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segunda-feira, abril 12, 2021

Seferovic

Goleámos no sábado em Paços de Ferreira (5-0) e aumentámos a diferença para três pontos em relação ao Braga (1-1 em casa frente ao Belenenses SAD), reduzindo igualmente para nove para a lagartada (1-1 em casa frente ao Famalicão). Só o CRAC (2-0 em Tondela) não perdeu pontos para nós nesta jornada, mantendo-se três à nossa frente. Neste caso, o resultado não é enganador e fizemos mesmo um dos melhores jogos da temporada num campo difícil perante um adversário que está a ser a surpresa do campeonato e irá muito provavelmente conseguir o apuramento para a Liga Europa.
 
O Jesus voltou ao esquema de três centrais e, neste momento, parece mesmo a melhor opção essencialmente por duas razões: os laterais ficam bastante mais libertos e verticais, especialmente o Grimaldo na esquerda sem o Everton à sua frente (que pára constantemente o jogo) e o Taarabt toca menos vezes na bola, o que é uma enorme vantagem dado que deixa de emperrar tanto o nosso jogo. A partida começou com mais um penalty não marcado a nosso favor logo aos 4’, por empurrão ao Waldschmidt que, por causa disso, chocou com o guarda-redes Jordi. Nem o Sr. Hugo Miguel nem o sr. Tiago Martins no VAR quiseram ver alguma coisa... Típico! Pouco depois, foi o Seferovic a ser isolado e derrubado fora da área pelo guarda-redes, mas o inefável VAR assinalou fora-de-jogo. O Paços tentava jogar taco-a-taco connosco, mas o seu desiderato ruiu aos 22’, quando o Eustáquio atingiu com os pitons a perna do Weigl e foi naturalmente expulso, depois de o Sr. Hugo Miguel consultar o VAR, dado que lhe tinha mostrado o amarelo em primeiro lugar. Ficávamos em vantagem numérica relativamente cedo e poderíamos ter chegado à vantagem no marcador logo a seguir, com um remate do Waldschmidt quase na pequena-área para uma defesa por instinto do Jordi. O Rafa teve igualmente uma excelente oportunidade, mas o remate de trivela na área perfeitamente à vontade saiu à figura do guarda-redes. Até que aos 38’ colocávamo-nos finalmente em vantagem (mais do que merecida), com uma saída de bola do Paços que foi interceptada pelo Diogo Gonçalves, que rematou forte com a bola a passar por baixo do corpo do Jordi. Os nossos minutos finais da 1ª parte foram muito fortes, com o Waldschmidt a falhar escandalosamente o segundo golo, com um remate defendido pelo Jordi quando a baliza estava aberta e o guarda-redes fora dela(!), remate esse que iria para fora se o guarda-redes não lhe tivesse tocado! A brilhante assistência foi do Seferovic, que aos 45’ repetiu a dose na sequência de um contra-ataque, isolando o Rafa ainda no nosso meio-campo, com o nº 27 a contornar o guarda-redes e correr para a baliza deserta fazendo o 0-2. Com tantas consultas ao VAR, a 1ª parte teve nove minutos de compensação e o Seferovic, isolado pelo Tarrabt, meteu a bola na baliza, mas estava outra vez fora-de-jogo. A mesma dupla voltou a ser protagonista numa jogada semelhante mesmo em cima do intervalo, mas desta feita com tudo legal e o suíço praticamente fechou o jogo a nosso favor com o 0-3.
 
Na 2ª parte, o Diogo Gonçalves, que estava amarelado, ficou nos balneários, entrando o Gilberto, mas, ao contrário do que tem sido habitual, não baixámos a guarda e tentámos sempre aumentar a vantagem. Infelizmente, o Jesus veio dizer no final que foi por estarmos a jogar contra dez, o que é uma pena, porque deveria ser sempre assim. Por volta da hora de jogo, entraram o Pizzi e o Everton para os lugares do Waldschmidt e Rafa, e o brasileiro teve um óptimo remate de fora da área para outra magnífica intervenção do Jordi. Que nos tirou mais um golo logo a seguir, desta feita ao Grimaldo, na cobrança de um livre directo que ia ao ângulo da baliza. Até que aos 78’, lá marcámos o quarto golo num bis do Seferovic, que fez uma boa rotação e rematou de primeira com o pé esquerdo de fora da área, chegando assim aos 16 golos e à liderança dos melhores marcadores. Entretanto, entraram o Cervi e Darwin, para os lugares do Grimaldo e Weigl, e o uruguaio ainda teve tempo de voltar aos golos, fazendo o 0-5 aos 89’, noutra assistência primorosa do Seferovic, em que só teve de encostar.
 
O destaque da partida vai obviamente para o Seferovic: dois golos, duas assistências e outro conjunto de jogadas em que esteve muito bem (só os foras-de-jogo é que precisam de ser afinados...) fazem desta provavelmente a melhor exibição individual de um jogador do Benfica nesta temporada. Muitas vezes um mal-amado, o suíço tem o grande mérito de, de vez em quando, dar a volta por cima (já o fez no ano em que fomos campeões e ele o melhor marcador) e, mesmo falhando alguns relativamente fáceis no percurso, já ter um número de golos bem apreciável com a gloriosa camisola. Dos centrais, o Otamendi e Vertonghen estiveram muito bem, mas o Lucas Veríssimo nem tanto. O Helton Leite vai no sétimo jogo seguido sem sofrer golos e já bateu o recorde do Manchester City de mais tempo com a baliza inviolada. O Waldschmidt não esteve feliz na finalização, mas é peça-chave na manobra atacante com as suas movimentações a desestabilizarem a defensiva contrária. No meio-campo, o Weigl continua imperial e até o Taarabt esteve bem! Esperamos que o golo do Darwin, que inclusive o fez comover-se, o catapulte para níveis exibicionais que já mostrou.
 
Com nova escorregadela da lagartada, o campeonato de súbito animou-se. Faltam oito jogos e temos nove pontos de desvantagem, quando ainda os iremos receber na Luz. O CRAC está a seis deles, mas também virá à Luz. Veremos o que nos reservam os próximos jogos, mas uma coisa é certa: este campeonato vai ser épico! Se a lagartada o ganhar, por finalmente colocar fim a um jejum de 19 anos. Se o conseguir perder, depois de estar com 10 pontos de vantagem a 10 jogos do fim, ainda o será mais!

terça-feira, abril 06, 2021

Escasso

O primeiro penalty à 25ª jornada(!) concretizado pelo Waldschmidt deu-nos ontem uma vitória tangencial perante o Marítimo (1-0) na Luz. Foi um resultado tremendamente parco para as oportunidades que tivemos, algumas delas falhadas de forma que deveria dar multa. Claro que, quando assim é, colocamo-nos a jeito e poderíamos ter tido um enorme dissabor já perto do final do jogo. Como o Braga (2-1 em Faro) e o CRAC (2-1 em Mordor frente ao Santa Clara) ganharam já em tempo de compensação, mantém-se tudo igual em relação a estes, mas a lagartada finalmente provou do seu próprio veneno e consentiu o empate em Moreira de Cónegos também já nos 90’ (1-1), tendo agora nós 11 pontos de distância para eles.
 
