origem

sexta-feira, setembro 23, 2011

Soube a pouco

Empatámos em casa do CRAC (2-2), o que, dado o historial dos nossos jogos naquele antro, acaba por ser um resultado agradável. Teria assinado de cruz se alguém me propusesse este resultado antes de a partida começar, mas no final do jogo fiquei com a sensação que poderíamos ter feito melhor. Se tivéssemos jogado para ganhar, provavelmente tê-lo-íamos conseguido.

A 1ª parte foi muito má da nossa parte. Muito lentos nas transições, praticamente não criámos perigo e demos sempre a sensação de estar a jogar para o empate. O CRAC também não teve assim tantas oportunidades (um remate do Hulk e uma grande defesa do Artur a remate isolado do Fucile), mas marcou aos 37’ pelo Kléber na sequência de um livre escusado do Maxi Pereira.

Na 2ª parte, não poderíamos ter entrado melhor, porque fizemos a igualdade logo aos 47’. Boa jogada de insistência do Nolito e assistência para o Cardozo, que protegeu bem a bola do defesa e do Hélton, e rematou por debaixo do corpo deste. Só que novo erro infantil custou-nos a desvantagem três minutos depois. Canto curto do CRAC, centro rasteiro para a área, a nossa defesa toda a dormir e golo do Otamendi. Nem queria acreditar que, depois de termos empatado, consentíssemos um golo desta maneira! O CRAC praticamente morreu aí. Pouco mais fez até final da partida e ainda estávamos no minuto 50. Nós tivemos uma grande oportunidade dez minutos depois, na sequência de um dos poucos lances em que fizemos uma transição rápida para o ataque, mas o Cardozo isolado rematou contra o pé do Hélton. Aos 69’, o Jesus colocou o Bruno César e o Saviola, e a nossa superioridade continuou a ser vincada. Chegámos finalmente ao empate aos 82’ através do Gaitán, depois de uma assistência fabulosa do Saviola e também de dois bons toques do Cardozo. Até final nada mais de relevante se passou e foi pena que não tivéssemos aproveitado melhor o último esforço atacante do CRAC, porque tivemos uma ou outra possibilidade de sair com perigo para o ataque.

Em termos individuais, o Cardozo merece realce, porque marcou um golo (lá se vai a crítica de nunca ter marcado em casa do CRAC…) e esteve presente noutro. O Gaitán continua a decidir os momentos em que deve ou não correr, mas quando o faz ninguém o apanha. E marcou um golão! O Nolito também não esteve mal, embora mais discreto que o seu colega extremo. O Luisão foi um patrão durante quase o jogo todo e só foi pena ter ficado a dormir, como toda a defesa, no 2-1. O Artur fez um par de boas defesas e apenas não gostei da perna esticada perante o Guarín. O Saviola entrou muito bem na partida e foi preponderante na assistência para o Gaitán. O Emerson esteve regular, o que, apanhando com o Hulk pela frente, se pode considerar positivo. Menos bem, e porque também tem direito, esteve o Maxi Pereira.

Não perdemos num campo em que infelizmente isso acontece com regularidade e acabámos com os 11 em campo (coisa raramente vista), mas um pouco mais de ambição, especialmente na 1ª parte, poderia ter-nos valido uma vitória. Foi pena, mas podemos já corrigir isso na 3ª feira com uma vitória na Roménia para a Liga dos Campeões.

P.S. – Apesar de alguma inclinação do campo, fez bem ao Sr. Jorge Sousa estar a ser alegadamente observado pela Uefa. E, principalmente, fez bem a quem gosta de uma arbitragem sem influência no resultado.

P.P.S. – É oficial: o Fucile é um porco nojento!

1 comentário:

Bcool973 disse...

Concordo com quase tudo