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quinta-feira, novembro 01, 2007
Previsível
Perdemos 2-1 em Setúbal e fomos eliminados da Taça da Liga. Não posso dizer que o resultado me tenha surpreendido, já que alinhámos com uma equipa B e o V. Setúbal demonstrou mais uma vez que tem uma boa equipa.
Num restaurante durante uma festa de anos é difícil ter toda a atenção disponível para a TV, mas mesmo assim consegui ver o jogo na sua totalidade. Depois de nos colocarmos em vantagem, perto do intervalo e na sequência de (mais) um penalty discutível a nosso favor (já podemos ser roubados durante o campeonato todo que nos vão sempre atirar à cara os jogos desta competição para as equipas B) convertido pelo único marcador do Benfica nesta taça, o Adu, esperei que, se não ganhássemos, ao menos levássemos a partida para os penalties. No entanto, esqueci-me do novo reforço do V. Setúbal, o costa-marfinense Zoro, que teve papel preponderante na reviravolta. O lance do 1-1 é patético (magnífica assistência) e no 1-2 ele consegue deixar o avançado rematar à vontade dentro da área.
Agora que acabou esta competição para os habituais suplentes, espero que se tire as ilações devidas. O Luís Filipe, Miguelito e Zoro não têm lugar no plantel. É preferível ter juniores que sempre são mais baratos e ainda têm margem de progressão, ao contrário daqueles três. Nunca hão-de passar da mediania e de vez em quando têm paragens cerebrais que nos custam golos (o modo como o Miguelito é batido pelo defesa-direito deles no lance do 1-1 é inacreditável). O Andrés Diaz pode ser emprestado, porque também aparenta ser um jogador vulgar. O Di María parece que precisa de férias. O Edcarlos, a jogar a trinco, foi quem fez os nossos dois melhores remates à baliza, ambos de cabeça. O C. Rodríguez esteve apagado, mas o homem não é de ferro. Alguém, por favor, coloque o Bergessio a ver sessões contínuas de jogos do Eusébio, para ele aprender como se coloca o corpo na hora de rematar à baliza. O Adu foi dos melhorzinhos e não percebi a sua saída já depois do 1-2 (não era preferível ter tirado o Zoro e recuado o Edcarlos?).
Perdemos uma excelente oportunidade de conquistar algo este ano. É uma competição secundária, mas faz parte do calendário oficial, portanto tínhamos obrigação de fazer mais. Espero que a brincadeira não se repita na Taça de Portugal, mas acho que aí o Camacho não vai arriscar desta maneira. Até porque nessa altura não estaremos tão sobrecarregados de jogos.
Num restaurante durante uma festa de anos é difícil ter toda a atenção disponível para a TV, mas mesmo assim consegui ver o jogo na sua totalidade. Depois de nos colocarmos em vantagem, perto do intervalo e na sequência de (mais) um penalty discutível a nosso favor (já podemos ser roubados durante o campeonato todo que nos vão sempre atirar à cara os jogos desta competição para as equipas B) convertido pelo único marcador do Benfica nesta taça, o Adu, esperei que, se não ganhássemos, ao menos levássemos a partida para os penalties. No entanto, esqueci-me do novo reforço do V. Setúbal, o costa-marfinense Zoro, que teve papel preponderante na reviravolta. O lance do 1-1 é patético (magnífica assistência) e no 1-2 ele consegue deixar o avançado rematar à vontade dentro da área.
Agora que acabou esta competição para os habituais suplentes, espero que se tire as ilações devidas. O Luís Filipe, Miguelito e Zoro não têm lugar no plantel. É preferível ter juniores que sempre são mais baratos e ainda têm margem de progressão, ao contrário daqueles três. Nunca hão-de passar da mediania e de vez em quando têm paragens cerebrais que nos custam golos (o modo como o Miguelito é batido pelo defesa-direito deles no lance do 1-1 é inacreditável). O Andrés Diaz pode ser emprestado, porque também aparenta ser um jogador vulgar. O Di María parece que precisa de férias. O Edcarlos, a jogar a trinco, foi quem fez os nossos dois melhores remates à baliza, ambos de cabeça. O C. Rodríguez esteve apagado, mas o homem não é de ferro. Alguém, por favor, coloque o Bergessio a ver sessões contínuas de jogos do Eusébio, para ele aprender como se coloca o corpo na hora de rematar à baliza. O Adu foi dos melhorzinhos e não percebi a sua saída já depois do 1-2 (não era preferível ter tirado o Zoro e recuado o Edcarlos?).
