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terça-feira, maio 11, 2010
Trinta e dois
Muito mais tarde do que é habitual, porque o dia de hoje foi passado numa correria, com os companheiros da Tertúlia e a óbvia ida à Praça do Município, só agora vai aqui o post a seguir ao jogo. Ganhámos ao Rio Ave por 2-1 e sagrámo-nos, com toda a justiça do mundo, campeões nacionais de futebol. Foi uma das partidas menos conseguidas que fizemos na Luz este ano, porque foi difícil controlar a ansiedade, mas lá conseguimos a vitória e, quase mais importante que isso (já que o empate também servia), o Cardozo marcou dois golos e sagrou-se o melhor marcador do campeonato.
Sem três titulares indiscutíveis, Fábio Coentrão, Di María e Javi García, entrámos em campo a todo o gás com o César Peixoto, Carlos Martins e Airton nos seus lugares. Conseguimos o golo logo aos 3’, ainda por cima pelo Cardozo, e a Luz quase veio abaixo de tanta emoção. A partir daqui, todos esperámos uma nova goleada, mas ressentimo-nos da falta dos titulares, principalmente do Di María e Coentrão na ala esquerda. A equipa queria fazer as coisas depressa e bem para marcar mais um golo que nos pusesse a salvo de qualquer imponderável. Só que as coisas não saíram tão perfeitas como em partidas anteriores. Mesmo assim tivemos algumas boas oportunidades, mas o Cardozo e Saviola falharam golos relativamente fáceis. A partir dos 11’, ficámos a jogar em superioridade numérica, porque o Wires do Rio Ave deu uma patada bárbara no Ramires (que teve que ser substituído ao intervalo por causa disto), mas ao contrário do que tem sucedido anteriormente não conseguimos aproveitar bem essa vantagem. A equipa estava bastante ansiosa e o Rio Ave conseguiu chegar à nossa baliza, sem no entanto criar grande perigo.
Na 2ª parte, quando se esperava uma melhoria da nossa exibição, aconteceu precisamente o contrário. Há que ter em conta que estávamos sem quatro titulares e a jogar com 10, já que foi o Éder Luís que entrou para o lugar do Ramires… Nem o Cardozo conseguia marcar o golo que lhe daria vantagem sobre o Falcão nem o Benfica resolvia de vez o jogo e andávamos nisto quando me caiu o céu em cima. Aos 72’, um livre perto da linha de meio-campo foi bombeado para a área, o Luisão e o Quim ficaram a ver navios, e deu-se o empate. Vi a minha vida andar toda para trás até porque o Braga estava empatado na Choupana e a nossa exibição não augurava que fosse fácil marcar mais um golo. Mas ele surgiu felizmente e por quem mais interessava. Aos 79’, o Cardozo resolvia duas questões de uma só vez: o campeonato e o título de melhor marcador que já não conquistávamos desde 1990/91 pelo Rui Águas. Foi na sequência de um canto do Aimar, que o Airton rematou com perigo de cabeça e o paraguaio fez a recarga com êxito. Até final, praticamente não houve jogo, já que nos limitámos a trocar a bola à espera que o tempo passasse e com o estádio todo em êxtase.
Individualmente destaco o Airton, porque mais uma vez fez esquecer o Javi García, o Cardozo, pelos dois golos e por ter feito com que a festa fosse completa (não teria o mesmo sabor se ele não tivesse também derrotado o jogador do CRAC), e o Carlos Martins, que foi sempre dos mais esclarecidos em campo, mesmo que por vezes continue a utilizar a força quando quer passar a bola. O resto da equipa esteve a um nível inferior ao habitual, mas eles são humanos e a pressão era imensa.
Somámos o 32º título da nossa história e espero que seja o primeiro de muitos. Para que possamos decapitar de vez o polvo, é fundamental que ganhemos o próximo. Além disso, desde 1984 que não fazemos o bis. Claro que anseio igualmente por uma boa figura na Liga dos Campeões e é bom que elevemos a fasquia, mas neste momento uma possível conquista dessa prova é apenas um sonho. Temos que nos centrar no campeonato para ver se limpamos de vez um certo cancro que infelizmente continua a infestar no futebol português.
VIVA O BENFICA!
Sem três titulares indiscutíveis, Fábio Coentrão, Di María e Javi García, entrámos em campo a todo o gás com o César Peixoto, Carlos Martins e Airton nos seus lugares. Conseguimos o golo logo aos 3’, ainda por cima pelo Cardozo, e a Luz quase veio abaixo de tanta emoção. A partir daqui, todos esperámos uma nova goleada, mas ressentimo-nos da falta dos titulares, principalmente do Di María e Coentrão na ala esquerda. A equipa queria fazer as coisas depressa e bem para marcar mais um golo que nos pusesse a salvo de qualquer imponderável. Só que as coisas não saíram tão perfeitas como em partidas anteriores. Mesmo assim tivemos algumas boas oportunidades, mas o Cardozo e Saviola falharam golos relativamente fáceis. A partir dos 11’, ficámos a jogar em superioridade numérica, porque o Wires do Rio Ave deu uma patada bárbara no Ramires (que teve que ser substituído ao intervalo por causa disto), mas ao contrário do que tem sucedido anteriormente não conseguimos aproveitar bem essa vantagem. A equipa estava bastante ansiosa e o Rio Ave conseguiu chegar à nossa baliza, sem no entanto criar grande perigo.
Na 2ª parte, quando se esperava uma melhoria da nossa exibição, aconteceu precisamente o contrário. Há que ter em conta que estávamos sem quatro titulares e a jogar com 10, já que foi o Éder Luís que entrou para o lugar do Ramires… Nem o Cardozo conseguia marcar o golo que lhe daria vantagem sobre o Falcão nem o Benfica resolvia de vez o jogo e andávamos nisto quando me caiu o céu em cima. Aos 72’, um livre perto da linha de meio-campo foi bombeado para a área, o Luisão e o Quim ficaram a ver navios, e deu-se o empate. Vi a minha vida andar toda para trás até porque o Braga estava empatado na Choupana e a nossa exibição não augurava que fosse fácil marcar mais um golo. Mas ele surgiu felizmente e por quem mais interessava. Aos 79’, o Cardozo resolvia duas questões de uma só vez: o campeonato e o título de melhor marcador que já não conquistávamos desde 1990/91 pelo Rui Águas. Foi na sequência de um canto do Aimar, que o Airton rematou com perigo de cabeça e o paraguaio fez a recarga com êxito. Até final, praticamente não houve jogo, já que nos limitámos a trocar a bola à espera que o tempo passasse e com o estádio todo em êxtase.
Individualmente destaco o Airton, porque mais uma vez fez esquecer o Javi García, o Cardozo, pelos dois golos e por ter feito com que a festa fosse completa (não teria o mesmo sabor se ele não tivesse também derrotado o jogador do CRAC), e o Carlos Martins, que foi sempre dos mais esclarecidos em campo, mesmo que por vezes continue a utilizar a força quando quer passar a bola. O resto da equipa esteve a um nível inferior ao habitual, mas eles são humanos e a pressão era imensa.
Somámos o 32º título da nossa história e espero que seja o primeiro de muitos. Para que possamos decapitar de vez o polvo, é fundamental que ganhemos o próximo. Além disso, desde 1984 que não fazemos o bis. Claro que anseio igualmente por uma boa figura na Liga dos Campeões e é bom que elevemos a fasquia, mas neste momento uma possível conquista dessa prova é apenas um sonho. Temos que nos centrar no campeonato para ver se limpamos de vez um certo cancro que infelizmente continua a infestar no futebol português.
VIVA O BENFICA!
segunda-feira, maio 03, 2010
Expectável
Perdemos na casa do clube mais ASQUEROSO e NOJENTO do mundo por 1-3 e continuamos a precisar de um ponto para nos confirmarmos como campeões nacionais. Continuamos a ser a equipa que melhor futebol pratica em Portugal, mas felizmente ainda estamos a anos-luz de outras práticas que condicionam os jogos e que nos ajudaram a derrotar nesta jornada. Tudo o que se passou à volta desta partida tornou infelizmente previsível a nossa derrota. Se fosse preciso trocar os últimos quatro campeonatos roubados, perdão, ganhos para que o Benfica não fosse campeão na casa deles, não tenho dúvidas que este clube hediondo o faria.
Entrámos muito bem na partida e logo no início atirámos uma bola à barra pelo Di María. O remate dele ainda foi desviado por um defesa contrário, mas claro que o Sr. Olegário Benquerença, um INCOMPETENTE e COBARDE da pior espécie, assinalou pontapé de baliza. Pouco depois, vi logo que a partida iria ser muito complicada: o Di María é atropelado pelo Fucile e também vê cartão amarelo que o vai impedir de defrontar o Rio Ave para a semana. Assim como o Fábio Coentrão e o Javi García que foram escolhidos a dedo pelo COBARDE de serviço para também ficarem afastados do jogo decisivo. A nossa equipa foi muito condicionada por estes três amarelos ainda na 1ª parte e nunca conseguiu fazer a pressão alta que nos tem caracterizado por medo legítimo de ficarmos em desvantagem numérica. Claro que, aos 17’, o Sr. Olegário Benquerença mostrou mais uma vez toda a sua COBARDIA ao não dar o 2º amarelo ao Fucile por um pontapé nos calcanhares do Di María. Tivemos mais uma grande oportunidade de golo, mas o Javi García atirou por cima da barra quando estava na pequena-área. Há dois lances que me parecem penalty a nosso favor (derrube ao Maxi Pereira e mão do Hulk na área), mas para que o Sr. Olegário os marcasse precisaria de ser um homem. O Javi García esteve novamente infeliz, porque cedeu um canto desnecessário do qual viria a resultado o 0-1 perto do intervalo, numa boa cabeçada do Animal Alves.
Na 2ª parte, esperava-se uma reacção forte da nossa equipa e a partir dos 52’ ficámos a jogar em vantagem numérica. O Fucile, que se esqueceu claramente de tomar a vacina contra a raiva antes do jogo, simulou um penalty e o Sr. Olegário Benquerença não teve outro remédio senão mostrar-lhe o 2º amarelo. Pouco depois, aos 57’, chegámos ao empate pelo Luisão na sequência de um centro do Maxi Pereira e um bom trabalho do nosso capitão na grande-área. Mas tivemos pouco tempo para saborear um empate, já que, dois minutos depois, uma desconcentração fatal na nossa área permitiu ao Farías fazer o 2-1, depois de uma simulação grosseira de penalty do Belluschi que nos perturbou e a bola acabou por ressaltar para o avançado argentino. O Quim não está nada isento de culpas, já que socou uma bola fácil de agarrar para a frente e a mesma foi parar ao Belluschi. É um golo que não se pode sofrer nunca, especialmente quando se está em vantagem numérica. O Aimar ainda entrou para pôr um pouco de ordem no nosso jogo e ainda pressionámos os nojentos para a sua área, mas não estivemos felizes nem no último passe nem na concretização. O Guarín atirou uma bola ao poste na sequência de um contra-ataque e o Belluschi acabou com o jogo aos 83’ com um bom remate fora da área.
Individualmente, o melhor do Benfica foi o Fábio Coentrão. Apesar de ter visto um amarelo injusto muito cedo, não se desconcentrou, meteu o bluff Hulk no bolso e ainda ajudou o ataque. O resto da equipa esteve longe do nível habitual para o que contribuiu, e de que maneira, uma arbitragem vergonhosa que não nos permitiu que fizemos a tal pressão alta que nos tem valido muitas recuperações de bola nas outras partidas.
Temos três baixas importantíssimas para o último jogo e foi pena que o Jorge Jesus não tenha mesmo deixado o Di María de fora, como confidenciou na conferência de imprensa. De qualquer maneira, não passa pela cabeça de ninguém que, com a necessidade de obter mais um ponto e a jogar em casa com o Rio Ave, não venhamos a ser campeões.
P.S. - É impressão minha ou o golo do Braga é claramente obtido em fora-de-jogo? Para além do azar do Coelho, guarda-redes do Paços de Ferreira, coitado, que teve uma intervenção muito infeliz tal como o Beto, na altura no Leixões, teve um jogo menos conseguido frente ao CRAC no ano passado… Coincidências…
Entrámos muito bem na partida e logo no início atirámos uma bola à barra pelo Di María. O remate dele ainda foi desviado por um defesa contrário, mas claro que o Sr. Olegário Benquerença, um INCOMPETENTE e COBARDE da pior espécie, assinalou pontapé de baliza. Pouco depois, vi logo que a partida iria ser muito complicada: o Di María é atropelado pelo Fucile e também vê cartão amarelo que o vai impedir de defrontar o Rio Ave para a semana. Assim como o Fábio Coentrão e o Javi García que foram escolhidos a dedo pelo COBARDE de serviço para também ficarem afastados do jogo decisivo. A nossa equipa foi muito condicionada por estes três amarelos ainda na 1ª parte e nunca conseguiu fazer a pressão alta que nos tem caracterizado por medo legítimo de ficarmos em desvantagem numérica. Claro que, aos 17’, o Sr. Olegário Benquerença mostrou mais uma vez toda a sua COBARDIA ao não dar o 2º amarelo ao Fucile por um pontapé nos calcanhares do Di María. Tivemos mais uma grande oportunidade de golo, mas o Javi García atirou por cima da barra quando estava na pequena-área. Há dois lances que me parecem penalty a nosso favor (derrube ao Maxi Pereira e mão do Hulk na área), mas para que o Sr. Olegário os marcasse precisaria de ser um homem. O Javi García esteve novamente infeliz, porque cedeu um canto desnecessário do qual viria a resultado o 0-1 perto do intervalo, numa boa cabeçada do Animal Alves.
Na 2ª parte, esperava-se uma reacção forte da nossa equipa e a partir dos 52’ ficámos a jogar em vantagem numérica. O Fucile, que se esqueceu claramente de tomar a vacina contra a raiva antes do jogo, simulou um penalty e o Sr. Olegário Benquerença não teve outro remédio senão mostrar-lhe o 2º amarelo. Pouco depois, aos 57’, chegámos ao empate pelo Luisão na sequência de um centro do Maxi Pereira e um bom trabalho do nosso capitão na grande-área. Mas tivemos pouco tempo para saborear um empate, já que, dois minutos depois, uma desconcentração fatal na nossa área permitiu ao Farías fazer o 2-1, depois de uma simulação grosseira de penalty do Belluschi que nos perturbou e a bola acabou por ressaltar para o avançado argentino. O Quim não está nada isento de culpas, já que socou uma bola fácil de agarrar para a frente e a mesma foi parar ao Belluschi. É um golo que não se pode sofrer nunca, especialmente quando se está em vantagem numérica. O Aimar ainda entrou para pôr um pouco de ordem no nosso jogo e ainda pressionámos os nojentos para a sua área, mas não estivemos felizes nem no último passe nem na concretização. O Guarín atirou uma bola ao poste na sequência de um contra-ataque e o Belluschi acabou com o jogo aos 83’ com um bom remate fora da área.
Individualmente, o melhor do Benfica foi o Fábio Coentrão. Apesar de ter visto um amarelo injusto muito cedo, não se desconcentrou, meteu o bluff Hulk no bolso e ainda ajudou o ataque. O resto da equipa esteve longe do nível habitual para o que contribuiu, e de que maneira, uma arbitragem vergonhosa que não nos permitiu que fizemos a tal pressão alta que nos tem valido muitas recuperações de bola nas outras partidas.
Temos três baixas importantíssimas para o último jogo e foi pena que o Jorge Jesus não tenha mesmo deixado o Di María de fora, como confidenciou na conferência de imprensa. De qualquer maneira, não passa pela cabeça de ninguém que, com a necessidade de obter mais um ponto e a jogar em casa com o Rio Ave, não venhamos a ser campeões.
P.S. - É impressão minha ou o golo do Braga é claramente obtido em fora-de-jogo? Para além do azar do Coelho, guarda-redes do Paços de Ferreira, coitado, que teve uma intervenção muito infeliz tal como o Beto, na altura no Leixões, teve um jogo menos conseguido frente ao CRAC no ano passado… Coincidências…
domingo, abril 25, 2010
Um pontinho
Vencemos o Olhanense por 5-0 e estamos a um ponto de nos sagrarmos, com a maior justiça do mundo, campeões nacionais. Aliás, mais um golinho contra o Braga, o não-falhanço do penalty em Setúbal ou uma arbitragem honesta no Braga – V. Guimarães e estaríamos agora mesmo a festejar o título… Independentemente disto, acho inacreditável que as três últimas jornadas não se joguem à mesma hora, para que as equipas possam começar a celebrar no relvado. Assim, arriscamo-nos a ser campeões no sofá, o que, como diz o Jesus, tem um sabor menos bom do que se fosse no campo. No entanto, é óbvio que mais logo vou estar a torcer pela Naval.
Esta partida não teve muita história. Voltámos a entrar praticamente a ganhar, já que aos 3’ o Sr. Lucílio Baptista assinalou, e bem, um penalty a nosso favor por mão evidente, depois de um enorme passe do Aimar e uma óptima arrancada do Weldon. O Cardozo marcou para o lado esquerdo, ao contrário do que é habitual, e fez o 1-0. Aos 8’, o mesmo jogador que tinha feito o penalty, Delson, teve uma entrada duríssima sobre o Di María e deveria ter visto o vermelho directo. No entanto, o Sr. Lucílio Baptista mostrou-lhe o segundo amarelo, mas o Olhanense ficou à mesma a jogar com 10. Aos 18’, o Aimar fez outra abertura das dele e o Di María marcou um muito pouco habitual golo com o pé direito. O jogo ficou praticamente decidido e a nossa intensidade baixou até ao intervalo.
Na 2ª parte, os jogadores devem ter ouvido no balneário e entrámos a todo o gás. Em dois minutos (54’ e 56’) resolvemos de vez a questão com dois golos do Cardozo, que assim se colocou na frente dos melhores marcadores com 24 golos, mais um que o Falcao. Ambos foram a passe do Di María, sendo o primeiro de letra. Até final, a equipa preocupou-se essencialmente em jogar para o Cardozo, o que acho muito bem porque, desde o Rui Águas em 1990/91, que nenhum jogador do Benfica conquista o título de melhor marcador. E o Tacuara teve mais do que uma possibilidade para marcar mais golos, mas uma cabeçada saiu por cima e um remate já dentro da grande-área foi interceptado por um defesa. Entretanto, aos 78’ o Aimar fez o resultado final.
