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quarta-feira, janeiro 28, 2026

Miúdos

Vencemos o Estrela da Amadora no passado domingo (4-0), mas, como os outros dois também ganharam (o CRAC 3-0 em Mordor ao Gil Vicente e a lagartada 2-1 em Arouca aos 96’!), mantivemos a desvantagem de três pontos para o 2º lugar e 10 para o 1º. Foi um jogo relativamente calmo, que ficou decidido no início da 2ª parte, e que teve o condão de apresentar dois sub-17 ao grande tribunal da Luz, que passaram no teste com (enorme) distinção.
 
Num jogo de campeonato entre dois outros decisivos da Champions em semanas consecutivas, era expectável que o Mourinho fizesse algumas alterações, mas pouco preveriam que uma delas fosse a titularidade de Daniel Banjaqui, recente campeão mundial sub-17, na lateral-direita. O Barrenechea voltou à titularidade, assim como o António Silva e o Sidny Cabral. A partida começou muito morna da nossa parte, adormecida até, e um erro do Otamendi só não deu golo logo aos 2’, porque o António Silva conseguiu cortar a bola, já depois de o avançado ter passado pelo Trubin...! Logo a seguir, o Aursnes falhou escandalosamente o golo, depois de se antecipar a um defesa e ficar sozinho frente ao guarda-redes. O Sidny Cabral marcou muito bem um livre de pé esquerdo, que o guarda-redes Renan Ribeiro defendeu para canto. Não estávamos com grande velocidade, mas acabámos por conseguir algo muito importante que era inaugurar o marcador até ao intervalo, com o Pavlidis a marcar de cabeça aos 43’, na sequência de um canto do Sidny Cabral.
 
Para a 2ª parte, entrou logo o Leandro Barreiro para o lugar do amarelado Barrenechea e resolvemos a partida nos primeiros minutos do recomeço. Aos 55’, foi novamente o Pavlidis a marcar, desta feita de penalty a castigar um pisão sobre o Sidny Cabral. E apenas três minutos volvidos, aos 58’, um mau atraso de cabeça de um defesa acabou por inadvertidamente isolar o Sidny Cabral, que marcou à sua anterior equipa. Com o desfecho resolvido à hora de jogo, baixamos imenso ritmo, já a pensar no Real Madrid e o Mourinho aproveitou para estrear o Anísio Cabral, que entrou para o lugar do Pavlidis, e só precisou de um minuto em campo para marcar um belo golo de cabeça aos 84’, na sequência de um cruzamento da direta do Banjaqui. Mais perfeito para ambos os miúdos não podia ser!
 
Em termos individuais, gostei imenso do Banjaqui, com grande capacidade de aceleração e recuperação defensiva, bons cruzamentos e sem medo de arriscar. O Pavlidis também merece destaque pelo bis e o Sidny Cabral esteve igualmente muito activo na esquerda, tendo tido acção directa em dois dos golos. O Anísio estreou-se de forma perfeita e deixou água no bico. Outro que também entrou na 2ª parte foi o Diogo Prioste, que me pareceu muito esclarecido no meio-campo.
 
Conseguimos o que pretendíamos, que era um jogo calmo no meio de semana europeia. O futuro o dirá, mas vamos ver se este jogo não ficará na memória de todos nós, tal como este, por ter sido o jogo do primeiro golo de uma grande promessa da formação na equipa principal. Já agora, muito bem secundado por outra também promessa. Com os títulos a serem uma miragem este ano, que isto se confirme no futuro para não darmos esta temporada como totalmente perdida.

sábado, janeiro 24, 2026

Desapontante

Perdemos em Turim frente à Juventus (0-2) na passada 4ª feira e só um milagre nos permitirá continuar na Liga dos Campeões, porque não só temos de ganhar ao Real Madrid na última jornada da Fase Liga, como ainda temos de esperar resultados favoráveis em, pelo menos, outros cinco jogos... Foi uma derrota algo injusta, porque mostrámos capacidade para obter outro resultado, mas fomos prejudicados pela nossa tremenda falta de eficácia.
 