Perdemos uma excelente oportunidade de conquistar algo este ano. É uma competição secundária, mas faz parte do calendário oficial, portanto tínhamos obrigação de fazer mais. Espero que a brincadeira não se repita na Taça de Portugal, mas acho que aí o Camacho não vai arriscar desta maneira. Até porque nessa altura não estaremos tão sobrecarregados de jogos.
segunda-feira, outubro 22, 2007
American's cup
Um casamento de um familiar fez com que perdesse o 2º jogo do Benfica ao vivo desde que a Nova Catedral foi inaugurada (quem é que se lembra de casar num dia em que o Glorioso joga, anyway?!) e um outro motivo de força (bastante) maior fez com que não só ainda não tivesse visto a gravação deste empate frente ao V. Setúbal (1-1), como não pudesse postar antes desta hora. Mas enfim, na saúde infelizmente nós ainda não mandamos...
Pelo meio tive oportunidade de ver o resumo e perdemos boas oportunidades. O golo deles resulta de um escandaloso fora-de-jogo (está vingado o penalty da Amadora) e o tento do Adu já nos descontos é muito bom. Parece que o americano merece mais oportunidades de jogar. Eu sei que nem sequer é comparável, mas ao menos o Setúbal não conseguiu um resultado tão bom como o Fátima...
[Adenda: vi finalmente o jogo e não poderia estar mais em desacordo com o que ouvi na rádio e li por aí. Não acho de todo que tenhamos feito um péssimo jogo. O V. Setúbal ainda não perdeu para o campeonato, empatou no WC e jogou com a equipa titular, enquanto nós só alinhámos com quatro titulares (considerando o Binya titular). Criámos situações mais que suficientes para resolver a eliminatória já na Luz e o V. Setúbal, depois do golo irregular, só teve mais uma situação de perigo com um cabeceamento rente ao poste. O Nuno Assis foi dos melhorzinhos, o Katsouranis foi quem mais empurrou a equipa para a frente, o Bergessio precisa urgentemente de não imitar os jogadores de rugby, para o Binya todos os adversários são iguais, o Dabao e o Adu vieram mexer com o nosso jogo, o Di Maria foi o melhor na 1ª parte, mas desapareceu na 2ª, o Zoro ofereceu um golo, felizmente recusado pelo V. Setúbal, o Luís Filipe esteve ao seu nível habitual, o Miguelito por este andar jamais se constituirá opção ao Léo e o Fábio Coentrão precisa de rodar para não se perder de vez.]
Pelo meio tive oportunidade de ver o resumo e perdemos boas oportunidades. O golo deles resulta de um escandaloso fora-de-jogo (está vingado o penalty da Amadora) e o tento do Adu já nos descontos é muito bom. Parece que o americano merece mais oportunidades de jogar. Eu sei que nem sequer é comparável, mas ao menos o Setúbal não conseguiu um resultado tão bom como o Fátima...
