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sábado, março 14, 2026

Para o ano há mais (ou talvez não...)

Empatámos 2-2 em casa frente ao CRAC no passado domingo e dissemos adeus de vez às (poucas) esperanças que tínhamos em voltar a conquistar o campeonato. Continuamos a sete pontos deles, mas felizmente a lagartada empatou (também 2-2) em Braga e mantivemos os três pontos de atraso para estes. Portanto, até final da temporada, o nosso foco vai ser tentar o segundo lugar, para podermos tentar ir novamente à Champions.
 
Na partida mais importante do ano, entrámos pessimamente, chegámos ao intervalo a perder 0-2, mas ainda resgatámos o empate perto do final. Contas feitas, dos 90’ do jogo, jogámos 25’. Assim, não há objectivos que aguentem...! Na 1ª parte, levámos um banho de bola do CRAC, muito por causa de estarmos a alinhar com um meio-campo que já não era titular há séculos (Barrenechea e Ríos). Em especial o argentino, faz-me chorar sempre que o vejo com saudades do Florentino. Este tinha a fama de “não saber fazer um passe”, mas ao menos não dava descanso aos adversários. Trocámo-lo por um que não sabe fazer nem uma coisa, nem outra! Uma falha clamorosa dele de marcação ao Froholdt aos 10’ resultou no 0-1, com o Trubin a ajudar num enorme frango ao devolver ao dinamarquês um remate fraco deste, coisa que não repetiu na recarga, como é óbvio. Tentámos responder, mas o Diogo Costa lá foi resolvendo com maior ou menor dificuldade e tivemos pouca sorte um livre directo marcado superiormente pelo Schjelderup, que saiu muito perto do poste. No entanto, uma inadmissível falha de posicionamento provocou um contra-ataque aos 40’ do Pietuszewski, que ficou um-para-mim com o Otamendi, partiu-lhe os rins e fuzilou o Trubin. Ao intervalo, eu estava perfeitamente convencido que iria ter o pior aniversário de sempre, ainda por cima sendo uma conta redonda...!
 
Na 2ª parte, o Farioli, que não é parvo, tirou os dois amarelados, mas nós só começámos a jogar a partir dos 65’ com as nossas substituições. Entraram o Lukebakio e o Ivanović e saíram o Prestianni e a nulidade Rafa. O belga começou logo a mostrar serviço ao fazer a jogada do 1-2 aos 70’, com um remate ao poste para o Schjelderup na recarga voltar a dar-nos esperança. Excelente reacção do norueguês ao remate do colega, que lhe permitiu antecipar-se a um defesa e fazer o golo. O croata também entrou muito bem, bastante mais combativo do que o mole Rafa (não é nada difícil, convenhamos...), que é bom que passe uns tempos no banco, porque se arrisca a tornar-se um pária na equipa. O nosso forcing final só deu para igualar o jogo, com um magnífico centro do Ivanović na direita para o entretanto entrado Leandro Barreiro concluir muito bem na área, num remate todo no ar. O último lance do encontro, entre o Diogo Costa e o Pavlidis, seria (não tenho dúvida nenhuma!) penalty se fosse ao contrário ou se fosse a favor da lagartada. Como foi a nosso favor, é legítimo um guarda-redes rasteirar um adversário se tiver a bola ao seu alcance... Estamos sempre a aprender...!
 
O Schjelderup voltou a ser de longe o melhor do Benfica, bem secundado pelo Dahl, cuja subida de rendimento ao longo da temporada é de enaltecer. Ao invés o Pavlidis já conheceu melhores dias, mas espero que comece a fazer dupla com o Ivanović, que tem tido muito pouco tempo de jogo ultimamente, mas mesmo assim não tem entrado nada mal. O Rafa terá feito das piores exibições de sempre com a camisola do Benfica e pura e simplesmente já devia saber que não se pode encarar os jogos contra o CRAC com aquele estado de espírito... O Barrenechea também é outro que está claramente a mais na equipa e todos suspiramos pelo regresso rápido do Aursnes.
 
NOTA FINAL:
 
Termino este post, dizendo o seguinte: estamos em meados de Março e só temos o objectivo financeiro (Champions) por que lutar. Vamos terminar a temporada com uma Supertaça conquistada. É manifestamente pouco para o investimento que fizemos e as expectativas que tínhamos.
 
Como terão reparado as pessoas que ainda têm a pachorra de ler os meus posts, estes têm sido cada vez mais distantes dos dias dos jogos e, nalguns casos, no próprio dia do jogo seguinte (como é o caso deste). Estou assoberbado de trabalho, que não me tem deixado nem tempo, nem disposição para escrever sobre os jogos do Benfica no timing devido.
 
Isto, juntamente com esta época muito frustrante que estamos a viver, levou-me a tomar a decisão de pausar este blog até final da temporada. Ando sempre a correr atrás do prejuízo e isto está a causar-me (inútil) stress. Não é um adeus definitivo, porque o blog continuará aberto e disponível, mas depois de 22 anos consecutivos a escrever sobre os jogos do Benfica, é altura para parar por uns tempos. Voltarei aqui quando se justificar.
 
Obrigado a todo(a)s (mesmo aos haters!) por terem seguido isto e até já.

sexta-feira, março 06, 2026

Complicado

Vencemos na passada 2ª feira o Gil Vicente em Barcelos (2-1) e vamos para o clássico no próximo domingo a sete pontos do CRAC (3-1 em casa ao Arouca, com um golo em claro fora-de-jogo e um penalty inventado...! Nada mau...! Nomes a reter: Sr. Iancu Vasilica e VAR Vítor Ferreira), com a lagartada a manter-se três à nossa frente (3-0 em casa ao Estoril).
 
Perante uma das melhores equipas do nosso campeonato, que está num excelente 5º lugar, e depois de um jogo europeu, era com natural apreensão que encarava este jogo e a 1ª parte veio confirmá-la, porque estivemos longe de ter o ritmo desejável e fomos muito lentos. De tal forma, que só num lance do Rafa criámos perigo durante os primeiros 30’, com o guarda-redes a defender para canto, depois de uma jogada do Pavlidis na direita. Houve uma cabeçada do Schjelderup que entraria certamente, mas um defesa interceptou a bola. No entanto, aos 35’, inaugurámos mesmo o marcador, num canto do Aursnes para cabeçada do António Silva, com o Pavlidis ainda a fazer-se à bola, mas a não tocar e desorientando o guarda-redes Lucão. Logo a seguir, o Pavlidis poderia ter alargado a nossa vantagem, mas atirou de peito(!) ao poste.
 
Na 2ª parte, pura e simplesmente esquecemo-nos de regressar dos balneários...! Como tal, o Gil Vicente aproveitou para restabelecer a igualdade logo aos 51’ pelo Héctor Hernández, que, aproveitando um lançamento lateral em que ficámos todos a dormir, em especial o Otamendi, conseguiu com um toque subtil enganar o Trubin. No minuto anterior, já tínhamos tido a má notícia da lesão muscular do Aursnes, que o irá deixar de fora durante algumas semanas, tendo entrado o Barrenechea. E as coisas ainda poderiam ter sido piores, caso o Trubin não tivesse feito uma óptima defesa a um cabeceamento do mesmo Héctor Hernández num canto. No entanto, a nossa resposta foi boa e instalámo-nos no meio-campo contrário, não permitindo mais nenhumas veleidades ao Gil Vicente. O Schjelderup perdeu algum tempo de remate, mas centrou rasteiro com perigo, sem que ninguém tivesse aproveitado. Porém, foi mesmo o norueguês a desbloquear o jogo para nós, com o 2-1 feito aos 73’, já depois de o Mourinho ter colocado o Ríos e Lukebakio, não tendo tirado o Schjelderup (milagre!). Lance pela direita com centro do Dedic, o Rafa tentou um escorpião, que felizmente falhou e a bola sobrou para a esquerda, onde o Schjelderup com um excelente remate de pé esquerdo desfeiteou o guarda-redes contrário. Até final, ainda entrou o Bah, que ajudou a conter a reacção adversária e, perto do final, foi o Trubin novamente a estar em destaque defendendo um remate algo perigoso de fora da área.
 
Em termos individuais, óbvio destaque para o Schjelderup que foi de longe o melhor em campo. Ainda não foi desta que fez os 90’, mas a bem da verdade levou um amarelo logo a seguir ao golo e o Mourinho fez bem em trocá-lo pelo Bah. De qualquer forma, ele é neste momento o grande desequilibrador da equipa. Fiquei com a sensação que o Trubin poderia ter feito mais no golo, mas safou nitidamente outros dois. O Prestianni voltou à titularidade, depois do castigo por amarelos, esteve mexido, mas menos em destaque do que nos jogos anteriores. O Pavlidis continua a dar imensa luta aos adversários, mas não está a passar por uma boa fase em termos de concretização. Quando ao Rafa, ainda não entrou bem no ritmo da equipa. Bom jogo igualmente do António Silva, com a mais-valia de ter inaugurado o marcador. O Otamendi, ao invés, teve grandes culpas no golo sofrido.
 