O Mourinho surpreendeu ao repetir a equipa (ofensiva) de Vila do Conde, com o Prestianni e Schjelderup nas alas e o Sudakov atrás do Pavlidis. A 1ª parte teve oportunidades para os dois lados, mas não só os respectivos guarda-redes estiveram bem, como também houve alguma falta de pontaria. O Sudakov teve um remate de pé esquerdo defendido pelo Di Gregorio, mas talvez pudesse ter dado para o lado, porque tinha o Schjelderup completamente à vontade, com o Pavlidis a não conseguir chegar a tempo da recarga, depois da defesa do guarda-redes. Pouco depois, foi o Prestianni a fazer o mesmo de Vila do Conde, ou seja, inclinar muito o corpo para trás e fazer a bola subir, quando estava em óptima posição...! Erro de principiante! Dominámos grande parte deste período, mas não conseguimos meter a bola na baliza e teria sido muito importante sermos os primeiros a marcar...
 
Na 2ª parte, a Juventus foi mais perigosa, com o Trubin a safar-nos logo de início ao defender com o pé um remate do McKennie. No entanto, aos 55’, os italianos inauguraram mesmo o marcador, com o Tomás Araújo a não ficar muito bem na fotografia, deixando-se bater pelo Jonathan David, tendo a bola sobrado para o Khéphren Thuram, que desfeiteou o Trubin com um remate rasteiro e colocado. Aos 64’, nova investida da Juventus literalmente pelo meio da nossa defesa, com o Jonathan David outra vez na jogada, tendo o remate final pertencido ao McKennie, que o conseguiu efectuar apesar estar rodeado de cinco jogadores nossos!!! Respondemos pouco depois e poderíamos ter reduzido, caso um cabeceamento do Aursnes não tivesse embatido no poste! O Mourinho mexeu na equipa a 20’ do fim e, claro, foi o Schjelderup (que até nem estava a fazer um mau jogo) a sair, com o Ivanović a ir para o lado esquerdo(?!) do ataque... (Não percebo esta fixação de colocar um ponta-de-lança a extremo, fazendo sair um... extremo!) A 15’ do fim, poderíamos ter levado a machadada final, mas o Trubin defendeu para o poste um lance muito confuso. A 10’ dos 90’, deveríamos ter reduzido a desvantagem, mas o Pavlidis escorregou(!) na altura de bater um penalty, por falta sobre o Leandro Barreiro. Inglório! Poderíamos ter entrado novamente no jogo, mas perdemos essa oportunidade de uma forma inacreditável. Até final, nada mais conseguimos fazer.
 
Em termos individuais, o Aursnes exibiu-se em bom plano, embora no lance do segundo golo fosse um dos cinco que não conseguiu cortar a jogada. O Dedic foi o principal dinamizador na 1ª parte, mas, seguindo uma tendência, baixa de produção depois do intervalo. O Sudakov não esteve tão bem quanto em Vila do Conde, assim como o Schjelderup, mas as substituições de ambos têm pouca justificação, até porque piorámos com elas. O Pavlidis parece afectado com o incrível falhanço em Mordor e está com uma crise de confiança.
 
Iremos receber o Real Madrid na próxima semana para o tudo ou nada, mas amanhã teremos o Estrela da Amadora para o campeonato. Independentemente das boas exibições em Mordor e Turim, averbámos duas derrotas. Parece mentira que ainda só estejamos em Janeiro e já com praticamente zero perspectivas de sucesso para o resto da temporada...

terça-feira, janeiro 20, 2026

Amasso

Vencemos o Rio Ave em Vila do Conde no passado sábado (2-0), mas continuamos com a diferença de três e dez pontos para os dois da frente, que também ganharam (a lagartada 3-0 em casa ao Casa Pia e o CRAC 1-0 em Guimarães, mercê de dois penalties...). Foi uma das melhores exibições da época e o resultado é demasiado curto para o que se passou em campo.

