcador aos 6' de cabeça num canto marcado pelo Sudakov, estreante no onze, e o Pavlidis fez o 2-0 aos 16', aproveitando um ressalto nos defesas de uma bola que lhe tinha sido endossada pelo mesmo Sudakov. Mas quando os azeris reduziram aos 30' pelo Leandro Andrade, a equipa desmoronou-se e nunca mais se encontrou. Só não chegámos ao intervalo empatámos, porque uma bola bateu no poste e o Trubin safou outras duas. Na 2ª parte, houve a reviravolta, com golos do Duran logo aos 48' e, perto do final (86'), o Kashchuk conseguiu rodar sobre si próprio na nossa área(!), perante metade da nossa equipa, e fazer o resultado final.
Perante tamanho descalabro, o Rui Costa veio anunciar nessa mesma noite o despedimento do Bruno Lage. Acreditem que DETESTO relembrar isto, mas não era preciso ter grandes dotes adivinhatórios para antecipar o que aí vinha. Durou um ano, mas daqui a um mês há oportunidade do outro para pôr fim a este desnorte. Saibamos nós, sócios do Benfica, aproveitá-la.
terça-feira, setembro 16, 2025
Horroroso
A vontade de escrever sobre esta nossa exibição miserável é muito pouca, como é fácil de calcular. Enquanto esteve 11 para 11, tivemos sempre muitas dificuldades em quebrar a muralha defensiva do Santa Clara (que não fez antijogo, atenção) e as (escassas) oportunidades foram repartidas. Depois da expulsão, dominámos completamente, mas também sem criar muitas situações de finalização. No entanto, já na 2ª parte, aos 59’, fizemos o 1-0 numa recarga do Pavlidis a um cabeceamento do Otamendi defendido pelo guarda-redes na sequência de um livre para a área. Estava feito o mais difícil e, contra 10, não estava no programa de ninguém não ganharmos este jogo. Pura ilusão... Não o conseguimos fechar em tempo útil e, já depois do 90’, veio o tal erro inacreditável do Otamendi: tentou atrasar uma bola de cabeça, quando o poderia ter feito com o pé, falhando clamorosamente e permitindo ao Vinícius Lopes desfeitear o Trubin. Voaram dois pontos de uma forma absolutamente inconcebível. (E não esqueçamos que foi o empate frente ao Arouca em casa que nos fez perder o campeonato da época passada...)
Se é certo que o empate se deve ao lance infeliz do Otamendi, o que não se deve a ele é a exibição absolutamente miserável que fizemos. Não se pode dizer que tivesse sido uma surpresa, dado que já na Amadora e em Alverca prometemos isto, mas não se compreende que o plantel que temos apresente um futebol deste calibre. Iremos daqui a pouco ter a jornada inaugural da Champions, em casa frente ao Qarabag, onde tudo o que não seja uma vitória tornará o ambiente insustentável.
domingo, setembro 14, 2025
Arménia e Hungria
sexta-feira, setembro 05, 2025
Sofrido
Infelizmente, excesso de trabalho impediu-me de postar mais cedo e, por isso, isto vai ser um pouco mais curto, dado que já passou quase uma semana do jogo. Não poderíamos ter começado melhor com o 1-0 logo aos 6’ pelo Schjelderup, que aproveitou um mau corte de um defesa depois de um cabeceamento para a área do Barrenechea e desfeiteou o guarda-redes. O golo deu-nos alguma tranquilidade, mas o Alverca também não descurou completamente a baliza do Samuel Soares, que teve de se aplicar numa ou outra ocasião. Em cima do intervalo, uma boa jogada do Dedić terminou com um bom golo da sua parte e fomos para o descanso com uma vantagem que nos deveria ter permitido ter um resto de jogo calmo. Revelámos uma grande eficácia com dois golos em três remates à baliza.
Na 2ª parte, já se esperava que abrandássemos (ainda) mais o ritmo, mas foi um pouco demais. Só numa boa jogada do Schjelderup, culminada com um remate ao poste, estivemos perto do terceiro golo, de resto foi basicamente ver o Alverca jogar. Os ribatejanos já tinham criado perigo logo no reinício num livre bem defendido pelo Samuel Soares e aumentaram ainda mais a pressão com o (estúpido) segundo amarelo ao Dedić (puxou um adversário quando já tinha um, parecido com o que o Florentino fez na Turquia). Aos 85’, fizeram o 2-1 pelo Davy Gui, depois de um mau corte do Otamendi, no primeiro golo sofrido por nós na temporada e até final ainda trememos, mas conseguimos manter a vantagem.
