segunda-feira, outubro 04, 2021
Inesperado
quinta-feira, setembro 30, 2021
Épico
segunda-feira, setembro 27, 2021
Categórico
terça-feira, setembro 21, 2021
Convincente
quarta-feira, setembro 15, 2021
Empate
segunda-feira, setembro 13, 2021
Cada tiro, cada melro
Voltámos ao esquema dos três centrais, com a novidade Rodrigo Pinho na frente ao lado do Darwin e o Everton na ala, indo o Pizzi para o banco e tendo regressado igualmente o Diogo Gonçalves na direita. O jogo começou repartido, mas rapidamente o Santa Clara tomou conta das coisas na 1ª parte, de tal forma que atirou uma bola ao poste na sequência de um livre e proporcionou ao Vlachodimos uma defesa difícil a um remate de fora da área. Na única ocasião que tivemos, aos 42’, inaugurámos o marcador: abertura do Grimaldo e remate de primeira na passada do Rodrigo Pinho de pé esquerdo, sem hipóteses para o guarda-redes Marco. Íamos para o intervalo em vantagem, mas bastante lisonjeira.
Na 2ª parte, o Jesus fez entrar o Rafa logo de início, tendo saído o Rodrigo Pinho. Estranhei bastante a substituição, dado que tinha sido o marcador do golo e havia outros jogadores que também estavam a passar ao lado do jogo, mas dar moral a algum jogador nunca foi apanágio do Jesus. De qualquer maneira, acabou por resultar (não tanto a saída dele, mas a entrada do Rafa), porque marcámos quatro golos em 23 minutos! Aos 53’, excelente abertura do Everton (provavelmente a única coisa de jeito que fez em toda a partida) a isolar o Darwin, que atirou contra a relva, mas enganou o guarda-redes. Aos 58’, golão do Rafa com um remate de fora da área, em que o guarda-redes nem se mexeu. Aos 62’, bis do Darwin com um remate de pé esquerdo, que foi desviado por dois(!) defesas. Finalmente, aos 68’, o recém-entrado Yaremchuk correspondeu muito bem a um centro rasteiro do Grimaldo na esquerda. O Santa Clara nem percebeu bem o que se passou com este autêntico atropelamento... Com o jogo decidido, ainda deu para estrear o Valentino Lazaro e para perceber que o Gedson deve ser a primeira alternativa ao João Mário, dado que entrou bastante bem na partida e é muito melhor do que o Taarabt (também não é difícil...). Até final, o Vlachodimos esteve atento e impediu que os açorianos conseguissem o golo de honra.
Em termos individuais, se é certo que o Darwin bisou, a considerável melhoria exibicional deve-se fundamentalmente à entrada do Rafa, que incutiu na equipa a velocidade de processos que faltou durante praticamente toda a 1ª parte. Bom jogo igualmente do Grimaldo com duas assistências e saúda-se o regresso do Diogo Gonçalves. Os centrais estiveram bem, com destaque para o Vertonghen. O Vlachodimos foi importante para manter a baliza a zeros, mas aquela saída extemporânea na 1ª parte, que lhe valeu o amarelo, deveria ter sido evitada. Quanto ao Lazaro, ainda não deu para ver grande coisa, mas o Everton continua muito fora dela.
Cinco jogos, cinco vitórias na Liga e os rivais a quatro pontos. Claro que é muito cedo na temporada, mas sempre é melhor um começo assim do que o contrário. Porém, temos de mudar o chip, porque teremos amanhã a estreia na Champions em Kiev e é muito importante começar também com uma vitória, para que pelo menos a Liga Europa fique bem encaminhada.
quinta-feira, setembro 09, 2021
Irlanda e Azerbaijão
segunda-feira, agosto 30, 2021
A ferros
A 2ª parte começou logo com três alterações: Gilberto, Weigl e Rafa para os lugares do André Almeida, Meïté e Pizzi. E a transformação foi imediata, com uma cabeçada por cima do Gilberto, na sequência de um canto e alguns ressaltos, que deveria ter tido melhor direcção, já que foi feita praticamente em cima da baliza. Dez minutos depois do recomeço, foi o Gonçalo Ramos com um grande remate de primeira a proporcionar ao Niasse uma grande defesa. Logo a seguir, o Sr. Tiago Martins e o Sr. Hugo Miguel no VAR não consideraram falta um óbvio derrube ao Rafa na área. O habitual...! À passagem da hora de jogo, o Darwin foi substituído pelo estreante Rodrigo Pinho (o Jesus ainda me há-de explicar porque é que acha que este é melhor do que o Carlos Vinícius, mas enfim...) e pouco depois o João Mário e o Grimaldo ajudaram o Niasse a tornar-se o melhor em campo, com mais duas boas intervenções. Até que, aos 71’, finalmente conseguimos o golo num canto do João Mário na direita, desvio do Weigl ao primeiro poste e o Rafa no segundo a atirar lá para dentro. O primeiro obstáculo estava superado, mas faltava o segundo, porque uma oportunidade destas de colocar os rivais atrás não se podia desperdiçar. A quinze minutos do fim, o Jesus resolveu tirar o Gonçalo Ramos e colocar o Seferovic. Íamos para a parte final do jogo tendo como pontas-de-lança um jogador que fazia a estreia pelo Benfica e outro que só tinha feito cerca de meia-hora no primeiro jogo da época. Não é que o Gonçalo Ramos estivesse a fazer uma exibição de encher o olho, mas estava bastante esforçado e a mexer-se muito no ataque. Viu-se bem a diferença para o Seferovic, que naturalmente não pode ter o mesmo ritmo nesta altura. Enfim... Perdemos um bocado o ímpeto com que estávamos, mas aos 88’ o golo da vitória surgiu por um dos improváveis: jogada entre o Gilberto e o João Mário na direita, centro deste para a área, um corte atabalhoado de um defesa e o Gilberto muito bem, com a parte de fora do pé, a colocar a bola rasteiro no canto inferior direito da baliza. Grande golo de um jogador que incompreensivelmente tem tantos benfiquistas que não gostam dele. Está MUITO longe de ser dos piores laterais-direitos que passaram por cá. Até final, conseguimos gerir a posse de bola e selar uma vitória bastante importante para fechar este ciclo infernal de jogos.