Com o Ríos lesionado, o Leandro Barreiro foi para o seu lugar (e que é a sua – dele – verdadeira posição), o Sudakov também alinhou na sua posição de origem, atrás do ponta-de-lança, e o Schjelderup regressou finalmente à titularidade para o campeonato, algo que não acontecia desde Setembro! Desde os minutos iniciais, mostrámos logo ao que íamos: muito pressionantes na saída de bola do adversário, a não os deixar respirar e a construir lances ofensivos em catadupa. O Schjelderup esteve em grande destaque na 1ª parte e muito do nosso jogo passou por ele, bem secundado pelo Sudakov no meio. O Pavlidis viu um defesa tirar a bola que ia para dentro da baliza ainda antes dos dez minutos e vimos uma bola do Schjelderup bater no poste, depois de defendida pelo guarda-redes Miszta, com um defesa a tirá-la sobre a linha. Aliás, deu a nítida sensação de que ela transpôs a linha, mas inacreditavelmente continuamos sem tecnologia da linha e golo na Liga portuguesa...! Aos 16’, inaugurámos o marcador com toda a justiça, com um bom cabeceamento do Leandro Barreiro a cruzamento milimétrico do Sudakov, na sequência de um canto. Pouco depois, houve um defesa do Rio Ave que tocou com as duas mãos na bola, o Sr. Cláudio Pereira assinalou penalty, mas o VAR Sr. Pedro Ferreira chamou-o para reverter a decisão...! Inacreditável! Felizmente, logo a seguir, aos 25’, conseguimos fazer o segundo golo com bastante sorte, um autogolo do Ntoi depois de uma jogada do Dedic. Até ao intervalo, ainda tivemos mais um par de boas ocasiões, noutra cabeçada do Barreiro defendida pelo Miszta e um remate do Prestianni às malhas laterais. Do outro lado, só um remate do Ntoi causou perigo, mas a bola roçou o nosso poste.

Na 2ª parte, não tivemos tantas ocasiões, mas controlámos perfeitamente o jogo. O Prestianni poderia ter acabado com as (poucas) dúvidas logo no recomeço, mas o remate saiu por cima e, a 15’ do fim, o Pavlidis não conseguiu chegar a tempo de um centro do entretanto entrado Sidny Cabral, em que só teria de acertar na bola para fazer golo... Do lado contrário, o Clayton ainda meteu a bola na nossa baliza, mas felizmente estava fora-de-jogo. O Mourinho fez as substituições antecipáveis e o primeiro a sair por volta da hora de jogo foi naturalmente o... Schjelderup! Não se percebe isto! O homem até estava a ser dos melhores em campo e não consegue jogar mais de uma hora... Por outro lado, não se justificou que o Pavlidis tivesse ficado até final, porque estava claramente desinspirado. Teria feito todo o sentido colocar o Ivanović...

Em termos individuais, destaque para o Barreiro não só pelo golo, o Dedic também esteve muito dinâmico, mas a nossa boa 1ª parte tem um nome claro: Schjelderup. Mais do que justifica ter maior tempo de utilização, especialmente naqueles jogos em que o Mourinho se lembra de colocar o Ivanović na esquerda em vez dele (em Braga, por exemplo). A defesa esteve segura com o regresso do Otamendi e o Dahl controlou bem o André Luiz de quem se diz que estamos interessados (mas para 20 M€ tem de mostrar muito mais...!).

Jogar com extremos ofensivos e o Sudakov a dez, se calhar, ajuda a esta melhoria, não é verdade...? Esperemos que esta boa exibição nos inspire para os jogos decisivos da Champions que teremos nestas duas semanas. Amanhã será já em Turim, frente à Juventus, e uma vitória é fulcral. 

sexta-feira, janeiro 16, 2026

Injusto

Perdemos em Mordor (0-1) na 4ª feira e fomos eliminados nos quartos-de-final da Taça de Portugal. Claro que o jogo era de dificuldade máxima, mas aumentámos o nosso VERGONHOSO registo de três(!) taças conquistadas agora nos últimos 30 anos!!! Uma a cada 10 anos! É absolutamente inqualificável isto.

