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segunda-feira, agosto 03, 2020

Vexame

A selecção da Holanda, perdão, o Benfica foi derrotado pelo CRAC por 1-2 na final da Taça de Portugal no passado sábado. Foi a ‘cereja no topo de (um dos piores) bolos’ da nossa gloriosa história, uma época absolutamente pavorosa cujas explicações vou aguardar para nos serem dadas.

 

Não, a vergonha não é perder uma final pela vantagem mínima para o campeão nacional. A vergonha é, depois de tudo o que se passou na temporada, depois de sete pontos de vantagem atirados ao ar, disputar uma final da Taça perante o adversário que nos tirou o título e apresentar aquele futebol, aquela garra e aquela (falta de) vontade de vencer! Vergonha é conseguir perder uma final depois de o adversário ficar a jogar com 10 aos 38’! Vergonha é ter a capacidade de sofrer dois golos de um adversário em inferioridade numérica! Vergonha é não se demonstrar por uns quantos minutos que fosse durante o jogo todo que se merecia ganhá-lo! Vergonha é fazer-nos a todos sentir que, se aquela bola ao poste do Jota já na compensação entrasse e houvesse prolongamento, isso seria uma injustiça (apesar de, obviamente, eu viver muito bem com isso)!

 

Numa partida muito fraca, o CRAC foi ligeiramente melhor enquanto estiveram 11 para 11. Depois de o Sr. Soares Dias ter mostrado o segundo amarelo (e bem, já que até seria vermelho directo) ao Luis Diaz, praticamente em cima do intervalo, passámos a ter naturalmente maior posse de bola, mas sem criar grandes oportunidades. A 2ª parte começou pessimamente, com um frango do Vlachodimos aos 47’ (soca mal uma bola quando só estava rodeado de jogadores do Benfica) num livre para a nossa área e o Mbemba a fazer o 0-1 de cabeça. Logo aí, pela expressão facial dos jogadores do Benfica, se viu que seria muito complicado dar a volta àquilo. E ainda faltava praticamente toda a 2ª parte para jogar! Pior se tornaram as coisas aos 58’ quando, em novo livre para a nossa área, o Mbemba bisou novamente de cabeça. Com as entradas do Taarabt e Carlos Vinícius por volta da hora de jogo, as coisas melhoraram um pouco, porque aquele conseguiu finalmente levar o nosso jogo para a frente. O melhor marcador do campeonato falhou um golo inacreditável ao cabecear pessimamente a bola num cruzamento do André Almeida a cerca de 15’ do fim, mas bateu bem o penalty por falta sobre o Rafa aos 84’, reduzindo a vantagem do CRAC. Já na compensação, o também entrado Jota teve o tal remate de primeira de pé esquerdo ao poste, que teria levado o jogo para um injusto prolongamento.

 

Foi abster-me de fazer apreciações individuais e termino só com o seguinte:

- Alguém considerou que, com a saída do Bruno Lage, o seu treinador-adjunto seria uma boa escolha para o que faltava jogar da temporada, nomeadamente a importantíssima final da Taça de Portugal.

- Alguém considerou que, com a saída do Bruno Lage, o responsável pelo treino das bolas paradas (que tão bons resultados deu durante a época...) seria o melhor para nos permitir ganhar a segunda prova mais importante do calendário nacional. (Que perdemos, oh que surpresa(!), em dois lances de bolas paradas...!)

- Alguém considerou que, com a saída do Bruno Lage, a equipa ficava bem entregue a quem diz, na véspera desta final, que este não era “o jogo mais importante da época” (nem é preciso comentar...).

 

Claro que alguém deveria ser responsabilizado por esta vergonha que se passou no sábado. E, obviamente, pela péssima época que fizemos!

 

P.S. – Agora a sério, que m**** de equipamento é aquele?! Vermelho alaranjado?! Sem um pingo de branco na camisola?! Números a preto nos calções?! Patrocínio da Emirates a preto sobre vermelho alaranjado que faz com que pura e simplesmente seja indecifrável à distância?! Que o marketing da Adidas precise de inovar eu ainda compreendo, mas que não haja ninguém responsável do Benfica que olhe para aquilo e diga “eh, desculpem lá, mas nem pensar!” isso é absolutamente incompreensível! É o equipamento principal do clube, PORRA, “vermelho e branco”(!), é assim tão difícil de entender?!?!

