origem
Mostrar mensagens com a etiqueta Taça da Liga 2011/12. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Taça da Liga 2011/12. Mostrar todas as mensagens

domingo, abril 15, 2012

A quarta seguida

Vencemos o Gil Vicente por 2-1 e fizemos o tetra na Taça da Liga. A vitória nesta competição salva a época? Obviamente que não! Devemos por isso tratá-la como um troféu do Guadiana? Sim, se formos idiotas. Esta prova é a terceira na hierarquia nacional, é oficial e portanto deve ser tratada com o destaque devido: festejar a sua conquista no estádio e ponto final. Agora, haver benfiquistas que a desvalorizam como os adeptos do CRAC e os lagartos (esperem só até esses clubes a ganharem, que passa-lhes logo a desvalorização…), sinceramente não entendo.

A chegada de Coimbra às 3h30 e um aniversário de um familiar no dia de hoje fizeram com que só pudesse escrever sobre o jogo agora. O Gil Vicente entrou melhor que nós e criou-nos problemas durante os primeiros 15’, sem no entanto haver uma clara situação de golo. Com muitas alterações na equipa (o nosso banco era um luxo: Artur, Javi García, Cardozo, Nolito, Gaitán e Saviola – ok, o Emerson é a excepção que confirma a regra…), demorámos um bocado a acertar, com o Rodrigo e o Nélson Oliveira muito trapalhões na frente. Mas chegámos à frente do marcador aos 30’ num belo cruzamento do Bruno César bem finalizado pelo Rodrigo (foi das poucas coisas boas que fez). Até ao intervalo, ainda deu para os dois guarda-redes brilharem, o deles defendendo um óptimo remate do Witsel.

Na 2ª parte, entrámos mais decididos e não permitimos veleidades ao Gil Vicente. O inoperante Nélson Oliveira foi substituído pelo Gaitán (que decidiu correr um pouco mais do que habitualmente…) e criámos algumas boas situações para acabar com o jogo, nomeadamente através de uma óptima abertura do Capdevila para o Rodrigo, que permitiu nova defesa do Adriano. No entanto, aos 78’ e quando não se justificava, o Gil Vicente empatou através do Zé Luís na sequência de um canto. Felizmente que isto não aconteceu 30 segundos depois, caso contrário já teríamos esgotado as substituições com a entrada do Javi García. Assim sendo, ainda houve tempo para o Jesus emendar a mão e colocar o Saviola, que foi quem acabou por decidir a final aos 84’, com uma boa recarga de pé esquerdo, depois de o guarda-redes ter defendido um remate do Witsel. Respirámos de alívio e até final, o Gil Vicente, apesar de nunca desistir, nunca colocou verdadeiramente em perigo a nossa baliza.

Em termos individuais, o Matic foi de longe o melhor jogador do Benfica. Voltou a repetir a óptima exibição de Londres e a mostrar que foi um erro não ter sido titular no WC. O Witsel (eleito o melhor em campo) também esteve muito bem e o Saviola voltou a ser decisivo passado bastante tempo, a demonstrar que, se calhar, deveria ter jogado um bocado mais durante a época. A defesa não comprometeu, apesar da ausência do Luisão, embora se note o cansaço evidente do Maxi Pereira (não arranjemos um substituto para o fazer descansar, não…). O Capdevila foi batido uma vez, no lance de que resulta do canto que deu origem ao empate, mas mais vez demonstrou estar anos-luz à frente do Emerson. Isto para quem tenha olhos, claro… O Aimar não se destacou muito e o Bruno César também não fez uma exibição de encher o olho, mas merece destaque pela assistência e pelo espírito combativo. Voltei a achar o Rodrigo muito fraco, apesar de nunca ter virado a cara à luta.

Cumprimos a nossa obrigação e justificámos o favoritismo que tínhamos para esta partida. Agora há que ganhar os quatro jogos que faltam para, pelo menos, mantermos o 2º lugar. O balanço da época far-se-á no final da mesma.


P.S. – Estar a contestar o treinador e os jogadores antes do final da competição, quando esta ainda não está decidida, parece-me pouco… inteligente.

quarta-feira, março 21, 2012

F-i-n-a-l-m-e-n-t-e!!!

