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sábado, janeiro 31, 2026
Lendário
Vencemos o Real Madrid na passada 4ª feira (4-2) e conseguimos o milagre de nos qualificarmos para o play-off de acesso aos oitavos-de-final da Champions. O que vai tornar esta jogo inesquecível para todos os que o viram foi naturalmente a forma como o conseguimos. Não é meu costume colocar fotos aqui nos posts, mas esta não podia falhar. Um golo do guarda-redes no (literalmente) último segundo do tempo de compensação(!) dá entrada directa desta partida nas melhores de sempre que vimos na nova Luz. E na nossa vida.
sexta-feira, janeiro 31, 2025
Bipolaridade
Vencemos a Juventus em Turim na 4ª feira (2-0) na última jornada
da Champions e qualificámo-nos para o play-off como cabeças-de-série.
Depois do descalabro frente ao Casa Pia e do vendaval que o áudio do Bruno Lage
provocou, não poderíamos ter dado uma melhor resposta em campo. A qual
confirmou que, nesta época, somos autenticamente uma equipa bipolar.
Com o Carreras castigado e o Beste prestes a ser vendido (mas a estar no banco), o Lage colocou o Bah na lateral-esquerda. O jogo começou em alta rotação e aos 6’, já poderia estar 1-3 para nós! O Di María centrou de trivela muito alto e o Pavlidis, que só tinha de encostar, não conseguiu chegar à bola, o Schjelderup rematou cruzado ao lado quando estava cara-a-cara com o guarda-redes, o Mbangula de cabeça colocou o Trubin à prova e novamente o Schjelderup, desmarcado muito bem pelo Pavlidis, permitiu a defesa com o pé do Perin. E só tinham passado literalmente meia-dúzia de minutos de jogo! Estávamos bastante melhor do que a Juventus na partida e colocámo-nos muito justamente na frente aos 16’ num alívio do Aursnes, a seguir a um canto, que o Bah dominou muito bem e isolou-se, tendo dado para o lado para o Pavlidis só ter de encostar (no entanto, o remate do grego passou muito perto do guarda-redes, pelo que ele acabou por ter alguma sorte por ter conseguido marcar; com uma baliza tão grande, não se percebe como é que ele não desviou mais a bola para não correr riscos...). A Juventus não conseguia responder, sendo o parvalhão do Francisco Conceição o jogador mais perigoso deles, e foram do Pavlidis as duas melhores oportunidades até ao intervalo, com um cabeceamento que deu a sensação de golo, mas o Perin defendeu, e, em cima do intervalo, estando completamente isolado(!), rematou à figura... Inacreditável! (Mas a dar razão àquela minha impressão de que o remate do golo também não foi nada bem feito...)
Na 2ª parte, remetemo-nos um pouco mais à defesa, mas sem deixar os italianos criar assim tantas oportunidades. Para isso, muitos contribuíram algumas intercepções que o Otamendi e o António Silva foram fazendo. No ataque, o Kökçü teve um remate ao lado logo nos primeiros minutos, mas os italianos só criaram verdadeiro perigo com um disparo do Kenan Yildiz à malha lateral. O Lage foi fazendo substituições, tendo entrado o Leandro Barreiro e o Aktürkoğlu para os lugares do Di María e Schjelderup, e foi o luxemburguês a aparecer bem na frente, mas a não conseguir desviar convenientemente um cruzamento da esquerda do turco. A dez minutos do fim, demos a estocada final através do Kökçü com um remate colocado já na área, depois de uma assistência do Pavlidis com o Aktürkoğlu a ter um papel importante, ao deixar passar a bola entre as pernas para o seu compatriota. O empate teria chegado para a qualificação, mas a vitória saberia muito melhor e, com tão pouco tempo para jogar, não seria crível que os italianos conseguissem dar a volta ao jogo, como não conseguiram. O prémio suplementar de termos ganho foi o facto de sermos cabeças-de-série no sorteio, o que nos permite ter a 2ª mão do play-off na Luz.
Em termos individuais, óbvio destaque para o Pavlidis, com um golo e uma assistência. Mas quem encheu verdadeiramente o campo foi o Florentino, que prova mais uma vez a sua imprescindibilidade neste tipo de jogos. Não deixou os adversários descansarem um só minuto! O Schjelderup voltou a ser um perigo à solta na esquerda, mas tem de melhorar o seu remate com o pé canhoto... O Di María passeou classe nalguns pormenores, embora não tenha estado envolvido nos golos. Boa partida igualmente de toda a defesa, com especial menção para o Bah numa posição que não é a sua. O Trubin esteve igualmente bastante seguro.
Altura de mudar o foco para o campeonato, algo que não tem sido muito apanágio desta equipa. Iremos à Amadora defrontar o Estrela no domingo e não podemos correr o risco de perder mais pontos para a lagartada. A Liga dos Campeões é muito boa para o prestígio, mas eu quero é títulos!
P.S. – Entretanto, aconteceu esta manhã o sorteio do play-off e só tínhamos dois adversários possíveis: Mónaco ou Brest. Eu teria preferido este, mas iremos voltar a defrontar os monegascos, que derrotámos já nesta Champions numa partida em que tivemos bastante sorte. Toda a atenção é pouco, até porque eles quererão desforrar-se disso...
Com o Carreras castigado e o Beste prestes a ser vendido (mas a estar no banco), o Lage colocou o Bah na lateral-esquerda. O jogo começou em alta rotação e aos 6’, já poderia estar 1-3 para nós! O Di María centrou de trivela muito alto e o Pavlidis, que só tinha de encostar, não conseguiu chegar à bola, o Schjelderup rematou cruzado ao lado quando estava cara-a-cara com o guarda-redes, o Mbangula de cabeça colocou o Trubin à prova e novamente o Schjelderup, desmarcado muito bem pelo Pavlidis, permitiu a defesa com o pé do Perin. E só tinham passado literalmente meia-dúzia de minutos de jogo! Estávamos bastante melhor do que a Juventus na partida e colocámo-nos muito justamente na frente aos 16’ num alívio do Aursnes, a seguir a um canto, que o Bah dominou muito bem e isolou-se, tendo dado para o lado para o Pavlidis só ter de encostar (no entanto, o remate do grego passou muito perto do guarda-redes, pelo que ele acabou por ter alguma sorte por ter conseguido marcar; com uma baliza tão grande, não se percebe como é que ele não desviou mais a bola para não correr riscos...). A Juventus não conseguia responder, sendo o parvalhão do Francisco Conceição o jogador mais perigoso deles, e foram do Pavlidis as duas melhores oportunidades até ao intervalo, com um cabeceamento que deu a sensação de golo, mas o Perin defendeu, e, em cima do intervalo, estando completamente isolado(!), rematou à figura... Inacreditável! (Mas a dar razão àquela minha impressão de que o remate do golo também não foi nada bem feito...)
Na 2ª parte, remetemo-nos um pouco mais à defesa, mas sem deixar os italianos criar assim tantas oportunidades. Para isso, muitos contribuíram algumas intercepções que o Otamendi e o António Silva foram fazendo. No ataque, o Kökçü teve um remate ao lado logo nos primeiros minutos, mas os italianos só criaram verdadeiro perigo com um disparo do Kenan Yildiz à malha lateral. O Lage foi fazendo substituições, tendo entrado o Leandro Barreiro e o Aktürkoğlu para os lugares do Di María e Schjelderup, e foi o luxemburguês a aparecer bem na frente, mas a não conseguir desviar convenientemente um cruzamento da esquerda do turco. A dez minutos do fim, demos a estocada final através do Kökçü com um remate colocado já na área, depois de uma assistência do Pavlidis com o Aktürkoğlu a ter um papel importante, ao deixar passar a bola entre as pernas para o seu compatriota. O empate teria chegado para a qualificação, mas a vitória saberia muito melhor e, com tão pouco tempo para jogar, não seria crível que os italianos conseguissem dar a volta ao jogo, como não conseguiram. O prémio suplementar de termos ganho foi o facto de sermos cabeças-de-série no sorteio, o que nos permite ter a 2ª mão do play-off na Luz.
Em termos individuais, óbvio destaque para o Pavlidis, com um golo e uma assistência. Mas quem encheu verdadeiramente o campo foi o Florentino, que prova mais uma vez a sua imprescindibilidade neste tipo de jogos. Não deixou os adversários descansarem um só minuto! O Schjelderup voltou a ser um perigo à solta na esquerda, mas tem de melhorar o seu remate com o pé canhoto... O Di María passeou classe nalguns pormenores, embora não tenha estado envolvido nos golos. Boa partida igualmente de toda a defesa, com especial menção para o Bah numa posição que não é a sua. O Trubin esteve igualmente bastante seguro.
Altura de mudar o foco para o campeonato, algo que não tem sido muito apanágio desta equipa. Iremos à Amadora defrontar o Estrela no domingo e não podemos correr o risco de perder mais pontos para a lagartada. A Liga dos Campeões é muito boa para o prestígio, mas eu quero é títulos!
P.S. – Entretanto, aconteceu esta manhã o sorteio do play-off e só tínhamos dois adversários possíveis: Mónaco ou Brest. Eu teria preferido este, mas iremos voltar a defrontar os monegascos, que derrotámos já nesta Champions numa partida em que tivemos bastante sorte. Toda a atenção é pouco, até porque eles quererão desforrar-se disso...
sábado, março 16, 2024
Em frente
Vencemos na 5ª feira o Rangers em Glasgow por 1-0 e qualificámo-nos para os quartos-de-final da Liga Europa. Foi um triunfo justo e seria péssimo sermos eliminado por uma equipa é que manifestamente inferior à nossa.
Tal como escrevi aquando da 1ª mão, o facto de termos de jogar para ganhar foi melhor para nós, porque senão ir-nos-íamos pôr a defender o resultado, como em Toulouse. Com os titulares de regresso e o meio-campo certo (finalmente!) com Florentino e João Neves, tivemos alguma dificuldade em criar oportunidades na 1ª parte, dado que o Marcos Leonardo foi bem anulado pelos defesas contrários (muito mais fortes fisicamente), e errámos alguns passes que, se tivessem resultado, teriam criado bastante perigo para a baliza escocesa. Do lado oposto, apesar de alguma pressão, o Rangers também não teve assim grandes oportunidades, excepção feita a um quase enorme frango do Trubin, que viu um remate fraco passar por entre as suas pernas, mas ainda conseguiu tocar na bola com a perna direita para canto.
Na 2ª parte, o Marcos Leonardo ficou no banco, tendo entrado o Tengstedt, mas o Rangers entrou ainda mais pressionante e teve uma ou outra oportunidade, com a bola a passar invariavelmente ao lado da nossa baliza. Apesar de termos algum espaço, continuávamos a revelar alguma dificuldade em sair rápido, porque os passes teimavam em não sair bem. O Rafa e o Di María andavam muito escondidos do jogo, mas, como acontece com os craques, basta aparecerem uma vez para ficarem na história do mesmo. E isso aconteceu aos 66’, quando num contra-ataque (finalmente!) o Di María isolou de cabeça o Rafa, que correu desde o meio-campo até à área contrária para desfeitear o Jack Butland. O fiscal-de-linha ainda assinalou fora-de-jogo, mas o VAR confirmou que o nº 27 tinha partido antes da linha de meio-campo. Os escoceses sentiram muito o golo e até fomos nós a estar mais perto de resolver de vez a eliminatória, com o António Silva a falhar escandalosamente o desvio num canto. Com a intensa chuva que caiu ininterruptamente desde o início, havia jogadores a começar a acusar o esforço (Di María acima de todos eles), mas já se sabe que o Schmidt é mais teimoso do que sei lá e só o substituiu em cima dos 90’. Aliás, quando resolveu mexer, ainda antes do nosso golo, tirou o David Neres, que estava a ser o melhor dos da frente. Em teoria devia ter sido o Rafa ou o Di María a sair, mas como estiveram envolvidos no golo tudo se lhes perdoa. Com menos sofrimento do que se esperava, conseguimos manter a nossa baliza inviolada e assegurar a continuidade nas provas europeias. Este feito é de realçar, porque o Rangers não só marcava há não-sei-quantos consecutivos, como as equipas portuguesas só tinham uma vitória na Escócia até este jogo e há mais de 40 anos.
