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segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Da noite para o dia

Goleámos o Rio Ave por 5-1 e estamos agora no segundo lugar por causa da magnífica vitória do Estoril (2-0) frente à lagartada. Temos os mesmo 50 pontos do que eles, mas melhor diferença de golos, com o CRAC a dois de distância (3-1 em casa ao Braga), mas com a tal meia parte com o Estoril ainda por jogar. Quem olhe só para o resultado pode pensar que o jogo foi um passeio, mas tal não foi de todo o caso, até porque chegámos ao intervalo a perder.

Desta feita, o Rui Vitória apostou no Zivkovic em vez do João Carvalho para o lugar do Krovinovic, mas a 1ª parte foi quase toda do Rio Ave. Marcaram logo aos 9’ de cabeça pelo Guedes depois de uma grande jogada do Francisco Geraldes, num lance em que me pareceu que o Bruno Varela poderia ter sido mais rápido a atacar a bola, e logo a seguir o João Novais atirou ao poste. Nós ficámos um pouco atarantados e nunca nos recompusemos durante o primeiro tempo. Só tivemos duas oportunidades de golo, com o Cássio a fazer bem a mancha ao Zivkovic depois de um mau atraso de cabeça e já sob o intervalo, em que numa boa combinação pela esquerda ninguém conseguiu rematar convenientemente. Os vilacondenses também tiveram uma situação de perigo em que o Rúben Dias corta de forma excelente a bola, quando um adversário se preparava para ficar isolado.

A 2ª parte foi completamente diferente. Para isso, muito contribuiu o facto de termos conseguido o empate logo aos 49’ numa cabeçada do Jardel na sequência de um canto do Cervi. Pouco depois, o mesmo Cervi viu o seu remate interceptado por um defesa uma boa combinação atacante, mas aos 63’ passávamos finalmente para a frente do marcador através do Pizzi num remate que acabou por enganar o guarda-redes, depois de uma assistência do Jonas na esquerda. O Rio Ave desmoronou-se por completo e nós fomos aumentando a vantagem. Fizemos o 3-1 no golito da ordem do Jonas (já vai com 25 golos em 21 jornadas!), novamente num canto do Cervi, com o Jardel a cabecear e o avançado brasileiro a desviar do Cássio. Pouco depois, foi pena o Jonas não ter bisado numa boa combinação com o Grimaldo, com a bola a sair rente ao poste já com o guarda-redes batido. No entanto, aos 83’ chegámos mesmo ao 4-1 na estreia do Rúben Dias a marcar pela equipa principal, de cabeça novamente na sequência de um canto, desta feita apontado pelo Pizzi. A três minutos dos 90’, boa jogada do Rafa na direita (tinha substituído o Salvio lesionado ainda na 1ª parte) e centro para o Jiménez (entrado para o lugar do Jonas pouco antes) fazer o 5-1. Foi um resultado muito pesado para o Rio Ave, mas como diria o outro: “é a vida”.

Só se pode fazer os destaques individuais com base na 2ª parte: o Cervi marcou os cantos de dois golos, o Jardel foi muito importante por ter empatado bastante cedo e o Grimaldo esteve em grande rotação. O Rúben Dias foi outro que sobressaiu, principalmente em termos defensivos (apesar de ter marcado pela primeira vez), porque aquele corte na 1ª parte foi providencial. O Bruno Varela revelou alguma insegurança nas saídas, fruto quiçá de ter percebido que poderia ter feito mais no golo do adversário.

Para a semana, teremos uma deslocação muito complicada a Portimão. Depois de termos conseguido anular a desvantagem para a lagartada, há que continuar a manter pressão sobre os rivais.

1 comentário:

José Ramalhete disse...

Saliento que o Cervi marcou os cantos que deram dois golos e o marcador oficial tem sido o Pizzi.
Como tem acontecido na marcação de livres com tão fracos resultados.
Espero que RV aprenda a ver o erro da sua escolha.