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quinta-feira, fevereiro 20, 2025

Susto

Empatámos com o Mónaco (3-3) na passada 3ª feira e garantimos um lugar nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Eu bem tinha ficado com a sensação de que ainda poderíamos lamentar termos desperdiçado uma óptima oportunidade de acabar com a eliminatória em França, depois de estarmos em vantagem numérica, e este jogo confirmou essa suspeita. Sofremos a bom sofrer e só a seis minutos do final é que nos livrámos do prolongamento.
 
O regresso (antecipado) do Aursnes foi a grande novidade no onze. Tivemos logo uma grande ocasião nos primeiros minutos, com um desvio do Leandro Barreiro num livre para a área a ser defendido pelo guarda-redes Majecki. Mas a resposta foi praticamente imediata com o Trubin a fazer bem a mancha perante um adversário. No entanto, fomos nós a inaugurar o marcador aos 22’ numa boa jogada individual do Pavlidis a bater um defesa, depois de o Barreiro ter ganho a bola na pressão sobre outro defesa, e assistir o Aktürkoğlu do lado oposto, que marcou em carrinho. O Mónaco reagiu bem ao golo sofrido e o Embolo atirou de cabeça ao poste, para logo a seguir chegar à igualdade aos 32’ através do Minamino, num remate em que o Trubin foi mal batido, depois de um lançamento lateral a nosso favor! O Schjelderup rematou fraco, quando estava em relativa boa posição, mas mesmo em cima do intervalo foi o Embolo a falhar escandalosamente o segundo golo, num contra-ataque em que ficou só com o Trubin pela frente, mas atirou muito por cima.
 
Não estivemos nada confortáveis no jogo durante a quase totalidade da 1ª parte e a tendência não se alterou no início da 2ª. A falta do muro Florentino neste tipo de partida nota-se sobremaneira e, aos 52’, a eliminatória ficou igualada: jogada na direita conduzida pelo fantástico Akliouche e remate do Ben Seghir já dentro da área, com o Trubin a nem se mexer. Era óbvio que o Bruno Lage tinha de fazer alguma coisa e retirou o muito apagado Schjelderup e o Aktürkoğlu para colocar o Dahl e o Amdouni. Melhorámos bastante com estas substituições, ficando mais próximo de um 4-4-2, com o suíço a fazer companhia ao Pavlidis e o Aursnes a derivar para a direita. Começámos a surgir no meio-campo ofensivo com outro peso, embora os monegascos nunca tivessem descurado o contra-ataque. Aos 72’ beneficiámos de um penalty de VAR, por falta sobre o Aursnes, que o Pavlidis concretizou da melhor maneira quatro minutos depois. Do modo como estava a partida, todos pensámos que estava feito, mas o que é certo é que um erro do Otamendi, que foi à queimasobre um adversário e perdeu no confronto físico, proporcionou ao recém-entrado Ilenikhena isolar-se e fazer o 2-3 aos 81’, com um remate em que, mais uma vez, o Trubin foi muito mal batido, com a bola a passar-lhe por baixo do corpo. O que nos valeu foi que aos 84’, o Kökçü desviou ligeiramente um óptimo centro do Carreras para a área e restabeleceu a igualdade para nós. Foi a loucura completa no estádio! Até final, ainda deu para o árbitro assinalar novo penalty a nosso favor, mas desta vez revertido pelo VAR, porque considerou que foi o Dahl a tocar no pé do defesa e não o contrário. Perdemos a hipótese de ganhar o jogo, mas conseguimos o mais importante com a qualificação para os oitavos.
 
Em termos individuais, destaque para o Pavlidis com um golo e uma assistência, para o Kökçü, pelo golo decisivo e por uma 2ª parte em que subiu exponencialmente de produção, depois de uma 1ª em que o jogo lhe passou ao lado, e para o Dahl (e Amdouni) que ajudaram bastante à melhoria da equipa com a suas entradas. Ao invés, o Otamendi já teve melhores noites, o Tomás Araújo pareceu não completamente recuperado dos problemas físicos e, principalmente, o Trubin ficou muito ligado a dois dos golos sofridos.
 
Teremos amanhã o sorteio para saber se nos irá calhar o Liverpool ou o Barcelona. Eu preferia este último, mas o nosso principal foco tem é de estar na recepção ao Boavista no sábado e no campeonato nacional.

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