sexta-feira, março 06, 2026
Complicado
Vencemos na passada 2ª feira o Gil Vicente em Barcelos (2-1) e vamos para o clássico no próximo domingo a sete pontos do CRAC (3-1 em casa ao Arouca, com um golo em claro fora-de-jogo e um penalty inventado...! Nada mau...! Nomes a reter: Sr. Iancu Vasilica e VAR Vítor Ferreira), com a lagartada a manter-se três à nossa frente (3-0 em casa ao Estoril).
Perante uma das melhores equipas do nosso campeonato, que está num excelente 5º lugar, e depois de um jogo europeu, era com natural apreensão que encarava este jogo e a 1ª parte veio confirmá-la, porque estivemos longe de ter o ritmo desejável e fomos muito lentos. De tal forma, que só num lance do Rafa criámos perigo durante os primeiros 30’, com o guarda-redes a defender para canto, depois de uma jogada do Pavlidis na direita. Houve uma cabeçada do Schjelderup que entraria certamente, mas um defesa interceptou a bola. No entanto, aos 35’, inaugurámos mesmo o marcador, num canto do Aursnes para cabeçada do António Silva, com o Pavlidis ainda a fazer-se à bola, mas a não tocar e desorientando o guarda-redes Lucão. Logo a seguir, o Pavlidis poderia ter alargado a nossa vantagem, mas atirou de peito(!) ao poste.
Na 2ª parte, pura e simplesmente esquecemo-nos de regressar dos balneários...! Como tal, o Gil Vicente aproveitou para restabelecer a igualdade logo aos 51’ pelo Héctor Hernández, que, aproveitando um lançamento lateral em que ficámos todos a dormir, em especial o Otamendi, conseguiu com um toque subtil enganar o Trubin. No minuto anterior, já tínhamos tido a má notícia da lesão muscular do Aursnes, que o irá deixar de fora durante algumas semanas, tendo entrado o Barrenechea. E as coisas ainda poderiam ter sido piores, caso o Trubin não tivesse feito uma óptima defesa a um cabeceamento do mesmo Héctor Hernández num canto. No entanto, a nossa resposta foi boa e instalámo-nos no meio-campo contrário, não permitindo mais nenhumas veleidades ao Gil Vicente. O Schjelderup perdeu algum tempo de remate, mas centrou rasteiro com perigo, sem que ninguém tivesse aproveitado. Porém, foi mesmo o norueguês a desbloquear o jogo para nós, com o 2-1 feito aos 73’, já depois de o Mourinho ter colocado o Ríos e Lukebakio, não tendo tirado o Schjelderup (milagre!). Lance pela direita com centro do Dedic, o Rafa tentou um escorpião, que felizmente falhou e a bola sobrou para a esquerda, onde o Schjelderup com um excelente remate de pé esquerdo desfeiteou o guarda-redes contrário. Até final, ainda entrou o Bah, que ajudou a conter a reacção adversária e, perto do final, foi o Trubin novamente a estar em destaque defendendo um remate algo perigoso de fora da área.
Em termos individuais, óbvio destaque para o Schjelderup que foi de longe o melhor em campo. Ainda não foi desta que fez os 90’, mas a bem da verdade levou um amarelo logo a seguir ao golo e o Mourinho fez bem em trocá-lo pelo Bah. De qualquer forma, ele é neste momento o grande desequilibrador da equipa. Fiquei com a sensação que o Trubin poderia ter feito mais no golo, mas safou nitidamente outros dois. O Prestianni voltou à titularidade, depois do castigo por amarelos, esteve mexido, mas menos em destaque do que nos jogos anteriores. O Pavlidis continua a dar imensa luta aos adversários, mas não está a passar por uma boa fase em termos de concretização. Quando ao Rafa, ainda não entrou bem no ritmo da equipa. Bom jogo igualmente do António Silva, com a mais-valia de ter inaugurado o marcador. O Otamendi, ao invés, teve grandes culpas no golo sofrido.
No próximo domingo, iremos jogar o futuro desta temporada. Só uma vitória nos permitirá continuar a acalentar (algumas) esperanças de ainda podermos chegar ao título. Ainda por cima, nesse dia, isto fará 20 anos. Foi uma prenda imbatível, mas espero outra (quase) tão boa daqui a dois dias.
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