Individualmente há que destacar o trio Di María, Aimar e Cardozo. Entre assistências e golos, eles estiveram presentes em quase todos os momentos decisivos do jogo. Como já vi escrito por aí, a sorte do Di María é a polícia andar distraída, porque senão multava-o por excesso de velocidade… Também gostei bastante dos laterais (Rúben Amorim e Fábio Coentrão), que estiveram muito activos nas jogadas atacantes. Desta feita, o Weldon não marcou nenhum golo, mas teve uma participação essencial no penalty de que resultou o primeiro. Quanto aos centrais, já vão faltando palavras para elogiar o Luisão e David Luiz.
Veremos o que fará mais logo o Braga na Figueira da Foz para ver se podemos ir já para o Marquês ou ainda teremos de esperar um pouco mais. Está quase…!
Esta partida não teve muita história. Voltámos a entrar praticamente a ganhar, já que aos 3’ o Sr. Lucílio Baptista assinalou, e bem, um penalty a nosso favor por mão evidente, depois de um enorme passe do Aimar e uma óptima arrancada do Weldon. O Cardozo marcou para o lado esquerdo, ao contrário do que é habitual, e fez o 1-0. Aos 8’, o mesmo jogador que tinha feito o penalty, Delson, teve uma entrada duríssima sobre o Di María e deveria ter visto o vermelho directo. No entanto, o Sr. Lucílio Baptista mostrou-lhe o segundo amarelo, mas o Olhanense ficou à mesma a jogar com 10. Aos 18’, o Aimar fez outra abertura das dele e o Di María marcou um muito pouco habitual golo com o pé direito. O jogo ficou praticamente decidido e a nossa intensidade baixou até ao intervalo.
Na 2ª parte, os jogadores devem ter ouvido no balneário e entrámos a todo o gás. Em dois minutos (54’ e 56’) resolvemos de vez a questão com dois golos do Cardozo, que assim se colocou na frente dos melhores marcadores com 24 golos, mais um que o Falcao. Ambos foram a passe do Di María, sendo o primeiro de letra. Até final, a equipa preocupou-se essencialmente em jogar para o Cardozo, o que acho muito bem porque, desde o Rui Águas em 1990/91, que nenhum jogador do Benfica conquista o título de melhor marcador. E o Tacuara teve mais do que uma possibilidade para marcar mais golos, mas uma cabeçada saiu por cima e um remate já dentro da grande-área foi interceptado por um defesa. Entretanto, aos 78’ o Aimar fez o resultado final.
Individualmente há que destacar o trio Di María, Aimar e Cardozo. Entre assistências e golos, eles estiveram presentes em quase todos os momentos decisivos do jogo. Como já vi escrito por aí, a sorte do Di María é a polícia andar distraída, porque senão multava-o por excesso de velocidade… Também gostei bastante dos laterais (Rúben Amorim e Fábio Coentrão), que estiveram muito activos nas jogadas atacantes. Desta feita, o Weldon não marcou nenhum golo, mas teve uma participação essencial no penalty de que resultou o primeiro. Quanto aos centrais, já vão faltando palavras para elogiar o Luisão e David Luiz.
Veremos o que fará mais logo o Braga na Figueira da Foz para ver se podemos ir já para o Marquês ou ainda teremos de esperar um pouco mais. Está quase…!
segunda-feira, abril 19, 2010
Xeque
Ganhámos em Coimbra (3-2) e estamos a apenas quatro pontos de ser campeões nacionais. Foi um jogo bastante complicado, como o resultado demonstra, mas a nossa vitória é justíssima. O Sr. Carlos Xistra mostrou-se um reforço importante para a Académica, porém este ano é muito difícil pararem-nos.
Entrámos logo a ganhar com um golo do Weldon de cabeça aos 3’ na sequência de um lançamento lateral. No entanto, durante boa parte do 1º tempo cedemos o domínio ao adversário, se bem que a Académica não tivesse criado grandes oportunidades de golo. Embora o Sidnei seja um bom jogador, sentiu-se a falta do Luisão no meio e isso pode ver-se principalmente na actuação do David Luiz, que não esteve tão brilhante nos primeiros minutos como é habitual. O Quim fez uma óptima defesa numa cabeçada num canto, mas aos 28’ sofremos o golo do empate. O Sr. Carlos Xistra, a meia-dúzia de metros de lance, fingiu que não viu uma descarada bola no braço que antecedeu um remate fora da área, que desviou no Javi García e enganou o Quim. Estava difícil fazer o nosso jogo habitual, porque a Académica correu como se não houvesse amanhã. Fosse assim em todas as partidas e teríamos um campeonato bem mais interessante, mas há incentivos que só são dados quando se defronta o Benfica. A cinco minutos do intervalo, o Di María que até nem estava a fazer uma boa exibição fez uma jogada bestial, centrou e o Weldon marcou um golão: bom domínio de bola e forte remate em queda que não deu hipóteses ao guarda-redes.
Na 2ª parte, e ao contrário do que se esperava, não entrámos fortes para dar a estocada final. Tentámos controlar a partida e, tirando as bolas paradas, não permitimos perigo ao adversário. Só que, lá está, este tipo de táctica, por muito boa que seja, pode vir por água abaixo com um único lance. Uma falta desnecessária do Javi García, quando o adversário estava de costas para a nossa baliza, resultou num livre para a área e uma cabeçada que ainda tocou no poste. O Cardozo estava nitidamente inferiorizado e foi substituído pouco antes daquele lance pelo Carlos Martins. Logo a seguir à oportunidade da Académica, o Di María poderia ter resolvido de vez a partida ao aparecer isolado pelo Weldon, mas rematou fraco e à figura do guarda-redes. Pouco depois, o Carlos Martins teve um tiraço ao poste. Aos 79’ acabou-se a dúvida sobre o vencedor da partida, com mais uma grande jogada do Di María pela esquerda, centro e remate de primeira do Rúben Amorim. Só que, contra todas as expectativas, ainda sofremos mais um golo ao 88’ num grande frango do Quim, que deixou que um remate a mais de 30 metros da baliza entrasse quase ao meio desta. Até final, conseguimos manter a bola longe da nossa baliza e só um livre inventado pelo Sr. Carlos Xistra é que a fez chegar à nossa área.
Individualmente, é óbvio o destaque ao Weldon, provavelmente a melhor contratação de sempre do Benfica na relação produtividade/preço. Dois bons golos, decisivos para a vitória, e ainda uma óptima assistência de cabeça que isolou o Di María justificam que se considere o melhor em campo. O argentino também tem que ser destacado, por ter inventado dois lances que foram duas assistências. Também gostei bastante do Fábio Coentrão, cada vez mais seguro a defesa-esquerdo. O Rúben Amorim é outro que não sabe jogar mal e fez com que não nos lembrássemos do Ramires. Quanto ao Quim, esteve no pior e melhor. O resto da equipa esteve ao nível alto habitual.
Está quase… quase… Esta vitória representou o xeque e o “mate” está muito perto. Com dois jogos em casa e quatro pontos para conquistar, acho que ninguém acredita que não sejamos campeões. Mas ainda não o somos. Há que continuar a encarar os jogos com a seriedade que temos feito até agora, porque temos oito vitórias consecutivas (que seriam 14 caso o Cardozo não tivesse falhado o penalty em Setúbal…) e era muito bonito só perder dois pontos na 2ª volta. O que é inacreditável é esta calendarização da Liga. Para já, o facto de ter deixado de ser obrigatório jogar as três últimas jornadas à mesma hora e depois a questão de, para a semana, o Braga não jogar antes de nós. Durante quase toda a época o fez, mas na jornada decisiva vão jogar depois. Ou seja, podemos arriscar-nos a ser campeões no sofá, quando esta equipa o merece ser dentro do campo.
P.S. – Excelente a intervenção do João Gabriel no fim de jogo acerca do preço dos bilhetes. Com estes preços pornográficos, é muito bem feito que o estádio não tivesse estado cheio. Gente proxeneta e mesquinha!
P.P.S. – O Sr. Carlos Xistra mais uma vez confirmou aquilo que todos já suspeitávamos dele. É um ladrão! Só que, este ano, nós temos seguro contra isso.
Entrámos logo a ganhar com um golo do Weldon de cabeça aos 3’ na sequência de um lançamento lateral. No entanto, durante boa parte do 1º tempo cedemos o domínio ao adversário, se bem que a Académica não tivesse criado grandes oportunidades de golo. Embora o Sidnei seja um bom jogador, sentiu-se a falta do Luisão no meio e isso pode ver-se principalmente na actuação do David Luiz, que não esteve tão brilhante nos primeiros minutos como é habitual. O Quim fez uma óptima defesa numa cabeçada num canto, mas aos 28’ sofremos o golo do empate. O Sr. Carlos Xistra, a meia-dúzia de metros de lance, fingiu que não viu uma descarada bola no braço que antecedeu um remate fora da área, que desviou no Javi García e enganou o Quim. Estava difícil fazer o nosso jogo habitual, porque a Académica correu como se não houvesse amanhã. Fosse assim em todas as partidas e teríamos um campeonato bem mais interessante, mas há incentivos que só são dados quando se defronta o Benfica. A cinco minutos do intervalo, o Di María que até nem estava a fazer uma boa exibição fez uma jogada bestial, centrou e o Weldon marcou um golão: bom domínio de bola e forte remate em queda que não deu hipóteses ao guarda-redes.
Na 2ª parte, e ao contrário do que se esperava, não entrámos fortes para dar a estocada final. Tentámos controlar a partida e, tirando as bolas paradas, não permitimos perigo ao adversário. Só que, lá está, este tipo de táctica, por muito boa que seja, pode vir por água abaixo com um único lance. Uma falta desnecessária do Javi García, quando o adversário estava de costas para a nossa baliza, resultou num livre para a área e uma cabeçada que ainda tocou no poste. O Cardozo estava nitidamente inferiorizado e foi substituído pouco antes daquele lance pelo Carlos Martins. Logo a seguir à oportunidade da Académica, o Di María poderia ter resolvido de vez a partida ao aparecer isolado pelo Weldon, mas rematou fraco e à figura do guarda-redes. Pouco depois, o Carlos Martins teve um tiraço ao poste. Aos 79’ acabou-se a dúvida sobre o vencedor da partida, com mais uma grande jogada do Di María pela esquerda, centro e remate de primeira do Rúben Amorim. Só que, contra todas as expectativas, ainda sofremos mais um golo ao 88’ num grande frango do Quim, que deixou que um remate a mais de 30 metros da baliza entrasse quase ao meio desta. Até final, conseguimos manter a bola longe da nossa baliza e só um livre inventado pelo Sr. Carlos Xistra é que a fez chegar à nossa área.
Individualmente, é óbvio o destaque ao Weldon, provavelmente a melhor contratação de sempre do Benfica na relação produtividade/preço. Dois bons golos, decisivos para a vitória, e ainda uma óptima assistência de cabeça que isolou o Di María justificam que se considere o melhor em campo. O argentino também tem que ser destacado, por ter inventado dois lances que foram duas assistências. Também gostei bastante do Fábio Coentrão, cada vez mais seguro a defesa-esquerdo. O Rúben Amorim é outro que não sabe jogar mal e fez com que não nos lembrássemos do Ramires. Quanto ao Quim, esteve no pior e melhor. O resto da equipa esteve ao nível alto habitual.
Está quase… quase… Esta vitória representou o xeque e o “mate” está muito perto. Com dois jogos em casa e quatro pontos para conquistar, acho que ninguém acredita que não sejamos campeões. Mas ainda não o somos. Há que continuar a encarar os jogos com a seriedade que temos feito até agora, porque temos oito vitórias consecutivas (que seriam 14 caso o Cardozo não tivesse falhado o penalty em Setúbal…) e era muito bonito só perder dois pontos na 2ª volta. O que é inacreditável é esta calendarização da Liga. Para já, o facto de ter deixado de ser obrigatório jogar as três últimas jornadas à mesma hora e depois a questão de, para a semana, o Braga não jogar antes de nós. Durante quase toda a época o fez, mas na jornada decisiva vão jogar depois. Ou seja, podemos arriscar-nos a ser campeões no sofá, quando esta equipa o merece ser dentro do campo.
P.S. – Excelente a intervenção do João Gabriel no fim de jogo acerca do preço dos bilhetes. Com estes preços pornográficos, é muito bem feito que o estádio não tivesse estado cheio. Gente proxeneta e mesquinha!
P.P.S. – O Sr. Carlos Xistra mais uma vez confirmou aquilo que todos já suspeitávamos dele. É um ladrão! Só que, este ano, nós temos seguro contra isso.
quarta-feira, abril 14, 2010
O olfacto e o tacto
Vencemos a lagartada por 2-0 e demos um passo fundamental para a conquista do tão desejado (e mais que merecido!) título. Faltam sete pontos para sermos campeões e, nesta altura, acho que já ninguém acredita que não o sejamos. Espero que os únicos que tenham dúvidas sejam os jogadores, porque são eles que vão ter que conquistar esses pontos no campo. Estamos quase lá, mas ainda falta o “quase”. Seguindo a lógica, e com dois jogos em casa, apenas precisaremos de um ponto num dos dois fora. Mas, se conquistarmos os 12 que ainda falta, tanto melhor!
Ao invés do que é habitual, entrámos muito mal na partida e fizemos uma das piores primeiras partes que me lembro esta época. Os lagartos surpreenderam-nos com uma pressão muito alta, o que nos impedia de ligar uma jogada. Claro que o facto de o Saviola ainda não ter recuperado e o Aimar estar no banco não ajudava nada o nosso jogo. O Jorge Jesus resolveu testar os limites dos lagartos e disse-lhes: “mostrem lá o que valem, porque nós vamos entrar em campo com 10”. E assim foi, até ao intervalo jogámos claramente com um a menos. Eu até percebo a colocação do Aimar no banco, já que não está no seu melhor em termos físicos, e o Weldon também recuperou de uma lesão recentemente, mas sinceramente custa-me ver o Nuno Gomes na bancada e o Éder Luís a titular. Esperava muito honestamente estar errado, mas o brasileiro continua a dar-me razão… Voltando ao jogo, nós só criávamos lances de perigo nas bolas paradas e mesmo assim não tivemos nenhuma clara situação de golo, aliás como os lagartos cujo domínio não se traduziu em oportunidades.
Na 2ª parte, o Jesus achou por bem acabar com a brincadeira e entrar finalmente com 11 em campo. O jogo virou completamente com a entrada de El Mago. O domínio dos lagartos evaporou-se e, durante quase toda a 2ª parte, eles mal se aproximaram da nossa baliza. Ao contrário de nós, que começámos a pressioná-los cada vez mais perto da área. Um remate do Carlos Martins à entrada desta anunciou o nosso golo. Surgiu aos 67’ pelo Cardozo que, mesmo inferiorizado fisicamente (levou um pontapé no tornozelo um pouco antes), marca golos: boa jogada do Rúben Amorim na direita, centro largo que encontrou o Fábio Coentrão na esquerda, este fez um centro-remate que o paraguaio desviou para a baliza. Logo a seguir teve que ser substituído pelo Kardec. O mais difícil estava feito, mas era fundamental ter uma vantagem mais alargada para nos pormos a salvo de qualquer imponderável. E foi o que aconteceu aos 77’, quando o Aimar isolado marcou um golo de grande classe depois de fintar o Rui Patrício. Até final, controlámos completamente a partida, mantendo os lagartos fora da nossa área, e a nossa vitória é mais que justa.
Individualmente há que destacar o Aimar, pois claro. Revolucionou o nosso futebol e o próprio jogo. Ainda por cima, marcou um golo. A defesa também esteve muito bem, com o Rúben Amorim a substituir muito bem o Maxi Pereira. O Cardozo fez um jogo muito esforçado, marcou um golo “à ponta-de-lança” e acabou por sair lesionado. Gostei bastante da entrada do Kardec, que confirma cada vez mais a boa impressão que tinha dele: lutador e com bom jogo de cabeça. O resto da equipa esteve sofrível na 1ª parte e bastante bem na 2ª, e o melhor exemplo disso é o Javi García. O Di María parece-me estoirado e o Éder Luís continua a ser… o Éder Luís.
Já se fala por aí que “cheira a título”. Mas entre o olfacto e o tacto vai uma grande diferença. Neste caso, uma diferença de sete pontos. E só quando pudermos colocar as mãos no troféu é que devemos festejar. O jogo em Coimbra vai ser muito importante para confirmarmos que este ano nós não damos hipóteses nenhumas. Bem podem falar das eliminações da Liga Europa, do cansaço, do que quiserem, que nós somos indiscutivelmente a equipa mais forte e a que merece mais ser campeã.
P.S. – Sinceramente não acho que a entrada do Luisão seja para vermelho directo. Os pés dele vão rente à relva e dá-me a impressão que ele escorrega. De qualquer maneira, a lagartada não tem mesmo noção do ridículo. Estão a 26(!) pontos de nós e querem fazer um escarcéu da arbitragem deste jogo. Houve erros? Claro que sim (o Miguel Veloso também poderia ter ido para a rua, por exemplo), mas não tiveram nenhuma influência no resultado.
Ao invés do que é habitual, entrámos muito mal na partida e fizemos uma das piores primeiras partes que me lembro esta época. Os lagartos surpreenderam-nos com uma pressão muito alta, o que nos impedia de ligar uma jogada. Claro que o facto de o Saviola ainda não ter recuperado e o Aimar estar no banco não ajudava nada o nosso jogo. O Jorge Jesus resolveu testar os limites dos lagartos e disse-lhes: “mostrem lá o que valem, porque nós vamos entrar em campo com 10”. E assim foi, até ao intervalo jogámos claramente com um a menos. Eu até percebo a colocação do Aimar no banco, já que não está no seu melhor em termos físicos, e o Weldon também recuperou de uma lesão recentemente, mas sinceramente custa-me ver o Nuno Gomes na bancada e o Éder Luís a titular. Esperava muito honestamente estar errado, mas o brasileiro continua a dar-me razão… Voltando ao jogo, nós só criávamos lances de perigo nas bolas paradas e mesmo assim não tivemos nenhuma clara situação de golo, aliás como os lagartos cujo domínio não se traduziu em oportunidades.
Na 2ª parte, o Jesus achou por bem acabar com a brincadeira e entrar finalmente com 11 em campo. O jogo virou completamente com a entrada de El Mago. O domínio dos lagartos evaporou-se e, durante quase toda a 2ª parte, eles mal se aproximaram da nossa baliza. Ao contrário de nós, que começámos a pressioná-los cada vez mais perto da área. Um remate do Carlos Martins à entrada desta anunciou o nosso golo. Surgiu aos 67’ pelo Cardozo que, mesmo inferiorizado fisicamente (levou um pontapé no tornozelo um pouco antes), marca golos: boa jogada do Rúben Amorim na direita, centro largo que encontrou o Fábio Coentrão na esquerda, este fez um centro-remate que o paraguaio desviou para a baliza. Logo a seguir teve que ser substituído pelo Kardec. O mais difícil estava feito, mas era fundamental ter uma vantagem mais alargada para nos pormos a salvo de qualquer imponderável. E foi o que aconteceu aos 77’, quando o Aimar isolado marcou um golo de grande classe depois de fintar o Rui Patrício. Até final, controlámos completamente a partida, mantendo os lagartos fora da nossa área, e a nossa vitória é mais que justa.