 

Quem acha que basta ter o emblema do Benfica para um qualquer equipamento ser bonito, suponho que não se importe que no futuro a camisola alternativa passe a ser toda verde ou azul, certo?!

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

Passámos

Empatámos em Famalicão (1-1) e passados três anos vamos voltar ao Jamor para a final da Taça. E, pronto, o positivo acerca do jogo de ontem resume-se a isto. Três dias depois da derrota em Mordor, fizemos uma exibição muito pobre com uma 2ª parte do pior que já foi visto esta época. E acho bem que acendamos todos uma velinha a São Vlachodimos, porque se vamos à final da Taça a ele o devemos.

O Bruno Lage promoveu duas alterações em relação à partida de sábado, com as entradas do Florentino e Cervi para os lugares do Weigl e Chiquinho, tendo o Rafa passado novamente para as costas do Carlos Vinícius. O encontro começou mais ou menos equilibrado e conseguimos colocar-nos em vantagem aos 24’: perda de bola do Famalicão em zona proibida, recuperação do Pizzi, abertura na esquerda no C. Vinícius, centro para a pequena-área, toque do Cervi de calcanhar para trás, que tirou o guarda-redes do caminho e o Pizzi atirou com sucesso para a baliza deserta. Logo a seguir ao golo, tivemos uma boa jogada em que poderíamos ter feito o xeque-mate à eliminatória, mas um defesa do Famalicão cortou o lance. A partir daí, foi o Vlachodimos a entrar a acção: tirou dois autênticos golos ao Toni Martínez e Diogo Gonçalves que lhe apareceram isolados pela frente, em ambos os casos (mas especialmente no primeiro) com grandes culpas do Ferro e em cima do intervalo defendeu outro remate de fora da área novamente do Toni Martínez. O Famalicão ainda marcou um golo, num livre para a área em que há um jogador que não só empurra o Rúben Dias(!) como abalroa o Vlachodimos(!), mas como foi fora da pequena-área o Sr. Jorge Sousa deixou passar, tendo-nos valido que estava em fora-de-jogo por 31 cm. Inacreditável como não se marca aquela falta sobre o nosso guarda-redes!

Para a 2ª parte, esperava-se alguma reacção da nossa parte, mas estivemos ainda pior. Não só não conseguimos ligar dois passes seguidos em zona de ataque, como começámos a defender muito atrás e deixámos que o Famalicão nos encostasse às cordas durante praticamente todo o tempo. Voltou a valer-nos o Vlachodimos que lá foi resolvendo como pôde, mas aos 78’ sofremos mesmo o empate através do Toni Martínez: variação de flanco para a direita, centro do Diogo Gonçalves e o avançado a antecipar-se à tentativa de corte em carrinho do Rúben Dias. Mais um golo deles e estaríamos fora do Jamor. Sofremos um bom bocado ainda, com alguns remates de fora da área, mas que passaram por cima, e tivemos a segunda(!) oportunidade de golo já nos descontos, quando o entretanto entrado Seferovic conseguiu atirar ao lado só com o guarda-redes pela frente, depois de uma boa jogada individual do Chiquinho que o isolou. Quando se ouviu o apito final, foi um enorme alívio!

Em termos individuais, só o Vlachodimos merece destaque. E que destaque! Devemos-lhe o Jamor. Sem exagero nenhum. O Taarabt ainda tentou construir alguma coisa, especialmente na 1ª parte, mas não teve parceria à altura. O Pizzi marcou o golo da vitória, mas como vem sendo habitual passou ao lado do jogo, e esse golo tem o carimbo do Cervi, que voltou à titularidade e foi novamente o combativo do costume. O Rafa também ainda está muito longe da sua condição habitual e, com os desequilibradores ausentes, é muito difícil construirmos algo de jeito. Muito preocupante é a forma do Ferro! Está um autêntico passador e o pior de tudo é que teremos de adaptar um jogador para o seu lugar, quando ele for para o banco. E ou melhora muito rapidamente, ou vai mesmo ter que ir! Já se sabe que o Grimaldo não é um muro a defender e com o Ferro nesta forma temos ali um buraco que urge resolver rapidamente.

