
sábado, fevereiro 06, 2016
Demolidor

Voltámos a entrar muito bem na partida e o Gaitán falhou um golo incrível
logo no 1’, com um remate de pé esquerdo ao lado quando estava de frente para a
baliza. Pouco depois, o Jonas transformou um chapéu num passe ao guarda-redes, quando este lhe colocou a bola
nos pés. O Belenenses não utilizava o autocarro,
mas também não conseguia criar-nos perigo. Um grande remate do André Almeida de
fora da área e outro do Jonas, que deveria ter tido melhor direcção, foram mais
duas oportunidades que surgiram antes de o Mitroglou inaugurar o marcador aos
41’: arrancada impressionante do Renato Sanches, a levar tudo e todos à frente
com ele, desmarcação do Pizzi à direita, excelente centro, bom cabeceamento do
grego e grande frango do Ventura ao
deixar a bola escapar para dentro da baliza. Como disse o Jardel no final, era
muito importante marcar antes do intervalo.
Na 2ª parte, voltámos a ter uma boa oportunidade logo no 1’, mas o
guarda-redes defendeu o remate do Pizzi. Nos minutos seguintes, perdemos
inexplicavelmente a concentração e o Jardel teve uma falha comprometedora que
obrigou o Júlio César a driblar um adversário com a cabeça! Pouco depois, um
remate do Miguel Rosa saiu perto do poste, mas aos 53’ o jogo começava a pender
para o nosso lado, com um golão do Jonas: passe do Gaitán a desmarcá-lo, finta
com o corpo e troca de pés a um defesa, e remate em arco com o pé direito. Logo
na jogada seguinte, um adversário em fora-de-jogo consegue isolar-se, mas mais
uma vez o Júlio César foi imperador ao defender para canto. Aos 58’,
resolvíamos a partida com o 0-3 pelo Mitroglou, depois de uma jogada do Renato
Sanches pela esquerda, centro para belo domínio do Pizzi no lado contrário e
assistência para o meio da pequena-área, onde o grego só teve que encostar.
Dois minutos depois, na única falha do Lindelof em toda a partida, o Miguel
Rosa falhou o desvio por pouco, e alguns minutos volvidos o Júlio César faz a
defesa do ano num livre do Carlos Martins quase em cima da linha da área:
remate poderosíssimo que o nosso guarda-redes defendeu e, não contente com
isso, ainda defendeu a recarga (foi assinalado fora-de-jogo, mas só a posteriori). O Belenenses não se dava
por vencido e só um quarto golo é que me tranquilizaria de vez. O mesmo surgiu
aos 76’ num hat-trick do Mitroglou
que, depois de ser isolado pelo Gaitán, não fez como o Jiménez (por quatro
vezes) e conseguiu marcar só com o guarda-redes pela frente. Uma das coisas que
mais admiro neste Benfica é jogar quase a totalidade dos 90’ como se estivesse
sempre 0-0. Foi o que voltou a acontecer, com a equipa a tentar jogar para o
Jonas marcar mais. O brasileiro falhou uma recepção relativamente fácil que
poderia ter proporcionado o seu bis
um pouco mais cedo do que veio a acontecer: aos 88’, boa jogada na direita do
entretanto entrado Carcela e assistência para o centro da área para o Jonas
fazer o seu 23º golo em 21 jogos no campeonato.
Em termos individuais, destaque óbvio para a dupla goleadora: o Mitroglou
fez o seu 11º golo no campeonato e participa cada vez melhor no nosso jogo
atacante (é óptimo a reter a bola, por exemplo) e quanto ao Jonas, bom, já não
há palavras. Como disse um amigo meu, quem o dispensou do Valência merecia ser
preso, mas receber uma águia de ouro primeiro! Grande joga também do Renato
Sanches, um autêntico tractor no meio-campo. O Pizzi, não estando tanto em
evidência como noutros jogos, fez duas assistências! Fundamental nesta
magnífica vitória foi também o imperador
Júlio César com três intervenções decisivas. Menção honrosa para o Lindelof,
que só teve uma falha no seu jogo de estreia a titular, tendo-se apresentado
bastante concentrado.
À luz do que se passou na pré-época e durante parte da temporada, eu nunca
esperei que conseguíssemos atingir este nível exibicional. Estou muito
agradavelmente surpreendido e é com enorme expectativa que aguardo os próximos,
e decisivos, jogos que vão surgir nas próximas semanas.
segunda-feira, fevereiro 01, 2016
Dominador
Voltámos a vencer o Moreirense em Moreira de Cónegos (4-1) e ficou tudo
igual na classificação, porque os outros dois também já tinham ganho. Foi uma
exibição convincente e um resultado em conformidade, que constituiu a nossa 11ª
vitória nos últimos 12 jogos e a 12ª vitória nas últimas 13 jornadas do
campeonato. Números impressionantes que, volto a repetir, nunca esperei que
conseguíssemos atingir esta época.
Tempos houve (e não foi assim há tanto) em que dois jogos seguidos contra a mesma equipa significava que um deles corria inevitavelmente mal. Ou por falta de concentração, se porventura tivéssemos ganho o primeiro, ou por ser em competições diferentes, muitas vezes não conseguíamos ganhar os dois. Daí que, como sou pessimista por natureza, estivesse com bastante medo desta partida. Felizmente, o Benfica entrou em campo de uma maneira que anulou logo os meus (infundados) temores: estávamos ali para ganhar. Remetemos o Moreirense ao seu meio-campo e inaugurámos o marcador aos 16’ depois de um magnífico centro do Pizzi e uma não menos bela cabeçada do Jonas. Depois disso, houve uma natural reacção do adversário, mas sem nunca colocar verdadeiramente em perigo a nossa baliza. Verdade seja dita que nós também não tivemos grandes oportunidades até que o Renato Sanches fez uma abertura fabulosa na esquerda, o Eliseu ainda conseguiu cruzar em esforço e o Mitroglou, de primeira, fez o 0-2 aos 43’. Um golão!
O Moreirense entrou mais afoito na 2ª parte, mas nós conseguimos defender bem e não os deixámos chegar com perigo à nossa área. Cerca dos 60’, o Lisandro López lesionou-se e estreou-se o Lindelof no campeonato. Pouco depois de entrar, o sr. Manuel Oliveira (ainda bem que não se escreve com ‘o’ nem tem um ‘de’, porque seria péssimo se esta figura tivesse o mesmo nome de um mestre) aproveitou uma falta sua para amarelar os nossos dois centrais. Já se tinha percebido na 1ª parte que este árbitro tinha um crédito, digamos, largo: a certa altura havia uma falta para o Moreirense e cinco(!) para nós. Portanto, estava na altura de metermos o terceiro e acabar com as dúvidas. E assim aconteceu aos 68’, numa óptima combinação entre o Pizzi e o Jonas, com o brasileiro a fazer o seu 21º golo em 20 jornadas. Impressionante! O jogo estava decidido, mas nós continuávamos a jogar como se estivesse 0-0. Grande atitude dos jogadores do Benfica! Foi sem surpresa que chegámos ao quarto golo pelo Gaitán, depois de uma jogada de entendimento com o Jonas. Infelizmente, e à semelhança do encontro frente ao Arouca, o último lance do jogo foi o golo do adversário, outra vez do Iuri Medeiros (como na Taça da Liga).
Em termos individuais, inevitável destaque para o Jonas, com dois golos e uma assistência. Desde que chegou ao Benfica, fez 53 golos em 64 jogos, uma média de 0,83 golos/jogo! Nunca é demais enfatizar: obrigado, Valência! O Pizzi continua num nível muito alto, com duas assistências. Merece igualmente destaque a jogada do segundo golo, em que foi tudo bem feito: abertura, centro e remate. Como ponto negativo, a lesão do Lisandro, que esperemos não seja grave, porque, com a agravante de o Luisão estar ainda de fora, seria péssimo que enfrentássemos os jogos decisivos que aí vêm com o quarto central a titular (sem desprimor para o Lindelof).
Estamos indiscutivelmente na melhor fase da época e só espero que ambos os finais (da fase e da época, bem entendido) sejam simultâneos. Avizinham-se jogos decisivos perante adversários muito complicados e veremos como a equipa os vai encarar. Neste momento, uma coisa é certa: a esperança voltou.