Já se sabe que, depois de interrupções para as selecções, os jogos são sempre mais complicados, porque inevitavelmente se perde a rodagem. Ainda por cima, estávamos numa boa fase, pelo que esta pausa não veio nada a calhar. No entanto, recebendo um dos últimos classificados em casa, esperar-se-ia que conseguíssemos ultrapassar essas dificuldades. O Jesus voltou ao esquema habitual do 4-4-2, com o regresso do Everton à ala esquerda, mas entrámos um pouco lentos e sem a dinâmica dos últimos jogos. Porém, o Marítimo também não conseguia criar grande perigo, mostrando um futebol que justifica que esteja nos piores lugares da classificação. Um remate do Everton em boa posição não deveria ter ido à figura do guarda-redes Amir e aos 21’ o Sr. Luís Godinho fez história ao assinalar o primeiro penalty a nosso favor em 25 jornadas! Falta do Hermes sobre o Rafa e o Waldschmidt apesar de ter feito uma aproximação à bola que me dá cabo dos nervos (passinhos curtos!) rematou colocadíssimo, sem hipóteses para o guarda-redes. Marcávamos ainda antes do meio da 1ª parte, o que se esperava que nos tranquilizasse e permitisse gerir o jogo de maneira a aumentar a vantagem sem a pressão do primeiro golo. Logo a seguir, o Seferovic brilhantemente desmarcado pelo Grimaldo teve um domínio excelente, mas se calhar rematou rápido demais e a bola saiu ao lado, quando só tinha o guarda-redes pela frente. O suíço continuava a tentar, mas uma boa combinação ao primeiro toque com o Rafa esbarrou novamente nas pernas do Amir. O Waldschmidt falhou uma recepção de bola que o colocaria isolado, mas, em cima do intervalo e num livre para a área, o Marítimo assustou o Helton Leite com um remate de joelho que, se tivesse acertado bem na bola, teria certamente dado a igualdade.
 
A 2ª parte fica marcada por três falhanços absolutamente imperdoáveis da nossa parte, com jogadores completamente isolados a não conseguiram desfeitear o Amir. Logo no reinício, foi o Otamendi num livre estudado com uma triangulação a ficar com a baliza à mercê, sem o guarda-redes(!), e a acertar mal na bola, não a conseguindo meter lá dentro. Pouco depois, foi inacreditável como um jogador do Marítimo não viu o segundo amarelo, depois de uma entrada sobre o Otamendi perto da linha lateral! À passagem da hora de jogo, foi o Helton Leite a segurar a nossa vantagem com uma óptima mancha perante um jogador que ficou à sua frente praticamente na pequena-área, depois de um ressalto na sequência de um canto. A jogada prosseguiu com um contra-ataque nosso, em que o Seferovic ficou literalmente isolado, mas o remate rasteiro foi bem defendido pelo Amir com a perna, à guarda-redes de andebol. O jogo aproximou-se então da fase perigosa, a caminho do final, connosco a não conseguir fechá-lo e o Marítimo a acreditar que poderia fazer algo mais. E, de facto, em cima dos 90’ um ataque rápido pela esquerda proporcionou ao Correa um remate em boa posição, mas felizmente a bola saiu ao lado. Mesmo antes do apito final, tivemos novo falhanço incrível noutro contra-ataque, em que o Rafa poderia ter isolado o entretanto entrado Darwin ainda antes do meio-campo, mas perdeu o timing de passe e acabou por passar ao Chiquinho (que tinha substituído o Waldschmidt um pouco antes) que, depois de tirar um defesa da frente, também ficou só com o Amir pela frente, mas rematou-lhe contra o peito...! Felizmente que estes falhanços todos não tiveram consequência pontual, mas poderíamos estar agora a chorar uma perda de pontos que seria imperdoável.
 
Em termos individuais, não houve ninguém que se destacasse por aí além. O Waldschmidt parece mais entrosado com os movimentos da equipa e o Seferovic atravessa uma fase de confiança, mas não deveria ter ficado em branco. O Everton continua a passar muito ao lado dos jogos e o Taarabt não há maneira de não me exasperar. Gostaria de ver uma estatística dos jogadores que mais vezes tocam na bola na nossa Liga. Aposto que ele ganha destacado! A defesa está sólida, com o Lucas Veríssimo a ter entrado bem e o Helton Leite a continuar com a baliza a zeros, tornando a vida do Vlachodimos mais difícil (claro que dar entrevistas a dizer que talvez esteja na altura de se ir embora também não ajuda, embora para mim ele tenha perdido a titularidade injustamente).
 
Recuperámos dois pontos à lagartada e foi uma pena que não os tivéssemos recuperado igualmente frente ao Braga e CRAC. Para a semana, teremos uma ida difícil a Paços de Ferreira, mas com uma semana de treinos seguida espera-se que ao menos a equipa apresente uma muito maior eficácia do que neste encontro.

quinta-feira, abril 01, 2021

Selecção a triplicar

Iniciámos a qualificação para o Mundial do Qatar de 2022 com sete pontos em três jogos. Poderíamos (e deveríamos) ter feito o pleno, mas descontrações imperdoáveis e um erro clamoroso da arbitragem não nos permitiram ganhar na Sérvia.
 
O primeiro jogo decorreu na casa de Turim (por causa das limitações das viagens para Portugal dos jogadores que actuam em Inglaterra) na 4ª feira da semana passada. Ganhámos 1-0 ao Azerbaijão com um autogolo aos 37’. Pronto, é o único facto positivo a destacar. Foi uma exibição muito fraca da selecção, perante um adversário que se defendeu bem e que nós não tivemos inspiração para ultrapassar.
 
No último sábado, fomos a Belgrado empatar 2-2 com a Sérvia. É o adversário mais forte que temos (a República da Irlanda perdeu em casa com o Luxemburgo neste dia, portanto estamos conversados) e chegámos ao intervalo a ganhar por 2-0, graças a dois golos de cabeça do Diogo Jota, aos 11’ e 36’. O que se passou na 2ª parte foi muito demérito nosso, entrámos literalmente a dormir e aos 46’ e 60’ a partida já estava igualada. Até final, voltámos a reassumir o controlo e, na última jogada, o Cristiano Ronaldo (que esteve praticamente 180’ incógnito até esse lance) fez a bola passar a linha de golo, mas o árbitro holandês Danny Makkelie não validou. É absolutamente incompreensível que a UEFA deixe a cargo das federações onde se realize o jogo a implementação da linha de golo. Sim, não era preciso o inefável e odioso VAR para ter visto isto! Bastaria a tecnologia da linha de golo. Na sequência do lance, o C. Ronaldo irritou-se, atirou a braçadeira ao chão e saiu do campo segundos antes do apito final. Ficou-lhe muito mal a atitude, mas veio retratar-se pouco depois.
 
