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segunda-feira, abril 17, 2023

Estouro

Perdemos em Chaves no sábado (0-1) e já só temos quatro pontos de vantagem sobre o CRAC (ganhou 2-1 em casa ao Santa Clara) e seis sobre o Braga (1-0 em casa ao Gil Vicente). Foi a terceira derrota consecutiva em apenas uma semana, num ciclo verdadeiramente tenebroso. Escolhemos a pior altura da época para nos eclipsarmos.
 
Esta partida era fundamental, porque era pós-Champions e pós-derrota com o CRAC. Tínhamos de dar um sinal inequívoco de que o foco principal está no campeonato. Exigia-se uma resposta à altura da equipa e ela simplesmente não surgiu. Até nem entrámos mal no jogo, mas sem nunca criar grandes oportunidades. Porém, foi sol de pouca dura, porque a nossa capacidade de acelerar o jogo está pelas ruas da amargura e os adversários já perceberam como é que nos podem anular. Dois remates do Rafa e António Silva, ambos por cima, foram as melhores ocasiões até ao intervalo. Do lado oposto, o Vlachodimos foi um mero espectador.
 
A 2ª parte começou com a nossa grande ocasião. Aliás, dupla ocasião através do João Mário que não conseguiu marcar nem à primeira, nem na recarga, com a baliza quase escancarada! Pouco depois, gelou-se-nos o sangue quando o Juninho se conseguiu isolar perante o Otamendi, todavia o Vlachodimos fez bem a mancha. Continuávamos cada vez mais lentos e o Schmidt só fez a primeira substituição aos 70’ com a entrada do Gonçalo Guedes, mas a saída do David Neres...! David Neres, o responsável por grande parte do nosso perigo na 1ª parte. Ainda por cima, com o João Mário e o Rafa em péssima forma! O Aursnes ainda teve um remate perigoso, mas a bola saiu ao lado, antes do o Schmidt lançar o Tengstedt e o João Neves para os lugares do João Mário e... Gonçalo Ramos?! Estamos a precisar de ganhar e tiramos o ponta-de-lança?! Já em cima dos 90’, ainda entrou o Musa para o lugar do Gilberto e tivemos uma grande oportunidade num canto, com o Otamendi a cabecear à figura, mas a ser posteriormente pisado por um adversário e com a perna agarrada pelo guarda-redes na recarga. Claro que o VAR António Nobre nada viu...! (De salientar que os nossos rivais tiveram dois penalties a seu favor assinalados, tendo ambos só convertido um deles...) Já estávamos em período de descontos, mas ainda deu tempo para o Otamendi ter uma péssima abordagem numa bola lançada na sua direcção, ter escorregado e ter sido impotente para travar a caminhada triunfal do Abassal para o 1-0. Foi um enorme balde de água fria sobre todos nós mesmo no final do jogo!
 
Em termos individuais, depois de um início problemático, o Gilberto lá se recompôs e foi dos menos maus da equipa. Tal como o Chiquinho, que foi dos poucos a imprimir alguma velocidade ao nosso jogo. Em sentido contrário, continuam o Rafa e João Mário, completamente irreconhecíveis em relação que que já fizeram.
 
Porém, quem voltou a estar francamente mal foi o nosso treinador nas substituições. Não se percebe a saída do Neres, quando havia opções mais óbvias. Quem está mal fisicamente N Ã O pode jogar! É muito simples de perceber! É preferível um João Neves a 90%, do que um João Mário a 50%. Porque aquele, ao menos, corre e imprime alguma dinâmica à equipa.
 
Estamos, infelizmente, à beira de conseguir algo histórico, que é desperdiçarmos 10 pontos a 8 jornadas do fim. Gostaria muito de saber se esta proeza alguma vez foi conseguida por alguma equipa ou se corremos o risco de ser os primeiros. Por isso mesmo, é que eu apostaria todas as fichas no campeonato e esquecia a Champions. Com uma derrota por 2-0 em casa, é missão impossível darmos a volta à eliminatória. Portanto, por mim, jogaríamos com a equipa B em Milão e concentrávamo-nos na recepção ao Estoril.

quarta-feira, abril 12, 2023

Impotência

Perdemos ontem na Luz com o Inter Milão (0-2) na 1ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões e só um milagre daqui a uma semana fará com que cheguemos às meias-finais. Depois de uma só derrota em 42 jogos, vamos agora com duas consecutivas e, ainda por cima, em casa!
 
Havia alguma curiosidade para saber se o péssimo resultado, e ainda pior exibição, frente ao CRAC teria efeito na eliminatória europeia. Se não teve, disfarçámos bem! Com a equipa expectável, o Morato no lugar do castigado Otamendi e o Gilberto no do lesionado Bah, e defrontando uma equipa que já não vencia há seis jogos, esperava-se muito mais do Benfica. Mas parece que escolhemos a altura crucial da época para baixarmos exponencialmente a nossa forma. Na 1ª parte, só um remate do Rafa, que o Onana defendeu, criou algum perigo, mas os italianos mostraram sempre maior lucidez do que nós e principalmente melhor condição física.
 
Até começámos bem a 2ª parte, com maior intensidade e a jogar mais no meio-campo contrário, mas sofremos o primeiro golo logo aos 51’ num cabeceamento do Barella depois de um centro largo na esquerda. Poderíamos ter igualado pouco depois, mas o Grimaldo não acertou bem na bola, quando estava em óptima posição. O Roger Schmidt fez a substituição habitual com a entrada do David Neres, desta feita para a saída do Florentino. E foram do brasileiro as melhores acções ofensivas que tivemos. No entanto, o Inter Milão nunca deixou de tentar aumentar a vantagem e acabou por conseguir esse desiderato aos 82’, num penalty do entretanto entrado Lukaku, a castigar o braço levantado(!) do João Mário num centro da direita. No último minuto, o Neres isolou o Gonçalo Ramos, mas o remate cruzado deste foi defendido pelo guarda-redes. Foi pena, porque tornaria a nossa tarefa na 2ª mão menos complicada.
 
Em termos individuais, o Morato não comprometeu, assim com o Chiquinho, que foi o mais esclarecido do nosso meio-campo. O Aursnes, à semelhança do CRAC, voltou a fazer um jogo fraquíssimo, o Rafa deitou a 1ª parte fora, mas melhorou na 2ª, e o Grimaldo não atravessa, de facto, a sua melhor fase. O David Neres é inacreditável que não seja titular neste momento, porque é de longe o que está em melhor forma dos da frente.
 
Gostaria de terminar, falando do Roger Schmidt. Já tinha sentido isto com o CRAC e ontem aconteceu outra vez de maneira mais evidente: é incompreensível que encaremos estes jogos com 12 jogadores. Porque todos os outros no banco parece que só estão lá para fazer figura de corpo presente. A rábula ontem das duas substituições aos 92’(!), que acabaram por não acontecer, porque o jogo ia prosseguindo, entra directamente para o nosso anedotário. Eu não me interessa se os titulares têm mais nome e/ou estatuto do que os suplentes, mas todos têm de dar a 100%. E na parte final do jogo de ontem, foi por demais evidente que muitos jogadores estavam de rastos. Não se compreende que não tenham sido substituídos, porque claramente ficámos a perder no confronto físico com o Inter Milão. E não se pode abordar este tipo de partidas sem estarmos, pelo menos, em igualdade física com o adversário.
 