Tempos houve (e não foi assim há tanto) em que dois jogos seguidos contra a mesma equipa significava que um deles corria inevitavelmente mal. Ou por falta de concentração, se porventura tivéssemos ganho o primeiro, ou por ser em competições diferentes, muitas vezes não conseguíamos ganhar os dois. Daí que, como sou pessimista por natureza, estivesse com bastante medo desta partida. Felizmente, o Benfica entrou em campo de uma maneira que anulou logo os meus (infundados) temores: estávamos ali para ganhar. Remetemos o Moreirense ao seu meio-campo e inaugurámos o marcador aos 16’ depois de um magnífico centro do Pizzi e uma não menos bela cabeçada do Jonas. Depois disso, houve uma natural reacção do adversário, mas sem nunca colocar verdadeiramente em perigo a nossa baliza. Verdade seja dita que nós também não tivemos grandes oportunidades até que o Renato Sanches fez uma abertura fabulosa na esquerda, o Eliseu ainda conseguiu cruzar em esforço e o Mitroglou, de primeira, fez o 0-2 aos 43’. Um golão!
O Moreirense entrou mais afoito na 2ª parte, mas nós conseguimos defender bem e não os deixámos chegar com perigo à nossa área. Cerca dos 60’, o Lisandro López lesionou-se e estreou-se o Lindelof no campeonato. Pouco depois de entrar, o sr. Manuel Oliveira (ainda bem que não se escreve com ‘o’ nem tem um ‘de’, porque seria péssimo se esta figura tivesse o mesmo nome de um mestre) aproveitou uma falta sua para amarelar os nossos dois centrais. Já se tinha percebido na 1ª parte que este árbitro tinha um crédito, digamos, largo: a certa altura havia uma falta para o Moreirense e cinco(!) para nós. Portanto, estava na altura de metermos o terceiro e acabar com as dúvidas. E assim aconteceu aos 68’, numa óptima combinação entre o Pizzi e o Jonas, com o brasileiro a fazer o seu 21º golo em 20 jornadas. Impressionante! O jogo estava decidido, mas nós continuávamos a jogar como se estivesse 0-0. Grande atitude dos jogadores do Benfica! Foi sem surpresa que chegámos ao quarto golo pelo Gaitán, depois de uma jogada de entendimento com o Jonas. Infelizmente, e à semelhança do encontro frente ao Arouca, o último lance do jogo foi o golo do adversário, outra vez do Iuri Medeiros (como na Taça da Liga).
Em termos individuais, inevitável destaque para o Jonas, com dois golos e uma assistência. Desde que chegou ao Benfica, fez 53 golos em 64 jogos, uma média de 0,83 golos/jogo! Nunca é demais enfatizar: obrigado, Valência! O Pizzi continua num nível muito alto, com duas assistências. Merece igualmente destaque a jogada do segundo golo, em que foi tudo bem feito: abertura, centro e remate. Como ponto negativo, a lesão do Lisandro, que esperemos não seja grave, porque, com a agravante de o Luisão estar ainda de fora, seria péssimo que enfrentássemos os jogos decisivos que aí vêm com o quarto central a titular (sem desprimor para o Lindelof).
Estamos indiscutivelmente na melhor fase da época e só espero que ambos os finais (da fase e da época, bem entendido) sejam simultâneos. Avizinham-se jogos decisivos perante adversários muito complicados e veremos como a equipa os vai encarar. Neste momento, uma coisa é certa: a esperança voltou.
quinta-feira, janeiro 28, 2016
Momento Kodak

Eu bem sei que esta competição (em que se tem que defrontar cinco adversários antes de a poder ganhar) não serve para nada e que, na contabilidade dos títulos, uma competição de início de época (em que se defronta só um) é que é mais importante, mas de qualquer maneira não queria perder a oportunidade de deixar passar em claro este momento.
Três jogos, três derrotas, um golo marcado e seis sofridos! Que maravilha!
Ainda por cima, sendo dois dos adversários clubes dessa poderosa competição, temível a nível mundial, chamada II Liga (não
desfazendo, claro está…)! Isto é mesmo “para mais tarde recordar”...!
quarta-feira, janeiro 27, 2016
Meias-finais
Goleámos o Moreirense em Moreira de Cónegos por 6-1 e estamos pela oitava
vez consecutiva nas meias-finais da Taça da Liga. Nem sempre é assim, mas neste
caso o resultado reflecte bem a exibição que praticámos.
O jogo não poderia ter começado melhor, porque logo aos 12’ o Gonçalo
Guedes foi empurrado na área e o Talisca bateu muito bem o penalty num remate
rasteiro e colocado. Dois minutos depois, o Gaitán foi a correr atrás de uma
bola que parecia perdida, obrigando o defesa a errar e a assistir o Talisca para o 0-2. Aos 20’, ficou resolvido de vez o
jogo com um golão do Gaitán, que fintou quatro(!) jogadores, incluindo o
guarda-redes, depois de uma assistência do Talisca, e quase entrou com a bola
pela baliza adentro. Numa 1ª parte estonteante, aos 25’ o Moreirense reduziu a
desvantagem pelo Iuri Medeiros numa boa jogada individual. Felizmente, nós
ripostámos aos 30’ fazendo o 1-4 num balão do Jiménez com o defesa a tirar a
bola já dentro da baliza e voltámos a ter uma vantagem confortável. Até ao
intervalo, ainda deu para o Gaitán atirar uma bola à barra.
Com cinco golos na 1ª parte, a 2ª foi expectavelmente menos movimentada.
Nós estivemos sempre a controlar o jogo, mas nunca deixámos de tentar alargar o
marcador. A 14’ do final, o Iuri Medeiros atirou uma bola à barra num livre,
mas fomos nós a conseguir marcar mais dois. Aos 83’, golão do Talisca num
remate da quina da área, que entrou que nem uma seta na baliza do Moreirense. E,
mesmo em cima dos 90’, grande jogada do Gonçalo Guedes com assistência para o
Gaitán fazer o 1-6 com o pé direito.
Em termos individuais, destaque para o Talisca pelo hat-trick e para o Gaitán pela magia: o seu primeiro golo é do
outro mundo! O Jiménez lá acertou na baliza, mas teve o quinto(!) lance isolado
frente ao guarda-redes em que não conseguiu marcar. É certo que o Nilson fez
uma grande defesa, mas o mexicano tem mesmo que ser mais eficaz. Também gostei
do Gonçalo Guedes, que se fartou de dinamizar o ataque, embora tenha baixado um
pouco de rendimento na 2ª parte. O Grimaldo estreou-se a 30’ do fim, deu para
ver que centra bem, mas o aspecto defensivo ainda não está muito afinado.
Saberemos hoje se iremos disputar a meia-final com Rio Ave ou Braga. De
qualquer dos modos, sendo nós o único grande
em prova, assumimo-nos claramente como grandes favoritos a mais uma vitória
nesta competição.
terça-feira, janeiro 26, 2016
Melhorias
Vencemos o Arouca por 3-1 no passado sábado, mas como os outros dois
também ganharam, mantém-se tudo igual na frente.
Vicissitudes várias impediram-me de escrever sobre o jogo antes de hoje, mas não queria deixar de o fazer de qualquer maneira, apesar da já parca actualidade do mesmo, porque merece ser destacado o facto de a subida de forma da nossa equipa ser progressiva e não intermitente. Claro que um golo logo aos 3’ ajuda muito (grande assistência de cabeça do Jonas para o Pizzi rematar enrolado para dentro da baliza), mas quantos jogos houve no passado em que um golo a nosso favor não alterava nada a nível exibicional? Felizmente agora não está a ser assim e não descansámos enquanto não marcámos o segundo, que surgiu aos 19’ pelo Mitroglou: canto da direita, cabeceamento do Lisandro e desvio de calcanhar do grego na pequena-área. Golão! O Arouca não se estava a dar por vencido, mas acusou este segundo golo. Até ao intervalo, ainda criámos perigo num remate por alto do Pizzi e noutro rasteiro do Jonas que o Bracalli defendeu com o pé.
Na 2ª parte, não entrámos tão bem e o Arouca criou perigo a dobrar através do entretanto entrado Maurides. Uma boa notícia foi o regresso do Gaitán aos relvados que mereceu uma das ovações da tarde. O argentino começou logo a mostrar serviço ao isolar o Mitroglou, que foi egoísta e não lhe devolveu a bola quando o Gaitán só tinha a baliza pela frente, mas ainda bem que não o fez, porque o remate foi defendido pelo Bracalli e na recarga o Jonas fez o seu golito da ordem aos 68’. Colocávamos um ponto final no jogo, mas falhámos mais uma goleada quando o Mitroglou e o Talisca, isolados perante o Bracalli, não conseguiram marcar. O lance do brasileiro foi uma pena, porque era o culminar de uma jogada magnífica... Já no período de descontos, sofremos o canto do qual resultou o golo do Arouca, em mais um lance em que o Lisandro foi batido nas alturas.