Depois da hecatombe na meia-final da Taça da Liga frente ao Braga e com o Otamendi castigado, o Mourinho tinha necessariamente de mexer na equipa e fê-lo de uma maneira que poucos estavam à espera. O António Silva era previsível, mas as titularidades do Prestianni e Sidny Cabral nem tanto, com o Manu e Sudakov a irem para o banco. E o que é facto é que no nosso treinador ganhou a aposta. Jogar com extremos ajuda um bocadinho a sermos mais perigosos e viu-se bem a diferente entre esta partida e a do campeonato. Claro que o resultado foi pior, mas isso deveu-se a uma falha de marcação num canto aos 16’ em que, nem a tentar agarrá-lo, o Leandro Barreiro conseguir impedir o central Bednarek de cabecear para a baliza do Trubin. Antes disso, já o Prestinni, em óptima posição, inclinou demasiado o corpo para trás e atirou por cima, quando eventualmente só tinha de fazer um passe para a baliza... Pouco depois do golo, o Trubin fez uma dupla defesa a remates do Gabri Veiga e da recarga do Froholdt. E foi tudo o que o CRAC conseguiu fazer em toda a partida. A partir daqui, nós dominámos praticamente o resto do jogo e só não chegámos ao intervalo com, pelo menos, a igualdade, porque o Diogo Costa defendeu com o pé(!) um remate do Barreiro e, na sequência da jogada, o Dedic sozinho na área atirou muito por cima. Poderia (e deveria) ter feito bastante melhor!

Na 2ª parte, a tendência do encontro não se alterou, com o CRAC a fechar-se na sua defesa e a tentar explorar o contra-ataque, coisa que nunca conseguiu muito bem, dado que a nossa defesa esteve quase irrepreensível, com destaque para o Tomás Araújo, que fez uma série de cortes bestiais. O mesmo Tomás Araújo teve uma oportunidade soberana, assistido pelo Pavlidis, mas atirou ao lado, com o Diogo Costa simplesmente a olhar... Pouco depois, foi ainda o Tomás Araújo a rematar de longe, mas o Diogo Costa blocou bem a bola. O CRAC ia fazendo substituições, mas as suas (poucas) tentativas de remate eram interceptadas pela nossa defesa. O Mourinho também já tinha mexido na equipa ainda antes do final da 1ª parte, com a saída do Richard Ríos por lesão no ombro e a entrada do Sudakov, que, ao jogar no apoio ao ponta-de-lança (como sempre deveria ser!), foi dos nossos jogadores mais esclarecidos. É um crime colocá-lo à esquerda! Para além do ucraniano, também entraram em alturas diferentes o Schjelderup e o Ivanović e foi do norueguês (cujo pouco tempo de jogo continua a ser um mistério para mim...) a fazer uma jogada pela esquerda e assistir o Pavlidis para este só ter de encostar a dois metros da baliza e com o Diogo Costa fora da jogada. No entanto, o grego inacreditavelmente falhou o que teria sido o golo mais fácil da sua carreira e a Taça de Portugal acabou para nós...

Em termos individuais, gostei imenso do Tomás Araújo, que cortou um par de lances que impediram os adversários de ficarem isolados, o António Silva foi um bom parceiro dele, e o Dahl, em termos defensivos, esteve quase irrepreensível. O Dedic destacou-se principalmente na 1ª parte por conduzir boa parte dos nossos lances ofensivos e o Aursnes, a seis, fez igualmente um óptimo jogo. O Leandro Barreiro nunca foi um dez e agora, com a lesão do Ríos, pode ser que fique na sua posição natural de oito, e o Sudakov pode ser que estabilize na sua posição natural que coincide com o seu número de camisola. Ao Prestianni ainda lhe falta um pouco de maturidade, mas acrescenta criatividade à equipa (que, como se sabe, é algo que não abunda muito no plantel actual...) e o Sidny Cabral continuou a dar boas indicações, não se escondendo num jogo destes e sendo bastante vertical nas suas acções, o que foge da pulsão pelo meio, que é apanágio da maior parte dos jogadores que tem jogado nas linhas. O Pavlidis é o melhor jogador do plantel, mas este falhanço vai assombrá-lo...