No próximo domingo, iremos jogar o futuro desta temporada. Só uma vitória nos permitirá continuar a acalentar (algumas) esperanças de ainda podermos chegar ao título. Ainda por cima, nesse dia, isto fará 20 anos. Foi uma prenda imbatível, mas espero outra (quase) tão boa daqui a dois dias.

quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Sem stress

Vencemos o AVS por 3-0 no passado sábado na jornada entre as duas mãos do play-off da Champions. Tivemos sorte no sorteio do campeonato, porque nos calhou um jogo em casa contra o último classificado e conseguimos o que era pretendido, com rotação de jogadores e o jogo decidido ao intervalo.

Antes da ida a Madrid, o Mourinho fez o expectável, ou seja, rodou meia equipa, com destaque para a estreia absoluta do Bah nesta temporada, finalmente regressado de lesão com mais de um ano(!), e para a primeira titularidade do José Neto na lateral-esquerda. E o Bah não poderia ter tido um melhor regresso, dado que foi ele a inaugurar o marcador aos 11’ numa recarga a um remate do Pavlidis depois de uma boa abertura do Schjelderup. Não descansámos com a vantagem e continuámos à procura do segundo, que surgiu aos 30’ pelo Barrenechea, depois de assistência de cabeça do Richard Ríos na sequência de um canto. Antes disso, também o Pavlidis e o Rafa tiveram oportunidades claras, mas permitiram a defesa ao guarda-redes Adriel. O Schjelderup mostrou-se em grande forma, assistindo primorosamente os colegas, que foram desperdiçando muito mais golos do que o que seria desejável, especialmente o Pavlidis que não conseguiu marcar e viu o Luis Suárez ultrapassá-lo nos melhores marcadores. Ainda assim, aos 43’ fechámos a contagem no regresso aos golos do Rafa, que marcou de letra(!) depois de uma assistência do Sidny Cabral na direita.

Se o ritmo já não tinha sido muito intenso na 1ª parte, com a partida praticamente decidida, ainda o baixámos mais na 2ª. Continuando o descanso dos titulares, o Otamendi já não regressou dos balneários, entrando o Tomás Araújo no seu lugar. O Schjelderup continuava a seu recital e colocou o Ríos na cara do golo, mas o colombiano atirou incrivelmente por cima. Pouco depois, foi o Sidny Cabral a atirar ao poste e a ver a recarga ser cortada pela mão de um adversário. Nem o Sr. João Martins, nem o VAR Paulo Barradas acharam que era penalty...! Inacreditável! Até final, o Ivanović, Lukebakio, Anísio Cabral e Diogo Prioste ainda tiveram direto a alguns minutos, mas não conseguimos marcar nenhum golo.

Em termos individuais, destaque óbvio para o Schjelderup, que foi de longe o melhor em campo. Claro que voltou a não fazer os 90’, mas isso já se sabe... O Mourinho salientou no final a exibição do sub-17 José Neto e, de facto, parece que não engana. Temos ali lateral-esquerdo para alguns anos (espero...). Foi pena o Pavlidis não ter aproveitado este adversário para aumentar o seu cabaz goleador, mas acabou por ficar em branco... Quanto ao resto da equipa exibiu-se num plano razoável, numa partida óptima para relaxar antes do compromisso europeu.

Jogaremos daqui a umas horas o nosso futuro na Champions. Estamos em desvantagem na eliminatória e o favoritismo está obviamente do lado do Real Madrid, portanto não temos nada a perder. Será preciso um milagre, mas também o era no final de Janeiro para irmos ao play-off. E no entanto...!

segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Escusado

Vencemos o Santa Clara nos Açores na 6ª feira (2-1), mas a desvantagem para os da frente manteve-se em sete e três pontos, respectivamente, porque eles também ganharam pela margem mínima (ambos por 1-0): o CRAC na Madeira ao Nacional e a lagartada na recepção ao Famalicão (desta vez o golo não foi depois dos 90’, foi aos 83’...!). A nossa superioridade foi indiscutível e não deveríamos ter deixado a partida em aberto até final.
 
Com o Tomás Araújo na lateral-direita, o António Silva no meio e o Enzo Barrenechea no lugar do lesionado Aursnes, fizemos uma bela 1ª parte. Muito dinâmicos na frente, com o Prestianni em grande rotação, criámos bastantes oportunidades para termos o jogo mais do que resolvido ao intervalo. Só o Rafa teve três oportunidades, com um remate bem defendido pelo guarda-redes Gabriel Batista e outras duas (de cabeça e num desvio ao primeiro poste) ao lado. Inaugurámos o marcador relativamente cedo, aos 16’, num cabeceamento do Pavlidis, que só teve de encostar depois de um centro magnífico do Tomás Araújo. Aos 38’, o grego esteve novamente na jogada do golo, com um trabalho bestial sobre a esquerda, centro para a área para o Prestianni, que não conseguiu o desvio, mas o defesa que estava atrás dele, Paulo Victor, teve azar e fez autogolo. Entre o primeiro e o segundo golo, houve um lance na área com o Leandro Barreiro, que tanto o Sr. António Nobre, como o VAR Manuel Oliveira não consideraram faltoso, mas não tenho a mais pequena dúvida que a decisão seria diferente com outras duas camisolas... Em cima do intervalo, houve outro lance na área em que me pareceu que o Prestianni foi pisado, mas a Sport TV não deu nenhuma repetição... Que conveniente...!
 
A 2ª parte não poderia ter começado pior, com um frango monumental do Trubin! Num canto, houve um cabeceamento relativamente fraco do Gonçalo Paciência e o nosso guarda-redes deixou a bola passar por entre as pernas...! Inacreditável! Baixámos imenso de produção e as oportunidades de golo foram muito escassas. O Mourinho fez entrar o Sidny Cabral e o Sudakov, mas o aspecto positivo a reter é que não deixámos o Santa Clara aproximar-se mais da nossa baliza. O cabo-verdiano ainda teve um par de remates, mas sem grande perigo.
 
Em termos individuais, óbvio destaque para o Pavlidis com um golo e uma assistência. Outro que esteve num patamar muito elevado foi o Leandro Barreiro que, jogando na sua posição de origem, a oito, está muito mais à-vontade em campo. O Prestianni também esteve bem, em especial na 1ª parte, bem secundado, embora num plano inferior, pelo Schjelderup. O Rafa vai aproximando-se dos níveis físicos ideais e a sua preponderância nos nossos ataques vai acompanhando essa subida. Quanto ao Trubin, está feito, já deu o frango da época, é bom que não o repita mais...!
 
Amanhã, iremos receber o Real Madrid na 1ª mão dos play-off de acesso aos oitavos-de-final da Champions. Depois do jogo épico de há três semanas, veremos o que este nos trará, mas, com a concentração devida e alguma dose de sorte, acho que poderemos voltar a ganhar.

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Anísio Cabral

Vencemos o Alverca na Luz no passado domingo (2-1) e, com o empate entre o CRAC e a lagartada no dia seguinte (1-1), reduzimos a diferença para ambos, cingindo-se agora nos sete e três pontos, respectivamente. Era fundamental ganhar para recuperarmos pontos, mas só o conseguimos nos últimos minutos através do novo herói da Luz.
 
O Mourinho manteve a base dos últimos jogos, com excepção na titularidade do Rafa em detrimento do Sudakov. Entrámos mais devagar do que frente ao Tondela, mas inaugurámos o marcador logo aos 16’ numa recarga vitoriosa do Schjelderup a remate de trivela do Rafa, que o Matheus tinha defendido. Aparentemente o mais difícil estaria feito, só que os ribatejanos empataram aos 30’ pelo Lucas Figueiredo (já depois de terem ameaçado num lance anterior) a desviar a bola na área depois de um centro da esquerda. A partir daqui, o Sr. Bruno Costa tornou-se uma das figuras da partida, com uma série de decisões, ou melhor, não-decisões, que muito nos prejudicaram. Auxiliado pelo VAR João Casegas, houve quatro(!) lances na área do Alverca que não mereceram reparo, sendo que dois deles (na 1ª parte, empurrão ao Schjelderup e, na 2ª, atropelamento ao Leandro Barreiro), me pareceram claramente penalty. Outra figura do encontro foi o guarda-redes habitualmente suplente do Alverca, o Matheus, que fez uma série de defesas que nos impediram de marcar mais cedo.
 
Na 2ª parte, uma bela jogada do Schjelderup acabou dentro da baliza pelo Pavlidis por volta da hora de jogo, mas a bola tocou ligeiramente na mão dele antes de bater no peito e entrar. Ridículo estes lances! Antes disso, um desvio do Rafa tinha ido parar ao poste e, depois dele, um remate do Prestianni foi defendido pela cabeça(!) do Matheus. Parecia que tudo estava enguiçado, até que o miúdo Anísio Cabral entrou aos 86’ e, na primeira vez que tocou na bola, meteu-a dentro da baliza! Bom cruzamento do Dahl na esquerda e cabeceamento bestial do Anísio, com a bola a entrar no canto inferior direto da baliza do Matheus! Foi o delírio no estádio e a confirmação de que temos ali homem. Quer dizer, rapaz, por enquanto!
 
O Schjelderup foi o nosso melhor jogador quanto a mim, mas o Anísio merece destaque por ter sido decisivo. O Prestianni também esteve bem, assim como o Aursnes na posição seis. O Pavlidis atravessa uma fase de menor fulgor, mas teve azar no golo que foi invalidado.
 