Vencemos os assumidamente corruptos por 3-2 e estamos na final da Taça da Liga. Aquela taça que os antibenfiquistas desdenham simplesmente porque nunca a ganharam. Já a Supertaça é muito importante, não é, sua cambada de hipócritas com uma coluna vertebral com mais curvas do que o circuito do Mónaco de Fórmula 1?!

Não poderíamos ter entrado melhor, já que fizemos o primeiro golo aos 4’ através do Maxi Pereira, depois de uma boa combinação atacante. Já antes do golo, o Bruno César tinha falhado o pontapé depois de um centro do Nolito e numa altura em que só tinha o Bracalli pela frente. Só que inexplicavelmente entrámos na já habitual fase de bloqueio mental quando defrontamos o CRAC. Durou 25’, custou-nos dois golos aos 8’ e 17’, e poderia ter-nos custado pelo menos mais um. Foram perdas de bola inadmissíveis, deficientes posicionamentos em campo e desconcentrações na disputa dos lances de jogadores tão insuspeitos como o Luisão, Javi García e Maxi Pereira. Parecia que tinham bebido alguma coisa… Felizmente, conseguimos recompor-nos e, se dúvidas houvesse quanto à existência de Deus, elas foram definitivamente dissipadas quando enviámos três bolas aos postes em quatro minutos! Nenhum ser superior daria uma protecção destas a quem é assumidamente corrupto. Antes do intervalo, lá marcámos o merecido golo, através do peito(!) do Nolito, depois de uma assistência do Javi García na sequência de um livre. Era fundamental não ir para o intervalo a perder.

A 2ª parte foi muito menos movimentada que a 1ª. As equipas foram mais calculistas, mas tirando uma boa oportunidade do Lucho logo no início, o CRAC não fez mais nada de relevante. Quanto a nós, tivemos remates do Witsel e Nolito, sozinhos à entrada da área, que saíram por cima da baliza. Aos 65’, o Jesus decidiu que talvez estivesse na hora de ganhar o jogo e lançou o Cardozo para o lugar do Nélson Oliveira. Aos 77’, o Tacuara tabelou bem com o Gaitán, correu isolado para a baliza e rematou ainda de fora da área para fazer o 3-2. Grande golo de um enorme jogador! Até final, o CRAC não conseguiu criar perigo nenhum e fomos uns justos vencedores.

Em termos individuais, não é propriamente fácil destacar ninguém, porque aquela oscilação na 1ª parte envolveu jogadores que estavam a fazer um bom jogo antes e continuaram a fazer depois. Como o Maxi Pereira e o Javi García, por exemplo. Outro que estava a jogar bem era o Bruno César, que acabou por dar lugar ao Gaitán aos 56’, sem perda de qualidade, já que o argentino entrou bem na partida. O Cardozo cada vez está pior… Rematou fora da área, claramente para não ter que correr mais! É lento, não gosta de correr e não luta. Só sabe marcar golos, mas isso não interessa nada! Claramente não serve para o Benfica… Quanto ao Capdevila, andou aos papéis no início da partida, mas depois recompôs-se e teve uma exibição satisfatória, especialmente se tivermos em consideração que teve o Hulk pela frente. Escusado será dizer que acho que deveria merecer mais oportunidades, porque pelo menos é mais inteligente a jogar à bola do que o Emerson. O Jardel demonstrou que a recuperação do Garay é fundamental, porque algumas das ofertas que teve se fosse com os avançados do Chelsea…

Aguardemos agora pelo adversário na final, mas presume-se que seja o Braga. Das competições em que estamos envolvidos, esta é a menos importante, mas também é a que realisticamente temos mais hipóteses de ganhar. O campeonato está à distância de um (dois na prática) ponto, mas não dependemos de nós. E a Liga dos Campeões é uma utopia. Portanto, chegados a uma final, temos obrigação de lutar pela vitória. E trazer a quarta taça consecutiva para a Luz.

P.S. – 28.553 espectadores numa meia-final em casa de uma competição oficial frente ao nosso maior adversário é uma vergonha!

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Agradável

Derrotámos o Marítimo por 3-0 e estamos mais uma vez nas meias-finais da Taça da Liga. Foi uma vitória incontestável num jogo bem disputado e perante uma das melhores equipas do nosso campeonato. Iremos agora defrontar os assumidamente corruptos no nosso estádio para tentar chegar à 4ª final consecutiva.