Em meados de Janeiro, já fomos eliminados de ambas as taças, estamos a 10 pontos do 1º lugar e com a continuidade na Champions muito tremida. Não irá ser uma 2ª parte de temporada nada fácil...

quinta-feira, janeiro 08, 2026

Impensável

Perdemos ontem (1-3) frente ao Braga na meia-final da Taça da Liga e desperdiçámos ingloriamente a melhor hipótese de ganharmos outro troféu nesta temporada. Numa das partidas mais importantes da época, cometemos uma série de erros que nem nos Iniciados, o que pura e simplesmente não se acredita... Foi mau demais para ser verdade!

Com o Aursnes de volta à titularidade, o sacrificado foi, tal como se esperava, o Prestianni, mantendo-se o equívoco Leandro Barreiro a jogar atrás do ponta-de-lança. Até nem entrámos mal na partida, com uma excelente oportunidade do Pavlidis logo a abrir a centro do Dedic, mas o remate foi defendido pela perna do Horníček, que também segurou a recarga do Sudakov. Pouco depois, o Otamendi fez falta num perigoso ataque contrário, mas o VAR reverteu o penalty que erradamente o Sr. João Pinheiro assinalou. Isto passou-se por volta dos 10’ e, tal como disse o Mourinho no final, o jogo mudou a partir daqui. De tal forma, que aos 19’ sofremos o primeiro golo pelo Pau Victor após cruzamento do Zalazar, depois de uma falhada tentativa de intercepção do Tomás Araújo, que terá feito das piores exibições de sempre com a camisola do Benfica. Continuámos completamente desorientados e o Braga aumentou para 0-2 aos 33’ num lance inacreditável, em que o Zalazar correu mais de meio-campo(!) com a bola, o Sudakov acompanhou-o, mas não conseguiu desarmá-lo, nem fazer falta, o Otamendi, que já tinha visto o amarelo no penalty revertido, teve uma abordagem muito a medo e foi batido, e perante o Trubin desviou a bola do seu alcance. Inacreditável...!

Alguma coisa tinha de mudar para a 2ª parte e saiu o Manu para entrar o Prestianni. O pequeno argentino trouxe logo outra vivacidade ao ataque e o que fizemos de bom logo a seguir ao intervalo teve a sua assinatura. O Sudakov teve um remate de pé esquerdo defendido pelo guarda-redes, mas do lado contrário o Pau Victor também proporcionou ao Trubin uma intervenção importante. Para (não) variar houve um caso de arbitragem, dado que há uma clara mão na bola na área do Braga, na sequência de um canto, mas nada foi assinalado...! Aos 62’, reduzimos finalmente a desvantagem com um penalty do Pavlidis, a castigar falta sobre ele próprio. O grego continua com 100% de eficácia, mas teve alguma sorte neste penalty, dado que a bola saiu rasteira ao meio da baliza e foi por pouco que o guarda-redes não lhe tocou... Aos 65’, entrou o Sidny Cabral, mas, em vez de sair o Barreiro, saiu o Sudakov... Para o Mourinho, parece que o Barreiro é inamovível. Continuámos a pressionar o Braga e o Ríos teve um remate de fora da área que o Horníček defendeu para a frente, mas ninguém conseguiu aproveitar. No entanto, aos 81’ continuámos com as ofertas natalícias tardias, desta vez num livre para a área, em que a bola ressaltou no Tomás Araújo e o Trubin teve de se aplicar para defender, porém já não conseguiu fazer mais perante a recarga do Lagerbielke, que só teve de atirar para a baliza vazia. Até final, só merece destaque o segundo amarelo ao Otamendi, que o vai impedir de ir a Mordor para a semana nos quartos-de-final da Taça de Portugal.