Em termos individuais, gostei bastante do Carcela, que, para além da velocidade no ataque, está muito mais interventivo a nível defensivo. O Pizzi está de longe na melhor forma desde que chegou ao Benfica e marcou mais um golo. O Mitroglou teve muita presença no ataque (neste momento o lugar é mais que dele), mas tem que rever algumas das suas decisões, nomeadamente quando tem colegas isolados ao lado. Já não é a primeira vez que o Lisandro está a fazer uma boa exibição, mas depois tem culpas nos golos que sofremos.
Teremos agora dois jogos fora antes de recebermos os assumidamente corruptos, que precisamos absolutamente de vencer. Com o progressivo regressos dos lesionados, isto tem tudo para melhorar mais ainda. Aguardo com expectativa as próximas partidas.
P.S. – Lamentável o que sucedeu na bancada sul ainda durante a 1ª parte. Aquele espectáculo não pode fazer parte da Luz, porque dá uma imagem péssima do nosso clube. Por isso, há que descobrir os responsáveis e impedi-los de entrar no estádio. Haja vontade para isso.
Vicissitudes várias impediram-me de escrever sobre o jogo antes de hoje, mas não queria deixar de o fazer de qualquer maneira, apesar da já parca actualidade do mesmo, porque merece ser destacado o facto de a subida de forma da nossa equipa ser progressiva e não intermitente. Claro que um golo logo aos 3’ ajuda muito (grande assistência de cabeça do Jonas para o Pizzi rematar enrolado para dentro da baliza), mas quantos jogos houve no passado em que um golo a nosso favor não alterava nada a nível exibicional? Felizmente agora não está a ser assim e não descansámos enquanto não marcámos o segundo, que surgiu aos 19’ pelo Mitroglou: canto da direita, cabeceamento do Lisandro e desvio de calcanhar do grego na pequena-área. Golão! O Arouca não se estava a dar por vencido, mas acusou este segundo golo. Até ao intervalo, ainda criámos perigo num remate por alto do Pizzi e noutro rasteiro do Jonas que o Bracalli defendeu com o pé.
Na 2ª parte, não entrámos tão bem e o Arouca criou perigo a dobrar através do entretanto entrado Maurides. Uma boa notícia foi o regresso do Gaitán aos relvados que mereceu uma das ovações da tarde. O argentino começou logo a mostrar serviço ao isolar o Mitroglou, que foi egoísta e não lhe devolveu a bola quando o Gaitán só tinha a baliza pela frente, mas ainda bem que não o fez, porque o remate foi defendido pelo Bracalli e na recarga o Jonas fez o seu golito da ordem aos 68’. Colocávamos um ponto final no jogo, mas falhámos mais uma goleada quando o Mitroglou e o Talisca, isolados perante o Bracalli, não conseguiram marcar. O lance do brasileiro foi uma pena, porque era o culminar de uma jogada magnífica... Já no período de descontos, sofremos o canto do qual resultou o golo do Arouca, em mais um lance em que o Lisandro foi batido nas alturas.
Em termos individuais, gostei bastante do Carcela, que, para além da velocidade no ataque, está muito mais interventivo a nível defensivo. O Pizzi está de longe na melhor forma desde que chegou ao Benfica e marcou mais um golo. O Mitroglou teve muita presença no ataque (neste momento o lugar é mais que dele), mas tem que rever algumas das suas decisões, nomeadamente quando tem colegas isolados ao lado. Já não é a primeira vez que o Lisandro está a fazer uma boa exibição, mas depois tem culpas nos golos que sofremos.
Teremos agora dois jogos fora antes de recebermos os assumidamente corruptos, que precisamos absolutamente de vencer. Com o progressivo regressos dos lesionados, isto tem tudo para melhorar mais ainda. Aguardo com expectativa as próximas partidas.
P.S. – Lamentável o que sucedeu na bancada sul ainda durante a 1ª parte. Aquele espectáculo não pode fazer parte da Luz, porque dá uma imagem péssima do nosso clube. Por isso, há que descobrir os responsáveis e impedi-los de entrar no estádio. Haja vontade para isso.
quarta-feira, janeiro 20, 2016
Lisonjeiro
Vencemos o Oriental em Marvila (1-0) e dependemos do resultado entre o
Moreirense e o Nacional para saber se nos basta empatar ou teremos de ganhar em
Moreira de Cónegos para seguirmos para as meias-finais da Taça da Liga.
Com apenas dois titulares da Amoreira (Lisandro e Carcela), o que se pode
dizer é que ninguém aproveitou a oportunidade. Foi um jogo muito fraco da nossa
parte, em que o Ederson foi dos menos maus (salvou dois golos certos com 0-0 no
marcador e depois o empate numa bola foi desviada pelo Lisandro) e o Talisca
merece destaque pelo golo que marcou aos 74’ (até aí tinha estado de fugir). O
Mitroglou foi o melhorzito na 1ª parte, mas desapareceu na 2ª. O Gonçalo Guedes
está muito fora de forma e só jogou 45’, o Samaris mostrou porque é que o Fejsa
é titular e o Djuriric continua muito inconsequente (e muito fraco em termos
físicos, cada encosto vai logo ao chão). Saúda-se o regresso (três meses
depois…!) do Nelson Semedo, que naturalmente ainda está a léguas do seu melhor.
Se eu começo por falar dos jogadores, é porque de facto não há muito a
dizer sobre o jogo. O Oriental teve as tais duas soberanas oportunidades e nós
só demos um ar da nossa graça nos últimos 15’ do jogo (ou seja, depois do
golo). O chavão de “o resultado foi melhor do que a exibição” aplica-se
completamente a este jogo. Mas lá ganhámos e isso é que era fundamental para
podermos seguir invictos nesta competição.
domingo, janeiro 17, 2016
Dois pontos
Vencemos no Estoril por 2-1 e, com o fantástico empate do Tondela (grande
Petit! Sempre foste o maior!) no WC por 2-2, estamos agora a apenas dois pontos
do 1º lugar. Parece impossível que há apenas algumas semanas estivéssemos com
12 pontos de vantagem desvantagem e agora estamos de novo na luta pelo título.
Galvanizados pelo inesperado resultado da lagartada na véspera, os benfiquistas esgotaram a Amoreira pela 1ª vez em muitos anos. Entrámos muito bem na partida, com um remate ao poste do Jonas, recarga do Carcela ao lado e ainda um outro remate do André Almeida para defesa do Kieszek. Tudo isto até aos 11’, quando no primeiro remate que o Estoril fez, o Léo Bonatini inaugurou o marcador, com o Lisandro a escorregar e a ser batido. Foi um enorme balde de água fria, mas logo a seguir tivemos a melhor oportunidade até então, com o Jiménez isolado a permitir mais uma defesa do guarda-redes adversário. Pelas minhas contas, é a quarta vez(!) que o mexicano falha só com o guarda-redes pela frente (Galatasaray, duas com o Marítimo e esta). Não pode ser! Até final da primeira parte, baixámos muito de rendimento e só uma cabeçada do Jonas mesmo à beira dos 45’ criou perigo.
Confesso que estava muito preocupado ao intervalo, porque a equipa deixou de conseguir criar lances de perigo a partir dos 15’ e o Estoril fechava-se muito bem. Todos tínhamos consciência que este era um jogo em que não se podia falhar e felizmente os jogadores vieram para o segundo tempo com outro espírito. Logo de início, entrou o Mitroglou para o lugar do demasiado perdulário Jiménez e a baliza do Estoril começou logo a ser ameaçada. O grego falhou um desvio a um centro do Pizzi, mas aos 52’ igualou o marcador após um centro do André Almeida e um remate que ainda desviou num defesa. Era a consequência de uma pressão intensíssima sobre a baliza do Estoril, que por sua vez continuava só com um remate feito à nossa. Aos 65’, num lance muito caricato, o Kieszek tirou a bola dentro da baliza, mas incrivelmente o fiscal-de-linha do sr. Vasco Santos não assinalou o golo. No entanto, aos 68’ dávamos finalmente a volta ao marcador com uma desmarcação do Jonas para um remate cruzado do Pizzi já num ângulo difícil. Foi o delírio na Amoreira! Pouco depois, deveríamos ter feito o golo da tranquilidade pelo Jonas, mas o Kieszek voltou a defender. Até final, nunca deixámos, e muito bem, de tentar alargar a vantagem, mas uma cabeçada do Jonas saiu por cima e outra do Jardel saiu à figura. Já em tempo de compensação, o Renato Sanches fez uma falta totalmente idiota e escusada, que depois resultou num canto do qual o Estoril só não empatou, porque o Júlio César fez uma magnífica defesa.
