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sábado, janeiro 03, 2026

Roubo de igreja

Empatámos no domingo passado em Braga (2-2) e ficámos a uns inalcançáveis 10 pontos do 1º lugar, dado que o CRAC naturalmente ganhou ao AVS (2-0), com a lagartada a cinco pontos de distância, fruto dos 4-0 ao Rio Ave.

A passagem de ano e umas férias fizeram com que só pudesse escrever hoje acerca desta partida, pelo que o post vai ser obviamente mais curto, dado que a actualidade do jogo já passou há muito. Tínhamos obviamente o jogo mais difícil dos três, mas é pouco justificável os 45 minutos de avanço que demos ao adversário. A 1ª parte foi toda do Braga, o que até é mais inacreditável dado que nos adiantámos no marcador aos 29’ numa cabeçada do Otamendi a centro do Sudakov num livre. O Braga tinha sido melhor e continuou a ser até ao intervalo...! Ou seja, o golo não virou o jogo, como costuma acontecer nestes casos. Muito demérito nosso, como é óbvio. Faltava cerca de 15 minutos para o intervalo e conseguimos a proeza de irmos para o descanso a perder! Aos 38’, o Dahl saltou a uma disputa de bola com um adversário com o braço levantado e, tendo-lhe a bola tocado, foi assinalado penalty. O Zalazar não deu hipóteses ao Trubin. Em cima do intervalo, um erro do Ríos, que escorregou na área e não dominou uma bola fácil, permitiu ao Pau Víctor fazer o 2-1...! Não se acreditava no que estava a acontecer!

A 2ª parte foi completamente diferente. Resolvemos acordar e o jogo foi todo nosso. Fizemos a igualdade relativamente cedo (53’) pelo Aursnes, num excelente remate de fora da área depois de assistência do Pavlidis, indefensável para o Hornicek, e logo a seguir o Tomás Araújo teve uma óptima chance defendida pelo guarda-redes. O Pavlidis deixou-se apanhar em fora-de-jogo depois de assistência do Sudakov (apesar de estar em boa posição para ver a linha defensiva...), o Dahl rematou para grande defesa do guarda-redes e aos 75’ aconteceu um dos maiores roubos dos últimos tempos: fizemos o 3-2 pelo Dahl, mas o Sr. João Gonçalves assinalou uma inexistente falta do Ríos na jogada e o VAR Sr. Tiago Martins não reverteu a decisão. O Ríos colocou a mão na costela do adversário, que se atirou logo para o relvado, e assistiu o Dahl para o golo. Perfeitamente legal, não há falta absolutamente nenhuma. Façam o exercício ao contrário, imaginem que era assinalado penalty se fosse o defesa a fazer aquilo... O que não se diria durante semanas ou meses...! Até final, o Aursnes ainda teve uma excelente ocasião já dentro da área, depois de uma boa jogada, mas o remate saiu por cima.

Perdemos dois pontos de uma forma novamente inglória, mas neste caso por uma decisão absolutamente incompreensível do árbitro e do VAR. Uma vergonha!

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