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quinta-feira, novembro 22, 2007
À rasca
Lá conseguimos o apuramento para o Euro 2008 ao empatar em casa com a Finlândia (0-0). O fantasma da Polónia e da Sérvia ainda pairou nos últimos minutos do jogo, mas felizmente desta vez não sofremos nenhum golo. Sobre a partida de ontem apraz-me dizer duas coisas:
1) Convém não esquecer que alinhámos sem cinco(!) titulares indiscutíveis (Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Petit e Deco), sendo que três deles são defesas. Com meia equipa de fora é natural que a exibição não tenha sido muito brilhante, mas nós somos mesmo um povo muito difícil de satisfazer: primeiro, queremos o apuramento, depois já não chega só o apuramento e se não ganharmos os jogos todos por 3-0 anda tudo a criticar o seleccionador. Já o disse e volto a repetir: inimigos dos meus inimigos, meus amigos são e por isso hei-de sempre gostar do Scolari. Apesar de algumas opções criticáveis, é de longe o melhor seleccionador de sempre do futebol português. Vice-campeão da Europa, 4º lugar no Mundial e apuramento para outro Europeu. Querem mais?
2) Continuo sem perceber porque é que jogámos mais uma vez com 10 durante 84’! Durante o jogo, por vezes, pensava que era perseguição da minha parte, mas o nº 27 fazia sempre questão de me dar razão. Há muito tempo que não via um jogador não fazer NADA durante um jogo inteiro. Quer dizer, há muito tempo não, desde o último jogo deste tipo pela selecção. É INACREDITÁVEL como com dois jogadores de futebol no banco, e que ainda por cima são extremos (Simão e Nani), o Scolari insista em fazer alinhar um artista de circo. Estou a pensar seriamente em deixar de ver jogos de Portugal quando ele for titular. A minha irritação começa a atingir os limites do suportável, ainda por cima ajudada pelo Luís Baila e os seus orgasmos consecutivos cada vez que o homem toca na bola. O que me deixa mais fora de mim é ver que o tipo não tem a humildade para jogar simples quando as coisas não lhe correm bem. Não, insiste sempre nos malabarismos que resultam sempre em palhaçadas inconsequentes. É exasperante!
P.S. – Despediram o Eriksson, não foi? Pois bem, agora os ingleses podem ver o Europeu pela televisão!
1) Convém não esquecer que alinhámos sem cinco(!) titulares indiscutíveis (Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Petit e Deco), sendo que três deles são defesas. Com meia equipa de fora é natural que a exibição não tenha sido muito brilhante, mas nós somos mesmo um povo muito difícil de satisfazer: primeiro, queremos o apuramento, depois já não chega só o apuramento e se não ganharmos os jogos todos por 3-0 anda tudo a criticar o seleccionador. Já o disse e volto a repetir: inimigos dos meus inimigos, meus amigos são e por isso hei-de sempre gostar do Scolari. Apesar de algumas opções criticáveis, é de longe o melhor seleccionador de sempre do futebol português. Vice-campeão da Europa, 4º lugar no Mundial e apuramento para outro Europeu. Querem mais?
2) Continuo sem perceber porque é que jogámos mais uma vez com 10 durante 84’! Durante o jogo, por vezes, pensava que era perseguição da minha parte, mas o nº 27 fazia sempre questão de me dar razão. Há muito tempo que não via um jogador não fazer NADA durante um jogo inteiro. Quer dizer, há muito tempo não, desde o último jogo deste tipo pela selecção. É INACREDITÁVEL como com dois jogadores de futebol no banco, e que ainda por cima são extremos (Simão e Nani), o Scolari insista em fazer alinhar um artista de circo. Estou a pensar seriamente em deixar de ver jogos de Portugal quando ele for titular. A minha irritação começa a atingir os limites do suportável, ainda por cima ajudada pelo Luís Baila e os seus orgasmos consecutivos cada vez que o homem toca na bola. O que me deixa mais fora de mim é ver que o tipo não tem a humildade para jogar simples quando as coisas não lhe correm bem. Não, insiste sempre nos malabarismos que resultam sempre em palhaçadas inconsequentes. É exasperante!
P.S. – Despediram o Eriksson, não foi? Pois bem, agora os ingleses podem ver o Europeu pela televisão!
quinta-feira, outubro 18, 2007
Dúvida desfeita
Ganhámos 2-1 no Cazaquistão e só um cataclismo impedirá a selecção portuguesa de estar presente no Euro 2008. Todavia, o jogo foi bastante difícil e só a oito minutos do fim marcámos o 1º golo, através do Makukula que assim se estreou da melhor maneira pela selecção. Aliás, a sua prestação surpreendeu-me já que entrou muitíssimo bem (nem parecia estreante) e na meia-hora que esteve em campo foi essencial para a melhoria do nosso futebol. Acho que ganhámos uma opção muito válida para ponta-de-lança.
Na sequência do jogo do passado sábado, espero que a dúvida tenha ficado de vez desfeita. Voltámos a jogar com 10 durante 84’ até o artista de circo ser substituído. Aliás, não me lembro da última vez que vi uma exibição individual tão deplorável como a dele neste jogo. Não me venham falar do centro que deu o golo do Makukula, porque isso qualquer um dos outros extremos que estavam em campo (C. Ronaldo e Nani) conseguiria fazer. Foi literalmente o único(!) lance positivo que efectuou em 84’. Não conseguiu fintar nenhum adversário, as perdas de bola foram incontáveis, os centros eram sempre para o guarda-redes ou para a linha lateral do lado oposto e o homem pura e simplesmente não consegue tocar na bola sem fazer uma pirueta qualquer, que na maior parte do tempo é obviamente inconsequente. Uma lástima. Não percebo porque é que se insistiu na sua titularidade, até porque o Nani tinha entrado bem no jogo frente ao Azerbaijão, mas espero sinceramente que depois deste espectáculo o erro não se volte a repetir.