A partida iniciou-se logo com um grande susto quando um adversário surgiu isolado frente ao Eduardo, que voltou a fazer bem a mancha tal como tinha sucedido em Guimarães. Nós criámos igualmente duas ou três boas oportunidades antes do golo do Nélson Oliveira aos 13’ depois de uma óptima abertura do Saviola. Até ao intervalo poderíamos ter aumentado o score, mas o guardião contrário (Salin) e alguma falta de pontaria foram-no impedindo.

Na 2ª parte, não baixámos o ritmo apesar de estarmos na prática com dois golos de vantagem (já que o empate também nos qualificaria). Aos 58’, o Artur Soares Dias expulsou o Pouga por cotovelada no Javi García. Visto na televisão, parece um pouco exagerado. A partir daqui, o Marítimo deixou de ser tão acutilante em termos atacantes e as oportunidades foram-se sucedendo para nós, com o Nélson Oliveira a estar em destaque ao falhar algumas. O Jesus mexeu na equipa e em boa hora o fez, já que foi o Rodrigo a sentenciar a partida, com dois golos aos 72’ e 80’. Até final, ainda deu para estrear o Djaló e para falhar mais uns quantos golos.

Em termos individuais e apesar de alguma fussanguice, o Nélson Oliveira merece o destaque, porque não só marcou um golo (e falhou outros dois) como esteve muito mexido na frente e a dar imenso trabalho à defesa contrária. O Rodrigo com dois golos tornou-se na outra grande figura da partida. O Nolito é outro jogador de quem eu gosto imenso e só pecou na finalização, já que foi o raçudo do costume (mas devia ter passado ao Cardozo no último lance do encontro…). O Gaitán também esteve mais comprometido com o jogo em relação ao Santa Clara. O Aimar é o Aimar e não é preciso dizer mais nada. O Javi García foi muito importante nos equilíbrios defensivos, já que teve que valer por ele e pelo Witsel (que ficou no banco). A defesa portou-se razoavelmente tendo em conta que faltou o Luisão e espero que o Capdevila tenha mais hipóteses, já que é por demais evidente que não fica a dever nada ao Emerson (para ser simpático para este…). O Saviola é que continua numa forma sofrível, ou então perde por comparação com os outros companheiros de ataque. Quanto ao Djaló, está claramente sem ritmo, mas mesmo assim poderia ter marcado.

Cumprimos a nossa obrigação e agora aguardemos o encontro das meias-finais, que virá depois de jogos muito mais importantes para as outras duas competições.

P.S. – Há oportunidades que se perdem ingloriamente. Não percebi a entrada do Cardozo nos últimos cinco minutos. Ok, a ovação ao Nélson Oliveira era merecida, mas poderia ter entrado outro jogador. O Cardozo marcava há oito jogos consecutivos e poderia ultrapassar o recorde do Eusébio se marcasse no nono. Em cinco minutos, isso não aconteceu (ai Nolito, Nolito…) e não vimos história. O Jesus bem que poderia ter pensado nisto, já que o resultado mais que feito…

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Nolito

Vencemos o Santa Clara por 2-0 e basta-nos um empate com o Marítimo para nos qualificarmos para as meias-finais da Taça da Liga e defrontarmos os assumidamente corruptos. Com uma equipa de habituais suplentes, fizemos uma exibição muito fraca até à entrada de três titulares que nos permitiram aumentar a velocidade e consequentemente ganhar o jogo.

Na 1ª parte, pouca coisa de interessante se passou. Estávamos muito lentos e criar desequilíbrios era uma miragem. Uma cabeçada do Jardel e um bom lance do Saviola foram as duas vezes que mais próximo estivemos de marcar, mas o Eduardo também defendeu uma bola sobre a linha.

Com a entrada do Witsel ao intervalo, as coisas melhoraram um pouco, mas foi preciso meter o Nolito (principalmente) e o Rodrigo para se ver um acentuado aumento de produção. Fizemos o 1º golo aos 68’ numa assistência do Nolito para o Nélson Oliveira só ter que encostar e aos 76’ outra assistência do espanhol isolou o Witsel, que disparou ainda de fora da área para acabar com as (poucas) dúvidas que havia. O Santa Clara praticamente não criou perigo no 2º tempo.