Em termos individuais, o Schjelderup foi o melhor do Benfica, mas ainda não se livrou de ser sempre o primeiro a ser substituído. Nem a venda do Aktürkoğlu aparentemente deu para mudar isso. O Dedić também estava a ser dos melhores, mas aquela expulsão idiota acabou por manchar a sua exibição e vai fazê-lo perder a recepção ao Santa Clara. O Ivanović foi titular em vez do Pavlidis, mas continua a revelar alguns problemas em dominar a bola (especialmente ao primeiro toque). Depois do jogo europeu, o Bruno Lage rodou um pouco a equipa, mas a frescura não esteve lá. Menção ainda para o último jogo do Florentino pelo Benfica, que foi depois vendido ao Burnley. Era um dos patinhos feios do plantel (“não sabe passar uma bola” e afins), mas ainda vamos ter saudades dele...
Os campeonatos europeus param esta semana por causa dos jogos de qualificação das selecções para o Mundial, mas quando voltarem estaremos já em vésperas de início de Champions.
quinta-feira, agosto 28, 2025
Cumprido
Confesso que, numa partida em que precisávamos de ganhar, iniciar o encontro com apenas dois jogadores de tendência ofensiva (Pavlidis e Aktürkoğlu) me deixou um pouco apreensivo, mas poderíamos (e deveríamos) ter inaugurado o marcador logo aos 3’, quando o Leandro Barreiro permitiu escandalosamente a defesa do Livaković num desvio na pequena-área, depois de uma assistência do Pavlidis, num contra-ataque venenoso da nossa parte. A estratégia do jogo foi essa: chamar os turcos para o nosso meio-campo e lançar transições ofensivas muito rápidas. Metemos a bola na baliza por volta do minuto 10’ num canto, mas o Leandro Barreiro em fora-de-jogo perturbou o Nélson Semedo (que saiu lesionado do lance), impedindo-o de disputar a bola convenientemente com o Pavlidis, que concretizou ao segundo poste um desvio de cabeça do António Silva no primeiro. O VAR demorou imenso tempo a invalidar o golo, o que acabou por enervar bastante tanto o estádio como os nossos jogadores. À passagem dos 20’, novo golo anulado ao Benfica, numa bola parada por pretensa falta do Leandro Barreiro antes de cabecear vitoriosamente. Foi um escândalo inacreditável, porque o esloveno Sr. Slavko Vincic apitou assim que a bola entrou, impedindo deste modo a acção do VAR. E não houve falta nenhuma! Um falhanço inacreditável, dois golos anulados e o resultado mantinha-se a zeros, quando a eliminatória já deveria estar decidida. Jogávamos bem e o Pavlidis falhou um desvio depois de boa jogada do Aktürkoğlu na direita, mas aos 36’ marcámos finalmente noutra transição ofensiva rápida com bela assistência do Leandro Barreiro para o Aktürkoğlu, que rematou sem hipóteses para o Livaković. Até ao intervalo, o Leandro Barreiro teve mais duas ocasiões para marcar, mas não tentou o remate na primeira delas e falhou o desvio a centro do Dahl na segunda. Do outro lado, não se viu nada dos turcos em termos atacantes.
Na 2ª parte não fomos tão intensos como na 1ª, mas mesmo assim o António Silva num cabeceamento num canto proporcionou ao guarda-redes Livaković um boa defesa. A única verdadeira ocasião do golo do Fenerbahçe foi a cerca de 15’ do fim, num cabeceamento do marroquino En Nesyri à barra, depois de um centro da direita. Pouco depois, o Talisca atirou ao lado num remate rasteiro, mas ajudou-nos ao ver dois amarelos em 2’ e reduzir os turcos a 10 jogadores aos 82’. O Lage já tinha lançado o Schjelderup e o Ivanović aos 76’, talvez até um pouco tarde dado que estávamos a perder o controlo da partida e alguns dos nossos jogadores mostravam alguma fadiga, mas depois da expulsão nunca mais o Fenerbahçe conseguiu criar perigo e a nossa qualificação foi mais do que justa, tendo o resultado sido muito escasso para o que produzimos, especialmente na 1ª parte.
Em termos individuais, o meio-campo com o Ríos e Barrenechea exibiu-se em bom plano, o Leandro Barreiro, apesar de ter sido importante na primeira fase de pressão, não pode falhar um golo daqueles logo no início, a defesa esteve toda ela muito segura, com destaque para o capitão Otamendi, e o Pavlidis foi essencial para reter a bola à espera do apoio dos médios. O Aktürkoğlu, não obstante o golo, não teve das suas melhores exibições, assim como Aursnes, que me pareceu um pouco fatigado.
