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sexta-feira, janeiro 16, 2026

Injusto

Perdemos em Mordor (0-1) na 4ª feira e fomos eliminados nos quartos-de-final da Taça de Portugal. Claro que o jogo era de dificuldade máxima, mas aumentámos o nosso VERGONHOSO registo de três(!) taças conquistadas agora nos últimos 30 anos!!! Uma a cada 10 anos! É absolutamente inqualificável isto.

Depois da hecatombe na meia-final da Taça da Liga frente ao Braga e com o Otamendi castigado, o Mourinho tinha necessariamente de mexer na equipa e fê-lo de uma maneira que poucos estavam à espera. O António Silva era previsível, mas as titularidades do Prestianni e Sidny Cabral nem tanto, com o Manu e Sudakov a irem para o banco. E o que é facto é que no nosso treinador ganhou a aposta. Jogar com extremos ajuda um bocadinho a sermos mais perigosos e viu-se bem a diferente entre esta partida e a do campeonato. Claro que o resultado foi pior, mas isso deveu-se a uma falha de marcação num canto aos 16’ em que, nem a tentar agarrá-lo, o Leandro Barreiro conseguir impedir o central Bednarek de cabecear para a baliza do Trubin. Antes disso, já o Prestinni, em óptima posição, inclinou demasiado o corpo para trás e atirou por cima, quando eventualmente só tinha de fazer um passe para a baliza... Pouco depois do golo, o Trubin fez uma dupla defesa a remates do Gabri Veiga e da recarga do Froholdt. E foi tudo o que o CRAC conseguiu fazer em toda a partida. A partir daqui, nós dominámos praticamente o resto do jogo e só não chegámos ao intervalo com, pelo menos, a igualdade, porque o Diogo Costa defendeu com o pé(!) um remate do Barreiro e, na sequência da jogada, o Dedic sozinho na área atirou muito por cima. Poderia (e deveria) ter feito bastante melhor!

Na 2ª parte, a tendência do encontro não se alterou, com o CRAC a fechar-se na sua defesa e a tentar explorar o contra-ataque, coisa que nunca conseguiu muito bem, dado que a nossa defesa esteve quase irrepreensível, com destaque para o Tomás Araújo, que fez uma série de cortes bestiais. O mesmo Tomás Araújo teve uma oportunidade soberana, assistido pelo Pavlidis, mas atirou ao lado, com o Diogo Costa simplesmente a olhar... Pouco depois, foi ainda o Tomás Araújo a rematar de longe, mas o Diogo Costa blocou bem a bola. O CRAC ia fazendo substituições, mas as suas (poucas) tentativas de remate eram interceptadas pela nossa defesa. O Mourinho também já tinha mexido na equipa ainda antes do final da 1ª parte, com a saída do Richard Ríos por lesão no ombro e a entrada do Sudakov, que, ao jogar no apoio ao ponta-de-lança (como sempre deveria ser!), foi dos nossos jogadores mais esclarecidos. É um crime colocá-lo à esquerda! Para além do ucraniano, também entraram em alturas diferentes o Schjelderup e o Ivanović e foi do norueguês (cujo pouco tempo de jogo continua a ser um mistério para mim...) a fazer uma jogada pela esquerda e assistir o Pavlidis para este só ter de encostar a dois metros da baliza e com o Diogo Costa fora da jogada. No entanto, o grego inacreditavelmente falhou o que teria sido o golo mais fácil da sua carreira e a Taça de Portugal acabou para nós...

Em termos individuais, gostei imenso do Tomás Araújo, que cortou um par de lances que impediram os adversários de ficarem isolados, o António Silva foi um bom parceiro dele, e o Dahl, em termos defensivos, esteve quase irrepreensível. O Dedic destacou-se principalmente na 1ª parte por conduzir boa parte dos nossos lances ofensivos e o Aursnes, a seis, fez igualmente um óptimo jogo. O Leandro Barreiro nunca foi um dez e agora, com a lesão do Ríos, pode ser que fique na sua posição natural de oito, e o Sudakov pode ser que estabilize na sua posição natural que coincide com o seu número de camisola. Ao Prestianni ainda lhe falta um pouco de maturidade, mas acrescenta criatividade à equipa (que, como se sabe, é algo que não abunda muito no plantel actual...) e o Sidny Cabral continuou a dar boas indicações, não se escondendo num jogo destes e sendo bastante vertical nas suas acções, o que foge da pulsão pelo meio, que é apanágio da maior parte dos jogadores que tem jogado nas linhas. O Pavlidis é o melhor jogador do plantel, mas este falhanço vai assombrá-lo...

