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segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Doze

É por jogos com formações como o Penafiel que eu sou defensor de um campeonato com 12 equipas (para não dizer dez) a quatro voltas. A nossa vitória por 4-0 é inquestionável e nem sequer fizemos um bom jogo. O Penafiel é que é tão fraquinho que não tivemos que carregar no acelerador. Com menos equipas no campeonato, este tornar-se-ia mais competitivo e com melhores jogos. Era preferível receber o Braga em casa duas vezes do que ter que receber o Penafiel uma só. Os jogos seriam certamente mais interessantes.

O Koeman voltou a mexer na equipa ao colocar o Nuno Gomes no banco e jogando somente com o Petit como médio mais recuado. O Karagounis alinhou em vez do Manuel Fernandes e o Robert também entrou de início. Na frente o Geovanni voltou a ser o ponta-de-lança com o Manduca nas suas costas. Este foi um dos erros do nosso treinador. Na 4ª feira, o Manduca fez o seu melhor jogo pelo Benfica, mas actuando a extremo. Contra o Penafiel voltou à posição de 2º avançado e foi uma nulidade. Uma outra opção que não me agradou foi a manutenção do Alcides na direita em vez do Nélson. O jogo contra o último classificado pedia velocidade nos extremos, algo que o brasileiro é incapaz de dar. O Karagounis também me desiludiu um pouco depois da excelente performance da Taça, mas a não ser que tivesse algum problema físico achei que poderia ter continuado para a 2ª parte. Na etapa inicial fizemos uma partida muito pausada confiantes que o golo iria acabar por surgir. O que aconteceu, mas não sem antes o Penafiel ter obrigado o Moretto à 1ª das suas duas melhores defesas do jogo. Uma grande abertura do Petit isolou o Geovanni, que não falhou. Espero que o Koeman se capacite de vez que o Geovanni tem lugar a titular neste Benfica e naquela posição. Na 2ª parte melhorámos um pouco, com o Nuno Gomes e o Manuel Fernandes em vez do Manduca e Karagounis. Graças a um autogolo na sequência de um canto matámos o jogo a meia-hora do final. Sempre num ritmo pausado e sem grandes correrias aumentámos a vantagem, com um golo do Nuno Gomes, e mesmo no fim o Simão fechou o marcador. No golo do Nuno Gomes houve alguns comentadores que alegaram falta de fair-play do Benfica por o Léo não ter atirado a bola para fora, já que estava um jogador do Penafiel deitado no chão na sua grande área. Resta dizer que no lance anterior os jogadores do Penafiel continuaram a jogar e não colocaram a bola fora. Assim sendo...

Individualmente há que destacar o Léo e o Petit que foram os únicos que mantiveram um nível uniforme durante todo o jogo. O Léo é um óptimo defesa-esquerdo e cada vez menos se percebe a opção do Koeman de deixá-lo no banco contra os lagartos. O Petit joga sempre da mesma maneira quer seja contra o Manchester quer seja contra o Penafiel. O Simão também não fez turismo durante a partida, apesar de as coisas nem sempre lhe terem saído bem (especialmente os livres). Na defesa foi tudo muito calmo com o Luisão a ser imperial como de costume e a mostrar que as críticas que lhe têm feito são muito injustas, porque é o melhor central a alinhar em Portugal. Quanto ao Anderson não gostei tanto já que esteve desastrado nalguns cortes, embora sem comprometer. O Robert também alinhou os 90 minutos, mas foi baixando de produção e acabou o jogo em dificuldades físicas. Como já tínhamos feitos as três substituições teve que se manter em campo (eis a desvantagem de se ter feito duas trocas logo ao intervalo).

Este jogo foi um oásis no deserto, já que era o único desta altura em que poderíamos respirar um pouco. Segue-se uma sequência muito difícil (Guimarães, Liverpool e clube regional) em que se vai decidir muito do que será a nossa época. A equipa já esteve a jogar melhor do que agora, mas mantemos as esperanças intactas em todas as competições. Só temos que estar confiantes.

8 comentários:

tarirari disse...

