origem

segunda-feira, outubro 27, 2008

Por pouco

Sofremos bastante para vencer a Naval (2-1), mas pela primeira vez desde que fomos campeões olhamos para baixo na classificação e vemos o CRAC* e os lagartos. No entanto, e mais uma vez, não podemos estar satisfeitos com a exibição que fizemos, mas ao invés das outras o resultado acabou por nos ser favorável.

Em dia de aniversário da Nova Luz e com 45.714 espectadores no estádio, não entrámos nada bem na partida. O que eu acho incompreensível. O Leixões tinha-nos dado uma grande alegria na véspera ao vencer em casa do CRAC* e o mínimo que se esperava é que nós entrássemos a matar, mostrando a vontade de os ver pelas costas. Mas isso não aconteceu e foi mesmo a Naval a ter a grande situação da 1ª parte, com um avançado a falhar escandalosamente só com o Quim pela frente. Confesso que não concordei com a equipa inicial apresentada, porque o Katsouranis ficou no banco (está bem que ele não fez um grande jogo em Berlim, mas depois quando entrou na 2ª parte viu-se bem a diferença de ter um jogador que usa processos simples no meio-campo) e o Di María também. Quer dizer, não percebo porque é que em Berlim jogamos com dois extremos puros e muito atacantes, e contra a Naval em casa alinhamos com o Ruben Amorim (que até nem jogou mal) a extremo-direito. Faltou sempre velocidade no desenvolvimento do nosso jogo atacante, mas mesmo assim tivemos algumas oportunidades e um penalty ESCANDALOSO escamoteado por esse indivíduo que é irmão do Paulo Costa e cujo nome eu me recuso a dizer, para não o conspurcar.

Na 2ª parte entrámos bastante melhor, mais velozes e pressionantes, mas a bola estava difícil de entrar. O Nuno Gomes teve uma boa oportunidade logo aos 51' a centro do Maxi Pereira, todavia rematou por cima. Tivemos que esperar até aos 71’ para finalmente marcar. Um livre do nº 6 e um golo de cabeça do nº 4. Uma jogada já muito vista naquela mesma baliza (lagartos 04/05 e Liverpool 05/06), só que este ano o nº 6 já não é o Petit mas o Reyes. O mais difícil estava feito, porém mais uma vez não soubemos controlar e manter a bola, o que já é um problema patológico da equipa. A Naval começou a criar perigo, manobrava à vontade no nosso meio-campo, onde algumas unidades tinham dado o berro (Carlos Martins, por exemplo, que deveria ter saído em vez do Ruben Amorim para entrar o Di María), e acabou por não ser surpresa o golo do empate aos 82’. Lance pelo nosso lado esquerdo, o Carlos Martins não compensa o facto de o nº 25 estar a defender mais à frente, o centro é feito à vontade, o Luisão e o Maxi Pereira estão a dormir e o ponta-de-lança adversário marca com o joelho! Eu nem queria acreditar que iríamos deixar fugir a oportunidade soberana de ultrapassar o CRAC*. Felizmente o Cardozo (que tinha entrado para o lugar do Suazo) também não. Grande centro do nº 25 na esquerda, o Nuno Gomes fez que ia ao lance mas apercebe-se da presença do paraguaio melhor colocado e deixa-lhe a bola, e o Cardozo fuzila de cabeça. Voltávamos à vantagem a quatro minutos do fim. E, desta vez, conseguimos mantê-la, o que é de saudar pela raridade.

Individualmente, o Reyes foi o nosso melhor jogador. Foi o único que acelerou o jogo e criou desequilíbrios. Além disso, fez a assistência para o golo do Luisão. Voltei a gostar imenso do Nuno Gomes, que está com uma confiança tremenda. Quase tudo lhe sai bem (teve um lance em que a bola é lançada para sua frente e ele consegue dominá-la no ar, e deve ter sido a 1ª vez na carreira que o conseguiu) e só foi pena não ter marcado aquele golo. O Katsouranis equilibrou a equipa com a sua entrada e o Cardozo, no seu jeito desengonçado, já está no topo dos melhores marcadores. O Quique tem um (bom) problema entre mãos, porque entre o Suazo e o Cardozo só um é que deverá jogar, já que o Nuno Gomes neste momento é titular indiscutível. O Luisão teria feito igualmente uma óptima partida, se não fosse o pequeno pormenor do golo sofrido. Por seu turno, o Maxi Pereira e o Carlos Martins estiveram desastrados, e ao Yebda também já lhe vi fazer melhores jogos. Todos os outros estiveram medianos.

Para a semana vamos a Guimarães e é fundamental manter a senda vitoriosa, para que esta ultrapassagem ao CRAC* e lagartos (que empatou em Paços de Ferreira) não seja só temporária. Mas para isso teremos que jogar bastante melhor do que hoje.

* Lamento ter faltado ao rigor para com o clube regional ao apelidá-lo de corrupto aqui há uns tempos. A bem da exactidão e para me poupar tempo na escrita, doravante a referida agremiação será denominada aqui neste blog de CRAC: Clube Regional ASSUMIDAMENTE Corrupto. É mais correcto (não recorreram da perda de pontos, pois não?) e mais curto. Assinado: a Gerência.

2 comentários:

Rui Branco disse...

É um palpite, para mim acho que o Benfica vai ser campeão....

Pedro disse...

É impressionante como o Nuno Gomes teima em falhar aqueles golos feitos...é só encostar e ele faz sempre o mais dificil...

Qd o Ribeiro cruzou pensei q o Nuno ía estragar o lance
:):)

Ai ai ai ...

De resto é uma vitória importantíssima. Aproveitar os deslizes adversários, vencer contra o árbitro mesmo a jogar mal!!!