Individualmente há que destacar o Aimar, pois claro. Revolucionou o nosso futebol e o próprio jogo. Ainda por cima, marcou um golo. A defesa também esteve muito bem, com o Rúben Amorim a substituir muito bem o Maxi Pereira. O Cardozo fez um jogo muito esforçado, marcou um golo “à ponta-de-lança” e acabou por sair lesionado. Gostei bastante da entrada do Kardec, que confirma cada vez mais a boa impressão que tinha dele: lutador e com bom jogo de cabeça. O resto da equipa esteve sofrível na 1ª parte e bastante bem na 2ª, e o melhor exemplo disso é o Javi García. O Di María parece-me estoirado e o Éder Luís continua a ser… o Éder Luís.
Já se fala por aí que “cheira a título”. Mas entre o olfacto e o tacto vai uma grande diferença. Neste caso, uma diferença de sete pontos. E só quando pudermos colocar as mãos no troféu é que devemos festejar. O jogo em Coimbra vai ser muito importante para confirmarmos que este ano nós não damos hipóteses nenhumas. Bem podem falar das eliminações da Liga Europa, do cansaço, do que quiserem, que nós somos indiscutivelmente a equipa mais forte e a que merece mais ser campeã.
P.S. – Sinceramente não acho que a entrada do Luisão seja para vermelho directo. Os pés dele vão rente à relva e dá-me a impressão que ele escorrega. De qualquer maneira, a lagartada não tem mesmo noção do ridículo. Estão a 26(!) pontos de nós e querem fazer um escarcéu da arbitragem deste jogo. Houve erros? Claro que sim (o Miguel Veloso também poderia ter ido para a rua, por exemplo), mas não tiveram nenhuma influência no resultado.
terça-feira, abril 06, 2010
Reviravolta
A primeira vez que conseguimos dar a volta ao marcador no campeonato nacional fizemo-lo em grande estilo. Vencemos 4-2 na Figueira da Foz depois de estarmos a perder por 0-2. Mais um mito que se quebra (provavelmente ainda havia quem dissesse que o Benfica só virava resultados perante as equipas menores de Liga Europa…), mas este sinceramente dispensava-o. Estar a perder por 0-2 aos 12’ numa partida absolutamente decisiva não me fez nada bem ao coração. Felizmente tivemos uma resposta avassaladora e conseguimos a vitória.
Como é óbvio, entrámos pessimamente no jogo. Duas falhas individuais (David Luiz e Maxi Pereira) resultaram em outros tantos golos, se bem que no primeiro (aos 2’!) a movimentação do Javi García também não tenha sido nada famosa. Levámos dois socos no estômago e mal tínhamos entrado em campo. O facto de termos feito o 1-2 pouco depois (16’) ajudou a que a equipa e os adeptos acreditassem que iam acordar do pesadelo. Foi o Weldon (que fez de Saviola) que marcou depois de dois remates defendidos pelo Peiser. O brasileiro saltou muito bem e fez o golo de cabeça aproveitando o segundo ressalto. Dois minutos depois, a partida ficou igualada novamente pelo Weldon e novamente de cabeça. Canto do Aimar na esquerda, o David Luiz não chega a tocar na bola, mas desposiciona a defesa e o Weldon percebeu muito bem a jogada, e cabeceou à vontade. Voltava tudo ao início, mas até ao intervalo continuámos com algumas desconcentrações defensivas que permitiram à Naval criar lances de perigo. Um azar num ressalto isolou um avançado deles, mas o Quim defendeu bem e logo a seguir ficámos finalmente na frente. Um passe longuíssimo do David Luiz isolou o Di María, que desviou muito bem a bola do guarda-redes. Estávamos no minuto 38 e senti que, se não houvesse mais falhas defensivas (tão pouco habituais este ano), a vitória não nos fugiria.
A 2ª parte foi completamente diferente da 1ª e era essencial marcarmos mais um golo para termos uma vantagem confortável. Foi o que aconteceu logo aos 55’ num lance que começou e acabou no Cardozo, com o Weldon a ter papel fundamental ao fazer a assistência para um remate do Rúben Amorim que o Peiser defendeu. Na recarga, o paraguaio não perdoou. A partir daqui, era difícil a vitória fugir-nos. A dúvida estava mais em saber se marcaríamos mais golos. O Benfica deste ano faz jus à ideia de que “o ataque é a melhor defesa” e o jogo continuou a desenrolar-se principalmente no meio-campo adversário. O Jorge Jesus começou a fazer substituições, mas confesso que estranhei que o Weldon fosse o primeiro a sair logo um minuto depois do golo. Esteve em três dos nossos quatro tentos, não jogava há uma série de tempo e só entendo a saída por eventuais dificuldades físicas que não descortinei. Entrou o Carlos Martins, mas se fosse eu teria tirado o Aimar, porque estávamos a ganhar por dois golos e vamos a Anfield na 5ª feira. Aos 70’, saiu o Aimar e entrou o Ramires, mas a toada da partida manteve-se. Passávamos mais tempo no meio-campo adversário, mas a pontaria passou a estar desafinada. Mesmo assim ainda houve tempo para um petardo do Carlos Martins à barra. Uma incrível perda de bola do Di María no nosso meio-campo proporcionou à Naval a única situação de golo do 2º tempo, mas o jogador que estava isolado atirou por cima. Faltavam pouco mais de 10’ para os 90 e foi um lance que nos poderia ter causado um final de jogo intranquilo. Felizmente isso não aconteceu e a vitória é mais que justa.
Individualmente há que destacar o Weldon. Dois golos e a participação noutro justificam-no absolutamente. O David Luiz também teria feito uma partida irrepreensível não fora a falha no 1º golo. O Di María foi muito importante pela velocidade (só ele é que chegava ao lançamento do David Luiz no 3º golo), mas partilha com o Carlos Martins de um facto que me irrita sobejamente: é incapaz de fazer as coisas pelo modo mais simples. Complicado é que é bom! Felizmente esta época as coisas têm-lhe saído bem, mas há ocasiões que se perdem por falta de simplicidade de processos… O Rúben Amorim também fez uma partida muito boa e pode considerar-se um titular da equipa. Acho que o Fábio Coentrão está a perder um pouco da acutilância atacante que tinha no passado, mas está um fantástico defesa-esquerdo. Faria bem em se assumir como tal, já que é uma posição muito carenciada no nosso futebol. O Cardozo lá marcou mais um golito, mas atravessa indiscutivelmente uma fase de menor fulgor (enquanto continuar a molhar a sopa, menos mal).
Prova dificílima superada e manutenção dos seis pontos de vantagem (cinco na prática) para o Braga (cuja partida frente ao V. Guimarães foi das maiores - senão mesmo a maior - vergonhas deste campeonato, cortesia do Sr. Artur Soares Dias). As contas são muito simples: ganhando as três partidas em casa, só precisamos de mais um ponto em dois jogos fora para sermos campeões. Mas claro que o que quero são mais cinco vitórias! Antes de recebermos os lagartos, teremos a partida em Anfield. Que a moral em alta depois deste jogo sirva para superar o eventual cansaço que a maioria dos jogadores inevitavelmente sentirá é o meu maior desejo. Força Benfica!
P.S. – O cartão amarelo ao Maxi Pereira (que o afastará do jogo com os lagartos) por tocar com o ombro(!) na bola demonstra a incompetência do Sr. Elmano Santos.
Como é óbvio, entrámos pessimamente no jogo. Duas falhas individuais (David Luiz e Maxi Pereira) resultaram em outros tantos golos, se bem que no primeiro (aos 2’!) a movimentação do Javi García também não tenha sido nada famosa. Levámos dois socos no estômago e mal tínhamos entrado em campo. O facto de termos feito o 1-2 pouco depois (16’) ajudou a que a equipa e os adeptos acreditassem que iam acordar do pesadelo. Foi o Weldon (que fez de Saviola) que marcou depois de dois remates defendidos pelo Peiser. O brasileiro saltou muito bem e fez o golo de cabeça aproveitando o segundo ressalto. Dois minutos depois, a partida ficou igualada novamente pelo Weldon e novamente de cabeça. Canto do Aimar na esquerda, o David Luiz não chega a tocar na bola, mas desposiciona a defesa e o Weldon percebeu muito bem a jogada, e cabeceou à vontade. Voltava tudo ao início, mas até ao intervalo continuámos com algumas desconcentrações defensivas que permitiram à Naval criar lances de perigo. Um azar num ressalto isolou um avançado deles, mas o Quim defendeu bem e logo a seguir ficámos finalmente na frente. Um passe longuíssimo do David Luiz isolou o Di María, que desviou muito bem a bola do guarda-redes. Estávamos no minuto 38 e senti que, se não houvesse mais falhas defensivas (tão pouco habituais este ano), a vitória não nos fugiria.
A 2ª parte foi completamente diferente da 1ª e era essencial marcarmos mais um golo para termos uma vantagem confortável. Foi o que aconteceu logo aos 55’ num lance que começou e acabou no Cardozo, com o Weldon a ter papel fundamental ao fazer a assistência para um remate do Rúben Amorim que o Peiser defendeu. Na recarga, o paraguaio não perdoou. A partir daqui, era difícil a vitória fugir-nos. A dúvida estava mais em saber se marcaríamos mais golos. O Benfica deste ano faz jus à ideia de que “o ataque é a melhor defesa” e o jogo continuou a desenrolar-se principalmente no meio-campo adversário. O Jorge Jesus começou a fazer substituições, mas confesso que estranhei que o Weldon fosse o primeiro a sair logo um minuto depois do golo. Esteve em três dos nossos quatro tentos, não jogava há uma série de tempo e só entendo a saída por eventuais dificuldades físicas que não descortinei. Entrou o Carlos Martins, mas se fosse eu teria tirado o Aimar, porque estávamos a ganhar por dois golos e vamos a Anfield na 5ª feira. Aos 70’, saiu o Aimar e entrou o Ramires, mas a toada da partida manteve-se. Passávamos mais tempo no meio-campo adversário, mas a pontaria passou a estar desafinada. Mesmo assim ainda houve tempo para um petardo do Carlos Martins à barra. Uma incrível perda de bola do Di María no nosso meio-campo proporcionou à Naval a única situação de golo do 2º tempo, mas o jogador que estava isolado atirou por cima. Faltavam pouco mais de 10’ para os 90 e foi um lance que nos poderia ter causado um final de jogo intranquilo. Felizmente isso não aconteceu e a vitória é mais que justa.
Individualmente há que destacar o Weldon. Dois golos e a participação noutro justificam-no absolutamente. O David Luiz também teria feito uma partida irrepreensível não fora a falha no 1º golo. O Di María foi muito importante pela velocidade (só ele é que chegava ao lançamento do David Luiz no 3º golo), mas partilha com o Carlos Martins de um facto que me irrita sobejamente: é incapaz de fazer as coisas pelo modo mais simples. Complicado é que é bom! Felizmente esta época as coisas têm-lhe saído bem, mas há ocasiões que se perdem por falta de simplicidade de processos… O Rúben Amorim também fez uma partida muito boa e pode considerar-se um titular da equipa. Acho que o Fábio Coentrão está a perder um pouco da acutilância atacante que tinha no passado, mas está um fantástico defesa-esquerdo. Faria bem em se assumir como tal, já que é uma posição muito carenciada no nosso futebol. O Cardozo lá marcou mais um golito, mas atravessa indiscutivelmente uma fase de menor fulgor (enquanto continuar a molhar a sopa, menos mal).
Prova dificílima superada e manutenção dos seis pontos de vantagem (cinco na prática) para o Braga (cuja partida frente ao V. Guimarães foi das maiores - senão mesmo a maior - vergonhas deste campeonato, cortesia do Sr. Artur Soares Dias). As contas são muito simples: ganhando as três partidas em casa, só precisamos de mais um ponto em dois jogos fora para sermos campeões. Mas claro que o que quero são mais cinco vitórias! Antes de recebermos os lagartos, teremos a partida em Anfield. Que a moral em alta depois deste jogo sirva para superar o eventual cansaço que a maioria dos jogadores inevitavelmente sentirá é o meu maior desejo. Força Benfica!
P.S. – O cartão amarelo ao Maxi Pereira (que o afastará do jogo com os lagartos) por tocar com o ombro(!) na bola demonstra a incompetência do Sr. Elmano Santos.
domingo, março 28, 2010
Soube a pouco
Vencemos o Braga por 1-0 e ampliámos a vantagem para seis pontos, que na prática são cinco já que perdemos no confronto directo. Foi um triunfo muito importante, mas para a minha satisfação ser plena precisava do tal 2º golo que nos desse uma almofada de duas derrotas e ainda assim ficarmos na frente. Já que o nosso calendário é bastante mais difícil que o do Braga, esse pontinho adicional era bastante importante até porque nos permitiria teoricamente chegar ao jogo em casa do CRAC já campeões. Assim, para tal acontecer, teremos de esperar por um deslize do Braga.
O jogo confirmou que a tabela classificativa não engana e estas são as duas melhores equipas do campeonato. No entanto, na 1ª parte só nós existimos em campo. O Braga precisava de ganhar para ficar em 1º, mas quase nem atacou. Defendeu muito bem e nós tivemos algumas dificuldades em criar situações de concretização. O Saviola conseguiu recuperar e foi titular, mas não esteve ao seu nível habitual. Ainda assim, conseguimos descobrir alguns espaços no nosso lado direito, em que o Maxi Pereira, Ramires e o próprio Saviola ficavam frequentemente em boa posição, mas alguns cruzamentos não saíram bem. Um erro clamoroso do Filipe Oliveira isolou o Saviola, mas este ao contrário do que é habitual não conseguiu contornar o guarda-redes e marcar golo. Mesmo à beira do intervalo, colocámo-nos finalmente na frente através do nosso talismã em jogos importantes: o insubstituível Luisão. Canto, ressalto na área e a bola sobra para o capitão que fuzilou o Eduardo.
Na 2ª parte, entrámos muito bem, velozes e a criar várias situações de perigo. Neste aspecto, o Cardozo não esteve muito feliz, ao falhar alguns domínios de bola que habitualmente não falha e que o impediram de ficar em boa posição para marcar. A partir dos 65’, as coisas equilibraram-se já que me pareceu que nos ressentimos fisicamente do esforço dos últimos jogos. Não conseguíamos matar o jogo com o 2º golo e, a partir desta altura (e bem), tomámos mais preocupações defensivas. O Aimar, que substituiu o Carlos Martins, não entrou tão bem como é habitual e errámos alguns passes nas transições para o ataque, que nos custaram provavelmente o 2º golo. O Braga também só teve uma única situação de verdadeiro perigo, num livre em que o Moisés cabeceou ao lado quando estava isolado. Penso que o Quim teve culpas no lance, já que ficou a meio caminho e não saiu ao cruzamento. Até final, conseguimos controlar o Braga e só foi realmente pena que não tenhamos alcançado a vantagem no confronto directo. Até porque o Braga, devo confessar, me surpreendeu pela positiva na 2ª parte e não sei até que ponto não irá perder mais até final da época. Neste sentido, e para ver o seu estado anímico, o próximo jogo em casa frente ao V. Guimarães vai ser útil para ver se esta derrota deixou marcas.
Individualmente destaco o Luisão. Não só pelo golo que marcou, como por não ter tido uma única falha defensiva em toda a partida. Também gostei bastante do Fábio Coentrão que está senhor defesa-esquerdo. Boa partida igualmente do David Luiz (com o senão de uma falha no 2º tempo) e do Maxi Pereira. O meio-campo fez um jogo regular, mas menos vistoso que em partidas anteriores. O Javi García não sabe jogar mal, o Ramires dá-se pouco por ele, mas é essencial para manter os equilíbrios da equipa, o Di María teve algumas das suas acelerações habituais, mas não gostei das simulações que fez e o Carlos Martins não destoou dos restantes. No ataque, o Saviola mexeu-se bem, mas já o vi fazer melhor e o Cardozo está um grande jogador de equipa, não sendo feliz na concretização. O Aimar não entrou muito bem, ao invés do Rúben Amorim. O Kardec, apesar de ter jogado muito pouco, ainda ganhou umas bolitas de cabeça.
Conseguida esta boa almofada no campeonato, está agora altura de virarmos atenções para a Liga Europa. Temos uma partida importantíssima e muito difícil na próxima 5ª feira com o Liverpool e acho que, se não sofrermos golos na Luz, temos grandes hipóteses de passar a eliminatória. É praticamente um facto consumado que marcamos em todos os jogos, pelo que duvido que não o façamos em Anfield. São tempos excitantes, estes. Saibamos aproveitá-los e acredito que seja possível fazer esta dobradinha.
O jogo confirmou que a tabela classificativa não engana e estas são as duas melhores equipas do campeonato. No entanto, na 1ª parte só nós existimos em campo. O Braga precisava de ganhar para ficar em 1º, mas quase nem atacou. Defendeu muito bem e nós tivemos algumas dificuldades em criar situações de concretização. O Saviola conseguiu recuperar e foi titular, mas não esteve ao seu nível habitual. Ainda assim, conseguimos descobrir alguns espaços no nosso lado direito, em que o Maxi Pereira, Ramires e o próprio Saviola ficavam frequentemente em boa posição, mas alguns cruzamentos não saíram bem. Um erro clamoroso do Filipe Oliveira isolou o Saviola, mas este ao contrário do que é habitual não conseguiu contornar o guarda-redes e marcar golo. Mesmo à beira do intervalo, colocámo-nos finalmente na frente através do nosso talismã em jogos importantes: o insubstituível Luisão. Canto, ressalto na área e a bola sobra para o capitão que fuzilou o Eduardo.
