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terça-feira, abril 30, 2024

Reviravolta

Vencemos o Braga na Luz no sábado por 3-1 e selámos a qualificação para, pelo menos, a 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões (se o Bayer Leverkusen não ganhar a Liga Europa). Reduzimos a diferença para a lagartada para cinco pontos (que não farão diferença nenhuma dado que vão ser campeões à mesma), porque eles empataram 2-2 em Mordor, deixando assim o CRAC a 13 de nós e 18 pontos deles!
 
Com o regresso dos habituais titulares, não melhorámos em relação a Faro, antes pelo contrário. O João Neves ficou no banco o jogo todo por via ainda da cabeçada que levou frente ao Farense e a dinâmica no meio-campo ressentiu-se naturalmente disso. Por outro lado, nesta altura o Rafa está completamente fora de forma e raramente arranjámos meio de ultrapassar a defesa bracarense. Só tivemos dois lances de verdadeiro perigo na 1ª parte com um desvio de cabeça do Arthur Cabral à barra e, já perto do intervalo, um falhanço incrível do Aursnes na pequena-área só com o guarda-redes Matheus pela frente. Pelo meio, sofremos o 0-1 aos 28’ pelo Ricardo Horta, num lance em que o Otamendi foi muito mal batido a sair à queima na esquerda e o António Silva colocou em jogo o ponta-de-lança que estava a tapar a visão do Trubin na altura do remate do Horta.
 
O Roger Schmidt não fez alterações ao intervalo, mas teve de fazer entrar o Álvaro Carreras aos 52’ para o lugar do Bah, que saiu tocado. Algum público assobiou a substituição, mas bastava ter pensado um bocadinho para chegar à conclusão de que só por lesão é que o Schmidt faria uma substituição antes dos 60’...! O jogo não estava fácil, mas tentávamos com mais querer do que na 1ª parte, com o Matheus a opor-se bem a um remate em arco do Di María e um defesa a interceptar um outro remate do Arthur Cabral, que me pareceu ir com boa direcção. Aos 70’, o Schmidt lá se resolver a tentar mudar alguma coisa e colocou o Kökçü e o Marcos Leonardo nos lugares do apagadíssimo Rafa e do Arthur Cabral. E o nº 36 não poderia ter tido melhor entrada em campo, porque igualou o marcador na primeira vez que tocou na bola, aos 71’ numa recarga a um remate do João Mário, que foi desviado por um defesa na sequência de um livre do Di María na direita. Grande remate cruzado de pé esquerdo do brasileiro! O Braga não criava perigo nenhum e nós conseguimos chegar ao 2-1 a cinco minutos do final através de uma boa cabeçada do David Neres, depois de um centro bestial do Di María na esquerda. O argentino sofreu pouco depois uma entrada violenta do Victor Gómez, que viu naturalmente o cartão vermelho. No quinto minuto de compensação, fechámos o marcador em 3-1 num bis do Marcos Leonardo na sequência de um lançamento lateral, em que o brasileiro ganhou na raça, teve alguma sorte com os ressaltos e depois marcou à meia-volta. Outro grande golo! Até final ainda deu para o Schmidt esgotar as substituições, fazendo entrar o Rollheiser e Tiago Gouveia, que poderiam perfeitamente ter entrado um pouco antes...
 
Em termos individuais, destaque óbvio para o Marcos Leonardo pelos dois golões que marcou. O Di María teve acção directa nos dois primeiros golos e merece igualmente uma referência. Outro que encheu o campo foi o Florentino, que continua a provar que a nossa temporada provavelmente teria sido diferente com ele a titular desde o início. No aspecto negativo, o Otamendi terá feito dos piores jogos pelo Benfica e o Rafa esteve completamente desaparecido.
 
Faltam três jornadas, espera-se brio dos nossos jogadores para que não deixemos a lagartada ser campeã no sofá.

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