Em termos individuais, o Fejsa foi o melhor jogador do Benfica: verdadeiro tampão a meio-campo, permitiu que a equipa jogasse muito avançada no terreno. Bom e importante golo do Pizzi, que subiu bastante de produção na 2ª parte. O Lisandro é sempre muito voluntarioso, mas é raro o jogo em que não tem falhas importantes: a de ontem, deu golo adversário. O André Almeida e o Eliseu fizeram uma 1ª parte de fugir, mas à semelhança da equipa melhoraram na 2ª. O Renato Sanches terá feito o pior jogo pelo Benfica e teve a já referida falta idiota e escusada mesmo no final. Definitivamente uma atitude a rever! Quanto ao Jiménez, acho que já chega de falhar golos isolado, não…?!
Se houver um milagre e conseguirmos o tri, este será indiscutivelmente um dos jogos da época. Não podíamos falhar e não falhámos. Arrancada mais a ferros do que seria desejável, foi uma vitória justa e sem reparos. Estamos na luta!
Galvanizados pelo inesperado resultado da lagartada na véspera, os benfiquistas esgotaram a Amoreira pela 1ª vez em muitos anos. Entrámos muito bem na partida, com um remate ao poste do Jonas, recarga do Carcela ao lado e ainda um outro remate do André Almeida para defesa do Kieszek. Tudo isto até aos 11’, quando no primeiro remate que o Estoril fez, o Léo Bonatini inaugurou o marcador, com o Lisandro a escorregar e a ser batido. Foi um enorme balde de água fria, mas logo a seguir tivemos a melhor oportunidade até então, com o Jiménez isolado a permitir mais uma defesa do guarda-redes adversário. Pelas minhas contas, é a quarta vez(!) que o mexicano falha só com o guarda-redes pela frente (Galatasaray, duas com o Marítimo e esta). Não pode ser! Até final da primeira parte, baixámos muito de rendimento e só uma cabeçada do Jonas mesmo à beira dos 45’ criou perigo.
Confesso que estava muito preocupado ao intervalo, porque a equipa deixou de conseguir criar lances de perigo a partir dos 15’ e o Estoril fechava-se muito bem. Todos tínhamos consciência que este era um jogo em que não se podia falhar e felizmente os jogadores vieram para o segundo tempo com outro espírito. Logo de início, entrou o Mitroglou para o lugar do demasiado perdulário Jiménez e a baliza do Estoril começou logo a ser ameaçada. O grego falhou um desvio a um centro do Pizzi, mas aos 52’ igualou o marcador após um centro do André Almeida e um remate que ainda desviou num defesa. Era a consequência de uma pressão intensíssima sobre a baliza do Estoril, que por sua vez continuava só com um remate feito à nossa. Aos 65’, num lance muito caricato, o Kieszek tirou a bola dentro da baliza, mas incrivelmente o fiscal-de-linha do sr. Vasco Santos não assinalou o golo. No entanto, aos 68’ dávamos finalmente a volta ao marcador com uma desmarcação do Jonas para um remate cruzado do Pizzi já num ângulo difícil. Foi o delírio na Amoreira! Pouco depois, deveríamos ter feito o golo da tranquilidade pelo Jonas, mas o Kieszek voltou a defender. Até final, nunca deixámos, e muito bem, de tentar alargar a vantagem, mas uma cabeçada do Jonas saiu por cima e outra do Jardel saiu à figura. Já em tempo de compensação, o Renato Sanches fez uma falta totalmente idiota e escusada, que depois resultou num canto do qual o Estoril só não empatou, porque o Júlio César fez uma magnífica defesa.
Em termos individuais, o Fejsa foi o melhor jogador do Benfica: verdadeiro tampão a meio-campo, permitiu que a equipa jogasse muito avançada no terreno. Bom e importante golo do Pizzi, que subiu bastante de produção na 2ª parte. O Lisandro é sempre muito voluntarioso, mas é raro o jogo em que não tem falhas importantes: a de ontem, deu golo adversário. O André Almeida e o Eliseu fizeram uma 1ª parte de fugir, mas à semelhança da equipa melhoraram na 2ª. O Renato Sanches terá feito o pior jogo pelo Benfica e teve a já referida falta idiota e escusada mesmo no final. Definitivamente uma atitude a rever! Quanto ao Jiménez, acho que já chega de falhar golos isolado, não…?!
Se houver um milagre e conseguirmos o tri, este será indiscutivelmente um dos jogos da época. Não podíamos falhar e não falhámos. Arrancada mais a ferros do que seria desejável, foi uma vitória justa e sem reparos. Estamos na luta!
terça-feira, janeiro 12, 2016
Jonas
Num jogo que decorreu em dois dias, goleámos o Nacional na Choupana por
4-1. Para mim, foi de longe o melhor jogo que fizemos esta época, porque
juntámos ao resultado uma exibição com momentos brilhantes. O resultado só não
atingiu números históricos, porque fomos ineficazes, principalmente na 1ª
parte.
Foi a terceira vez(!) que um jogo teve que ser adiado por nevoeiro na Choupana. Só se jogaram 8’ no domingo, pelo que o resto teve que ser ontem. Continua, Liga, a marcar jogos para aquele sítio a horas nocturnas que fazes bem…! Do jogo de domingo, nada se viu, mas entrámos muito bem no reatamento da partida ontem e logo na jogada inicial o Carcela deveria ter inaugurado o marcador, porque ficou isolado frente ao guarda-redes, mas permitiu a defesa deste. Até marcarmos o primeiro golo, tivemos mais duas ocasiões para inaugurar o marcador, mas uma cabeçada do Lisandro ficou nas mãos do guarda-redes e o Jonas teve provavelmente o falhanço do ano ao atirar por cima uma bola que lhe chegou já na pequena área! Todavia, redimiu-se aos 23’ numa cabeçada vitoriosa a cruzamento do Carcela. Antes do intervalo, o Nacional teve duas oportunidades num remate fora da área bem defendido pelo Júlio César e cabeçada por cima na sequência desse canto, em que o jogador do Nacional estava inadmissivelmente sozinho quase na nossa pequena área. Nós também tivemos uma cabeçada por cima do Jiménez em excelente posição. Ou seja, o intervalo poderia bem ter chegado com 1-5 a nosso favor.
Estes jogos em que nos fartamos de falhar golos têm o condão de se complicar se não aumentamos a vantagem. Foi o que aconteceu na 2ª parte, logo aos 50’ no empate do Nacional, depois de o Jardel e, principalmente, o Lisandro não terem despachado uma bola na nossa área. Incrível o modo como o argentino se atrapalhou! Felizmente, tivemos uma óptima reacção e, para além do golo anulado ao Jiménez logo a seguir, fizemos o 1-2 pouco depois, aos 57’, novamente pelo Jonas, de primeira com o pé esquerdo, depois de um cruzamento de primeira do Jiménez na sequência de um lançamento lateral. Aos 63’, praticamente acabámos com o jogo com o hat-trick do Jonas a corresponder de cabeça a um excelente centro do André Almeida (às vezes, engana-se…!). Até final, um erro inadmissível do Fejsa só não resultou na redução da vantagem aos 77’, porque o avançado do Nacional estava em evidente inferioridade física. Entretanto, entrou o Mitroglou para o lugar do Jiménez e ainda falhou um desvio de calcanhar antes de fazer o 1-4 aos 89’.
O destaque vai obviamente e inteirinho para o Jonas: três golões (e deveriam ser quatro…!) garantem-lhe o aumento da vantagem nos melhores marcadores, com os incríveis números de 18 golos em 17 jogos! Que jogador! Obrigado, Valência! O Fejsa também estava a fazer um dos melhores jogos pelo Benfica, mas aquele passe transviado aos 77’ poder-nos-ia ter colocado em grandes apuros. Já não é a primeira nem a segunda vez que faz uma oferta daquelas… O Carcela voltou a estar bem na 1ª parte e mais discreto na 2ª, e o Renato Sanches passou um pouco ao lado do jogo, com excepção da jogada para o falhanço incrível do Jonas. O Pizzi não foi tão preponderante como noutros jogos, mas está de pedra e cal no onze. O Lisandro tem imensas culpas no golo sofrido, como também já tinha tido no cabeceamento isolado num canto na 1ª parte.