P.S. – Não se pode fazer uma petição para não ter jogadores do Benfica na selecção em jogos frente a estes adversários menos fortes? Agora foi o Nuno Gomes a lesionar-se, ainda por cima numa altura em que parecia estar a subir de forma. Sorte malvada!
Na sequência do jogo do passado sábado, espero que a dúvida tenha ficado de vez desfeita. Voltámos a jogar com 10 durante 84’ até o artista de circo ser substituído. Aliás, não me lembro da última vez que vi uma exibição individual tão deplorável como a dele neste jogo. Não me venham falar do centro que deu o golo do Makukula, porque isso qualquer um dos outros extremos que estavam em campo (C. Ronaldo e Nani) conseguiria fazer. Foi literalmente o único(!) lance positivo que efectuou em 84’. Não conseguiu fintar nenhum adversário, as perdas de bola foram incontáveis, os centros eram sempre para o guarda-redes ou para a linha lateral do lado oposto e o homem pura e simplesmente não consegue tocar na bola sem fazer uma pirueta qualquer, que na maior parte do tempo é obviamente inconsequente. Uma lástima. Não percebo porque é que se insistiu na sua titularidade, até porque o Nani tinha entrado bem no jogo frente ao Azerbaijão, mas espero sinceramente que depois deste espectáculo o erro não se volte a repetir.
P.S. – Não se pode fazer uma petição para não ter jogadores do Benfica na selecção em jogos frente a estes adversários menos fortes? Agora foi o Nuno Gomes a lesionar-se, ainda por cima numa altura em que parecia estar a subir de forma. Sorte malvada!
sábado, outubro 13, 2007
Diferenças
Só dois parágrafos pequenos sobre a vitória da selecção no Azerbaijão por 2-0. Quem tem orgasmos recorrentes sobre a titularidade do Quaresma na selecção, espero que tenha gostado deste jogo. A diferença entre ele e o Simão, é que o Simão é um jogador de futebol, enquanto o Quaresma é um artista de circo. Por vezes é um malabarista, mas a maior parte do tempo é simplesmente um palhaço. Jogar simples é chinês para ele, ser objectivo igualmente. Mas o que é isso comparado com as trivelas inúteis e as fintas inconsequentes...?
Outra diferença é ver a selecção com o Ricardo Carvalho. Se ele estivesse estado nos jogos anteriores, aposto que não os tínhamos empatado.
Outra diferença é ver a selecção com o Ricardo Carvalho. Se ele estivesse estado nos jogos anteriores, aposto que não os tínhamos empatado.
quinta-feira, setembro 13, 2007
Vergonhoso

Dois empates em casa frente à Polónia (2-2) e Sérvia (1-1), com os golos adversários da igualdade a surgirem ambos nos últimos cinco minutos de jogo, foi o saldo da dupla jornada da selecção. Graças à conjugação de resultados nas outras partidas, ainda temos hipóteses de qualificação, já que estamos a dois pontos do apuramento e com menos um jogo.
No entanto, infelizmente não são os jogos o que vai merecer mais destaque nos próximos tempos. Não se admite a atitude do Scolari no final da partida frente à Sérvia, em que tentou agredir um jogador contrário. Ele pode vir dizer o que quiser, mas um “empurrão” não se faz de punho fechado e de encontro à cara de alguém. Com os antecedentes disciplinares que temos (Euro 2000, João V. Pinto no Mundial da Coreia), estou mesmo a ver uma mão pesadíssima da Uefa. Tudo começou quando a poucos minutos do fim o Quaresma não devolveu aos sérvios uma bola que eles tinham enviado para fora por terem um seu jogador magoado (curioso como estas faltas de fair-play vêm quase sempre de jogadores de um determinado clube...). O que só por si é uma atitude vergonhosa, que depois foi superada pela do própria seleccionador.
Quanto ao jogo há pouco a dizer. À 4ª vez quebrei o meu saldo 100% vitorioso sempre que ia ao WC (lá terei de o retomar no fim-de-semana de 2 de Março...). Jogámos bastante mal, principalmente na 2ª parte, em que os jogadores deixaram muito cedo de tentar fazer contra-ataques para aumentar o 1-0 (golaço de livre do Simão; que saudades...) com que chegámos ao intervalo. Uma atitude inexplicável em só poderia dar no que deu. Livre para a Sérvia, muitos jogadores altos, bola para a área e empate, embora o jogador que rematou estivesse em escandalosa posição de fora-de-jogo. Mas tivéssemos nós tentado fazer algo mais do que manter o resultado e nada disto importaria. Os melhores portugueses foram o Meira, Petit e Bosingwa, sendo o Deco o expoente máximo da nulidade (mas, claro, quando saiu não teve direito a tantos assobios como o Nuno Gomes, que jogou bastante melhor que ele, tendo até atirado uma bola ao poste; gente tacanha...).