Em termos individuais, o Florentino foi o melhor do Benfica. As estatísticas que saíram confirmam a quantidade absurda de bolas que ele interceptou no jogo e não percebo esta ostracização de que ele sofre nas segundas épocas dos nossos treinadores, depois de ter sido fundamental na conquista dos campeonatos na primeira. Já aconteceu assim com o Lage, está a ser repetido pelo Schmidt. O Otamendi e António Silva estiveram bem na defesa, já o Aursnes a lateral-esquerdo continua a revelar dificuldades. Menção ainda para o Rafa e Di María por terem construído o golo, apesar de não terem feito praticamente mais nada de relevante. O João Neves voltou a encher o campo e nota-se que fica muito mais liberto com o Florentino por perto.
O sorteio decorreu ontem e calhou-nos o Marselha nos quartos-de-final. Mediante os adversários possíveis, era de longe o que era preferível. Cabe-nos demonstrar essa (teórica) superioridade em campo, sabendo que, se passarmos, muito possivelmente defrontaremos o Liverpool (a não ser que a Atalanta faça um milagre...). Mas uma coisa de cada vez e primeiro é preciso tratar dos franceses.
segunda-feira, março 20, 2023
Dez pontos
Goleámos o V. Guimarães no sábado por 5-1 e, com o empate ontem na Pedreira entre o Braga e o CRAC (0-0), aumentámos a vantagem para 10 pontos para o 2º lugar (e 12 para o 3º). Foi obviamente um fim-de-semana de luxo (roubando a expressão ao nosso treinador)!
Em relação ao onze anterior, saiu o castigado Aursnes e reentrou o recuperado da gripe, Rafa. Mesmo estando a defrontar o 5º classificado, entrámos a todo o gás e praticamente resolvemos o jogo na 1ª parte. Inaugurámos o marcador logo aos 13’ numa cabeçada à ponta-de-lança do Gonçalo Ramos a corresponder muito bem a uma assistência também de cabeça do Rafa, depois de um centro do David Neres na esquerda. Pouco depois, uma abertura brilhante do Chiquinho desmarcou o Rafa que, perante a saída do guarda-redes Celton Biai, rematou em arco, mas a bola saiu ao lado da baliza. Logo a seguir, foi o Gonçalo Ramos a não conseguir aproveitar um alívio de cabeça do guarda-redes de fora da área, com um balão pouco depois do meio-campo que saiu ao lado. Mas aos 28’ fizemos finalmente o 2-0 através de um penalty do João Mário a castigar derrube pelas costas ao Rafa. O terceiro golo esteve próximo numa bola parada, mas a cabeçada do Otamendi foi ao poste e o António Silva no desenrolar da jogada atirou também de cabeça à figura do guarda-redes praticamente na pequena-área. No entanto, o 3-0 surgiu mesmo aos 36’ na melhor jogada da partida, com um contra-ataque venenoso desde a defesa em que participaram o David Neres, Rafa e Gonçalo Ramos, que assistiu o João Mário para picar a bola sobre o guarda-redes à sua saída. Um golão!
A 2ª parte foi muito mais calma, porque nós abrandámos o ritmo e o V. Guimarães não teve grande arte para nos colocar problemas na defesa, apesar de logo no recomeço um remate cruzado ter colocado o Vlachodimos finalmente à prova. Nós respondemos igualmente com perigo num livre lateral do Grimaldo, em que um defesa desvia quase para golo antecipando-se ao Gonçalo Ramos. No entanto, só fizemos o 4-0 aos 69’ num autogolo do Dani Silva depois de uma jogada em que participaram o Rafa e o João Mário, que centrou para a bola ressaltar neste jogador, indo na direcção da baliza, sendo cortada sobre a linha por um defesa para voltar a bater no Dani Silva e entrar! Incrível! A 15’ do fim, o Roger Schmidt começou a rodar a equipa e a saída do Florentino notou-se logo, porque o V. Guimarães reduziu aos 79’ através do André Silva, depois de um cruzamento da esquerda. Mas ainda fomos a tempo da mão-cheia de golos, num cruzamento do David Neres depois de um canto, em que o Musa tenta cabecear para a baliza, mas a bola sai tortíssima e transforma-se numa assistência para o António Silva também de cabeça atirar lá para dentro.
Em termos individuais, destaque para o João Mário, com novo bis, para o Gonçalo Ramos, com um golo e uma assistência, para o Florentino, que foi a vassoura do costume no meio-campo (e salvou-se do amarelo, mas terá de ter cuidado em Vila do Conde para não ficar de fora contra o CRAC) e para o David Neres, que apesar de não ter feita uma exibição de encher o olho, também participou em dois golos.
Iremos ter agora a pausa para as selecções, em que fico sempre com o coração pequenino por causa de eventuais lesões. Claro que fiquei contente com o alargamento da vantagem, mas aquele falhanço do Pizzi na Pedreira no último lance do jogo tirou-me a euforia que teria, caso o CRAC tivesse perdido. Faltam nove jogos e precisamos de ganhar seis para sermos campeões. É aquilo que tem de estar na nossa cabeça, porque nesta altura ninguém mais pode ganhar o campeonato. Só nós o poderemos perder...
P.S. – Realizou-se na passada 6ª feira o sorteio para os quartos-de-final e meias-finais da Liga do Campeões. Iremos defrontar o Inter Milão e, se passarmos, o vencedor do Milan – Nápoles. Está esparramado por este blog inteiro o meu crónico pessimismo (só com 3-0 a 5’ do fim é que eu acho que temos algumas possibilidades de ganhar o jogo...), mas até tremo só de pensar nisto, com medo que dê azar. Em termos teóricos é muito simples: com os tubarões Real Madrid, Manchester City e Bayern Munique do outro lado do sorteio e com o que estamos a jogar este ano, será difícil termos no futuro tão boas condições para voltarmos a uma final da Liga dos Campeões. Há só um pequeno pormenor: temos de o provar em campo.
sexta-feira, dezembro 17, 2021
Goleada em Famalicão
Vencemos no domingo passado em Famalicão (4-1) e mantivemos a distância para os dois da frente, que também triunfaram (a lagartada 2-0 em casa frente ao Boavista e o CRAC 1-0 em Mordor frente ao Braga). Nunca estive tanto tempo sem escrever sobre um jogo nosso, mas trabalho fora de Lisboa impediu-me de o fazer mais cedo.
As jornadas pós-competições europeias são sempre algo problemáticas, porque muitas vezes as equipas ainda estão de ressaca. Portanto, confesso que estava um pouco apreensivo sobre esta partida. O Jesus fez algumas alterações, com as titularidades do Diogo Gonçalves, Seferovic e Darwin em relação ao jogo frente ao Dinamo Kiev. As coisas começaram a correr-nos de feição logo de início, com dois golos do Darwin nos primeiros dois remates à baliza: o primeiro aos 6’, num grande trabalho individual do uruguaio, que culminou com um remate rasteiro de fora da área ao ângulo. E o segundo aos 14’, com uma abertura do André Almeida a isolar o Rafa, que picou a bola por cima do guarda-redes Júnior, deu toda a sensação que era para a baliza, mas a bola sairia ao lado se o remate não se tivesse transformado numa assistência para o Darwin, que rematou para a malha superior da rede (por pouco não falhava...!). Infelizmente, à semelhança da recepção ao Dinamo Kiev, resolvemos deixar de jogar quando nos vimos com dois golos de vantagem. No entanto, os famalicenses foram mais eficazes do que os ucranianos e reduziram para 1-2 aos 25’ com um golo do Bruno Rodrigues de cabeça, depois de nós ficarmos a dormir num lançamento lateral. Até ao intervalo, foi o Famalicão a dominar mais o jogo, com o Vlachodimos a efectuar uma excelente defesa a novo remate do Bruno Rodrigues que impediu o empate. Quanto a nós, só num remate de ressaca do Weigl de fora da área é que estivemos perto de marcar.
Para a 2ª parte, o Jesus tirou o Diogo Gonçalves e o Seferovic, e fez entrar o Gilberto e o Taarabt. E foi este que, ao fim de quase quatro épocas(!), resolveu fazer um jogo de jeito! O primeiro! ALELUIA! Logo aos 46’ assistiu o Rafa para o 3-1 e aos 56’ participou activamente com ele e o Darwin no 4-1, apontado pelo uruguaio que fez assim o seu primeiro hat-trick da temporada. A partir daqui a partida ficou resolvida, nós aproveitámos para rodar a equipa até final e o Famalicão ainda atirou uma bola à barra num livre cruzado para a área já muito perto dos 90’.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Darwin com os seus três golos, para o Taarabt (algum dia teria de ser, mas cheira-me que vai ser a única vez...) que foi muito importante para o nosso forte início de 2ª parte, e para o Rafa que participou directamente em três dos quatro golos. O Vlachodimos lá continua a sua senda de exibições irrepreensíveis.
Olhando para o resultado, ficamos com a sensação de que o jogo foi fácil. Todavia, custa-me muito a entender o que se passou entre o nosso segundo golo e o intervalo, em que pura e simplesmente desligámos. Valeu-nos o Vlachodimos para não desperdiçarmos uma vantagem de dois golos e, se a entrada em força na 2ª parte acabou com as dúvidas acerca do resultado, convém tentar descobrir as razões de não jogarmos com a mesma concentração durante os 90’. É que no futuro isto pode custar-nos muito caro...
P.S. – Na passada 2ª feira decorreu o sorteio dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Aliás, os sorteios, porque a UEFA fez asneira e da grossa, e teve de repetir o sorteio inicial. Tinha-nos saído o Real Madrid, mas o jogo que vai contar é frente ao Ajax. Ainda falta dois meses para esta eliminatória, mas não nos podemos considerar excluídos à partida.
quarta-feira, agosto 25, 2021
Épico
Empatámos em Eindhoven frente ao PSV (0-0) e estamos, passado um ano, novamente na fase de grupo da Liga dos Campeões. Este adjectivo já terá sido utilizado em vários títulos, mas de facto não há nenhum melhor, dado que estivemos a jogar com dez jogadores desde os 32’, por duplo amarelo do Lucas Veríssimo. Como bem nos recorda essa série de programas que todo o benfiquista deve ouvir, a História Gloriosa, dos meus amigos Nuno Picado, Filipe Inglês (Bakero) e dessa enciclopédia viva de benfiquismo chamada Alberto Minguéns, a nossa história faz-se de conquistas, mas igualmente de grandes sacríficos. E o jogo de ontem tem entrada directa nesses jogos inolvidáveis, como o de Turim ou de Trondheim, apenas para nomear dois jogos mais recentes.
Eu estava bastante apreensivo, porque os holandeses foram muito fortes na Luz, mas entrámos muito bem na partida, mesmo estando a jogar com dez desde o início (a sério, não há quem nos faça o favor de levar o Taarabt para longe da Luz...?!). Conseguimos controlar perfeitamente o PSV até à expulsão e até tivemos uma ótima oportunidade através do Rafa, cujo remate em boa posição foi cortado por um defesa para canto. Pouco depois, o PSV teve igualmente uma boa ocasião num remate à malha lateral depois de um cruzamento da direita. Até que veio o minuto 32 e eu vi Mozer em Parma em 1993/94 all over again. Depois de um amarelo perfeitamente idiota por ter falhado um passe, o Lucas Veríssimo meteu 37 milhões de euros em causa ao saltar com o braço aberto, metendo-se a jeito para o Sr. Slavko Vincic lhe mostrar o segundo. Se as coisas nos estavam a correm bem até então, a partir dali perspectivava-se o pior. Até ao intervalo, ficámos com os quatro defesas e vimos o Vlachodimos assumir-se como o homem da eliminatória, ao defender com a perna um remate do Madueke que lhe apareceu isolado pela frente sob a direita. Madueke, esse, que já antes num remate em arco tinha criado bastante perigo.