Caso tivéssemos sido eficazes, o resultado ainda faria mais as delícias de quem têm o cartão de crédito Benfica da CGD (como eu, claro!) e teríamos conseguido uma goleada histórica. Apetece dizer: “se era para isto, Rui Vitória, já deverias ter respondido ao Jesus há muito mais tempo! Desde que o fizeste que temos duas vitórias e 10-1 em golos, e melhorámos substancialmente o nosso nível exibicional!”. Se não fosse aquele incrível empate nesta mesma Choupana frente ao União, estaríamos agora com 10 vitórias em 10 jogos no campeonato.
P.S. - E se a lagartada tem escorregado em casa frente ao Braga, teríamos conseguido reduzir a diferença. Estavam a perder 0-2 ao intervalo e ganharam 3-2 com o golo da vitória já no último minuto. Aliás, já é o 10º(!) ponto que conseguem com golos nos últimos 5’ de jogo. Temo muito que estejam com “estrelinha de campeão”…
Foi a terceira vez(!) que um jogo teve que ser adiado por nevoeiro na Choupana. Só se jogaram 8’ no domingo, pelo que o resto teve que ser ontem. Continua, Liga, a marcar jogos para aquele sítio a horas nocturnas que fazes bem…! Do jogo de domingo, nada se viu, mas entrámos muito bem no reatamento da partida ontem e logo na jogada inicial o Carcela deveria ter inaugurado o marcador, porque ficou isolado frente ao guarda-redes, mas permitiu a defesa deste. Até marcarmos o primeiro golo, tivemos mais duas ocasiões para inaugurar o marcador, mas uma cabeçada do Lisandro ficou nas mãos do guarda-redes e o Jonas teve provavelmente o falhanço do ano ao atirar por cima uma bola que lhe chegou já na pequena área! Todavia, redimiu-se aos 23’ numa cabeçada vitoriosa a cruzamento do Carcela. Antes do intervalo, o Nacional teve duas oportunidades num remate fora da área bem defendido pelo Júlio César e cabeçada por cima na sequência desse canto, em que o jogador do Nacional estava inadmissivelmente sozinho quase na nossa pequena área. Nós também tivemos uma cabeçada por cima do Jiménez em excelente posição. Ou seja, o intervalo poderia bem ter chegado com 1-5 a nosso favor.
Estes jogos em que nos fartamos de falhar golos têm o condão de se complicar se não aumentamos a vantagem. Foi o que aconteceu na 2ª parte, logo aos 50’ no empate do Nacional, depois de o Jardel e, principalmente, o Lisandro não terem despachado uma bola na nossa área. Incrível o modo como o argentino se atrapalhou! Felizmente, tivemos uma óptima reacção e, para além do golo anulado ao Jiménez logo a seguir, fizemos o 1-2 pouco depois, aos 57’, novamente pelo Jonas, de primeira com o pé esquerdo, depois de um cruzamento de primeira do Jiménez na sequência de um lançamento lateral. Aos 63’, praticamente acabámos com o jogo com o hat-trick do Jonas a corresponder de cabeça a um excelente centro do André Almeida (às vezes, engana-se…!). Até final, um erro inadmissível do Fejsa só não resultou na redução da vantagem aos 77’, porque o avançado do Nacional estava em evidente inferioridade física. Entretanto, entrou o Mitroglou para o lugar do Jiménez e ainda falhou um desvio de calcanhar antes de fazer o 1-4 aos 89’.
O destaque vai obviamente e inteirinho para o Jonas: três golões (e deveriam ser quatro…!) garantem-lhe o aumento da vantagem nos melhores marcadores, com os incríveis números de 18 golos em 17 jogos! Que jogador! Obrigado, Valência! O Fejsa também estava a fazer um dos melhores jogos pelo Benfica, mas aquele passe transviado aos 77’ poder-nos-ia ter colocado em grandes apuros. Já não é a primeira nem a segunda vez que faz uma oferta daquelas… O Carcela voltou a estar bem na 1ª parte e mais discreto na 2ª, e o Renato Sanches passou um pouco ao lado do jogo, com excepção da jogada para o falhanço incrível do Jonas. O Pizzi não foi tão preponderante como noutros jogos, mas está de pedra e cal no onze. O Lisandro tem imensas culpas no golo sofrido, como também já tinha tido no cabeceamento isolado num canto na 1ª parte.
Caso tivéssemos sido eficazes, o resultado ainda faria mais as delícias de quem têm o cartão de crédito Benfica da CGD (como eu, claro!) e teríamos conseguido uma goleada histórica. Apetece dizer: “se era para isto, Rui Vitória, já deverias ter respondido ao Jesus há muito mais tempo! Desde que o fizeste que temos duas vitórias e 10-1 em golos, e melhorámos substancialmente o nosso nível exibicional!”. Se não fosse aquele incrível empate nesta mesma Choupana frente ao União, estaríamos agora com 10 vitórias em 10 jogos no campeonato.
P.S. - E se a lagartada tem escorregado em casa frente ao Braga, teríamos conseguido reduzir a diferença. Estavam a perder 0-2 ao intervalo e ganharam 3-2 com o golo da vitória já no último minuto. Aliás, já é o 10º(!) ponto que conseguem com golos nos últimos 5’ de jogo. Temo muito que estejam com “estrelinha de campeão”…
sexta-feira, janeiro 08, 2016
De luto
Estou devastado com esta notícia! O ano não poderia ter começado da pior maneira! O homem certo no lugar certo foi despedido. Raramente o CRAC teve um treinador que fosse tão apropriado para eles e fazem-lhe esta desfeita. Que injustiça! Um homem que foi uma lufada de ar fresco no futebol português, detentor de uma criatividade de louvar, que nos enchia todos de esperança por dias melhores não vai poder continuar a levar a cabo a tarefa que tão bem vinha desempenhando.
Como eu me gabo de ser alguém que sabe reconhecer o mérito e principalmente sei ser generoso com quem merece, aqui fica o meu público agradecimento: por tudo o que fizeste, Lopetegui, o meu MUITO OBRIGADO! Fica sabendo que teremos sempre muitas saudades tuas!
quinta-feira, janeiro 07, 2016
Goleada
Vencemos o Marítimo na Luz por 6-0 e, com o empate do CRAC em casa frente
ao Rio Ave (1-1), igualámo-los no 2º lugar, continuando a lagartada a quatro pontos.
Foi uma exibição de gala, estando o rolo-compressor de volta! Estamos a jogar um futebol magnífico, grande mérito do treinador e ainda bem que sempre acreditei nele! Nunca me enganou! :-) Agora mais a sério, é claro que foi uma boa vitória, embora inesperada pelos números. Ainda para mais, porque até ao primeiro golo tínhamos tido uma oportunidade descarada, com o Jiménez a falhar isolado (não se pode falhar uma bola daquelas. N-Ã-O S-E P-O-D-E!), mas o Marítimo tinha tido duas. Só que entre os 29’ e os 35’ resolvemos a partida com três golos. Grandes jogadas do Carcela (que substituiu o novamente lesionado Gaitán) nos dois primeiros, marcados pelo Pizzi (fotocópias um do outro), e recarga vitoriosa do Jiménez a um remate do Jonas no terceiro.
Se o jogo estava praticamente decidido ao intervalo, o “praticamente” caiu logo no início da 2ª parte, com dois penalties indiscutíveis (derrubes ao Jonas e Carcela) aos 51’ e 54’. O Jonas converteu ambos (marcados para o mesmo lado, mas o segundo muito melhor do que o primeiro, em que o José Sá ainda tocou na bola) e chegou aos 15 golos em 16 jornadas da Liga. O Rui Vitória decidiu e bem poupar o Jonas e o Renato para os próximos jogos, e um dos que entrou, o Talisca, fez o 6-0 aos 69’. Foi o segundo golo do brasileiro no campeonato, que se está a tornar um especialista no sexto golo do Benfica (o outro foi frente ao Belenenses). Até final, ainda deu para o Jiménez voltar a falhar um golo só com o guarda-redes pela frente.