Nesta 3ª feira, fomos vencer ao Luxemburgo por 3-1, mas entrámos pessimamente na partida e sofremos o 0-1 aos 30’ através do luso-descendente Gerson Rodrigues. As coisas estavam bastante complicadas, mas felizmente conseguimos empatar já no tempo de compensação com novo golo de cabeça do Diogo Jota. A 2ª parte foi melhor e colocámo-nos na frente logo aos 50’ através do C. Ronaldo, que assim chegou aos 103 golos pela selecção (desesperado que anda em tentar bater o recorde de 109 do Ali Daei pelo Irão...). O Luxemburgo reagiu, nós parecemos que adormecemos um pouco, mas o entretanto entrado João Palhinha acabou com as dúvidas aos 80’ com o 3-1 de cabeça na sequência de um canto.
 
Num calendário absolutamente louco, houve três jogos em seis dias. O Fernando Santos rodou razoavelmente a equipa, mas o Cristiano Ronaldo esteve em campo durante os 270’. Recorde a quanto obrigas...! Quem mais se evidenciou foi obviamente o Diogo Jota com três golos e parece-me claro que deve ser titular absoluto da selecção neste momento. O Renato Sanches entrou bem a titular frente ao Luxemburgo, ao contrário do João Félix que esteve muito discreto e até saiu lesionado. O seleccionador tem várias opções de qualidade e acho muito bem que não haja lugares cativos, porque a selecção não deve estar dependente de nenhum jogador, por muito bom que ele seja.

segunda-feira, março 22, 2021

Categórico

Vencemos em Braga por 2-0 e subimos ao terceiro lugar do campeonato por troca com eles (um ponto atrás), mantendo os três de distância para o CRAC (2-1 em Portimão) e os 13 para a lagartada (1-0 ao V. Guimarães). Foi das melhores exibições da temporada, com um triunfo indiscutível perante uma equipa bastante complicada que nos tinha vencido nos últimos três jogos.
 
O Jesus surpreendeu e voltou ao esquema de três centrais, com o Waldschmidt a manter a titularidade na frente, com o Seferovic e Rafa. Conseguimos manietar o Braga praticamente desde o início da partida e criámos logo uma excelente ocasião pelo Grimaldo, brilhantemente isolado pelo Waldschmidt, que permitiu a defesa do Matheus. Pouco depois, foi uma jogada do Taarabt na direita, que centrou para a área, mas ninguém conseguiu desviar. E, por fim, na sequência de um livre, um cabeceamento a meias entre o Seferovic e um defesa proporcionou ao Matheus, que tinha ficado a meio do caminho, outra defesa que evitou o golo. Até que aos 39’, o Fransérgio viu o segundo amarelo, foi naturalmente expulso e o jogo ainda tombou mais para o nosso lado. Mas, lá está, mesmo 11 contra 11 poderíamos já estar a ganhar por 3-0...  Em cima dos 45’, um erro enorme do Otamendi num atraso ao guarda-redes ia dando o golo ao Braga, mas o Helton Leite fez bem a mancha. Seria a maior das injustiças, mas, ao invés, já em tempo de compensação conseguimos colocar-nos em vantagem, numa óptima abertura do Seferovic a isolar o Rafa, que rematou fora do alcance do Matheus.
 
Na 2ª parte, o jogo manteve a mesma tendência, connosco a dominar completamente. O Waldschmidt falhou um domínio de bola que o deixaria isolado, mas o Braga também assustou com uma bola à trave num livre do João Novais. Nós íamos tentando colocar-nos a salvo de uma qualquer eventualidade e o Rafa teve um remate ao lado, que deveria ter tido melhor direcção. Aos 60’, o jogo tombou definitivamente para nós com o golo do Seferovic, numa inversão de papéis em relação ao primeiro: desta feita, foi o Rafa a isolar o suíço, que não falhou perante o Matheus com um remate indefensável em arco à sua saída (o JJ veio dizer no final que anda a trabalhar a finalização com ele; se assim é, está a resultar!). O Jesus começou a fazer substituições e tirou o Waldscmidt para fazer entrar o Pizzi. Coincidentemente (ou talvez não) baixámos de produção ofensiva, mas sempre a defender bem e a não deixar que o Braga criasse perigo. Até fomos nós a poder dilatar a margem, com um cabeceamento fabuloso do Seferovic (saltou para trás e fez uma rotação à laJoão Vieira Pinto com a cabeça!) a permitir ao Matheus a defesa da noite. Até final, o entretanto entrado Sporar rematou à figura do Helton Leite, mas este defendeu com a cabeça(!) e o Pizzi também deveria ter inscrito o seu nome nos marcadores da partida, mas conseguiu rematar ao lado quando estava sozinho(!) praticamente à entrada da área e, mesmo em cima dos 90, permitiu que um defesa interceptasse o seu remate, depois de uma boa tabelinha com o Seferovic.
 
Em termos individuais, novo destaque para o Seferovic, que, com mais um golo, está a apenas um da liderança dos melhores marcadores, vem numa sequência de quatro jogos seguidos a marcar e ainda assistiu o Rafa para a abertura do marcador! Este também fez um bom jogo, valorizado não só pelo golo como pela assistência. O Weigl voltou a ser imperial no meio-campo e a defesa esteve bem, nomeadamente o regressado Vertonghen. O Waldschmidt, apesar de ter falhado um ou outro domínio de bola que o colocaria em boa posição, dá imensas soluções ao nosso ataque e é criativo nas suas acções. Exactamente o oposto do Taarabt, cujos constantes passes para o lado e para trás continuam a tirar-me completamente do sério!
 
Estamos possivelmente a atravessar a melhor fase da época, mas infelizmente vamos parar agora duas semanas por causa das selecções. Esperemos que ninguém se lesione nestas idas, porque seria uma pena perder este embalo. Só dependemos de nós para conseguirmos o segundo lugar, que é o objectivo mínimo nesta altura do campeonato.

segunda-feira, março 15, 2021

Perdulários

Vencemos no sábado o Boavista na Luz por2-0, mas as distâncias para a lagartada (1-0 em Tondela novamente nos últimos 10’; é o 17º(!) ponto que eles ganham a partir dos 80’) e o CRAC (2-0 ao Paços de Ferreira em casa, também com golos só no último quarto-de-hora) mantêm-se nos 13 e três pontos, respectivamente (o Braga só joga hoje). Foi uma vitória tranquila, num jogo que ficou marcado pela expulsão do Chidozie logo aos 8’.
 
Em relação ao Belenenses SAD, entraram o Taarabt e o Pedrinho em vez do Pizzi e Everton. Numa raridade nos últimos tempos, entrámos bem na partida, apesar de o primeiro remate ter sido do Elis, com a bola a sair ligeiramente por cima. Aos 4’ o Waldschmidt foi derrubado na área e tínhamos o primeiro penalty a nosso favor em 23 jornadas... Só que não! Lá se perderam mais 5’ nas idas e vindas ao VAR e, no final, o Sr. Manuel Mota decidiu que tinha sido fora da área e retirou o amarelo ao jogador do Boavista, expulsando-o. O agarrão começa fora, mas eu acho que acaba dentro. De qualquer maneira, foi mais um momento inesquecível proporcionado por essa tecnologia maravilhosa, o VAR, que veio acabar com toda a polémica que existe no futebol e tornou o jogo ainda mais emocionante do que era...! Quão melhor é não celebrar logo as coisas e estarmos séculos à espera de decisões que são sempre inatacáveis, hein...?! Sem dúvida que o futebol está bastante melhor desde que ele existe: bem-dito sejas, VAR...! A partir daqui, o jogo passou a ter um só sentido e nós começámos a nossa saga de falhar golos, com o Seferovic em destaque com três cabeçamentos, dois fora do alvo e um inacreditavelmente à figura do guarda-redes, depois de bons centros do Taarabt, Rafa e Diogo Gonçalves, respectivamente. Parecia que íamos chegar ao intervalo a zeros, até porque tivemos um golo (mal) anulado ao Taarabt, num remate de longe, por pretensa utilização dos braços, quando excepcionalmente o marroquino não fez falta (tanta porra com o VAR e depois aqui não pode intervir, porque o árbitro apitou 0,2 segundos antes de a bola entrar na baliza...!). Até que à quarta foi de vez e o Seferovic lá inaugurou o marcador 42’, depois de uma excelente arrancada do Diogo Gonçalves na direita e centro rasteiro para a pequena-área, com o suíço a ter só de encostar.
 