A exibição foi tão pavorosa especialmente na 1ª parte que a vontade de destacar alguém é quase nula. O Prestianni entrou bem na 2ª parte, mas o gás acabou-se-lhe com o amarelo alaranjado que recebeu aos 70’. Todavia, o Mourinho tem de se convencer que não podemos alinhar com nove jogadores de tendências defensivas e só dois ofensivas (Sudakov e Pavlidis). Senão, arriscamo-nos a continuar a ver resultados destes, pela manifesta incapacidade de criar desequilíbrios na frente. O Leandro Barreiro naquele lugar é um erro a precisar de ser rapidamente corrigido, precisamos de alas que joguem para a frente e acelerem o jogo, e não podemos estar constantemente a jogar para o lado e para trás. Temos agora uma semana para preparar outra partida fulcral que pode definir muito do que será o resto da nossa temporada. Estando a dez pontos do primeiro lugar, a Taça de Portugal tem de ser uma prioridade absoluta. Mas, para lá continuarmos, temos de conquistar Mordor.

terça-feira, janeiro 06, 2026

Trabalhoso

Vencemos o Estoril na Luz no sábado por 3-1 e entrámos com uma vitória no novo ano. Como a lagartada empatou (1-1) em Barcelos frente ao Gil Vicente, reduzimos a diferença para eles para três pontos, mantendo o CRAC os dez de distância para nós, mercê de uma inacreditável oferta do guarda-redes do Santa Clara (Gabriel Batista), que lhes permitiu ganharem 1-0 nos Açores.

Com o Aursnes no banco e o Manu no lugar do lesionado Enzo Barrenechea, não entrámos nada bem perante uma das equipas que melhor joga no nosso campeonato. De tal forma que ainda nem um minuto estava decorrido e nós íamos sofrendo um golo, só evitado pelo Trubin e por uma recarga de cabeça aselha de um adversário. Respondemos bem com um remate de fora da área do Sudakov, que passou perto da barra, mas foi o mesmo Sudakov que proporcionou ao Estoril outra chance de golo, com uma perda de bola em zona proibida que o seu compatriota resolveu na baliza com uma defesa para canto. Começámos a aproximar-nos da baliza contrária e o Prestiannni e o Manu viram prometedores remates seus desviarem em defesas para canto. E foi de um canto que resultou o penalty que nos deu o primeiro golo aos 34’. O Otamendi foi agarrado por dois defesas, mas o árbitro, o Sr. Anzhony Rodrigues, e o VAR, Sr. Paulo Barradas, consideraram que a falta foi por causa de uma mão na bola...! O Pavlidis continua com o seu registo 100% vitorioso da marca dos 11 metros e não deu hipóteses ao guarda-redes Robles. No primeiro minuto da compensação, o mesmo Pavlidis marcou um golão! Abertura do Leandro Barreiro para o grego, que resistiu à carga do defesa e, à saída do guarda-redes, fez um chapéu maravilhoso. Tínhamos o jogo muito bem encaminhado, só que mais uma vez resolvemos oferecer um golo ao adversário, ao defender muito mal o João Carvalho, que surgiu solto já dentro da área e fez o 2-1 mesmo em cima do intervalo, depois de uma jogada do Guitane na direita. Foi muito frustrante, porque deveríamos ter ido para o intervalo bastante mais descansados...

Na 2ª parte, controlámos melhor o Estoril e eles só tiveram uma boa oportunidade, mas felizmente o remate saiu ao lado. Quanto a nós, também fomos menos ofensivos e foi preciso chegar aos 20’ finais para nos lembrarmos que havia uma baliza do outro lado, num livre do Sudakov, que passou a rasar o poste com o guarda-redes especado. O Mourinho só começou a fazer substituições aos 77’, fazendo entrar o Aursnes e promovendo a estreia do Sidny Cabral, que mostrou logo serviço aos 80’ numa assistência para o Pavlidis fazer o 3-1 e decidir o jogo. Um defesa ainda tentou cortar a bola, mas ela acabou por sobrar para o grego, que só teve de encostar. Até final, foi novamente o Sidny Cabral num livre de pé esquerdo a atirar com algum perigo.