No passado sábado não pude ir à Luz por estar fora de Lisboa. Mas não perdi grande coisa. Fizemos uma má 1ª parte e chegámos ao intervalo a perder frente aos polacos. Conseguimos dar a volta ao jogo, mas um remate a 30m no último minuto, em que a bola bateu no poste e ressaltou no corpo do Ricardo para a baliza, restabeleceu no empate. O Nuno Gomes esteve bastante infeliz ao falhar três golos praticamente de baliza aberta e o melhor de Portugal foi também o Meira. Não percebo a titularidade do Bruno Alves com o Jorge Andrade no banco (será algum frete àquele que eu não menciono?). O Maniche regressou bem, tendo inclusive marcado um golo, mas o maior destaque vai para o golão do Cristiano Ronaldo, que até nem estava a fazer uma partida por aí além.
Muito se fala da falta de “margem de manobra”, mas será um escândalo se não nos qualificarmos para o Europeu. No entanto, depois de exibições deste calibre já não digo nada...
No entanto, infelizmente não são os jogos o que vai merecer mais destaque nos próximos tempos. Não se admite a atitude do Scolari no final da partida frente à Sérvia, em que tentou agredir um jogador contrário. Ele pode vir dizer o que quiser, mas um “empurrão” não se faz de punho fechado e de encontro à cara de alguém. Com os antecedentes disciplinares que temos (Euro 2000, João V. Pinto no Mundial da Coreia), estou mesmo a ver uma mão pesadíssima da Uefa. Tudo começou quando a poucos minutos do fim o Quaresma não devolveu aos sérvios uma bola que eles tinham enviado para fora por terem um seu jogador magoado (curioso como estas faltas de fair-play vêm quase sempre de jogadores de um determinado clube...). O que só por si é uma atitude vergonhosa, que depois foi superada pela do própria seleccionador.
Quanto ao jogo há pouco a dizer. À 4ª vez quebrei o meu saldo 100% vitorioso sempre que ia ao WC (lá terei de o retomar no fim-de-semana de 2 de Março...). Jogámos bastante mal, principalmente na 2ª parte, em que os jogadores deixaram muito cedo de tentar fazer contra-ataques para aumentar o 1-0 (golaço de livre do Simão; que saudades...) com que chegámos ao intervalo. Uma atitude inexplicável em só poderia dar no que deu. Livre para a Sérvia, muitos jogadores altos, bola para a área e empate, embora o jogador que rematou estivesse em escandalosa posição de fora-de-jogo. Mas tivéssemos nós tentado fazer algo mais do que manter o resultado e nada disto importaria. Os melhores portugueses foram o Meira, Petit e Bosingwa, sendo o Deco o expoente máximo da nulidade (mas, claro, quando saiu não teve direito a tantos assobios como o Nuno Gomes, que jogou bastante melhor que ele, tendo até atirado uma bola ao poste; gente tacanha...).
No passado sábado não pude ir à Luz por estar fora de Lisboa. Mas não perdi grande coisa. Fizemos uma má 1ª parte e chegámos ao intervalo a perder frente aos polacos. Conseguimos dar a volta ao jogo, mas um remate a 30m no último minuto, em que a bola bateu no poste e ressaltou no corpo do Ricardo para a baliza, restabeleceu no empate. O Nuno Gomes esteve bastante infeliz ao falhar três golos praticamente de baliza aberta e o melhor de Portugal foi também o Meira. Não percebo a titularidade do Bruno Alves com o Jorge Andrade no banco (será algum frete àquele que eu não menciono?). O Maniche regressou bem, tendo inclusive marcado um golo, mas o maior destaque vai para o golão do Cristiano Ronaldo, que até nem estava a fazer uma partida por aí além.
Muito se fala da falta de “margem de manobra”, mas será um escândalo se não nos qualificarmos para o Europeu. No entanto, depois de exibições deste calibre já não digo nada...
terça-feira, junho 05, 2007
A época do Sr. Fernando Santos
Acabada que está a época, aqui está o prometido post sobre o nosso treinador. Estive muito céptico aquando da sua contratação e infelizmente não me enganei. Tivemos um momento a meio da temporada em que parecia que íamos ter sucesso, mas, como é comum nas equipas treinadas pelo Sr. Fernando Santos, morremos na praia. A questão fulcral para mim resume-se a isto: o que é que de positivo trouxe o Sr. Fernando Santos ao Benfica?
A resposta é óbvia: NADA! Conseguimos perder todas as competições em que estivemos envolvidos, mas ele já veio dizer que a época não pode ser considerada totalmente negativa! Escuda-se em estatísticas (maior número de pontos ganhos, defesa menos batida das últimas épocas e invencível em casa), mas como disse o meu amigo TMA num comentário num dos posts abaixo: “a estatística é a ciência segundo a qual um homem pode estar termicamente confortável com a cabeça no forno e os pés no congelador.” E foi isso que aconteceu, senão vejamos:
1) O apuramento para a 2ª fase da Liga dos Campeões não foi conseguido, apesar de estarmos num dos grupos mais fáceis.
2) A Taça de Portugal foi perdida para um clube da II Divisão (antes desta época, isto só tinha acontecido por duas vezes).
3) Falhámos o apuramento para as meias-finais da Taça Uefa frente a uma equipa inferior a nós.
4) No campeonato acabámos em 3º lugar.