A 2ª parte foi uma cópia da primeira, com excepção do momento do golo, que foi logo aos 52’, obra dos suspeitos do costume: óptimo centro do Diogo Gonçalves na direita e cabeceamento vitorioso do Seferovic (é sempre de cima para baixo, pá, percebeste...?!) sem hipóteses para o Leo Jardim. Quatro minutos depois, o Jesus tirou os amarelados Weigl, Taarabt e também o Waldschmidt, entrarando o Gabriel, Pizzi e Darwin, e a equipa baixou de rendimento. O uruguaio, regressado de lesão, está fora de forma, o Gabriel não teve, não tem nem nunca terá a rapidez de processos do Weigl, e só o Pizzi teve um ou outro lamiré. Até final, ainda tivemos direito a mais uma utilíssima intervenção do VAR, que invalidou o hat trick do Seferovic por escandalosos 7 cm! Repito: é tão boa esta sensação de nunca se estar à vontade para festejar golos, porque pode sempre haver estes roubos de 7 cm, não é...?! Que bom que é esta sensação de um futebol justo e isento de polémicas desde que surgiu o VAR, não é...? Entretanto entraram o Everton e depois o Chiquinho, e foi deste o último lance de perigo, com um remate bem defendido pelo guarda-redes.
 
Em termos individuais, destaque óbvio para o Seferovic por mais dois golos (somando agora 13), que o colocaram a apenas dois da liderança dos melhores marcadores e para o Diogo Gonçalves por duas magníficas assistências. O Weigl continua um pêndulo no meio-campo e a equipa sobe de produção proporcionalmente à sua subida de forma. A defesa não teve praticamente trabalho nenhum, com o Lucas Veríssimo a ter provavelmente agarrado o lugar. O Pedrinho deu bastante mais dinâmica ao flanco esquerdo do que o Everton e, pelo menos, não passa a vida a flectir para o meio.
 
Para a semana, teremos a decisiva ida a Braga que irá determinar se temos ou não estofo para ainda chegar ao 2º lugar. Qualquer resultado que não a vitória afastar-nos-á certamente desse objectivo mínimo. A equipa está a subir de forma, mas veremos se isso será o suficiente para ganhar na Pedreira.

sábado, março 13, 2021

Benfica FM | Temporada 1997/1998

Foi novamente um privilégio partilhar mais uma viagem no tempo com os meus amigos Nuno Picado e Bakero do Benfica FM, ainda que fosse a um vietnamezinho. Mas também faz parte da nossa história e até conseguimos alguns resultados interessantes como os 4-1 na lagartada e os 3-0 ao fcp (ainda não era CRAC na altura) na Luz. E, claro, esta temporada fica ainda marcada por ser a primeira (das 12!) do grande Nuno Gomes com a gloriosa camisola.

quarta-feira, março 10, 2021

Noite e dia

Vencemos na 2ª feira no Jamor o Belenenses SAD por 3-0, mas, como todos os outros também ganharam, as distâncias para os da frente continuam as mesmas (lagartada a 13 pontos, Braga a quatro e CRAC a três). O facto de ter andado cheio de trabalho e de 2ª feira ter sido um dia muito especial para mim (por causa disto, obviamente!) fez com que só hoje pudesse escrever este post.
 
Com o Vertonghen e o Darwin ainda impedidos por lesão, o Jesus praticamente repetiu a equipa que defrontou o Rio Ave com excepção da entrada do Pizzi para o lugar do Taarabt. E, à semelhança do Rio Ave, a 1ª parte foi de fugir! A diferença é que o Belenenses SAD não criou tantas ocasiões como os vila-condenses, mas a nossa exibição foi igualmente inenarrável, com os crónicos problemas a evidenciarem-se em todo o seu esplendor: falta de velocidade nas transições, uso e abuso de jogo pelo meio, ir à linha parecia proibido, enfim, uma excelente amostra de tudo o que está mal no nosso futebol desde a 2ª volta da temporada passada. Mesmo assim, ainda conseguimos ter duas ocasiões flagrantes com o Pizzi isolado pelo Grimaldo a permitir a defesa do Kritciuk e o Seferovic a antecipar-se de cabeça ao guarda-redes, mas a falhar escandalosamente a baliza. O Belenenses SAD teve uma grande oportunidade com o Silvestre Varela em boa posição a rematar à figura do Helton Leite.
 
Ao intervalo, eu estava mesmo a ver que iria ter a noite de aniversário estragada... No entanto, ainda bem que me enganei redondamente! Entrámos com outra disposição para a 2ª parte e inaugurámos o marcador logo aos 55’ num centro da esquerda do Grimaldo e desvio de primeira do Seferovic com o pé esquerdo. Ena, ena, parece que pelas linhas cria-se oportunidades que de vez em quando dão golo... Quem diria, Benfica...?! Três minutos depois, alargámos a vantagem novamente pelo Seferovic, que foi brilhantemente desmarcado nas costas da defesa pelo Diogo Gonçalves e rematou de pé esquerdo sem hipóteses para o Kritciuk. Por volta da hora de jogo, o Rafa primeiro e o Everton no fim, com o Waldschmidt pelo meio falharam a hipótese de selar a vitória, com o guarda-redes a fazer bem a mancha no primeiro caso e um remate por cima com a baliza à mercê no último, depois de o alemão a rematar na atmosfera. Mas a confirmação da vitória surgiu aos 65’ na estreia do Lucas Veríssimo a marcar pelo Benfica, de peito, depois de outro centro do Grimaldo, curiosamente na mesma baliza do mesmo estádio perante o mesmo adversário que o anterior proprietário da camisola nº 4 do Glorioso, o grande Luisão. Esperemos que seja bom augúrio para o futuro...! Até final, o Seferovic poderia ter marcado mais dois golos, mas depois de uma boa rotação o remate saiu ao lado e noutro lance, depois de contornar o guarda-redes fora da área, não quis arriscar o remate. Do outro lado, o Helton Leite fez bem a mancha a um adversário que ficou à sua frente na sequência de um canto mesmo em cima dos 90’.
 
