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terça-feira, janeiro 20, 2026

Amasso

Vencemos o Rio Ave em Vila do Conde no passado sábado (2-0), mas continuamos com a diferença de três e dez pontos para os dois da frente, que também ganharam (a lagartada 3-0 em casa ao Casa Pia e o CRAC 1-0 em Guimarães, mercê de dois penalties...). Foi uma das melhores exibições da época e o resultado é demasiado curto para o que se passou em campo.

Com o Ríos lesionado, o Leandro Barreiro foi para o seu lugar (e que é a sua – dele – verdadeira posição), o Sudakov também alinhou na sua posição de origem, atrás do ponta-de-lança, e o Schjelderup regressou finalmente à titularidade para o campeonato, algo que não acontecia desde Setembro! Desde os minutos iniciais, mostrámos logo ao que íamos: muito pressionantes na saída de bola do adversário, a não os deixar respirar e a construir lances ofensivos em catadupa. O Schjelderup esteve em grande destaque na 1ª parte e muito do nosso jogo passou por ele, bem secundado pelo Sudakov no meio. O Pavlidis viu um defesa tirar a bola que ia para dentro da baliza ainda antes dos dez minutos e vimos uma bola do Schjelderup bater no poste, depois de defendida pelo guarda-redes Miszta, com um defesa a tirá-la sobre a linha. Aliás, deu a nítida sensação de que ela transpôs a linha, mas inacreditavelmente continuamos sem tecnologia da linha e golo na Liga portuguesa...! Aos 16’, inaugurámos o marcador com toda a justiça, com um bom cabeceamento do Leandro Barreiro a cruzamento milimétrico do Sudakov, na sequência de um canto. Pouco depois, houve um defesa do Rio Ave que tocou com as duas mãos na bola, o Sr. Cláudio Pereira assinalou penalty, mas o VAR Sr. Pedro Ferreira chamou-o para reverter a decisão...! Inacreditável! Felizmente, logo a seguir, aos 25’, conseguimos fazer o segundo golo com bastante sorte, um autogolo do Ntoi depois de uma jogada do Dedic. Até ao intervalo, ainda tivemos mais um par de boas ocasiões, noutra cabeçada do Barreiro defendida pelo Miszta e um remate do Prestianni às malhas laterais. Do outro lado, só um remate do Ntoi causou perigo, mas a bola roçou o nosso poste.

Na 2ª parte, não tivemos tantas ocasiões, mas controlámos perfeitamente o jogo. O Prestianni poderia ter acabado com as (poucas) dúvidas logo no recomeço, mas o remate saiu por cima e, a 15’ do fim, o Pavlidis não conseguiu chegar a tempo de um centro do entretanto entrado Sidny Cabral, em que só teria de acertar na bola para fazer golo... Do lado contrário, o Clayton ainda meteu a bola na nossa baliza, mas felizmente estava fora-de-jogo. O Mourinho fez as substituições antecipáveis e o primeiro a sair por volta da hora de jogo foi naturalmente o... Schjelderup! Não se percebe isto! O homem até estava a ser dos melhores em campo e não consegue jogar mais de uma hora... Por outro lado, não se justificou que o Pavlidis tivesse ficado até final, porque estava claramente desinspirado. Teria feito todo o sentido colocar o Ivanović...

Em termos individuais, destaque para o Barreiro não só pelo golo, o Dedic também esteve muito dinâmico, mas a nossa boa 1ª parte tem um nome claro: Schjelderup. Mais do que justifica ter maior tempo de utilização, especialmente naqueles jogos em que o Mourinho se lembra de colocar o Ivanović na esquerda em vez dele (em Braga, por exemplo). A defesa esteve segura com o regresso do Otamendi e o Dahl controlou bem o André Luiz de quem se diz que estamos interessados (mas para 20 M€ tem de mostrar muito mais...!).

Jogar com extremos ofensivos e o Sudakov a dez, se calhar, ajuda a esta melhoria, não é verdade...? Esperemos que esta boa exibição nos inspire para os jogos decisivos da Champions que teremos nestas duas semanas. Amanhã será já em Turim, frente à Juventus, e uma vitória é fulcral. 

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