Iremos entrar em campo daqui a pouco nos Açores frente ao Santa Clara antes nova recepção ao Real Madrid para a Champions. Não temos estado a jogar mal, mas está muito difícil fazermos golos com regularidade. Há que corrigir isso rapidamente.

sábado, fevereiro 07, 2026

Desperdício

Empatámos 0-0 em Tondela no passado domingo e perdemos a oportunidade de reduzir ainda mais a diferença para o CRAC, que perdeu no dia seguinte em Rio Maior frente ao Casa Pia (1-2). Só lhes ganhámos um ponto (estamos agora a nove), mas deixámos fugir a lagartada no segundo lugar (cinco pontos à nossa frente), dado que ganharam em casa ao Nacional (2-1), com o golo da vitória já nos descontos!
 
Depois da épica jornada europeia, o regresso à realidade nacional poderia ter mudado completamente o chipda nossa equipa, mas isso não aconteceu. Não acho que tenhamos feito um mau jogo, a entrega dos jogadores perante condições atmosféricas difíceis foi plena, mas falhámos clamorosamente na finalização. As entradas do Banjaqui e António Silva na defesa foram as únicas alterações relativamente ao Real Madrid e a história do jogo é basicamente a história dos nossos falhanços e das defesas do guarda-redes Bernardo Fontes. Do outro lado, só por uma vez o Tondela esteve à beira de marcar, a meio da 1ª parte, com um desvio de calcanhar ao poste do Trubin. Por esta altura, já o Pavlidis tinha tentado desfeitear o Bernardo Fontes, depois de levar um toque de um defesa na área, que eventualmente teria sido penalty se o grego tivesse caído. O Prestianni teve um belo remate já dentro da área, que o guarda-redes defendeu com a ponta dos dedos. Logo depois, foi o Pavlidis a não ter visto o Banjaqui completamente sozinho, deixando que o seu remate embatesse no Bernardo Fontes, que estava em cima dele. Perto do intervalo, o Sr. Luís Godinho assinalou penalty a nosso favor, por agarrão ao Leandro Barreiro, mas o VAR Sr. Manuel Mota reverteu-o. Fosse noutros campos, com outras duas equipas, e não tenho a menor dúvida que a decisão teria sido mantida. Mesmo em cima dos 45’, o Banjaqui rematou de fora da área, mas o guarda-redes defendeu para canto.
 
A 2ª parte ainda foi mais intensa do nosso lado, com o Bernardo Fontes a negar novamente o golo ao Prestianni, outra vez com um remate no limite da área, logo no reinício. O Mourinho mexeu na equipa à passagem da hora de jogo, com as entradas do Rafa e do Sidny Cabral para os lugares do Schjelderup e Banjaqui, e foi o cabo-verdiano a centrar muito bem para o Pavlidis rematar de cabeça ao lado, quando o Rafa estava em excelente posição atrás dele e marcaria quase de certeza... Novo centro do Sidny Cabral encontrou o Aursnes sozinho na área, mas o norueguês, em vez de rematar de primeira, tentou dominar a bola e permitiu que o guarda-redes caísse logo em cima dele. Já nos últimos dez minutos, o Aursnes rematou de pé esquerdo dentro da área, o guarda-redes defendeu, a bola sobrou para ele novamente, que centrou para o Pavlidis não cabecear bem a bola, quando estava na pequena-área e o guarda-redes batido! É certo que foi perturbado por um defesa, mas deveria ter feito muito melhor! Entretanto, o Mourinho colocou o Anísio Cabral e o regressado Bruma, saindo o Sudakov (que deveria ter ido para o meio e ter saído o Leandro Barreiro...!) e o Prestianni, e foi o sub-17 a ter a derradeira oportunidade, com uma boa rotação na área, mas o remate saiu à figura do guarda-redes. Do outro lado, o Tondela mal passou do meio-campo...
 
Em termos individuais, o Prestianni foi o melhor na 1ª parte, mas depois perdeu um pouco o gás. Já o Schjelderup já não esteve tão bem como contra o Real Madrid, complicando em demasia os lances. O Pavlidis não atravessa de todo uma boa fase, embora continue a ser um jogador de equipa. O Sudakov a dezé outra coisa e não deveria ter sido substituído. O Banjaqui não esteve tão bem como contra o Estrela da Amadora, mas temos ali lateral para o futuro. O Aursnes já não deve sair da posição seis, que é a sua de origem e na qual quase nunca jogou desde que está no Benfica e o Leandro Barreiro dá mais fluidez ao jogo do que o Richard Ríos. O Anísio Cabral voltou a entrar muito bem, já o Rafa está claramente com falta de ritmo e o Sidny Cabral fez dois belos centros entrando para a lateral-direita.
 
O resultado é bastante injusto para o que produzimos, mas a derrota do CRAC não acabou de vez com as nossas esperanças. Na próxima 2ª feira, há um CRAC – lagartada e espero que recuperemos pontos para um deles (ou os dois). No entanto, para isso há que ganhar ao Alverca em casa amanhã.

quarta-feira, janeiro 28, 2026

Miúdos

Vencemos o Estrela da Amadora no passado domingo (4-0), mas, como os outros dois também ganharam (o CRAC 3-0 em Mordor ao Gil Vicente e a lagartada 2-1 em Arouca aos 96’!), mantivemos a desvantagem de três pontos para o 2º lugar e 10 para o 1º. Foi um jogo relativamente calmo, que ficou decidido no início da 2ª parte, e que teve o condão de apresentar dois sub-17 ao grande tribunal da Luz, que passaram no teste com (enorme) distinção.
 
Num jogo de campeonato entre dois outros decisivos da Champions em semanas consecutivas, era expectável que o Mourinho fizesse algumas alterações, mas pouco preveriam que uma delas fosse a titularidade de Daniel Banjaqui, recente campeão mundial sub-17, na lateral-direita. O Barrenechea voltou à titularidade, assim como o António Silva e o Sidny Cabral. A partida começou muito morna da nossa parte, adormecida até, e um erro do Otamendi só não deu golo logo aos 2’, porque o António Silva conseguiu cortar a bola, já depois de o avançado ter passado pelo Trubin...! Logo a seguir, o Aursnes falhou escandalosamente o golo, depois de se antecipar a um defesa e ficar sozinho frente ao guarda-redes. O Sidny Cabral marcou muito bem um livre de pé esquerdo, que o guarda-redes Renan Ribeiro defendeu para canto. Não estávamos com grande velocidade, mas acabámos por conseguir algo muito importante que era inaugurar o marcador até ao intervalo, com o Pavlidis a marcar de cabeça aos 43’, na sequência de um canto do Sidny Cabral.
 
Para a 2ª parte, entrou logo o Leandro Barreiro para o lugar do amarelado Barrenechea e resolvemos a partida nos primeiros minutos do recomeço. Aos 55’, foi novamente o Pavlidis a marcar, desta feita de penalty a castigar um pisão sobre o Sidny Cabral. E apenas três minutos volvidos, aos 58’, um mau atraso de cabeça de um defesa acabou por inadvertidamente isolar o Sidny Cabral, que marcou à sua anterior equipa. Com o desfecho resolvido à hora de jogo, baixamos imenso ritmo, já a pensar no Real Madrid e o Mourinho aproveitou para estrear o Anísio Cabral, que entrou para o lugar do Pavlidis, e só precisou de um minuto em campo para marcar um belo golo de cabeça aos 84’, na sequência de um cruzamento da direta do Banjaqui. Mais perfeito para ambos os miúdos não podia ser!
 
Em termos individuais, gostei imenso do Banjaqui, com grande capacidade de aceleração e recuperação defensiva, bons cruzamentos e sem medo de arriscar. O Pavlidis também merece destaque pelo bis e o Sidny Cabral esteve igualmente muito activo na esquerda, tendo tido acção directa em dois dos golos. O Anísio estreou-se de forma perfeita e deixou água no bico. Outro que também entrou na 2ª parte foi o Diogo Prioste, que me pareceu muito esclarecido no meio-campo.
 
Conseguimos o que pretendíamos, que era um jogo calmo no meio de semana europeia. O futuro o dirá, mas vamos ver se este jogo não ficará na memória de todos nós, tal como este, por ter sido o jogo do primeiro golo de uma grande promessa da formação na equipa principal. Já agora, muito bem secundado por outra também promessa. Com os títulos a serem uma miragem este ano, que isto se confirme no futuro para não darmos esta temporada como totalmente perdida.

terça-feira, janeiro 20, 2026

Amasso

Vencemos o Rio Ave em Vila do Conde no passado sábado (2-0), mas continuamos com a diferença de três e dez pontos para os dois da frente, que também ganharam (a lagartada 3-0 em casa ao Casa Pia e o CRAC 1-0 em Guimarães, mercê de dois penalties...). Foi uma das melhores exibições da época e o resultado é demasiado curto para o que se passou em campo.