Em termos individuais, destaque para os dois golos do Seferovic, que o colocam no segundo lugar dos melhores marcadores com 11 golos (a quatro do Pedro Gonçalves da lagartada), para as duas assistências do Grimaldo, para as acelerações do Rafa especialmente na 2ª parte, para a nítida subida de forma do Diogo Gonçalves, que é dos poucos jogadores do Benfica que corre para a frente quando tem a bola (e só isso já é de saudar!), e para a segurança da defesa, que voltou a não sofrer golos. O Waldschmidt também parece a subir de rendimento, embora não tenha estado feliz na hora de rematar à baliza. Quanto aos menos, o Pizzi passou completamente ao lado do jogo e o Everton demora a confirmar o valor que tem, além de manter o terrível hábito de vir para o meio e nunca procurar a linha.
 
A nossa exibição não poderia ter sido mais diferente nas duas partes do jogo. É bom que passemos rapidamente a jogar durante os 90 e não só 45’. É que frente ao Belenenses SAD ainda vai dando, mas iremos a Braga daqui a duas jornadas num encontro fundamental para o 2º lugar. E se só jogarmos 45’ é praticamente impossível conseguirmos a vitória. Mas antes ainda vamos receber o Boavista na Luz, outra equipa que está a subir de rendimento e contra a qual começou o nosso descalabro nesta época. Portanto, todo o cuidado é pouco!

sábado, março 06, 2021

Tranquilo

Vencemos na 5ª feira o Estoril por 2-0 e qualificámo-nos para a final da Taça de Portugal. Numa partida em que o Jorge Jesus trocou 10 jogadores em relação ao jogo anterior, fizemos uma exibição agradável e até acima do que era expectável com tantas mudanças.
 
Convenhamos que entrámos em campo praticamente com a qualificação selada, fruto da vantagem de 3-1 na 1ª mão na Amoreira, mas mesmo assim imprimimos um ritmo relativamente forte desde início. O Pedrinho teve um bom remate fora da área que o guarda-redes, Thiago Silva, defendeu e o Cervi, desmarcado pelo mesmo Pedrinho, ficou só com o guardião pela frente, mas, sem ângulo para marcar, tentou o cruzamento. Pouco depois da meia-hora, foi o Otamendi a falhar clamorosamente um cabeceamento, depois de uma saída em falso do Thiago Silva. Até que aos 43’ inaugurámos finalmente o marcador, através do Gonçalo Ramos, depois de uma perda de bola comprometedora do Estoril em zona defensiva, com o Chiquinho a assistir o nosso ponta-de-lança. Ainda antes do intervalo, foi o Pizzi completamente à vontade à entrada área a rematar ao lado, quando poderia ter feito bem melhor.
 
Na 2ª parte, o jogo manteve-se praticamente na mesma, porque o Estoril continuou a ter muitas dificuldades para criar perigo para o Vlachodimos. O Cervi teve nova oportunidade para marcar, mas o seu cabeceamento em boa posição saiu ligeiramente por cima. O Chiquinho e Pedrinho também poderiam ter molhado o bico, mas no primeiro caso o guarda-redes defendeu e, no segundo, o remate saiu ao lado. Pouco depois da hora de jogo, o Jesus resolveu tirar o Pedrinho e o Gonçalo Ramos para as entradas do Seferovic e Everton. Nunca perceberei esta necessidade recorrente do Jesus em fazer entrar titulares em jogos de taças que já estão praticamente decididos, não dando oportunidade a algumas segundas escolhas de jogarem os 90’, mas enfim... Íamos tentando alargar a vantagem, mas a pontaria não estava nos melhores dias, até que a cerca de 20’ do fim, entraram o Taarabt e o Waldschmidt para os lugares do Pizzi e Chiquinho. O alemão teve um dos melhores remates do jogo que o Thiago Silva defendeu para canto, também o Everton viu um defesa impedir que um remate seu chegasse à baliza, já com o guarda-redes batido, e mesmo em cima dos 90’, num contra-ataque (ena, ena...!), o Taarabt isolou o Waldschmidt que, mesmo de pé direito, não falhou, selando o resultado final.
 
Em termos individuais, gostei do Chiquinho, cuja dinâmica me parece bastante superior à do Taarabt e Gabriel, o Cervi na esquerda é um lutador constante, mesmo que as coisas às vezes não lhe saiam na perfeição, e o Gonçalo Ramos marcou um golo, mas teve outras duas outras ocasiões em que a finta, que o colocaria frente-a-frente com o guarda-redes, foi cortada por um defesa. O Gabriel, a jogar a seis, perante um adversário que não lhe criou muitos problemas exibiu-se razoavelmente, mas o lugar é mais do que do Weigl.
 
Estaremos pelo segundo ano consecutivo na final da Taça de Portugal, que se voltará a disputar em Coimbra (ainda me hão-de explicar porque é que o Belenenses SAD pode jogar no Jamor e a final da Taça não pode ser lá...). Iremos defrontar o Braga que foi a Mordor eliminar o CRAC (3-2, depois do 1-1 na Pedreira). O Braga deu um banho de bola na primeira meia-hora, chegando aos 3-0, e só a expulsão do Borja é que lhe cortou o ímpeto. É certo que o jogo é só daqui a mais de dois meses, mas é preciso estarmos muito alerta, porque o jogo será bastante complicado. No entanto, depois da exibição miserável na final do ano passado, espera-se que este ano não falhemos.

terça-feira, março 02, 2021

Até qu’enfim!

Quatro jogos depois, voltámos a vencer ao derrotar o Rio Ave por 2-0 na Luz. Com o empate da lagartada em Mordor, estamos agora a 13 pontos deles e a três do CRAC, com o Braga a quatro. Depois de uma 1ª parte horrível, melhorámos na 2ª e acabámos por justificar a vitória.
 
Com o Otamendi castigado e o Vertonghen e Darwin lesionados, o Lucas Veríssimo, Jardel e Waldschmidt ocuparam os seus lugares. Na 1ª parte, jogámos 10’, tempo em que o Seferovic cabeceou fraco em boa posição e atirámos uma bola ao poste através do Everton. E foi isto. O resto do tempo foi ver o Rio Ave jogar e criar as melhores oportunidades, atirando igualmente uma bola ao poste pelo Gelson Dala e proporcionando ao Helton Leite um par de boas defesas. Quanto a nós, mostrámos pela enésima vez o conjunto de problemas que vimos relevando desde a temporada passada: a nossa incapacidade de acelerar o jogo, ser mais objectivo a atacar a baliza e deixarmo-nos de toques a mais na bola. Pode até dizer-se que, ao intervalo, o resultado era lisonjeiro para nós.
 