Em termos individuais, o Carcela esteve muito bem na 1ª parte, mas desapareceu na 2ª (já não é a primeira vez…), o Pizzi marcou um bis, o que é sempre de realçar, e o Jonas também. Gosto da capacidade de luta do Jiménez, mas falhar duas vezes só frente ao guarda-redes é muito mau cartão de visita para um avançado. O resto da equipa esteve bem, com o Lisandro a subir de forma, e o Gonçalo Guedes a ser um bom substituto.
Numa jornada a meio da semana, algo que já não acontecia há muito tempo, recuperámos mais dois pontos a um dos rivais. Já tivemos 12 pontos de atraso (em conjunto) e agora só temos quatro. Sem sermos nada entusiasmantes, estamos na luta. Continuo sem ver luz ao fundo do túnel, mas também não a vi durante o campeonato todo do Trapattoni…
P.S. – O Rui Vitória tinha respondido muito bem às provocações do Jesus na conferência de imprensa antes deste jogo. Se colocasse a equipa a jogar como fala, o tri estaria mais do que garantido. Ontem, depois do jogo em Setúbal, o Jesus respondeu-lhe. Foi grosseiro, deselegante e mal-educado. Nada de novo, portanto. Mas já o era no Benfica e aí muitos benfiquistas achavam piada. Sinceramente, a mim, tudo isto me passa ao lado. Hoje diz-se uma coisa, amanhã outra. O futebol não se joga com a boca, mas com os pés e a cabeça. O Jesus, mesmo que tivesse ficado e ganhasse os próximos 10 campeonatos por nós (algo que deveria ter acontecido), nunca teria a grandeza de um Eriksson ou de um Toni. Todos temos consciência e já sabíamos disso. Mas teria ganho imensos títulos. E isso é o que importa no palmarés de um clube! As palavras perdem-se no tempo, os títulos não.
Foi uma exibição de gala, estando o rolo-compressor de volta! Estamos a jogar um futebol magnífico, grande mérito do treinador e ainda bem que sempre acreditei nele! Nunca me enganou! :-) Agora mais a sério, é claro que foi uma boa vitória, embora inesperada pelos números. Ainda para mais, porque até ao primeiro golo tínhamos tido uma oportunidade descarada, com o Jiménez a falhar isolado (não se pode falhar uma bola daquelas. N-Ã-O S-E P-O-D-E!), mas o Marítimo tinha tido duas. Só que entre os 29’ e os 35’ resolvemos a partida com três golos. Grandes jogadas do Carcela (que substituiu o novamente lesionado Gaitán) nos dois primeiros, marcados pelo Pizzi (fotocópias um do outro), e recarga vitoriosa do Jiménez a um remate do Jonas no terceiro.
Se o jogo estava praticamente decidido ao intervalo, o “praticamente” caiu logo no início da 2ª parte, com dois penalties indiscutíveis (derrubes ao Jonas e Carcela) aos 51’ e 54’. O Jonas converteu ambos (marcados para o mesmo lado, mas o segundo muito melhor do que o primeiro, em que o José Sá ainda tocou na bola) e chegou aos 15 golos em 16 jornadas da Liga. O Rui Vitória decidiu e bem poupar o Jonas e o Renato para os próximos jogos, e um dos que entrou, o Talisca, fez o 6-0 aos 69’. Foi o segundo golo do brasileiro no campeonato, que se está a tornar um especialista no sexto golo do Benfica (o outro foi frente ao Belenenses). Até final, ainda deu para o Jiménez voltar a falhar um golo só com o guarda-redes pela frente.
Em termos individuais, o Carcela esteve muito bem na 1ª parte, mas desapareceu na 2ª (já não é a primeira vez…), o Pizzi marcou um bis, o que é sempre de realçar, e o Jonas também. Gosto da capacidade de luta do Jiménez, mas falhar duas vezes só frente ao guarda-redes é muito mau cartão de visita para um avançado. O resto da equipa esteve bem, com o Lisandro a subir de forma, e o Gonçalo Guedes a ser um bom substituto.
Numa jornada a meio da semana, algo que já não acontecia há muito tempo, recuperámos mais dois pontos a um dos rivais. Já tivemos 12 pontos de atraso (em conjunto) e agora só temos quatro. Sem sermos nada entusiasmantes, estamos na luta. Continuo sem ver luz ao fundo do túnel, mas também não a vi durante o campeonato todo do Trapattoni…
P.S. – O Rui Vitória tinha respondido muito bem às provocações do Jesus na conferência de imprensa antes deste jogo. Se colocasse a equipa a jogar como fala, o tri estaria mais do que garantido. Ontem, depois do jogo em Setúbal, o Jesus respondeu-lhe. Foi grosseiro, deselegante e mal-educado. Nada de novo, portanto. Mas já o era no Benfica e aí muitos benfiquistas achavam piada. Sinceramente, a mim, tudo isto me passa ao lado. Hoje diz-se uma coisa, amanhã outra. O futebol não se joga com a boca, mas com os pés e a cabeça. O Jesus, mesmo que tivesse ficado e ganhasse os próximos 10 campeonatos por nós (algo que deveria ter acontecido), nunca teria a grandeza de um Eriksson ou de um Toni. Todos temos consciência e já sabíamos disso. Mas teria ganho imensos títulos. E isso é o que importa no palmarés de um clube! As palavras perdem-se no tempo, os títulos não.
domingo, janeiro 03, 2016
O miúdo resolve
Vencemos em Guimarães por 1-0 e, com a derrota do CRAC no WC, estamos agora
a dois pontos deles, mantendo os quatro para os lagartos. Foi, tal como se esperava, uma partida muito disputada,
com raras ocasiões de golo e em que um miúdo de 18 anos fez a diferença.
O Gaitán regressou finalmente da lesão e foi o capitão num jogo que começou em bom ritmo. No entanto, as balizas eram território desconhecido para ambas as equipas e, tirando um remate do Renato e a grande oportunidade do Jonas já perto do intervalo, em que o guarda-redes Miguel Silva fez uma óptima defesa, pouco mais perigo houve. O V. Guimarães teve um único lance em que poderia ter marcado, mas o Licá felizmente optou por um passe que não chegou ao destino, quando só tinha o Júlio César pela frente. Uma constante durante toda a partida foi o jogo extremamente caceteiro do V. Guimarães, cortesia do Sérgio Conceição, que parece ser um bom herdeiro do Jaime Pacheco.
Na 2ª parte, as características de muita luta e pouco futebol mantiveram-se, e foi o Pizzi a ter as duas melhores oportunidades, com um falhanço isolado perante o guarda-redes e um remate que saiu perto do poste. Até que aos 75’ aconteceu o momento do jogo: livre lateral para a área, a bola sobra para fora dela, o Renato Sanches remata, a bola bate num adversário, sobra de novo para ele que voltou a disparar com uma potência tal, que a bola entrou pelo canto superior esquerdo e ia furando a rede! Que golão! Até final, realce só para outro remate do Pizzi, que o Miguel Silva defendeu novamente com sucesso. Estivemos bem a controlar os ataques do V. Guimarães que não criou perigo nenhum.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Renato Sanches: já não há dúvida que é a grande revelação dos últimos anos e duvido bastante que fique cá por muitos anos. Tem força, técnica, inteligência e poder de remate. O que é que se quer mais num jogador de futebol?! A nossa defesa esteve melhorzita a suster os ataques do adversário. Saúda-se obviamente o regresso do Gaitán, embora ainda esteja fora de forma, como seria de esperar.
A exibição esteve muito longe de convencer (como já vai sendo hábito), mas conseguimos o mais importante: uma vitória num campo tradicionalmente complicado. Temos vindo a conseguir reduzir a distância para os da frente, embora eu não esteja mesmo a ver como é que com este ‘futebol’ que exibimos consigamos ganhar algo no final da época…
P.S. – O sr. Carlos Xistra, num jogo muito difícil de dirigir, fê-lo bastante bem. Não distribuiu cartões a torto e a direito, sempre que um jogador caía não era falta, deu a lei da vantagem, tudo coisas que eu gosto de ver num árbitro. Sinceramente achava que ele era mesmo mau árbitro, mas verifica-se agora que quando erra não é por incompetência…
P.P.S. – Vi a lagartada ganhar ao CRAC por 2-0 e deu-me vontade de chorar: observando o que o CRAC (não) joga, caso não tivéssemos cometido o MAIOR erro desportivo da nossa história, estaríamos agora (sim, agora!) a encomendar as faixas do tri…! Se isto for pelo caminho que se está mesmo a ver, nunca perdoarei a quem tomou esta decisão. NUNCA!