Com o Ríos lesionado, o Leandro Barreiro foi para o seu lugar (e que é a sua – dele – verdadeira posição), o Sudakov também alinhou na sua posição de origem, atrás do ponta-de-lança, e o Schjelderup regressou finalmente à titularidade para o campeonato, algo que não acontecia desde Setembro! Desde os minutos iniciais, mostrámos logo ao que íamos: muito pressionantes na saída de bola do adversário, a não os deixar respirar e a construir lances ofensivos em catadupa. O Schjelderup esteve em grande destaque na 1ª parte e muito do nosso jogo passou por ele, bem secundado pelo Sudakov no meio. O Pavlidis viu um defesa tirar a bola que ia para dentro da baliza ainda antes dos dez minutos e vimos uma bola do Schjelderup bater no poste, depois de defendida pelo guarda-redes Miszta, com um defesa a tirá-la sobre a linha. Aliás, deu a nítida sensação de que ela transpôs a linha, mas inacreditavelmente continuamos sem tecnologia da linha e golo na Liga portuguesa...! Aos 16’, inaugurámos o marcador com toda a justiça, com um bom cabeceamento do Leandro Barreiro a cruzamento milimétrico do Sudakov, na sequência de um canto. Pouco depois, houve um defesa do Rio Ave que tocou com as duas mãos na bola, o Sr. Cláudio Pereira assinalou penalty, mas o VAR Sr. Pedro Ferreira chamou-o para reverter a decisão...! Inacreditável! Felizmente, logo a seguir, aos 25’, conseguimos fazer o segundo golo com bastante sorte, um autogolo do Ntoi depois de uma jogada do Dedic. Até ao intervalo, ainda tivemos mais um par de boas ocasiões, noutra cabeçada do Barreiro defendida pelo Miszta e um remate do Prestianni às malhas laterais. Do outro lado, só um remate do Ntoi causou perigo, mas a bola roçou o nosso poste.

Na 2ª parte, não tivemos tantas ocasiões, mas controlámos perfeitamente o jogo. O Prestianni poderia ter acabado com as (poucas) dúvidas logo no recomeço, mas o remate saiu por cima e, a 15’ do fim, o Pavlidis não conseguiu chegar a tempo de um centro do entretanto entrado Sidny Cabral, em que só teria de acertar na bola para fazer golo... Do lado contrário, o Clayton ainda meteu a bola na nossa baliza, mas felizmente estava fora-de-jogo. O Mourinho fez as substituições antecipáveis e o primeiro a sair por volta da hora de jogo foi naturalmente o... Schjelderup! Não se percebe isto! O homem até estava a ser dos melhores em campo e não consegue jogar mais de uma hora... Por outro lado, não se justificou que o Pavlidis tivesse ficado até final, porque estava claramente desinspirado. Teria feito todo o sentido colocar o Ivanović...

Em termos individuais, destaque para o Barreiro não só pelo golo, o Dedic também esteve muito dinâmico, mas a nossa boa 1ª parte tem um nome claro: Schjelderup. Mais do que justifica ter maior tempo de utilização, especialmente naqueles jogos em que o Mourinho se lembra de colocar o Ivanović na esquerda em vez dele (em Braga, por exemplo). A defesa esteve segura com o regresso do Otamendi e o Dahl controlou bem o André Luiz de quem se diz que estamos interessados (mas para 20 M€ tem de mostrar muito mais...!).

Jogar com extremos ofensivos e o Sudakov a dez, se calhar, ajuda a esta melhoria, não é verdade...? Esperemos que esta boa exibição nos inspire para os jogos decisivos da Champions que teremos nestas duas semanas. Amanhã será já em Turim, frente à Juventus, e uma vitória é fulcral. 

terça-feira, janeiro 06, 2026

Trabalhoso

Vencemos o Estoril na Luz no sábado por 3-1 e entrámos com uma vitória no novo ano. Como a lagartada empatou (1-1) em Barcelos frente ao Gil Vicente, reduzimos a diferença para eles para três pontos, mantendo o CRAC os dez de distância para nós, mercê de uma inacreditável oferta do guarda-redes do Santa Clara (Gabriel Batista), que lhes permitiu ganharem 1-0 nos Açores.

Com o Aursnes no banco e o Manu no lugar do lesionado Enzo Barrenechea, não entrámos nada bem perante uma das equipas que melhor joga no nosso campeonato. De tal forma que ainda nem um minuto estava decorrido e nós íamos sofrendo um golo, só evitado pelo Trubin e por uma recarga de cabeça aselha de um adversário. Respondemos bem com um remate de fora da área do Sudakov, que passou perto da barra, mas foi o mesmo Sudakov que proporcionou ao Estoril outra chance de golo, com uma perda de bola em zona proibida que o seu compatriota resolveu na baliza com uma defesa para canto. Começámos a aproximar-nos da baliza contrária e o Prestiannni e o Manu viram prometedores remates seus desviarem em defesas para canto. E foi de um canto que resultou o penalty que nos deu o primeiro golo aos 34’. O Otamendi foi agarrado por dois defesas, mas o árbitro, o Sr. Anzhony Rodrigues, e o VAR, Sr. Paulo Barradas, consideraram que a falta foi por causa de uma mão na bola...! O Pavlidis continua com o seu registo 100% vitorioso da marca dos 11 metros e não deu hipóteses ao guarda-redes Robles. No primeiro minuto da compensação, o mesmo Pavlidis marcou um golão! Abertura do Leandro Barreiro para o grego, que resistiu à carga do defesa e, à saída do guarda-redes, fez um chapéu maravilhoso. Tínhamos o jogo muito bem encaminhado, só que mais uma vez resolvemos oferecer um golo ao adversário, ao defender muito mal o João Carvalho, que surgiu solto já dentro da área e fez o 2-1 mesmo em cima do intervalo, depois de uma jogada do Guitane na direita. Foi muito frustrante, porque deveríamos ter ido para o intervalo bastante mais descansados...

Na 2ª parte, controlámos melhor o Estoril e eles só tiveram uma boa oportunidade, mas felizmente o remate saiu ao lado. Quanto a nós, também fomos menos ofensivos e foi preciso chegar aos 20’ finais para nos lembrarmos que havia uma baliza do outro lado, num livre do Sudakov, que passou a rasar o poste com o guarda-redes especado. O Mourinho só começou a fazer substituições aos 77’, fazendo entrar o Aursnes e promovendo a estreia do Sidny Cabral, que mostrou logo serviço aos 80’ numa assistência para o Pavlidis fazer o 3-1 e decidir o jogo. Um defesa ainda tentou cortar a bola, mas ela acabou por sobrar para o grego, que só teve de encostar. Até final, foi novamente o Sidny Cabral num livre de pé esquerdo a atirar com algum perigo.

Em termos individuais, óbvio destaque para o Pavlidis com mais um hat-trick e 17 golos em 17 jogos no campeonato. O Sudakov também esteve bem (com excepção daquela oferta na 1ª parte...) e acho que não devia ter saído, até porque o Leandro Barreiro está pelo segundo jogo consecutivo um pouco fora dela. O Sidny Cabral teve uma boa estreia e, apesar de ser defesa de origem, parece que o Mourinho o pretende ver mais a extremo. O Manu ainda não está com o ritmo ideal, mas é muito mais jogador do que o Barrenechea, dado que cria desequilíbrios a nosso favor e não passa a vida a jogar para os lados e para trás. O Trubin também foi muito importante, especialmente quando o resultado ainda estava 0-0.

Iremos amanhã defrontar o Braga na meia-final da Taça da Liga e, com o 1º lugar a 10 pontos e a ida a Mordor para a Taça de Portugal, temos aqui a nossa melhor oportunidade de ganhar um segundo troféu esta temporada (sim, a Supertaça conta). Mas primeiro há que chegar à final e, pelo que se viu do Braga na semana passada, o jogo não vai ser nada fácil.

sábado, janeiro 03, 2026

Roubo de igreja

Empatámos no domingo passado em Braga (2-2) e ficámos a uns inalcançáveis 10 pontos do 1º lugar, dado que o CRAC naturalmente ganhou ao AVS (2-0), com a lagartada a cinco pontos de distância, fruto dos 4-0 ao Rio Ave.

A passagem de ano e umas férias fizeram com que só pudesse escrever hoje acerca desta partida, pelo que o post vai ser obviamente mais curto, dado que a actualidade do jogo já passou há muito. Tínhamos obviamente o jogo mais difícil dos três, mas é pouco justificável os 45 minutos de avanço que demos ao adversário. A 1ª parte foi toda do Braga, o que até é mais inacreditável dado que nos adiantámos no marcador aos 29’ numa cabeçada do Otamendi a centro do Sudakov num livre. O Braga tinha sido melhor e continuou a ser até ao intervalo...! Ou seja, o golo não virou o jogo, como costuma acontecer nestes casos. Muito demérito nosso, como é óbvio. Faltava cerca de 15 minutos para o intervalo e conseguimos a proeza de irmos para o descanso a perder! Aos 38’, o Dahl saltou a uma disputa de bola com um adversário com o braço levantado e, tendo-lhe a bola tocado, foi assinalado penalty. O Zalazar não deu hipóteses ao Trubin. Em cima do intervalo, um erro do Ríos, que escorregou na área e não dominou uma bola fácil, permitiu ao Pau Víctor fazer o 2-1...! Não se acreditava no que estava a acontecer!

