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segunda-feira, janeiro 23, 2012

Muito suado

Uma vitória por 3-1 sobre o Gil Vicente permitiu-nos continuar sozinhos no 1º lugar do campeonato. Apesar de o resultado poder indicar o contrário, foi o jogo mais difícil que tivemos na Luz este ano. O Gil Vicente jogou muito bem, bloqueou-nos os espaços todos e contra-atacou com perigo, mas felizmente o querer que demonstrámos (ajudado pela classe do Aimar) conduziu-nos ao triunfo.

A 1ª parte foi bastante fraca da nossa parte. O Gil Vicente defendeu muito bem e nós não tivemos arte para ultrapassar a defesa contrária. Mesmo assim, fizemos o 1-0 pelo inevitável Cardozo, de cabeça, aos 27’ na sequência de um livre do Nolito. Quando se pensava que o mais difícil estava conseguido, o Gil Vicente não abriu muito a sua muralha defensiva e nós não tivemos mais nenhuma flagrante oportunidade. Num lance fortuito aos 40’, sofremos o empate em mais um grande golo do Gil Vicente contra nós (parece sina), num canto em que o Artur soca para a frente e o Rodrigo Galo de fora da área remata sem hipóteses, com a bola ainda a bater na barra antes de entrar. Chegávamos ao intervalo empatados, algo que não nos acontecia desde o jogo contra o Marítimo no dia 11 de Dezembro (para o campeonato, claro está).

A 2ª parte foi ainda mais difícil do que a 1ª, já que o Gil Vicente atacou mais e poderia ter marcado em mais do que uma ocasião. Numa delas, valeu-nos São Artur com mais uma defesa espantosa. Em termos atacantes, evidenciávamos as mesmas dificuldades do 1º tempo e lá teve que entrar El Mago Aimar para o lugar do apagado Gaitán. A partir daqui, as coisas foram melhorando progressivamente, mas continuávamos sem criar grandes oportunidades de golo. Até que aos 72’ pudemos suspirar de alívio quando o Rodrigo remata fora da área e a bola tabela num defesa contrário, enganando o guarda-redes. E dois minutos depois, acabámos com as dúvidas quanto ao vencedor, quando o Aimar tabelou bem com o Nolito e, com muita classe, desviou do guarda-redes. Até final, mostrámo-nos mais interessados em guardar a bola do que em aumentar a vantagem.

Em termos individuais, o Aimar merece o destaque, porque a sua entrada melhorou substancialmente o nosso jogo e foi preponderante na vitória. Depois de uma 1ª parte fraca, o Rodrigo subiu de produção na 2ª e foi dele o golo que desbloqueou o resultado. Quanto ao Cardozo, é apenas o seu 7º(!) jogo consecutivo a marcar e reforçou a liderança nos melhores marcadores com 12 golos. Se olharmos somente para a exibição, talvez o Nolito não tenha sido tão efusivo como em jogos anteriores, mas os números dizem que fez duas assistências para golo e por isso merece obviamente uma referência especial. Quanto aos restantes jogadores estiveram mais ou menos, com o Gaitán a precisar urgentemente de melhorar os índices físicos (até lá podem jogar perfeitamente Nolito e Bruno César), o Garay também com uma 1ª parte sob o fraco, mas melhor na 2ª e um elogio para o Artur que foi decisivo com aquela defesa quando ainda havia 1-1 no marcador.

Costuma dizer-se que são as vitórias nas exibições menos conseguidas que garantem campeonatos e, se assim for, só temos que nos dar por satisfeitos com esta partida. Alcançámos o 6º triunfo seguido para o campeonato e 8º em todas as competições. Seguem-se agora três semanas em que não temos partidas a meio delas, pelo que se espera que em termos físicos a equipa faça uma gestão do esforço que lhe permita não só alcançar as desejáveis vitórias, como também acumular energias para as partidas da Champions.

P.S. – Mais uma excelente assistência na Luz com 43.214 espectadores. A diferença para os 56.166 da semana passada é a diferença entre um jogo no Domingo às 20h15 para outro no Sábado às 18h30. À consideração de quem decide os dias e horas dos jogos…

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