Daqui a uns tempos ninguém se irá lembrar de mais nada deste jogo sem ser o resultado. E ainda bem, porque ele significou mais uma final da Taça (tal como este que foi horrível e sofrido, mas que também valeu a ida ao Jamor). No entanto, temos que melhor a qualidade exibicional muito rapidamente, porque a jogar desta maneira não vamos estar a sorrir no final da época.

quarta-feira, fevereiro 05, 2020

Complicado

Vencemos ontem o Famalicão na Luz por 3-2 na 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. Tal como o resultado indica, foi uma partida extremamente complicada em que, para mais, aos 78’ estávamos a perder por 1-2.

Felizmente em relação aos jogos anteriores da Taça, o Bruno Lage lá considerou que tínhamos de jogar com guarda-redes e o Vlachodimos estreou-se a titular nesta competição. Para além disso, entraram também o Jardel, Chiquinho e Seferovic, tendo a dupla de meio-campo sido Gabriel e Taarabt por via do impedimento do Weigl. O Famalicão mostrou desde cedo que não estava na Luz para o empate e o jogo foi muito repartido praticamente desde o início. Nós voltámos a evidenciar grandes dificuldades para ter um jogo escorreito, nomeadamente pela falta de velocidade no último terço do campo. A 1ª parte foi por isso algo sensaborona apenas com duas grandes oportunidades para cada lado, mas tanto o Chiquinho como o Pedro Gonçalves atiraram ao lado, quando estavam em muito boa posição. Nós ainda tivemos outro lance de perigo, mas o Seferovic chegou atrasado a um centro-remate do Pizzi.

Na 2ª parte, as coisas alteraram-se com muito mais velocidade de ambas as equipas. Inaugurámos o marcador aos 53’através do Pizzi, na marcação de um penalty indiscutível por braço de um defesa. Quando se esperava que fôssemos capazes de controlar a partida e tentar aumentar a vantagem sem sofrermos golos, aconteceu exactamente o contrário. O Pedro Gonçalves passou por vários dos nossos jogadores aos 60’, abriu na direita no Diogo Gonçalves, que lhe devolveu a bola para ele desfeitear o Vlachodimos. Pouco depois, poderíamo-nos ter colocado novamente na posição de vencedor, mas o Chiquinho preferiu cair na área em vez de marcar, tendo depois sido assinalado um fora-de-jogo ao Cervi. Aos 73’, vimos o Jamor por um canudo com o 1-2 do Toni Martínez numa jogada de contra-ataque finalizada com um remate rasteiro sem hipóteses para o Vlachodimos. Pouco antes disso, já tinham entrado o Carlos Vinícius e o Rafa para os lugares do Chiquinho e Rafa, e foram eles os dois a fabricar o golo do empate aos 78’: remate na área do C. Vinícius que o Vaná não conseguiu agarrar e recarga vitoriosa do Rafa. Logo a seguir, valeu-nos o Vlachodimos que impediu novo golo do Famalicão numa defesa de recurso, depois de um remate contrário ter sido desviado por um defesa nosso. Como já nos estávamos a dever há algum tempo, conseguimos fazer o golo da vitória no último minuto de compensação (95’) num canto do Grimaldo na esquerda e entrada de rompante do Gabriel. Foi um triunfo precioso mesmo ao cair do pano, porque a 2ª mão seria totalmente diferente se tivéssemos que ir atrás do resultado.

Em termos individuais, o Taarabt voltou a ser o melhor do Benfica e o único que fez algum transporte de bola para a frente com qualidade. O Vlachodimos mostrou novamente como é importante jogar com guarda-redes. De resto, ninguém mais se destacou por aí além, com o Gabriel a ter uma lentidão por vezes exasperante no meio-campo, mas quem marca o golo da vitória está automaticamente perdoado, e o Pizzi a demonstrar que está completamente fora de forma (meu rico Salvio, por onde andas...?!). Quanto ao Seferovic, a crise de confiança é enorme e notou-se logo a diferença quando entrou o C. Vinícius.