Na 2ª parte, dado que tínhamos de defender o 0-0, eu esperava a entrada do Meïté para o lugar desse erro chamado Taarabt e do Gonçalo Ramos, porque defende bastante melhor do que o Yaremchuk. Porém, não houve alterações e a equipa voltou ao esquema dos três centrais, com o Gilberto como um deles e o Rafa a fechar a lateral-direita. Mais estranho não poderia ser, até porque o Rafa deveria estar na frente, porque era o único cuja velocidade poderia causar problemas aos holandeses. Claro que aquela disposição táctica estava condenada a não durar muito tempo e aos 54’ entrou o Vertonghen para o lugar do equívoco Taarabt. Voltávamos a estar com dez novamente! Num raro contra-ataque, foi o Yaremchuk a conduzi-lo e a rematar já em esforço por cima, quando eventualmente poderia ter resolvido de outra forma. O PSV naturalmente dominava e goleava-nos em posse de bola, mas o Jesus respondia muito bem tacticamente e à passagem da hora de jogo entraram o André Almeida e o Gonçalo Ramos para os lugares do Gilberto e Yaremchuk. O único erro do Morato no jogo deu a melhor oportunidade ao PSV, com o Madueke na direita a assistir o isolado Zahavi no meio, mas este a atirar ao poste com a baliza completamente escancarada. Os deuses estiveram connosco, mas pareceu-me na repetição que o israelita estava ligeiramente fora-de-jogo. Nunca saberemos o que aconteceria caso a bola tivesse entrado... Felizmente aos 70’, o treinador dos holandeses resolveu tirar o Madueke e as coisas melhoraram um pouco para nós. A equipa mostrava-se bastante solidária e conseguimos não dar espaços ao PSV para entrar na nossa área. A 15’ do fim, esgotámos as substituições com o Everton e Meïté para os lugares do Rafa e João Mário, que já tinha visto um amarelo. Com a saída deste, deixámos de conseguir ter posse de bola, mas estando já amarelado seria um alvo fácil. O Everton ainda teve uma jogada típica sua, flectindo da esquerda para o meio, mas o remate saiu à figura. Do outro lado, continuava o show Vlachodimos a suster os poucos remates que lhe chegavam, entre os quais um duplo já a 5’ do fim, em que o grego esteve brilhante especialmente na defesa à recarga. Quando o esloveno sr. Slavko Vincic apitou para o final, dei um berro que se deve ter ouvido em Eindhoven. Foi uma catarse absolutamente necessária para uma camada de nervos que já não tinha provavelmente desde que fomos campeões com o Lage.
Em termos individuais, ÓBVIO destaque para o Vlachodimos. O Jesus bem pode continuar na teimosa de não o reconhecer directamente, mas o grego foi o homem da eliminatória. Ponto. Se estamos na Champions, a ele o devemos. Parágrafo. É um facto que qualquer pessoa que não seja cega vê! Realce também para as grandes exibições do Weigl (correu 12 km!) e do Grimaldo, que depois de ter uma 1ª mão muito difícil perante o Madueke, conseguiu ontem não ser batido uma única vez por ele. Os centrais foram muito importantes como muralha defensiva, apenas com o tal erro do Morato que nos poderia ter custado caro. O Lucas Veríssimo é bom que reflicta sobre o que se passou, pois esteve prestes a ter uma nódoa dificilmente apagável no seu currículo. Livrou-se de boa!
Como disse o Rui Costa aos jogadores no balneário, podem levar este jogo para o resto das suas vidas. Foi uma qualificação com enorme sofrimento, mas muito merecida precisamente por essa capacidade de ultrapassar as contrariedades. Assistimos a uma jornada heróica que não desmerece em nada a nossa história. Já andávamos a precisar disto há algum tempo. Viva o BENFICA!
P.S. – Estamos no pote 3 no sorteio. Portanto, por mim, pode ser o Villarreal, PSG e Sheriff. Adoraria ver o Messi, Neymar, Mbappé e Donnarumma na Luz, acho que teríamos hipóteses na luta pelo 2º lugar e a Liga Europa estaria em princípio garantida.
Eu estava bastante apreensivo, porque os holandeses foram muito fortes na Luz, mas entrámos muito bem na partida, mesmo estando a jogar com dez desde o início (a sério, não há quem nos faça o favor de levar o Taarabt para longe da Luz...?!). Conseguimos controlar perfeitamente o PSV até à expulsão e até tivemos uma ótima oportunidade através do Rafa, cujo remate em boa posição foi cortado por um defesa para canto. Pouco depois, o PSV teve igualmente uma boa ocasião num remate à malha lateral depois de um cruzamento da direita. Até que veio o minuto 32 e eu vi Mozer em Parma em 1993/94 all over again. Depois de um amarelo perfeitamente idiota por ter falhado um passe, o Lucas Veríssimo meteu 37 milhões de euros em causa ao saltar com o braço aberto, metendo-se a jeito para o Sr. Slavko Vincic lhe mostrar o segundo. Se as coisas nos estavam a correm bem até então, a partir dali perspectivava-se o pior. Até ao intervalo, ficámos com os quatro defesas e vimos o Vlachodimos assumir-se como o homem da eliminatória, ao defender com a perna um remate do Madueke que lhe apareceu isolado pela frente sob a direita. Madueke, esse, que já antes num remate em arco tinha criado bastante perigo.
Na 2ª parte, dado que tínhamos de defender o 0-0, eu esperava a entrada do Meïté para o lugar desse erro chamado Taarabt e do Gonçalo Ramos, porque defende bastante melhor do que o Yaremchuk. Porém, não houve alterações e a equipa voltou ao esquema dos três centrais, com o Gilberto como um deles e o Rafa a fechar a lateral-direita. Mais estranho não poderia ser, até porque o Rafa deveria estar na frente, porque era o único cuja velocidade poderia causar problemas aos holandeses. Claro que aquela disposição táctica estava condenada a não durar muito tempo e aos 54’ entrou o Vertonghen para o lugar do equívoco Taarabt. Voltávamos a estar com dez novamente! Num raro contra-ataque, foi o Yaremchuk a conduzi-lo e a rematar já em esforço por cima, quando eventualmente poderia ter resolvido de outra forma. O PSV naturalmente dominava e goleava-nos em posse de bola, mas o Jesus respondia muito bem tacticamente e à passagem da hora de jogo entraram o André Almeida e o Gonçalo Ramos para os lugares do Gilberto e Yaremchuk. O único erro do Morato no jogo deu a melhor oportunidade ao PSV, com o Madueke na direita a assistir o isolado Zahavi no meio, mas este a atirar ao poste com a baliza completamente escancarada. Os deuses estiveram connosco, mas pareceu-me na repetição que o israelita estava ligeiramente fora-de-jogo. Nunca saberemos o que aconteceria caso a bola tivesse entrado... Felizmente aos 70’, o treinador dos holandeses resolveu tirar o Madueke e as coisas melhoraram um pouco para nós. A equipa mostrava-se bastante solidária e conseguimos não dar espaços ao PSV para entrar na nossa área. A 15’ do fim, esgotámos as substituições com o Everton e Meïté para os lugares do Rafa e João Mário, que já tinha visto um amarelo. Com a saída deste, deixámos de conseguir ter posse de bola, mas estando já amarelado seria um alvo fácil. O Everton ainda teve uma jogada típica sua, flectindo da esquerda para o meio, mas o remate saiu à figura. Do outro lado, continuava o show Vlachodimos a suster os poucos remates que lhe chegavam, entre os quais um duplo já a 5’ do fim, em que o grego esteve brilhante especialmente na defesa à recarga. Quando o esloveno sr. Slavko Vincic apitou para o final, dei um berro que se deve ter ouvido em Eindhoven. Foi uma catarse absolutamente necessária para uma camada de nervos que já não tinha provavelmente desde que fomos campeões com o Lage.
Em termos individuais, ÓBVIO destaque para o Vlachodimos. O Jesus bem pode continuar na teimosa de não o reconhecer directamente, mas o grego foi o homem da eliminatória. Ponto. Se estamos na Champions, a ele o devemos. Parágrafo. É um facto que qualquer pessoa que não seja cega vê! Realce também para as grandes exibições do Weigl (correu 12 km!) e do Grimaldo, que depois de ter uma 1ª mão muito difícil perante o Madueke, conseguiu ontem não ser batido uma única vez por ele. Os centrais foram muito importantes como muralha defensiva, apenas com o tal erro do Morato que nos poderia ter custado caro. O Lucas Veríssimo é bom que reflicta sobre o que se passou, pois esteve prestes a ter uma nódoa dificilmente apagável no seu currículo. Livrou-se de boa!
Como disse o Rui Costa aos jogadores no balneário, podem levar este jogo para o resto das suas vidas. Foi uma qualificação com enorme sofrimento, mas muito merecida precisamente por essa capacidade de ultrapassar as contrariedades. Assistimos a uma jornada heróica que não desmerece em nada a nossa história. Já andávamos a precisar disto há algum tempo. Viva o BENFICA!
P.S. – Estamos no pote 3 no sorteio. Portanto, por mim, pode ser o Villarreal, PSG e Sheriff. Adoraria ver o Messi, Neymar, Mbappé e Donnarumma na Luz, acho que teríamos hipóteses na luta pelo 2º lugar e a Liga Europa estaria em princípio garantida.
segunda-feira, dezembro 14, 2020
Cinco
Vencemos ontem o Vilafranquense (5-0) na Luz e qualificámo-nos para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. O resultado evidencia as facilidades que encontrámos, até porque aos 15’ já tínhamos marcado três golos.
O Jesus tinha anunciado que iria rodar a equipa e assim o fez. Logo nos instantes iniciais, o Vilafranquense obrigou o Helton Leite a uma saída corajosa e o Pedrinho conseguiu ganhar posição na área, mas atirou de pé esquerdo muito por cima. No entanto, o golo não tardou muito e foi marcado por um dos que entraram, o Gonçalo Ramos, aos 11’, depois de ser isolado pelo Gabriel e ter contornado muito bem o guarda-redes. Três minutos volvidos aumentámos a vantagem através do Pizzi, de primeira, na sequência de um centro rasteiro do Nuno Tavares na esquerda. Aos 15’, acabámos definitivamente com as dúvidas, noutro bom movimento desta feita do Seferovic, que, após ser assistido pelo Pedrinho, tirou um adversário do caminho com um toque de calcanhar e rematou rasteiro sem hipóteses para o guarda-redes, com a bola ainda a bater no poste antes de entrar. A meio da 1ª parte, o Gonçalo Ramos esteve a centímetros de marcar um golão, ao ser isolado pelo Pedrinho numa bola aérea, dominar de peito e atirar com estrondo de primeira à barra! Do outro lado, a bola bateu igualmente no poste, num livre indirecto dentro da nossa área, mas que não deveria ter valido, porque o adversário só tocou na bola e não a fez rolar antes de o colega rematar. Em cima do intervalo, aos 42’, fizemos o quarto golo num bis do Seferovic, numa boa iniciativa do Nuno Tavares, depois de o Rafa não ter libertado a bola quando devia, com esta a sobrar para um defesa que se deixou antecipar pelo nosso lateral-esquerdo. A assistência do Nuno Tavares não foi nada perfeita, mas o que valeu foi que o Seferovic fez um carrinho e conseguiu colocar a bola na baliza.