Bom dia.
Genericamente de acordo contigo, salvo em dois ou três pontos.
Não gostei do Karagounis (muito gingão, muito bamboleante, mas sem consequências práticas nenhumas) e não gostei do Roberto (só marcar alguns livres não chega e de primas donas não precisamos. E muito menos de jogadores só com um pé. E vamos a ver se a lesão dele não foi tanga para sócio ver).
Quanto ao ritmo pausado de que falas, penso que até meio da segunda parte foi pausado porque o Benfica não conseguiu mesmo jogar melhor nem com velocidade.Temos de começar a dar a volta já em Guimarães.
Abraços

D'Arcy disse...

Para além das duas substituições ao intervalo, parece que o Geovanni também saiu logo a seguir ao segundo golo devido a lesão. Por isso tivemos que ficar com o Roberto diminuído em campo até final. Não me parece que fosse tanga dadas as conversas que ele foi tendo com os colegas. O que valeu foi que o Léo fez o flanco esquerdo todo, sem precisar de ajuda.

Só espero que a aposta no Alcides não seja para continuar. Já basta as casas que ele deu contra a lagartagem.

tma disse...

Relativamente ao nº de equipas, "teria" de ser 10 (e não 12), pois jogando a 4 voltas, haveria 36 jogos, mais 2 que actualmente (com 12 equipas haveria 44 jogos, o que seria uma brutalidade...).

Estou de acordo com o posicionamento do Manduca: extremo, de preferência esquerdo. O Karagounis, talvez por força do ritmo lento do Benfica, acabou por não subir mais e apoiar a contrução de jogo numa zona mais adiantada, onde as suas qualidades se evidenciam melhor. O Léo mais uma vez provou que tem de ser sempre titular (foi quanto a mim o melhor) e o Alcides só se compreende pela fragilidade do adversário e pelo facto de o Nélson não estar a render lá assim muito...
Fala-se também muito sobre o Simão render mais à esquerda, mas ontem acho que até teve melhor desempenho actuando à direita, e acho que o Koeman poderia, em definitivo, apostar nessa solução (caramba, um bom jogador e um capitão de equipa também tem de demonstrar versatilidade!)

Quanto ao (não) fair-play do 3º golo, estou divido entre achar que o Léo deveria ter interrompido a jogada (ainda que o jogador do Penafiel não parecesse muito queixoso) e fazer o que fez (já que o Penafiel também não interrompeu a jogada, e na 1ª parte deve uma atitude de inequívoco anti-desportivismo). Ainda assim, inclino-me mais para a 1ª...

Quanto às dificuldades que se prevêem nos jogos que se avizinham, há-que dizer que é nessas altura que o Benfica tem correspondido melhor. Foi assim na fase que começou com a vitória sobre o Lille e incluiu a vitória no Porto.
Foi assim a série de vitórias em parte motivada pela vitória sobre o Man Utd.
Seria importante, já agora, que o Miccoli recuperasse, embora me agrade ver o Geovanni a ponta de lança.

Pedro Malaquias disse...

Péssimo jogo.

PONTOS MAUS
Karagounis.. o grego dps da exibição para a taça fez um jogo sofrível.
Simão.. mt mau mm.. tirando o golo, não fez nada...

PONTOS BONS
O Leo é, como já o tenho dito, um fabuloso lateral-esquerdo. Não me lembro de 1 jogador com metade da sua categoria que tenha passado pelo SLB naquela posição nos últimos 10 anos (pelo menos). Quanto ao Petit, um jogador que quando entrou no SLB eu considerava tosco, é, hoje em dia, um dos meus jogadores preferidos, correndo km's e km's por jogo.

bem litrado disse...

Apesar de pensar que o Alcides não pode ser comparado ao Nélson, dado que este é muito melhor lateral direito, não sejam injustos com o Alcides. O homem já tem feito bons jogos naquele lugar e é por isso uma opção válida.

bem litrado disse...

Karagounis parece uma carta fora do baralho. Não espero muito deste jogador. É capaz de coisas boas como se viu contra o Nacional, mas de maneira geral, tem tido um rendimento muito fraquinho. Parece uma eterna promessa que tarda em despertar. De qualquer forma, parece o tipo de jogador útil para entrar a meio do jogo e não para jogar a titular.

Anónimo disse...

Esta história de 10 clubes era acabar com o futebol profissional em Portugal. Faz então um campeonato a três.

S.L.B. disse...

Anónimo: para ter um futebol profissional onde a maioria dos clubes está com a "corda na garganta", gasta mais do que aquilo que ganha e ter jogos com 500 espectadores, se calhar então é melhor acabar com o futebol profissional.