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domingo, dezembro 31, 2017

Empates

Empatámos na passada 6ª feira em Setúbal (2-2) na 3ª e última jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Depois de percursos brilhantes nas épocas passadas, em que só não chegámos às meias-finais na primeira das dez edições anteriores, este ano nem uma vitória conseguimos! Se o percurso na Champions foi vergonhoso, numa escala (obviamente) diferente, este também não lhe fica atrás.

Vindos das férias do Natal, o Rui Vitória não rodou os titulares e apostou numa equipa secundária para este jogo. Se o derby correr bem, foi genial, caso contrário, será crucificado. Digo desde já que acho esta opção de não os utilizar muito arriscada, mas veremos… Nem entrámos mal na partida, com o Rafa a mostrar-se mais empenhado que em jogos anteriores, mas em nove minutos (30’ e 39’) sofremos dois golos de bola parada, pelos centrais Vasco Fernandes e Pedro Pinto. No primeiro, o Svilar bateu no poste e teve que ser substituído uns minutos depois pelo Bruno Varela, que teve uma saída em falso na sua primeira intervenção da qual resultou o segundo golo. Confesso que temi o pior, porque mesmo sendo uma equipa de não-titulares uma derrota pesada deixa sempre mossa.

No entanto, a 2ª parte foi completamente diferente para melhor. Claro que o inenarrável Filipe Augusto ainda isolou o Gonçalo Paciência, mas o Varela redimiu-se do golo e saiu bem aos pés do avançado e evitou o 0-3. Aos 52’, aconteceu o momento do jogo: boa abertura do Rafa, domínio fabuloso no ar do João Carvalho, finta perfeita sobre um defesa e assistência para o Seferovic só ter que encostar. Que golão! Aos 58’, um canto curto do Zivkovic encontrou a cabeça do Rúben Dias para fazer a igualdade. Até final, ainda tivemos oportunidades pelo Seferovic (boa abertura do Eliseu, domínio excelente do suíço, mas remate ao lado) e Jiménez Seferovic (boa abertura do Douglas, mas remate completamente falhado do mexicano), porém o resultado não se alterou.

Com o Gabriel Barbosa a já nem regressar das férias no Brasil, o Douglas e o Filipe Augusto também podem voltar para lá. O Samaris faz sempre jogos horríveis quando não joga com os titulares e o Eliseu também esteve uns furos abaixo. O Rafa começou bem (teve uns quantos domínios de bola impressionantes), mas foi decaindo ao longo do tempo e fica sempre a ideia de que é um desperdício de talento. O Zivkovic desaproveitou igualmente a oportunidade, apesar da assistência para o segundo golo. Quem não se percebe porque é que só em Dezembro começou a ter (e ainda por cima poucas) oportunidades é o João Carvalho. O lance do primeiro golo não engana e não temos muitos médios a conseguir fazer uma jogada daquelas. Com o Pizzi muito longe da sua melhor forma, a sua pouca utilização é um mistério que eu gostaria de ver esclarecido.

No próximo dia 3, recebemos a lagartada na Luz. É um jogo decisivo que vai influenciar o resto da nossa época. Qualquer que seja o resultado. Duvido muito que consigamos o penta se não o ganharmos.

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Deplorável

Empatámos com o Portimonense (2-2) na Luz para a Taça da Liga e estamos em sérios riscos de sermos eliminados ainda antes da última jornada do grupo (basta o V. Setúbal ganhar ao Braga)! Ou seja, é bem provável que entremos em 2018 só com o campeonato para jogar. Nós… que temos limpo quase todas as competições em Portugal nos últimos quatro anos!

Quando aos 53 segundos(!) o Jonas inaugurou o marcador e o Lisandro aumentou a vantagem para 2-0 aos 33’, toda a gente estava longe de pensar que o resultado seria o que foi. Ainda por cima, porque nós trocámos poucos jogadores em relação a Tondela e o Portimonense fez exactamente o contrário e alinhou com uma série de suplentes. Na 2ª parte, os algarvios marcaram também cedo (47’) e a 6’ do fim. E não se pode dizer que o resultado tivesse sido injusto. À semelhança da Taça de Portugal, o Rui Vitória resolveu inovar ao colocar o Seferovic ao lado do Jonas a 9’ do fim e tirando o Pizzi. Quer dizer, jogamos em 4-3-3 a maior parte do tempo e perto do fim, quando se antevia um assalto final do adversário, desfazemo-lo e alinhamos com Keaton Praks (que já tinha substituído o Samaris!) e Krovinovic no meio-campo… Brilhante…! 