A 2ª parte foi completamente diferente. Resolvemos acordar e o jogo foi todo nosso. Fizemos a igualdade relativamente cedo (53’) pelo Aursnes, num excelente remate de fora da área depois de assistência do Pavlidis, indefensável para o Hornicek, e logo a seguir o Tomás Araújo teve uma óptima chance defendida pelo guarda-redes. O Pavlidis deixou-se apanhar em fora-de-jogo depois de assistência do Sudakov (apesar de estar em boa posição para ver a linha defensiva...), o Dahl rematou para grande defesa do guarda-redes e aos 75’ aconteceu um dos maiores roubos dos últimos tempos: fizemos o 3-2 pelo Dahl, mas o Sr. João Gonçalves assinalou uma inexistente falta do Ríos na jogada e o VAR Sr. Tiago Martins não reverteu a decisão. O Ríos colocou a mão na costela do adversário, que se atirou logo para o relvado, e assistiu o Dahl para o golo. Perfeitamente legal, não há falta absolutamente nenhuma. Façam o exercício ao contrário, imaginem que era assinalado penalty se fosse o defesa a fazer aquilo... O que não se diria durante semanas ou meses...! Até final, o Aursnes ainda teve uma excelente ocasião já dentro da área, depois de uma boa jogada, mas o remate saiu por cima.

Perdemos dois pontos de uma forma novamente inglória, mas neste caso por uma decisão absolutamente incompreensível do árbitro e do VAR. Uma vergonha!

sábado, dezembro 27, 2025

Difícil

Vencemos o Famalicão pela margem mínima na passada 2ª feira (1-0), mas manteve-se tudo igual na frente, porque os outros dois também ganharam (o CRAC 3-0 em Alverca e a lagartada 4-1 em Guimarães). Ou seja, tal como o resultado espelha, a nossa foi a partida mais complicada de todas, apesar de termos sido os únicos a jogar em casa.

O Prestianni foi a novidade no onze perante o impedimento do Leandro Barreiro, tendo o Tomás Araújo permanecido ao lado do Otamendi no centro da defesa. O Famalicão está a fazer um bom campeonato e o 6º lugar que ocupava no início desta jornada era óptimo cartão-de-visita. O jogo começou logo mal, com o Famalicão a trocar-nos as voltas na escolha do campo, algo que me irrita solenemente. Em termos de futebol jogado, o Sudakov num remate fora da área criou algum perigo, mas o guarda-redes Carevic defendeu. Pouco depois, foi o Dahl com um remate cruzado a voltar a pôr à prova os reflexos do Carevic. Aos 35’, num livre a nosso favor, o de Hass abriu demasiado os braços no salto e atingiu o Otamendi. O VAR interveio e foi naturalmente penalty para nós (depois da vergonha nos Açores para a Taça, era só o que mais faltava isto não ser penalty...!). O Pavlidis concretizou (até bem demais, porque a bola quase me pareceu que fosse à barra ou por cima...) o seu 14º golo no campeonato. Quase à beira do intervalo, o sangue gelou-se-nos com um remate do Van de Looi a desviar num jogador contrário e quase a trair o Trubin. Foi, de resto, a melhor chance contrária em toda a partida.

Na 2ª parte, manteve-se o nosso controlo do jogo, só com a excepção de praticamente não deixarmos o Famalicão criar perigo. Quanto a nós, o Dedic teve uma boa incursão da direita para o meio, culminada com um remate de pé esquerdo que saiu ao lado e o Prestianni colocou o Aursnes na cara do golo, mas o norueguês falhou novamente isolado, só com o guarda-redes pela frente. Uma boa jogada do Sudakov culminou num bom remate do Prestianni, que o Carevic defendeu para canto e foi tudo o que se passou de relevo nos últimos 45’, com o Famalicão a revelar grandes dificuldades para chegar à nossa baliza. Só num lance, com um erro do Trubin, é que criou algum frisson, mas o nosso guarda-redes depois conseguiu emendar o facto de não ter conseguido agarrar uma bola.

Em termos individuais, gostei do jogo do Prestianni, o Aursnes está a subir de forma (pelo menos, parece) e o Sudakov também não esteve mal. O Pavlidis continua a ter 100% de eficácia nos penalties e espero que assim continue. A defesa esteve muito segura, mesmo que o Tomás Araújo tivesse de sair precocemente na 2ª parte para entrada do António Silva.

Iremos amanhã a Braga para o último jogo de 2025 e que será uma nova final, dado que estamos a oito pontos do 1º lugar e não nos podemos dar ao luxo de perder mais pontos.

quarta-feira, dezembro 17, 2025

Pavlidis x 3

Vencemos o Moreirense fora por 4-0 no passado sábado, mas, como os outros dois também ganharam, manteve-se tudo igual na frente do campeonato. Uma saída a Moreira de Cónegos é sempre difícil (nas últimas cinco vezes, só tínhamos ganho uma!), o Moreirense está a fazer um bom campeonato, mas aproveitámos muitíssimo bem os erros contrários e obtivemos uma vitória mais tranquila do que se esperava.

O Mourinho só fez entrar o Pavlidis em vez do Ivanović em relação ao Nápoles e foi o grego a ser rasteirado na área logo nos minutos iniciais, mas inacreditavelmente nem o Sr. Hélder Carvalho, nem o VAR Sr. Rui Oliveira assinalaram penalty...! Uma vergonha! A partida foi equilibrada durante metade da 1ª parte, embora sem grandes ocasiões para nenhum dos lados, porque a maior parte dos remates foram interceptados pela defesa do Moreirense e, do nosso lado, o Trubin agarrou a única bola que lhe chegou. Aos 37’, inaugurámos o marcador pelo Pavlidis, de cabeça, depois de um cruzamento da direita do Aursnes na sequência de um canto, que nasceu de uma recuperação nossa em zona ofensiva, depois de uma má saída de bola desde a área contrária. Marcar primeiro em jogos destes é sempre meio-caminho andado para a vitória. Até ao intervalo, outro cabeceamento do Tomás Araújo e um desvio do Pavlidis ao primeiro poste ainda deram algum trabalho ao André Ferreira, guarda-redes contrário.

Para a 2ª parte, veio o Rodrigo Rêgo no lugar do lesionado Leandro Barreiro, que sofreu uma falta que eventualmente teria sido merecedora de vermelho directo... Aos 57’, demos um passo de gigante com vista ao triunfo, com o 2-0, também pelo Pavlidis, na sequência de outro erro de saída do bola do Moreirense, com o Aursnes a assistir o grego, que ainda beneficiou de um ligeiro desvio de um defesa no remate. Aos 71’, o Pavlidis completou o seu hat-trick, noutro erro de saída de bola, neste caso, um defesa que lhe passou directamente o esférico e o grego de pé esquerdo não perdoou. O resultado final de 4-0 foi feito aos 76’, num chapéu do Aursnes, que aproveitou outro mau passe(!) na zona defensiva, neste caso, do guarda-redes André Ferreira. Até final, o Mourinho aproveitou para ir rodando a equipa, colocou novamente o José Neto, e foi do entretanto entrado Schjelderup a última oportunidade, num remate interceptado por um adversário para canto.

Em termos individuais, óbvio destaque para o Pavlidis que, com mais três golos, saltou para a frente dos melhores marcadores, agora com 13. Grande avançado no qual eu sempre acreditei! Vamos lá a ver se é este ano que um jogador nosso volta a ganhar este troféu... Depois talvez do pior período desde que chegou ao Benfica, o Aursnes foi outro dos destaques, com um golo e duas assistências. Também gostei do Dedic na lateral-direita, que imprime sempre muito dinamismo à equipa. Todos os outros estiveram num patamar bastante razoável (até o Barrenechea!), com o Schjelderup a entrar novamente bem, depois de ter sido decisivo na vitória frente ao Nacional.

Atravessamos a melhor fase desde que o Mourinho chegou e daqui a um bocado entrar vamos em campo em Faro para tentar prosseguir na Taça de Portugal. Espero naturalmente que esta boa fase tenha sequência e que possamos ir a Mordor (irão certamente ganhar ao Famalicão amanhã) disputar os quartos-de-final de um dos grandes objectivos da temporada, no qual temos um vergonhoso histórico nas últimas três décadas.

quarta-feira, dezembro 10, 2025

Finito

Empatámos com a lagartada (1-1) na passada 6ª feira e, com a vitória do CRAC (2-0) em Tondela, estamos agora a oito pontos deles e mantivemos os três de distância para o 2º lugar. Quer isto dizer na prática que, no início de Dezembro, estamos com o campeonato já perdido. Bestial...!

