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segunda-feira, outubro 08, 2007

Desnecessariamente sofrido

Um bis do Nuno Gomes selou o nosso triunfo (2-1) em Leiria e finalmente, depois de cinco jogos, voltámos a vencer. Foi um desfecho absolutamente justo se bem que os números finais sejam enganadores, já que ficámos a dever a nós próprios mais uns quantos golos. Como as vantagens mínimas são sempre perigosas, lá levámos com o forcing final do Sr. João Ferreira que inventou um livre à entrada da área por falta inexistente do Nuno Assis aos 92’ e depois permitiu que se marcasse o canto que daí resultou com 40 segundos(!) para além dos três minutos de compensação que deu. Foi uma arbitragem bastante habilidosa (penalty por marcar sobre o Nuno Gomes, pelo menos duas faltas sobre o Cardozo à entrada da área por assinalar e alguns foras-de-jogo muito duvidosos) que mostra que eles não andam a dormir. Felizmente já ouvi declarações de um administrador da SAD (Rui Cunha) no final do jogo a chamar a atenção para este facto. É URGENTE que o Benfica não se cale perante o que se vai passando nos campos (no WC duas(!) faltas seguidas do Vukcevic não foram sancionadas e do lance resultou o 1º golo dos lagartos frente ao Guimarães) como se estivesse a pagar uma penitência pelo penalty da Amadora.

Voltando ao jogo, o Camacho deixou o Di Maria no banco e fez alinhar o Nuno Gomes e o Cardozo de início. Com a lesão do Nélson, o Maxi Pereira fez de lateral-direito e o Binya entrou para o meio-campo. Os jornalistas já chateiam com as perguntas sobre os dois avançados (o Camacho esteve prestes a abandonar a flash-interview da TVI e com razão), mas é verdade que o Benfica jogou melhor hoje do que nas partidas anteriores. O bis do Nuno Gomes não é alheio à presença do Cardozo, que arrasta defesas consigo dando mais liberdade ao nº 21. E o próprio paraguaio beneficia de ter alguém a jogar perto de si, porque as bolas que ganha de cabeça encontram mais facilmente um destinatário certo. No entanto, começámos muito mal a partida e logo aos 2’ sofremos um golo, quebrando assim a série de cinco jogos seguidos invictos para o campeonato. Reagimos bem e a um óptimo centro do C. Rodríguez correspondeu o Nuno Gomes com uma cabeçada à ponta-de-lança para fazer o empate aos 16’. Até final da 1ª parte continuámos a ser a equipa que tentou mais o golo, mas nem sempre com a velocidade devida. O que era inexplicável, porque deu toda a sensação que se acelerássemos um pouco o jogo, o Leiria não teria pernas para nós. Um bom remate do Katsouranis de fora da área foi a nossa melhor chance. Perto do intervalo há um lance do Luisão com o ponta-de-lança adversário já na nossa área em que o nº 4 encosta-se ao jogador do Leiria de uma maneira que o árbitro poderia ter considerado faltosa. Foi um lance idiota, porque a bola se dirigia para a bandeirola de canto e não havia necessidade de ter arriscado um penalty daquela maneira.

A nossa 2ª parte foi melhor, porque o Leiria quebrou fisicamente devido ao jogo europeu. Só teve uma oportunidade (e bem grande, por sinal) aos 63’, mas o João Paulo (o tal que nos marcou o golo do empate nos descontos em Paços de Ferreira no ano passado) falhou escandalosamente com a baliza aberta. Antes disto, já um excelente passe do maestro tinha proporcionado ao C. Rodríguez uma óptima rotação sobre o defesa e um remate poderoso que o guarda-redes defendeu para canto. Estávamos mais forte e aos 66’ o Katsouranis desmarcou muito bem o Nuno Gomes para o golo da vitória. Acho que o guarda-redes poderia ter feito mais, mas a movimentação do 21 é digna de realce. Até final, o Katsouranis, o Binya e, principalmente o Rui Costa, tiveram boas oportunidades para marcar, mas o resultado manteve-se.

Individualmente destacou-se, claro está, o Nuno Gomes que depois de um longo jejum voltou a marcar dois golos num só jogo. O Binya mostrou novamente que, enquanto o Petit não voltar, tem que ser titular. O Katsouranis esteve activo no ataque, mas pareceu-me lento a recuar para ajudar a defesa. O Cardozo continua infeliz na hora do remate, mas é um jogador bastante útil pelo desgaste que provoca nos defesas. O Rui Costa é... o Rui Costa. Em relação ao C. Rodríguez também não vale a pena estar a ser repetitivo. Espero que troquemos rapidamente o empréstimo pela totalidade do passe. Na defesa, o Léo esteve estranhamente inseguro (tanto assim foi que o Camacho o substitui pelo Luís Filipe aos 67’), o Quim só não defende o impossível e não desgostei do Maxi Pereira a defesa-direito, apesar de relevar muitas limitações na hora de fintar os adversários.

O campeonato vai voltar a parar por causa das selecções e da Taça da Liga. Esta vitória era fundamental, não só para a moral da equipa como também para não deixar fugir mais os adversários directos. Espero que este jogo tenha significado o início da recuperação do Benfica.

4 comentários:

Seneca disse...

Grande penalidade contra o benfica ficou por assinalar: no lance capital do desafio esteve mal. Não sancionou um empurrão de Luisão sobre João Paulo, dentro da área do Benfica, e o Leiria ficou com razões para se queixar.
Deixem-se de merdas...

dezazucr disse...

Grande Nuno. Espero que arranque para uma boa série goleadora como foi contra o Leiria há 2 anos.

el niño rosso disse...

Toca a aderir ao piaçaba:

http://piacaba.blogs.sapo.pt/

Anónimo disse...

"Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal
Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes

Águia Vitória