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quinta-feira, agosto 28, 2025

Cumprido

Vencemos ontem o Fenerbahçe por 1-0 e qualificámo-nos para a Liga dos Campeões. O grande objectivo da fase inicial da época foi atingido de uma forma categórica e não há como não ficar muito contente com isso. A nossa superioridade foi mais do que evidente e devo dizer que esperava mais da equipa turca treinada pelo José Mourinho.

Confesso que, numa partida em que precisávamos de ganhar, iniciar o encontro com apenas dois jogadores de tendência ofensiva (Pavlidis e Aktürkoğlu) me deixou um pouco apreensivo, mas poderíamos (e deveríamos) ter inaugurado o marcador logo aos 3’, quando o Leandro Barreiro permitiu escandalosamente a defesa do Livaković num desvio na pequena-área, depois de uma assistência do Pavlidis, num contra-ataque venenoso da nossa parte. A estratégia do jogo foi essa: chamar os turcos para o nosso meio-campo e lançar transições ofensivas muito rápidas. Metemos a bola na baliza por volta do minuto 10’ num canto, mas o Leandro Barreiro em fora-de-jogo perturbou o Nélson Semedo (que saiu lesionado do lance), impedindo-o de disputar a bola convenientemente com o Pavlidis, que concretizou ao segundo poste um desvio de cabeça do António Silva no primeiro. O VAR demorou imenso tempo a invalidar o golo, o que acabou por enervar bastante tanto o estádio como os nossos jogadores. À passagem dos 20’, novo golo anulado ao Benfica, numa bola parada por pretensa falta do Leandro Barreiro antes de cabecear vitoriosamente. Foi um escândalo inacreditável, porque o esloveno Sr. Slavko Vincic apitou assim que a bola entrou, impedindo deste modo a acção do VAR. E não houve falta nenhuma! Um falhanço inacreditável, dois golos anulados e o resultado mantinha-se a zeros, quando a eliminatória já deveria estar decidida. Jogávamos bem e o Pavlidis falhou um desvio depois de boa jogada do Aktürkoğlu na direita, mas aos 36’ marcámos finalmente noutra transição ofensiva rápida com bela assistência do Leandro Barreiro para o Aktürkoğlu, que rematou sem hipóteses para o Livaković. Até ao intervalo, o Leandro Barreiro teve mais duas ocasiões para marcar, mas não tentou o remate na primeira delas e falhou o desvio a centro do Dahl na segunda. Do outro lado, não se viu nada dos turcos em termos atacantes.

Na 2ª parte não fomos tão intensos como na 1ª, mas mesmo assim o António Silva num cabeceamento num canto proporcionou ao guarda-redes Livaković um boa defesa. A única verdadeira ocasião do golo do Fenerbahçe foi a cerca de 15’ do fim, num cabeceamento do marroquino En Nesyri à barra, depois de um centro da direita. Pouco depois, o Talisca atirou ao lado num remate rasteiro, mas ajudou-nos ao ver dois amarelos em 2’ e reduzir os turcos a 10 jogadores aos 82’. O Lage já tinha lançado o Schjelderup e o Ivanović aos 76’, talvez até um pouco tarde dado que estávamos a perder o controlo da partida e alguns dos nossos jogadores mostravam alguma fadiga, mas depois da expulsão nunca mais o Fenerbahçe conseguiu criar perigo e a nossa qualificação foi mais do que justa, tendo o resultado sido muito escasso para o que produzimos, especialmente na 1ª parte.

Em termos individuais, o meio-campo com o Ríos e Barrenechea exibiu-se em bom plano, o Leandro Barreiro, apesar de ter sido importante na primeira fase de pressão, não pode falhar um golo daqueles logo no início, a defesa esteve toda ela muito segura, com destaque para o capitão Otamendi, e o Pavlidis foi essencial para reter a bola à espera do apoio dos médios. O Aktürkoğlu, não obstante o golo, não teve das suas melhores exibições, assim como Aursnes, que me pareceu um pouco fatigado.

Sete jogos, seis vitórias, zero golos sofridos, um troféu conquistado e uma qualificação para a liga dos Campeões não poderíamos almejar muito melhor do que isto. Iremos no domingo a Alverca tentar fechar esta primeira fase da temporada com mais uma vitória, antes da paragem para as selecções. Veremos se a equipa consegue manter este nível competitivo nos jogos fora para o campeonato, dado que aquele na Amadora esteve longe de ser brilhante (para ser simpático). No entanto, mesmo sem grande nota artística, conseguimos até agora o que era essencial.

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