A 2ª mão disputar-se-á na próxima 3ª feira, apenas três dias depois da ida a Mordor. Vai ser extremamente difícil dado que o Famalicão foi provavelmente a melhor equipa que vimos este ano na Luz. Bela ocupação do espaço, manietação da nossa saída de bola e velocidade e qualidade na frente. Veremos como será, mas tendo sempre presente que uma não-ida ao Jamor seria um falhanço enorme.

quarta-feira, janeiro 15, 2020

“Agora sem mãos”

Vencemos o Rio Ave na Luz por 3-2 e estamos nas meias-finais da Taça de Portugal. Pela segunda vez em quatro dias, tivemos de dar a volta ao marcador, sendo que ontem até o fizemos duas vezes no próprio jogo. O Rio Ave tem a fama de ser das equipas que melhor futebol pratica e não deixou o seu crédito por mãos alheias. Até aos 64’, estávamos a ver o Jamor por um canudo, mas felizmente tudo mudou graças a um dos patinhos feios do 3º anel.

Começámos a partida praticamente a perder, com o 0-1 logo aos 4’. Lançamento em profundidade, o Zlobin tem certamente uma trela em fio invisível que o prende aos postes, não saiu para cortar a bola e o Rúben Dias teve que fazer uma falta quase à entrada da área. No livre, o Lucas Piazon marcou um grande golo. Reagimos bem e aos 13’ restabelecemos a igualdade através do Cervi, num remate forte de pé direito(!), depois de uma assistência do Carlos Vinícius. O Rio Ave não se limitava a defender e passámos por alguns calafrios na defesa, até porque o Ferro está muito longe da melhor forma. Perto da meia-hora, o Chiquinho sofre um claro toque no pé de apoio na grande-área, mas nem o Sr. Artur Soares Dias, nem o VAR sr. Tiago Martins acharam por bem marcar penalty. Na sequência do lance, sofremos o 1-2 pelo Taremi, num chapéu de cabeça(!) de fora da área, porque, lá está, a trela invisível do Zlobin fê-lo ficar a meio caminho entre ficar nos postes e sair deles... Até ao intervalo, ambas as equipas poderiam ter marcado e o Sr. Artur Soares Dias reverteu (e bem) um penalty inexistente a nosso favor.

Na 2ª parte, a nossa pressão aumentou bastante e o Rio Ave já não conseguiu sair com o mesmo perigo do primeiro tempo. Como o volume de jogo era muito grande e continuávamos sem marcar, à passagem da hora de jogo o Bruno Lage fez entrar o Seferovic para o lugar do Ferro, recuando o Weigl para central. E foi o suíço a resolver a eliminatória a nosso favor. Depois de um trio de falhanço incríveis frente ao Aves, aos 64’ restabeleceu a igualdade de pé esquerdo em nova assistência do C. Vinícius já dentro da área e aos 71’ colocou-nos pela primeira vez em vantagem, na sequência de uma insistência do Pizzi na direita, com um remate de primeira de pé direito. Sem um defesa-central e sem trinco, fomos tentando contrariar a expectável subida no terreno do adversário e até nem nos demos mal. No entanto, acho que o Lage deveria ter optado por fazer entrar o Samaris mais cedo, porque a partir do momento em que o fez (pouco depois dos últimos 10’) fechámos ainda melhor os caminhos para a nossa baliza. Até final, ainda deu para o Chiquinho atirar uma bola à barra e o Seferovic falhar escandalosamente a recarga, e o Rafa regressar à competição quase três meses depois substituindo o Cervi.

Cervi, esse, que foi provavelmente o melhor em campo e pôs a Luz a gritar por mais de uma vez o seu nome. Sempre gostei do extremo argentino, que não tem a magia dos seus antecessores (Di María e Gaitán), mas é um lutador nato, acabou o jogo esgotado fisicamente, depois de ajudar mais uma vez o Grimaldo na defesa e ainda teve tempo para marcar um belo golo. Outra boa exibição foi a do Taarabt a meio-campo, apesar de uns quantos passes falhados na 1ª parte. O C. Vinícius não marcou, mas fez mais duas assistências e foi naturalmente decisivo. Por outro lado, espero que este bis devolva ao Seferovic a confiança que tanta falta lhe tem feito. O Pizzi acabou por fazer uma assistência, mas está claramente numa fase de menor fulgor e durante boa parte do jogo só fez disparates.