Iremos no sábado a Chaves e qualquer resultado que não a vitória fará perigar a conquista do campeonato. É bom que todos lá dentro tenham noção disso!

segunda-feira, abril 10, 2023

Anjinhos

Perdemos na passada 6ª feira com o CRAC (1-2) na Luz e vimos a nossa vantagem reduzida para sete pontos, a sete jornadas do fim do campeonato. Quando estávamos 10 pontos à frente deles, a jogar em casa, com uma oportunidade de ouro para os afastar de vez da luta pelo título e objectivamente garantir esse mesmo título, voltámos a mostrar todos os defeitos que temos vindo a demonstrar sempre que os defrontamos e o resultado é mais do que justo.
 
Para tornar as coisas ainda piores, começámos a ganhar logo aos 10’(!) com um autogolo do Diogo Costa que viu a bola cabeceada à barra pelo Gonçalo Ramos ressaltar-lhe nas costas e entrar na baliza. Tínhamos as condições ideais para esperar a resposta deles e resolvermos o jogo em transições rápidas. Mas nada disso aconteceu, nunca conseguimos sair a jogar, fomos sempre manietados e vimo-los chegar à igualdade em cima do intervalo (45’) num remate cruzado do Uribe. Revelando uma descontração total, ainda sofremos um segundo golo na compensação(!) num bloqueio mental do António Silva, que deixou o Galeano sozinho, tendo sido salvos pelo VAR por ridículos 6 cm. No entanto, não aprendemos nada com isto e, na 2ª parte, voltámos a fazer erros infantis que resultaram no segundo golo do CRAC pelo Taremi aos 54’. Daí até final, uma mão chega e sobra para contar as oportunidades(?) que tivemos para marcar e nunca deu a sensação de que conseguíssemos lá chegar.
 
Uma série de jogadores fizeram exibições absolutamente horríveis, com o Rafa a voltar a estar totalmente fora dela (tal como em Vila do Conde), o Aursnes e Grimaldo a fazerem as piores exibições de que me lembro, o António Silva irreconhecível e mesmo o Vlachodimos a dever ter feito muito mais no segundo golo. Só o Chiquinho e o Gonçalo Ramos escaparam à mediocridade quase geral.
 
Como já deu para perceber, tenho muito pouca vontade de dissecar o jogo. Manifesto só a minha total INCOMPREENSÃO para o facto de, estando nós 10 pontos atrás ou 10 pontos à frente, jogarmos sempre com um medo cénico injustificável contra eles. Já se sabe que são uma equipa nojenta, bem exemplificado por este comentário que li nas redes sociais “Limpinho! Fomos melhor em tudo. Foi pena não ter sido roubado, dava mais gozo ainda”. É que é exactamente isto! Se não for roubado, as vitórias não lhes sabem da mesma maneira, especialmente se for contra nós! No entanto, há que lhes dar crédito numa coisa: quando nos defrontam, jogam sempre de faca nos dentes, com um empenho excedível e uma agressividade a ultrapassar os limites. E nós, nada! Anjinhos, patinhos, molinhos, uma verdadeira desgraça! N-Ã-O S-E P-E-R-C-E-B-E!!! Eh pá, proponho que, na semana que antecede o jogo contra eles, chamem um de nós, sócios, para lhes dar uma palestra durante 10’. Uma por dia! É suficiente! Mudam os treinadores, mudam os jogadores e é sempre a mesma coisa! Nunca os igualamos em vontade de os esmagar! E isso é inadmissível!
 
Depois, ficamos muito ofendidos por falarem em “salão de festas”...! Os números não mentem: este foi o 20º confronto para o campeonato na nova Luz, eles ganharam nove e nós quatro! Nos últimos seis jogos, perdemos quatro! A época de 2000/01 foi a última em que conseguimos a segunda vitória consecutiva! Há 22 anos, portanto!!! É vergonhoso!
 
Iremos defrontar amanhã o Inter Milão na 1ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, mas o verdadeiro jogo da época é em Chaves no próximo sábado. E não devia ser!

segunda-feira, abril 03, 2023

Sofrido

Vencemos ontem o Rio Ave em Vila do Conde por 1-0 e vamos receber o CRAC na Luz na próxima jornada com uma inédita vantagem (no meu tempo de vida, pelo menos) de 10 pontos sobre eles (também ganharam 1-0 em casa ao Portimonense). Tal como se esperava, foi uma partida bastante difícil, especialmente porque já se sabe que, a seguir às selecções, demoramos sempre algum tempo para readquirir o ritmo que vínhamos exibindo.
 
Demonstrando perceber como se passam as coisas em Portugal, o Roger Schmidt deixou o Florentino no banco, dado que tem quatro amarelos. Entrámos bem na partida e o Rafa teve uma oportunidade soberana de isolar o João Mário logo no início, mas preferiu a jogada individual e só ganhou um canto. Conseguíamos ir desmontando a defensiva do Rio Ave, mas estávamos muito complicativos na altura do último passe, que raramente saiu bem. O Rafa e principalmente o Gonçalo Guedes destacaram-se pela negativa nesse aspecto e, se o primeiro esteve na selecção, o segundo não, mas pareceu que sim, porque apresentou uma lentidão de processos nada habitual. O David Neres voltou a estar na esquerda e o João Mário na direita, quando eu acho que eles rendem mais ao contrário. Um centro da esquerda do David Neres para remate de primeira do Gonçalo Ramos, que o Jhonatan defendeu, terá sido a nossa melhor ocasião, e um remate rasteiro de fora da área do brasileiro deveria ter saído com mais pontaria. Do outro lado, sofremos um calafrio com uma cabeçada ao poste, mas a recarga em fora-de-jogo foi anulada. O nulo ao intervalo castigava a nossa pouca intensidade.
 
A 2ª parte, porém, não poderia ter começado melhor. Fizemos o único golo da partida logo aos 46’ num fuzilamento do Gonçalo Ramos de recarga, depois de um centro do João Mário na direita. Excelente trabalho do nº 20, a passar a bola por entre as pernas de um defesa e a centrar para o ponta-de-lança fazer um primeiro remate interceptado, mas depois com uma velocidade de reacção fantástica a voltar a rematar de primeira sem hipótese para o Jhonatan. A partir daqui, não tivemos engenho nem arte para aproveitar a subida no terreno do Rio Ave para criar perigo em contra-atque e, quando o fizemos por uma vez, o Rafa atirou muito por cima depois de desmarcado pelo João Mário. Ao invés, nos cruzamentos para a nossa área, passámos por alguns calafrios, nomeadamente numa cabeçada do Boateng por cima, quando só tinha o Vlachodimos pela frente. Já nos descontos, foi um remate do Hernâni a colocar à prova o Vlachodimos que defendeu para canto.
 
Em termos individuais, com o golo da vitória, o Gonçalo Ramos merece uma palavra, apesar de ter estado longe de ter feito uma exibição memorável. Quem se exibiu a alto nível foi o Aursnes, a jogar no meio durante grande parte do encontro, o Chiquinho ao seu lado e o Otamendi na defesa. O resto da equipa não passou do mediano, apesar de nunca ter virado a cara à luta.
 