Na 2ª parte, felizmente tudo mudou. Controlámos muito melhor as investidas dos vila-condenses, acelerámos processos e começámos a criar mais situações de golo. O Waldschmidt teve um bom par delas, mas os remates não saíram bem, e uma oferta da defesa contrária colocou o Seferovic sozinho com o guarda-redes pela frente, mas deixou que este defendesse o seu remate. Até que aos 59’ marcámos finalmente, através do Seferovic, que aproveitou uma insistência do Everton para rematar em boa posição, mas não sem que a bola também fosse tocada por um defesa, o que a fez desviar a trajectória e desfeitear o Kieszek. Ainda tentaram que o VAR anulasse o golo, mas o suíço estava 7 cm em jogo e a mão que se viu numa repetição foi de um jogador do Nacional. O Jesus, que já estava a preparar substituições antes do golo, manteve a sua decisão e entraram o Pizzi e Chiquinho para os lugares do Waldschmidt e Taarabt. Se o alemão até estava a subir de rendimento, a saída do marroquino fez-nos melhorar ainda mais. O Rio Ave também fez substituições, tentou responder, mas não criou tanto perigo como no primeiro tempo. Um remate do Seferovic que o guarda-redes não segurou fez com que o Pizzi só tivesse que encostar, mas a sua recarga deve ter chegado ao terceiro anel...! Até que aos 78’ acabámos finamente com as dúvidas, com o 2-0 através do Pizzi, num remate frontal à figura, em que o Kieszek foi talvez traído com um ligeiro desvio da bola. De qualquer maneira, acho que poderia ter feito mais. Até final, ainda ficámos a dever-nos mais dois golos, com o Seferovic e Pizzi a terem outra vez falhanços em óptima posição.
 
Em termos individuais, voltei a gostar muito do Weigl, que está de pedra e cal no meio-campo. E pensar que estivemos a um pequeno passo de deitar fora um jogador destes...! Os marcadores dos golos merecem uma palavra por terem-no feito e duas por terem falhado outros dois lances cada um em excelente posição. O Diogo Gonçalves tem a confiança a subir fruto do golão frente ao Arsenal, o que é uma boa notícia. Ao invés, o Everton continua bastante fora dela, o que é má.
 
Objectivamente, o melhor que podemos alcançar é o 2º lugar e, neste sentido, foi bom recuperar dois pontos ao CRAC, mas vamos ter de levar com a lagartada campeã 19 anos depois. É pena só igualarem o seu lindo recorde e não o ultrapassarem, mas valha-nos o conforto de saber que só daqui a 19 é que teremos de os aturar novamente com o título.

sábado, fevereiro 27, 2021

Benfica FM | Temporada 2004/2005

A primeira temporada completa deste blog, que tinha nascido no final da época anterior, com a conquista do primeiro troféu em oito anos. O fim do jejum de 11 anos sem ganhar nenhum campeonato. Pouco futebol, muito sofrimento, mas também bastante querer, mística e um tsumani vermelho, que estava há tempo demais sem rebentar. Inolvidável!

Foi novamente uma honra partilhar isto tudo com os meus amigos Nuno Picado e Bakero do Benfica FM. Enjoy!

sexta-feira, fevereiro 26, 2021

Expectável

Perdemos na casa emprestada do Arsenal em Atenas (2-3) e fomos eliminados nos 16 avos de final da Liga Europa. É mais um objectivo desta temporada hedionda que fica pelo caminho numa fase precoce, mas tal não se deveu apenas a este jogo. Já lá iremos.
 
Voltámos a entrar em campo com os três centrais, tendo o Jesus alterado apenas o ataque em relação à primeira mão, com o Seferovic e Rafa desta feita a titular. O jogo começou equilibrado, embora connosco a demonstrar algum receio. Praticamente na primeira oportunidade que teve, o Arsenal marcou aos 21’ através do Aubameyang, que fugiu à marcação do Lucas Veríssimo e picou a bola sobre o Helton Leite. Nós respondemos já depois da meia-hora, com uma cabeçada do Vertonghen por cima num canto, num lance em que se fosse contra nós no campeonato português seria assinalado penalty, porque o belga foi agarrado pela camisola durante o tempo todo do salto. Aos 43’, aconteceu um milagre! Marcámos um golo de livre directo de pé direito (ou seja, sem ser pelo Grimaldo)! Falta indiscutível sobre o Weigl e o Diogo Gonçalves fez um golão, empatando o jogo e a eliminatória.
 
Na 2ª parte, a tendência do jogo manteve-se inalterada nos minutos iniciais, com as equipas a não quererem arriscar muito e o Jesus resolveu mexer relativamente mais cedo e a triplicar: Darwin, Everton e Gabriel para os lugares de Seferovic, Pizzi e Taarabt. Sem os dois jogadores que mais empecilham o nosso jogo a meio-campo, esperava um pouco mais de dinâmica na certeza de que um golo nosso colocaria o Arsenal em maus lençóis. E esse golo aconteceu aos 61’, com um pontapé longo do Helton Leite, um defesa adversário a falhar redondamente, a bola sobrar para o isolado Rafa, que fintou o guarda-redes e atirou para a baliza deserta. Foi o delírio e lembrei-me logo do Kulkov! A parte menos boa é que ainda faltava mais de meia-hora para o final e o Arsenal empatou pouco depois, aos 67’, num remate cruzado do Tierney, que passou pelo Everton como se este não estivesse lá e bateu o nosso guarda-redes. Ainda faltava bastante tempo para o final e nós felizmente lá nos lembrámos que havia uma baliza do outro lado, com um remate do Darwin a sair perigosamente ao lado. Pouco depois, ia-me dando uma coisa má quando o Gabriel não conseguiu fazer um passe relativamente fácil que isolaria o Rafa... O Jesus resolveu trocar o esgotado Grimaldo pelo Nuno Tavares (com o Cervi no banco...) e aos 87’ aconteceu o inevitável: centro da direita, perfeitamente à vontade, para a cabeçada vitoriosa do Aubameyang, que mais uma vez bateu o Lucas Veríssimo. Não foi aos 92’, mas andou lá perto... Até ao apito, ainda atirámos uma bola ao poste num livre para a área, mas o lance seria anulado por fora-de-jogo.
 
Em termos individuais, gostei novamente bastante do Weigl e o Rafa também esteve bastante activo, com a mais-valia de ter finalmente conseguido marcar um golo. O Diogo Gonçalves fez um golão, o que é sempre de realçar, e enquanto estávamos em desvantagem na eliminatória não se portou mal. O caso mudou de figura depois do 2-1 para nós, com os ingleses a atacarem preferencialmente pelo seu lado e não percebo porque é que o Jesus não colocou o Gilberto para fechar aquele lado. O Pizzi e o Taarabt continuam perfeitos desde que o objectivo seja jogar e tabelar para o lado e para trás, ou dar voltinhas e reter a bola... O Lucas Veríssimo não é mau jogador, mas fica ligado aos golos do Aubameyang. O Nuno Tavares tem de aprender rapidamente como é que se dificulta um adversário que quer fazer um centro...
 