Num jogo em que não havia outra opção que não fosse ganhar, o Mourinho colocou a sua equipa Champions, o que quer dizer o Leandro Barreiro a 10 e apenas o Pavlidis como opção declaradamente ofensiva (vá, OK, o Sudakov também pode ser incluído como médio mais atacante). Foi outra vez pouco, muito pouco. Entrámos pessimamente na partida, muitíssimo nervosos e a lagartada só não marcou logo a abrir num erro do Aursnes, porque o Trubin defendeu com o pé um remate do Luís Suárez. Continuámos a andar aos papéisaté que sofremos mesmo um golo num péssimo passe à queima do Trubin para o Barrenechea, que perdeu em bola logo à saída da área para o inimputável Hjulmand, que depois a deu para o Pedro Gonçalves fazer um passe para a baliza... Mas nem assim o Trubin defendeu... Estávamos no minuto 12 e o panorama era muito negro. A lagartada continuou por cima, com dois remates do Maxi Araújo que, apesar de não terem acertado na baliza, criaram perigo, mas fomos nós a marcar, completamente contra a corrente do jogo, aos 27’, numa óptima abertura do Ríos para o Dedic centrar e o Sudakov à segunda atirar lá para dentro. O golo caiu-nos do céu, mas a tendência do jogo virou nesta altura. Começámos a pressionar melhor a lagartada, que deixou de manobrar tão à-vontade no nosso meio-campo, embora não tivemos criado grandes oportunidades. O Pavlidis atrapalhou o Dedic que estava em boa posição para alvejar a baliza contrária e, do outro lado do campo, foi o Otamendi a fazer um corte fabuloso ao Suárez, quando este se aprestava para rematar.

A 2ª parte foi totalmente nossa. Só no reatamento é que houve um centro do Catamo que criou algum frisson, mas ninguém tocou na bola e a partir daí dominámos completamente a lagartada, mas, lá está, sem conseguirmos criar muitas situações de perigo. Um remate rasteiro do Sudakov ou outro à meia-volta do Aursnes foram defendidos pelo Rui Silva, um livre para a área em que o Suárez tirou o pão da boca do Leandro Barreiro, depois de uma assistência de cabeça do António Silva, e um remate do Ríos ao lado foi tudo o que conseguimos. Destes lances todos, só o do Ríos é que deu a sensação de golo, especialmente a quem, como eu, estava do lado contrário do campo. O Mourinho mexeu pela primeira vez só aos 81’, mas tirou o Sudakov para colocar o Prestianni, quando se esperava que arriscasse um pouco mais. E, quando resolveu colocar o Ivanovic, também tirou o Pavlidis pouco depois. O nosso eventual assalto final às redes lagartas foi por água abaixo com a expulsão do Prestianni, que cortou um contra-ataque perigoso contrário de uma forma mais impetuosa. Se fosse ao contrário, se calhar o Sr. António Nobre ter-se-ia ficado pelo amarelo, mas enfim... Não percebi a opção nos minutos finais de, quando a bola estava no Trubin, não tentar um pontapé para a frente para tentar aproveitar o Ivanovic, que tem esse perfil de atarcar a bola em profundidade... Dir-se-ia que estávamos satisfeitos com o empate, porque não acelerámos nem um pouquinho...

Em termos individuais, o Ríos foi de longe o melhor e até que enfim que começa a justificar a fortuna que pagámos por ele. Com o excesso de jogadores de tendências defensivas, os desequilíbrios são causados pelo Dedic, que também esteve em relativo destaque. O Sudakov fez uma péssima 1ª parte, mas estava a subir na 2ª, quando foi substituído. O Aursnes continua na sua pior fase desde que chegou ao Benfica e o Barrenechea ainda me está para provar que é um upgrade em relação ao Florentino... Desta vez foi dele o erro, mas o nosso histórico até agora é oitavo ponto perdido em casa, oitavo ponto perdido graças a clamorosos erros defensivos...

Enfim, com o sorteio da Taça de Portugal a colocar-nos em Mordor se eliminarmos o Farense e passarmos aos quartos-de-final, com a Champions muitíssimo complicada e o campeonato perdido sem termos chegado ao Natal, não será a Taça da Liga (se acontecer) que irá salvar uma temporada que se perspectiva tenebrosa. Depois de tanto dinheiro gasto do Verão, continuamos com evidentes lacunas no plantel, que, aliás, é bem mais fraco do que na temporada passada. Há coisas muito difíceis de entender, mas a maioria dos benfiquistas votou pela continuidade desta modorra muito recentemente...

sexta-feira, dezembro 05, 2025

A ferros

Há quase uma semana, no passado sábado, vencemos o Nacional na Choupana por 2-1. Tendo sido esta uma semana de loucos em termos de trabalho, só hoje consegui postar sobre este jogo, mas não queria deixar de o fazer. Dado que aos 88’ estávamos a perder por 0-1, dá bem para perceber as dificuldades que tivemos para vencer.
 
O Rodrigo Rêgo mereceu a titularidade com o impedimento do Richard Ríos por amarelos. Fartámo-nos de dominar, tivemos diversas ocasiões, mas nunca atinámos com a baliza contrária. Remates do Leandro Barreiro e do Sudakov permitiram defesas ao guarda-redes Kaique, assim como uma cabeçada do Pavlidis a centro do Rêgo, talvez a melhor oportunidade que tivemos, tendo o avançado grego visto ainda um golo anulado por claro fora-de-jogo. Do lado contrário, o Trubin foi um mero espectador.
 
Na 2ª parte, o Nacional percebeu que existia uma baliza do lado contrário e o Ramírez obrigou o Trubin a uma boa defesa para canto num remate de longe. Todavia, à passagem da hora de jogo, o Leandro Barreiro teve um dos falhanços do campeonato, ao trocar os pés na altura de encostar para a baliza deserta, depois de um centro da esquerda... Inacreditável! Pouco depois, aos 60’ aconteceu um balde de água fria, com o 0-1 do Nacional depois de um falhanço clamoroso do Otamendi, que falhou um passe e colocou a bola num adversário, apanhando-nos em contrapé e proporcionando ao Ramírez a inauguração do marcador. A partir do golo sofrido, fomos para cima deles e o Pavlidis voltou a pôr à prova o guarda-redes com um remate de pé esquerdo, tendo o Aursnes atirado rasteiro ao lado pouco depois. A 15’ do fim, o António Silva teve uma soberana chance para marcar, antecipando-se ao guarda-redes num centro do Sudakov, mas cabeceando por cima. E tiveram de ser dois suplentes a dar a volta ao jogo a nosso favor. Aos 88’, o Prestianni, desmarcado pelo Dedic na direita, conduziu a bola e fuzilou o guarda-redes, num remate ao ângulo já dentro da área. Com as perdas de tempo nojentas do Nacional, principalmente desde que se viu em vantagem, o árbitro deu nove minutos de compensação e foi aos 95’ que fizemos o 2-1, numa óptima jogada do Schjelderup pela esquerda, tabela com o Otamendi e assistência para um desvio do Pavlidis na pequena-área para dentro da baliza. Foi o delírio completo e uma vitória muito merecida. Apesar do golo e dos festejos, o Sr. Iancu Vasilica não estendeu o jogo para lá dos nove minutos. Acho muito bem que não se premeie o antijogo de uma equipa, dando-lhe minutos adicionais quando se vê em desvantagem!
 
Em termos individuais, destaque para os dois substitutos (Prestianni e Schjelderup), que foram essenciais para a vitória. Convinha o Mourinho perceber que, frente a equipas que se fecham imenso, o Leandro Barreiro como segundo avançado pura e simplesmente não resulta. Foi principalmente a partir das substituições que começámos a amassar o Nacional. Outro problema actual que temos é a evidente fora de forma do Aursnes, que já vem de há uns jogos para cá. E o Barrenechea que ainda me está para provar que foi um upgrade em relação ao Florentino...
 
Tivemos uma semana para preparar o derby frente aos lagartos, em que qualquer resultado que não uma vitória nos afastará na prática do título.

sexta-feira, novembro 14, 2025

Erros indesculpáveis

Empatámos em casa (2-2) frente ao Casa Pia no passado domingo e deixámos fugir o CRAC (1-0 em Famalicão) e a lagartada (2-1 nos Açores frente ao Santa Clara) na classificação, estando agora a seis pontos do primeiro e a três do segundo. Isto seria sempre um péssimo resultado, mas mais ainda se tornou, porque aos 60’ estava 2-0...

O Mourinho voltou a dar a titularidade ao Dedic, com o Aursnes a ir para o lado esquerdo do tridente ofensivo. (O norueguês é defesa-direito num jogo, extremo-esquerdo no outro, enfim...) Um remate do Barrenechea desviou num defesa e bateu no poste nos minutos iniciais, mas não demorou muito até inaugurarmos o marcador, aos 18’, num óptimo trabalho do Pavlidis (dominou de peito e tocou de cabeça) a assistir o Sudakov para um remate em volley. Uma má saída de bola do Aursnes colocou um adversário em boa posição, mas o remate saiu fraco e o Trubin não teve dificuldades em defender. Um bom passe do Tomás Araújo isolou o Lukebakio, mas pela enésima vez o belga, só com o guarda-redes pela frente, não o conseguiu desfeitear... Chegávamos ao intervalo em vantagem, mas a jogar um futebol muito curto.