Na 2ª parte, entrámos muito bem, velozes e a criar várias situações de perigo. Neste aspecto, o Cardozo não esteve muito feliz, ao falhar alguns domínios de bola que habitualmente não falha e que o impediram de ficar em boa posição para marcar. A partir dos 65’, as coisas equilibraram-se já que me pareceu que nos ressentimos fisicamente do esforço dos últimos jogos. Não conseguíamos matar o jogo com o 2º golo e, a partir desta altura (e bem), tomámos mais preocupações defensivas. O Aimar, que substituiu o Carlos Martins, não entrou tão bem como é habitual e errámos alguns passes nas transições para o ataque, que nos custaram provavelmente o 2º golo. O Braga também só teve uma única situação de verdadeiro perigo, num livre em que o Moisés cabeceou ao lado quando estava isolado. Penso que o Quim teve culpas no lance, já que ficou a meio caminho e não saiu ao cruzamento. Até final, conseguimos controlar o Braga e só foi realmente pena que não tenhamos alcançado a vantagem no confronto directo. Até porque o Braga, devo confessar, me surpreendeu pela positiva na 2ª parte e não sei até que ponto não irá perder mais até final da época. Neste sentido, e para ver o seu estado anímico, o próximo jogo em casa frente ao V. Guimarães vai ser útil para ver se esta derrota deixou marcas.
Individualmente destaco o Luisão. Não só pelo golo que marcou, como por não ter tido uma única falha defensiva em toda a partida. Também gostei bastante do Fábio Coentrão que está senhor defesa-esquerdo. Boa partida igualmente do David Luiz (com o senão de uma falha no 2º tempo) e do Maxi Pereira. O meio-campo fez um jogo regular, mas menos vistoso que em partidas anteriores. O Javi García não sabe jogar mal, o Ramires dá-se pouco por ele, mas é essencial para manter os equilíbrios da equipa, o Di María teve algumas das suas acelerações habituais, mas não gostei das simulações que fez e o Carlos Martins não destoou dos restantes. No ataque, o Saviola mexeu-se bem, mas já o vi fazer melhor e o Cardozo está um grande jogador de equipa, não sendo feliz na concretização. O Aimar não entrou muito bem, ao invés do Rúben Amorim. O Kardec, apesar de ter jogado muito pouco, ainda ganhou umas bolitas de cabeça.
Conseguida esta boa almofada no campeonato, está agora altura de virarmos atenções para a Liga Europa. Temos uma partida importantíssima e muito difícil na próxima 5ª feira com o Liverpool e acho que, se não sofrermos golos na Luz, temos grandes hipóteses de passar a eliminatória. É praticamente um facto consumado que marcamos em todos os jogos, pelo que duvido que não o façamos em Anfield. São tempos excitantes, estes. Saibamos aproveitá-los e acredito que seja possível fazer esta dobradinha.
segunda-feira, março 15, 2010
Querer e crer
Conseguimos uma vitória absolutamente fundamental na Choupana perante o Nacional por 1-0. No meio de uma terrível sequência de jogos decisivos e muito difíceis, era imprescindível obtermos um triunfo já que os adversários também já tinham ganho e assim pudemos manter as distâncias antes de recebermos o Braga na próxima jornada.
Como era de prever, o Nacional fechou-se imenso no seu meio-campo à espera que o desgaste da passada 5ª feira tivesse reflexos na nossa dinâmica e não conseguíssemos criar tantas oportunidades. E o que é certo é que, durante a 1ª parte, apesar de termos tido um domínio avassalador, não implementámos o ritmo elevado que tem sido a nossa imagem de marca. Com o Aimar muito marcado e ainda à procura da melhor forma, e o Di María a 100 em vez dos habituais 200km/hora, os avançados não foram municiados como habitualmente. Tivemos uma boa oportunidade pelo Saviola, que ganhou uma série de ressaltos, mas o remate saiu ao lado.
Na 2ª parte, e ao contrário do que seria normal, aumentámos o ritmo e as oportunidades vieram em catadupa. Entrou em campo o querer dos jogadores e a sua crença na vitória, o que permitiu, como disse o Jesus no final, superar o cansaço. Aos 62’ tivemos uma grande oportunidade, com um penalty a ser assinalado sobre o David Luiz. Por acaso, pareceu-me que o toque se deu fora da área, mas o Cardozo falhou a 4ª grande penalidade da época. Desta feita, rematou para o lado contrário do habitual, mas a bola foi inacreditavelmente ao lado. O que valeu foi que, dois minutos depois, uma excelente desmarcação do Rúben Amorim culminou com um centro que descobriu o paraguaio sozinho na pequena-área e este só teve que encostar. A partir daqui, o Nacional teve que avançar no terreno e nós criámos mais situações para termos um final de jogo descansado. Só que o Cardozo voltou a estar em evidência pela negativa ao permitir, isolado, a defesa ao guarda-redes depois de um óptimo passe do Saviola. Isto aconteceu a pouco menos de 20’ do fim e ter-nos-ia dado a tranquilidade tão desejável. É verdade que o Nacional não criava muitos problemas, mas o que é certo é que teve uma boa oportunidade já nos últimos 5’ em que o Quim defendeu muito bem uma cabeçada muito perigosa na sequência de um canto. Foi uma intervenção que nos garantiu a vitória.
Individualmente não houve nenhum jogador que se destacasse muito dos demais. Notou-se, mas menos do que esperava, especialmente na 2ª parte, a partida de 5ª feira e, se calhar por isso, talvez o Rúben Amorim tenha sido um dos melhores, já que estava mais fresco. O Saviola também não esteve mal, na sua missão de vir buscar muito jogo ao nosso meio-campo e criar desequilíbrios no ataque. A defesa esteve igualmente muito bem e quase não permitiu que o Nacional tivesse oportunidades de golo. O Quim foi fundamental com a intervenção perto do fim. Quanto ao Cardozo, acabou por marcar o golo da vitória, mas terá que conquistar os melhores marcadores sem a ajuda de mais penalties. Mais um falhado que nos poderia ter custado pontos fundamentais. Já chega!
Daqui a duas semanas teremos um jogo decisivo para o campeonato, a recepção ao Braga, mas até lá jogaremos duas finais. Na próxima 5ª feira iremos ao Vélodrome e creio que teremos oportunidade de passar a eliminatória. Se o conseguirmos, acho que deveríamos jogar a Taça da Liga com os suplentes. Era bom que conseguíssemos aliar um bom percurso europeu à excelente caminhada nacional que temos vindo a realizar. Já sei que o campeonato é que é a prioridade, mas aquele empate de 5ª feira passada, especialmente o modo como foi obtido, ainda me está atravessado, pelo que espero que nos vinguemos em França com a passagem à eliminatória seguinte.
Como era de prever, o Nacional fechou-se imenso no seu meio-campo à espera que o desgaste da passada 5ª feira tivesse reflexos na nossa dinâmica e não conseguíssemos criar tantas oportunidades. E o que é certo é que, durante a 1ª parte, apesar de termos tido um domínio avassalador, não implementámos o ritmo elevado que tem sido a nossa imagem de marca. Com o Aimar muito marcado e ainda à procura da melhor forma, e o Di María a 100 em vez dos habituais 200km/hora, os avançados não foram municiados como habitualmente. Tivemos uma boa oportunidade pelo Saviola, que ganhou uma série de ressaltos, mas o remate saiu ao lado.
Na 2ª parte, e ao contrário do que seria normal, aumentámos o ritmo e as oportunidades vieram em catadupa. Entrou em campo o querer dos jogadores e a sua crença na vitória, o que permitiu, como disse o Jesus no final, superar o cansaço. Aos 62’ tivemos uma grande oportunidade, com um penalty a ser assinalado sobre o David Luiz. Por acaso, pareceu-me que o toque se deu fora da área, mas o Cardozo falhou a 4ª grande penalidade da época. Desta feita, rematou para o lado contrário do habitual, mas a bola foi inacreditavelmente ao lado. O que valeu foi que, dois minutos depois, uma excelente desmarcação do Rúben Amorim culminou com um centro que descobriu o paraguaio sozinho na pequena-área e este só teve que encostar. A partir daqui, o Nacional teve que avançar no terreno e nós criámos mais situações para termos um final de jogo descansado. Só que o Cardozo voltou a estar em evidência pela negativa ao permitir, isolado, a defesa ao guarda-redes depois de um óptimo passe do Saviola. Isto aconteceu a pouco menos de 20’ do fim e ter-nos-ia dado a tranquilidade tão desejável. É verdade que o Nacional não criava muitos problemas, mas o que é certo é que teve uma boa oportunidade já nos últimos 5’ em que o Quim defendeu muito bem uma cabeçada muito perigosa na sequência de um canto. Foi uma intervenção que nos garantiu a vitória.
Individualmente não houve nenhum jogador que se destacasse muito dos demais. Notou-se, mas menos do que esperava, especialmente na 2ª parte, a partida de 5ª feira e, se calhar por isso, talvez o Rúben Amorim tenha sido um dos melhores, já que estava mais fresco. O Saviola também não esteve mal, na sua missão de vir buscar muito jogo ao nosso meio-campo e criar desequilíbrios no ataque. A defesa esteve igualmente muito bem e quase não permitiu que o Nacional tivesse oportunidades de golo. O Quim foi fundamental com a intervenção perto do fim. Quanto ao Cardozo, acabou por marcar o golo da vitória, mas terá que conquistar os melhores marcadores sem a ajuda de mais penalties. Mais um falhado que nos poderia ter custado pontos fundamentais. Já chega!
Daqui a duas semanas teremos um jogo decisivo para o campeonato, a recepção ao Braga, mas até lá jogaremos duas finais. Na próxima 5ª feira iremos ao Vélodrome e creio que teremos oportunidade de passar a eliminatória. Se o conseguirmos, acho que deveríamos jogar a Taça da Liga com os suplentes. Era bom que conseguíssemos aliar um bom percurso europeu à excelente caminhada nacional que temos vindo a realizar. Já sei que o campeonato é que é a prioridade, mas aquele empate de 5ª feira passada, especialmente o modo como foi obtido, ainda me está atravessado, pelo que espero que nos vinguemos em França com a passagem à eliminatória seguinte.
segunda-feira, março 08, 2010
Caminhada decisiva
Com os empates do CRAC frente ao Olhanense e, principalmente, do Braga em Setúbal, a partida frente ao Paços de Ferreira era fundamental para alargámos a diferença em relação àqueles dois e dispararmos em direcção ao título. Vencemos por 3-1 de uma forma que não merece contestação. Nada está ganho ainda, mas se formos de facto campeões, esta jornada vai ser relembrada no futuro.
Num passado mesmo nada distante, o que antecedeu este jogo era o suficiente para nos deixar nervosos e retirar-nos a lucidez. Mesmo na época do Trappatoni, tivemos algumas ocasiões para alargar a diferença para os perseguidores e falhámos na maior parte das vezes. Mas este ano, tudo é diferente. Precisamos de ganhar e entramos em campo com os dentes de fora. Sufocamos o adversário e só paramos quando a bola entra na baliza. Foi o que aconteceu mais uma vez nesta partida. Embalados pelos 42.971 espectadores, aos 17’ já ganhávamos por 2-0, com os golos do Rúben Amorim (12’) e Saviola. Só que o Paços de Ferreira foi das equipas que melhor futebol apresentou na Luz e, durante a 1ª parte, nunca deixou de nos criar problemas. Trocava bem a bola (é certo que nem teve tempo para o autocarro), não chegava a criar grande perigo, mas isso era principalmente devido ao facto de nós defendermos muito bem. Falhámos algumas oportunidades de matarmos de vez o jogo com o 3-0 e, especialmente, o falhanço do Saviola, isolado, custou-me bastante. Perto do intervalo, e de uma forma inesperada, o Paços reduziu. O David Luiz aventurou-se no meio-campo e depois fez falta na defesa, num cabeceamento do William, em que me pareceu que o Quim poderia ter feito mais. Ficou a meio caminho da decisão de sair ou não da baliza e a bola entrou.
O jogo já deveria estar decidido no início da 2ª parte, mas nós voltámos a entrar bem para alargar a vantagem. Ao invés, ao Paços faltou-lhe gás e deixou de ser tão incisivo neste período. O Cardozo falhou uma boa oportunidade ao permitir a defesa com o pé do guarda-redes quando estava isolado, o Rúben Amorim já tinha permitido uma boa defesa a esse mesmo guarda-redes e o Di María atirou a nossa habitual bola ao poste. Até que aos 58’ o jogo acabou com o golo do Cardozo, cujo remate beneficiou de um desvio de um defesa para entrar na baliza. O Paços baixou definitivamente os braços e nós poderíamos ter marcado mais golos, mas a pontaria hoje não estava muito afinada.
Individualmente há que destacar novamente o Di María, embora nalguns lances tenha utilizado individualismo em excesso, quando tinha colegas em melhor posição. O Saviola voltou a estar bem, marcou um golo e esteve nas nossas melhores jogadas. Também gostei do Cardozo e foi pena ter marcado só um golo. O Rúben Amorim está igualmente em muito boa forma e não destoa nada dos que são habitualmente titulares. O Fábio Coentrão está um senhor defesa-esquerdo. Quanto ao Airton, confirmou a exibição da semana passada e não há dúvidas nenhumas em relação ao que vale: joga prático e simples, o que se pede naquela posição. Enfim, toda a equipa esteve globalmente bem, tendo em conta que dos titulares faltaram o Javi García, Aimar e Ramires.
Hoje é um dia muito especial para mim. Faz quatro anos desde esta noite épica e o fim-de-semana desportivo não poderia ter corrido melhor. Espero que o Glorioso na 5ª e o Arsenal amanhã tornem esta uma semana absolutamente perfeita. E que a melhor prenda seja dada em Maio (ou, por este andar, ainda em Abril…)!
P.S. – Uma das coisas que correu por aí aqui há uns tempos foi o Benfica ainda não ter tido um teste verdadeiramente decisivo. Todos os adversários eram fracos ou estavam fora de forma. Bem, posso confessar que a minha confiança no Glorioso é tão grande que decidi correr o risco supremo: convidei o meu amigo J.M. a ir à bola. Como Jesus está connosco, achei que nada poderia correr mal (bem, na verdade na última vez que tinha ido, tinha corrido bem). Nem o J.M. poderia parar o Glorioso! Confirmou-se… :-)
Num passado mesmo nada distante, o que antecedeu este jogo era o suficiente para nos deixar nervosos e retirar-nos a lucidez. Mesmo na época do Trappatoni, tivemos algumas ocasiões para alargar a diferença para os perseguidores e falhámos na maior parte das vezes. Mas este ano, tudo é diferente. Precisamos de ganhar e entramos em campo com os dentes de fora. Sufocamos o adversário e só paramos quando a bola entra na baliza. Foi o que aconteceu mais uma vez nesta partida. Embalados pelos 42.971 espectadores, aos 17’ já ganhávamos por 2-0, com os golos do Rúben Amorim (12’) e Saviola. Só que o Paços de Ferreira foi das equipas que melhor futebol apresentou na Luz e, durante a 1ª parte, nunca deixou de nos criar problemas. Trocava bem a bola (é certo que nem teve tempo para o autocarro), não chegava a criar grande perigo, mas isso era principalmente devido ao facto de nós defendermos muito bem. Falhámos algumas oportunidades de matarmos de vez o jogo com o 3-0 e, especialmente, o falhanço do Saviola, isolado, custou-me bastante. Perto do intervalo, e de uma forma inesperada, o Paços reduziu. O David Luiz aventurou-se no meio-campo e depois fez falta na defesa, num cabeceamento do William, em que me pareceu que o Quim poderia ter feito mais. Ficou a meio caminho da decisão de sair ou não da baliza e a bola entrou.
O jogo já deveria estar decidido no início da 2ª parte, mas nós voltámos a entrar bem para alargar a vantagem. Ao invés, ao Paços faltou-lhe gás e deixou de ser tão incisivo neste período. O Cardozo falhou uma boa oportunidade ao permitir a defesa com o pé do guarda-redes quando estava isolado, o Rúben Amorim já tinha permitido uma boa defesa a esse mesmo guarda-redes e o Di María atirou a nossa habitual bola ao poste. Até que aos 58’ o jogo acabou com o golo do Cardozo, cujo remate beneficiou de um desvio de um defesa para entrar na baliza. O Paços baixou definitivamente os braços e nós poderíamos ter marcado mais golos, mas a pontaria hoje não estava muito afinada.
Individualmente há que destacar novamente o Di María, embora nalguns lances tenha utilizado individualismo em excesso, quando tinha colegas em melhor posição. O Saviola voltou a estar bem, marcou um golo e esteve nas nossas melhores jogadas. Também gostei do Cardozo e foi pena ter marcado só um golo. O Rúben Amorim está igualmente em muito boa forma e não destoa nada dos que são habitualmente titulares. O Fábio Coentrão está um senhor defesa-esquerdo. Quanto ao Airton, confirmou a exibição da semana passada e não há dúvidas nenhumas em relação ao que vale: joga prático e simples, o que se pede naquela posição. Enfim, toda a equipa esteve globalmente bem, tendo em conta que dos titulares faltaram o Javi García, Aimar e Ramires.
Hoje é um dia muito especial para mim. Faz quatro anos desde esta noite épica e o fim-de-semana desportivo não poderia ter corrido melhor. Espero que o Glorioso na 5ª e o Arsenal amanhã tornem esta uma semana absolutamente perfeita. E que a melhor prenda seja dada em Maio (ou, por este andar, ainda em Abril…)!
P.S. – Uma das coisas que correu por aí aqui há uns tempos foi o Benfica ainda não ter tido um teste verdadeiramente decisivo. Todos os adversários eram fracos ou estavam fora de forma. Bem, posso confessar que a minha confiança no Glorioso é tão grande que decidi correr o risco supremo: convidei o meu amigo J.M. a ir à bola. Como Jesus está connosco, achei que nada poderia correr mal (bem, na verdade na última vez que tinha ido, tinha corrido bem). Nem o J.M. poderia parar o Glorioso! Confirmou-se… :-)
domingo, fevereiro 28, 2010
Demonstração de força
Goleámos em Matosinhos o Leixões (4-0) com um hat-trick do Di María. Antevia-se uma partida muito difícil, até porque os outros dois candidatos ao título tinham lá empatado e nós ainda não tínhamos conseguido ganhar desde que o Leixões regressou à 1ª Divisão, mas tornámo-la fácil ao fazer uma grande exibição. Para isto também contribuiu o facto de não ter havido o temporal previsto à hora do jogo. O Jorge Jesus faz algumas mexidas no onze, mas o rendimento da equipa manteve-se muito alto dando seguimento ao que já tínhamos feito frente ao Hertha.