Os seus defensores podem vir argumentar que no campeonato terminámos somente a dois pontos do 1º lugar, mas o que deve ser realçado é que nos jogos importantes (contra os quatro primeiros classificados) só ganhámos UM! Em 18 pontos só obtivemos seis! Mais: a vitória na casa dos lagartos foi o ÚNICO resultado que nos animou verdadeiramente este ano. No ano passado, com o Koeman (que, recorde-se, conquistou um troféu: a Supertaça) ganhámos em casa do clube regional depois de mais de uma década, ao Manchester e duas vezes ao Liverpool. Pensei lá se estavam mais satisfeitos o ano passado ou este ano.
O Sr. Fernando Santos bem pode falar das lesões, do calendário, da falta de sorte, do castigo ao Nuno Assis e de quantas mais razões se possa lembrar, mas é ele o grande culpado desta péssima época. E por uma razão muito simples: falta de coragem! A mesma falta de coragem que o impediu de lançar o David Luiz na Vila das Aves e que possivelmente teria impedido o Luisão de actuar em Paris. A falta de coragem que o fez ter a peregrina ideia que poderíamos “ganhar tudo” com 12 jogadores! Nenhum treinador do mundo ostraciza o plantel como o Sr. Fernando Santos ostracizou o seu. Se os Manús, Paulo Jorges, Miguelitos e outros que tais não tinham estofo para jogar no Benfica, para quê é que lhes andámos a pagar salários? Ou como é que eles ganhariam esse estofo estando no banco? Todas as equipas que estavam envolvidas em mais do que uma competição fizeram rotação do plantel, menos nós. O empate em Aveiro e depois frente ao Espanyol só aconteceu, porque os titulares não tiveram descanso. O Simão levou a equipa ao colo em Aveiro e frente aos espanhóis já não jogou grande coisa. Podem vir dizer que o plantel não tinha qualidade, mas jogadores medianos só se tornam úteis jogando com alguma regularidade. Caramba, se no ano passado ganhámos ao Manchester e Liverpool com o Beto a titular, isto quer dizer alguma coisa, não? O Sr. Fernando Santos deveria ter assumido claramente qual era a competição que queria ganhar e rodar um pouco (não é preciso mudar 11 jogadores para rodar uma equipa) na outra. Só a sua falta de coragem o impediu de fazer isso. E se um treinador não tem coragem jamais conseguirá ser bem sucedido.
Por outro lado, o seu discurso não estimula ninguém. O “temos que falar” depois de cada derrota por três golos entrou para o anedotário nacional. Tem-se a sensação no campo que os jogadores não ouvem o que ele diz, caso contrário não se perceberiam alguns dos seus comentários no final dos jogos, em que a sua leitura seria perfeita se ele fosse um mero comentador e não tivesse voto na matéria! Infelizmente, mesmo apesar destes resultados desastrosos, já se percebeu que este senhor vai continuar a ser o nosso treinador para o ano. Para além do aspecto desportivo, isto é um erro enorme em termos da economia do clube. Já este ano tivemos em média menos 4.600 espectadores no estádio para os jogos do campeonato do que no ano transacto (39.010 vs. 43.605). Em 2005/06 tivemos 9 jogos com mais de 45.000 espectadores, este ano tivemos 3 (podem subtrair à vontade dois jogos do ano passado, porque o campeonato foi mais pequeno, que continua a ser mais do dobro). Aposto com que quiser que o número de lugares cativos vai descer para a próxima época. O Sr. Fernando Santos bem poderia agarrar-se a uma questão estatística para tomar a decisão que a maioria dos benfiquistas gostaria: em 103 anos de história só dois treinadores portugueses conseguiram ser campeões pelo Glorioso. Elucidativo, não?
Apesar de tudo isto, não percebo aqueles que fazem depender o seu cativo ou a sua ida ao estádio da não permanência do Sr. Fernando Santos. E tenho pena deles, sinceramente. O Benfica está muito para além das pessoas que temporariamente o representam e é um ideal que não deve estar subjugado a elas. Como sócios e adeptos cabe-nos estar presentes e apoiar no que pudermos, gostemos ou não do treinador. Além disso, essas pessoas perderão a oportunidade de dizer aos seus netos que viram ao vivo a última época do Rui Costa. E ver a excelência é algo que não tem preço.
P.S. – A Selecção fez a sua obrigação neste fim-de-semana e ganhou na Bélgica por 2-1. Criámos várias oportunidades de golos, mas vencemos somente pela diferença mínima. Foi um bom resultado especialmente considerando as ausências do Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes. O Nani e o Postiga marcaram dois bons golos, o Petit foi dos melhores em campo e o Hugo Almeida honrou as suas raízes.
A resposta é óbvia: NADA! Conseguimos perder todas as competições em que estivemos envolvidos, mas ele já veio dizer que a época não pode ser considerada totalmente negativa! Escuda-se em estatísticas (maior número de pontos ganhos, defesa menos batida das últimas épocas e invencível em casa), mas como disse o meu amigo TMA num comentário num dos posts abaixo: “a estatística é a ciência segundo a qual um homem pode estar termicamente confortável com a cabeça no forno e os pés no congelador.” E foi isso que aconteceu, senão vejamos:
1) O apuramento para a 2ª fase da Liga dos Campeões não foi conseguido, apesar de estarmos num dos grupos mais fáceis.
2) A Taça de Portugal foi perdida para um clube da II Divisão (antes desta época, isto só tinha acontecido por duas vezes).
3) Falhámos o apuramento para as meias-finais da Taça Uefa frente a uma equipa inferior a nós.
4) No campeonato acabámos em 3º lugar.