É daqueles jogos que será recordado no futuro pelo mais importante: a vitória. Era essencial chegarmos ao jogo frente ao CRAC mantendo a vantagem que tínhamos, para que em termos anímicos não ficássemos desfavorecidos. Assim, o ónus da partida está todo do outro lado e se é certo de que, sem a vitória, as forças do Mal verão o seu objectivo do título muito comprometido, não faz parte da essência do Benfica jogar para o empate. Assim sendo, poder obter duas vitórias sobre o CRAC na mesma época é algo que não deveremos menosprezar. Termine a temporada como terminar.

quinta-feira, março 30, 2023

Era Martínez na Selecção

Nos primeiros dois jogos da selecção nacional com o novo treinador, Roberto Martínez, derrotámos o Liechtenstein em casa na passada 5ª feira por 4-0 e no domingo fomos ao Luxemburgo golear por 6-0. Ambos os jogos foram da fase de qualificação para o Euro 2024.
 
Só tive oportunidade de ver o primeiro, onde tivemos o mérito de marcar muito cedo (8’) pelo João Cancelo perante uma equipa que nem passou do meio-campo. Na 1ª parte, não tivemos engenho nem arte para aumentar o marcador, mas na 2ª parte lá conseguimos isso através do Bernardo Silva e de um bis do Cristiano Ronaldo (de penalty e de livre directo).
 
Frente ao Luxemburgo, resolvemos a partida também muito cedo, porque aos 18’ já estávamos a ganhar por 3-0 e fizemos o 4º golo aos 31’ (bis do Cristiano Ronaldo, João Félix e Bernardo Silva). Na 2ª parte, já na parte final, o Otávio e o Rafael Leão fizeram o resultado final.
 
Para além de ter mudado o esquema táctico da selecção para 3-4-3, ainda não deu para ver grande coisa do Roberto Martínez dado que os adversários eram bastante fracos. Mas pareceu que os jogadores estavam mais soltos do que no passado. E isso é positivo.

segunda-feira, março 20, 2023

Dez pontos

Goleámos o V. Guimarães no sábado por 5-1 e, com o empate ontem na Pedreira entre o Braga e o CRAC (0-0), aumentámos a vantagem para 10 pontos para o 2º lugar (e 12 para o 3º). Foi obviamente um fim-de-semana de luxo (roubando a expressão ao nosso treinador)!
 
Em relação ao onze anterior, saiu o castigado Aursnes e reentrou o recuperado da gripe, Rafa. Mesmo estando a defrontar o 5º classificado, entrámos a todo o gás e praticamente resolvemos o jogo na 1ª parte. Inaugurámos o marcador logo aos 13’ numa cabeçada à ponta-de-lança do Gonçalo Ramos a corresponder muito bem a uma assistência também de cabeça do Rafa, depois de um centro do David Neres na esquerda. Pouco depois, uma abertura brilhante do Chiquinho desmarcou o Rafa que, perante a saída do guarda-redes Celton Biai, rematou em arco, mas a bola saiu ao lado da baliza. Logo a seguir, foi o Gonçalo Ramos a não conseguir aproveitar um alívio de cabeça do guarda-redes de fora da área, com um balão pouco depois do meio-campo que saiu ao lado. Mas aos 28’ fizemos finalmente o 2-0 através de um penalty do João Mário a castigar derrube pelas costas ao Rafa. O terceiro golo esteve próximo numa bola parada, mas a cabeçada do Otamendi foi ao poste e o António Silva no desenrolar da jogada atirou também de cabeça à figura do guarda-redes praticamente na pequena-área. No entanto, o 3-0 surgiu mesmo aos 36’ na melhor jogada da partida, com um contra-ataque venenoso desde a defesa em que participaram o David Neres, Rafa e Gonçalo Ramos, que assistiu o João Mário para picar a bola sobre o guarda-redes à sua saída. Um golão!
 
A 2ª parte foi muito mais calma, porque nós abrandámos o ritmo e o V. Guimarães não teve grande arte para nos colocar problemas na defesa, apesar de logo no recomeço um remate cruzado ter colocado o Vlachodimos finalmente à prova. Nós respondemos igualmente com perigo num livre lateral do Grimaldo, em que um defesa desvia quase para golo antecipando-se ao Gonçalo Ramos. No entanto, só fizemos o 4-0 aos 69’ num autogolo do Dani Silva depois de uma jogada em que participaram o Rafa e o João Mário, que centrou para a bola ressaltar neste jogador, indo na direcção da baliza, sendo cortada sobre a linha por um defesa para voltar a bater no Dani Silva e entrar! Incrível! A 15’ do fim, o Roger Schmidt começou a rodar a equipa e a saída do Florentino notou-se logo, porque o V. Guimarães reduziu aos 79’ através do André Silva, depois de um cruzamento da esquerda. Mas ainda fomos a tempo da mão-cheia de golos, num cruzamento do David Neres depois de um canto, em que o Musa tenta cabecear para a baliza, mas a bola sai tortíssima e transforma-se numa assistência para o António Silva também de cabeça atirar lá para dentro.
 
Em termos individuais, destaque para o João Mário, com novo bis, para o Gonçalo Ramos, com um golo e uma assistência, para o Florentino, que foi a vassoura do costume no meio-campo (e salvou-se do amarelo, mas terá de ter cuidado em Vila do Conde para não ficar de fora contra o CRAC) e para o David Neres, que apesar de não ter feita uma exibição de encher o olho, também participou em dois golos.
 
Iremos ter agora a pausa para as selecções, em que fico sempre com o coração pequenino por causa de eventuais lesões. Claro que fiquei contente com o alargamento da vantagem, mas aquele falhanço do Pizzi na Pedreira no último lance do jogo tirou-me a euforia que teria, caso o CRAC tivesse perdido. Faltam nove jogos e precisamos de ganhar seis para sermos campeões. É aquilo que tem de estar na nossa cabeça, porque nesta altura ninguém mais pode ganhar o campeonato. Só nós o poderemos perder...
 
P.S. – Realizou-se na passada 6ª feira o sorteio para os quartos-de-final e meias-finais da Liga do Campeões. Iremos defrontar o Inter Milão e, se passarmos, o vencedor do Milan – Nápoles. Está esparramado por este blog inteiro o meu crónico pessimismo (só com 3-0 a 5’ do fim é que eu acho que temos algumas possibilidades de ganhar o jogo...), mas até tremo só de pensar nisto, com medo que dê azar. Em termos teóricos é muito simples: com os tubarões Real Madrid, Manchester City e Bayern Munique do outro lado do sorteio e com o que estamos a jogar este ano, será difícil termos no futuro tão boas condições para voltarmos a uma final da Liga dos Campeões. Há só um pequeno pormenor: temos de o provar em campo.

segunda-feira, março 13, 2023

Poderoso

Vencemos o Marítimo no Funchal por 3-0 e manteve-se tudo igual na frente, porque os outros três também ganharam (o CRAC 3-2 em casa frente ao Estoril, o Braga 4-0 em Vizela e a lagartada 3-0 em casa ao Boavista). Para a semana, haverá um Braga – CRAC que inevitavelmente irá trazer alterações à classificação.
 