Com o sumaríssimo ao Javi García, o Jesus surpreendeu e deu a titularidade ao Airton, quando se esperava que fosse o Rúben Amorim a ocupar o lugar. Juntamente com isso, o Éder Luís entrou para o lugar do Aimar, que nem no banco ficou. Fiquei um pouco apreensivo com estas modificações, mas o jogo provou que o Jesus estava certíssimo. Nomeadamente em relação ao Airton, que nem parecia estar a fazer a sua estreia pelo Benfica. Entrámos muito fortes na partida e poderíamos ter marcado logo aos 4’ com uma cabeçada do David Luiz ao poste. Continuámos a tentar e marcámos aos 21’, mas o fiscal-de-linha assinalou um fora-de-jogo inacreditável ao Di María, quando ele nem sequer estava em linha. O roubo do costume. Só que este ano nós estamos muito fortes e este lance não nos desconcentrou. Abrimos o marcador aos 26’ num bom remate fora da área do Éder Luís que ressaltou num defesa e enganou o guarda-redes, Diego. Um pouco de sorte também faz parte do jogo e compensou o roubo do golo anulado. Até final da 1ª parte poderíamos ter marcado num grande remate do Saviola, mas o Diego defendeu para canto.
No 2º tempo, tivemos duas grandes oportunidades para acabar com as dúvidas em relação ao vencedor ainda antes dos 10’, mas o Di María isolado e o Cardozo sem ninguém na baliza falharam inacreditavelmente. Nesta altura fiquei um pouco apreensivo, porque a desperdiçar assim arriscávamo-nos a ter um final de jogo complicado. Uma vantagem mínima é sempre muito perigosa, mas talvez a melhor coisa que o Benfica tem este ano é não descansar enquanto a bola não entra na baliza contrária. E isso voltou a acontecer aos 59’ através de um remate do Di María, em que me pareceu que o Diego foi mal batido, já que a bola entrou pelo ângulo mais perto dele. A partida ficou decidida, até porque o Leixões não demonstrava nenhuma capacidade para criar perigo. Uma bela abertura do Carlos Martins, que entretanto tinha substituído o Éder Luís, isolou o Di María aos 76’ e o argentino fez um magnífico chapéu para o 0-3. A 3’ do fim fechámos a contagem com o primeiro hat-trick do Di María pelo Benfica (e quase que aposto da sua carreira), noutro grande remate fora da área depois de uma jogada do Maxi Pereira. Vitória categórica, sem espinhas e apesar de termos sido vilipendiados quando ainda estava 0-0. Os outros têm mesmo que se preocupar…
Obviamente o destaque do jogo tem que ser o Di María. Está numa forma fabulosa e até já marca golos com regularidade. Aliás, uma das provas que o Jorge Jesus é um bom treinador é que conseguiu que um jogador que tinha o remate mais ridículo da história do futebol (como eu disse no ano passado) desatasse a acertar mais com a baliza. Gostei igualmente imenso do Airton, que julgo ser uma opção bastante válida para o difícil lugar do Javi García. O Cardozo também fez uma bela partida, exceptuando no capítulo do remate. Aliás, parece que quanto melhor joga fora da área, menos regular está a ser a marcar dentro dela (o falhanço é incrível…). O Ramires está numa fase de menor fulgor em termos atacantes, mas é tacticamente brilhante. Quem também fez uma partida mais discreta foi o Saviola. A defesa esteve toda bem e não permitiu veleidades ao Leixões. Mas o elo mais fraco foi mesmo o Éder Luís, apesar do golo (mérito no remate, mas muita sorte no ressalto). Vamos ver no futuro, mas parece-me que ele tem um grave problema na recepção da bola e ainda não mostrou (ainda por cima em mais tempo) o que, por exemplo, o Airton já mostrou. A melhoria com a entrada do Carlos Martins foi evidente.
O Sr. Lucílio Baptista foi muito mal auxiliado na 1ª parte e o golo invalidado é uma vergonha. Para além disso, houve umas quantas entradas de jogadores do Leixões que deveriam ter valido amarelos, mas para o que eu estava à espera até acabou por não ser nada mau. Com esta inequívoca vitória, assistiremos mais logo com toda a tranquilidade à partida entre os lagartos e o CRAC. Os lagartos têm uma oportunidade de outro de justificarem a sua existência enquanto clube autónomo e não apenas como um anti-Benfica. Estão mais confiantes com a eliminação do Everton e desejo naturalmente que tirem pontos aos assumidamente corruptos. Vamos lá a ver se servem para alguma coisa…
P.S. - Ah, e a propósito, parabéns Sport Lisboa e Benfica por 106 anos de glória!
Com o sumaríssimo ao Javi García, o Jesus surpreendeu e deu a titularidade ao Airton, quando se esperava que fosse o Rúben Amorim a ocupar o lugar. Juntamente com isso, o Éder Luís entrou para o lugar do Aimar, que nem no banco ficou. Fiquei um pouco apreensivo com estas modificações, mas o jogo provou que o Jesus estava certíssimo. Nomeadamente em relação ao Airton, que nem parecia estar a fazer a sua estreia pelo Benfica. Entrámos muito fortes na partida e poderíamos ter marcado logo aos 4’ com uma cabeçada do David Luiz ao poste. Continuámos a tentar e marcámos aos 21’, mas o fiscal-de-linha assinalou um fora-de-jogo inacreditável ao Di María, quando ele nem sequer estava em linha. O roubo do costume. Só que este ano nós estamos muito fortes e este lance não nos desconcentrou. Abrimos o marcador aos 26’ num bom remate fora da área do Éder Luís que ressaltou num defesa e enganou o guarda-redes, Diego. Um pouco de sorte também faz parte do jogo e compensou o roubo do golo anulado. Até final da 1ª parte poderíamos ter marcado num grande remate do Saviola, mas o Diego defendeu para canto.
No 2º tempo, tivemos duas grandes oportunidades para acabar com as dúvidas em relação ao vencedor ainda antes dos 10’, mas o Di María isolado e o Cardozo sem ninguém na baliza falharam inacreditavelmente. Nesta altura fiquei um pouco apreensivo, porque a desperdiçar assim arriscávamo-nos a ter um final de jogo complicado. Uma vantagem mínima é sempre muito perigosa, mas talvez a melhor coisa que o Benfica tem este ano é não descansar enquanto a bola não entra na baliza contrária. E isso voltou a acontecer aos 59’ através de um remate do Di María, em que me pareceu que o Diego foi mal batido, já que a bola entrou pelo ângulo mais perto dele. A partida ficou decidida, até porque o Leixões não demonstrava nenhuma capacidade para criar perigo. Uma bela abertura do Carlos Martins, que entretanto tinha substituído o Éder Luís, isolou o Di María aos 76’ e o argentino fez um magnífico chapéu para o 0-3. A 3’ do fim fechámos a contagem com o primeiro hat-trick do Di María pelo Benfica (e quase que aposto da sua carreira), noutro grande remate fora da área depois de uma jogada do Maxi Pereira. Vitória categórica, sem espinhas e apesar de termos sido vilipendiados quando ainda estava 0-0. Os outros têm mesmo que se preocupar…
Obviamente o destaque do jogo tem que ser o Di María. Está numa forma fabulosa e até já marca golos com regularidade. Aliás, uma das provas que o Jorge Jesus é um bom treinador é que conseguiu que um jogador que tinha o remate mais ridículo da história do futebol (como eu disse no ano passado) desatasse a acertar mais com a baliza. Gostei igualmente imenso do Airton, que julgo ser uma opção bastante válida para o difícil lugar do Javi García. O Cardozo também fez uma bela partida, exceptuando no capítulo do remate. Aliás, parece que quanto melhor joga fora da área, menos regular está a ser a marcar dentro dela (o falhanço é incrível…). O Ramires está numa fase de menor fulgor em termos atacantes, mas é tacticamente brilhante. Quem também fez uma partida mais discreta foi o Saviola. A defesa esteve toda bem e não permitiu veleidades ao Leixões. Mas o elo mais fraco foi mesmo o Éder Luís, apesar do golo (mérito no remate, mas muita sorte no ressalto). Vamos ver no futuro, mas parece-me que ele tem um grave problema na recepção da bola e ainda não mostrou (ainda por cima em mais tempo) o que, por exemplo, o Airton já mostrou. A melhoria com a entrada do Carlos Martins foi evidente.
O Sr. Lucílio Baptista foi muito mal auxiliado na 1ª parte e o golo invalidado é uma vergonha. Para além disso, houve umas quantas entradas de jogadores do Leixões que deveriam ter valido amarelos, mas para o que eu estava à espera até acabou por não ser nada mau. Com esta inequívoca vitória, assistiremos mais logo com toda a tranquilidade à partida entre os lagartos e o CRAC. Os lagartos têm uma oportunidade de outro de justificarem a sua existência enquanto clube autónomo e não apenas como um anti-Benfica. Estão mais confiantes com a eliminação do Everton e desejo naturalmente que tirem pontos aos assumidamente corruptos. Vamos lá a ver se servem para alguma coisa…
P.S. - Ah, e a propósito, parabéns Sport Lisboa e Benfica por 106 anos de glória!
domingo, fevereiro 14, 2010
Mau
No pior jogo realizado na Luz este ano, vencemos o Belenenses por 1-0. É um chavão dizer-se que o mais importante é o resultado, mas neste caso é a única coisa que nos pode alegrar. Um golo de cabeça do Cardozo aos 10’ resolveu a questão, todavia perante o último classificado tínhamos obrigação de fazer mais e melhor. Quanto mais não fosse para dar uma alegria aos 45.329 espectadores que voltaram a ver um jogo de campeonato à tarde na Luz.
Marcámos na primeira oportunidade de golo (grande centro do Ramires) e até final da 1ª parte só tivemos mais uma grande hipótese para marcar através do Fábio Coentrão numa boa tabelinha com o Saviola. Este lance aconteceu aos 39’ pelo que se percebe que o 1º tempo foi um longo bocejo. Antes disso, uma intercepção falhada do David Luiz acabou por isolar o Fajardo que, sozinho perante o Quim, felizmente atirou ao lado.
A 2ª parte começou com o Weldon em vez do César Peixoto, recuando o Fábio Coentrão para a lateral-esquerda. É verdade que o esquerdino esteve a anos-luz de 3ª feira no WC, mas claramente passámos a jogar com 10. Não via uma entrada tão desastrada de um jogador há muito tempo. Mesmo assim, ainda criámos algumas oportunidades, a maior parte delas desperdiçadas pelo brasileiro. Não tivemos nem de perto nem de longe a intensidade habitual e não conseguíamos acabar com o jogo, pelo que o sofrimento foi bastante até final. É certo que o Belenenses não entrava na nossa área e só um remate de longe perto dos 90’ é que criou perigo, mas ficámos sempre sujeitos a um lance fortuito que igualasse a partida. Os espectadores na Luz mereciam mais, mas pronto lá conseguimos o que era essencial, especialmente depois do empate em Setúbal.
Individualmente o Coentrão foi o melhor do Benfica. Tanto a extremo como a lateral, o rendimento foi constante e foi pena que tivesse tão poucos seguidores na equipa. O Ramires também parece estar a voltar à importância que teve no início da época e a jogada do golo é brilhante. O Aimar e o Saviola estiveram abaixo do que era expectável, mas o Cardozo ultrapassou o melhor registo de golos que tinha, marcando o 23º em todas as competições (e o 17º no campeonato). Na defesa, o Maxi Pereira foi o mais constante.
Com o inesperado empate do CRAC em Matosinhos, voltámos a ganhar a vantagem que tínhamos antes de Setúbal (no pior dos casos, seis pontos). Para a semana, temos o CRAC A contra o CRAC B e vai ser interessante seguir uma luta fratricida. Mas antes disso temos uma partida muito importante em Berlim para a Liga Europa. È fundamental passarmos aos oitavos-de-final e para isso uma vitória na Alemanha (que seria a primeira na nossa história) seria uma grande ajuda. Claro que o objectivo fundamental é o campeonato, mas a Liga Europa é muito importante não só pelo prestígio e pela receita, como também por ser uma grande montra internacional para os nossos jogadores.
Marcámos na primeira oportunidade de golo (grande centro do Ramires) e até final da 1ª parte só tivemos mais uma grande hipótese para marcar através do Fábio Coentrão numa boa tabelinha com o Saviola. Este lance aconteceu aos 39’ pelo que se percebe que o 1º tempo foi um longo bocejo. Antes disso, uma intercepção falhada do David Luiz acabou por isolar o Fajardo que, sozinho perante o Quim, felizmente atirou ao lado.
A 2ª parte começou com o Weldon em vez do César Peixoto, recuando o Fábio Coentrão para a lateral-esquerda. É verdade que o esquerdino esteve a anos-luz de 3ª feira no WC, mas claramente passámos a jogar com 10. Não via uma entrada tão desastrada de um jogador há muito tempo. Mesmo assim, ainda criámos algumas oportunidades, a maior parte delas desperdiçadas pelo brasileiro. Não tivemos nem de perto nem de longe a intensidade habitual e não conseguíamos acabar com o jogo, pelo que o sofrimento foi bastante até final. É certo que o Belenenses não entrava na nossa área e só um remate de longe perto dos 90’ é que criou perigo, mas ficámos sempre sujeitos a um lance fortuito que igualasse a partida. Os espectadores na Luz mereciam mais, mas pronto lá conseguimos o que era essencial, especialmente depois do empate em Setúbal.
Individualmente o Coentrão foi o melhor do Benfica. Tanto a extremo como a lateral, o rendimento foi constante e foi pena que tivesse tão poucos seguidores na equipa. O Ramires também parece estar a voltar à importância que teve no início da época e a jogada do golo é brilhante. O Aimar e o Saviola estiveram abaixo do que era expectável, mas o Cardozo ultrapassou o melhor registo de golos que tinha, marcando o 23º em todas as competições (e o 17º no campeonato). Na defesa, o Maxi Pereira foi o mais constante.
Com o inesperado empate do CRAC em Matosinhos, voltámos a ganhar a vantagem que tínhamos antes de Setúbal (no pior dos casos, seis pontos). Para a semana, temos o CRAC A contra o CRAC B e vai ser interessante seguir uma luta fratricida. Mas antes disso temos uma partida muito importante em Berlim para a Liga Europa. È fundamental passarmos aos oitavos-de-final e para isso uma vitória na Alemanha (que seria a primeira na nossa história) seria uma grande ajuda. Claro que o objectivo fundamental é o campeonato, mas a Liga Europa é muito importante não só pelo prestígio e pela receita, como também por ser uma grande montra internacional para os nossos jogadores.
sábado, fevereiro 06, 2010
Empate em Setúbal
Sim, não jogámos tão bem como habitualmente.
Sim, o facto de só termos tido três dias de descanso ficou bem demonstrado na nossa exibição.
Sim, ter sido este o 3º jogo em sete dias foi visível no menor rendimento de alguns jogadores.
Sim, os jogadores do V. Setúbal justificaram bem o chequezinho que veio certamente lá de cima.
Sim, os adversários jogaram e lutaram de uma maneira que, curiosamente, não se vê em partidas contra outras equipas.
Sim, o David Luiz tem um erro incrível que deu autogolo e o empate.
Sim, o Sr. Jorge Sousa só ao terceiro penalty é que assinalou o primeiro.
Mas, PORRA, Cardozo, não se pode falhar um penalty no último minuto!
P.S. – Sim, estou lixado com “F” maiusculíssimo (acho que se nota pelo post...)! Mas ouvi o Jorge Jesus a dizer que na próxima 3ª feira vai alinhar com outros jogadores, porque a sequência de jogos é obviamente muito intensa. Fiquei mais descansado, porque o fundamental é ganhar ao Belenenses no Sábado.
P.P.S. - M**** para isto!
Sim, o facto de só termos tido três dias de descanso ficou bem demonstrado na nossa exibição.
Sim, ter sido este o 3º jogo em sete dias foi visível no menor rendimento de alguns jogadores.
Sim, os jogadores do V. Setúbal justificaram bem o chequezinho que veio certamente lá de cima.
Sim, os adversários jogaram e lutaram de uma maneira que, curiosamente, não se vê em partidas contra outras equipas.
Sim, o David Luiz tem um erro incrível que deu autogolo e o empate.
Sim, o Sr. Jorge Sousa só ao terceiro penalty é que assinalou o primeiro.
Mas, PORRA, Cardozo, não se pode falhar um penalty no último minuto!
P.S. – Sim, estou lixado com “F” maiusculíssimo (acho que se nota pelo post...)! Mas ouvi o Jorge Jesus a dizer que na próxima 3ª feira vai alinhar com outros jogadores, porque a sequência de jogos é obviamente muito intensa. Fiquei mais descansado, porque o fundamental é ganhar ao Belenenses no Sábado.
P.P.S. - M**** para isto!
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Tranquilo
Vencemos a U. Leiria por 3-0 em partida antecipada da 20ª jornada e colocámo-nos provisoriamente no 1º lugar. Como nesta ronda jogará o CRAC A contra o CRAC B, iremos inevitavelmente ganhar pontos a um deles (ou aos dois). Em anos nada distantes, um jogo como este era o suficiente para nos pôr pressão e afectar o nosso rendimento. Tínhamos a possibilidade de chegar ao 1º lugar e não se notou o mínimo nervosismo na equipa. Há, de facto, qualquer coisa bastante diferente esta época.
Claro está que um golo logo aos 10’ ajuda a uma exibição mais calma: grande jogada entre o Saviola e o Aimar, um óptimo centro daquele e uma cabeçada certeira do Cardozo. A U. Leiria não criou perigo em jogo corrido e só nas bolas paradas é que se aproximava da nossa área. Nós também não imprimimos a velocidade habitual, o que se compreende porque estamos em plena sequência terrível com jogos de três em três dias. Mesmo assim o guarda-redes adversário, Djuricic, fez uma defesa incrível a um remate do Luisão que eu já estava a festejar.
Na 2ª parte, para dar o devido descanso aos jogadores mais utilizados, era essencial aumentarmos a vantagem, porque com 1-0 isso era impossível. E, de facto, aumentámos a velocidade para atingir esse objectivo. Tivemos alguns lances perigosos e conseguimos o 2-0 aos 60’ pelo Saviola que meteu a bola pelo chamado buraco da agulha. A U. Leiria continuava sem nos atormentar e foi com naturalidade que começámos a gerir o resultado. As coisas ficaram ainda mais fáceis quando um adversário resolveu imitar o Carlos Martins e meteu a mão à bola quando já tinha um amarelo. O Djuricic também se lesionou e alinhou inferiorizado nos últimos minutos. Perto do final, o Rúben Amorim, que entretanto tinha entrado, rematou fora da área e fez o 3-0. Com este resultado atingimos os 50 golos em apenas 18 jogos do campeonato, o que dá uma fantástica média de 2,77 golos por jogo.