Os seus defensores podem vir argumentar que no campeonato terminámos somente a dois pontos do 1º lugar, mas o que deve ser realçado é que nos jogos importantes (contra os quatro primeiros classificados) só ganhámos UM! Em 18 pontos só obtivemos seis! Mais: a vitória na casa dos lagartos foi o ÚNICO resultado que nos animou verdadeiramente este ano. No ano passado, com o Koeman (que, recorde-se, conquistou um troféu: a Supertaça) ganhámos em casa do clube regional depois de mais de uma década, ao Manchester e duas vezes ao Liverpool. Pensei lá se estavam mais satisfeitos o ano passado ou este ano.
O Sr. Fernando Santos bem pode falar das lesões, do calendário, da falta de sorte, do castigo ao Nuno Assis e de quantas mais razões se possa lembrar, mas é ele o grande culpado desta péssima época. E por uma razão muito simples: falta de coragem! A mesma falta de coragem que o impediu de lançar o David Luiz na Vila das Aves e que possivelmente teria impedido o Luisão de actuar em Paris. A falta de coragem que o fez ter a peregrina ideia que poderíamos “ganhar tudo” com 12 jogadores! Nenhum treinador do mundo ostraciza o plantel como o Sr. Fernando Santos ostracizou o seu. Se os Manús, Paulo Jorges, Miguelitos e outros que tais não tinham estofo para jogar no Benfica, para quê é que lhes andámos a pagar salários? Ou como é que eles ganhariam esse estofo estando no banco? Todas as equipas que estavam envolvidas em mais do que uma competição fizeram rotação do plantel, menos nós. O empate em Aveiro e depois frente ao Espanyol só aconteceu, porque os titulares não tiveram descanso. O Simão levou a equipa ao colo em Aveiro e frente aos espanhóis já não jogou grande coisa. Podem vir dizer que o plantel não tinha qualidade, mas jogadores medianos só se tornam úteis jogando com alguma regularidade. Caramba, se no ano passado ganhámos ao Manchester e Liverpool com o Beto a titular, isto quer dizer alguma coisa, não? O Sr. Fernando Santos deveria ter assumido claramente qual era a competição que queria ganhar e rodar um pouco (não é preciso mudar 11 jogadores para rodar uma equipa) na outra. Só a sua falta de coragem o impediu de fazer isso. E se um treinador não tem coragem jamais conseguirá ser bem sucedido.
Por outro lado, o seu discurso não estimula ninguém. O “temos que falar” depois de cada derrota por três golos entrou para o anedotário nacional. Tem-se a sensação no campo que os jogadores não ouvem o que ele diz, caso contrário não se perceberiam alguns dos seus comentários no final dos jogos, em que a sua leitura seria perfeita se ele fosse um mero comentador e não tivesse voto na matéria! Infelizmente, mesmo apesar destes resultados desastrosos, já se percebeu que este senhor vai continuar a ser o nosso treinador para o ano. Para além do aspecto desportivo, isto é um erro enorme em termos da economia do clube. Já este ano tivemos em média menos 4.600 espectadores no estádio para os jogos do campeonato do que no ano transacto (39.010 vs. 43.605). Em 2005/06 tivemos 9 jogos com mais de 45.000 espectadores, este ano tivemos 3 (podem subtrair à vontade dois jogos do ano passado, porque o campeonato foi mais pequeno, que continua a ser mais do dobro). Aposto com que quiser que o número de lugares cativos vai descer para a próxima época. O Sr. Fernando Santos bem poderia agarrar-se a uma questão estatística para tomar a decisão que a maioria dos benfiquistas gostaria: em 103 anos de história só dois treinadores portugueses conseguiram ser campeões pelo Glorioso. Elucidativo, não?
Apesar de tudo isto, não percebo aqueles que fazem depender o seu cativo ou a sua ida ao estádio da não permanência do Sr. Fernando Santos. E tenho pena deles, sinceramente. O Benfica está muito para além das pessoas que temporariamente o representam e é um ideal que não deve estar subjugado a elas. Como sócios e adeptos cabe-nos estar presentes e apoiar no que pudermos, gostemos ou não do treinador. Além disso, essas pessoas perderão a oportunidade de dizer aos seus netos que viram ao vivo a última época do Rui Costa. E ver a excelência é algo que não tem preço.
P.S. – A Selecção fez a sua obrigação neste fim-de-semana e ganhou na Bélgica por 2-1. Criámos várias oportunidades de golos, mas vencemos somente pela diferença mínima. Foi um bom resultado especialmente considerando as ausências do Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes. O Nani e o Postiga marcaram dois bons golos, o Petit foi dos melhores em campo e o Hugo Almeida honrou as suas raízes.
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Treinador
quinta-feira, março 29, 2007
2 x Selecção
A selecção conseguiu dois resultados positivos na dupla jornada de qualificação para o Euro 2008: ganhámos à Bélgica por 4-0 e empatámos na Sérvia por 1-1.