Em termos individuais, óbvio destaque para o Pavlidis com mais um hat-trick e 17 golos em 17 jogos no campeonato. O Sudakov também esteve bem (com excepção daquela oferta na 1ª parte...) e acho que não devia ter saído, até porque o Leandro Barreiro está pelo segundo jogo consecutivo um pouco fora dela. O Sidny Cabral teve uma boa estreia e, apesar de ser defesa de origem, parece que o Mourinho o pretende ver mais a extremo. O Manu ainda não está com o ritmo ideal, mas é muito mais jogador do que o Barrenechea, dado que cria desequilíbrios a nosso favor e não passa a vida a jogar para os lados e para trás. O Trubin também foi muito importante, especialmente quando o resultado ainda estava 0-0.

Iremos amanhã defrontar o Braga na meia-final da Taça da Liga e, com o 1º lugar a 10 pontos e a ida a Mordor para a Taça de Portugal, temos aqui a nossa melhor oportunidade de ganhar um segundo troféu esta temporada (sim, a Supertaça conta). Mas primeiro há que chegar à final e, pelo que se viu do Braga na semana passada, o jogo não vai ser nada fácil.

sábado, janeiro 03, 2026

Roubo de igreja

Empatámos no domingo passado em Braga (2-2) e ficámos a uns inalcançáveis 10 pontos do 1º lugar, dado que o CRAC naturalmente ganhou ao AVS (2-0), com a lagartada a cinco pontos de distância, fruto dos 4-0 ao Rio Ave.

A passagem de ano e umas férias fizeram com que só pudesse escrever hoje acerca desta partida, pelo que o post vai ser obviamente mais curto, dado que a actualidade do jogo já passou há muito. Tínhamos obviamente o jogo mais difícil dos três, mas é pouco justificável os 45 minutos de avanço que demos ao adversário. A 1ª parte foi toda do Braga, o que até é mais inacreditável dado que nos adiantámos no marcador aos 29’ numa cabeçada do Otamendi a centro do Sudakov num livre. O Braga tinha sido melhor e continuou a ser até ao intervalo...! Ou seja, o golo não virou o jogo, como costuma acontecer nestes casos. Muito demérito nosso, como é óbvio. Faltava cerca de 15 minutos para o intervalo e conseguimos a proeza de irmos para o descanso a perder! Aos 38’, o Dahl saltou a uma disputa de bola com um adversário com o braço levantado e, tendo-lhe a bola tocado, foi assinalado penalty. O Zalazar não deu hipóteses ao Trubin. Em cima do intervalo, um erro do Ríos, que escorregou na área e não dominou uma bola fácil, permitiu ao Pau Víctor fazer o 2-1...! Não se acreditava no que estava a acontecer!

A 2ª parte foi completamente diferente. Resolvemos acordar e o jogo foi todo nosso. Fizemos a igualdade relativamente cedo (53’) pelo Aursnes, num excelente remate de fora da área depois de assistência do Pavlidis, indefensável para o Hornicek, e logo a seguir o Tomás Araújo teve uma óptima chance defendida pelo guarda-redes. O Pavlidis deixou-se apanhar em fora-de-jogo depois de assistência do Sudakov (apesar de estar em boa posição para ver a linha defensiva...), o Dahl rematou para grande defesa do guarda-redes e aos 75’ aconteceu um dos maiores roubos dos últimos tempos: fizemos o 3-2 pelo Dahl, mas o Sr. João Gonçalves assinalou uma inexistente falta do Ríos na jogada e o VAR Sr. Tiago Martins não reverteu a decisão. O Ríos colocou a mão na costela do adversário, que se atirou logo para o relvado, e assistiu o Dahl para o golo. Perfeitamente legal, não há falta absolutamente nenhuma. Façam o exercício ao contrário, imaginem que era assinalado penalty se fosse o defesa a fazer aquilo... O que não se diria durante semanas ou meses...! Até final, o Aursnes ainda teve uma excelente ocasião já dentro da área, depois de uma boa jogada, mas o remate saiu por cima.

Perdemos dois pontos de uma forma novamente inglória, mas neste caso por uma decisão absolutamente incompreensível do árbitro e do VAR. Uma vergonha!