Na 2ª parte, o Vilafranquense conseguiu fechar melhor os caminhos para a sua baliza, mas nós também tirámos o pé do acelerador, dado que a partida estava ganha. Mesmo assim, ainda tivemos o momento de inspiração do Pedrinho, que se estreou a marcar com um golão num remate em arco com o pé esquerdo, que entrou no cantinho superior esquerdo da baliza contrária. A partir dos 65’, o Jesus, incompreensivelmente, começou a colocar os habituais titulares em campo (Darwin, Taarabt, Everton e Waldschmidt). Depois veio dizer no final que eles não entraram tão bem quanto deviam. Pois claro! O jogo estava ganho, eles têm imensos minutos nas pernas, vamos voltar a jogar já na 4ª feira na eliminatória da Taça da Liga, para quê entrarem com 5-0 a nosso favor...?! Haveria algum problema em o Gonçalo Ramos fazer os 90’, por exemplo...? Até final, a única nota saliente foi mais uma bola ao poste por parte do Vilafranquense. Portanto, mesmo num jogo contra um adversário manifestamente inferior, só não sofremos dois golos, porque a baliza tem postes...!
Em termos individuais, destaque para o Pedrinho, que começa a ser candidato à titularidade: um golão, um par de assistências (uma que deu golo e outra uma bola na barra) e muito dinamismo na direita é um bom programa eleitoral. Agora, só falta jogar assim perante adversários mais conceituados. O Seferovic, um eterno mal-amado, marcou outro bis e superou a meia-centena de golos pelo Benfica. Apesar de às vezes nos exasperar, não está nada mal... O Jardel voltou a ser titular, tal como na Bélgica, mas desta feita teve a braçadeira de capitão de volta. Na Bélgica, foi o Vertonghen. Deve ser por não ser preciso falar português na Liga Europa, a justificação que o Jesus deu para que o Otamendi, apesar do seu passado, fosse capitão em vez do belga... Enfim, é melhor nem comentar isto...
Veremos o que nos reserva o sorteio dos oitavos, mas estou com o meu amigo Bakero, que nos lembra constantemente a VERGONHA que é para a nossa história termos quatro(!) taças de Portugal ganhas nas últimas 25 épocas!! Há que reverter isto nem é rapidamente; é ontem!!!
P.S. – Dado que não éramos cabeças-de-série, já sabíamos que havia a forte probabilidade de apanhar um tubarão no sorteio dos 1/16 avos de final da Liga Europa. Calhou-nos o Arsenal, numa reedição da histórica eliminatória em 1991/92, que deu acesso à fase de grupos da primeira edição da Liga dos Campeões (imortal Isaías!). Considerando todo o peixe graúdo que andava por lá, o sorteio poderia ter sido bem pior, porque os londrinos estão a fazer um campeonato muito fraco até agora. No entanto, têm excelentes jogadores e a eliminatória é só daqui a dois meses, portanto muito pode mudar até lá. E é bom que nós mudemos também... Para bem melhor!
segunda-feira, dezembro 16, 2019
Goleada
Vencemos o Famalicão no sábado na Luz por 4-0 e, como o CRAC
irá ganhar hoje em casa frente ao Tondela, iremos continuar quatro pontos à
frente deles. Demonstrámos mais uma vez que estamos a subir de forma , mas também
apanhámos a (até agora) surpresa do campeonato em fase descendente. Mesmo assim,
revelou ser uma boa equipa, que troca a bola em qualquer zona do terreno e
criou-nos algumas dificuldades, especialmente na 1ª parte.
O Bruno Lage voltou a apostar no onze dos últimos tempos,
mas foi o Famalicão a entrar melhor, com bastante posse de bola a testar a segurança
do Vlachodimos. Nós demorámos um pouco a adaptar-nos, mas uma grande jogada do
Pizzi por volta da meia-hora só não deu golo, porque o Defendi fez bem a mancha. Pouco depois, foi um remate do
Cervi que ia com boa direcção ser interceptado por um defesa. A nossa pressão
aumentava e o guarda-redes voltou a negar um golo ao Pizzi, até que aos 39’
inaugurámos finalmente o marcador através do Carlos Vinícius, que só teve que
encostar depois de um centro do Chiquinho na direita, na sequência de uma
combinação ofensiva em que também participaram Tomás Tavares e Pizzi. Já estávamos
a merecer e foi um alívio irmos para o intervalo em vantagem.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor, aliás na sequência
do que se passou frente ao Zenit. O Taarabt teve um remate de trivela que saiu ligeiramente
ao lado logo a abrir e aos 48’ fizemos o 2-0: lançamento lateral rápido do Tomás
Tavares, centro do Chiquinho, mau alívio de um defesa na área e o Pizzi rematou
de primeira com o pé esquerdo sem hipóteses para o guarda-redes. O Famalicão
ainda não tinha desistido e o Vlachodimos teve de sair da área, e cortar com o
pé, para impedir um avançado contrário de se isolar. Nós continuávamos a tentar
aumentar o marcador e o Tomás Tavares iniciou uma boa combinação atacante com o
Pizzi e Chiquinho, mas o seu remate de pé esquerdo saiu com pouca força e foi interceptado
para canto. Aos 63’, acabámos de vez com as dúvidas ao fazer o 3-0 num bis do Pizzi, novamente de pé esquerdo
depois de receber um passe do Chiquinho e tirar um adversário do caminho. Até
final, os treinadores fizeram substituições que foram quebrando o ritmo do jogo
e a provar que o Natal é mesmo tempo de milagres ainda fizemos mais um golo,
aos 89’, pelo... Caio Lucas! Boa jogada de contra-ataque da nossa parte, com o
Pizzi a abrir para o brasileiro sobre a esquerda, que quando entrou na área flectiu
para o meio, passou por um defesa e rematou rasteiro para o canto inferior
esquerdo da baliza. Já tem muito para contar aos netos: não só teve o privilégio
de jogar com a camisola do Benfica, como ainda marcou um golo! É mesmo
Natal...!
Destaque individual óbvio para o Pizzi, com dois golos e uma
assistência, para o C. Vinícius que continua com uma fantástica média de golos (um
a cada 66’ em campo!) e para o Chiquinho, que fez duas assistências para golo. O
meio-campo voltou a carburar muito bem e a defesa está praticamente intransponível.
O campeonato só voltará para o novo ano com a sempre difícil
ida a Guimarães, mas até 2020 ainda temos dois jogos muito importantes nas
Taças. Na da Liga, fruto da incompetência do passado, já não dependemos de nós
para ir à final four, mas na de
Portugal, frente ao Braga na próxima 4ª feira na Luz, não podemos falhar,
porque a ida ao Jamor tem de ser sempre um dos grandes objectivos da temporada
(e há que começar a reverter rapidamente o nosso histórico recente na Taça, que
nas duas últimas décadas é muito fraco).
P.S. – Houve hoje o sorteio para os dezasseis-avos de final da
Liga Europa. Não tivemos muita sorte, porque apesar de sermos cabeças-de-série
calhou-nos o Shakhtar Donetsk, crónico campeão da Ucrânia e, tal como nós,
vindo da Liga dos Campeões. Aliás, parece sina desta fase do sorteio nós
apanharmos uma equipa vinda da Champions.
Os jogos serão só em Fevereiro e a nosso favor pode estar apenas o facto de eles
estarem em pré-temporada nessa altura. Mas será em todo o caso uma eliminatória
bastante complicada.
segunda-feira, setembro 02, 2019
Retoma
Goleámos ontem em Braga por 4-0 e voltámos às boas exibições no
campeonato, depois do descalabro da semana passada frente ao CRAC. Foi um resultado
justo, num jogo em que dominámos durante a maior parte do tempo, embora haja
que dizer que seria difícil arranjar melhor altura para irmos a Braga: três
dias depois de uma ida deles à Rússia para a Liga Europa.
Com a novidade Taarabt no onze em detrimento do Samaris e o já esperado regresso do André Almeida à direita, a partida começou relativamente equilibrada até ao penalty do Hassan sobre o Florentino, que permitiu ao Pizzi inaugurar o marcador aos 25’ com um remate rasteiro para o lado direito da baliza, enganando o Matheus. Pouco depois, foi a vez do Seferovic dar início à sua noite de desperdício total, com o primeiro dos seus falhanços, ao receber uma assistência do Raúl de Tomás completamente isolado em cima da pequena-área e a dominar mal, deixando que o defesa cedesse canto. Logo a seguir, sofremos o maior susto no jogo todo, com o Ricardo Horta a atirar de primeira ao poste depois de um centro da direita. Porém éramos nós a criar mais oportunidades e o Raúl de Tomás viu o guarda-redes um pouco adiantado, tentando fazer-lhe um chapéu pouco depois do meio-campo, mas a bola saiu ligeiramente por cima. Até ao intervalo, o Seferovic teve oportunidade para acabar com o jogo, mas ambas as oportunidades (uma delas isolado frente ao guarda-redes!) saíram ao lado. Não se podem falhar golos cantados destes…
Para a 2ª parte, o Sá Pinto fez duas alterações, mas nós não poderíamos ter tido melhor começo: logo aos 47’ fizemos o 0-2 num centro rasteiro da direita do André Almeida e o Pizzi a rematar de primeira com o pé esquerdo já na área sem hipóteses para o guarda-redes. Aos 51’, alargámos a vantagem numa boa jogada do Seferovic na esquerda, culminada com um centro também rasteiro que chegaria ao Raúl de Tomás, se o Bruno Viana não tem cortado para a sua própria baliza. Com dois golos de rajada, o Braga ficou atordoado e verdade seja dita o jogo de 5ª feira começou a sentir-se nas pernas. Mesmo assim, ainda obrigou o Vlachodimos a uma boa defesa num remate do entretanto entrado Murilo. Quanto a nós, há que dizer que nunca deixámos de procurar o ataque, embora só tenhamos conseguido fazer o 0-4 aos 72’, noutro autogolo(!) desta feita do Esgaio, depois de um centro da direita do entretanto entrado Jota que chegaria ao Seferovic, caso não tivesse encontrado um adversário no caminho. Até final, o Braga poderia ter marcado o golo de honra, mas o Vlachodimos negou-o numa primeira ocasião e o Trincão falhou clamorosamente o desvio ao segundo poste mesmo em cima dos 90’.
Em termos individuais, destaque para o Florentino que encheu verdadeiramente o campo, bem coadjuvado pelo Taarabt, e para o Pizzi com mais dois golos na sua conta pessoal e o nosso jogo atacante a passar muito por ele. O Grimaldo também esteve bastante melhor do que frente ao CRAC (pior seria difícil…) e o André Almeida ninguém diria que estava a fazer o primeiro jogo da temporada. O Vlachodimos correspondeu quando foi chamado e os centrais (Rúben Dias e Ferro) estiveram praticamente intransponíveis. O Rafa esteve mais discreto que em partidas anteriores e os dois avançados continuam sem marcar, embora dois dos três falhanços clamorosos do Seferovic tenham sido assistências do de Tomás.
O campeonato irá agora parar por causa das selecções e esperemos que, quando voltar, já tenhamos o Gabriel recuperado. Ah, e claro o de sempre nestas alturas: que ninguém nosso se magoe nas selecções!
P.S. 1 – A arbitragem do Sr. Nuno Almeida foi muito fraquinha. Inventou uma série de faltas contra nós (o Taarabt que o diga) e o braço do João Novais num lançamento em profundidade para o de Tomás, que ficaria isolado, que não foi assinalado é inacreditável!
P.S. 2 – Parece que o Braga colocou todos os adeptos do Benfica na caixa de segurança. ‘Pormaior’: alguns deles pagaram 93€(!) pelo bilhete (já vi roubos menos descarados do que este…) e outros 31€. Afinal, ficaram todos no mesmo sítio. Em qualquer país civilizado, isto daria azo a uma indemnização em tribunal por vender gato por lebre. Uma vergonha!