O jogo do passado sábado frente aos belgas valeu pela 2ª parte, altura em que fizemos os quatro golos, com o nosso Nuno Gomes a abrir o marcador. Na excelente companhia do Pedro F. Ferreira e do D’Arcy, fui ver o jogo ao vivo e o meu registo no WC continua 100% vitorioso: três jogos, três vitórias. Como comentei com eles, foi bom ver um jogo sem grande stress, para variar um bocado. A Bélgica tem uma equipa bastante fraca, mas a nossa 1ª parte deixou muito a desejar. Na 2ª lá aumentámos o ritmo e a goleada surgiu sem surpresa. Destaque para o golo do Quaresma que, tirando isso e o centro para o tento do Cristiano Ronaldo, não acho que tenha feito uma exibição por aí além, ao contrário do que a crítica se fartou de gritar. Tem a mania extremamente irritante (bem secundado pelo C. Ronaldo, embora este com mais objectividade) de não conseguir tocar na bola sem fazer um malabarismo qualquer. Na 2ª parte, quando estes dois deixaram as palhaçadas de lado e começaram a jogar mais para a equipa, as coisas melhoraram. Para além dos golos, tive ocasião para a standing ovation ao Petit aquando da sua substituição. Quanto às saídas do Quaresma e C. Ronaldo, aplaudi, mas... sentado. Há que estabelecer as diferenças!
Quanto ao jogo frente aos sérvios, poderíamos perfeitamente tê-lo ganho. Os dois golos surgiram na 1ª parte, sendo o do Tiago um golão, mas na 2ª tivemos inúmeras oportunidades para nos recolocarmos em vantagem. Infelizmente o guarda-redes adversário fez umas quantas boas defesas. O Scolari colocou o Simão (que não tinha jogado frente aos belgas por castigo) no lugar do Quaresma, contra a opinião de toda a nossa imprensa que achava que deveríamos prescindir do ponta-de-lança só por se chama Nuno Gomes. O Quaresma lá entrou nos últimos 10 minutos, depois de os comentadores da TV reclamarem por ele durante quase toda a 2ª parte. Mas deu bem para ver que a diferença entre o Simão e ele é a mesma entre um futebolista e um artista de circo. Os nossos (Petit, Simão e Nuno Gomes) estiveram bastante bem, especialmente os dois primeiros, que estão de facto numa super-forma. O Nuno Gomes esteve muito esforçado, como de costume, e foi dele o amortecimento para o chapéu do Tiago. Pelo que já vi de todas as selecções, temos obrigação de nos qualificarmos para o Europeu, até porque vamos receber a maioria dos adversários directos em casa.
Falando de coisas bastante mais importantes, aparentemente não temos jogadores lesionados, o que era o melhor que poderíamos desejar nestes encontros da selecção. Vamos a ver se todos recuperam fisicamente para o jogo de domingo. Estou especialmente apreensivo em relação aos gregos que jogaram ambos os 90’ dos dois jogos da sua selecção. E sabe-se como o Katsouranis não está nada bem em termos físicos. O Luisão não vai recuperar para o jogo e há dúvidas sobre o Quim. Por muito que o Moretto não me dê confiança (e não me dá nenhuma!), espero bem que ele só jogue se estiver a 100%. Haja esperança que tenhamos finalmente aprendido a lição. Aliás, se o Luisão não tem jogado em Paris, de certeza que agora estaria bom. A única boa notícia é que o maestro está apto, mas espero que comece o jogo no banco. Gosto imenso dele, mas não joga há mês e meio e o Karagounis tem sido muito importante.
O jogo do passado sábado frente aos belgas valeu pela 2ª parte, altura em que fizemos os quatro golos, com o nosso Nuno Gomes a abrir o marcador. Na excelente companhia do Pedro F. Ferreira e do D’Arcy, fui ver o jogo ao vivo e o meu registo no WC continua 100% vitorioso: três jogos, três vitórias. Como comentei com eles, foi bom ver um jogo sem grande stress, para variar um bocado. A Bélgica tem uma equipa bastante fraca, mas a nossa 1ª parte deixou muito a desejar. Na 2ª lá aumentámos o ritmo e a goleada surgiu sem surpresa. Destaque para o golo do Quaresma que, tirando isso e o centro para o tento do Cristiano Ronaldo, não acho que tenha feito uma exibição por aí além, ao contrário do que a crítica se fartou de gritar. Tem a mania extremamente irritante (bem secundado pelo C. Ronaldo, embora este com mais objectividade) de não conseguir tocar na bola sem fazer um malabarismo qualquer. Na 2ª parte, quando estes dois deixaram as palhaçadas de lado e começaram a jogar mais para a equipa, as coisas melhoraram. Para além dos golos, tive ocasião para a standing ovation ao Petit aquando da sua substituição. Quanto às saídas do Quaresma e C. Ronaldo, aplaudi, mas... sentado. Há que estabelecer as diferenças!
Quanto ao jogo frente aos sérvios, poderíamos perfeitamente tê-lo ganho. Os dois golos surgiram na 1ª parte, sendo o do Tiago um golão, mas na 2ª tivemos inúmeras oportunidades para nos recolocarmos em vantagem. Infelizmente o guarda-redes adversário fez umas quantas boas defesas. O Scolari colocou o Simão (que não tinha jogado frente aos belgas por castigo) no lugar do Quaresma, contra a opinião de toda a nossa imprensa que achava que deveríamos prescindir do ponta-de-lança só por se chama Nuno Gomes. O Quaresma lá entrou nos últimos 10 minutos, depois de os comentadores da TV reclamarem por ele durante quase toda a 2ª parte. Mas deu bem para ver que a diferença entre o Simão e ele é a mesma entre um futebolista e um artista de circo. Os nossos (Petit, Simão e Nuno Gomes) estiveram bastante bem, especialmente os dois primeiros, que estão de facto numa super-forma. O Nuno Gomes esteve muito esforçado, como de costume, e foi dele o amortecimento para o chapéu do Tiago. Pelo que já vi de todas as selecções, temos obrigação de nos qualificarmos para o Europeu, até porque vamos receber a maioria dos adversários directos em casa.