Sem o Rafa, com gripe, e o Gonçalo Gudes, que teve de ter operado ao joelho (que sorte a nossa...!), e com um adversário temível, como é o Sr. Fábio Veríssimo, confesso que estava bastante apreensivo com este jogo. O Roger Schmidt fez o óbvio, que foi colocar o David Neres no lugar do nº 27. Durante os primeiros 10’, o Marítimo ainda conseguiu passar do meio-campo, mas daí até final o jogo foi todo nosso. O João Mário começou por se evidenciar pela negativa, com dois falhanços incríveis, sozinho na área, a atirar a bola por cima da barra em ambos os casos. Mas o maior falhanço do João Mário viria à passagem da meia-hora, com um penalty, a castigar falta sobre o Aursnes, a ser atirado também para as nuvens. Pouco depois, foi o David Neres a ver um remate seu na pequena-área ser defendido(!) pelo guarda-redes Marcelo Carné. Depois de uma 1ª parte deste calibre, seria muito frustrante ir para o intervalo a zeros, mas felizmente já em tempo de compensação inaugurámos o marcador através do David Neres, a desviar para a baliza um centro da direita do João Mário, depois de uma jogada de insistência da sua parte. Pela maneira com o nosso banco festejou este 1-0, percebeu-se bem a importância de irmos para o intervalo na frente do marcador. E a vantagem até poderia ter sido maior, porque o Marcelo Carné conseguiu ir buscar uma bola rematada pelo Grimaldo ao canto da baliza, mesmo antes do apito para o intervalo.
 
Na 2ª parte, não abrandámos o ritmo e conseguimos resolver a partida em pouco tempo. Aos 50’, fizemos o 2-0 numa jogada colectiva com o Aursnes a abrir na esquerda no Grimaldo, este a centrar largo, o Gonçalo Ramos e o guarda-redes a não conseguirem chegar, e a bola a sobrar para o João Mário marcar, já de ângulo difícil. Sete minutos depois, a partida ficou fechada com o 3-0 num bis do David Neres, depois de um contra-ataque maravilhoso com a participação do Aursnes, Grimaldo e Neres, com o brasileiro a marcar de pé direito, depois de uma assistência de calcanhar do espanhol. A partir daqui, com o jogo praticamente decidido, baixámos o ritmo e o Marítimo cresceu um pouco, até por causa das substituições. No entanto, acabaram por nunca colocar o Vlachodimos verdadeiramente à prova. Quanto a nós, só começámos a mexer na equipa dentro dos últimos 10’ minutos e os dois nórdicos (Tengstedt e Schjelderup) estrearam-se finalmente. Poderíamos ter conseguido uma goleada, mas o também entretanto entrado João Neves permitiu a mancha do guarda-redes, quando estava isolado, e o Schjelderup perdeu muito tempo de remate, quando só tinha um defesa pela frente.
 
Em termos individuais, se é certo que o David Neres marcou um bis e qualquer destaque não pode deixar de passar por ele, o Aursnes encheu o campo e esteve em muitos dos nossos lances perigosos, com assistências que só não deram golo devido a alguma inépcia do João Mário & Cia. João Mário, esse, que apesar de três falhanços clamorosos, conseguiu entrar na ficha do jogo com um golo e uma assistência. Mixed feelings acerca disto. O Gonçalo Ramos não marcou, mas nunca pára quieto durante o jogo. A defesa não teve muito trabalho e resolveu quando foi preciso. Quanto aos nórdicos, estiveram muito pouco tempo em campo, mas deu para ver que o Schjelderup ainda está um pouco verde (salvo seja!).
 
Foi uma resposta categórica num campo complicado e depois de saber que o 2º e 3º classificado tinham ganho. Não nos desconcentrámos com a quantidade de falhanços no início, nem com o penalty para as nuvens. E até ao apito final fomos tentando aumentar a vantagem, naquilo que tem sido a nossa imagem de marca esta época. Iremos receber o V. Guimarães no próximo sábado, sem o Aursnes que viu o 5º amarelo. Será uma baixa de peso, mas espero que a consigamos ultrapassar.

quinta-feira, março 09, 2023

Recital

Goleámos o Club Brugge por 5-1 na passada 3ª feira e, pelo segundo ano consecutivo, qualificámo-nos para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Foi uma exibição de gala, em que não demos a mínima hipótese ao adversário.
 
O Roger Schmidt voltou à versão mais conservadora e fez regressar ao onze o Chiquinho, tirando o David Neres. No entanto, apesar disto, entrámos a todo o gás e colocámos a bola na baliza logo aos 2’, mas infelizmente o Gonçalo Ramos estava fora-de-jogo, o que inviabilizou um magnífico golo de calcanhar do João Mário. Na primeira metade da 1ª parte, o Brugge ainda respondeu, mas sem nunca colocar verdadeiramente à prova o Vlachodimos, enquanto nós tivemos duas claríssimas oportunidades pelo Florentino e João Mário, mas a bola foi inacreditavelmente ao lado na primeira e um defesa safou sobre a linha na segunda. Festejámos finalmente aos 38’ num grande golo do Rafa, a desviar com classe do Mignolet, depois de assistência do Gonçalo Ramos. Em cima do intervalo, demos a machadada final na eliminatória com o 2-0, num golão do Gonçalo Ramos, que tirou três adversários do caminho na grande-área, antes de atirar para o fundo das redes.
 
Ao intervalo, o treinador do Brugge tirou o melhor jogador (Noa Lang), porque já tinha um amarelo, e os belgas deixaram de existir de vez. Uma das grandes vantagens do Benfica desta temporada é que só deixa de procurar a baliza contrária quando o árbitro apita para o final da partida. Apesar de já estar tudo decidido, fomos sempre tentando marcar e conseguimo-lo novamente aos 57’ num bis do Gonçalo Ramos a aparecer de rompante na área depois de um cruzamento do Grimaldo na esquerda. Chegou a altura das substituições e o Yaremchuk deve direito a uma bonita ovação quando saiu no Brugge. Do nosso lado, saíram o Bah e o Chiquinho e entraram o David Neres e o Gilberto. E foi o lateral-direito a ser ceifado na área aos 71’, proporcionando ao João Mário outro penalty vitorioso (enganou o guarda-redes, que teria defendido se tivesse adivinhado o lado...). Ainda pensei que o Roger Schmidt fosse estrear os nórdicos, mas quem entrou foi o João Neves e o Morato, que terá de substituir o castigado Otamendi na 1ª mão dos quartos-de-final. Aos 77’, o João Neves fez uma abertura para o David Neres fazer o 5-0, num remate rasteiro de pé esquerdo, que o fiscal-de-linha começou por anular por pretenso fora-de-jogo, decisão que foi revertida pelo VAR. Até final, ainda tivemos de levar o golinho sofrido do costume neste tipo de jogos, aos 87’, quando deixámos o Meijer sozinho na esquerda para marcar um golão ao ângulo da baliza do Vlachodimos.
 