Em termos individuais, obviamente que o destaque vai todo para o Nolito. Entrou e virou a partida, com velocidade, técnica e assistências decisivas. O Witsel também veio criar ordem no meio-campo, coisa que o Matic não conseguiu fazer na 1ª parte. Espero que a estreia a marcar do Nélson Oliveira lhe seja motivador, porque ainda está muito verde (salvo seja!) para poder ser um substituto válido do Cardozo. Na forma em que está, o Gaitán pode passar uns tempos no banco, até porque o Nolito e o Bruno César têm estado em grande destaque. Quantos aos outros que costumam jogar menos, não deram mostras de terem capacidade para inverter a situação, o que também pode acontecer por não terem o necessário ritmo e isso é um círculo vicioso. Bastante preocupante é a substituição (quando necessária) do Maxi Pereira, porque o André Almeida fez-me ter saudades do Luís Filipe. E não, não é só por não ser um lateral de raiz. Há ali um grave caso de inépcia futebolística (que já era visível na pré-temporada, não sei quem teve a ideia de o voltar a trazer…). Ou nós resolvemos a questão do Rúben Amorim e o reintegramos rapidamente, ou então é preciso ir com urgência ao mercado para buscar alguém para substituir o uruguaio. Se ele se lesiona ou é castigado será um enorme problema para nós.

Mas agora é altura de nos concentramos no próximo Domingo e em derrotar o Gil Vicente em casa. Com os habituais titulares de volta, espera-se uma exibição bastante melhor com a continuidade das vitórias.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Festival

Vencemos em Guimarães por 4-1 na 1ª jornada da Taça da Liga. Deste modo, estamos muito bem lançados para atingir as meias-finais da prova, porque as duas próximas jornadas serão na Luz. Foi um excelente regresso das férias natalícias e mostrámos que não perdemos a boa embalagem do encontro frente ao Rio Ave.

Apesar do resultado final, a partida não foi fácil, especialmente na 1ª parte. Entrámos praticamente a ganhar com o golo do Witsel aos 11’ depois de uma abertura genial do Nolito. Mas logo a seguir adormecemos e deixámos o V. Guimarães criar uma série de oportunidade que só por felicidade nossa (e aselhice alheia) não foram concretizadas. Juntamente com as oportunidades, os jogadores adversários mostraram grande apetência pelas canelas dos nossos.

A 2ª parte começou praticamente com o empate, aos 48’, num lance de bola parada em que o João Paulo ainda agora deve estar para saber como conseguiu meter a bola na baliza. Entretanto, ao intervalo, já tínhamos trocado os ineficazes Saviola e Nélson Oliveira pelo Cardozo e Bruno César, e melhorámos imenso na 2ª parte. Começámos a pressionar o V. Guimarães e a aptidão deles pelas nossas canelas provocou a expulsão do Pedro Mendes (justíssima) por segundo amarelo. Aos 65’, recolocámo-nos na frente com mais um golão do tal tipo que não sabe fazer mais nada do que marcar golos: grande Cardozo! Que pouco depois falhou um golo isolado, mas bisou de cabeça aos 78’ sentenciando a partida. O guarda-redes adversário impediu-lhe mais dois golos com duas boas defesas, mas na segunda estava lá o Rodrigo para fazer a recarga e fixar o marcador no 1-4 final aos 88’.

Destaco o Nolito que deu sequência à óptima exibição frente ao Rio Ave. Nesta altura, tem que ser titular indiscutível do Benfica. Referência obrigatória igualmente para o Cardozo, que pareceu muito melhor fisicamente. O Bruno César também entrou muito bem na partida e o Aimar continua a ser o… Aimar. Menos positivo foi o comportamento da defesa, que permitiu muitas veleidades ao adversário na 1ª parte, com excepção do Eduardo, que fez duas grandes intervenções.

O que mais gostei nesta exibição foi a nossa constante procura do golo e de não nos satisfazermos só com um de vantagem (como aconteceu já muitas vezes esta época). Mostrámos fome de golos e isso é muito bom sinal para o resto da época. Esperemos que se continue assim em todas as competições.

P.S. – O Javi García deve abster-se no futuro de voltar a fazer o que fez, mas não me venham com tretas. Aquilo não é uma cabeçada! Ele toca no adversário com o ombro quando está a tentar arranjar espaço (com a cabeça) para se interpor entre ele e o Luisão na marcação de um livre. Se o N’Diaye fosse um pouco mais homenzinho e não se pusesse com simulações só lhe ficaria bem.