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quinta-feira, janeiro 26, 2017

INCONCEBÍVEL!

Perdemos com o Moreirense (1-3) na final four da Taça da Liga e fomos eliminados. Vou voltar a repetir: perdemos com o Moreirense (o M-o-r-e-i-r-e-n-s-e!) por 1-3 e não vamos à final da Taça da Liga. Ou seja, perdemos a oportunidade de fazer história ao nível do futebol português e ganhar na mesma época todos os troféus nacionais em disputa. Porque, lá está, perdemos com o Moreirense!

Ainda para mais, não poderíamos ter desejado melhor começo de jogo e marcámos logo aos 6’ pelo Salvio, num golão depois de um óptimo centro do Eliseu. No entanto, a partir daqui, os jogadores do Benfica acharam que tinham o jogo ganho e a desaceleração foi evidente. O Moreirense praticamente não criou perigo na 1ª parte, o que ajudou a sedimentar essa impressão de que a vitória estava garantida. Mesmo assim, ainda tivemos algumas oportunidades para aumentar a vantagem, mas o Jonas e o Salvio permitiram duas boas defesas ao Makaridze, e o André Almeida não conseguiu chegar à bola e desviar para a baliza um cabeceamento do Lisandro num canto.

Na 2ª parte, as camisolas do Benfica entraram em campo e jogaram sozinhas até aos 75’. Claro está que assim sendo foi fácil ao Moreirense marcar três golos! (Repito: sofremos T-R-Ê-S golos do Moreirense!) Logo aos 46’, pelo recém-entrado Dramé, aos 54’, pelo Boateng (na sequência de um livre, em que há um puxão nítido ao Eliseu que o impede de disputar a bola), e aos 71’, novamente pelo Boateng, depois de uma incrível perda de bola a meio-campo do Jardel. Aos 75’, os jogadores do Benfica lá se decidiram entrar em campo e o Jonas ainda atirou duas bolas aos ferros, o Salvio teve um cabeceamento a rasar o poste e o Makaridze fez um par de boas defesas. Tivéssemos jogado sempre como nesses últimos 15’ e outro resultado haveria…

É quase um sacrilégio fazer destaques individuais depois de uma exibição destas, mas o Salvio foi dos melhores enquanto teve pernas, o Eliseu não pareceu estar há dois meses sem jogar e o Zivkovic deveria ter entrado mais cedo. Quanto aos outros, foi quase tudo de fugir, mas mesmo assim nenhum bate o Carrillo…!

O que mais me preocupa nesta debacle é que já não é a primeira vez (nem a segunda) que acontece: já em Istambul, tivemos três golos de vantagem e desligámos o cérebro e esse mesmo desligar aconteceu há bem pouco tempo na primeira meia-hora contra o Boavista. Como é possível uma equipa como a nossa desconcentrar-se desta maneira e andar completamente à nora durante 30’ num jogo em que entrámos a ganhar logo aos 6’?! Sinceramente, não se compreende! Jamais me conformarei com a perda desta oportunidade de ouro para ganhar tudo, ainda por cima quando nas taças já não estavam nenhum dos outros dois. Veremos a repercussão que isto terá para o futuro, mas as últimas exibições (e a catrefada de golos sofridos!) não me deixam nada confiante para os próximos tempos.

quarta-feira, janeiro 11, 2017

Gonçalo Guedes

Três dias depois, voltámos a vencer em Guimarães pelo mesmo resultado (2-0) e pela nona vez em 10 edições qualificámo-nos para as meias-finais da Taça da Liga. Numa partida em que fizemos oito alterações em relação à equipa que ali venceu para o campeonato, o que se pode dizer é que o plantel passou no teste com louvor e distinção.

Ainda antes do primeiro minuto, o V. Guimarães teve a melhor oportunidade de golo no jogo todo, com o Soares a chegar atrasado de cabeça a um desvio ao primeiro poste num canto. A partir daqui, a 1ª parte foi toda nossa e ficámo-nos a dever uma goleada das antigas. Aos 10’, o Rafa meteu a quinta e foi agarrado e puxado dentro da área. Penalty indiscutível que o Pizzi permitiu que o guarda-redes, Miguel Silva, defendesse. Tempos houve em que tal lance nos desconcentraria e mudaria o curso do jogo, mas felizmente não os actuais. Continuámos a tentar marcar, certos de que, como o empate nos bastava, qualquer golo iria tornar as coisas muito difíceis para o V. Guimarães. O Zivkovic isolou o Rafa, mas este continua na sua senda de falhar quando só tem o guarda-redes pela frente. Todavia, aos 34’ marcámos mesmo, numa óptima combinação entre o Pizzi e o Nélson Semedo, com este a centrar atrasado para o Gonçalo Guedes rematar rasteiro e cruzado para dentro da baliza. Pouco depois, novo capítulo da infindável série “Falhanços isolados do Rafa”: outro magnífico passe do Zivkovic a colocar o internacional português só com o Miguel Silva pela frente e mais uma defesa deste a impedir o golo. Até que aos 40’, marcámos finalmente o segundo, numa jogada toda do Gonçalo Guedes, que abriu na direita no Carrillo, que lhe devolveu a bola, e o nº 20 marcou um golo exactamente igual ao anterior (rasteiro e cruzado). Logo a seguir ao golo, o Nélson Semedo, que deveria estar a ser elogiado pelos adeptos vitorianos na bancada, fez o sinal de blá, blá, blá e eles ficaram muito ofendidos, começando a lançar cadeiras para o campo. Atitude escusada do nosso jogador, que lhe valeu um amarelo. Já se sabe que o melhor é sempre não responder a provocações. Até ao intervalo, o Zivkovic poderia ter ampliado a vantagem, noutra boa jogada do Guedes na direita, mas o Miguel Silva voltou a defender.

