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quarta-feira, janeiro 28, 2026

Miúdos

Vencemos o Estrela da Amadora no passado domingo (4-0), mas, como os outros dois também ganharam (o CRAC 3-0 em Mordor ao Gil Vicente e a lagartada 2-1 em Arouca aos 96’!), mantivemos a desvantagem de três pontos para o 2º lugar e 10 para o 1º. Foi um jogo relativamente calmo, que ficou decidido no início da 2ª parte, e que teve o condão de apresentar dois sub-17 ao grande tribunal da Luz, que passaram no teste com (enorme) distinção.
 
Num jogo de campeonato entre dois outros decisivos da Champions em semanas consecutivas, era expectável que o Mourinho fizesse algumas alterações, mas pouco preveriam que uma delas fosse a titularidade de Daniel Banjaqui, recente campeão mundial sub-17, na lateral-direita. O Barrenechea voltou à titularidade, assim como o António Silva e o Sidny Cabral. A partida começou muito morna da nossa parte, adormecida até, e um erro do Otamendi só não deu golo logo aos 2’, porque o António Silva conseguiu cortar a bola, já depois de o avançado ter passado pelo Trubin...! Logo a seguir, o Aursnes falhou escandalosamente o golo, depois de se antecipar a um defesa e ficar sozinho frente ao guarda-redes. O Sidny Cabral marcou muito bem um livre de pé esquerdo, que o guarda-redes Renan Ribeiro defendeu para canto. Não estávamos com grande velocidade, mas acabámos por conseguir algo muito importante que era inaugurar o marcador até ao intervalo, com o Pavlidis a marcar de cabeça aos 43’, na sequência de um canto do Sidny Cabral.
 
Para a 2ª parte, entrou logo o Leandro Barreiro para o lugar do amarelado Barrenechea e resolvemos a partida nos primeiros minutos do recomeço. Aos 55’, foi novamente o Pavlidis a marcar, desta feita de penalty a castigar um pisão sobre o Sidny Cabral. E apenas três minutos volvidos, aos 58’, um mau atraso de cabeça de um defesa acabou por inadvertidamente isolar o Sidny Cabral, que marcou à sua anterior equipa. Com o desfecho resolvido à hora de jogo, baixamos imenso ritmo, já a pensar no Real Madrid e o Mourinho aproveitou para estrear o Anísio Cabral, que entrou para o lugar do Pavlidis, e só precisou de um minuto em campo para marcar um belo golo de cabeça aos 84’, na sequência de um cruzamento da direta do Banjaqui. Mais perfeito para ambos os miúdos não podia ser!
 
Em termos individuais, gostei imenso do Banjaqui, com grande capacidade de aceleração e recuperação defensiva, bons cruzamentos e sem medo de arriscar. O Pavlidis também merece destaque pelo bis e o Sidny Cabral esteve igualmente muito activo na esquerda, tendo tido acção directa em dois dos golos. O Anísio estreou-se de forma perfeita e deixou água no bico. Outro que também entrou na 2ª parte foi o Diogo Prioste, que me pareceu muito esclarecido no meio-campo.
 
Conseguimos o que pretendíamos, que era um jogo calmo no meio de semana europeia. O futuro o dirá, mas vamos ver se este jogo não ficará na memória de todos nós, tal como este, por ter sido o jogo do primeiro golo de uma grande promessa da formação na equipa principal. Já agora, muito bem secundado por outra também promessa. Com os títulos a serem uma miragem este ano, que isto se confirme no futuro para não darmos esta temporada como totalmente perdida.

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