P.S. 3 – Decorreu na 5ª feira o sorteio da Liga dos Campeões: se eu fiz uma grande festa quando nos calhou o Zenit no pote dos tubarões, isso foi logo compensado por termos levado com a equipa com melhor ranking do pote 3 (Lyon) e o 3º classificado do campeonato alemão do ano passado (e que só tem vitórias este ano) no pote 4: Leipzig. Ou seja, tanto podemos ficar em 1º como em 4º lugar: é um grupo bastante complicado e completamente imprevisível.
Com a novidade Taarabt no onze em detrimento do Samaris e o já esperado regresso do André Almeida à direita, a partida começou relativamente equilibrada até ao penalty do Hassan sobre o Florentino, que permitiu ao Pizzi inaugurar o marcador aos 25’ com um remate rasteiro para o lado direito da baliza, enganando o Matheus. Pouco depois, foi a vez do Seferovic dar início à sua noite de desperdício total, com o primeiro dos seus falhanços, ao receber uma assistência do Raúl de Tomás completamente isolado em cima da pequena-área e a dominar mal, deixando que o defesa cedesse canto. Logo a seguir, sofremos o maior susto no jogo todo, com o Ricardo Horta a atirar de primeira ao poste depois de um centro da direita. Porém éramos nós a criar mais oportunidades e o Raúl de Tomás viu o guarda-redes um pouco adiantado, tentando fazer-lhe um chapéu pouco depois do meio-campo, mas a bola saiu ligeiramente por cima. Até ao intervalo, o Seferovic teve oportunidade para acabar com o jogo, mas ambas as oportunidades (uma delas isolado frente ao guarda-redes!) saíram ao lado. Não se podem falhar golos cantados destes…
Para a 2ª parte, o Sá Pinto fez duas alterações, mas nós não poderíamos ter tido melhor começo: logo aos 47’ fizemos o 0-2 num centro rasteiro da direita do André Almeida e o Pizzi a rematar de primeira com o pé esquerdo já na área sem hipóteses para o guarda-redes. Aos 51’, alargámos a vantagem numa boa jogada do Seferovic na esquerda, culminada com um centro também rasteiro que chegaria ao Raúl de Tomás, se o Bruno Viana não tem cortado para a sua própria baliza. Com dois golos de rajada, o Braga ficou atordoado e verdade seja dita o jogo de 5ª feira começou a sentir-se nas pernas. Mesmo assim, ainda obrigou o Vlachodimos a uma boa defesa num remate do entretanto entrado Murilo. Quanto a nós, há que dizer que nunca deixámos de procurar o ataque, embora só tenhamos conseguido fazer o 0-4 aos 72’, noutro autogolo(!) desta feita do Esgaio, depois de um centro da direita do entretanto entrado Jota que chegaria ao Seferovic, caso não tivesse encontrado um adversário no caminho. Até final, o Braga poderia ter marcado o golo de honra, mas o Vlachodimos negou-o numa primeira ocasião e o Trincão falhou clamorosamente o desvio ao segundo poste mesmo em cima dos 90’.
Em termos individuais, destaque para o Florentino que encheu verdadeiramente o campo, bem coadjuvado pelo Taarabt, e para o Pizzi com mais dois golos na sua conta pessoal e o nosso jogo atacante a passar muito por ele. O Grimaldo também esteve bastante melhor do que frente ao CRAC (pior seria difícil…) e o André Almeida ninguém diria que estava a fazer o primeiro jogo da temporada. O Vlachodimos correspondeu quando foi chamado e os centrais (Rúben Dias e Ferro) estiveram praticamente intransponíveis. O Rafa esteve mais discreto que em partidas anteriores e os dois avançados continuam sem marcar, embora dois dos três falhanços clamorosos do Seferovic tenham sido assistências do de Tomás.
O campeonato irá agora parar por causa das selecções e esperemos que, quando voltar, já tenhamos o Gabriel recuperado. Ah, e claro o de sempre nestas alturas: que ninguém nosso se magoe nas selecções!
P.S. 1 – A arbitragem do Sr. Nuno Almeida foi muito fraquinha. Inventou uma série de faltas contra nós (o Taarabt que o diga) e o braço do João Novais num lançamento em profundidade para o de Tomás, que ficaria isolado, que não foi assinalado é inacreditável!
P.S. 2 – Parece que o Braga colocou todos os adeptos do Benfica na caixa de segurança. ‘Pormaior’: alguns deles pagaram 93€(!) pelo bilhete (já vi roubos menos descarados do que este…) e outros 31€. Afinal, ficaram todos no mesmo sítio. Em qualquer país civilizado, isto daria azo a uma indemnização em tribunal por vender gato por lebre. Uma vergonha!
P.S. 3 – Decorreu na 5ª feira o sorteio da Liga dos Campeões: se eu fiz uma grande festa quando nos calhou o Zenit no pote dos tubarões, isso foi logo compensado por termos levado com a equipa com melhor ranking do pote 3 (Lyon) e o 3º classificado do campeonato alemão do ano passado (e que só tem vitórias este ano) no pote 4: Leipzig. Ou seja, tanto podemos ficar em 1º como em 4º lugar: é um grupo bastante complicado e completamente imprevisível.
sexta-feira, março 15, 2019
Nos quartos
Vencemos o Dínamo Zagreb no prolongamento por 3-0, depois de
1-0 no tempo regulamentar, e qualificámo-nos para os quartos-de-final da Liga
Europa. Foi uma qualificação justa, mas com um possível preço alto em termos físicos,
porque jogámos mais meia-hora do que era suposto e temos um jogo muito importante
para o campeonato em Moreira de Cónegos a menos de 72h deste.
O Bruno Lage fez algumas poupanças na equipa titular e
lançou o Yuri Ribeiro, Fejsa, Zivkovic e Jota. Infelizmente, demos 45’ de
avanço aos croatas, porque raramente os conseguimos pressionar e consequentemente
as ocasiões de golo foram escassas. A ala esquerda (Yuri e Zivkovic) desperdiçou
esta oportunidade e já nem voltou para a 2ª parte. O Jota teve algumas
movimentações interessantes, mas não me parece que seja para jogar a avançado.
Fez dupla com o Rafa e, como seria de esperar, não conseguimos ter presença na área.
Com o Jonas no banco, faltou um avançado de raiz e continuo a achar que a decisão
de deixar sair os dois avançados em simultâneo em Janeiro é muito questionável.
Só dois remates, do Pizzi e Rafa, e ambos já depois dos 35’ colocaram o
guarda-redes adversário à prova.
Logo no reinício, entraram o Jonas e o Grimaldo e tudo
melhorou de forma quase imediata. Pressionámos muito mais o Dínamo Zagreb, mas
continuámos a falhar alguns passes em zona decisiva e a ter alguma cerimónia na
hora de rematar à baliza. Esgotámos as substituições com a entrada do João Félix
para o lugar do Jota aos 62’ e marcámos finalmente o golo que igualou a eliminatória
aos 71’: bola conduzida pelo Ferro, lançamento para o Pizzi na área, este amortece
de cabeça para trás, onde o Jonas se enquadra e remata de primeira sem hipóteses
para o Livakovic. Tentámos evitar o prolongamento, mas um remate em arco do
Jonas foi defendido pelo guarda-redes e noutro lance o João Félix falhou
completamente o desvio na sequência de um livre, tendo a bola saído pela linha lateral.
No último minuto da compensação, foi a vez do Vlachodimos estar bem ao desviar
a bola num canto, quando um adversário por trás se preparava para cabecear.
O prolongamento não estava no programa, mas o principal era
conseguirmos o apuramento e foi neste período que estivemos melhor em temos
exibicionais. Até pertenceu aos croatas a primeira oportunidade, com o
Vlachodimos a não conseguir agarrar um remate de meia-distância e o Rúben Dias
a atirar para canto, todavia respondemos logo a seguir noutro remate do Jonas sacudido
pelo Livakovic. Aos 94’, aconteceu o principal momento do jogo: canto curto a
nosso favor, a defesa croata alivia mal, o Ferro recupera a bola e, à entrada
da área, remata muito colocado ao ângulo inferior direito da baliza. Que golão!
Foi o delírio nas bancadas, mas logo de seguida uma desconcentração defensiva só
não resultou no golo do Dínamo Zagreb, porque o avançado falhou completamente o
remate, quando estava só perante o Vlachodimos, depois de um cruzamento na esquerda.
Aos 104’, um defesa contrário cometeu hara-kiri
ao ver dois amarelos seguidos por protestar com o árbitro e, no minuto
seguinte, o Grimaldo praticamente fechou com o jogo com novo golão, num remate à Grimaldo com a bola a subir e depois a
descer muito rápido, tendo o Livakovic ficado pregado ao relvado. Na 2ª parte
do prolongamento, com dois golos de vantagem e mais um jogador, esperava que o
Bruno Lage fizesse a quarta substituição, mas só a realizou em cima dos 120’
(entrou o Gedson para o lugar do Pizzi). Noutra desconcentração nossa, os
croatas poderiam ter reduzido a 10’ do fim, mas o Atiemwen rematou a rasar o
poste quando estava isolado, depois de passar no meio do Rúben Dias e Ferro. Não
se percebe como os deixámos ter esta oportunidade a jogarem com 10... Quanto a
nós, de quando em vez acelerávamos o jogo que ficava completamente partido, mas
geralmente não conseguíamos meter o penúltimo passe e só tivemos uma real
situação para aumentar a vantagem, com o guarda-redes a evitar o quarto golo ao
defender brilhantemente um remate do Pizzi.
Em termos individuais, destaque para o Ferro e não só pelo
golo: esteve muito seguro nos duelos individuais e só naquele tal lance da 2ª
parte do prolongamento foi batido. Tem meia-dúzia de jogos pela equipa
principal e já fez três golos. Não vai sair da equipa tão cedo. O Pizzi também
fez um jogo em crescendo, assim como o Rafa que se fartou de fazer sprints,
alguns com a pecha de terem o último passe transviado. O Jonas e o Grimaldo materializaram
com golos o facto de terem sido fundamentais na melhoria exibicional. O Fejsa
revelou alguma natural falta de ritmo, mas aguentou fisicamente os 120’. O
Gabriel também fez uma boa exibição, especialmente a partir da 2ª parte, tal
como a maior parte da equipa.
É muito bom estarmos nos quartos-de-final de uma competição
europeia, mas estou com bastante receio das repercussões físicas para o jogo de
domingo, porque o Moreirense é uma das revelações do campeonato e nós deixámos
de ter margem de manobra para errar. É fundamental chegarmos à última pausa para
as selecções antes do final do campeonato na frente.
P.S. – Calhou-nos o Eintracht Frankfurt no sorteio com a 1ª
mão na Luz. Eu preferia o Slavia Praga, mas dado que também poderíamos ter
apanhado o Nápoles, Arsenal, Valência ou Chelsea (se passarmos, devemos levar
com estes nas meias-finais), acabou por não ser muito mau. Mas cuidado com os
alemães, que estão a fazer uma excelente época (5º classificado no campeonato).
Seria é bom que chegássemos a estes jogos com o plantel todo operacional...
sexta-feira, fevereiro 22, 2019
Q.B.
Empatámos com o Galatasaray (0-0) na 2ª mão dos 16 avos-de-final da
Liga Europa e conseguimos assim qualificar-nos para os oitavos. Foi um jogo com
muito menos intensidade do que temos vindo a exibir, mas isso fez parte da
estratégia, que passou muito por não dar espaço aos turcos e, de facto, eles não
tiveram praticamente oportunidades de golo.