À semelhança do encontro do campeonato, na 2ª parte limitámo-nos a controlar o jogo, mas, ao contrário de sábado, desta feita o V. Guimarães praticamente não teve oportunidades de golo. Só a 20’ do final é que nós voltamos a chegar com perigo à baliza adversária, mas o remate do Pizzi esbarrou num defesa. O Sr. Carlos Xistra ia enchendo os nosso jogadores de amarelos, principalmente os (poucos) titulares que estavam em campo, mas lá nos conseguimos safar sem nenhuma expulsão até final.

Em termos individuais, destaque óbvio para o Gonçalo Guedes que sozinho deu cabo da defesa do V. Guimarães. Dois golos e uma exibição para recordar. Toda a dinâmica da equipa na 1ª parte foi excelente, com o Zivkovic a afirmar-se cada vez mais como uma alternativa bastante válida, até pelo que ajuda no processo defensivo. O nosso jogo passa todo pelo Pizzi, mas aquele penalty deveria ter entrado... O Carrillo, com a assistência para o Guedes, fez a segunda coisa de jeito desde que chegou ao Benfica (a outra foi o golo ao Nacional), mas na maior parte do tempo continua a fazer-nos jogar com 10. O Lisandro é muito voluntarioso, mas perde consecutivamente lances aéreos na nossa área, especialmente nas bolas paradas (é contá-las...). Eu disse em tempos que o Di María, quando chegou ao Benfica, tinha o remate mais ridículo da história do futebol (e quem se lembra dos seus primeiros tempos não tem como não concordar), mas o Rafa nem o chega a ter. Já perdi a conta às vezes em que ele apareceu isolado e nunca marcou. De tal maneira, que sinceramente nem me mexo quando o lance é só entre ele e o guarda-redes, porque o desfecho é sempre o mesmo. Não vale a pena estar com expectativas. A sua qualidade está absolutamente fora de causa, tem um pique e uma técnica fantástica, mas precisa DESESPERADA e OBRIGATORIAMENTE de fazer treino de finalização: uma hora no final de cada treino só com o guarda-redes pela frente até conseguir meter a bola na baliza em 75% das vezes. Pode ser? É que isto está a começar a cair no ridículo...!

Iremos agora defrontar o Moreirense na final four para tentar atingir a oitava final em 10 edições desta prova. Nunca nenhuma equipa ganhou todos os troféus nacionais numa mesma temporada. Que tenhamos isto em mente.

quarta-feira, janeiro 04, 2017

Goleada

Vencemos o Vizela na Luz por 4-0 e estamos na frente do nosso grupo na Taça da Liga com seis pontos. No entanto e mais uma vez, o V. Guimarães marcou aos 92’, tendo desta feita igualado a partida em casa frente ao Paços de Ferreira (2-2), o que nos impediu de praticamente fechar a qualificação dado que o primeiro critério de desempate é a diferença de golos e os vimaranenses ter-nos–iam de ganhar por 5-0, caso tivessem perdido ontem. Com aquele empate tardio, basta ganharem-nos.

O Rui Vitória fez bastantes alterações e lançou o Lisandro e Yuri Ribeiro na defesa, Samaris, Carrillo e Zivkovic no meio-campo, e Jonas e Mitroglou na frente. Entrámos bem na partida e o Jonas teve logo dois lances em que poderia ter voltado aos golos, mas ambos os remates saíram para fora. Quase a chegar ao quarto-de-hora, o Sr. Manuel de Oliveira transformou um penalty sobre o Zivkovic numa falta quase a pisar o risco. Nós íamos tentando e aos 28’ chegamos finalmente à vantagem: centro do Zivkovic depois de um canto e a bola foi direitinha para a cabeça do Mitroglou que não perdoou. Até ao intervalo, uma cabeçada do Jardel também na sequência de um canto foi à figura do guarda-redes. O Vizela mal passava de meio-campo, mas chegávamos ao intervalo com o jogo ainda não decidido, sabendo nós que um eventual empate a um nos colocaria na posição de ter que ir ganhar a Guimarães por causa dos golos marcados.