Individualmente, o Saviola foi o melhor em campo. Um golo, uma assistência e algumas combinações fantásticas com o Aimar são mais que suficientes para tal. O nº 10 também voltou a estar bem e parece-me fisicamente em forma. O Cardozo lá voltou aos golos e estava menos ansioso que no Sábado. O Di María esteve igualmente muito mexido e teve pormenores técnicos fabulosos. O Fábio Coentrão jogou muito bem a defesa-esquerdo e constitui-se uma forte opção ao César Peixoto, principalmente nestes encontros em casa. Ao invés, o Ramires terá feito a pior partida desde que chegou, mas também veio de uma lesão. O Javi García está numa fase de menor fulgor, o que se reflecte em alguns passes falhados que são muito pouco habituais nele.
Cumprimos a nossa obrigação e espero que os jogadores não se tenham cansado muito, porque temos uma partida muito difícil em Setúbal já no próximo Sábado. Escusado será dizer que uma vitória é essencial para continuarmos a mostrar a todos que estamos firmes e sem quebras de rendimento mesmo num período em que a quantidade de jogos é muito grande.
Claro está que um golo logo aos 10’ ajuda a uma exibição mais calma: grande jogada entre o Saviola e o Aimar, um óptimo centro daquele e uma cabeçada certeira do Cardozo. A U. Leiria não criou perigo em jogo corrido e só nas bolas paradas é que se aproximava da nossa área. Nós também não imprimimos a velocidade habitual, o que se compreende porque estamos em plena sequência terrível com jogos de três em três dias. Mesmo assim o guarda-redes adversário, Djuricic, fez uma defesa incrível a um remate do Luisão que eu já estava a festejar.
Na 2ª parte, para dar o devido descanso aos jogadores mais utilizados, era essencial aumentarmos a vantagem, porque com 1-0 isso era impossível. E, de facto, aumentámos a velocidade para atingir esse objectivo. Tivemos alguns lances perigosos e conseguimos o 2-0 aos 60’ pelo Saviola que meteu a bola pelo chamado buraco da agulha. A U. Leiria continuava sem nos atormentar e foi com naturalidade que começámos a gerir o resultado. As coisas ficaram ainda mais fáceis quando um adversário resolveu imitar o Carlos Martins e meteu a mão à bola quando já tinha um amarelo. O Djuricic também se lesionou e alinhou inferiorizado nos últimos minutos. Perto do final, o Rúben Amorim, que entretanto tinha entrado, rematou fora da área e fez o 3-0. Com este resultado atingimos os 50 golos em apenas 18 jogos do campeonato, o que dá uma fantástica média de 2,77 golos por jogo.
Individualmente, o Saviola foi o melhor em campo. Um golo, uma assistência e algumas combinações fantásticas com o Aimar são mais que suficientes para tal. O nº 10 também voltou a estar bem e parece-me fisicamente em forma. O Cardozo lá voltou aos golos e estava menos ansioso que no Sábado. O Di María esteve igualmente muito mexido e teve pormenores técnicos fabulosos. O Fábio Coentrão jogou muito bem a defesa-esquerdo e constitui-se uma forte opção ao César Peixoto, principalmente nestes encontros em casa. Ao invés, o Ramires terá feito a pior partida desde que chegou, mas também veio de uma lesão. O Javi García está numa fase de menor fulgor, o que se reflecte em alguns passes falhados que são muito pouco habituais nele.
Cumprimos a nossa obrigação e espero que os jogadores não se tenham cansado muito, porque temos uma partida muito difícil em Setúbal já no próximo Sábado. Escusado será dizer que uma vitória é essencial para continuarmos a mostrar a todos que estamos firmes e sem quebras de rendimento mesmo num período em que a quantidade de jogos é muito grande.
domingo, janeiro 31, 2010
Grande jogo
Vencemos o V. Guimarães e pela 2ª vez nesta época temos uma sequência de quatro vitórias seguidas (a outra série só parou nas sete) para o campeonato. Pode parecer de somenos importância, mas infelizmente nos últimos anos isso tem sido mais a excepção do que a regra. O V. Guimarães tem sido um pouco a nossa besta negra quando o defrontamos em casa (eliminação da Taça de Portugal este ano e quatro jogos seguidos em que não sofreram golos na Luz) e confesso que estava apreensivo com este jogo. No entanto, voltámos a fazer uma exibição agradável numa partida que foi das melhores que assisti na Luz este ano.
Entrámos bem e o Cardozo poderia ter sido mais expedito a rematar logo nos minutos iniciais (aliás, o paraguaio esteve estranhamente perro neste jogo). O V. Guimarães fechava-se bem, mas nunca descurava o contra-ataque. No entanto, conseguimos chegar à vantagem aos 17’ pelo Aimar num lance em que ele tentou desmarcar o Cardozo, a bola foi interceptava, voltou para ele que se isolou e bateu o Nilson (lá se foi a bonita soma de quatro jogos seguidos dele sem sofrer golos na Luz...). Como é habitual, nos minutos que se seguiram tentámos ampliar a vantagem, mas alguma indecisão na hora do remate (nomeadamente do Cardozo) impediu que isso acontecesse. Contra o que era expectável, até porque só fez dois remates na 1ª parte, o V. Guimarães empatou aos 32’ num boa jogada de contra-ataque finalizada pelo Nuno Assis (se estivesse no Benfica, de certeza que a bola seria defendida pelo guarda-redes ou iria para fora...). Até final da 1ª parte, pressionámos, tivemos alguns cantos, mas a melhor oportunidade foi um quase autogolo de um defesa contrário.
Voltámos a entrar fortes no 2º tempo, como tem sucedido ultimamente, e fizemos o 2-1 aos 50’ pelo Carlos Martins (foi titular porque o Ramires não estava em condições), num remate rasteiro depois de uma assistência do Aimar. A velocidade da partida aumentou em relação à 1ª parte e voltámos a marcar aos 60’, outra vez pelo Carlos Martins, num fabuloso remate de fora da área. Quem pensou que o jogo estava acabado, enganou-se redondamente. O V. Guimarães, provando que sabe jogar à bola e que o Paulo Sérgio é um bom treinador, continuou a criar-nos problemas na defesa, mas nós também não tivemos por vezes o discernimento de acalmar o jogo. Queríamos fazer tudo depressa e bem, os jogadores entusiasmavam-se e perdíamos a bola em zonas perigosas. Para piorar a situação, o Carlos Martins, mostrando mais uma vez que é um jogador desequilibrado, fez-se expulsar aos 72’ ao meter o braço à bola quando já tinha um amarelo. O Jorge Jesus fez logo entrar o Rúben Amorim para o lugar do Aimar e finalmente acalmámos. Pouco depois, o Cardozo tem a perdida do ano ao correr isolado desde o meio-campo, mas permitindo a defesa do Nilson. Disse o Jesus no final que ele estava ansioso porque queria marcar um golo para dedicar ao Cabañas, companheiro da selecção que foi baleado no México. Espero bem que seja essa a razão, porque ele esteve estranhamente ansioso na altura do remate. Até final, ainda permitimos uns quantos remates ao adversário e o Éder Luís atirou a habitual bola ao poste.
Individualmente é incontornável o destaque ao Carlos Martins, com a ressalva que ele tem que se controlar mais emocionalmente. A sua escusadíssima expulsão poderia ter-nos provocado muitos problemas. O Aimar também esteve excelente a pautar o jogo ofensivo e o Di María está em boa forma. Curiosamente ganhámos 3-1 numa partida em que os piores jogadores do Benfica foram o Cardozo e o Saviola, provando que também são humanos e têm direito a um dia mau.
Vamos entrar numa série infernal com jogos de três em três dias. A onda vermelha (52.616 espectadores nesta partida!) deve já continuar na próxima 4ª feira com a recepção à U. Leiria. Como é um encontro antecipado, temos tudo para ficarmos já à frente no campeonato e colocarmos pressão nos adversários. E só não estamos já isolados em 1º, porque os lagartos, comprovando definitivamente (como se houvesse dúvidas...) que não servem mesmo para nada, foram perder a Braga...
Entrámos bem e o Cardozo poderia ter sido mais expedito a rematar logo nos minutos iniciais (aliás, o paraguaio esteve estranhamente perro neste jogo). O V. Guimarães fechava-se bem, mas nunca descurava o contra-ataque. No entanto, conseguimos chegar à vantagem aos 17’ pelo Aimar num lance em que ele tentou desmarcar o Cardozo, a bola foi interceptava, voltou para ele que se isolou e bateu o Nilson (lá se foi a bonita soma de quatro jogos seguidos dele sem sofrer golos na Luz...). Como é habitual, nos minutos que se seguiram tentámos ampliar a vantagem, mas alguma indecisão na hora do remate (nomeadamente do Cardozo) impediu que isso acontecesse. Contra o que era expectável, até porque só fez dois remates na 1ª parte, o V. Guimarães empatou aos 32’ num boa jogada de contra-ataque finalizada pelo Nuno Assis (se estivesse no Benfica, de certeza que a bola seria defendida pelo guarda-redes ou iria para fora...). Até final da 1ª parte, pressionámos, tivemos alguns cantos, mas a melhor oportunidade foi um quase autogolo de um defesa contrário.
Voltámos a entrar fortes no 2º tempo, como tem sucedido ultimamente, e fizemos o 2-1 aos 50’ pelo Carlos Martins (foi titular porque o Ramires não estava em condições), num remate rasteiro depois de uma assistência do Aimar. A velocidade da partida aumentou em relação à 1ª parte e voltámos a marcar aos 60’, outra vez pelo Carlos Martins, num fabuloso remate de fora da área. Quem pensou que o jogo estava acabado, enganou-se redondamente. O V. Guimarães, provando que sabe jogar à bola e que o Paulo Sérgio é um bom treinador, continuou a criar-nos problemas na defesa, mas nós também não tivemos por vezes o discernimento de acalmar o jogo. Queríamos fazer tudo depressa e bem, os jogadores entusiasmavam-se e perdíamos a bola em zonas perigosas. Para piorar a situação, o Carlos Martins, mostrando mais uma vez que é um jogador desequilibrado, fez-se expulsar aos 72’ ao meter o braço à bola quando já tinha um amarelo. O Jorge Jesus fez logo entrar o Rúben Amorim para o lugar do Aimar e finalmente acalmámos. Pouco depois, o Cardozo tem a perdida do ano ao correr isolado desde o meio-campo, mas permitindo a defesa do Nilson. Disse o Jesus no final que ele estava ansioso porque queria marcar um golo para dedicar ao Cabañas, companheiro da selecção que foi baleado no México. Espero bem que seja essa a razão, porque ele esteve estranhamente ansioso na altura do remate. Até final, ainda permitimos uns quantos remates ao adversário e o Éder Luís atirou a habitual bola ao poste.
Individualmente é incontornável o destaque ao Carlos Martins, com a ressalva que ele tem que se controlar mais emocionalmente. A sua escusadíssima expulsão poderia ter-nos provocado muitos problemas. O Aimar também esteve excelente a pautar o jogo ofensivo e o Di María está em boa forma. Curiosamente ganhámos 3-1 numa partida em que os piores jogadores do Benfica foram o Cardozo e o Saviola, provando que também são humanos e têm direito a um dia mau.
Vamos entrar numa série infernal com jogos de três em três dias. A onda vermelha (52.616 espectadores nesta partida!) deve já continuar na próxima 4ª feira com a recepção à U. Leiria. Como é um encontro antecipado, temos tudo para ficarmos já à frente no campeonato e colocarmos pressão nos adversários. E só não estamos já isolados em 1º, porque os lagartos, comprovando definitivamente (como se houvesse dúvidas...) que não servem mesmo para nada, foram perder a Braga...
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Importante
Pelo segundo ano consecutivo goleámos o Marítimo na Madeira, desta feita por 5-0. Numa partida com algumas peripécias, ninguém de bom senso pode pôr em causa a nossa vitória, apesar da boa réplica do adversário até ao nosso primeiro golo. Com as duas expulsões e 3-0 ao intervalo, as dúvidas sobre o vencedor ficaram logo dissipadas.
Curiosamente entrámos mal na partida. Logo no início tivemos sorte num lance que seria de muito azar: um remate do Cláudio Pitbull bateu no David Luiz, traiu o Quim, mas a bola bateu no poste. Durante os primeiros 20’ tivemos muita dificuldade na circulação da bola, o adversário ganhava quase todos os ressaltos e chegava sempre primeiro aos lances, apesar de não ter criado mais nenhuma situação de golo. Houve um cabeceamento do Ramires por cima, mas a primeira ocasião de golo resultou na inauguração do marcador aos 28’: o Peçanha ainda defendeu três remates seguidos (Aimar e dois do Cardozo), mas o Saviola lá voltou a marcar depois de uma assistência do paraguaio, que assim se redimiu do falhanço incrível no primeiro remate. Dois minutos depois, houve um jogador adversário (Olberdam) expulso por palavras depois de o Sr. João Ferreira ter assinalado uma falta evidente sobre o Di María. Até porque não é normal os árbitros expulsarem directamente jogadores por palavras, gostava muito que neste caso se tornasse público quais foram essas palavras. Agora, acho que deve ter sido algo de muito grave, visível pelo modo como o árbitro correu até ao jogador para lhe mostrar o vermelho. Também muita gente não compreendeu a atitude do Zidane na final do Mundial até saber o que o Materazzi lhe disse e depois, se calhar, até o entendeu. Aos 34’ uma excelente jogada do Di María permitiu ao Maxi Pereira fazer o 2-0 e pouco antes do intervalo a partida acabou quando um jogador do Marítimo impediu com a mão o Cardozo de fazer o 3-0. Expulsão óbvia e o paraguaio não deu hipóteses no penalty, com uma bomba que ia rebentando a mão do Peçanha que ainda tocou na bola.
Na 2ª parte o jogo foi quase sempre o mesmo, com o Benfica atacar, mas sem a intensidade de encontros anteriores, até porque um autogolo deu-nos o 4-0 logo aos 50’. Mesmo assim algumas falhas de concentração permitiram ao Marítimo ter oportunidades, nomeadamente ao Manú que surgiu isolado, mas atirou para fora. Entretanto entraram o Carlos Martins e o Éder Luís para dar descanso ao Aimar e Ramires, e o nosso jogo ressentiu-se disso. Mas ainda conseguimos fazer o 5-0 pelo Luisão aos 69’ numa antecipação de cabeça ao guarda-redes na sequência de um livre. O jogo arrastou-se até final e nem o Nuno Gomes, que entretanto entrou, conseguiu que igualássemos o resultado do ano passado.
Individualmente é difícil destacar alguém, porque quase até ao primeiro golo não fizemos muito e depois o Marítimo fez hara-kiri, tornado a partida mais fácil. Acima da razoabilidade estiveram o Di María, o Luisão e o Maxi Pereira. Mais discretos o David Luiz (provavelmente a lesão condicionou o jogo que fez), o Ramires e o Aimar. O Quim fez uma boa defesa que impediu o empate a 1-1 e parece-me mais seguro. O Cardozo lá voltou aos golos, mas aquele falhanço (está bem que resultou em golo) está-me atravessado. A eficácia do Saviola continua a abrir-nos portas para as vitórias.
Com o empate do CRAC em casa frente ao Paços de Ferreira (acho piada discutirem o golo anulado ao Falcao e querem esquecer que o golo do empate foi com a mão!), temos agora seis pontos de vantagem sobre eles. Não estava à espera da vitória do Braga em Coimbra (com um penalty inexistente a dar-lhe o 1-0, acrescente-se), mas a bem da boa vizinhança espero que os lagartos ganhem na próxima jornada…
P.S. – Os antibenfiquistas vão ladrar muito sobre a arbitragem do Sr. João Ferreira neste jogo. Gostaria que ele explicasse a expulsão por palavras, mas a da mão é indiscutível. Na 2ª parte ainda o vi perdoar um penalty sobre o Aimar e a expulsão a um adversário que atingiu sem bola o Éder Luís. Parece-me que quem tem telhados de vidro (nesta mesma jornada!) deveria estar calado, até porque o único lance de dúvida é a causa da primeira expulsão, mas como não há vergonha na cara neste país preparemos os ouvidos…
Curiosamente entrámos mal na partida. Logo no início tivemos sorte num lance que seria de muito azar: um remate do Cláudio Pitbull bateu no David Luiz, traiu o Quim, mas a bola bateu no poste. Durante os primeiros 20’ tivemos muita dificuldade na circulação da bola, o adversário ganhava quase todos os ressaltos e chegava sempre primeiro aos lances, apesar de não ter criado mais nenhuma situação de golo. Houve um cabeceamento do Ramires por cima, mas a primeira ocasião de golo resultou na inauguração do marcador aos 28’: o Peçanha ainda defendeu três remates seguidos (Aimar e dois do Cardozo), mas o Saviola lá voltou a marcar depois de uma assistência do paraguaio, que assim se redimiu do falhanço incrível no primeiro remate. Dois minutos depois, houve um jogador adversário (Olberdam) expulso por palavras depois de o Sr. João Ferreira ter assinalado uma falta evidente sobre o Di María. Até porque não é normal os árbitros expulsarem directamente jogadores por palavras, gostava muito que neste caso se tornasse público quais foram essas palavras. Agora, acho que deve ter sido algo de muito grave, visível pelo modo como o árbitro correu até ao jogador para lhe mostrar o vermelho. Também muita gente não compreendeu a atitude do Zidane na final do Mundial até saber o que o Materazzi lhe disse e depois, se calhar, até o entendeu. Aos 34’ uma excelente jogada do Di María permitiu ao Maxi Pereira fazer o 2-0 e pouco antes do intervalo a partida acabou quando um jogador do Marítimo impediu com a mão o Cardozo de fazer o 3-0. Expulsão óbvia e o paraguaio não deu hipóteses no penalty, com uma bomba que ia rebentando a mão do Peçanha que ainda tocou na bola.
Na 2ª parte o jogo foi quase sempre o mesmo, com o Benfica atacar, mas sem a intensidade de encontros anteriores, até porque um autogolo deu-nos o 4-0 logo aos 50’. Mesmo assim algumas falhas de concentração permitiram ao Marítimo ter oportunidades, nomeadamente ao Manú que surgiu isolado, mas atirou para fora. Entretanto entraram o Carlos Martins e o Éder Luís para dar descanso ao Aimar e Ramires, e o nosso jogo ressentiu-se disso. Mas ainda conseguimos fazer o 5-0 pelo Luisão aos 69’ numa antecipação de cabeça ao guarda-redes na sequência de um livre. O jogo arrastou-se até final e nem o Nuno Gomes, que entretanto entrou, conseguiu que igualássemos o resultado do ano passado.