Mas vamos então falar do elefante no meio da sala: será que a equipa técnica do Benfica não esteve em Setúbal na Taça da Liga?! Será que não viu como sofremos os dois golos?! Que ideia é esta de não rodar ninguém, excepto somente talvez a posição mais importante de uma equipa: o guarda-redes?! Será que estamos a tentar provar que conseguimos ganhar uma competição sem guarda-redes?! É que parece mesmo aquela anedota, mas ou muito me engano ou se o Bruno Lage insistir neste disparate, da próxima vez vai ser mesmo “sem dentes”! Quase apetece dizer: volta, Bruno Varela, que estás perdoado! (Lage: por favor, já chega, sim?!)

domingo, dezembro 22, 2019

Taças distintas

Vencemos o Braga na Luz (2-1) na passada 4ª feira e apurámo-nos para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Ao invés, empatámos ontem em Setúbal (2-2) na 3ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga, mas mesmo que tivéssemos vencido não nos teríamos apurado, porque o V. Guimarães ganhou em casa ao Covilhã e vai à final four desta competição.

Em relação ao jogo frente aos minhotos, só entrou o Zlobin em vez do Vlachodimos e o resto da equipa foram os habituais titulares. A partida era bastante difícil, mas a nossa resposta foi positiva e valorizada pelo facto de termos estado a perder relativamente cedo com um autogolo do Ferro aos 14’. A resposta veio pouco depois, com o Pizzi a igualar num remate de fora da área aos 19’. Apanhámos novo susto perto da meia-hora num livre do defesa-esquerdo Sequeira, que passou rente ao poste, mas respondemos em cima do intervalo com um remate rasteiro ao poste do Chiquinho.

Entrámos melhor na 2ª parte e o Carlos Vinícius teve um cabeceamento defendido pelo Tiago Sá, quando estava em boa posição depois de um centro largo do Pizzi. E foi o mesmo C. Vinícius a colocar-nos finalmente em vantagem aos 62’, num remate já de pouco ângulo, depois de desmarcado pelo Taarabt, com o guarda-redes contrário a ser mal batido, ao tocar na bola e fazer com que ela rodopiasse para dentro da baliza. Com a sequência de jogos dos últimos tempos, começámos a quebrar fisicamente e não fomos tantas vezes à procura do terceiro golo quanto seria desejável. O Braga lá foi respondendo, ainda meteu a bola na baliza, mas em claro fora-de-jogo (inacreditável o tempo que o Sr. Artur Soares Dias e o VAR Carlos Xistra – que dupla...! – demoraram a decidir) e teve a melhor ocasião num remate do Paulinho por cima, quando estava em boa posição. Na parte final do jogo, deveríamos ter marcado o golo da tranquilidade, mas o Tiago Sá defendeu bem um remate cruzado do Pizzi e o entretanto entrado Seferovic tirou o golo ao mesmo Pizzi mesmo em cima dos 90’.

Em termos individuais, destaque para o Pizzi, com mais um golo, para o Chiquinho que se vai consolidando no onze, também pelo seu trabalho de recuperação de bola, e novamente para a dupla Gabriel-Taarabt pela dinâmica que imprimem ao nosso jogo.

Uma última palavra para a arbitragem do Sr. Artur Soares Dias: depois do Fábio Veríssimo frente ao Marítimo, pensei que não poderia ver pior. Enganei-me. Há uma sequência de faltas a nosso favor na 1ª parte que inacreditavelmente não foram assinaladas, o tempo que demorou no golo anulado ao Braga (cujo fora-de-jogo é claríssimo) é vergonhoso, por comparação ao tempo que (não) demorou no lance de possível mão na área a nosso favor. Enfim, dá a sensação de que este senhor perde as estribeiras muito facilmente quando o jogo começa a fugir ao seu controlo. O pior é que é sempre contra uma certa equipa...