Chegámos a sonhar, o que só torna esta eliminação ainda difícil de digerir. Logo a seguir ao nosso golo e durante grande parte da partida até final, cometemos o pecado capital de tentar ‘controlar o jogo’, algo que eu sempre abominei, porque nunca nos vi com capacidade para segurar um resultado. E isto já vem desde há vários anos. A máxima ‘a melhor defesa é o ataque’ é algo que deveria estar sempre no nosso ADN e, em especial, esta temporada, em que sofremos golos em catadupa. Não percebo como é que os nossos responsáveis, nomeadamente o treinador, não percebem isto! Nunca nos deveríamos ter remetido unicamente à defesa, porque se o Arsenal precisava de marcar dois golos era bem provável que o conseguisse. Como conseguiu. Mas o mal não esteve neste jogo: o Rangers eliminou o Antuérpia e no sorteio de hoje saiu-lhe o Slavia Praga. Se tivéssemos feito a nossa obrigação de ficar em primeiro num grupo em que éramos cabeças-de-série, teríamos possivelmente o caminho aberto para os quartos-de-final. Assim sendo, foi mais um objectivo da época a ir ao ar.

segunda-feira, fevereiro 22, 2021

Descalabro

Empatámos em Faro (0-0) e, completada apenas a 3ª jornada da 2ª volta, estamos a 15 pontos da lagartada (2-0 ao Portimonense) no 1º lugar e já a quatro do 2º, o Braga (4-2 em casa ao Tondela), que poderão ser cinco se o CRAC vencer no Marítimo hoje à noite. Ou seja, nem nos nossos piores pesadelos acharíamos isto possível, ainda por cima, numa temporada em que foi feito o investimento que foi.
 
Com o Weigl castigado, o Gabriel alinhou a seis, com o Taarabt à sua frente, e o Seferovic a fazer companhia ao Darwin. Nem entrámos mal na partida, com o Rafa a imprimir velocidade à direita, mas o Everton na esquerda a manter sempre a sua tendência de vir para o meio, o que naturalmente afunila imenso o nosso futebol. O Farense não se limitou a defender e também colocou o Helton Leite à prova. Fomos criando uma boa mão cheia de oportunidades, mas só num remate do Everton é que o Defendi se teve de aplicar. E aqui residiu o nosso maior mal: em 15 remates à baliza, dois foram enquadrados! Repito: DOIS em quinze! Treze por cento, com o Darwin em particular destaque pela negativa neste aspecto. Em cima do intervalo, 15 cm de fora-de-jogo impediram o Farense de se colocar em vantagem.
 
Temia o pior na 2ª parte, dado que tem sido tendência desta época baixarmos consideravelmente o nível neste período e, ainda por cima, vínhamos de jornada europeia. No entanto, embora a exibição não tenha sido tão má como isso, continuámos sem acertar na baliza. O Rafa lá falhou a sua bolita completamente isolado e só com o guarda-redes pela frente, o Seferovic atirou por cima em boa posição, tal como tinha feito, ao lado, na 1ª parte e o entretanto entrado Pizzi atirou ao poste, quando estava completamente solto já dentro da área. E o jogo lá acabou sem que nós tenhamos conseguido marcar um singelo golo a uma equipa que até esta jornada os tinha sofrido em todos os jogos! No final, o Jesus veio lamentar-se do facto de nos faltar um jogador que meta a bola dentro da baliza. Se nós ao menos tivéssemos no plantel... sei lá... alguém que tivesse sido, por exemplo, o melhor marcador da temporada passada... Se calhar, teria ajudado...!
 
Em termos individuais, os centrais (Otamendi e Vertonghen) foram dos menos maus, o Nuno Tavares fez uma 1ª parte razoável em termos ofensivos, mas decresceu imenso na 2ª, o Diogo Gonçalves veio agitar um pouco as águas quando entrou, ao contrário do Pizzi, cuja dinâmica tem sido nula desde que venha do banco. O meio-campo com Gabriel e Taarabt é o empecilho do costume (rodriguinhos, voltinhas, pisar a bola, travar o jogo) e leva-me ao desespero.
 
Há 70 anos(!) que não estávamos a esta distância da lagartada. Repito: s-e-t-e-n-t-a anos! E o pior é que esta tendência de incapacidade futebolística da nossa parte não é só desta temporada. Vem da altura do pentafalhado, só disfarçada com o milagre do Lage na 2ª volta de 2018/19. Vamos terminar esta temporada com um campeonato ganho em quatro anos, na melhor das hipóteses, uma Taça de Portugal (e tê-la-emos de ganhar), zero Taças da Liga e duas Supertaças. Estamos conversados quanto à “parte desportiva” do projecto. O Rui Vitória falhou, o Bruno Lage falhou e o Jorge Jesus está a falhar. Claramente a culpa não é do treinador. Fica já aqui escrito para memória futura: será absolutamente inconcebível que o presidente do Benfica, depois da total reversão da política desportiva este ano unicamente para garantir a sua reeleição, deixe cair o Jorge Jesus sem apresentar imediatamente a sua demissão e convocar eleições antecipadas. Para o bem e para o mal, por sua própria escolha, o futuro do Luís Filipe Vieira está intrinsecamente ligado ao de Jorge Jesus. E acrescento mais: se, no mínimo, não ganharmos a Taça de Portugal e ficarmos em 2º lugar, espero que o presidente tenha a hombridade de tomar a única atitude decente possível.

sábado, fevereiro 20, 2021

Benfica FM | Temporada 1993/94

Foi um prazer rever e comentar com os meus amigos Nuno Picado e Bakero do Benfica FM a maravilhosa época de 93/94, que nos deu memórias tão inolvidáveis como os 4-4 de Leverkusen e os 6-3 em Alvalade. Especialmente nos tempos actuais, ter este banho de mística foi um bálsamo e as horas passaram a voar. Acima de todos, uma enorme vénia ao GRANDE Sr. Toni!



P.S. - A maneira como (des)tratámos o Toni, e por três(!) vezes, ajuda muito a explicar o rumo que o clube teve.

sexta-feira, fevereiro 19, 2021

Lisonjeiro

Empatámos, na casa emprestada de Roma, frente ao Arsenal (1-1) e estamos em desvantagem para a 2ª mão dos 16 avos de final da Liga Europa, na casa emprestada do Arsenal em Atenas. Perante o futebol que apresentámos e o que tentámos tirar deste jogo (claramente não perder), foi um óptimo resultado.
 
O Jesus voltou a inovar com os três centrais, promovendo a estreia absoluta do Lucas Veríssimo. No meio-campo, alinharam o Weigl, Pizzi e Taarabt, e, na frente, o Waldschmidt fez companhia ao Darwin. Os primeiros 30’ da 1ª parte foram um suplício, em que praticamente não passámos do meio-campo, fomos esmagados na posse de bola, mas, facto positivo, defendemos relativamente bem e o Arsenal só teve uma grande ocasião pelo Aubameyang, que atirou ao lado só com o Helton Leite pela frente. A partir da meia-hora, reequilibrámos um pouco, o Darwin teve um remate que poderia ter sido com mais força e tivemos a grande oportunidade mesmo em cima do intervalo, quando o Grimaldo roubou bem uma bola à saída da grande-área adversária, mas depois centrou pessimamente e a bola foi cortada para canto.
 