Com dois golos e uma assistência, o Gonçalo Ramos foi obviamente o homem do jogo, razão pela qual o Rafa cedeu-lhe o prémio que a Uefa lhe deu. Rafa, esse, que também esteve bem, a deixar-nos água na bocacom a perspectiva de estar a voltar à sua forma pré-lesão. O Florentino esteve ao seu nível no meio-campo e o Chiquinho, neste momento, está melhor do que o Aursnes na posição 8. Na defesa, foi pena o Otamendi ter levado um amarelo que o vai fazer sentar-se na bancada no primeiro jogo dos quartos-de-final.
 
O sorteio só irá acontecer na 6ª feira da próxima semana, mas tirando três tubarões (Manchester City, Bayern e Real Madrid) e um tubarãozinho (Nápoles), sinceramente acho que teremos boas hipóteses de competir por um lugar nas meias-finais. Mas antes disso, teremos de volta o campeonato, onde não nos podemos desconcentrar, porque a vantagem que temos é importante para gerir esta carga de jogos de grande intensidade. 

segunda-feira, março 06, 2023

Incerteza

Vencemos o Famalicão por 2-0 na passada 6ª feira e mantivemos a distância para os perseguidores, que também venceram todos (o CRAC 3-1 em Chaves, o Braga 2-0 em casa frente ao Rio Ave e a lagartada 1-0 em Portimão). É o terceiro jogo consecutivo em que ganhamos por dois golos, mas em que a vitória só fica assegurada no tempo de compensação. Portanto, tem sido sofrimento até ao fim.
 
Perante uma equipa bem organizada na defesa e com as baixas do Chiquinho e Gonçalo Guedes, ambos por lesão, tivemos bastantes dificuldades em criar perigo durante praticamente todo o jogo. A primeira oportunidade (e única durante os 90’) até acabou por ser do Famalicão, com um remate de fora-da área do Sanca que não sei se o Vlachodimos conseguiria defender, caso fosse à baliza. Do nosso lado, houve um remate do David Neres à entrada da área que saiu ao lado e o golo aos 36’ numa boa abertura do Otamendi para o Grimaldo e este a conseguir (à segunda) centrar para o Gonçalo Ramos atirar de primeira, de pé esquerdo, sem hipóteses para o Luiz Júnior. Foi um golo um pouco caído do céu, porque honestamente não estávamos assim tanto a justificá-lo.
 
Na 2ª parte, conseguimos criar mais perigo com rês remates de fora da área pelo Grimaldo, David Neres e Gonçalo Ramos, mas só este obrigando o guarda-redes a uma boa defesa (embora me tivesse parecido na televisão que a bola não ia à baliza). A melhor oportunidade foi uma cabeçada do Rafa ao poste até que aos 93’ selávamos finalmente a vitória com novo golo do Gonçalo Ramos, de recarga, a um remate do Grimaldo que o Luiz Júnior não conseguiu agarrar. Parece pouco, mas nada de mais relevante se passou. No entanto, não deixa de ser relevante termos sido bastante eficazes sobre o ponto de vista defensivo, porque não deixámos o Famalicão criar perigo nenhum.
 
Em termos individuais, óbvio destaque para o bis do Gonçalo Ramos, que recuperou a liderança dos melhores marcadores com 15 golos. O Rafa pareceu melhorzinho na 1ª parte em relação a jogos anteriores, mas ainda está longe da forma que estava a evidenciar antes da lesão. O Otamendi foi imperial na defesa e o Grimaldo teve participação activa nos dois golos. O Florentino voltou a ser importante a recuperar bolas no meio-campo, mas o Aursnes já esteve em melhor forma. Com as duas ausências referidas por lesão, não tivemos foi banco à altura, razão pela qual só fizemos a primeira substituição bem dentro dos dez minutos finais.
 
Amanhã regressa a Champions com a 2ª mão dos oitavos-de-final frente ao Brugge. Depois de um 2-0 fora, tudo o que não seja qualificarmo-nos para os quartos-de-final seria uma trágica surpresa, mas teremos de estar bastante concentrados, porque se por acaso sofrermos um golo primeiro a eliminatória fica de novo em aberto.

segunda-feira, fevereiro 27, 2023

Complicado

Vencemos no sábado em Vizela por 2-0 e, com a magnífica vitória do Gil Vicente ontem em Mordor (2-1, com o CRAC a terminar com nove jogadores e ainda a sofrer um penalty contra; deve estar para cair um meteorito na Terra...!), aumentámos a vantagem para eles para oito pontos (o Braga e a lagartada só jogam hoje).

 

O Roger Schmidt fez entrar o David Neres e o Gonçalo Guedes para o onze inicial, tendo remetido o Rafa e o Chiquinho para o banco. E, de facto, entrámos bem na partida, remetendo o Vizela ao seu meio-campo durante os minutos iniciais. O Guedes foi dos mais interventivos em campo, embora nem sempre tenha tomado as melhores decisões. Foram dele os primeiros remates perigosos, com o Gonçalo Ramos a ter igualmente outra oportunidade num remate interceptado por um defesa. A partir dos 15’, o Vizela equilibrou as coisas e até teve a melhor oportunidade, com um erro do António Silva a atrasar uma bola muito difícil para o Vlachodimos e este a dominar ainda pior de peito, tendo a bola ficado à mercê de um avançado, que conseguiu atirar por cima quando tinha a baliza à disposição. Antes disso, o nosso guardião tinha sido importante ao defender com o pé uma bola que entraria na baliza. Uma boa jogada do Grimaldo foi mal resolvida pelo próprio, quando rematou já na área de pé direito com os Gonçalos ao lado, até que aos 38’ inaugurávamos o marcador, num contra-ataque muito rápido conduzido pelo Guedes, com a bola a sobrar para o David Neres, que depois assistiu o João Mário na área para um remate que ainda desviou num defesa e foi tocado pelo guarda-redes, mas o que interessou foi que entrou...!

 

Na 2ª parte, esperava-se uma exibição mais bem conseguida da nossa parte, mas nada disso sucedeu. Antes pelo contrário. O Vizela foi muito mais agressivo do que nós na disputa dos lances e ganhou a maioria das segundas bolas. Ainda tivemos um remate do Neres à figura no reinício, mas depois sofrermos bastante, porque nunca tivemos engenho para reter a bola e a fazer circular. Num livre em que estávamos a dormir, o Vlachodimos defendeu um remate cruzado que ia na direcção da baliza, mas a melhor oportunidade dos vizelenses, com um duplo remate aos ferros pareceu-me nitidamente fora-de-jogo no primeiro deles (com a Sport TV a ter a habilidade de nunca mostrar uma repetição para esclarecer esse facto...!). O Vizela fartava-se de protestar com cada decisão contrária do árbitro e reclamou um pretenso penalty do Bah, mas, apesar de haver um encosto do nosso jogador, sinceramente não vi onde é que ele terá pisado o adversário. O Chiquinho entrou aos 60’ para o lugar do Guedes e isso ajudou a estabilizar o nosso meio-campo, mas mesmo assim só com as entradas do Rafa e Musa já bem dentro dos 10’ finais voltámos a aproximarmo-nos da grande área contrária, o que foi igualmente ajudado pelo segundo amarelo a um defesa contrário. Já no período de compensação, o Grimaldo foi derrubado na área e o João Mário, desta feita, não falhou o penalty, apesar de ter atirado rasteiro (bastava o guarda-redes ter adivinhado o lado que...). Até final, ainda vimos o nosso treinador ser expulso por ter devolvido uma garrafa da água para a bancada, que lhe tinha sido atirada...!