[Adenda: vi finalmente o jogo e não poderia estar mais em desacordo com o que ouvi na rádio e li por aí. Não acho de todo que tenhamos feito um péssimo jogo. O V. Setúbal ainda não perdeu para o campeonato, empatou no WC e jogou com a equipa titular, enquanto nós só alinhámos com quatro titulares (considerando o Binya titular). Criámos situações mais que suficientes para resolver a eliminatória já na Luz e o V. Setúbal, depois do golo irregular, só teve mais uma situação de perigo com um cabeceamento rente ao poste. O Nuno Assis foi dos melhorzinhos, o Katsouranis foi quem mais empurrou a equipa para a frente, o Bergessio precisa urgentemente de não imitar os jogadores de rugby, para o Binya todos os adversários são iguais, o Dabao e o Adu vieram mexer com o nosso jogo, o Di Maria foi o melhor na 1ª parte, mas desapareceu na 2ª, o Zoro ofereceu um golo, felizmente recusado pelo V. Setúbal, o Luís Filipe esteve ao seu nível habitual, o Miguelito por este andar jamais se constituirá opção ao Léo e o Fábio Coentrão precisa de rodar para não se perder de vez.]
quinta-feira, setembro 27, 2007
Fraquíssimo
Eliminámos o E. Amadora da Taça da Liga nos penalties (5-4) depois de um empate 1-1 nos 90’, mas esse foi o único facto positivo do jogo de ontem. A exibição foi má demais para ser verdade e assim os habituais titulares da equipa não têm com que se preocupar, porque não é a jogar deste modo que a maioria dos que actuaram ontem lhes pode roubar o lugar.
Com a agradável companhia do D’Arcy, TMA e Jota fui à Amadora na esperança de ver alguns jogadores da nossa 2ª linha mostrarem que são opções válidas, mas a desilusão foi muito grande. A 1ª parte praticamente não existiu e só um remate do Di Maria e outro de livre do Maxi Pereira criaram perigo. Aliás, esse remate do argentino proporcionou ao guardião contrário a única(!) defesa de todo o jogo. O E. Amadora marcou aos 35’ através de um livre do Maurício a quase 30m da baliza, em que eu comentei a minha estranheza pelo facto de só termos três jogadores na barreira. Nem de propósito, a bola passou pelo local onde deveria ter estado o 4º jogador. Para além disso e apesar da força do remate, ficou a sensação que o Butt poderia ter feito melhor.
Na 2ª parte entrou o Adu e saiu o Maxi Pereira (o qual me começa a preocupar, já que pela 2ª vez consecutiva efectuou uma péssima exibição). O nosso jogo melhorou um pouco, mas não conseguíamos criar situações de perigo. O E. Amadora jogava em contra-ataque, mas mesmo assim o Butt fez mais defesas que o guardião contrário. O Yu Dabao saía muitas vezes da área e depois não estava lá ninguém para concretizar. Dominávamos o E. Amadora, mas o nosso jogo era muito aos repelões. A desinspiração era geral. O Di Maria, curiosamente ou talvez não, desde que deixou de actuar a extremo-esquerdo (como nos jogos frente ao Copenhaga e Nacional), tem vindo a perder protagonismo, o C. Rodríguez era dos mais esforçados mas sem grande espaço para criar perigo, o Binya esteve discreto e o Yu Dabao precisa de crescer. Na defesa, o Luisão e o Zoro foram dos melhorzinhos, ou melhor, dos menos maus, o Léo pode continuar a dormir descansado enquanto o Miguelito jogar desta forma e o Nélson necessita de readquirir o ritmo. O Adu foi o único ponto positivo em termos individuais. Deixou-se daquelas fintas inconsequentes de passar os pés por cima da bola e ficar no mesmo sítio, como no jogo frente aos dinamarqueses, e parece mais objectivo. Tem bom toque de bola e, quando o utilizava ao 1º toque, criava alguns desequilíbrios. Em termos muito negativos, tenho que falar do Nuno Assis. É urgente alguém rever o contrato dele, para verificar se não existe uma cláusula que o impeça de jogar para a frente! É exasperante a forma como só joga para o lado e para trás, impedindo consecutivamente o desenvolvimento de ataques rápidos.
