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segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Triplo autocarro

Um penalty INDISCUTÍVEL concretizado pelo Lima aos 94’ deu-nos uma vitória arrancada a ferros perante a Académica (1-0). Foi um triunfo justo perante a equipa mais defensiva que me lembro de ver jogar na Luz: um remate à nossa baliza e permanentes perdas de tempo confirmam-no.

Sem os castigados Matic e Cardozo, oferecemos a 1ª parte ao adversário. Jogámos a duas velocidades, devagar e parados, o que nem se percebe muito bem, porque houve vários jogadores que não fizeram os 90’ na Alemanha há três dias. Maxi Pereira, Enzo Pérez, Salvio, Lima e Rodrigo deveriam ter mostrado mais frescura e a equipa ressentiu-se disso, porque numa táctica de 11-0 (batendo o Beira-Mar do início dos anos 90, que jogava num 10-1 com o Dino lá na frente), se não houver dinâmica, a probabilidade de criar perigo é muito menor. Mesmo assim, ainda tivermos algumas oportunidades com realce para um cabeceamento do Lima, que deveria não ter ido à figura do guarda-redes, porque ele estava sozinho e quase na pequena-área.

Na 2ª parte, lá aumentámos o ritmo e tivemos mais chances de marcar. A Académica só jogava em metade do seu meio-campo, o que é uma arma tão válida como qualquer outra, se bem que muito má para o espectáculo. Isso não é antijogo, o que é antijogo é simular lesões e demorar eternidades para repor a bola em jogo, como fizeram durante os 90’. Para não variar, o guarda-redes adversário, Ricardo, começou a defender tudo o que lhe aparecia à frente e o poste e a barra também deram uma ajuda por duas vezes (Ola John e Melgarejo, este num remate ainda desviado pelo guarda-redes). Entraram o Kardec, Gaitán e Carlos Martins, mas ninguém estava particularmente inspirado. Até que no quarto dos cinco minutos de compensação, o Kardec ganha de cabeça uma bola pontapeada pelo Artur e o Gaitán é CLARAMENTE agarrado quando tenta chegar à bola. O Lima revelou uma concentração de louvar (isso é bem visível no grande plano da televisão) e rematou rasteiro para o canto inferior esquerdo da baliza, não dando hipóteses ao Ricardo, que se lançou para o lado contrário. Respirámos todos de alívio e a encomenda do Sr. Pedro Proença na semana passada, tirando-nos deste jogo um jogador fundamental como o Matic, não foi felizmente entregue.

Em termos individuais, não houve ninguém que se destacasse por aí além. Gostei do Enzo Pérez na 1ª parte, porque foi dos poucos que tentou acelerar o jogo, mas foi-se abaixo na 2ª. Não se pode dizer que os jogadores não tenham tentado, mas o Salvio e o Ola John, por exemplo, estão longe da melhor forma. O Rodrigo continua muito irregular desde a malfadada trancada do Bruno Alves faz agora um ano. O Lima teve o enorme mérito de não tremer no penalty. O André Almeida a trinco veio dar razão ao Jesus, quando prefere jogar ali com o André Gomes perante estas equipas superdefensivas. Quando até o Garay não está perfeito, não há mais nada a acrescentar.

Foi uma vitória muito saborosa e que nos deve moralizar para os próximos importantes encontros. Agora é descansar e apontar baterias para o Leverkusen, que vai ser muito complicado.

P.S. – O Sr. Nuno Almeida assinalou (e bem) o penalty no fim, mas falhou ao não marcar um claro braço levantado do Hélder Cabral no início da 2ª parte num canto. Também no lance da bola na barra do Melgarejo, parece-me que o Gaitán é ensanduichado na pequena-área, embora aqui possa dar o benefício da dúvida ao árbitro.

1 comentário:

Fernando Tomás disse...

Pareceu-lhe sandwich e pareceu-lhe muito bem, já com o Nacional o Gaitan foi escandalosamente abalroado no ar, à vista de todos,PP inclusive e quase ninguém falou sobre o lance.
É necessária maior lucidez dos comentadores benfiquistas nos programas desportivos pois dos jornalistas não podemos esperar imparcialidade. Sempre prejudicados mas lá vamos lutando. Saudações