 

Em termos individuais, destaque para novo bis do João Mário, que assim assumiu a liderança dos melhores marcadores com 14 golos. De resto, mais ninguém se destacou e, aliás, até houve pêndulos da equipa que estiveram muito abaixo do seu nível, como, por exemplo, o Aursnes.

 

Se formos felizes no final da temporada, estes dois jogos com o Vizela serão dois capítulos incontornáveis para esse desenlace. Dependendo do resultado hoje do Braga em Guimarães, logo veremos se ficamos com sete ou oito pontos de diferença para o segundo classificado. É certo que ainda estamos muito longe de final, mas esta é obviamente uma vantagem importante.

terça-feira, fevereiro 21, 2023

A ferros

Vencemos ontem o Boavista na Luz por 3-1 e mantém-se tudo igual na frente do campeonato, porque os outros três também já tinham vencido (o CRAC 1-0 em casa ao Rio Ave, com os vila-condenses a falharem inúmeras oportunidades...(!), o Braga 2-0 em casa ao Arouca e a lagartada 3-2 em Chaves). Portanto, mantemos os cinco, sete e 15 pontos de vantagem, respectivamente. No entanto, quem só olhe para o resultado fica longe de perceber que este foi um dos nossos jogos mais difíceis desta temporada.

Já se sabe que a jornada a seguir às competições europeias é sempre problemática, mas, sinceramente, com cinco dias de intervalo entre os jogos, pensei que conseguíssemos superar esse facto. Puro engano. Alinhámos quase com a mesma equipa da Bélgica, somente com o Gilberto no lugar do Bah (castigado), mas essa estratégia não se revelou a mais correcta, porque o Boavista limitava-se a defender e, com o João Mário e Aursnes nas alas, não tínhamos ninguém rompedor, até porque o Rafa ainda não voltou à forma que tinha pré-lesão. Portanto, a 1ª parte foi completamente desperdiçada e só chegámos duas vezes à baliza contrária: logo no início o Rafa, em boa posição, rematou cruzado ao lado e, em cima do intervalo, o Gonçalo Ramos teve um cabeceamento que poderia ter sido mais potente, porque estava quase me cima da linha de golo e permitiu a defesa do Bracalli.

Era inevitável o Roger Schmidt alterar as coisas após o intervalo e entrou o David Neres para o lugar do apagado Florentino. Melhorámos quase instantemente e empurrámos os axadrezados para a sua grande-área. O Rafa e o Gonçalo Ramos ficaram a pedir penalty em duas jogadas, o David Neres em excelente posição permitiu a defesa do Bracalli, mas aos 55’ finalmente inaugurámos o marcador: cruzamento do Grimaldo na esquerda, cabeçada do Rafa para nova defesa do Bracalli, mas a bola sobrou para o Gilberto que, na recarga, inaugurou o marcador. O estádio explodiu de alegria, porque sentiu que a muralha axadrezada estava difícil de ser derrubada. Infelizmente, foi sol de pouca dura, porque três minutos depois, permitimos a igualdade no primeiro(!) remate do Boavista: centro rasteiro da esquerda e o Yusupha de primeira não deu hipóteses ao Vlachodimos. Foi um balde de água fria que a equipa e o estádio sentiram, e demorámos um bocado a recompormo-nos. Tivemos uma chance caída do céu, com um penalty de VAR a castigar pisão sobre o Rafa, mas o João Mário, que tinha tido bastante sorte nos últimos penalties que marcou, viu essa mesma sorte acabar-se e, com um remate muito fraco e denunciado, permitiu a defesa do Bracalli, tendo o Rafa na recarga rematado também muito mal proporcionando nova defesa ao guardião brasileiro. Estávamos a 20’ do fim e eu estava a ver o caso muito mal parado. Cinco minutos depois entrou o Gonçalo Guedes para o lugar do Rafa e demos novo safanão na partida. Esta nova investida deu frutos aos 82’ num golão do Gonçalo Ramos: o Gilberto está de novo numa jogada de golo, neste caso assistindo o Ramos, que partiu os rins a um defesa e rematou de bico, desviando a bola do alcance do guarda-redes. Foi o delírio no estádio, porque toda a gente percebeu a importância de não escorregarmos nesta altura, quando todos os outros tinham ganho. O Ramos saiu pouco depois para entrar o Musa, tendo o esgotado Gilberto também sido substituído pelo Lucas Veríssimo, com o António Silva a passar para a lateral-direita. Uma das grandes vantagens do Benfica desta época é que não defende resultados, portanto continuámos a jogar para a frente e o Gonçalo Guedes teve um remate muito intencional, que ainda tocou no poste. No entanto, fomos mesmo premiados com o terceiro golo aos 92’ num cruzamento do João Mário para bom cabeceamento do Musa. Num dos últimos lances da partida, o Vlachodimos fez a sua única defesa.

Com um golo e uma assistência, é impossível não destacar o Gilberto, embora, no restante tempo, tenha estado longe de fazer uma boa exibição, provavelmente consequência de já não ser titular há uma série de tempo. O Gonçalo Ramos também passou um pouco ao lado do jogo, mas foi decisivo quando foi necessário. O Aursnes melhorou bastante quando passou para o meio na 2ª parte e o David Neres foi fundamental para abanar a estrutura defensiva do Boavista. Uma última palavra para dizer que o António Silva não pode jogar na lateral-direita. Bem sei que o Gilberto rebentou, mas tivemos alguns calafrios por aquele lado na parte final da partida.

Depois de, em temporadas anteriores, termos passado por isto e isto, confesso que ontem temi bastante uma nova reedição daqueles jogos. Felizmente isso não aconteceu e, se formos felizes no final da época, sabemos que este jogo terá sido muito importante para isso.

sexta-feira, fevereiro 17, 2023

Sabor a pouco

Vencemos em Brugge na passada 4ª feira por 2-0 e estamos muito bem lançados para nos qualificarmos para os quartos-de-final da Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo. Seria um feito considerável que, sinceramente, já não me lembro quando foi a última vez que alcançámos. No entanto, perante o que se viu, foi um resultado lisonjeiro para os belgas, que deveriam ter saído da partida com a eliminatória já perdida.

Apesar de ter dito na véspera que o Rafa e o Gonçalo Ramos não estavam a 100%, o Roger Schmidt colocou-os a titular em detrimento do Gonçalo Guedes e David Neres. Tivemos logo uma oportunidade no começo do jogo, com um desvio de cabeça do Gonçalo Ramos que não deveria ter saído à figura. No entanto, durante os 15’ seguintes, foram os belgas a criarem-nos dificuldades e a empurrarem-nos para o nosso meio-campo. Reequilibrámos a contenda a meio da 1ª parte, com excelentes chances de marcar pelo António Silva de cabeça e pelo Aursnes em boa posição, mas ambos os remates não atingiram a baliza. Todavia, a nossa maior oportunidade foi num remate do Rafa à quina da baliza, depois de ser desmarcado pelo Chiquinho na sequência de um livre. Em cima do intervalo, os belgas colocaram a bola na baliza, mas o marcador estava em fora-de-jogo.