Felizmente, a 2ª parte começou logo por aclarar o vencedor ao marcarmos o segundo golo logo aos 48’: canto do Zivkovic para o desvio de cabeça do Lisandro ao primeiro poste. Nove minutos depois, as (poucas) dúvidas desapareceram de vez com o 3-0 pelo jogador que todos nós queríamos ver regressar aos golos: o grande Jonas! Livre directo perto da área e um golaço do brasileiro. Aos 60’, o mesmo Jonas bisou noutra cabeçada a novo centro do Zivkovic: terceira assistência do sérvio para o terceiro golo de cabeça do Benfica. O Rui Vitória começou a rodar a equipa e lançou o André Horta, Jovic e Rafa para os lugares do Pizzi, Mitroglou e Jonas. Até final, ainda vimos o único remate do Vizela.

Em termos individuais, destaque óbvio para os dois golos do Jonas e as três assistências do Zivkovic. Com o Pizzi a meio-campo, a equipa claro que ganhou um dinamismo que não se viu frente ao Paços de Ferreira, embora se tenha que reconhecer que o Vizela é um adversário mais fraco. Também gostei do Mitroglou, que parece mais mexido. O Yuri Ribeiro, à semelhança do jogo da Taça frente ao Real Massamá, não me convence, mas mais uma vez tenho de bater no ceguinho: continuo sem perceber o que é que o Carrillo continua a fazer no plantel e porque é que não aproveitou as férias natalícias para ficar no Peru.

Teremos agora a jornada dupla em Guimarães com três dias de intervalo. Ambos os jogos são muito importantes, o do campeonato, obviamente, mais, mas temos o prestígio e o título na Taça da Liga para defender. O Moreirense está à nossa espera na final four.

P.S. – Não queria, naturalmente, deixar passar a oportunidade de colocar aqui novamente um quadro que documenta o brilhante percurso do CRAC na Taça da Liga. Segundo ano consecutivo em que falha o pódio por uma unha negra...!


sábado, dezembro 31, 2016

Enfadonho

Vencemos na passada 5ª feira o Paços de Ferreira por 1-0 na fase de grupos da Taça da Liga, mas, como no dia seguinte o V. Guimarães foi marcar o 2-1 em Vizela aos 92’(!), estamos em igualdade pontual com eles, mas atrás na diferença de golos.

Basta só lembrarmo-nos deste primeiro jogo a seguir à pausa natalícia nas últimas épocas para vermos que é sempre a mesma coisa: fazemos indiscutivelmente uma das piores exibições do ano. No entanto, nunca deixámos de ganhar! E isso faz toda a diferença. Toda! Em relação à partida com o Rio Ave, o Rui Vitória colocou o Jardel em vez do Lindelof (será que está em trânsito para Manchester?) e o Celis no lugar do castigado Pizzi. Na frente, voltou o Jiménez em vez do Mitroglou e o mexicano foi dos menos maus na 1ª parte. Até entrámos bem no jogo, com remates do Cervi, cabeçada do Luisão e do Celis, este proporcionando ao guarda-redes uma boa defesa do Mário Felgueiras (foi a primeira coisa de jeito que fez com a nossa camisola…). Ainda antes do quarto-de-hora, o Jiménez isolou o Rafa, mas este como de costume, quando tem só o guarda-redes pela frente, não o conseguiu desfeitear. A partida entrou numa fase mais monótona também devido às lesões dos jogadores do Paços (que ficaram milagrosamente curadas depois do nosso golo…). Quando eu já pensava que íamos para o intervalo a zeros, eis que surge o único golo do encontro: excelente abertura do Rafa a isolar o André Almeida na esquerda, o guarda-redes sai ao seu encontro, o Almeida assiste o Gonçalo Guedes, cujo remate é intercepcionado por um defesa quase sobre a linha e sobra para o Cervi, que na recarga fuzila para dentro da baliza. O argentino, logo na sua primeira época na Europa, já marcou em todas as cinco competições!

À semelhança da primeira, também entrámos bem na 2ª parte. O Jardel quase ia conseguindo antecipar-se de cabeça ao guarda-redes, o Gonçalo Guedes proporcionou outra boa defesa ao Mário Felgueiras e o Jiménez teve um bom lance individual que só pecou pelo remate ligeiramente ao lado. Isto tudo novamente nos primeiros 15’. A partir daí, e apesar da entrada do Jonas, a nossa exibição foi perdendo fulgor e ainda tivemos que levar com mais uma lesão muscular, desta feita do Jiménez, que foi substituído pelo Mitroglou. Vamos lá a ver se o mexicano não fica muito tempo no estaleiro. O Paços de Ferreira só criou relativo perigo perto do fim num remate fora da área que o Ederson agarrou muito bem. No entanto, já se sabe que jogos com a vantagem mínima são sempre muito arriscados de gerir e eu só consegui descansar com o apito final.

Em termos individuais, destaque para o Cervi pelo golo e para o Jiménez, especialmente na 1ª parte. Saúda-se igualmente o regresso para uns minutos do André Horta. Todos os outros não saíram muito da mediania.

Era bom que chegássemos a Guimarães na última jornada com dois resultados a nosso favor, mas para isso temos de ganhar ao Vizela (e preferencialmente com uns quantos golos). Não gosto nada de jogos seguidos com o mesmo adversário e vamos à Cidade Berço com três dias de intervalo. Felizmente que o primeiro jogo é para o campeonato, mas eu também gostava muito de manter a tradição e ir longe na Taça da Liga.