Na 2ª parte, a tendência do jogo não foi tão vincadamente inglesa, embora continuassem a ser do Arsenal as melhores (poucas) oportunidades. O Rafa (que ficou no banco certamente para poder ver o resumo alargado do Arsenal – Benfica de 1991, que infelizmente ainda não teve oportunidade de ver nos cinco anos que leva de Benfica...!) entrou para o lugar do muito apagado Waldschmidt e as coisas melhoraram um bocado. Aos 55’, como não estávamos num jogo do campeonato nacional, uma clara mão na bola na área do Arsenal deu penalty a nosso favor (como me relembrou o D’Arcy, temos 4 penalty em 7 jogos na Liga Europa contra 0 em 19 na nossa Liga...!). O Pizzi não tremeu e, mesmo com aquele saltinho que me tira do sério, conseguiu desfeitear o guarda-redes Leno. No entanto, mal tivemos tempo de saborear a vantagem, porque o Arsenal igualou logo dois minutos depois através do Saka com assistência do Cédric, num lance em que beneficiou de alguma sorte num corte de um jogador nosso que fez a bola bater noutro jogador nosso(!) e ressaltar para o adversário. O Everton entrou por volta dos 65’ e teve um remate bastante perigoso, com a bola a rasar o poste, mas já antes, do outro lado, felizmente o Aubameyang não estava nos seus dias e teve mais uma ocasião em que atirou ao lado em boa posição. Até final, as equipas conseguiram anular-se mutuamente e pareceram satisfeitas com o resultado.
 
Em termos individuais, toda a defesa esteve bem com menção especial para o Lucas Veríssimo, que teve uma estreia promissora perante um adversário difícil. Gostei igualmente do Diogo Gonçalves sobre a direita, que vem evoluindo de jogo para jogo. Perante um adversário de outro calibre (apesar de estar em 10º na Premier League), confirma-se que o Weigl é um dos poucos jogadores de categoria internacional do nosso plantel, que aguenta o embate com eles. Continua a substituí-lo frequentemente, Jesus, não te esqueças...! O Pizzi esteve fraco e o Taarabt inenarrável, como quase sempre.
 
Deixo para o final algo que me esfrangalhou os nervos durante praticamente o jogo todo, mas em especial na 2ª parte: eu até compreendo a táctica mais cautelosa, com menor pendor ofensivo, etc. e tal, agora, por favor, alguém me explique PORQUE RAIO DE CARGA DE ÁGUA é que nós sucessivamente desacelerávamos no ataque, até quando tínhamos praticamente igualmente numérica? A sério, porque é que chegávamos em relativa boa posição ao meio-campo adversário e inevitavelmente travávamos a corrida, pisávamos a bola e voltávamos para trás? É que não aconteceu só uma ou duas vezes. Deve certamente haver uma boa explicação para tanta falta de ambição. Digo eu. Obrigado pela atenção.

terça-feira, fevereiro 16, 2021

Impensável

Empatámos na 2ª feira contra o Moreirense (1-1) em Moreira de Cónegos e, não só não aproveitámos o empate do CRAC na véspera em casa frente ao Boavista (2-2), como, com a vitória de ontem da lagartadafrente ao Paços de Ferreira (2-0), aumentámos a distância para o 1º lugar para uns impensáveis 13 pontos quando estamos somente na 2ª jornada da 2ª volta. Como o Braga também ganhou nos Açores ao Santa Clara (1-0), estamos agora em 4º lugar...
 
Confesso que, depois dos últimos dois jogos, não estava à espera de um resultado destes. O Jesus inventou ao dar a baliza ao Helton Leite em detrimento do Vlachodimos (porquê...?!), mas até fizemos uma boa 1ª parte, com um domínio quase total, que se consubstanciou aos 25’ com o golo do Seferovic, num remate cruzado de pé esquerdo depois de uma boa iniciativa do Taarabt. Já antes, o Rafa tinha dado continuação à sua viagem no tempo, aos primórdios da sua vinda para o Benfica, quando falhava golos em catadupa só com o guarda-redes pela frente, neste caso depois de ser muito bem desmarcado pelo Otamendi. Pouco depois do nosso golo, foi o Darwin a ter um remate perigoso de fora da área, mas a bola também saiu ao lado da baliza. Quando nada o fazia prever, o Moreirense empatou aos 40’ fruto de um penalty absolutamente idiota do Grimaldo, que foi batido de maneira quase escandalosa sobre a linha e depois derrubou o adversário na tentativa de chegar à bola. O Yan Matheus atirou para o meio da baliza e enganou o Helton Leite.
 
Tem sido um hábito desta temporada, à excepção do jogo anterior, baixarmos substancialmente o nível exibicional nas 2ªs partes, e este jogo manteve esta tendência. A circulação de bola deixou de ser feita com tanta rapidez, o Taarabt, que curiosamente até então estava mais objectivo, voltou à sua produção habitual das voltinhas e rodriguinhos, e não nos acercámos com tanto perigo da baliza como nos primeiros 45 minutos. Ou centrávamos mal, ou insistíamos pelo meio, ou o último passe era mal feito, ou o remate saía com pouca força, o que é certo é que só criámos uma verdadeira ocasião já perto dos 10 minutos finais numa cabeçada do Darwin, a corresponder bem a um centro do entretanto entrado Waldschmidt, que proporcionou ao Pasinato uma defesa magistral. Até final, até foi o Moreirense a ter mais lances de perigo, resultado da decisão incompreensível do Jesus de tirar o Weigl para colocar o Pizzi, deixando o Taarabt em campo. Como já sucedeu n vezes, perdemos completamente o meio-campo e, sem bola, não se consegue fazer nada. Aliás, o Jesus não esteve nada bem no banco, não fazendo as substituições todas e resolvendo fazer entrar o Cervi a dois minutos do fim da compensação, o que acabou por não acontecer dado que a bola não saiu e entretanto o jogo acabou.
 
Em termos individuais, não acho que ninguém se tenha destacado por aí além, mas menção positiva para os centrais (Otamendi e Vertonghen) e para o Diogo Gonçalves, que esteve bastante activo na direita e subiu em relação ao que tem feito especialmente em acções atacantes. Do lado oposto, claramente o Grimaldo, que fica ligado ao resultado, à grande diferença entre a 1ª e a 2ª parte do Taarabt, que espelha bem o que se passou com a equipa, e à entrada completamente falhada do Pizzi, que não trouxe nada ao jogo.
 
Foi um enorme balde de água fria, que não permitiu que reduzíssemos a distância para o 2º lugar, o real objectivo desta época em termos de campeonato. Teremos na 5ª feira o regresso da Liga Europa, onde só uma hipotética vitória nos poderia fazer esquecer a desilusão que se prevê que vá ser esta temporada. Iremos defrontar o Arsenal que, embora esteja a fazer um campeonato medíocre, é sempre um adversário temível. No entanto, pode ser que uma eventual eliminação dos ingleses seja o ponto de viragem da época. Não é que eu acredite minimamente nisso, mas enfim...
 
P.S. - Não invalidando a pouca qualidade do futebol que temos vindo a apresentar, há que dizer que arbitragem do Sr. Manuel Oliveira foi uma vergonha! Há um penalty descarado sobre o Vertonghen (impedido de se fazer à bola pelo braço de um adversário), que nem o árbitro, nem o VAR, Sr. Fábio Melo, quiseram ver. Ao contrário de um lance sobre o Weigl, que o árbitro começou por assinalar penalty, mas o VAR fê-lo ir ao ecrã e posteriormente reverter a situação. Sendo que, na repetição por trás da baliza, se vê um toque no pé esquerdo do alemão. É que, parecendo que não, só nos últimos jogos tivemos uma mão descarada de um jogador do Nacional, um empurrão ao Pizzi frente ao V. Guimarães e agora estes lances frente ao Moreirense. E assim voaram seis pontos...