Ontem, em Setúbal, o Bruno Lage fez o que já tinha avisado e colocou uma equipa sem um único titular (a excepção foi o Tomás Tavares porque o André Almeida continua lesionado). Não estávamos dependentes de nós, mas tínhamos obrigação de ter jogado melhor, especialmente na 1ª parte que foi bastante fraca e só um livre do Gedson deu a sensação de golo. A 2ª parte não poderia ter começado melhor, porque aos 49’ um erro clamoroso de um jogador do V. Setúbal num atraso ao guarda-redes isolou o Raúl de Tomás, que não perdoou. O Seferovic atirou uma bola ao poste, aproveitando a descoordenação entre defesa e guarda-redes, e aos 73’ parecia que tínhamos acabado com o jogo com o 2-0 num golão do Jota, num remate em arco sobre o lado esquerdo. No entanto, aos 83’ foi a vez do Zlobin entrar negativamente na história do jogo com um frango monumental, ao não conseguir desviar uma bola cruzada em balão e permitir ao Hélder Guedes reduzir de cabeça para 1-2. E, já em tempo de compensação (92’), deixámos fugir a vitória com novo golo do H. Guedes num remate acrobático em balão com a canela de fora da área, aproveitando outro falhanço clamoroso, desta feita do estreante Morato e uma má colocação nos postes do Zlobin, que teve tempo para dar um passo atrás, que lhe teria permitido afastar em bola. Deixámos fugir a vitória de uma maneira inconcebível.

Destaque positivo só para o agora titular Tomás Tavares. Todos os outros foram muito medianos para não dizer pior. O Chiquinho, quando entrou, imprimiu logo outra dinâmica, mas não foi suficiente para nos fazer ganhar o jogo. E isto, porque o nosso guarda-redes ofereceu literalmente dois golos. É urgente irmos agora ao mercado buscar um possível substituto do Vlachodimos, porque se este se lesiona toda a nossa época pode estar em causa. É que ou muito em engano ou com o Zlobin ainda teríamos saudades do Bruno Varela... Também o estreante Morato teve uma falha enorme no segundo golo e não me convenceu por aí além. Ou evolui muito ou para Edcarlos já cá tivemos um.

segunda-feira, novembro 25, 2019

Penoso

Vencemos em Vizela por 2-1 e qualificámo-nos para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. E, pronto, (quase) tudo de positivo sobre o jogo de sábado resume-se a este facto. Foi mais uma exibição da nossa parte a roçar o hediondo perante uma equipa do Campeonato de Portugal (na prática a III Divisão nacional), que jogou mais de uma hora com dez jogadores!

O Bruno Lage não fez grandes alterações na equipa habitualmente titular (Zlobin, Jardel, Samaris, Jota e Raúl de Tomás foram as novidades), mas entrámos em campo a dormir. De tal forma, que aos 9’ já estávamos a perder por 0-1 com um golo do Samu num remate rasteiro de fora de área, em que o Zlobin se fez à bola em câmara lenta. Um livre do Grimaldo, que passou perto da barra, foi o nosso lance mais perigoso da 1ª parte e nem a expulsão por (justo) segundo amarelo aos 26’ nos motivou a jogar com mais velocidade, o que teria permitido que criássemos mais desequilíbrios na defesa contrária.

Na 2ª parte, entrou o Carlos Vinícius, mas continuámos a ter muitas dificuldades para criar perigo. Perante uma equipa do Campeonato de Portugal a jogar com dez jogadores. Repito: perante uma equipa do Campeonato de Portugal a jogar com dez jogadores...! As coisas estavam a ficar feias e o tempo a passar, mas aos 70’ lá conseguimos finalmente marcar num bom lance do Jota pela direita, com um centro bem medido para o Raúl de Tomás só ter que encostar. Logo a seguir, o Vizela ia-se adiantando novamente, mas felizmente o avançado chegou atrasado a um centro da esquerda. Mas nós também tivemos um remate do Grimaldo, que bateu com estrondo na barra, e uma cabeçada do C. Vinícius bem defendida pelo guarda-redes. Quando já se perspectiva o prolongamento, aos 86’, o entretanto entrado Caio Lucas enganou-se e fez um passe óptimo que isolou o C. Vinícius, que protegeu bem a bola do defesa nas suas costas e atirou rasteiro sem hipóteses para o guarda-redes.