Ao contrário da partida da 1ª mão, o Bruno Lage só trocou três
jogadores: a dupla de meio-campo (Samaris e Gabriel por Florentino Luís e Gedson)
e o Cervi na esquerda no lugar do Rafa. Ou seja, André Almeida, Grimaldo e
Pizzi foram titulares. Depois de surpreender o adversário uma vez, convinha não
repetir a dose, que deixaria de ser surpreendente. Na 1ª parte, cedemos a
iniciativa ao Galatasaray, tentando partir em contra-ataques rápidos quando
ganhássemos a bola. E foi desta maneira que criámos uma boa oportunidade pelo
Cervi, logo nos minutos iniciais, mas o seu remate saiu ao lado. Tivemos
igualmente oportunidades pelo Pizzi, que permitiu a defesa do guarda-redes num
remate fora da área, e pelo André Almeida, mas um defesa cortou a bola antes de
o lateral poder rematar. O Vlachodimos não teve praticamente trabalho nenhum.
Na 2ª parte, carregámos mais logo nos minutos iniciais e o João Félix
teve uma excelente oportunidade num canto, depois de um desvio de cabeça do
Ferro, mas atirou por cima, quando tinha a baliza muito perto. O Seferovic teve
uma óptima jogada na direita, mas o passe atrasado para o Félix não saiu na
perfeição e o remate deste foi defendido pelo Muslera. Os turcos tentavam principalmente
de bola parada, mas a nossa defesa esteve muito bem. O Bruno Lage fez entrar o
Rafa para o lugar do Cervi, numa tentativa de aumentar a velocidade e criar
mais desequilíbrios. Rafa, esse, que já perto do final teve uma boa iniciativa,
mas o remate saiu frouxo e ao lado. Uma perda de bola do Gedson em zona mais
que proibida teria dado golo, se o jogador do Galatasaray não estivesse
fora-de-jogo. A cinco minutos do final, o Galatasaray meteu novamente a bola na
baliza, mas foi assinalado outro fora-de-jogo, este bastante mais duvidoso (o
jogador parece em linha).
Em termos individuais, grande jogo do Ferro, só é pena ter tido aquela
expulsão na Vila das Aves, que o vai tirar da partida frente ao Chaves. O
Florentino foi outro que encheu o campo, com números inacreditáveis em termos
de desarmes. O Seferovic deu imensa luta aos centrais, mas acabou o jogo de
rastos fisicamente (continuo sem perceber porque é que despachámos dois
pontas-de-lança em Janeiro e não veio ninguém para o lugar de pelo menos um
deles….). Todos os outros estiveram a um nível mediano, mas ontem não era dia
daquelas cavaladas de outros jogos. Sinceramente, achei uma exibição muito
consistente da nossa parte, em que reduzimos o espaço ao adversário e não o
deixámos acercar-se da nossa baliza.
Acabámos por ter alguma sorte no sorteio, porque entre vários tubarões acabou por nos calhar o Dínamo
Zagreb. Até a ordem dos jogos é favorável, porque não só a eliminatória se resolverá
em Lisboa, como o jogo seguinte é em Moreira de Cónegos. E com três dias de
intervalo entre jogos, é bom que os jogadores não se cansem escusadamente em
viagens.
Na próxima 2ª feira, receberemos o Chaves para o campeonato e temos imperiosamente
de ganhar para irmos a Mordor só com um ponto de desvantagem.
segunda-feira, dezembro 17, 2018
Confrangedor
Vencemos o Marítimo nos Barreiros por 1-0 e mantivemos a
distância para os da frente, que também ganharam (o CRAC por 2-1 nos Açores,
frente ao Santa Clara, a lagartada
deu a volta em casa frente ao Nacional por 5-2 e o Braga goleou o Feirense por
4-0). Os três pontos foram mesmo o melhor do jogo de ontem, onde voltámos a
evidenciar os mesmos problemas de sempre e a exibir um ‘futebol’ perto da indigência.
Defrontámos um adversário em crise de resultados (não ganha
desde Setembro) e que tem agora o Petit como técnico, que actua num campo onde
não ganhávamos desde o tricampeonato em 2016. Com o Cervi no lugar do lesionado
Rafa, revelámos novamente imensas dificuldades em conseguir chegar à área contrária.
As combinações não saem, porque é tudo muito lento e previsível. Só o Zivkovic
na direita é que ia tentando fazer algo diferente, mas sempre muito só nos seus
intentos. O Marítimo justificava o porquê de estar tão mal classificado, mas
mesmo assim criou um lance de perigo, com um remate de primeira a passar rente
ao poste depois de um centro da direita. Quanto a nós, tivemos uma cabeçada do
Cervi à entrada da área, num lance em que o argentino poderia eventualmente ter
dominado a bola, um falhanço clamoroso do Pizzi, que rematou na atmosfera,
quando estava em boa posição à entrada da área, e dois lances do Grimaldo que
proporcionaram defesas ao guarda-redes Abedzadeh, um num livre directo e outro
num remate cruzado da esquerda. Em cima do intervalo, um centro de trivela do
Cervi na direita tocou ligeiramente num defesa e chegou ao Jonas, que dominou
e, quando se preparava para contornar o guarda-redes, foi clamorosamente
derrubado por ele. Foi de tal maneira evidente, que nem senti aquela dúvida
comum sobre se o árbitro vai marcar ou não penalty. O próprio Jonas
encarregou-se da marcação e atirou rasteiro com força para o lado esquerdo do guarda-redes,
que se lançou para o lado contrário.
Perante as fragilidades do adversário e em vantagem no
marcador, esperava-se que na 2ª parte matássemos
o jogo com a expectável subida em campo do Marítimo. Isto aconteceu, mas aquilo
não. Tivemos alguns lances em que poderíamos ter criado perigo, mas ou o último
passe saía mal ou o remate era fraco. Do lado contrário, houve um cabeceamento
que saiu por cima, na sequência de um corte de cabeça falhado do Grimaldo, e
nos últimos 10’ o Marítimo remeteu-nos para o nosso meio-campo, com alguns
cantos que foram bem resolvidos por nós. Durante o período de compensação, lá
conseguimos ter bola e afugentar a pressão.
Em termos individuais, destaque para o Jonas por ter ganho e
ter marcado o penalty, e para o Zivkovic, que foi praticamente o único a tentar
criar momentos de ruptura no jogo. O Gedson esteve muito interventivo, mas as
coisas nem sempre lhe saíam bem. Quanto aos outros dois do meio-campo, reside aí
um dos nossos grandes problemas: tanto o Fejsa, como principalmente o Pizzi estão
longíssimo da melhor forma. Aliás, neste momento, bola no nº 21 é bola
emperrada e já se sabe que vai sair para o lado ou para trás.
Depois do descalabro de Munique, é a 5ª vitória seguida sem
sofrer golos. Em condições normais, seria algo que nos poderia dar alento para
o resto da época, mas o que (não) se vê em campo faz-nos logo cair na real e
perceber que isto vai ser sol de pouca dura. Não se vê evolução nenhuma na
equipa, o futebol continua paupérrimo e tem-se a sensação que bastará encontrar
um adversário um pouco melhor para as coisas descambarem outra vez. Depois da
ida a Montalegre para a Taça a meio da semana, vamos receber o Braga no próximo
domingo. Veremos como a equipa se vai portar nesse jogo.
P.S. – Decorreu hoje o sorteio da Liga Europa. Saiu-nos o Galatasaray,
uma equipa que, tal como nós, veio da Champions, mais especificamente do grupo
do CRAC, que venceu os dois jogos. Ou seja, é inevitável que se vá fazer
comparações, que não nos serão nada lisonjeiras, se não os ultrapassarmos. Os
turcos foram a última bola a sair, sendo a penúltima o BATE Borisov. Poderíamos,
de facto, ter tido mais sorte, mas se em Fevereiro estivermos a jogar o que
estamos agora, o nome do adversário é indiferente...
segunda-feira, setembro 03, 2018
Convincente
Goleámos na
Choupana o Nacional por 4-0 e, por causa da diferença de golos, estamos agora
na frente do campeonato, em igualdade pontual com a lagartada (1-0 no WC ao Feirense, com o golo aos 88’!) e o Braga,
com o CRAC (3-0 em Mordor frente ao Moreirense) um ponto atrás. Depois da
gloriosa jornada europeia, a equipa voltou a responder muito bem em termos
físicos e conseguiu uma vitória sem mácula.
O Rui Vitória apostou mesmo onze de Salónica, o que quer dizer que o Seferovic voltou a ser titular. E foi só o melhor em campo. Entrámos muito pressionantes como é hábito, embora verdade seja dita o Nacional tentou responder contra-atacando sempre que podia, especialmente na 1ª parte. O Sr. Fábio Veríssimo não teve dúvidas em dois lances, nem reviu as imagens, que me parecem penalty por derrubes ao Seferovic e Cervi (este, então, é claríssimo). Em termos de oportunidades para nós, o Salvio, numa boa iniciativa pela direita, remata rasteiro ao lado e o Seferovic não consegue chegar a um cruzamento do Grimaldo na esquerda. Até que aos 28’ inaugurámos finalmente o marcador, numa óptima desmarcação do Salvio para o Seferovic isolado não falhar perante o guarda-redes Daniel Guimarães. Logo a seguir, tivemos uma enorme contrariedade com a saída por lesão do Fejsa e a entrada do Alfa Semedo. O Salvio voltou a ter uma boa chance, mas também chegou atrasado a um centro do Seferovic, no entanto em cima do intervalo os mesmos protagonistas cozinharam o 0-2, com o suíço a centrar muito bem na esquerda para o argentino só ter que encostar de cabeça.
Na 2ª parte, como seria de prever pelo resultado e pelo jogo na 4ª feira, baixámos o ritmo e começámos a controlar mais o jogo. Poderíamos ter feito o terceiro golo logo no reinício, mas um bom remate do Seferovic foi defendido pelo guarda-redes. Só por duas vezes o Nacional colocou o Vlachodimos à prova, mas este mostrou que temos guarda-redes, ao fazer duas belas defesas. Quanto a nós, fomos fazendo as substituições da praxe de troca de extremos, entraram o Rafa e o João Félix (este já muito perto do fim), saíram o Cervi e Salvio. Aos 76’, acabámos de vez com as (poucas) dúvidas ao fazer o 0-3, numa bela abertura do Pizzi, para uma boa concretização do Grimaldo, com a bola a passar novamente debaixo da perna do guarda-redes (tal como no golo do Seferovic). Já na compensação, o Pizzi teve uma outra fantástica assistência que isolou o Rafa que, desta feita, conseguiu marcar só com o guarda-redes pela frente: excelente a picar a bola por cima dele. Aleluia!
Em termos individuais, o Seferovic foi o melhor para mim, com um golo e uma assistência e muito trabalho dado aos centrais contrários. Mostra confiança, capacidade de trabalho, mantém a posse de bola, enfim, o lugar é dele no momento. O Salvio também teve um golo e uma assistência e foi outro dos melhores em campo: esteve completamente endiabrado na direita. Quem fez igualmente um jogão foi o Gedson, especialmente na 2ª parte quando foi necessário levar a bola para a frente para a equipa subir no terreno. O Vlachodimos foi também importante para garantir o nulo nas nossas redes. O Grimaldo voltou a ser dos melhores transportadores de jogo para a frente, mas convinha que não desatasse a fintar logo à saída da nossa área (sim, eu sei que já estava 0-3, mas mesmo assim…). Foi só pena a lesão do Fejsa, mas agora com a paragem do campeonato pode ser que tenha tempo pata recuperar.
Passámos o difícil mês de Agosto com louvor de distinção. Conseguimos o principal objectivo que era a ida à Champions e estamos na frente do campeonato. Para além disso, estamos a praticar bom futebol, algo que na temporada passada só muito esporadicamente conseguimos. Para ser tudo absolutamente perfeito, só faltou ganhar à lagartada na Luz.