O Gaitán regressou finalmente da lesão e foi o capitão num jogo que começou em bom ritmo. No entanto, as balizas eram território desconhecido para ambas as equipas e, tirando um remate do Renato e a grande oportunidade do Jonas já perto do intervalo, em que o guarda-redes Miguel Silva fez uma óptima defesa, pouco mais perigo houve. O V. Guimarães teve um único lance em que poderia ter marcado, mas o Licá felizmente optou por um passe que não chegou ao destino, quando só tinha o Júlio César pela frente. Uma constante durante toda a partida foi o jogo extremamente caceteiro do V. Guimarães, cortesia do Sérgio Conceição, que parece ser um bom herdeiro do Jaime Pacheco.
Na 2ª parte, as características de muita luta e pouco futebol mantiveram-se, e foi o Pizzi a ter as duas melhores oportunidades, com um falhanço isolado perante o guarda-redes e um remate que saiu perto do poste. Até que aos 75’ aconteceu o momento do jogo: livre lateral para a área, a bola sobra para fora dela, o Renato Sanches remata, a bola bate num adversário, sobra de novo para ele que voltou a disparar com uma potência tal, que a bola entrou pelo canto superior esquerdo e ia furando a rede! Que golão! Até final, realce só para outro remate do Pizzi, que o Miguel Silva defendeu novamente com sucesso. Estivemos bem a controlar os ataques do V. Guimarães que não criou perigo nenhum.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Renato Sanches: já não há dúvida que é a grande revelação dos últimos anos e duvido bastante que fique cá por muitos anos. Tem força, técnica, inteligência e poder de remate. O que é que se quer mais num jogador de futebol?! A nossa defesa esteve melhorzita a suster os ataques do adversário. Saúda-se obviamente o regresso do Gaitán, embora ainda esteja fora de forma, como seria de esperar.
A exibição esteve muito longe de convencer (como já vai sendo hábito), mas conseguimos o mais importante: uma vitória num campo tradicionalmente complicado. Temos vindo a conseguir reduzir a distância para os da frente, embora eu não esteja mesmo a ver como é que com este ‘futebol’ que exibimos consigamos ganhar algo no final da época…
P.S. – O sr. Carlos Xistra, num jogo muito difícil de dirigir, fê-lo bastante bem. Não distribuiu cartões a torto e a direito, sempre que um jogador caía não era falta, deu a lei da vantagem, tudo coisas que eu gosto de ver num árbitro. Sinceramente achava que ele era mesmo mau árbitro, mas verifica-se agora que quando erra não é por incompetência…
P.P.S. – Vi a lagartada ganhar ao CRAC por 2-0 e deu-me vontade de chorar: observando o que o CRAC (não) joga, caso não tivéssemos cometido o MAIOR erro desportivo da nossa história, estaríamos agora (sim, agora!) a encomendar as faixas do tri…! Se isto for pelo caminho que se está mesmo a ver, nunca perdoarei a quem tomou esta decisão. NUNCA!
quarta-feira, dezembro 30, 2015
Lisonjeiro
Vencemos o Nacional (1-0) na estreia da fase de grupos da Taça da Liga. Os
jogadores regressaram das miniférias de Natal, mas o futebol infelizmente
continua ausente das nossas bandas. O golo da vitória foi marcado a um minuto
do final da partida, mas as oportunidades mais flagrantes pertenceram aos
insulares, pelo que a nossa vitória terá de ser considerada muito feliz.
O Rui Vitória rodou boa parte da equipa e lançou o Ederson, Lindelof, Cristante e Sílvio. A 1ª parte foi jogada a dois ritmos pelos nossos jogadores: devagar e parado. Só o Carcela imprimia alguma velocidade e pertenceram-lhe os nossos melhores lances. Na 2ª parte, o Nacional subiu bastante de produção e teve pelo menos duas ocasiões de baliza aberta: uma não entrou por causa de uma excelente corte do Lisandro e noutra o avançado mostrou que errou na profissão. Quanto a nós, melhorámos com a entrada do Renato Sanches ao intervalo, e posteriormente com as do Jonas e Jiménez, que acabou por marcar o golo da vitória aos 89’ numa óptima antecipação depois de um centro do Pizzi.
Os menos maus foram o Lisandro (apesar de um agarrão a um adversário quando já tinha um amarelo e que lhe poderia ter valido o segundo), o Jiménez pelo golo e o Jonas e o Renato pelo que a equipa melhorou com a sua entrada. O Carcela, depois de uma boa 1ª parte, desapareceu completamente na 2ª. Quanto aos que tiveram oportunidades: o Cristante poderia bem ter ficado em Itália nas férias, foi uma nulidade durante os 45’ que esteve em campo, com a agravante de fazer pelo menos duas ofertas aos adversários que permitiram contra-ataques perigosos; o Sílvio fez um centro para trás da baliza, quando estava completamente sozinho, que o define enquanto jogador; e o Ederson e o Lindelof estiveram longe de ser os piores. O Talisca fez um jogo de fugir, o Pizzi também o estava a fazer até que tirou da cartola a assistência para o golo. O Eliseu deverá ter feito o pior jogo com a camisola do Benfica e o Samaris idem, idem, aspas, aspas.
Na competição que mais hipóteses temos de ganhar, os jogadores deram mostras de não se importarem muito com isso. Não percebo, sinceramente. A vitória caiu do céu, mas o nível exibicional continua a ser deveras preocupante. É tudo feito com enorme esforço, raramente conseguimos ter fluidez no ataque e a defesa também está longe de estar segura. Temos um compromisso importantíssimo em Guimarães no próximo fim-de-semana e, só em caso de triunfo, poderemos aproveitar o confronto entre a lagartada e o CRAC. Pode ser que o novo ano traga de volta o velho futebol da primeira metade deste…
O Rui Vitória rodou boa parte da equipa e lançou o Ederson, Lindelof, Cristante e Sílvio. A 1ª parte foi jogada a dois ritmos pelos nossos jogadores: devagar e parado. Só o Carcela imprimia alguma velocidade e pertenceram-lhe os nossos melhores lances. Na 2ª parte, o Nacional subiu bastante de produção e teve pelo menos duas ocasiões de baliza aberta: uma não entrou por causa de uma excelente corte do Lisandro e noutra o avançado mostrou que errou na profissão. Quanto a nós, melhorámos com a entrada do Renato Sanches ao intervalo, e posteriormente com as do Jonas e Jiménez, que acabou por marcar o golo da vitória aos 89’ numa óptima antecipação depois de um centro do Pizzi.
Os menos maus foram o Lisandro (apesar de um agarrão a um adversário quando já tinha um amarelo e que lhe poderia ter valido o segundo), o Jiménez pelo golo e o Jonas e o Renato pelo que a equipa melhorou com a sua entrada. O Carcela, depois de uma boa 1ª parte, desapareceu completamente na 2ª. Quanto aos que tiveram oportunidades: o Cristante poderia bem ter ficado em Itália nas férias, foi uma nulidade durante os 45’ que esteve em campo, com a agravante de fazer pelo menos duas ofertas aos adversários que permitiram contra-ataques perigosos; o Sílvio fez um centro para trás da baliza, quando estava completamente sozinho, que o define enquanto jogador; e o Ederson e o Lindelof estiveram longe de ser os piores. O Talisca fez um jogo de fugir, o Pizzi também o estava a fazer até que tirou da cartola a assistência para o golo. O Eliseu deverá ter feito o pior jogo com a camisola do Benfica e o Samaris idem, idem, aspas, aspas.
Na competição que mais hipóteses temos de ganhar, os jogadores deram mostras de não se importarem muito com isso. Não percebo, sinceramente. A vitória caiu do céu, mas o nível exibicional continua a ser deveras preocupante. É tudo feito com enorme esforço, raramente conseguimos ter fluidez no ataque e a defesa também está longe de estar segura. Temos um compromisso importantíssimo em Guimarães no próximo fim-de-semana e, só em caso de triunfo, poderemos aproveitar o confronto entre a lagartada e o CRAC. Pode ser que o novo ano traga de volta o velho futebol da primeira metade deste…
sexta-feira, dezembro 25, 2015
segunda-feira, dezembro 21, 2015
Resultado enganador
Vencemos o Rio Ave por 3-1 e, com a inesperada derrota da lagartada na Madeira frente ao União,
reduzimos a distância para eles para quatro pontos, estando agora o CRAC na
frente a cinco de nós. O resultado está muito longe de espelhar as dificuldades
que tivemos, porque só marcámos segundo
golo aos 81’.