Em meados de Janeiro, já fomos eliminados de ambas as taças, estamos a 10 pontos do 1º lugar e com a continuidade na Champions muito tremida. Não irá ser uma 2ª parte de temporada nada fácil...

sexta-feira, dezembro 19, 2025

Tranquilo

Vencemos o Farense no São Luiz na passada 4ª feira (2-0) e qualificámo-nos para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Ao contrário das duas eliminatórias anteriores, encarámos esta partida de um modo mais sério e nunca passámos por calafrios, com a nossa vitória a pecar por não ter sido mais dilatada.

O Mourinho promoveu alguma rotação na equipa, com uma frente de ataque totalmente nova (Prestianni, Ivanović e Schjelderup), o regresso do Manu à titularidade depois da grave lesão, o Tomás Araújo na lateral-direita e o Samuel Soares na baliza. A maneira como entrámos no jogo deu logo o mote, apesar de uma cabeçada contrária na sequência de um canto nos ter assustado, mas felizmente o Samuel Soares estava atento. A nossa reacção foi categórica, com o 1-0 a surgir pouco depois, aos 11’, pelo Richard Ríos, depois de um livre lateral batido pelo Sudakov, com um remate de primeira já dentro da área. Antes da meia-hora, tivemos uma ocasião soberana de aumentar a vantagem e nos salvaguardar de algum imprevisto, num penalty descarado sobre o Schjelderup, mas o Otamendi, à semelhança do encontro frente ao Atlético, voltou a permitir a defesa do guarda-redes... Se calhar, está na altura de não termos defesas-centrais como batedores de penalties, não...? Até ao intervalo, ainda vimos o Sudakov sair lesionado por causa de uma joelhada na coxa, entrando o Aursnes, o Ivanović ver um golo seu anulado por fora-de-jogo e o Schjelderup bater bem um livre directo, com a bola a sair muito perto do poste, com o guardião contrário batido.

Ao intervalo, tivemos de fazer outra substituição forçada, desta feita na baliza, com a entrada do Trubin por problemas físicos do Samuel Soares. Logo no reinício, o Sr. Hélder Malheiro não acatou a opinião do VAR sobre uma expulsão de um jogador do Farense por ter feito falta sobre o Ivanović, que ficaria isolado, e manteve o cartão amarelo... Inacreditável! No livre directo, o Ríos atirou muito por cima. No entanto, não passou muito tempo até fazermos o 2-0 e praticamente acabar com a eliminatória. Aos 56’, a jogada principiou no Ivanović, que abriu muito bem para o Dahl na esquerda, este rematou cruzado, o guarda-redes Tannander defendeu e o ponta-de-lança croata, muito oportuno na recarga, só teve de encostar para a baliza deserta. Daqui até final, a partida entrou em velocidade de cruzeiro, connosco a controlá-la completamente. Ainda vimos a estreia de outro campeão mundial sub-17 na equipa principal, o lateral-direito Banjaqui, e um golo contrário ser anulado por empurrão ao António Silva, antes de um cabeceamento vitorioso num canto. No entanto, tendo a bola sido cabeceada na pequena-área, continuo sem perceber como é que o Trubin não sai nestes lances...

Em termos individuais, voltei a gostar do Ivanović, apesar de continuar com alguns problemas no domínio da bola, do Dahl, que está a subir de produção de jogo para jogo, e do Ríos, embora com menor destaque em relação às duas partidas anteriores. O Sudakov estava a fazer um jogo interessante finalmente na sua posição de nº 10, mas levou uma pancada forte de teve de sair. Saúda-se o regresso do Manu a tempo inteiro, mas está declaradamente com falta de ritmo, o que é perfeitamente natural. O Prestianni esteve melhor do que o Schjelderup, que infelizmente deixou a oportunidade passar-lhe um pouco ao lado, ao não tomar sempre a melhor decisão.

Iremos agora a Mordor nos quartos-de-final da Taça, dado que eles, como seria de esperar, eliminaram o Famalicão em casa (4-1). A equipa está a subir de produção e não seria a primeira vez que ganharíamos lá numa eliminatória da Taça, mas de qualquer forma o jogo é só o daqui a um mês. No entanto, a grande notícia desta eliminatória é a forma vergonhosa como a lagartada eliminou o Santa Clara nos Açores (3-2), após prolongamento, com o golo que empatou o jogo a surgir num penalty inacreditável (e inexistente, como é óbvio) aos 90’, assinalado pelo VAR Sr. Rui Silva e mantido pelo Sr. João Pinheiro, depois de uma interrupção de 12 minutos(!) para decidir o lance... Isto tem entrada directa para os maiores escândalos de arbitragem de todos os tempos! Que roubo!!!

sábado, novembro 22, 2025

Muito sofrível

Eliminámos ontem o Atlético (2-0) para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal em jogo que decorreu no Estádio do Restelo. Tenho sempre pena que estas equipas de escalões secundários não possam receber os grandes em sua casa nos jogos da Taça, mas estamos subjugados pela ditadura das televisões.