P.S. – Na passada 5ª feira, houve o sorteio da Champions. Ficámos no grupo do Bayern Munique, Ajax e AEK Atenas. Temos MAIS QUE obrigação de ir pelo menos à Liga Europa, mas espero que possamos igualmente ficar à frente do Ajax. A 1ª volta vai ser complicada, com a recepção aos bávaros e depois dois jogos fora consecutivos. A nossa possível qualificação vai depender muito de como correrem estes três jogos.
O Rui Vitória apostou mesmo onze de Salónica, o que quer dizer que o Seferovic voltou a ser titular. E foi só o melhor em campo. Entrámos muito pressionantes como é hábito, embora verdade seja dita o Nacional tentou responder contra-atacando sempre que podia, especialmente na 1ª parte. O Sr. Fábio Veríssimo não teve dúvidas em dois lances, nem reviu as imagens, que me parecem penalty por derrubes ao Seferovic e Cervi (este, então, é claríssimo). Em termos de oportunidades para nós, o Salvio, numa boa iniciativa pela direita, remata rasteiro ao lado e o Seferovic não consegue chegar a um cruzamento do Grimaldo na esquerda. Até que aos 28’ inaugurámos finalmente o marcador, numa óptima desmarcação do Salvio para o Seferovic isolado não falhar perante o guarda-redes Daniel Guimarães. Logo a seguir, tivemos uma enorme contrariedade com a saída por lesão do Fejsa e a entrada do Alfa Semedo. O Salvio voltou a ter uma boa chance, mas também chegou atrasado a um centro do Seferovic, no entanto em cima do intervalo os mesmos protagonistas cozinharam o 0-2, com o suíço a centrar muito bem na esquerda para o argentino só ter que encostar de cabeça.
Na 2ª parte, como seria de prever pelo resultado e pelo jogo na 4ª feira, baixámos o ritmo e começámos a controlar mais o jogo. Poderíamos ter feito o terceiro golo logo no reinício, mas um bom remate do Seferovic foi defendido pelo guarda-redes. Só por duas vezes o Nacional colocou o Vlachodimos à prova, mas este mostrou que temos guarda-redes, ao fazer duas belas defesas. Quanto a nós, fomos fazendo as substituições da praxe de troca de extremos, entraram o Rafa e o João Félix (este já muito perto do fim), saíram o Cervi e Salvio. Aos 76’, acabámos de vez com as (poucas) dúvidas ao fazer o 0-3, numa bela abertura do Pizzi, para uma boa concretização do Grimaldo, com a bola a passar novamente debaixo da perna do guarda-redes (tal como no golo do Seferovic). Já na compensação, o Pizzi teve uma outra fantástica assistência que isolou o Rafa que, desta feita, conseguiu marcar só com o guarda-redes pela frente: excelente a picar a bola por cima dele. Aleluia!
Em termos individuais, o Seferovic foi o melhor para mim, com um golo e uma assistência e muito trabalho dado aos centrais contrários. Mostra confiança, capacidade de trabalho, mantém a posse de bola, enfim, o lugar é dele no momento. O Salvio também teve um golo e uma assistência e foi outro dos melhores em campo: esteve completamente endiabrado na direita. Quem fez igualmente um jogão foi o Gedson, especialmente na 2ª parte quando foi necessário levar a bola para a frente para a equipa subir no terreno. O Vlachodimos foi também importante para garantir o nulo nas nossas redes. O Grimaldo voltou a ser dos melhores transportadores de jogo para a frente, mas convinha que não desatasse a fintar logo à saída da nossa área (sim, eu sei que já estava 0-3, mas mesmo assim…). Foi só pena a lesão do Fejsa, mas agora com a paragem do campeonato pode ser que tenha tempo pata recuperar.
Passámos o difícil mês de Agosto com louvor de distinção. Conseguimos o principal objectivo que era a ida à Champions e estamos na frente do campeonato. Para além disso, estamos a praticar bom futebol, algo que na temporada passada só muito esporadicamente conseguimos. Para ser tudo absolutamente perfeito, só faltou ganhar à lagartada na Luz.
P.S. – Na passada 5ª feira, houve o sorteio da Champions. Ficámos no grupo do Bayern Munique, Ajax e AEK Atenas. Temos MAIS QUE obrigação de ir pelo menos à Liga Europa, mas espero que possamos igualmente ficar à frente do Ajax. A 1ª volta vai ser complicada, com a recepção aos bávaros e depois dois jogos fora consecutivos. A nossa possível qualificação vai depender muito de como correrem estes três jogos.
segunda-feira, julho 23, 2018
Bons momentos
No primeiro jogo desta pré-temporada perante um adversário
mais complicado, vencemos no passado sábado o Sevilha por 1-0 em Zurique. O que
mais importa nestas partidas foi, a meu ver, conseguido: notou-se uma melhoria
exibicional da equipa e durante alguns períodos chegámos inclusive a jogar bem.
(Não menosprezemos isso, ou não se recordam de grande parte da época
passada...?)
Em primeiro lugar, por favor não me venham falar de vingança por causa disto! A estupidez tem limites e comparar uma final europeia a um jogo de pré-época tem que ser um deles. A lesão do Svilar no aquecimento fez com que a baliza fosse do Vlachodimos, mas acabou novamente por não ter grande trabalho e ainda está por ver se precisamos de um guarda-redes ou não... Quem começa a convencer é o Castillo, o marcador do nosso golo: canto do Pizzi aos 57’ e o Castillo consegue fazer um óptimo cabeceamento, mesmo estando a ser agarrado por um braço (seria um penalty óbvio). Grande golo! Na defesa, o Conti continua a não me convencer muito, mas o Rúben Dias já voltou e fez a 2ª parte, enquanto o Grimaldo foi talvez o melhor jogador em campo (é bom mesmo que não saia, até porque o Yuri Ribeiro, enfim...). O Gedson esteve menos em destaque do que nas partidas anteriores, mas neste momento não há ninguém melhor do que ele para número 8. O Rafa continua a evidenciar os problemas dos anos anteriores na finalização e o Salvio começou bem, mas foi decaindo de rendimento, tendo ambos saído ao intervalo. Para os seus lugares, entraram o Cervi e o Zivkovic e estiveram ligeiramente melhores.
Iremos agora para os EUA, onde defrontaremos o Borussia Dortmund e a Juventus. Esperemos que esta melhoria seja para manter, até porque não poderíamos ter tido mais azar no sorteio da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões: não só nos calhou o adversário mais difícil entre todos, o Fenerbahçe, como o primeiro jogo é na Luz! Que raio de sorte!
Em primeiro lugar, por favor não me venham falar de vingança por causa disto! A estupidez tem limites e comparar uma final europeia a um jogo de pré-época tem que ser um deles. A lesão do Svilar no aquecimento fez com que a baliza fosse do Vlachodimos, mas acabou novamente por não ter grande trabalho e ainda está por ver se precisamos de um guarda-redes ou não... Quem começa a convencer é o Castillo, o marcador do nosso golo: canto do Pizzi aos 57’ e o Castillo consegue fazer um óptimo cabeceamento, mesmo estando a ser agarrado por um braço (seria um penalty óbvio). Grande golo! Na defesa, o Conti continua a não me convencer muito, mas o Rúben Dias já voltou e fez a 2ª parte, enquanto o Grimaldo foi talvez o melhor jogador em campo (é bom mesmo que não saia, até porque o Yuri Ribeiro, enfim...). O Gedson esteve menos em destaque do que nas partidas anteriores, mas neste momento não há ninguém melhor do que ele para número 8. O Rafa continua a evidenciar os problemas dos anos anteriores na finalização e o Salvio começou bem, mas foi decaindo de rendimento, tendo ambos saído ao intervalo. Para os seus lugares, entraram o Cervi e o Zivkovic e estiveram ligeiramente melhores.
Iremos agora para os EUA, onde defrontaremos o Borussia Dortmund e a Juventus. Esperemos que esta melhoria seja para manter, até porque não poderíamos ter tido mais azar no sorteio da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões: não só nos calhou o adversário mais difícil entre todos, o Fenerbahçe, como o primeiro jogo é na Luz! Que raio de sorte!
terça-feira, agosto 29, 2017
Atraso
Empatámos no
sábado em Vila do Conde (1-1) e ficámos a dois pontos dos rivais que ganharam
ao Estoril (2-1, a lagartada) e em
Braga (1-0, o CRAC). Era uma partida que se previa difícil e o foi, connosco a
nunca conseguirmos colocar em prática o nosso futebol perante a boa organização
colectiva do Rio Ave.
Se o André
Almeida recuperou em relação ao Belenenses, o mesmo não se passou com o Salvio,
pelo que jogou o Rafa na direita (e eu dizer “jogou” já estou a ser simpático
para ele…). A 1ª parte resume-se muito facilmente: não fizemos nada e fomos
dominámos na maior parte do tempo pelo Rio Ave. Para piorar as coisas, o Jardel
lesionou-se sozinho e fomos forçados a gastar uma substituição logo aos 15’
(entrou o Lisandro). Tivemos uma única oportunidade num falhanço do Cássio que
o Seferovic ia aproveitando (o remate foi interceptado por um defesa) e o Rio
Ave também teve, num remate do Guedes por cima quando estava sozinho na área.
A nossa 2ª
parte foi melhor (pior era difícil…), mas foi o Rio Ave a criar o primeiro lance
de perigo num novo falhanço do Guedes, desta feita de cabeça. No minuto
anterior, o Rafa tinha feito a única coisa de jeito no jogo inteiro, escapando
em antecipação pela esquerda, mas centrou cedo demais e o remate do Cervi
embateu num defesa. Se as coisas já estavam difíceis, pior ficaram aos 61’ com
o golo do Rio Ave, aliás um autogolo do Lisandro, depois de um cruzamento da
esquerda que o Bruno Varela conseguiu cortar, mas a bola embateu no argentino e
foi para a nossa baliza. O Lisandro, que nem tinha entrado mal, marcou mais um
autogolo e sinceramente já perdi a conta aos autogolos que ele tem pelo
Benfica. No rácio de autogolos por minutos jogados, de certeza que bate aos
pontos qualquer defesa nosso. Parece que há azares que só lhe acontecem a ele…
Da maneira como o jogo estava a decorrer, temi o pior com este golo, mas cinco
minutos depois o Jonas foi claramente agarrado na área na sequência de um livre
a nosso favor e o sr. Hugo Miguel assinalou o penalty. O mesmo Jonas não deu
hipóteses ao Cássio rematando rasteiro para o lado direito da baliza. Ainda
tínhamos bastante tempo para tentar marcar o segundo, mas o inefável Rafa por
duas vezes não o conseguiu (na primeira rematou ao lado e na segunda permitiu a
defesa do guarda-redes pela enésima vez que esteve cara a cara com ele) e o
Seferovic também proporcionou ao Cássio uma boa defesa, num remate que não deveria
ter saído à figura. Perto do final, o Jiménez, entretanto entrado, teve um toque
à ponta-de-lança, mas o Cássio conseguiu defender com as pernas, com a bola
quase a entrar no meio delas.
Em termos
individuais, pouco há a destacar. O Bruno Varela vai-se afirmando na baliza e
não foi por ele que não ganhámos e o Luisão foi bastante consistente. Gosto
muito do André Almeida, mas volto a repetir que ele não pode ser titular
indiscutível. Precisamos de algo mais num defesa-direito. Quanto ao Lisandro,
já referi tudo e, com o Jardel neste estado físico, necessitamos urgentemente de
um central. Do Eliseu também não podemos esperar rasgos de génio, mas a corda
também não parte por ali. O Filipe Augusto no meio-campo esteve bem a variar o
flanco de jogo, mas nem tanto a correr atrás dos adversários. O Pizzi passou
completamente ao lado do jogo, assim como o Cervi. Quanto ao Rafa, espero que se
tenha percebido porque é que o Salvio é titular absoluto. Mesmo com os disparates
que faz, a diferença é abissal. Volto a dizer do Rafa que, se calhar, é melhor
experimentá-lo na secção de atletismo… O Jonas marcou bem o penalty, mas esteve
muito discreto no resto do tempo, assim como o Seferovic que, nas poucas
oportunidades que teve, nunca conseguiu rematar bem. O Zivkovic não entrou mal,
mas perto do final demonstrou a sua imaturidade ao envolver-se com um adversário
fazendo perder tempo desnecessário e o Jiménez teve poucos minutos para ser o
salvador habitual em Vila do Conde, mas mesmo assim ia-o conseguindo.