Em termos individuais, menção apenas para o Jota que, no lado esquerdo do ataque, foi o único a ir para cima dos defesas e a tentar algo diferente das exasperante tabelinhas e lateralizações do nosso jogo. A sério, alguém que diga ao Chiquinho que não tem no contrato a obrigatoriedade de tabelar com o Pizzi, sempre que este lhe passa a bola...! O problema com o Jota é que me parece que ele rende melhor no flanco esquerdo do que no meio, mas esse lugar no flanco esquerdo será do Rafa quando este voltar. O C. Vinícius voltou a ser decisivo com o golo. Quanto aos menos, o Pizzi esteve muito longe do que tem feito, o Gabriel continua horrível desde os Açores (com a agravante de ter visto um amarelo bastante idiota por pontapear a bola depois de o árbitro lhe assinalar uma falta; o Bruno Lage devê-lo-ia ter substituído logo ali) e o Samaris também não esteve nada bem, talvez fruto da falta de ritmo. O Raúl de Tomás estava a fazer um jogo péssimo, mas pode ser que o golo lhe dê a confiança de que necessita (aqueles domínios de bola na grande-área não podem ser só fruto por acaso...). Quanto ao Zlobin, segurar a bola à primeira é algo que não lhe assiste… O Caio Lucas fez um bom passe para a desmarcação do C. Vinícius no 2-1 e já pode dizer aos netos que a sua passagem pelo Benfica teve um ponto alto.

Exibição para esquecer num jogo em que, se não tivesse havido a expulsão, não estava bem a ver como o poderíamos ganhar. Veremos quem nos vai calhar no sorteio de amanhã, mas a jogar assim duvido que consigamos grandes feitos esta época.

segunda-feira, outubro 21, 2019

Normal

Vencemos o Cova da Piedade em Almada (4-0) na 6ª feira e qualificámo-nos para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Foi uma vitória natural e expectável, mas que só se confirmou em pleno na 2ª parte.

Depois da paragem para as eleições e selecção, o Bruno Lage utilizou naturalmente grande parte dos titulares, até porque vem aí um jogo muito importante frente ao Lyon. No entanto, a 1ª parte foi muito lenta, na senda do que vínhamos fazendo até agora. O Cova da Piedade fechou-se muito bem na defesa, embora raramente tenha passado de meio-campo. Quando se esperava um nulo ao intervalo, abrimos o marcador em cima dos 45’ através do Pizzi, depois de uma boa tabelinha com o Carlos Vinícius, numa das poucas jogadas de jeito que fizemos na 1ª parte. O próprio Pizzi já tinha falhado escandalosamente um golo praticamente feito, em que foi isolado pelo mesmo C. Vinícius e permitiu a defesa do guarda-redes.

A 2ª parte foi bem mais tranquila, não só porque já estávamos a ganhar, como principalmente pelo facto de termos marcado o segundo golo logo aos 49’: bis do Pizzi, numa recarga a um remate do Raúl de Tomás, defendido para a frente pelo guarda-redes. A eliminatória ficou decidida e a dúvida era saber quantos golos marcaríamos. Aos 64’, fizemos o terceiro através do C. Vinícius na sequência de um engano do Caio Lucas, que conseguiu (ao menos uma vez na vida!) ganhar uma bola a um adversário na linha, tendo tirado partido de uma tabela involuntária com as pernas dele (claro... só assim é que conseguiu!). O jogo ainda deu para o regresso do Florentino, depois da malfadada lesão em Braga e fechámos o marcador já na compensação com novo golo do C. Vinícius, num remate muito forte, depois de uma boa insistência do entretanto entrado Gedson.

Em termos individuais, destaque para os marcadores dos dois golos, Pizzi e C. Vinícius, com o brasileiro a manter uma média muito interessante de golos por minutos. Tirando os golos, o melhor para mim foi o Samaris, com muito mais dinâmica do que em jogos anteriores, sempre em cima do lances e a recuperar inúmeras bolas. O Raúl de Tomás continua com uma relação difícil com a baliza, ou é o guarda-redes, ou um defesa ou o remate que é fraco demais, ou tem mais azares que os outros avançados todos juntos. É provavelmente tudo isso, mas lá que está a ser difícil marcar lá isso está. Quanto ao Caio Lucas, acho que já se pode dizer que preenchemos o mínimo exigível no âmbito da “quota Carrilho” e em Dezembro poderemos desejar-lhe “boa sorte para o resto da carreira”. Não dá mesmo.

Veremos o que nos reserva a próxima eliminatória da Taça, mas agora está na altura de nos concentrarmos na Champions, porque vem aí um jogo decisivo para a continuidade nas provas europeias e seria muito mau que assistíssemos à Europa no sofá em 2020. O que será o desfecho mais provável caso não ganhemos ao Lyon.