Não vou obviamente fazer destaques individuais a mais este péssimo resultado, numa triste despedida de 2017, vou só dizer o seguinte: se dependesse de mim, eu marcaria um treino para a tarde de dia 23 e outro para a manhã de 26. Perante a vergonhosa campanha nas competições a eliminar desta época, nenhum dos jogadores teria tempo para ir para o seu país de origem.

quinta-feira, setembro 21, 2017

Incompreensível

Empatámos em casa com o Braga (1-1) na 1ª jornada da Taça da Liga e estamos há três jogos consecutivos sem vencer. Desde o empate com o V. Setúbal em 2007, na 1ª edição desta competição, que não perdíamos pontos em casa na Taça da Liga. Quase me apetecia remeter-vos para os dois posts anteriores para saberem como foi a nossa exibição com a única diferença de não termos perdido desta vez.

Como seria expectável, o Rui Vitória fez uma série de alterações, das quais se destaca a estreia absoluta do Krovinovic e não se pode dizer que entrámos mal no jogo. Bem pelo contrário. Apresentámos algum dinamismo na manobra atacante, com variações de flanco e chegámos à vantagem aos 11’ num golo de recarga do Jiménez depois de um livre para a área. E, pronto, o nosso futebol acabou aí! À semelhança dos jogos anteriores, depois de marcarmos primeiro, deixamos de jogar à bola. Não se percebe! Aliás, o treinador do Braga disse no final do jogo que o golo do Benfica lhes deu tranquilidade. Connosco acontece exactamente o contrário! O pior que nos pode suceder nestes dias é marcar primeiro e cedo, porque depois fechamos a loja à espera de... sofrermos um golo! O que tem acontecido sempre. Em vez de aproveitarmos a natural subida no terreno do adversário para sermos incisivos no contra-ataque, parece que desaprendemos de ter a bola no pé. Claro que há sempre uma ou outra situação em que poderíamos aumentar a contagem, mas surge sempre uma defesa do guarda-redes ou um falhanço isolado do inefável Rafa... 

A 2ª parte trouxe mais do mesmo, connosco a ter grande dificuldades para encontrar a baliza contrária e a assistir com indescritível impotência à aproximação do adversário à nossa. O Sr. Bruno Esteves anulou um golo ao Gabriel Barbosa, mas deu a sensação na TV que ele estava em linha e aos 68’ chegou a igualdade através do central Ricardo Ferreira a desviar de cabeça um canto, com o Júlio César a ficar a meio da viagem. Até final, o Rui Vitória, curiosamente, não inventou nas substituições (o Eliseu fez o jogo todos e o Zivkovic não acabou a defesa-esquerdo), mas só um remate do Jonas de primeira, depois de um passe de cabeça do Jiménez, ia dando golo se não fosse a intervenção do André Moreira.

Em termos individuais, é difícil destacar alguém, porque nem os titulares, nem o Zivkovic, Jonas e Pizzi que também entraram, jogaram grande coisa. O Gabriel Barbosa jogou sobre a direita e passou muito ao lado do jogo (não era suposto ser ponta-de-lança...?). O Krovinovic, depois de uma 1ª parte muito apagada melhorou bastante na 2ª, mas precisa de mais atitude defensiva para jogar a 8. O Filipe Augusto teve uma atitude inacreditável ao sair (abrandando o passo e aplaudindo ironicamente quem o estava a assobiar, fazendo-nos perder ainda mais tempo!) e o Rafa continua a ser um grande reforço para a secção de atletismo, porque a bola atrapalha-o muito... O Jiménez marcou um bom golo, mas esteve demasiado discreto e, dos que entraram, o Pizzi mostrou a forma deplorável em que está.

Como a final four é em Braga, é natural que a equipa da casa queria estar presente e portanto antevê-se um grupo muito difícil. Eu já vi muitas crises desportivas no Benfica, mas sinceramente não me recordo de uma assim, em que parece que ficamos com alergia aos golos marcados e acabamos inevitavelmente por sofrê-los. Não estou bem a ver como é que isto se vai resolver num futuro próximo...