Sete jogos, seis vitórias, zero golos sofridos, um troféu conquistado e uma qualificação para a liga dos Campeões não poderíamos almejar muito melhor do que isto. Iremos no domingo a Alverca tentar fechar esta primeira fase da temporada com mais uma vitória, antes da paragem para as selecções. Veremos se a equipa consegue manter este nível competitivo nos jogos fora para o campeonato, dado que aquele na Amadora esteve longe de ser brilhante (para ser simpático). No entanto, mesmo sem grande nota artística, conseguimos até agora o que era essencial.
terça-feira, agosto 26, 2025
Ensaio
O Bruno Lage rodou a equipa, mas só na baliza e defesa, dado que na frente a única alteração em relação a Istambul foi a entrada do Schjelderup e a saída do Aktürkoğlu. O Obrador estreou-se na lateral-esquerda, o Samuel Soares foi para a baliza e o Tomás Araújo voltou após lesão. A 1ª parte, apesar do nosso ritmo a espaços lento, foi um festival de oportunidades perdidas. Concretizámos duas, pelo Ivanović depois de uma jogada fantástica do Dedić aos 32’, e pelo Aursnes depois de uma brilhante assistência do Schjelderup aos 42’, mas tanto o Ivanović como o Pavlidis poderiam ter feito mais dois golos cada um, com o guarda-redes Bernardo Fontes a defender a maior parte dos remates, um dos quais com a cabeça! Do outro lado, o Tondela só se mostrou antes de sofrer o primeiro golo, mas o Samuel Soares resolveu a contento as (poucas) bolas que foram à baliza.
Com 2-0 ao intervalo, já se esperava que a 2ª parte fosse a uma rotação bastante mais baixa e isso aconteceu. De tal forma, que só voltámos a criar uma grande oportunidade já perto do final, quando uma bola picada pelo Pavlidis foi atirada para a barra por um cabeceamento de um defesa. Em termos defensivos, estivemos bastante bem com o Tondela a nunca conseguir chegar perto da baliza do Samuel Soares, excepção feita a um lance logo no reinício, em que o Obrador é batido por um defesa e fez falta no limite da área, com o Sr. Anzhony Rodrigues a assinalar penalty num primeiro momento e depois o VAR a corrigir, porque foi fora da área. Mas foi muito mal jogado pelo Obrador... Já na compensação, o entretanto entrado Prestianni fechou o marcador em 3-0, numa recarga a um remate seu, que tinha sido interceptado por um defesa.
Em termos individuais, e apesar de não ter feito os 90’, o Dedić foi quem mais sobressaiu, sendo um autêntico cavalo na direita e teve o extra nesta partida de fazer a assistência para o primeiro golo. O Ivanović estreou-se a marcar no campeonato e, não obstante revelar ainda alguns problemas no domínio de bola, é um perigo dentro da área, com um remate muito fácil. O Aursnes marcou um golo, jogou o que é costume nele (ou seja, bastante bem) e não percebi porque é que não foi poupado pelo Lage na altura das substituições, tendo acabado a lateral-direito. Por sua vez, o Obrador ainda tem de pedalar um bom bocado para chegar aos calcanhares do Dahl e o Tomás Araújo acusou um pouco a (natural) falta de ritmo. O Schjelderup fez uma boa assistência, mas jogue bem ou mal é sempre o primeiro a sair... Outro que acho que deveria ter sido poupado é o Barrenechea (e atenção que se exibiu em bom plano), porque ainda por cima o Florentino está castigado por causa do duplo amarelo, mas o entendimento do Lage foi outro.
Dois jogos no campeonato, duas vitórias era o que se pedia. Com ou sem brilhantismo. Mas teremos amanhã um dos momentos-chave da época, com a hipótese de chegar à Fase Liga da Champions. Porém, teremos de derrotar o Fenerbahçe. Haja competência para isso, se faz favor.
quarta-feira, agosto 20, 2025
A zeros
Como seria de calcular, o Bruno Lage não foi à Turquia jogar com dois pontas-de-lança, tendo deixado o Ivanović no banco e colocado o Florentino para povoar o meio-campo. A outra alteração foi a saída do Schjelderup (claro...) para a entrada do Aktürkoğlu. O jogo foi sempre muito dividido, connosco a tentar controlar a posse de bola, sem acelerar muito o que resultou em pouquíssimas oportunidades da nossa parte. O lado positivo foi que defendemos bem e não demos igualmente muitas chances aos turcos. Um livre do Aktürkoğlu, um cabeceamento do marroquino En-Nesyri e um remate de fora da área do Oosterwolde foram os lances mais perigosos, mas ambos os guarda-redes defenderam.