Individualmente é difícil destacar alguém, porque quase até ao primeiro golo não fizemos muito e depois o Marítimo fez hara-kiri, tornado a partida mais fácil. Acima da razoabilidade estiveram o Di María, o Luisão e o Maxi Pereira. Mais discretos o David Luiz (provavelmente a lesão condicionou o jogo que fez), o Ramires e o Aimar. O Quim fez uma boa defesa que impediu o empate a 1-1 e parece-me mais seguro. O Cardozo lá voltou aos golos, mas aquele falhanço (está bem que resultou em golo) está-me atravessado. A eficácia do Saviola continua a abrir-nos portas para as vitórias.
Com o empate do CRAC em casa frente ao Paços de Ferreira (acho piada discutirem o golo anulado ao Falcao e querem esquecer que o golo do empate foi com a mão!), temos agora seis pontos de vantagem sobre eles. Não estava à espera da vitória do Braga em Coimbra (com um penalty inexistente a dar-lhe o 1-0, acrescente-se), mas a bem da boa vizinhança espero que os lagartos ganhem na próxima jornada…
P.S. – Os antibenfiquistas vão ladrar muito sobre a arbitragem do Sr. João Ferreira neste jogo. Gostaria que ele explicasse a expulsão por palavras, mas a da mão é indiscutível. Na 2ª parte ainda o vi perdoar um penalty sobre o Aimar e a expulsão a um adversário que atingiu sem bola o Éder Luís. Parece-me que quem tem telhados de vidro (nesta mesma jornada!) deveria estar calado, até porque o único lance de dúvida é a causa da primeira expulsão, mas como não há vergonha na cara neste país preparemos os ouvidos…
domingo, janeiro 10, 2010
Sem espinhas
Vencemos justamente o Rio Ave em Vila do Conde (1-0) e mantivemo-nos colados ao Braga no 1º lugar. Foi um triunfo fundamental na casa de um adversário que ainda não tinha perdido lá esta época. Apesar do resultado tangencial, a nossa vitória nunca esteve em causa e o Rio Ave praticamente não criou perigo.
Foi uma 1ª parte demasiado morna da nossa parte, apesar do intenso frio que se fazia (o que não impediu um estádio quase cheio, maioritariamente com os nossos adeptos, claro está). O David Luiz castigado e o Aimar no banco eram os únicos ausentes da equipa-base, mas com o Carlos Martins as coisas não fluem tão bem no meio-campo, já que ele não tem a qualidade de passe do argentino. O Di María e o Saviola também estiveram meio escondidos na 1ª parte e o Ramires terá feito o jogo menos conseguido desde que chegou. Tudo isto somado fez que com não tivéssemos criado grande perigo neste período. Um erro inacreditável do Maxi Pereira isolou um adversário e o Rio Ave teve a única oportunidade de marcar em toda a partida, mas o remate saiu ao lado.
No 2º tempo aumentámos a velocidade e o jogo foi outro. Marcámos relativamente cedo (47’) o que também contribuiu para que nos soltássemos mais. Foi outro golo do Saviola, que marcou pelo sexto jogo consecutivo! Foi na sequência de um canto e de um desvio do Cardozo ao 1º poste que o argentino surgiu como habitualmente no 2º e, num remate bastante difícil, conseguiu fazer um grande golo. A partir daqui, o jogo foi completamente nosso. O Rio Ave não conseguiu criar nenhuma situação de golo, ao passo que nós tivemos algumas. A mais flagrante de todas foi uma cabeçada do Cardozo que passou ao lado, quando tinha a baliza completamente à mercê depois de um bom cruzamento do Maxi Pereira. Entretanto, já o Aimar tinha entrado e a bola passou a ter olhos. Melhorámos imenso, mas poderíamos realmente ter marcado pelo menos mais um golo para ficarmos completamente descansados.
Individualmente gostei muito do Miguel Vítor que substituiu sem mácula o David Luiz e do Cardozo, apesar do falhanço naquela bola. O Saviola também é um destaque óbvio, ou não fosse o terceiro 1-0 consecutivo a nosso favor com um golo dele. O resto da equipa esteve regular e parece que entrámos em velocidade de cruzeiro.
A próxima jornada é uma saída igualmente difícil ao Marítimo, mas acho que a equipa está a voltar ao que era antes do Natal. Já houve mais dinâmica do que na partida da Taça da Liga e a tendência é para melhorar. Mas antes desse jogo, teremos a Taça da Liga em Guimarães a meio desta semana, onde espero ver os jogadores menos utilizados provarem que também conseguem ganhar jogos.
P.S. – Como é que se pode falhar um penalty aos 92’ que daria o empate?! Tinha que ser um jogador emprestado pela lagartada! O CRAC, para além de ser assumidamente corrupto, tem uma vaca inacreditável!
Foi uma 1ª parte demasiado morna da nossa parte, apesar do intenso frio que se fazia (o que não impediu um estádio quase cheio, maioritariamente com os nossos adeptos, claro está). O David Luiz castigado e o Aimar no banco eram os únicos ausentes da equipa-base, mas com o Carlos Martins as coisas não fluem tão bem no meio-campo, já que ele não tem a qualidade de passe do argentino. O Di María e o Saviola também estiveram meio escondidos na 1ª parte e o Ramires terá feito o jogo menos conseguido desde que chegou. Tudo isto somado fez que com não tivéssemos criado grande perigo neste período. Um erro inacreditável do Maxi Pereira isolou um adversário e o Rio Ave teve a única oportunidade de marcar em toda a partida, mas o remate saiu ao lado.
No 2º tempo aumentámos a velocidade e o jogo foi outro. Marcámos relativamente cedo (47’) o que também contribuiu para que nos soltássemos mais. Foi outro golo do Saviola, que marcou pelo sexto jogo consecutivo! Foi na sequência de um canto e de um desvio do Cardozo ao 1º poste que o argentino surgiu como habitualmente no 2º e, num remate bastante difícil, conseguiu fazer um grande golo. A partir daqui, o jogo foi completamente nosso. O Rio Ave não conseguiu criar nenhuma situação de golo, ao passo que nós tivemos algumas. A mais flagrante de todas foi uma cabeçada do Cardozo que passou ao lado, quando tinha a baliza completamente à mercê depois de um bom cruzamento do Maxi Pereira. Entretanto, já o Aimar tinha entrado e a bola passou a ter olhos. Melhorámos imenso, mas poderíamos realmente ter marcado pelo menos mais um golo para ficarmos completamente descansados.
Individualmente gostei muito do Miguel Vítor que substituiu sem mácula o David Luiz e do Cardozo, apesar do falhanço naquela bola. O Saviola também é um destaque óbvio, ou não fosse o terceiro 1-0 consecutivo a nosso favor com um golo dele. O resto da equipa esteve regular e parece que entrámos em velocidade de cruzeiro.
A próxima jornada é uma saída igualmente difícil ao Marítimo, mas acho que a equipa está a voltar ao que era antes do Natal. Já houve mais dinâmica do que na partida da Taça da Liga e a tendência é para melhorar. Mas antes desse jogo, teremos a Taça da Liga em Guimarães a meio desta semana, onde espero ver os jogadores menos utilizados provarem que também conseguem ganhar jogos.
P.S. – Como é que se pode falhar um penalty aos 92’ que daria o empate?! Tinha que ser um jogador emprestado pela lagartada! O CRAC, para além de ser assumidamente corrupto, tem uma vaca inacreditável!
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Dilúvio de raça
Vencemos o Clube Regional Assumidamente Corrupto, vulgo CRAC, por 1-0 e alargámos a distância para eles para quatro pontos. Meus caros, o que vimos neste jogo foi o Glorioso Sport Lisboa e Benfica em todo o seu esplendor. Uma raça, uma ambição e um querer que permitiram superar todas as dificuldades, fazer das fraquezas forças, vencer os condicionalismos, nomeadamente a falta de vários jogadores importantes, e conquistar algo que nada nem ninguém nos oferece de borla. Foi a vitória da dignidade, da humildade, do carácter e da decência de quem joga de uma maneira honesta e sem géneros alimentares a ajudar os triunfos. Resumindo, foi o triunfo do bem contra o mal, de quem está no desporto para o honrar contra quem o desonra ignobilmente e não olha a meios para atingir os fins.
Com as suspensões do Di María e Coentrão, as lesões do Aimar e Rúben Amorim, valeu-nos a recuperação do Ramires, que ainda durou 70’. As nossas dificuldades são exemplificadas no facto de terem participado nesta partida dois jogadores que ainda não tinham nem um(!) minuto cumprido no campeonato: Urreta e Luís Filipe. E a dada altura, o nosso meio-campo atacante era constituído pelo Weldon, Filipe Menezes e o já referido Luís Filipe. Além disso, o Luisão e o David Luiz estiveram condicionados durante a semana com gripe, mas isso não se notou no encontro. A outra equipa estava na máxima força, mas quando os jogadores do Benfica encarnam o espírito do clube não há adversário que nos faça frente. O CRAC entrou melhor que nós e teve 10’ com alguma pressão sobre a nossa defesa, nomeadamente em bolas paradas que o Sr. Lucílio Baptista muito diligentemente inventava. Depois desse período, fomos de longe a melhor equipa. Mesmo com o dilúvio que se abateu durante toda a partida, conseguimos algumas boas combinações atacantes, com o Carlos Martins a fazer, e bem, de Aimar, o Urreta que não acusou minimamente o facto de estar a fazer a sua estreia pelo Benfica este ano, o Saviola sempre em movimento e o Cardozo a ganhar inúmeros lances de cabeça. Chegámos à vantagem aos 22’ pelo Saviola numa jogada de insistência, depois de um defesa do CRAC ter tirado a bola sobre a linha num remate do Cardozo. Um alívio do David Luiz transformou-se em assistência para o argentino. Até final da 1ª parte, continuámos a ser a única equipa em campo, já que o CRAC nem nas bolas paradas, continuada oferta do Sr. Lucílio Baptista, conseguia criar perigo.
Confesso que estava com medo da 2ª parte, nomeadamente de alguns jogadores que não têm ritmo de jogo poderem aguentar uma partida tão intensa e num campo tão pesado. É certo que a qualidade futebolística foi melhor no 1º tempo, mas no segundo o que sobressaiu foi a raça desta equipa. O Jesus também esteve bem no banco ao fazer uma dupla substituição aos 65’, tirando os extenuados Carlos Martins e Urreta e colocando o Luís Filipe e Weldon. O brasileiro foi muito importante, porque consegue ganhar bolas em velocidade e fartou-se de dar trabalho à defesa do CRAC. Cinco minutos depois esgotámos as substituições com o Ramires a ressentir-se do esforço e entrando o Felipe Menezes. O CRAC só criou perigo em dois lances, num remate do Álvaro Pereira bem defendido pelo Quim (61’) e num remate do Meireles cujo desvio na nossa defesa ia traindo o guarda-redes (64’). Até acabámos por ter mais oportunidades do que eles na 2ª parte, especialmente nos últimos 15’: quase autogolo do Falcão, desvio de cabeça do David Luiz a rasar o poste e grande petardo do Cardozo que o Helton defendeu muito bem. Nos últimos minutos tivemos manha suficiente para manter a bola longe da nossa área e a vitória não sofre contestação.
Individualmente quase é injusto fazer destaques, quando toda a equipa se exibiu a um nível altíssimo com uma entreajuda fabulosa, mas mesmo assim saliento os quatro pesos pesados: Cardozo, Luisão, David Luiz e Javi García. O primeiro a ganhar inúmeras bolas aos defesas do CRAC e a colocá-las jogáveis nos companheiros, e os restantes três por terem seco completamente Hulks & Cia. O Urreta foi uma enorme surpresa e acho que merece muitas mais oportunidades. Um jogador que faz a estreia da época numa partida desta importância e que faz quase tudo bem feito é de ser mais utilizado. Aliás, eu já tinha ficado com muito boa impressão dele no final da temporada passada. Tenho que referir igualmente o César Peixoto, que fez a melhor exibição com a nossa camisola. Mas, como disse anteriormente, o maior destaque tem que ser mesmo para toda a equipa.
Com esta saborosa vitória sobre uma equipa que simboliza tudo o que o futebol português tem de mal (mesquinhez, provincianismo, provocações infames, desrespeito pelo adversário), iremos passar um Natal muito melhor. Não deixámos o Braga isolar-se no comando e mantivemos a pressão sobre eles. A próxima partida para o campeonato é bastante difícil (Vila do Conde), mas, como ainda falta algum tempo até lá, espero que esta onda de lesões tenha acabado de vez. No entanto, já sabemos que não iremos ter o David Luiz por ter visto o 5º amarelo.
P.S. – O jogo teve inúmeras paragens, porque o Sr. Lucílio Baptista tem Parkinson no apito. Na 1ª parte, fartou-se de inventar faltas contra nós, os dois amarelos foram para jogadores de Benfica e a dualidade de critérios foi impressionante. Melhorou na 2ª e as coisas foram mais equilibradas. No entanto, é inacreditável como é que não quis ver uma mão descarada da prostituta uruguaia na sequência de um canto. Será que foi para compensar o penalty da Taça da Liga?
Com as suspensões do Di María e Coentrão, as lesões do Aimar e Rúben Amorim, valeu-nos a recuperação do Ramires, que ainda durou 70’. As nossas dificuldades são exemplificadas no facto de terem participado nesta partida dois jogadores que ainda não tinham nem um(!) minuto cumprido no campeonato: Urreta e Luís Filipe. E a dada altura, o nosso meio-campo atacante era constituído pelo Weldon, Filipe Menezes e o já referido Luís Filipe. Além disso, o Luisão e o David Luiz estiveram condicionados durante a semana com gripe, mas isso não se notou no encontro. A outra equipa estava na máxima força, mas quando os jogadores do Benfica encarnam o espírito do clube não há adversário que nos faça frente. O CRAC entrou melhor que nós e teve 10’ com alguma pressão sobre a nossa defesa, nomeadamente em bolas paradas que o Sr. Lucílio Baptista muito diligentemente inventava. Depois desse período, fomos de longe a melhor equipa. Mesmo com o dilúvio que se abateu durante toda a partida, conseguimos algumas boas combinações atacantes, com o Carlos Martins a fazer, e bem, de Aimar, o Urreta que não acusou minimamente o facto de estar a fazer a sua estreia pelo Benfica este ano, o Saviola sempre em movimento e o Cardozo a ganhar inúmeros lances de cabeça. Chegámos à vantagem aos 22’ pelo Saviola numa jogada de insistência, depois de um defesa do CRAC ter tirado a bola sobre a linha num remate do Cardozo. Um alívio do David Luiz transformou-se em assistência para o argentino. Até final da 1ª parte, continuámos a ser a única equipa em campo, já que o CRAC nem nas bolas paradas, continuada oferta do Sr. Lucílio Baptista, conseguia criar perigo.
Confesso que estava com medo da 2ª parte, nomeadamente de alguns jogadores que não têm ritmo de jogo poderem aguentar uma partida tão intensa e num campo tão pesado. É certo que a qualidade futebolística foi melhor no 1º tempo, mas no segundo o que sobressaiu foi a raça desta equipa. O Jesus também esteve bem no banco ao fazer uma dupla substituição aos 65’, tirando os extenuados Carlos Martins e Urreta e colocando o Luís Filipe e Weldon. O brasileiro foi muito importante, porque consegue ganhar bolas em velocidade e fartou-se de dar trabalho à defesa do CRAC. Cinco minutos depois esgotámos as substituições com o Ramires a ressentir-se do esforço e entrando o Felipe Menezes. O CRAC só criou perigo em dois lances, num remate do Álvaro Pereira bem defendido pelo Quim (61’) e num remate do Meireles cujo desvio na nossa defesa ia traindo o guarda-redes (64’). Até acabámos por ter mais oportunidades do que eles na 2ª parte, especialmente nos últimos 15’: quase autogolo do Falcão, desvio de cabeça do David Luiz a rasar o poste e grande petardo do Cardozo que o Helton defendeu muito bem. Nos últimos minutos tivemos manha suficiente para manter a bola longe da nossa área e a vitória não sofre contestação.
Individualmente quase é injusto fazer destaques, quando toda a equipa se exibiu a um nível altíssimo com uma entreajuda fabulosa, mas mesmo assim saliento os quatro pesos pesados: Cardozo, Luisão, David Luiz e Javi García. O primeiro a ganhar inúmeras bolas aos defesas do CRAC e a colocá-las jogáveis nos companheiros, e os restantes três por terem seco completamente Hulks & Cia. O Urreta foi uma enorme surpresa e acho que merece muitas mais oportunidades. Um jogador que faz a estreia da época numa partida desta importância e que faz quase tudo bem feito é de ser mais utilizado. Aliás, eu já tinha ficado com muito boa impressão dele no final da temporada passada. Tenho que referir igualmente o César Peixoto, que fez a melhor exibição com a nossa camisola. Mas, como disse anteriormente, o maior destaque tem que ser mesmo para toda a equipa.
Com esta saborosa vitória sobre uma equipa que simboliza tudo o que o futebol português tem de mal (mesquinhez, provincianismo, provocações infames, desrespeito pelo adversário), iremos passar um Natal muito melhor. Não deixámos o Braga isolar-se no comando e mantivemos a pressão sobre eles. A próxima partida para o campeonato é bastante difícil (Vila do Conde), mas, como ainda falta algum tempo até lá, espero que esta onda de lesões tenha acabado de vez. No entanto, já sabemos que não iremos ter o David Luiz por ter visto o 5º amarelo.
P.S. – O jogo teve inúmeras paragens, porque o Sr. Lucílio Baptista tem Parkinson no apito. Na 1ª parte, fartou-se de inventar faltas contra nós, os dois amarelos foram para jogadores de Benfica e a dualidade de critérios foi impressionante. Melhorou na 2ª e as coisas foram mais equilibradas. No entanto, é inacreditável como é que não quis ver uma mão descarada da prostituta uruguaia na sequência de um canto. Será que foi para compensar o penalty da Taça da Liga?
domingo, dezembro 13, 2009
Inadmissível
Empatámos em Olhão frente ao penúltimo classificado e perdemos uma excelente oportunidade de colocar pressão nos rivais mais directos que só jogam amanhã. Deveríamos estar mais que avisados para o que nos aguardava: defrontar o CRAC B num jogo arbitrado por um árbitro do Porto, o Sr. Artur Soares Dias. No entanto, parece que não aprendemos nada com o que se passou em Braga e deixámo-nos enredar na teia de quezílias do adversário, propícias a que o árbitro agisse disciplinarmente. O resultado é que teremos dois jogadores de fora por estes motivos da recepção ao CRAC para a semana: Di María e Fábio Coentrão.