Empatámos através de um penalty inexistente aos 90’. O Binya rematou fora da área, um jogador do E. Amadora levantou os braços, mas o que é certo é que a bola lhe bateu na cabeça. Ou muito me engano, ou conforme comentávamos na bancada, vamos ter que levar com este penalty durante a época toda. O Sr. Duarte Gomes tenta redimir-se do célebre penalty do Jardel na antiga Luz. Os que sofremos frente ao Leixões e V. Guimarães, e que nos custaram quatro pontos, já ninguém se vai lembrar. O Adu marcou-o muito bem e fomos para os penalties. Só falhámos um, precisamente pelo Butt, que rematou sem nenhuma concentração e a bola claro que foi ao lado. O que vale é que eles falharam dois e assim sendo seguimos, de forma algo imerecida, para a próxima eliminatória.
P.S. – Viva o Fátima!
Com a agradável companhia do D’Arcy, TMA e Jota fui à Amadora na esperança de ver alguns jogadores da nossa 2ª linha mostrarem que são opções válidas, mas a desilusão foi muito grande. A 1ª parte praticamente não existiu e só um remate do Di Maria e outro de livre do Maxi Pereira criaram perigo. Aliás, esse remate do argentino proporcionou ao guardião contrário a única(!) defesa de todo o jogo. O E. Amadora marcou aos 35’ através de um livre do Maurício a quase 30m da baliza, em que eu comentei a minha estranheza pelo facto de só termos três jogadores na barreira. Nem de propósito, a bola passou pelo local onde deveria ter estado o 4º jogador. Para além disso e apesar da força do remate, ficou a sensação que o Butt poderia ter feito melhor.
Na 2ª parte entrou o Adu e saiu o Maxi Pereira (o qual me começa a preocupar, já que pela 2ª vez consecutiva efectuou uma péssima exibição). O nosso jogo melhorou um pouco, mas não conseguíamos criar situações de perigo. O E. Amadora jogava em contra-ataque, mas mesmo assim o Butt fez mais defesas que o guardião contrário. O Yu Dabao saía muitas vezes da área e depois não estava lá ninguém para concretizar. Dominávamos o E. Amadora, mas o nosso jogo era muito aos repelões. A desinspiração era geral. O Di Maria, curiosamente ou talvez não, desde que deixou de actuar a extremo-esquerdo (como nos jogos frente ao Copenhaga e Nacional), tem vindo a perder protagonismo, o C. Rodríguez era dos mais esforçados mas sem grande espaço para criar perigo, o Binya esteve discreto e o Yu Dabao precisa de crescer. Na defesa, o Luisão e o Zoro foram dos melhorzinhos, ou melhor, dos menos maus, o Léo pode continuar a dormir descansado enquanto o Miguelito jogar desta forma e o Nélson necessita de readquirir o ritmo. O Adu foi o único ponto positivo em termos individuais. Deixou-se daquelas fintas inconsequentes de passar os pés por cima da bola e ficar no mesmo sítio, como no jogo frente aos dinamarqueses, e parece mais objectivo. Tem bom toque de bola e, quando o utilizava ao 1º toque, criava alguns desequilíbrios. Em termos muito negativos, tenho que falar do Nuno Assis. É urgente alguém rever o contrato dele, para verificar se não existe uma cláusula que o impeça de jogar para a frente! É exasperante a forma como só joga para o lado e para trás, impedindo consecutivamente o desenvolvimento de ataques rápidos.
Empatámos através de um penalty inexistente aos 90’. O Binya rematou fora da área, um jogador do E. Amadora levantou os braços, mas o que é certo é que a bola lhe bateu na cabeça. Ou muito me engano, ou conforme comentávamos na bancada, vamos ter que levar com este penalty durante a época toda. O Sr. Duarte Gomes tenta redimir-se do célebre penalty do Jardel na antiga Luz. Os que sofremos frente ao Leixões e V. Guimarães, e que nos custaram quatro pontos, já ninguém se vai lembrar. O Adu marcou-o muito bem e fomos para os penalties. Só falhámos um, precisamente pelo Butt, que rematou sem nenhuma concentração e a bola claro que foi ao lado. O que vale é que eles falharam dois e assim sendo seguimos, de forma algo imerecida, para a próxima eliminatória.
P.S. – Viva o Fátima!
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