 

A 2ª parte começou com um grande falhando do Gonçalo Ramos, que desviou ao lado depois de um livre, quando estava completamente desmarcado. Porém, redimiu-se aos 51’ ao antecipar-se a um defesa e sofrer uma falta indiscutível. O João Mário aproveitou para fazer o 1-0 de penalty, tendo tido alguma sorte dado que a bola ainda foi defendida pelo guarda-redes para a barra antes de entrar na baliza. Aos 65’, o Schmidt trocou de avançados e a nossa produção melhorou, porque nem o Rafa nem o Gonçalo Ramos estão na forma que já exibiram este ano. Dominávamos completamente, mas só conseguimos marcar o 2-0 aos 88’ noutro erro da defesa do Brugge, bem aproveitado pelo David Neres com um remate cruzado de pé esquerdo, sem hipóteses para o guarda-redes. Já na compensação, foi o Gonçalo Guedes a rematar com violência de fora da área, mas a bola passou ao lado do poste.

 

Em termos individuais, destaque para o bom jogo do Aursnes descaído sobre a esquerda, para o facto de o Chiquinho continuar a cumprir bastante satisfatoriamente na posição do Enzo, e para o João Mário, que, mesmo não sendo de grandes correrias, mantém muito bem a posse de bola. Nesta altura, parece-me que o Gonçalo Guedes e o David Neres estão melhores do que o Rafa e o Gonçalo Ramos, razão pela qual a titularidade deveria passar por eles.

 

Foi pena não teremos aproveitado para resolver já a eliminatória, até porque poderíamos ter feito a gestão dos amarelos para os limpar, mas a 2ª mão só será daqui a três semanas, pelo que até lá temos de nos concentrar no campeonato. Iremos receber o Boavista na 2ª feira e espero que esta nossa boa fase possa continuar.

sexta-feira, fevereiro 10, 2023

INFAME

Uma extraordinária exibição do Sr. Tiago Martins e do VAR Sr. Fábio Melo eliminou-nos da Taça de Portugal ao perdermos nos penalties (4-5) com o Braga na Pedreira, depois de 1-1 nos 120’. Aliás, foram precisos estes reforços de peso para nos conseguirem derrotar, dado que enquanto houve igualdade numérica fomos indiscutivelmente a melhor equipa e subjugámos o Braga.
 
Não me apetece muito falar deste jogo, porque quando somos CLAMOROSAMENTE ROUBADOS desta forma vil todas as considerações sobre o futebol jogado passam necessariamente para segundo plano. Com a mesma equipa que defrontou o Casa Pia e o Rafa e Gonçalo Ramos no banco, entrámos muito fortes e inaugurámos o marcador aos 15’, numa cabeçada do Gonçalo Guedes na sequência de um centro do David Neres depois de um canto curto. Dominávamos claramente a partida e pouco depois o mesmo Gonçalo Guedes leva um toque no pé de apoio quando se ia virar na área, mas claro que para dois LADRÕES encartados como o Sr. Tiago Martins e o Sr. Fábio Melo não foi nada e nem valeu a pena ir ver as imagens... Aos 31’ o Bah tornou a fazer uma idiotice enorme em Braga, desta vez pisando o tornozelo do Pizzi e indo naturalmente para a rua. Aí já o VAR Sr. Fábio Melo soube chamar o Sr. Tiago Martins para ir ver...! Desconcentrámo-nos com a expulsão e o Braga não demorou muito a empatar, aos 36’, também num canto, com o Al Musrati a desviar ao segundo poste sem nenhuma marcação. O Roger Schmidt, aquando da expulsão, tirou (e mal) o Gonçalo Guedes para colocar o Gilberto na lateral direita. Deveria obviamente ter saído o David Neres, que não tem perfil nenhum para andar a dar luta aos defesas. A situação foi corrigida ao intervalo, tendo entrado o Gonçalo Ramos.
 
Na 2ª parte, apesar de estarmos com menos um, conseguimos equilibrar as coisas e o Braga nunca conseguiu criar grande perigo, tirando dois remates dos Horta bem defendidos pelo Vlachodimos. Até que aos 53’, os Srs. Tiago Martins e Fábio Melo coroaram a sua magnífica exibição com um lance só ao alcance dos predestinados: o Racic pisa o Aursnes da mesma maneira que o Bah fez ao Pizzi, mas num verdadeiro golpe de asa aqueles dois senhores mostraram... amarelo! A razão é muito simples: o jogador em causa não tinha a camisola do Benfica vestida. Ora, como a missão destes dois GATUNOS foi roubarem-nos a possibilidade de seguirmos em frente na Taça, não se poderiam dar ao luxo de deixar o jogo em igualdade numérica, porque nós já tínhamos demonstrado ser muito mais fortes do que o adversário nessas circunstâncias. Lances iguais, decisões diferentes, se isto não é ESPOLIAÇÃO evidente, digam-me o que é, por favor. Até terminar a partida, ainda deu para expulsar também o Morato com um segundo amarelo já em cima dos 120’, o que foi relativamente fácil dado que o primeiro foi mal mostrado...
 
Nos penalties, todos marcaram, excepto o Aursnes, que marcou de um modo igual ao que tinha feito frente ao Portimonense, também defendido pelo guarda-redes. Foi pena, porque o norueguês, juntamente com o João Mário, foi dos nossos melhores jogadores. Mas, no geral, toda equipa se bateu muito bem em condições muito difíceis.
 
Tal como as épicas roubalheiras de Isidoro Rodrigues no célebre Varzim – Benfica de 2001/02, ou esta de 2010/11, o jogo de ontem teve o condão de me tirar do sério e ficar fora de mim. É que, quando é clarinho como a água que estamos a ser ASSALTADOS à vista de todos, a indignação é difícil de conter. Concordo plenamente com as declarações do Rui Costa no final e espero que nunca deixemos de denunciar arbitragens tão MISERÁVEIS como esta.

segunda-feira, fevereiro 06, 2023

Irrepreensível

Vencemos o Casa Pia no sábado na Luz por 3-0 e mantivemos a distância para o Braga e CRAC, qua também ganharam em casa (4-1 ao Famalicão e 2-0 ao Vizela, respectivamente). Perante a equipa-sensação do campeonato, num fantástico 5º lugar, e novamente desfalcados do Rafa e Gonçalo Ramos, demos uma óptima resposta e fizemos uma partida muito inteligente.
 
Entrámos novamente bem no jogo, extremamente pressionantes e o Casa Pia mal saía do seu meio-campo. Tivemos uma grande ocasião logo no início, mas o João Mário atirou incrivelmente por cima quando estava em boa posição. Pouco depois foi o David Neres a ver um remate seu desviado por um defesa e quase enganava o guarda-redes Ricardo Baptista, que, uns instantes depois, defendeu por instinto um calcanhar do Gonçalo Guedes. Aos 35’, inaugurámos finalmente o marcador, numa excelente abertura do Grimaldo para a desmarcação do David Neres, centro atrasado deste para o João Mário atirar sem hipóteses para o guarda-redes. Conseguíamos desbloquear o resultado e ainda aumentámos a vantagem aos 43’, com um bis do João Mário de carrinho a corresponder bem a um centro do Grimaldo na esquerda, depois de uma boa abertura do Chiquinho para o espanhol.
 
