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terça-feira, janeiro 06, 2026

Trabalhoso

Vencemos o Estoril na Luz no sábado por 3-1 e entrámos com uma vitória no novo ano. Como a lagartada empatou (1-1) em Barcelos frente ao Gil Vicente, reduzimos a diferença para eles para três pontos, mantendo o CRAC os dez de distância para nós, mercê de uma inacreditável oferta do guarda-redes do Santa Clara (Gabriel Batista), que lhes permitiu ganharem 1-0 nos Açores.

Com o Aursnes no banco e o Manu no lugar do lesionado Enzo Barrenechea, não entrámos nada bem perante uma das equipas que melhor joga no nosso campeonato. De tal forma que ainda nem um minuto estava decorrido e nós íamos sofrendo um golo, só evitado pelo Trubin e por uma recarga de cabeça aselha de um adversário. Respondemos bem com um remate de fora da área do Sudakov, que passou perto da barra, mas foi o mesmo Sudakov que proporcionou ao Estoril outra chance de golo, com uma perda de bola em zona proibida que o seu compatriota resolveu na baliza com uma defesa para canto. Começámos a aproximar-nos da baliza contrária e o Prestiannni e o Manu viram prometedores remates seus desviarem em defesas para canto. E foi de um canto que resultou o penalty que nos deu o primeiro golo aos 34’. O Otamendi foi agarrado por dois defesas, mas o árbitro, o Sr. Anzhony Rodrigues, e o VAR, Sr. Paulo Barradas, consideraram que a falta foi por causa de uma mão na bola...! O Pavlidis continua com o seu registo 100% vitorioso da marca dos 11 metros e não deu hipóteses ao guarda-redes Robles. No primeiro minuto da compensação, o mesmo Pavlidis marcou um golão! Abertura do Leandro Barreiro para o grego, que resistiu à carga do defesa e, à saída do guarda-redes, fez um chapéu maravilhoso. Tínhamos o jogo muito bem encaminhado, só que mais uma vez resolvemos oferecer um golo ao adversário, ao defender muito mal o João Carvalho, que surgiu solto já dentro da área e fez o 2-1 mesmo em cima do intervalo, depois de uma jogada do Guitane na direita. Foi muito frustrante, porque deveríamos ter ido para o intervalo bastante mais descansados...

Na 2ª parte, controlámos melhor o Estoril e eles só tiveram uma boa oportunidade, mas felizmente o remate saiu ao lado. Quanto a nós, também fomos menos ofensivos e foi preciso chegar aos 20’ finais para nos lembrarmos que havia uma baliza do outro lado, num livre do Sudakov, que passou a rasar o poste com o guarda-redes especado. O Mourinho só começou a fazer substituições aos 77’, fazendo entrar o Aursnes e promovendo a estreia do Sidny Cabral, que mostrou logo serviço aos 80’ numa assistência para o Pavlidis fazer o 3-1 e decidir o jogo. Um defesa ainda tentou cortar a bola, mas ela acabou por sobrar para o grego, que só teve de encostar. Até final, foi novamente o Sidny Cabral num livre de pé esquerdo a atirar com algum perigo.

Em termos individuais, óbvio destaque para o Pavlidis com mais um hat-trick e 17 golos em 17 jogos no campeonato. O Sudakov também esteve bem (com excepção daquela oferta na 1ª parte...) e acho que não devia ter saído, até porque o Leandro Barreiro está pelo segundo jogo consecutivo um pouco fora dela. O Sidny Cabral teve uma boa estreia e, apesar de ser defesa de origem, parece que o Mourinho o pretende ver mais a extremo. O Manu ainda não está com o ritmo ideal, mas é muito mais jogador do que o Barrenechea, dado que cria desequilíbrios a nosso favor e não passa a vida a jogar para os lados e para trás. O Trubin também foi muito importante, especialmente quando o resultado ainda estava 0-0.

Iremos amanhã defrontar o Braga na meia-final da Taça da Liga e, com o 1º lugar a 10 pontos e a ida a Mordor para a Taça de Portugal, temos aqui a nossa melhor oportunidade de ganhar um segundo troféu esta temporada (sim, a Supertaça conta). Mas primeiro há que chegar à final e, pelo que se viu do Braga na semana passada, o jogo não vai ser nada fácil.

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