Falando de coisas bastante mais importantes, aparentemente não temos jogadores lesionados, o que era o melhor que poderíamos desejar nestes encontros da selecção. Vamos a ver se todos recuperam fisicamente para o jogo de domingo. Estou especialmente apreensivo em relação aos gregos que jogaram ambos os 90’ dos dois jogos da sua selecção. E sabe-se como o Katsouranis não está nada bem em termos físicos. O Luisão não vai recuperar para o jogo e há dúvidas sobre o Quim. Por muito que o Moretto não me dê confiança (e não me dá nenhuma!), espero bem que ele só jogue se estiver a 100%. Haja esperança que tenhamos finalmente aprendido a lição. Aliás, se o Luisão não tem jogado em Paris, de certeza que agora estaria bom. A única boa notícia é que o maestro está apto, mas espero que comece o jogo no banco. Gosto imenso dele, mas não joga há mês e meio e o Karagounis tem sido muito importante.
quinta-feira, outubro 12, 2006
Selecção a dobrar
Confesso que já estou um pouco farto da Selecção. O Mundial acabou há muito pouco tempo, correu bem e tivemos uma óptima participação, mas os jogos da selecção só deveriam voltar em 2007. Quer uma pessoa ver o seu clube a jogar e todos os meses há um interregno por causa dos jogos de qualificação para o Euro 2008. Desta vez foram dois seguidos: ganhámos 3-0 ao Azerbaijão e perdemos 1-2 na Polónia.
No jogo frente aos azeris não há nada de especial a reter, tirando os dois golos do Cristiano Ronaldo que entrou no top ten dos goleadores da selecção. Os jogadores do Glorioso estiveram globalmente bem, com o Ricardo Rocha sem muito trabalho porque o Azerbaijão praticamente não atacou, o Simão melhor na segunda parte do que na primeira e o Nuno Gomes um pouco perdulário.
Quanto ao jogo na Polónia não poderia ter corrido pior. Aos 18 minutos já estávamos a perder por 2-0. Até ao fim da primeira parte não conseguimos criar um único (!) lance de perigo e só não sofremos o terceiro golo, porque houve uma bola que bateu no poste. O Cristiano Ronaldo sofreu uma falta dura a meio da primeira parte e jogou o resto da partida nitidamente inferiorizado, pelo que não teve nenhuma das suas arrancadas típicas. O Nuno Valente era um passador na esquerda e incrivelmente conseguiu ficar em campo os 90 minutos. Na segunda parte melhorámos um pouco, mas a Polónia esteve sempre mais perto de marcar o terceiro do que nós de reduzir. A nossa melhor oportunidade surgiu já nos últimos 10 minutos quando o C. Ronaldo, muito bem desmarcado pelo Nani, conseguiu falhar isolado frente ao guarda-redes. Já no período de compensação, houve um golo do Benfica: cruzamento do Simão e desvio do Nuno Gomes. O melhor dos portugueses foi o Ricardo Rocha, que apesar de ter um cabeceamento falhado que dá origem ao contra-ataque do segundo golo, fartou-se de cortar bolas especialmente na segunda parte. Nesse lance do golo, é incrível a forma como o Miguel não avançou no terreno e colocou em jogo o polaco isolado. O Simão voltou a subir de rendimento na segunda parte, mas a exibição da equipa foi muito fraquinha na globalidade e a derrota foi merecida. Daqui a um mês temos a óbvia obrigação de ganhar em casa ao Cazaquistão.
Só uma última nota para os detractores do Nuno Gomes (incluindo os comentadores da RTP que não perderam a oportunidade): nos últimos quatro jogos oficiais, só não marcou no mais fácil (frente ao Azerbaijão em casa). Contra a Alemanha, Finlândia e Polónia, todos fora de casa, saliente-se, molhou o bico. Convenhamos que é mais difícil marcar nestes do que frente ao Luxemburgo e Liechtenstein…
No jogo frente aos azeris não há nada de especial a reter, tirando os dois golos do Cristiano Ronaldo que entrou no top ten dos goleadores da selecção. Os jogadores do Glorioso estiveram globalmente bem, com o Ricardo Rocha sem muito trabalho porque o Azerbaijão praticamente não atacou, o Simão melhor na segunda parte do que na primeira e o Nuno Gomes um pouco perdulário.
Quanto ao jogo na Polónia não poderia ter corrido pior. Aos 18 minutos já estávamos a perder por 2-0. Até ao fim da primeira parte não conseguimos criar um único (!) lance de perigo e só não sofremos o terceiro golo, porque houve uma bola que bateu no poste. O Cristiano Ronaldo sofreu uma falta dura a meio da primeira parte e jogou o resto da partida nitidamente inferiorizado, pelo que não teve nenhuma das suas arrancadas típicas. O Nuno Valente era um passador na esquerda e incrivelmente conseguiu ficar em campo os 90 minutos. Na segunda parte melhorámos um pouco, mas a Polónia esteve sempre mais perto de marcar o terceiro do que nós de reduzir. A nossa melhor oportunidade surgiu já nos últimos 10 minutos quando o C. Ronaldo, muito bem desmarcado pelo Nani, conseguiu falhar isolado frente ao guarda-redes. Já no período de compensação, houve um golo do Benfica: cruzamento do Simão e desvio do Nuno Gomes. O melhor dos portugueses foi o Ricardo Rocha, que apesar de ter um cabeceamento falhado que dá origem ao contra-ataque do segundo golo, fartou-se de cortar bolas especialmente na segunda parte. Nesse lance do golo, é incrível a forma como o Miguel não avançou no terreno e colocou em jogo o polaco isolado. O Simão voltou a subir de rendimento na segunda parte, mas a exibição da equipa foi muito fraquinha na globalidade e a derrota foi merecida. Daqui a um mês temos a óbvia obrigação de ganhar em casa ao Cazaquistão.