Para a 2ª parte, entrou o Prestianni para o lugar do Barrenechea, com o Aursnes a ir para o meio-campo. Não admira que o norueguês passe pela sua fase menos exuberante desde que chegou ao Glorioso, a mudar constantemente de lugar... Melhorámos um bocado, com maior rapidez de processos e logo depois do apito, o Ríos teve um remate de fora da área defendido pelo guarda-redes Patrick Sequeira. Pouco depois, foi o Sudakov a tentar, mas com o mesmo desfecho. À passagem da hora de jogo, num canto, o Ríos cabeceia, mas um defesa toca com a mão na bola, tendo os braços abertos. Penalty que o Pavlidis marcou superiormente, alargando a nossa vantagem para dois golos. Mas a partir dos 65’, tudo mudou... Num remate de fora da área, a bola bate no peito do António Silva e resvala para o braço. Dizem as regras que isto não é penalty, mas o Sr. Gustavo Correia e, principalmente, o VAR João Bento consideraram que sim. O Trubin ainda defendeu o remate, mas o Tomás Araújo, de forma inacreditável, rematou para a nossa baliza, quando pretendia aliviar a bola...! Um lance caricato e incompreensível. O Mourinho lançou o Leandro Barreiro e este meteu a bola na baliza a 10 minutos do final na sequência de um canto, mas estava em fora-de-jogo e os nossos festejos foram em vão. Aos 91’, o Ríos perdeu uma bola no meio-campo, provocando um contra-ataque de cinco para três e o Trubin, com o Tomás Araújo ao lado pronto para aliviar a bola, resolveu sair da baliza e tocar nela, tendo esta sobrado para o Renato Nhaga, que nos gelou a todos... Deixávamos fugir dois pontos, que estavam mais do que garantidos.

Em termos individuais, o Pavlidis, com um golo e uma assistência, foi de longe o melhor. Ou o menos mau, vá. O Lukebakio é quem cria os maiores desequilíbrios, mas ainda não tem o timing perfeito para se libertar da bola e, principalmente, quando está frente-a-frente com o guarda-redes deixa muito a desejar... O Ríos até nem estava a fazer um mau jogo, à semelhança de 4ª feira, mas aquele erro não se pode cometer e custou muito caro. O Trubin também tem culpas no segundo golo e o Tomás Araújo não sei bem o que lhe passou pela cabeça.

Seis pontos perdidos em casa com golos nos últimos minutos perante adversários menos conceituados é o maior factor de destaque desta época. É basicamente a diferença para o 1º lugar, que aumentou de forma exponencial graças a isso. É inexplicável esta tremedeira e esta incapacidade de segurar resultados em pleno Estádio da Luz. Há agora a pausa para as selecções, mas o panorama para esta temporada está muito negro...

P.S. – Temos grandes culpas no cartório, mas o que se passou neste fim-de-semana em termos de arbitragem foi vergonhoso. Este penalty contra nós já foi o que foi e, na véspera, um lance evidente de pontapé de baliza foi transformado em canto pelo fiscal-de-linha Ângelo Pinheiro e validado pelo árbitro João Goncalves, e deu o golo à lagartada no último minuto. Diferenças...

quarta-feira, novembro 05, 2025

Convincente (na 2ª parte)

Vencemos no sempre difícil terreno do V. Guimarães (3-0) no passado sábado, mas continua tudo igual na frente, porque a lagartada ganhou 2-0 em casa ao Alverca e o CRAC também triunfou (2-1) na recepção ao Braga.

Quem olhar só para o resultado, pode pensar que foi tudo muito fácil, mas até ao intervalo a partida foi bastante complicada. O V. Guimarães conseguiu manietar-nos na manobra atacante e não criámos assim tantas jogadas de perigo. Um remate do Sudakov à malha lateral foi a nossa melhor situação.

Na 2ª parte, tudo mudou por via das alterações que fez o José Mourinho logo no reinício: saíram o Sudakov e o Prestianni e entraram o Leandro Barreiro e o Schjelderup. A transformação foi da noite para o dia, também porque o resto da equipa subiu muito de produção. O Lukebakio na direita começou a criar situações para os colegas resolverem, mas uma cabeçada do Leandro Barreiro foi defendida pelo guarda-redes Castillo e o Pavlidis falhou incrivelmente a recarga com a baliza escancarada! O Lukebakio num livre directo voltou a obrigar o guardião contrário a aplicar-se, mas aos 54’ lá abrimos finalmente o marcador, com um canto do belga na direita e o Tomás Araújo a desviar de cabeça ao primeiro poste. Pouco depois, o V. Guimarães ficou a jogar com dez, por pontapé alto do Fabio Blanco ao Leandro Barreiro e a partida tornou-se mais fácil. Por volta da hora de jogo, fizemos o 2-0 pelo Dahl, num pontapé forte de pé esquerdo no enfiamento da pequena-área. Foi a estreia do sueco a marcar com o manto sagrado, curiosamente mais ou menos do mesmo ângulo que o Carreras marcou naquele mesmo estádio na temporada passada. O Schjelderup continuava a criar perigo na esquerda para os colegas, mas os remates de cabeça do Leandro Barreiro e de fora da área do Barrenechea foram defendidos pelo Castillo. Aos 87’, fechámos a contagem numa recarga do entretanto entrado João Rego a um outro remate do Barrenechea, depois de nova incursão do Schjelderup pela esquerda, que o guarda-redes não conseguiu segurar.

Em termos individuais, o Schjelderup foi possivelmente o melhor do Benfica pelo modo como agitou o jogo na 2ª parte, bem secundado pelo Leandro Barreiro, que começa a colocar a titularidade do Sudakov em causa. O Ríos terá feito a melhor exibição desde que chegou e destaque igualmente para o Dahl, que parece a subir de forma desde que ficou no banco em Newcastle. Na defesa, o Tomás Araújo e o Otamendi estiveram imperiais.

Termos hoje uma partida decisiva para a Champions, na recepção ao Bayer Leverkusen, em que só uma vitória nos permite realisticamente continuar na luta pelo apuramento. Esperemos que estas três vitórias consecutivas e a esta exibição no segundo tempo sejam inspiradoras para isso.

terça-feira, outubro 28, 2025

Goleada

Vencemos o Arouca na Luz no passado sábado por 5-0, mas mantém-se tudo igual na frente, porque os outros dois também ganharam. O CRAC no último minuto(!) em Moreira de Cónegos por 2-1 e a lagartada em Tondela por 3-0. Num dia histórico para o clube, por causa das eleições para os órgãos sociais, a equipa deu uma boa prenda e ganhou tranquilamente um jogo sem espinhas.

Com o Tomás Araújo a central e a novidade Prestianni no lado esquerdo do ataque, recuando o Aursnes para a lateral-direita por via da lesão do Dedic, abrimos o marcador logo aos 9’ num penalty do Pavlidis a castigar mão na área vista pelo VAR Luís Ferreira. Aos 21’, o mesmo Pavlidis bisou também de penalty a castigar uma rasteira ao Prestianni na área, que o Sr. Hélder Carvalho mandou seguir numa primeira decisão...! Como é possível não ter visto a infracção estando tão perto do lance...?! Teve de ser outra vez o Sr. Luís Ferreira no VAR a corrigir essa decisão... À passagem da meia-hora, o Arouca teve a sua única oportunidade num péssimo passe do Sudakov, que foi interceptado por um adversário, valendo-nos a falta de pontaria deste só com o Trubin pela frente. Quanto a nós, o Pavlidis, bem isolado pelo Ríos, fez um chapéu alto demais sobre o guarda-redes. No entanto, já na compensação da 1ª parte, num canto do Lukebakio na direita, o Otamendi saltou mais alto do que toda a gente e fechou o jogo com o terceiro golo.

A seguir ao intervalo, não demos descanso ao Arouca fazendo o 4-0 logo aos 50’ num hat-trick do Pavlidis. A partir daqui, começámos a gerir o esforço e o Mourinho foi mexendo na equipa precisamente por isso. O Lukebakio e o Prestianni tiveram remates perigosos, por cima e defendido pelo guarda-redes, respectivamente, e o Schjelderup, que substituiu o argentino, atirou rasteiro ao poste. Já na compensação, o também entrado João Rego foi rasteirado na área e o Ivanović, que tinha substituído o Pavlidis, encarregou-se de fazer o 5-0.

Em termos individuais, óbvio destaque para o Pavlidis pelos três golos, mas o Prestianni encheu o campo! Grande regresso do Mundial Sub-20 por parte do argentino, que espero que tenha conquistado de vez o lugar, porque precisamos de mais alguém para além do Lukebakio para ter magia no meio-campo ofensivo. O Tomás Araújo esteve igualmente bem, em especial a colocar a bola na frente e o Dahl também teve um bom regresso à titularidade.

Iremos defrontar amanhã o Tondela para os quartos-de-final da Taça da Liga, numa partida em que o José Mourinho irá certamente fazer várias alterações, dado que temos a difícil saída a Guimarães no sábado.

quarta-feira, outubro 08, 2025

Trancado

Empatámos 0-0 em Mordor no passado domingo, e mantivemo-nos a quatro pontos deles, não perdendo igualmente pontos para a lagartada (continuamos a de distância), que empatou 1-1 em casa contra o Braga. Perante uma equipa que tinha ganho todos os nove jogos oficiais até agora e que comanda o campeonato, e dado que o nosso histórico dos últimos tempos, tanto em termos de resultados, como principalmente exibicional não era nada famoso, não se pode dizer que foi um mau resultado.