A 2ª parte não diferiu muito da primeira, mas pouco depois dos 60’ o Lage resolveu arriscar, colocando o Ivanović no lugar do amarelado Barrenechea. Infelizmente, o Florentino viu dois amarelos em dois minutos (imperdoável!) e a estratégia do Lage foi por água abaixo. O Mourinho colocou o Talisca e foi o brasileiro que sacou o amarelo ao Florentino, mas o Fenerbahçe acabou por não ter grandes oportunidades de desfeitear o Trubin, excepção feita aos 82’ quando o Trubin deu um grande frango e viu a bola posteriormente entrar na baliza num cabeceamento na recarga, mas felizmente o avançado que marcou estava em ligeiro fora-de-jogo. O Lage colocou o Leandro Barreiro pouco depois da expulsão e o luxemburguês foi importante para cortar o ritmo dos turcos. O objectivo, claramente assumido depois da expulsão, foi conseguido sem dificuldades de maior.
Em termos individuais, o Dedić foi dos melhores, mostrando grande personalidade e alguma qualidade na saída de bola. O resto da defesa esteve em geral muito segura, bem comandada pelo Otamendi. O Trubin mostrou-se seguro durante grande parte do jogo, mas teve um falhanço clamoroso, que só graças a um fora-de-jogo não foi golo. Do meio-campo para a frente, não houve grandes exibições, antes pelo contrário. O Florentino até nem estava a fazer um mau jogo, mas não pode pura e simplesmente levar dois amarelos em dois minutos! É indesculpável! O Pavlidis também esteve a léguas do que costuma fazer, mas o Aktürkoğlu não se exibiu em mau plano, enquanto teve pernas. O Richard Ríos continua com o andamento do Brasileirão, que é manifestamente pouco para o futebol europeu, além de ter falhas gritantes no capítulo do passe. Por 27M€, espera-se muito mais.
Daqui a três dias, receberemos o Tondela na Luz antes do jogo da 2ª mão. É expectável que o Lage faça algumas alterações e espero que isso aconteça mesmo, dado que a equipa titular tem sido basicamente igual e é preciso um pouco de descanso para a recepção aos turcos.
domingo, agosto 17, 2025
Imerecido
O Bruno Lage voltou a repetir o onze das últimas partidas, mas nunca nos conseguimos encontrar em campo. Campo, esse, que há que frisar estava um autêntico batatal, o que é de difícil compreensão, ainda por cima estando nós em pleno Verão e no início da temporada... O Estrela fechou-se sempre muito bem na 1ª parte e nós nunca acelerámos convenientemente o nosso jogo. Um remate de fora da área do Dahl, que passou ao lado do poste, e um calcanhar falhado do Pavlidis, depois de remate do Aursnes, com o mesmo destino, foram as nossas duas ocasiões. As do Estrela foram bastante mais perigosas, com um desvio na pequena-área do Chernov que saiu inacreditavelmente por cima e uma defesa do Trubin a remate do Gastão, que desviou a bola para o poste. Em cima do intervalo, o Schjelderup dominou bem a bola na área depois de um centro do Aursnes, mas um defesa interceptou o remate.
Quando lhe esperava uma melhoria exibicional da nossa parte depois do intervalo, nada disso aconteceu. A partida continuou muito dividida, mas o Estrela esteve muito perto do marcar num livre directo, muito mal defendido pelo Trubin, que socou a bola para a frente, com o Godoy a falhar clamorosamente o cabeceamento, quando tinha tudo para inaugurar o marcador. Ao invés, fomos nós que o fizemos, com um penalty caído do céu, aos 60’: empurrão indiscutível ao Ivanović, quando este se preparava para receber um centro largo do Dahl, e o Pavlidis marcou o respectivo penalty com força para o meio da baliza, não dando hipóteses ao guarda-redes Renan Ribeiro. Estando em vantagem no marcador e com o expectável avanço no terreno dos anfitriões, esperava-se que nós tivéssemos mais espaço e produzíssemos melhor futebol, mas mais uma vez as expectativas saíram defraudadas. A 20’ do final, lá saiu o do costume (Schjelderup), que desta vez nem fez uma exibição por aí além (aliás, como a maioria da equipa), e entrou o Prestianni, que assistiu o Ivanović para a nossa outra grande ocasião da 2ª parte, já dentro dos últimos 10 minutos, com um remate de pé esquerdo, superiormente defendido pelo Renan Ribeiro. Por incrível que possa parecer, no tempo de compensação, o Estrela teve duas enormes oportunidades(!), com o Kikas a atirar por cima depois de um erro clamoroso do António Silva, que proporcionou uma jogada rápida do adversário, e num livre do Rodrigo Pinho ainda muito longe da área, que o Trubin ficou a olhar(!) com a bola a passar muito perto do poste. Àquela distância, não se compreende que o nosso guarda-redes não se tenha ao menos feito ao lance.