Com quatro
jornadas, estamos novamente a dois pontos do primeiro (tal como no ano
passado), mas já empatámos onde ganhámos no ano passado, enquanto os outros
dois ganharam onde empataram no ano passado. É só um indicador e vale o que
vale. O que valia uma reflexão mais profunda dos nossos responsáveis é que
estamos a três dias do fecho do mercado, saíram três titulares e quem os está a
substituir são jogadores que já cá estavam na temporada passada (tirando o Bruno
Varela, mas esse não veio para ser titular de caras). Logo, não é preciso puxar
muito pela cabeça para perceber que, se
calhar, a qualidade da equipa não aumentou…
P.S. – Na
passada 5ª feira, decorreu o sorteio da Liga dos Campeões. Ficámos no grupo A,
com o Manchester United, Basileia e CSKA Moscovo. Se em relação aos tubarões do pote 2 havia pouca escolha e
mesmo assim ficámos com o que tem pior ranking, nos outros dois casos acabou
por ser diferente: em teoria, o Basileia é um adversário apetecível (tendo as
conta outras hipóteses como Nápoles ou Roma), mas o CSKA Moscovo era dos mais
fortes do pote 4 e vamos à Rússia em finais de Novembro. É um grupo bastante
aberto, onde no mínimo espero a manutenção nas provas da Uefa para 2018.
quinta-feira, dezembro 15, 2016
Superioridade

Em relação à lagartada, o Rui
Vitória só manteve o Ederson (até porque o Júlio César está lesionado) e o
André Almeida. Ou seja, havia outros nove jogadores que tinham uma óptima
oportunidade para se afirmarem como opção. Mas tal não pareceu especialmente
durante a 1ª parte. Esperava que tivessem aprendido alguma coisa com o susto
com o 1º de Dezembro, mas os primeiros 45’ foram uma cópia ipsis verbis. Já se sabe que, quando o Carrillo está em campo, é
como se estivéssemos com 10, mas o Danilo também fez um primeiro tempo de
fugir. Só um remate do Zivkovic e uma cabeçada do Mitroglou é que criaram
perigo, ao passo que o Real Massamá também teve um remate desviado pelo
Lisandro que ia na direcção da baliza.
Na 2ª parte, o Rui Vitória achou por bem voltar a jogar com 11 e entrou o
Gonçalo Guedes. A mudança foi da noite para o dia. Claro que, marcar logo aos
47’, ajudou a tranquilizar a equipa: canto do Zivkovic e cabeçada do Mitroglou
ao primeiro poste. Depois do golo não abrandámos e tivemos algumas
oportunidades para fazer o segundo, nomeadamente num remate do Guedes muito por
cima quando estava em boa posição e noutro do Cervi, quando só tinha o
guarda-redes pela frente. O Real Massamá teve um livre perigoso, mas o Ederson
fez uma boa defesa. Até que aos 81’, fizemos finalmente o golo que dissipou
todas as dúvidas, num penalty indiscutível sobre o Guedes muito bem
concretizado pelo Mitroglou. Entretanto, já tinha entrado o Pizzi e entrou a
seguir ao golo o Jiménez, que ainda foi a tempo de fazer o 0-3 aos 86’ num
remate forte depois de tirar um defesa da frente.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Gonçalo Guedes pelo que mexeu
no jogo da nossa equipa. Bem sei que, entrando para o lugar do Carrillo,
basta-lhe correr para ser imediatamente melhor, mas para além disso teve
participação activa nos golos. O Cervi foi outro que se destacou enquanto
esteve em campo e dos poucos que, na 1ª parte, tentou combater a marasmo geral.
Regresso que se saúda é o do Jardel. O Zivkovic subiu imenso na 2ª parte, mas
ainda não está de todo ao nível do Markovic quando chegou à Luz. O Danilo foi
péssimo na 1ª parte e passou mais despercebido na 2ª. Quanto ao Carrillo, vamos
entrar em período de Natal, espero sinceramente que não volte do Peru depois
das férias. O problema não é tanto a nulidade que é, mas sim a falta de vontade
que demonstra!
Já disse aqui várias vezes que adoro ir ao Jamor e, portanto, é com
satisfação redobrada que assisto às nossas vitórias na Taça. Veremos o que nos
reserva o sorteio dos quartos-de-final.
P.S. – Na passada 2ª feira, aconteceu o sorteio dos oitavos-de-final da Champions: eu preferia o Leicester, mas
acabou por nos calhar o Dortmund, com a 1ª mão na Luz a 14 de Fevereiro e a 2ª
na Alemanha a 8 de Março, uma data muito especial para mim. Por isso e porque
aquele estádio é mítico para quem gosta de futebol, se tudo correr bem, lá
estarei a apoiar o Glorioso.
sexta-feira, agosto 26, 2016
Sorteio da Liga dos Campeões
BENFICA
Nápoles
Dínamo Kiev
Besiktas
Não tivemos um sorteio nada favorável na Champions. Historicamente não temos muita sorte com as equipas
italianas (apesar de termos eliminado este mesmo Nápoles na época do Quique e
da eliminatória épica com a Juventus há dois anos) e vamos defrontar outros
dois campeões nacionais: o ucraniano (com a agravante de a viagem ser longa) e
o turco (uma das mais fortes equipas do pote 4). É um grupo muito equilibrado,
onde tanto podemos ficar em primeiro como em último. O único aspecto positivo
foi a ordem os jogos, porque começamos em casa frente ao Besiktas e terminamos
também em casa com o Nápoles. Ou seja, é obrigatório começar com uma vitória e
temos o último jogo em casa frente ao adversário mais forte, que eventualmente
pode já estar apurado nessa altura. E, se tiver que se decidir tudo nesse jogo,
é enchente pela certa e a Luz pode fazer a diferença.
P.S. – O CRAC teve a vaca
habitual nos sorteios. Depois de lhe ter calhado a (teórica) fava no play-off com a Roma, esta
transformou-se em brinde com três expulsões(!) nos dois jogos. Claro que se
apuraram, para depois calharem num grupo com Leicester, Brugge e Copenhaga! A
sério?! Podem já reservar os oitavos, nem é preciso cansarem-se a jogar! Quanto
à lagartada, estando no pote 3, vai
defrontar o Real Madrid, Borussia Dortmund e Legia Varsóvia. Não terá hipóteses
nenhumas de seguir em frente, mas ao menos tem a Liga Europa garantida.
sábado, março 19, 2016
Sorteio da Liga dos Campeões
Bayern Munique - BENFICA
As bolinhas
não nos poderiam ter sido mais madrastas ontem. Calhou-nos a fava maior (a par
do Barcelona) de todas as equipas possíveis (Real Madrid, Manchester City, PSG,
Wolfsburgo e Atlético Madrid). Como um mal nunca vem só, ainda por cima a 1ª mão
é fora, o que pode eventualmente comprometer a receita do jogo da Luz no caso
de um resultado muito desfavorável. Espero que o nosso estádio esgote ainda antes do jogo
em Munique…
No entanto, o meu maior receio não é
obviamente a receita, mas como é que a equipa vai reagir psicologicamente a
este confronto. Eu não me iludo: o Bayern é uma equipa quase intransponível
treinada por um dos melhores treinadores de sempre. Se como é lógico ninguém
espera uma surpresa da nossa parte, não é bem verdade que não tenhamos nada a
perder: entre 0-1 e 0-5 vai um abismo de diferença.
A única coisa boa é termos oito dias de
intervalo entre os jogos (jogamos a uma 3ª e depois a uma 4ª feira). Há quatro
equipas que só têm seis dias. Aliás, se alguém me conseguir explicar porque
raio isto acontece, agradecia muito. Isto já se passa há algum tempo, mas nunca
percebi porque é que as equipas não podem jogar 3ª e 3ª e as outras 4ª e 4ª, em
vez de serem em dias alternados. Em termos de descanso, parecia-me muito mais
justo.
terça-feira, dezembro 15, 2015
Sorteio da Liga dos Campeões
BENFICA - Zenit
Quando, a meio do sorteio dos oitavos-de-final da Champions, tendo já saído Wolfsburgo e Chelsea (e Real Madrid) e não podendo defrontar o Atlético de Madrid, sobravam Barcelona, Bayern Munique, Manchester City e Zenit, eu vi a nossa vida andar seriamente para trás. É que, não sendo nós obviamente favoritos contra nenhuma destas oito equipas, é MUITO diferente sermos eliminados com honra ou levarmos uma bela dose como a do CRAC no ano passado ou há uns anos.
Posto isto, não se pode considerar à partida que tenha sido um mau sorteio para nós. Ainda por cima, o campeonato russo vai parar por causa do Inverno e, quando voltar a Champions, o Zenit não estará certamente na melhor forma da época. Mesmo assim, não vejo grandes hipóteses de passarmos, mas espero que consigamos fazer dois jogos (no mínimo) competitivos. Quanto às datas, é que não tivemos grande sorte, porque iremos receber os russos poucos dias depois de recebermos o CRAC e, na 2ª mão, iremos a São Petersburgo a seguir à visita ao WC.
Quando, a meio do sorteio dos oitavos-de-final da Champions, tendo já saído Wolfsburgo e Chelsea (e Real Madrid) e não podendo defrontar o Atlético de Madrid, sobravam Barcelona, Bayern Munique, Manchester City e Zenit, eu vi a nossa vida andar seriamente para trás. É que, não sendo nós obviamente favoritos contra nenhuma destas oito equipas, é MUITO diferente sermos eliminados com honra ou levarmos uma bela dose como a do CRAC no ano passado ou há uns anos.
Posto isto, não se pode considerar à partida que tenha sido um mau sorteio para nós. Ainda por cima, o campeonato russo vai parar por causa do Inverno e, quando voltar a Champions, o Zenit não estará certamente na melhor forma da época. Mesmo assim, não vejo grandes hipóteses de passarmos, mas espero que consigamos fazer dois jogos (no mínimo) competitivos. Quanto às datas, é que não tivemos grande sorte, porque iremos receber os russos poucos dias depois de recebermos o CRAC e, na 2ª mão, iremos a São Petersburgo a seguir à visita ao WC.
domingo, agosto 30, 2015
Sorteio da Liga dos Campeões
BENFICA
Atlético Madrid
Galatasaray
Astana
As bolinhas não nos poderiam ter
sido mais favoráveis na passada 5ª feira. Com a (justa) alteração da Uefa ao
incluir os campeões no pote 1, foram para o pote 2 alguns tubarões bem
complicados (Real Madrid, à cabeça), pelo que uma ida a Madrid para defrontar o
Atlético, que aparenta estar mais fraco este ano, não é mau. De qualquer
maneira, onde a sorte nos sorriu foi no pote 4, ao defrontarmos o Astana, a
equipa menos cotada de todas as que participam. Quererá isto dizer que, pelo
menos, a Liga Europa não nos deve fugir (mas quem perde com o Arouca…).
Deveremos disputar a qualificação com os turcos do Galatasaray, cuja equipa tem
grandes nomes, mas que já passaram os melhores anos da carreira.
Em condições normais, diria que teríamos grandes hipóteses de passarmos aos
oitavos, mas infelizmente esta época a “normalidade” está longe de ser uma
constante.
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