A partida não poderia ter principiado melhor, porque inaugurámos o
marcador logo aos 4’ numa recarga do Jonas a um seu próprio remate. Com o
inadmissível empate frente ao União, a equipa entrou naturalmente pressionada e
esperava-se que este golo fosse um bálsamo para o resto do jogo. O problema foi
que o Rio Ave empatou pouco depois, aos 13’, num livre bem marcado pelo
Bressan. Livre, esse, que resultou de uma falta do Lisandro sobre um adversário
que estava no meio de três(!) jogadores nossos! O golo sofrido não nos fez nada
bem e, até ao intervalo, o nosso futebol foi aos repelões e não criámos grandes
oportunidades. Claro está que o árbitro, o sr. Manuel Oliveira, conseguiu não ver dois penalties a nosso
favor por empurrão ao Pizzi e um braço na área depois de um cabeceamento do
Jonas.
Na 2ª parte, o Rui Vitória teve que fazer entrar o Fejsa, porque o
Samaris tinha-se livrado de um segundo amarelo por pouco na primeira. Gosto
muito do grego, mas de vez em quando tem estas paragens cerebrais que me custam
a aceitar: já com um amarelo, continua a jogar como se nada fosse e poderia bem
ter-nos feito a alinhar com 10 ainda antes do intervalo... O sr. Manuel
Oliveira voltou a fazer vista grossa
logo no recomeço a mais um braço na área. Três penalties por marcar num só jogo
deve ser recorde mundial... A nossa qualidade exibicional continuava sofrível.
Uma das coisas que mais confusão me mete é a falta de velocidade nas
transições: nas (poucas) vezes que ganhávamos a bola, os jogadores chegavam ao
meio-campo adversário e reduziam-na, quiçá com medo de uma multa por excesso de
velocidade... O Rio Ave nunca utilizou o autocarro
e chegava sempre muito mais rapidamente à nossa área. A entrada do Carcela veio
aumentar um pouco a velocidade da nossa parte e foi num cruzamento dele que o
Jonas cabeceou para o 2-1 aos 81’. Foi um alívio enorme, aumentado aos 83’ numa
abertura fantástica do Jonas para o Jiménez selar a nossa vitória.
O destaque individual vai obviamente para o Jonas: dois golos e uma
assistência só não o tornam o melhor em campo para quem escolhe os MVP na
Luz... (A sério, Pizzi....?!) O Jiménez entrou bem na partida e desmarcou-se
muito bem no seu golo. O Renato Sanches fez uma exibição em crescendo, ao invés
do Gonçalo Guedes que atravessa nitidamente uma fase de menor fulgor.
Dos 12 pontos que tínhamos para recuperar, conseguimos reduzi-los para
nove. Mas o que continuamos a (não) mostrar não me deixa nada descansado.
Sinceramente, não se vê evolução nenhuma na equipa desde o início da época. Defendemos
muito mal e em termos atacantes estamos muito dependentes do Gaitán. Sem ele,
não há quem tenha um rasgo, quem faça algo diferente. Aos 80’, estávamos
teoricamente a nove pontos do primeiro lugar, mas, como acabámos por ficar só a cinco, tivemos uma semi-prenda de
Natal antecipada. No entanto, ou acontece um milagre natalício e comecemos
finalmente a jogar qualquer coisa de jeito, ou isto vai ser uma época muuuuuito
longa...
quarta-feira, dezembro 16, 2015
2016/2017
Empatámos com o União da Madeira (0-0) e, a quatro jornadas do fim da 1ª
volta(!), entregámos o campeonato. Com
sete pontos para o primeiro e cinco para o segundo, este ano nem chegámos ao
Natal! Nós, que somos bicampeões nacionais! Que nos últimos seis anos, só por
uma vez é que não disputámos o campeonato até ao fim. Que há apenas dois anos
ganhámos tudo em Portugal e perdemos uma final europeia. Dois anos! Parece que
foi no século passado, não é?
O União da Madeira é penúltimo classificado e nos últimos dois jogos tinha um score de 0-10! Quiçá por causa disto, os jogadores do Benfica entraram na Choupana a pensar que tudo seria muito fácil. De tal modo que, seguindo o espírito natalício, oferecemos os primeiros 45’ ao União. Na 2ª parte, tivemos algumas oportunidades, se bem que acertámos muito pouco na baliza e as bolas que lá foram tiveram o guarda-redes como obstáculo. O União fez o que lhe competia e jogou sempre com dois autocarros, mas isso já era mais do que esperado e não serve como desculpa para tão miserável exibição.
Com um jogo destes, acho ofensivo estar a fazer destaques individuais. Também poderia estar aqui a discorrer sobre o facto de (incompreensivelmente) o Rui Vitória achar que o Fejsa é melhor do que o Samaris perante equipas muito defensivas. Ou de o ter conservado em campo durante 80’(!). Ou de ter optado pelo Talisca quando o Djuricic tinha entrado bem em Setúbal. Mas não vale a pena bater no ceguinho. O Rui Vitória é o menos culpado de toda esta situação. Aliás, ele foi o responsável pelo cumprimento do principal objectivo para esta época: o Nelson Semedo, o Gonçalo Guedes e o Renato Sanches são já certezas. Ninguém duvida que são bons jogadores e, portanto, podemos já começar a pensar a próxima época. Ah, não, espera: com campeonato e Taça no galheiro, ainda temos a Champions para ganhar, não é? Peço desculpa pelo esquecimento…
Não, ilibo quase completamente o Rui Vitória do descalabro que vai ser esta época. Não se pode pedir a um Fiat 600 que compita com um Porsche. O problema está a montante disso: é precisamente alguém ter prescindido do Porsche para buscar um Fiat 600. Mas não, nunca me ouvirão dizer “eu avisei”. Se alguém decidir atravessar a A1 a pé, é uma decisão tão estúpida e as probabilidades de correr mal são tão grandes, que é escusado dizer “eu avisei” se de facto acontecer alguma coisa. Porque era demasiado óbvio. Só não via quem não queria. À semelhança deste caso.
O União da Madeira é penúltimo classificado e nos últimos dois jogos tinha um score de 0-10! Quiçá por causa disto, os jogadores do Benfica entraram na Choupana a pensar que tudo seria muito fácil. De tal modo que, seguindo o espírito natalício, oferecemos os primeiros 45’ ao União. Na 2ª parte, tivemos algumas oportunidades, se bem que acertámos muito pouco na baliza e as bolas que lá foram tiveram o guarda-redes como obstáculo. O União fez o que lhe competia e jogou sempre com dois autocarros, mas isso já era mais do que esperado e não serve como desculpa para tão miserável exibição.
Com um jogo destes, acho ofensivo estar a fazer destaques individuais. Também poderia estar aqui a discorrer sobre o facto de (incompreensivelmente) o Rui Vitória achar que o Fejsa é melhor do que o Samaris perante equipas muito defensivas. Ou de o ter conservado em campo durante 80’(!). Ou de ter optado pelo Talisca quando o Djuricic tinha entrado bem em Setúbal. Mas não vale a pena bater no ceguinho. O Rui Vitória é o menos culpado de toda esta situação. Aliás, ele foi o responsável pelo cumprimento do principal objectivo para esta época: o Nelson Semedo, o Gonçalo Guedes e o Renato Sanches são já certezas. Ninguém duvida que são bons jogadores e, portanto, podemos já começar a pensar a próxima época. Ah, não, espera: com campeonato e Taça no galheiro, ainda temos a Champions para ganhar, não é? Peço desculpa pelo esquecimento…
Não, ilibo quase completamente o Rui Vitória do descalabro que vai ser esta época. Não se pode pedir a um Fiat 600 que compita com um Porsche. O problema está a montante disso: é precisamente alguém ter prescindido do Porsche para buscar um Fiat 600. Mas não, nunca me ouvirão dizer “eu avisei”. Se alguém decidir atravessar a A1 a pé, é uma decisão tão estúpida e as probabilidades de correr mal são tão grandes, que é escusado dizer “eu avisei” se de facto acontecer alguma coisa. Porque era demasiado óbvio. Só não via quem não queria. À semelhança deste caso.
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