Na 2ª parte, o Casa Pia foi mais afoito, mas nós fizemos uma exibição quase perfeita em termos defensivos, praticamente sem lhes darmos hipóteses de criar perigo. Um remate, e mesmo assim torto, do japonês Soma foi a excepção. Do nosso lado, iam avolumando-se as oportunidades, com o Aursnes em boa posição de cabeça a atirar ao lado e um remate de longe do Neres, que não passou muito longe, até que aos 71’ acabámos com todas as dúvidas, ao fazer o 3-0 numa jogada de costa a costa do Bah, que terminou com um remate de pé esquerdo de fora da área, ligeiramente desviado por um defesa, sem dar hipóteses ao guarda-redes. Até final, ainda poderíamos ter aumentado a vantagem com outro desvio de cabeça do Aursnes ao lado, quando seria o culminar perfeito da provavelmente melhor jogada da partida, com o entretanto entrado Rafa a permitir a mancha do guarda-redes e com o Grimaldo, num pontapé de primeira de ressaca à entrada da área, a quase marcar o golo do campeonato, mas a bola passou a rasar o poste!
 
Em termos individuais, óbvio destaque para o João Mário, com o segundo bis consecutivo que o fez igualar o Gonçalo Ramos nos melhores marcadores, para o Chiquinho, que está a aproveitar muito bem a oportunidade no lugar do Enzo que ficou vago, e para o Otamendi, que foi uma parede defensiva e muito responsável pela parca produção atacante do Casa Pia. Mas, em geral, toda a equipa se apresentou num nível muito elevado, sempre pressionante e a recuperar a bola muito rapidamente, numa exibição quase perfeita em termos tácticos. Faltou só a faltar mais um ou dois golinhos para ser uma das melhores desta temporada.
 
Iremos agora a Braga na próxima 5ª feira para a importantíssima eliminatória da Taça de Portugal. Depois de termos lá levado uma banhada para o campeonato, está na hora da vingança, até porque a conquista deste troféu é igualmente crucial (e recordo pela enésima vez o nosso vergonhoso histórico de três taças de Portugal ganhas nos últimos 25 anos...!)
 
P.S. – Antes do jogo, houve a despedida do André Almeida, depois de 12 anos e 12 títulos com a gloriosa camisola. ATÉ QU’ENFIM que fazemos uma despedida como deve ser a um jogador que foi marcante no clube e nos ajudou a conquistar muitos troféus! Antes dele, só o Jonas e o Rui Costa tiveram direito a algo semelhante, o que é ABSOLUTAMENTE incompreensível. Jogador com história no clube TEM DE se despedir dos adeptos antes de um jogo, para poder sentir o carinho e o agradecimento de todos nós! Não é difícil perceber isto quando se gosta de futebol e se entende o jogo! Não basta uma entrevista à BTV e ‘tá feito! Assim de cabeça, Luisão, Cardozo, Fejsa, Jardel e Salvio, todos eles deveriam ter tido tratamento semelhante. Espero que isto mude doravante e que esta despedida do André Almeida faça jurisprudência!

quinta-feira, fevereiro 02, 2023

Categórico

Vencemos em Arouca na passada 3ª feira por 3-0 e temos agora, com mais um jogo, o 2º classificado a oito pontos (o CRAC ganhou no Marítimo por 2-0), porque o Braga foi goleado na lagartada (0-5) e ficou neste momento a dez. No dia em que vimos o Enzo Fernández tornar-se o médio mais caro de sempre e a maior transferência da história da Premier League, demos uma boa resposta num campo difícil.
 
Para além da falta do argentino, também não tivemos o Rafa e o Gonçalo Ramos por lesão. Com três titulares indiscutíveis de fora e perante uma equipa que está a fazer um bom campeonato, tinha bastante receio desta partida. O Gonçalo Guedes e o David Neres jogaram na frente, o que revela igualmente a (não) confiança no Musa, que ficou no banco. No entanto, a nossa resposta foi muito boa, porque entrámos bastante pressionantes, como tem sido habitual ao longo da temporada, e o Arouca mal teve tempo para passar do meio-campo nos primeiros minutos. Todavia, não criámos grande situações de golo, porque eles se fecharam sempre bem lá atrás. Um desvio do Gudes ao primeiro poste, cortado por um defesa, foi a nossa melhor ocasião, antes de inaugurarmos o marcador aos 25’ numa óptima combinação atacante entre o Neres e o Aursnes, com este a centrar para a área, onde o João Mário só teve de encostar. Foi muito importante desbloquear o encontro ainda na 1ª parte e até ao intervalo nada de mais relevante se passou, até porque nunca deixámos o Arouca acercar-se da nossa baliza.
 
Voltámos a entrar bem na 2ª parte e aumentámos a vantagem ainda relativamente cedo. Aos 54’, nova boa triangulação entre o João Mário, Guedes e Aursnes, com o primeiro a bisar de pé esquerdo. Cortámos logo pela raiz qualquer ímpeto do Arouca no recomeço do jogo. No entanto, ainda apanhámos um susto com um remate na nossa área que felizmente embateu num adversário, num lance em que o Bah também foi importante a importunar o atacante. A meio da 2ª parte, o Roger Schmidt fez entrar o Musa para o lugar do Guedes e foi o croata a fazer o 3-0 aos 80’ e selar a nossa vitória: excelente abertura do Aursnes a isolar o Neres, que sofreu uma falta à entrada da área, mas a bola sobrou para o Musa desviar do guarda-redes, salvando o Arouca de ficar a jogar com dez, mas colocando a partida fora de qualquer alcance. Três remates, três golos não foi nada mau.
 
Em termos individuais, destaque para o bis do João Mário e para outro enchimento de campo do Florentino. O Aursnes teve participação activa nos três golos e terá agora um papel mais preponderante, porque deverá ser o substituto natural do Enzo Fernández. O Chiquinho, que neste jogo actuou no lugar do argentino, também não esteve mal. O David Neres não começou muito bem a partida, mas foi melhorando ao longo do tempo e o Gonçalo Guedes dá sempre aquele toque de imprevisibilidade.
 
Enquanto estávamos a jogar, estava o Enzo Fernández a fazer as malas para o Chelsea. Veremos como nos vamos safar sem um dos melhores jogadores do campeonato, que foi uma das principais causas para a nossa melhoria exibicional este ano. Só que pensar que quem jogava naquele lugar no ano passado era o Taarabt até me dá vontade de chorar... No entanto, o Enzo Fernández não se portou nada bem connosco e não irá ficar no nosso coração. Pode ser que no futuro perceba que há que respeitar o clube onde está e os adeptos, e que não é admissível bater no peito e dizer que fica depois de marcar um golo e, à segunda oportunidade, fazer chantagem para se ir embora. Mas provavelmente só lhe interessa ficar de bolsos cheios e lá isso conseguiu. Mesmo que tenha de jogar num clube novo-rico sem qualquer tipo de alma.