Em termos individuais, não vou destacar ninguém, porque a exibição colectiva foi má demais para ser verdade.
Sim, conseguimos algo inédito no nosso clube, que foi ganhar os primeiros quatro jogos da temporada sem sofrer nenhum golo, mas fizemo-lo sem brilho absolutamente nenhum e com uma elevada dose de sorte nesta partida. Na 4ª feira, iremos ao inferno de Istambul defrontar o Fenerbahçe e a melhoria exibicional tem de ser substancial, sob pena hipotecarmos logo ali o acesso à Champions.
sábado, agosto 16, 2025
Tranquilo
O Bruno Lage repetiu a equipa da 1ª mão, mas não entrámos muito bem na partida, apresentando-nos algo desconcentrados e tendo permitido aos franceses os primeiros sustos à baliza do Trubin, que se revelou atento, nomeadamente numa saída a punhos. No entanto, a primeira vez que criámos perigo foi fatal para o Nice, com o Aursnes a fazer um 1-0 depois de assistência do Schjelderup, brilhantemente desmarcado pelo Enzo Barrenechea. Estávamos no minuto 19 e aos 27’ os papéis inverteram-se, com o Aursnes a centrar atrasado para o Schjelderup fazer o 2-0 num remate rasteiro sem hipóteses para o guarda-redes. Estava resolvida a eliminatória ainda antes da meia-hora. O único lance de verdadeiro perigo do Nice aconteceu precisamente aos 30’ com um remate de primeira ao poste, com o Trubin batido. Perto do intervalo, foi o Otamendi a fazer um cruzamento-remate com defesa para canto do guarda-redes Diouf.
A 2ª parte decresceu bastante em termos de qualidade, dado que nós estávamos satisfeitos com o resultado e o Nice nunca mostrou argumentos para colocar a baliza do Trubin em real perigo. Até porque, quando esteve perto disso, havia sempre um jogador do Benfica a cortar o lance, como aconteceu com o António Silva. Na baliza contrária, o Schjelderup esteve à beira de bisar, mas o remate de pé esquerdo bateu na trave, depois de jogada do Pavlidis. Claro está que o nº 21 foi dos primeiros a sair, pouco depois, quando o Lage começou a fazer substituições e o Prestianni, que entrou para o seu lugar, mexeu bastante com as águas. O pequeno argentino ia fazendo um golão, com um remate em arco do lado esquerdo a passar perto da trave. O Leandro Barreiro também não entrou mal e teve uma ocasião para marcar, todavia perdeu tempo na altura do remate. O último a entrar foi o Aktürkoğlu, que deste modo, se for transferido para o Fenerbahçe, não poderá jogar contra nós. Gosto bastante quando a estrutura do Benfica está atenta a estes pormenores. O Henrique Araújo, entretanto entrado, foi o protagonista da derradeira oportunidade, mas não conseguiu ter velocidade quando ficou isolado e deu hipótese ao defesa de recuperar a posição.
Em termos individuais, o Aursnes e o Schjelderup, cada um com um golo e uma assistência, foram os maiores destaques. Do Aursnes, já nada há mais a esperar, é fundamental e ponto final, mas finalmente que o Schjelderup está a ter oportunidade de mostrar a qualidade que quase todos nós víamos nele. Só falta agora ao Lage deixá-lo jogar mais tempo e não o escolher sempre que tem de fazer a primeira substituição... O Enzo Barrenechea a meio-campo está a consolidar-se, especialmente com os seus passes a rasgar, e o Dedic na direita está a revelar-se um autêntico cavalo. O Ivanović não esteve tão em destaque como em França, mas não há dúvidas de que é grande jogador.
O último obstáculo para chegar à Champions, o Fenerbahçe, vai ser complicadíssimo, mas antes disso temos hoje a estreia no campeonato frente ao E. Amadora na Reboleira. Dado que estamos com um jogo em atraso, é ainda mais importante entrarmos bem na Liga, que, convém nunca esquecer, é sempre o principal objectivo da temporada.