Mas a partida começou mal ainda antes do seu início, com a ausência do Aimar dos 18 por causa de lesão de última hora. Veremos se é recuperável para o CRAC. Entrámos praticamente a perder com um golo de livre aos 8’. Livre que, diga-se de passagem, é inexistente: a carga de ombro do Ramires é legalíssima. A bola foi bombeada para a área e o Maxi tem um erro crasso ao desviá-la na direcção de um adversário, fazendo uma autêntica assistência. A partir daqui, os inúmeros emprestados do CRAC, seguindo as indicações da casa-mãe, começaram a confundir a bola com as pernas dos nossos jogadores na esperança de uma resposta. A estratégia era bem clara: provocar, provocar, provocar. Um puxão de cabelo ao Coentrão, que estava no relvado, valeu a expulsão do Djalmir e um amarelo ao Cardozo que se envolveu na confusão posterior. Acho que o paraguaio se deveria abster de se meter nestas situações, especialmente depois do que sucedeu em Braga. Igualámos a partida aos 28’ de canto, pelo Saviola e, com um jogador a mais, presumi que a vitória seria uma realidade. Puro engano: uma inacreditável desconcentração defensiva noutro livre valeu o 2-1 ao Olhanense logo depois, aos 32. Uma óptima jogada do César Peixoto possibilitou ao Saviola ficar isolado na cara do guarda-redes, mas infelizmente o desvio acertou nele.
Até que aos 41’ aconteceu o lance que dá origem ao título deste post. O Di María, que estava a repetir as paupérrimas exibições dos últimos tempos, resolve responder a uma entrada mais ríspida de um adversário e é expulso. Isto é intolerável no Benfica: não nos podemos dar ao luxo de ter jogadores que se esquecem do cérebro em casa antes de ir para o campo. Estavam todos mais que avisados, já em Braga foi o que foi e o Di María lembra-se de fazer isto. Ainda por cima, o resultado era negativo naquela altura e a nossa vantagem numérica acaba por uma idiotice destas. Mais: naturalmente não joga para a semana frente ao CRAC. Espero sinceramente que leve pelo menos um mês de ordenado de multa. Não percebo o que passa pela cabeça de um jogador para fazer isto. Provavelmente, não passa nada, já que inteligência é coisa que não abunda para aqueles lados… Para piorar ainda mais as coisas, o Ramires coloca mal o pé e tem que ser substituído ao intervalo. Infelizmente, antevê-se uma lesão grave.
A 2ª parte não trouxe grandes melhorias na nossa exibição, antes pelo contrário. O Olhanense estava pouco interessado em deixar-nos jogar e houve imensas paragens. Sem Aimar, sem Di María, sem Ramires, o nosso meio-campo tinha dificuldades em colocar a bola nos super-marcados Cardozo e Saviola. O Jesus foi arriscando cada vez mais ao colocar avançados (Weldon e Nuno Gomes) e tirando defesas (Peixoto) e centro-campistas (Coentrão), mas isso provocou o afunilamento do jogo. Tínhamos quatro pontas-de-lança em campo, mas ninguém para fazer cruzamentos e colocar a bola na área. Na fase do desespero lá empatámos aos 92’ pelo Nuno Gomes depois de uma assistência do Luisão. Salvámo-nos da derrota perto do fim, mas um contra-ataque adversário ainda colocou um jogador isolado perante o Quim. Uma escorregadela providencial impediu a derrota que, sinceramente, me parecia injusta. Não que tenhamos jogado bem, mas daí a merecer perder este jogo vai uma grande diferença.
Individualmente gostei do Luisão, David Luiz (conseguiu não levar nenhum amarelo) e da 1ª parte do Cardozo. O Nuno Gomes tem que entrar mais cedo em encontros destes, porque é preciso alguém com cabeça para colocar um pouco de calma no nosso jogo. O Weldon, ao invés, entrou pessimamente, mas o Felipe Menezes, que substituiu o Ramires, não esteve mal. O Saviola marcou um e falhou outro isolado. O Coentrão esteve esforçado, mas os cruzamentos não lhe saíram tão bem como habitualmente. E, por favor, alguém coloque o Maxi a fazer horas extraordinárias a praticar centros.
Na 5ª feira teremos um jogo da Liga Europa para os suplentes, mas estaremos muito desfalcados também no Domingo. Dos quatro do meio-campo, corremos o risco de só jogar com o Javi García. Há a dúvida do Aimar e a certeza das ausências do Di María, e o seu substituto Coentrão, e Ramires. Ainda por cima, o Amorim também não deve recuperar da lesão muscular, pelo que o Jesus terá imensas dores de cabeça para fazer a equipa. O jogo já era difícil, mas assim ainda será muito mais complicado. O carácter da equipa e do plantel estará à prova. Partiremos em nítida desvantagem, mas pode ser que tenhamos uma reedição deste jogo. Inspirem-se nele, por favor.
Mas a partida começou mal ainda antes do seu início, com a ausência do Aimar dos 18 por causa de lesão de última hora. Veremos se é recuperável para o CRAC. Entrámos praticamente a perder com um golo de livre aos 8’. Livre que, diga-se de passagem, é inexistente: a carga de ombro do Ramires é legalíssima. A bola foi bombeada para a área e o Maxi tem um erro crasso ao desviá-la na direcção de um adversário, fazendo uma autêntica assistência. A partir daqui, os inúmeros emprestados do CRAC, seguindo as indicações da casa-mãe, começaram a confundir a bola com as pernas dos nossos jogadores na esperança de uma resposta. A estratégia era bem clara: provocar, provocar, provocar. Um puxão de cabelo ao Coentrão, que estava no relvado, valeu a expulsão do Djalmir e um amarelo ao Cardozo que se envolveu na confusão posterior. Acho que o paraguaio se deveria abster de se meter nestas situações, especialmente depois do que sucedeu em Braga. Igualámos a partida aos 28’ de canto, pelo Saviola e, com um jogador a mais, presumi que a vitória seria uma realidade. Puro engano: uma inacreditável desconcentração defensiva noutro livre valeu o 2-1 ao Olhanense logo depois, aos 32. Uma óptima jogada do César Peixoto possibilitou ao Saviola ficar isolado na cara do guarda-redes, mas infelizmente o desvio acertou nele.
Até que aos 41’ aconteceu o lance que dá origem ao título deste post. O Di María, que estava a repetir as paupérrimas exibições dos últimos tempos, resolve responder a uma entrada mais ríspida de um adversário e é expulso. Isto é intolerável no Benfica: não nos podemos dar ao luxo de ter jogadores que se esquecem do cérebro em casa antes de ir para o campo. Estavam todos mais que avisados, já em Braga foi o que foi e o Di María lembra-se de fazer isto. Ainda por cima, o resultado era negativo naquela altura e a nossa vantagem numérica acaba por uma idiotice destas. Mais: naturalmente não joga para a semana frente ao CRAC. Espero sinceramente que leve pelo menos um mês de ordenado de multa. Não percebo o que passa pela cabeça de um jogador para fazer isto. Provavelmente, não passa nada, já que inteligência é coisa que não abunda para aqueles lados… Para piorar ainda mais as coisas, o Ramires coloca mal o pé e tem que ser substituído ao intervalo. Infelizmente, antevê-se uma lesão grave.
A 2ª parte não trouxe grandes melhorias na nossa exibição, antes pelo contrário. O Olhanense estava pouco interessado em deixar-nos jogar e houve imensas paragens. Sem Aimar, sem Di María, sem Ramires, o nosso meio-campo tinha dificuldades em colocar a bola nos super-marcados Cardozo e Saviola. O Jesus foi arriscando cada vez mais ao colocar avançados (Weldon e Nuno Gomes) e tirando defesas (Peixoto) e centro-campistas (Coentrão), mas isso provocou o afunilamento do jogo. Tínhamos quatro pontas-de-lança em campo, mas ninguém para fazer cruzamentos e colocar a bola na área. Na fase do desespero lá empatámos aos 92’ pelo Nuno Gomes depois de uma assistência do Luisão. Salvámo-nos da derrota perto do fim, mas um contra-ataque adversário ainda colocou um jogador isolado perante o Quim. Uma escorregadela providencial impediu a derrota que, sinceramente, me parecia injusta. Não que tenhamos jogado bem, mas daí a merecer perder este jogo vai uma grande diferença.
Individualmente gostei do Luisão, David Luiz (conseguiu não levar nenhum amarelo) e da 1ª parte do Cardozo. O Nuno Gomes tem que entrar mais cedo em encontros destes, porque é preciso alguém com cabeça para colocar um pouco de calma no nosso jogo. O Weldon, ao invés, entrou pessimamente, mas o Felipe Menezes, que substituiu o Ramires, não esteve mal. O Saviola marcou um e falhou outro isolado. O Coentrão esteve esforçado, mas os cruzamentos não lhe saíram tão bem como habitualmente. E, por favor, alguém coloque o Maxi a fazer horas extraordinárias a praticar centros.
Na 5ª feira teremos um jogo da Liga Europa para os suplentes, mas estaremos muito desfalcados também no Domingo. Dos quatro do meio-campo, corremos o risco de só jogar com o Javi García. Há a dúvida do Aimar e a certeza das ausências do Di María, e o seu substituto Coentrão, e Ramires. Ainda por cima, o Amorim também não deve recuperar da lesão muscular, pelo que o Jesus terá imensas dores de cabeça para fazer a equipa. O jogo já era difícil, mas assim ainda será muito mais complicado. O carácter da equipa e do plantel estará à prova. Partiremos em nítida desvantagem, mas pode ser que tenhamos uma reedição deste jogo. Inspirem-se nele, por favor.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
De volta às goleadas
Vencemos a Académica por 4-0 e beneficiámos do empate do Braga em Matosinhos para nos voltarmos a colar a eles. Em dia de dilúvio e com 41.206(!) espectadores na Luz, demos a resposta devida a quem já começava a pôr em causa a nossa capacidade de marcar muitos golos.
Entrámos muito bem na partida e logo aos 6’ o Cardozo inaugurou o marcador, após uma excelente tabelinha com o Saviola. Mas durante os 25’ seguintes foi a Académica a tomar conta do jogo, embora sem criar grandes situações de perigo. Claro está que um golo cedo ajuda para nos acalmar e para o adversário ter que fazer alguma coisa, mas gostei de ver a Académica jogar desinibida e sem autocarros. Nós demonstrámos alguma maturidade na forma como íamos controlando a partida e também humildade, já que nunca nos mostrámos nervosos com a superioridade adversária neste período. Até que aos 31’ aconteceu o momento do encontro com o chapéu magnífico do Saviola. Comentei com os meus colegas de bancada que deveria haver K.O. no futebol: quem marca um golo daqueles merece sempre ganhar um jogo. A Académica sentiu bastante este golo e nunca mais se encontrou.
Na 2ª parte voltámos a marcar relativamente cedo (54’) pelo inevitável Cardozo e acabámos logo com qualquer veleidade que o adversário ainda pudesse ter. Com a chuva que continuava a cair, era importante que o jogo ficasse definitivamente resolvido o mais rápido possível e a questão era agora saber se iríamos parar por aqui. Mas já se sabe que este ano o Benfica nunca está satisfeito e o Cardozo marcou o seusegundo terceiro hat-trick desta época, com um óptimo cabeceamento aos 68’ na sequência de um livre. Só que o dilúvio não deu tréguas e tornou o relvado impraticável nos últimos 15’. Foi só por isso que parámos nos quatro.
Individualmente há que destacar o Cardozo e o Saviola. O paraguaio por motivos óbvios: mais três golos e são já 14 em 12 jornadas. O argentino foi quem mais se destacou na movimentação atacante, ofereceu um golo e assinou uma obra de arte. Com o Javi García castigado, foi o Rúben Amorim a ocupar a posição e esteve regular. O Aimar ainda deu mostras de classe apesar do terreno pesado e o Di María esteve melhor que nas últimas partidas. O Ramires é outro que não sabe jogar mal, faça chuva ou faça sol. Na defesa o Maxi não esteve nos seus dias, o Luisão regressou bem, o César Peixoto esteve igualmente melhor que anteriormente e o David Luiz tem que ter cuidado para a semana. Levou hoje o 4º amarelo e, se eu fosse o Jesus, colocava o Miguel Vítor frente ao Olhanense. Se ele jogar, é quase certo que ficará de fora frente ao CRAC. O Quim só fez uma única defesa perto do fim e mostrou segurança. O Weldon, Fábio Coentrão e Nuno Gomes entraram numa altura em que o relvado complicava cada vez mais.
Foi uma partida relativamente tranquila, que era o que precisávamos depois do desgaste na Bielorrússia e da intempérie que estava. Para a semana vamos a Olhão e é fundamental ganharmos para manter a distância pontual para o CRAC. O Olhanense está a fazer um mau campeonato, mas teremos sempre de desconfiar deles quanto mais não seja por serem treinados por quem são. Há-de querer certamente fazer um favorzinho ao seu clube de coração.
Entrámos muito bem na partida e logo aos 6’ o Cardozo inaugurou o marcador, após uma excelente tabelinha com o Saviola. Mas durante os 25’ seguintes foi a Académica a tomar conta do jogo, embora sem criar grandes situações de perigo. Claro está que um golo cedo ajuda para nos acalmar e para o adversário ter que fazer alguma coisa, mas gostei de ver a Académica jogar desinibida e sem autocarros. Nós demonstrámos alguma maturidade na forma como íamos controlando a partida e também humildade, já que nunca nos mostrámos nervosos com a superioridade adversária neste período. Até que aos 31’ aconteceu o momento do encontro com o chapéu magnífico do Saviola. Comentei com os meus colegas de bancada que deveria haver K.O. no futebol: quem marca um golo daqueles merece sempre ganhar um jogo. A Académica sentiu bastante este golo e nunca mais se encontrou.
Na 2ª parte voltámos a marcar relativamente cedo (54’) pelo inevitável Cardozo e acabámos logo com qualquer veleidade que o adversário ainda pudesse ter. Com a chuva que continuava a cair, era importante que o jogo ficasse definitivamente resolvido o mais rápido possível e a questão era agora saber se iríamos parar por aqui. Mas já se sabe que este ano o Benfica nunca está satisfeito e o Cardozo marcou o seu
Individualmente há que destacar o Cardozo e o Saviola. O paraguaio por motivos óbvios: mais três golos e são já 14 em 12 jornadas. O argentino foi quem mais se destacou na movimentação atacante, ofereceu um golo e assinou uma obra de arte. Com o Javi García castigado, foi o Rúben Amorim a ocupar a posição e esteve regular. O Aimar ainda deu mostras de classe apesar do terreno pesado e o Di María esteve melhor que nas últimas partidas. O Ramires é outro que não sabe jogar mal, faça chuva ou faça sol. Na defesa o Maxi não esteve nos seus dias, o Luisão regressou bem, o César Peixoto esteve igualmente melhor que anteriormente e o David Luiz tem que ter cuidado para a semana. Levou hoje o 4º amarelo e, se eu fosse o Jesus, colocava o Miguel Vítor frente ao Olhanense. Se ele jogar, é quase certo que ficará de fora frente ao CRAC. O Quim só fez uma única defesa perto do fim e mostrou segurança. O Weldon, Fábio Coentrão e Nuno Gomes entraram numa altura em que o relvado complicava cada vez mais.
Foi uma partida relativamente tranquila, que era o que precisávamos depois do desgaste na Bielorrússia e da intempérie que estava. Para a semana vamos a Olhão e é fundamental ganharmos para manter a distância pontual para o CRAC. O Olhanense está a fazer um mau campeonato, mas teremos sempre de desconfiar deles quanto mais não seja por serem treinados por quem são. Há-de querer certamente fazer um favorzinho ao seu clube de coração.
domingo, novembro 29, 2009
Empate com o 8º classificado
Não conseguimos melhor do que um 0-0 no WC. Sinceramente esperava melhor da nossa equipa perante um adversário que confirmou o mau momento que atravessa e que ficou bastante contente com o resultado. Não perder com o Glorioso é sempre uma vitória para os lagartos.Entrámos mal na partida, estranhamente pouco concentrados e a perder um número grande de bolas no nosso meio-campo, o que dava azo a contra-ataques com algum perigo. Quando assentámos, ficou patente a nossa superioridade e por isso é que o resultado me sabe a pouco. Falhámos essencialmente na opção do último passe. Houve mais do que uma situação em que, com jogadores desmarcados nas pontas, optámos por afunilar o jogo. Revelámos pouca inteligência e alguma precipitação no momento desse passe.
Na 2ª parte, os lagartos tiveram cinco minutos bons em que o Quim fez a defesa da noite num remate do Miguel Veloso, mas de resto só nós demonstrávamos vontade de ganhar a partida. Exemplo disso são os inúmeros ataques que realizámos. Na parte final da partida ficou toda a sensação que estávamos satisfeitos com o empate, o que se reflectiu em algumas substituições. Mesmo assim o Rui Patrício fez mais defesas que o Quim e uns quantos remates cruzados poderiam ter tido melhor destino.
Individualmente tenho que destacar o nosso guarda-redes, que segurou o empate com aquela defesa magnífica. Tirando os primeiros 10’, gostei da defesa em geral, mesmo do César Peixoto que, longe de ser um fora-de-série, revelou alguma segurança defensiva. O Sidnei não acusou falta de ritmo, mas saiu lesionado já na parte final. O Javi García e o Ramires estiveram bem no meio-campo. Mas o nosso jogo menos conseguido teve no Aimar e no Di María os principais responsáveis. Então este último quase que repetia a horrível exibição do passado Domingo. As coisas não lhe saíram mesmo nada bem. Também me parece que fisicamente ambos já conheceram melhores dias e a dinâmica da equipa ressente-se disso. O Saviola, que esteve em dúvida durante a semana, acabou por ser o melhor do ataque, já que o Cardozo esteve igualmente uns furos abaixo do habitual. O Rúben Amorim entrou bem para o lugar do Aimar e o Miguel Vítor também para render o Sidnei.
Mantivemos a distância de 11 pontos para os lagartos, mas corremos o risco de deixar a liderança ex-aequo com o Braga, se este vencer a U. Leiria. É essencial conquistar a vitória nos próximos dois jogos antes de recebermos o CRAC, para mantermos no mínimo três pontos de vantagem sobre eles. Todavia, na próxima 4ª feira temos uma partida importantíssima para a Liga Europa que seria muito bom ganharmos para ficarmos de vez com o 1º lugar do grupo (que provavelmente “só” significará não apanhar o Liverpool nos 1/16 avos de final…) e podermos jogar com os suplentes na recepção ao AEK Atenas, que será apenas três dias antes do jogo contra o CRAC. Espero que estas duas últimas exibições menos conseguidas não tenham reflexo na próxima 4ª feira e que possamos voltar às vitórias rapidamente.
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