Só uma última nota para os detractores do Nuno Gomes (incluindo os comentadores da RTP que não perderam a oportunidade): nos últimos quatro jogos oficiais, só não marcou no mais fácil (frente ao Azerbaijão em casa). Contra a Alemanha, Finlândia e Polónia, todos fora de casa, saliente-se, molhou o bico. Convenhamos que é mais difícil marcar nestes do que frente ao Luxemburgo e Liechtenstein…
quinta-feira, setembro 07, 2006
Dez homens e um atrasado mental
Eu sei que é preciso não ter nenhumas noções de honradez, fair-play e decência, e ser mestre em cacetadas e jogo sujo, para se aceitar representar o clube regional, mas o Scolari poder-se-ia abster de convocar jogadores desse clube que ainda por cima têm Q.I. de símios. Graças ao Ricardo Costa, não conseguimos melhor que um empate (1-1) na casa da Finlândia no primeiro jogo de apuramento para o Euro 2008. Quando tudo se conjugava para que demonstrássemos na segunda parte a nossa superioridade, eis que o neurónio do Ricardo Costa não lhe transmite a informação que não estava a jogar pelo seu clube e aos 54 min. deixa-o fazer uma entrada por trás no meio-campo (!), quando já tinha um amarelo. Resultado: foi obviamente expulso e inviabilizou uma provável vitória no jogo. Fez-me lembrar não sei quem, que parece que também andou pelo mesmo clube, num jogo há não muito tempo. Deve ser contagioso…
Portugal entrou muito mal na partida e cada lance de bola parada era uma situação de perigo para a Finlândia. Foi sem surpresa que marcaram o primeiro golo logo aos 20 minutos, numa jogada em que a nossa defesa ficou a dormir, com o inefável Ricardo Costa a ser batido facilmente e a deixar o adversário centrar à vontade. No entanto, reagimos bem ao golo sofrido, principalmente através do Nani (estes jovens lagartos nascem como cogumelos, é impressionante…), já que o Cristiano Ronaldo era invariavelmente batido sempre que tentava driblar o terceiro (!) adversário. Quando o Deco despertou para o jogo, perto do final da primeira parte, construiu uma excelente jogada e desmarcou o Nuno Gomes que, isolado, fez um excelente golo, desviando a bola do guarda-redes. Mais uma vez mostrou ao Scolari que tivesse ele sido titular no Europeu e Mundial e possivelmente teríamos ido mais além, já que pelo menos jogaríamos com 11… Na segunda parte, e depois da expulsão, pouco podemos fazer, mas o que é certo é que os finlandeses também não criaram grande perigo. O Petit foi muito importante no meio-campo, ao cortar uma série de bolas, e o Deco e o Cristiano Ronaldo também seguraram muito jogo. O Ricardo fez duas boas defesas, mas lá largou a bola do costume a um cruzamento. Felizmente, o árbitro assinalou falta.
Também não acho que tenhamos jogado assim tão mal como disseram a maioria dos comentadores, mas o resultado poderia ter sido bem melhor. No entanto, quando não se joga com 11 jogadores desde o início é complicado ir mais além… Espero que isto sirva de lição ao Scolari. Ricardo Costa?! Por favor…
Portugal entrou muito mal na partida e cada lance de bola parada era uma situação de perigo para a Finlândia. Foi sem surpresa que marcaram o primeiro golo logo aos 20 minutos, numa jogada em que a nossa defesa ficou a dormir, com o inefável Ricardo Costa a ser batido facilmente e a deixar o adversário centrar à vontade. No entanto, reagimos bem ao golo sofrido, principalmente através do Nani (estes jovens lagartos nascem como cogumelos, é impressionante…), já que o Cristiano Ronaldo era invariavelmente batido sempre que tentava driblar o terceiro (!) adversário. Quando o Deco despertou para o jogo, perto do final da primeira parte, construiu uma excelente jogada e desmarcou o Nuno Gomes que, isolado, fez um excelente golo, desviando a bola do guarda-redes. Mais uma vez mostrou ao Scolari que tivesse ele sido titular no Europeu e Mundial e possivelmente teríamos ido mais além, já que pelo menos jogaríamos com 11… Na segunda parte, e depois da expulsão, pouco podemos fazer, mas o que é certo é que os finlandeses também não criaram grande perigo. O Petit foi muito importante no meio-campo, ao cortar uma série de bolas, e o Deco e o Cristiano Ronaldo também seguraram muito jogo. O Ricardo fez duas boas defesas, mas lá largou a bola do costume a um cruzamento. Felizmente, o árbitro assinalou falta.
Também não acho que tenhamos jogado assim tão mal como disseram a maioria dos comentadores, mas o resultado poderia ter sido bem melhor. No entanto, quando não se joga com 11 jogadores desde o início é complicado ir mais além… Espero que isto sirva de lição ao Scolari. Ricardo Costa?! Por favor…
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