Confesso que, antes do jogo, tinha um certo receio de que acontecesse um descalabro (que nos deixaria a uns imensos sete pontos numa fase tão precoce da temporada), mas nada disso se passou. Até pode ser que o Mourinho já tenha perdido grande parte da aura que já teve (caso contrário, não estaria a treinar em Portugal neste momento), mas não há dúvidas que monta muito bem as suas equipas em termos tácticos, especialmente nestes jogos mais complicados. Conseguimos manietar completamente o CRAC, que teve muito poucas oportunidades de golo. A parte pior foi que também não chegámos muitas vezes à baliza contrária. Com o Aursnes sob a esquerda e apenas o Pavlidis e Lukebakio como homens atacantes, um livre frontal do Sudakov foi tudo o que fizemos na 1ª parte, enquanto do outro lado um calcanhar do Gabri Veiga e, principalmente, um remate do Pepê por cima em excelente posição, depois de um mau alívio do Otamendi, foi o que nos assustou mais.

Na 2ª parte, apesar das substituições que os treinadores foram fazendo (mais o CRAC do que nós), o jogo continuou muito bloqueado e com pouco espaço para a fantasia. No entanto, houve duas bolas na barra para cada um dos lados, com a nossa a ser quase um autogolo do Kiwior num mau alívio e a deles, em cima dos 90’, do Rodrigo Mora, depois de uma perda de bola perigosa do Barrenechea no meio-campo. Porém, não sei se o jogador do CRAC não estaria ligeiramente em fora-de-jogo. O Mourinho veio dizer no final que, por causa do surto viral que sofremos, o Ivanović não estava em condições de ir a jogo e, de facto, sentiu-se déficit no nosso banco em termos atacantes, quando se justificou arriscarmos um pouco mais.

Em termos individuais, o Sudakov mostrou que é um jogador com classe e é bom que apareça nestes jogos, o Lukebakio, enquanto teve pernas, especialmente na 1ª parte, foi por onde tivemos mais esperança de criar perigo na área contrária, o Pavlidis deu bastante luta aos defesas contrários, e a dupla sul-americana de meio-campo (Barrenechea e Ríos) não esteve mal. Na defesa, o António Silva subiu de produção em relação ao que tinha vindo a fazer, e o Dahl não foi o elo mais fraco, apesar de se ter a ver com o Pepê primeiro e o William Gomes depois.

O campeonato vai agora parar por causa da qualificação para o Mundial de futebol, mas quando voltarmos teremos uma deslocação difícil a Chaves para a Taça e depois Champions. O problema é que, como os jogadores estão todos fora nas selecções, continuamos sem poder treinar decentemente.

sábado, setembro 27, 2025

Lisonjeiro (e muito!)

Voltámos ontem às vitórias na Luz perante o Gil Vicente (2-1), numa partida em que fomos claramente inferiores ao adversário. Sorte e Trubin ajudaram a que conseguíssemos manter a vantagem conquistada ainda na 1ª parte, depois de uma reviravolta no marcador. Mesmo com a condicionante física, a exibição deixou imenso a desejar...

Depois da má imagem deixada perante o Rio Ave, o José Mourinho resolveu (e bem) jogar com extremos, dando a titularidade ao Lukebakio e ao Schejlderup, com o Aursnes a ocupar o lugar do castigado Barrenechea. Mas não podíamos ter começado pior, com o Trubin a fazer uma magnífica defesa pouco depois dos 20 segundos! O Gil Vicente controlava o jogo e foi sem surpresa que chegou à vantagem aos 11’ num livre directo do Luís Esteves (num lance que foi precedido de falta sobre o António Silva que o árbitro, Sr. João Gonçalves, não assinalou). Tivemos uma boa resposta e foi mesmo o nosso melhor momento no jogo o período até à meia-hora, em que conseguimos dar a volta ao resultado. Um centro na esquerda do Schejlderup ressaltou na defesa do Gil e o Pavlidis super-rápido, à ponta-de-lança, aproveitou a fazer a igualdade com um remate por baixo das pernas do Andrew. Estávamos no minuto 18 e oito minutos depois, aos 26’, colocámo-nos na frente na sequência de um indiscutível penalty sobre o Lukebakio, que se desmarcou muito bem e dominou ainda melhor uma bola longa do Otamendi, até ser derrubado já na área. No penalty, o Pavlidis não deu hipótese ao guarda-redes. Em cima do intervalo, o Lukebakio teve uma soberana oportunidade de nos dar tranquilidade, mas o remate de pé direito saiu ao lado da baliza.

Com o terceiro jogo em apenas seis dias, já se esperava que a 2ª parte fosse difícil. Mas faltou concentração competitiva no primeiro quarto-de-hora, onde o Gil só não deu a volta ao marcador por manifesta infelicidade. Duas bolas aos postes, um golo anulado por seis centímetros(!) e o Trubin a efectuar mais uma defesa complicada foram o purgatório que tivemos de atravessar sem que tivemos energia e engenho para criar perigo na baliza contrária. Só com a entrada do Leandro Barreiro a 20’ do fim é que conseguimos estancar os ataques adversários, que até então entravam no nosso meio-campo completamente à vontade. Quando o árbitro apitou para o final, foi uma enorme sensação de alívio.

Em termos individuais, óbvio destaque para o Pavlidis com um bis e para a confirmação que esta temporada ou é o Lukebakio a sacar coelhos da cartola ou estamos bem arranjados. O belga é um óptimo desequilibrador, mas parece caso único no plantel, dado que o Schejlderup baixou de rendimento a partir do momento em que deixou de ter a concorrência do Aktürkoğlu, o que é no mínimo estranho... O Trubin também foi fundamental para a nossa vitória. Do lado menos, o Dahl revela a cada jogo que passa que era bastante melhor como substituo do que como titular indiscutível e o Ríos, lamento muito, continua a não me convencer. Especialmente pelo preço que custou, esperava muito mais.

A Champions regressará na 3ª feira, com a deslocação a Londres para defrontar o Chelsea. Com a inesperada derrota em casa frente ao Qarabağ, temos de ir buscar esses pontos a algum lado...

quinta-feira, setembro 25, 2025

Desilusão

Empatámos com o Rio Ave na Luz (1-1) na passada 3ª feira, no acerto da 1ª jornada que tinha adiada por causa da pré-eliminatória da Champions frente ao Nice e já estamos com quatro pontos de atraso para o CRAC e um em relação à lagartada em apenas seis jornadas...
 
O Mourinho manteve a mesma equipa que defrontou o AVS, mas isso foi um erro por uma razão muito simples: jogámos sem nenhum extremo de raiz, o que fez com que afunilássemos muito o jogo e nunca tivéssemos a rapidez exigida para desequilibrar a muralha defensiva dos vila-condenses. A 1ª parte foi, por isso, uma pasmaceira completa, praticamente sem nenhum lance digno de registo.
 
Na 2ª parte, viemos com outra disposição, com uma cabeçada perigosa do Pavlidis, depois de cruzamento do António Silva(!), mas só melhorámos verdadeiramente depois das entradas de extremos: Lukebakio (principalmente) e Schjelderup (bastante menos). O belga passou a ser o maior, ou melhor, o único desequilibrador da equipa e as jogadas de perigo vieram todas do seu lado. Uns minutos antes destas entradas, já tínhamos metido a bola na baliza aos 61’, mas o VAR chamou o Sr. Sérgio Guelho, que anulou o golo por pisão do Otamendi na jogada. A acção do nosso jogador não só é inadvertida, como o adversário é pisado na ponta da bota, pelo que poderia perfeitamente não ter feito aquela fita toda. Enfim, futebol moderno... O Lukebakio começou a abrir o livro e conseguiu aparecer isolado frente ao guarda-redes, depois de um bom domínio de bola num lançamento em profundidade, mas o chapéu não saiu muito alto e o Miszta conseguiu defender. A cerca de 15’ do final, o belga fez um óptimo cruzamento da direita, mas o Richard Ríos falhou escandalosamente o desvio quase em cima da linha de golo...! Aos 86’, finalmente a explosão de alegria no estádio com o golo do Sudakov, depois de outra jogada brilhante do Lukebakio na direita. No entanto, no primeiro minuto de compensação veio o balde de água gélida, num contra-ataque dos vila-condenses com o André Luiz a conduzir a jogada toda na direita e a fazer um golão num remate em arco. Provavelmente, não chegaria à bola, mas não gosto nada de ver um guarda-redes a não se fazer aos lances e já não é a primeira vez que o Trubin come golos de pé... Só conseguimos chegar perto da baliza adversária mais uma vez, com um cabeceamento do Pavlidis, que perdeu força, porque também bateu num defesa.
 
Em termos individuais, gostei do Sudakov e do Lukebakio, que parece ser o desequilibrador que nós precisamos (é pena é ser caso único...). Do lado dos menos bons, o Ríos ainda não me convenceu nadinha (em especial, se levarmos em consideração o preço que custou) e o Aursnes estará a atravessar a sua fase menos brilhante com o manto sagrado. O Dahl na lateral-esquerda está a demonstrar que era muito melhor substituto do Carreras do que titular indiscutível...
 
Iremos defrontar amanhã o Gil Vicente e espera-se que tratemos de acabar com esta malapata de três jogos seguidos sem vencer na Luz. Para isso ajudará certamente alinhar com jogadores certos nas respectivas posições, como, por exemplo, extremos... E jogar com outra rapidez, já agora.