O Mourinho inovou ao apresentar uma táctica de três centrais, mas a 1ª parte foi do pior que se viu esta temporada. Só se salvou (e, aliás, durou o jogo) a estreia absoluta do Rodrigo Rego, primeiro na lateral-esquerda e, na 2ª parte, como extremo-direito. O miúdo tem toque de bola, tem dinâmica e tem desfaçatez, visível pelas vezes em que não se coibiu de rematar à baliza. O resto foi uma desgraça, com muito gente a desperdiçar a oportunidade, razão pela qual o Mourinho fez quatro(!) substituições ao intervalo (para memória futura, saíram o Ivanović, João Rego, Barrenechea e Tomás Araújo) e disse na flash que, se pudesse, teria feito nove!

Na 2ª parte, o Atlético já não conseguiu chegar tantas vezes à nossa baliza, mas o nosso golo só apareceu aos 73’ na estreia do Ríos (entrado ao intervalo) a marcar com o manto sagrado, num cabeceamento num canto. Quatro minutos depois, o Leandro Barreiro (também entrado ao intervalo) foi derrubado na área e o Pavlidis concretizou o penalty (embora o remate tenha saído quase à figura, com o guarda-redes a não defender por pouco...). O resultado estava feito e só não se avolumou, porque o Otamendi falhou um penalty já nos descontos (o Pavlidis tinha entretanto saído), com uma boa defesa do guarda-redes Rodrigo Dias.

Em termos individuais, só vou destacar mesmo o Rodrigo Rego. Tenho curiosidade para perceber se isto foi só um one shot, tipo o Pepa aqui há uns (largos) anos, ou se terá alguma continuidade. Pelo menos aquele lugar (extremo-direito) vai estar vago nos próximos tempos por causa da lesão do Lukebakio. Fizemos a nossa obrigação, que era passar à eliminatória seguinte, mas sem nenhum brilhantismo e com uma 1ª parte que deveria ser objeto de reflexão por parte de todo o plantel...

Iremos a Amesterdão na próxima 3ª feira jogar a nossa continuidade na Champions frente ao Ajax. Se não ganharmos, podemos esquecê-la e esta época será relembrada no futuro como uma das piores de sempre nas competições europeias.

terça-feira, outubro 21, 2025

Pavlidis a dobrar

Estamos a minutos de entrar em campo com o Newcastle para a Champions, mas questões de trabalho impediram-me de postar mais cedo a vitória em Chaves (2-0) para a Taça de Portugal na passada 6ª feira. Depois da pausa das selecções, o Mourinho não cometeu o erro do Lage no ano passado, quando jogou contra o Pevidém com os suplentes e depois os titulares espalharam-se à grande frente ao Feyenoord, por falta de ritmo. Só o Samuel Soares e o João Rego foram novidades, juntamente com o Tomás Araújo no lugar do Otamendi, de resto alinharam os habituais titulares.

Um bis do Pavlidis (8' e 79') decidiu um jogo difícil a nosso favor, mas as coisas não foram fáceis, tal como se previa. O Chaves está na II Liga e, apesar de ser alinhado sem alguns titulares, ainda colocou a baliza do Samuel Soares em perigo, muito por culpa dele, que deixou escapar pelas mãos duas bolas inacreditáveis... O golo cedo tranquilizou-nos (que golão do Pavlidis, a propósito!), mas o resto da 1ª parte foi um marasmo quase total, excepção feita a uma oportunidade soberana do Lukebakio isolado, bem defendida pelo guarda-redes sérvio Gudžulić.

Na 2ª parte, veio o Schjelderup no lugar do apagado João Rego e melhorámos um bocado. O Barrenechea teve duas oportunidades, com o pé e cabeça, mas o guarda-redes voltou a mostrar-se à altura. Antes de entrarmos nos minutos finais, que seriam certamente mais tensos, o Pavlidis resolveu a questão com um remate rasteiro sem hipóteses.

Em termos individuais, destaque total para o ponta-de-lança grego. Iremos defrontar o Atlético na próxima eliminatória na reedição de um derby que tem história no futebol português.