Iremos agora parar duas semanas para as selecções. Felizmente, digo eu, que este mês de Agosto foi demasiado intenso, mas felizmente pleno de sucesso.
quarta-feira, agosto 25, 2021
Épico
Eu estava bastante apreensivo, porque os holandeses foram muito fortes na Luz, mas entrámos muito bem na partida, mesmo estando a jogar com dez desde o início (a sério, não há quem nos faça o favor de levar o Taarabt para longe da Luz...?!). Conseguimos controlar perfeitamente o PSV até à expulsão e até tivemos uma ótima oportunidade através do Rafa, cujo remate em boa posição foi cortado por um defesa para canto. Pouco depois, o PSV teve igualmente uma boa ocasião num remate à malha lateral depois de um cruzamento da direita. Até que veio o minuto 32 e eu vi Mozer em Parma em 1993/94 all over again. Depois de um amarelo perfeitamente idiota por ter falhado um passe, o Lucas Veríssimo meteu 37 milhões de euros em causa ao saltar com o braço aberto, metendo-se a jeito para o Sr. Slavko Vincic lhe mostrar o segundo. Se as coisas nos estavam a correm bem até então, a partir dali perspectivava-se o pior. Até ao intervalo, ficámos com os quatro defesas e vimos o Vlachodimos assumir-se como o homem da eliminatória, ao defender com a perna um remate do Madueke que lhe apareceu isolado pela frente sob a direita. Madueke, esse, que já antes num remate em arco tinha criado bastante perigo.
Na 2ª parte, dado que tínhamos de defender o 0-0, eu esperava a entrada do Meïté para o lugar desse erro chamado Taarabt e do Gonçalo Ramos, porque defende bastante melhor do que o Yaremchuk. Porém, não houve alterações e a equipa voltou ao esquema dos três centrais, com o Gilberto como um deles e o Rafa a fechar a lateral-direita. Mais estranho não poderia ser, até porque o Rafa deveria estar na frente, porque era o único cuja velocidade poderia causar problemas aos holandeses. Claro que aquela disposição táctica estava condenada a não durar muito tempo e aos 54’ entrou o Vertonghen para o lugar do equívoco Taarabt. Voltávamos a estar com dez novamente! Num raro contra-ataque, foi o Yaremchuk a conduzi-lo e a rematar já em esforço por cima, quando eventualmente poderia ter resolvido de outra forma. O PSV naturalmente dominava e goleava-nos em posse de bola, mas o Jesus respondia muito bem tacticamente e à passagem da hora de jogo entraram o André Almeida e o Gonçalo Ramos para os lugares do Gilberto e Yaremchuk. O único erro do Morato no jogo deu a melhor oportunidade ao PSV, com o Madueke na direita a assistir o isolado Zahavi no meio, mas este a atirar ao poste com a baliza completamente escancarada. Os deuses estiveram connosco, mas pareceu-me na repetição que o israelita estava ligeiramente fora-de-jogo. Nunca saberemos o que aconteceria caso a bola tivesse entrado... Felizmente aos 70’, o treinador dos holandeses resolveu tirar o Madueke e as coisas melhoraram um pouco para nós. A equipa mostrava-se bastante solidária e conseguimos não dar espaços ao PSV para entrar na nossa área. A 15’ do fim, esgotámos as substituições com o Everton e Meïté para os lugares do Rafa e João Mário, que já tinha visto um amarelo. Com a saída deste, deixámos de conseguir ter posse de bola, mas estando já amarelado seria um alvo fácil. O Everton ainda teve uma jogada típica sua, flectindo da esquerda para o meio, mas o remate saiu à figura. Do outro lado, continuava o show Vlachodimos a suster os poucos remates que lhe chegavam, entre os quais um duplo já a 5’ do fim, em que o grego esteve brilhante especialmente na defesa à recarga. Quando o esloveno sr. Slavko Vincic apitou para o final, dei um berro que se deve ter ouvido em Eindhoven. Foi uma catarse absolutamente necessária para uma camada de nervos que já não tinha provavelmente desde que fomos campeões com o Lage.
Em termos individuais, ÓBVIO destaque para o Vlachodimos. O Jesus bem pode continuar na teimosa de não o reconhecer directamente, mas o grego foi o homem da eliminatória. Ponto. Se estamos na Champions, a ele o devemos. Parágrafo. É um facto que qualquer pessoa que não seja cega vê! Realce também para as grandes exibições do Weigl (correu 12 km!) e do Grimaldo, que depois de ter uma 1ª mão muito difícil perante o Madueke, conseguiu ontem não ser batido uma única vez por ele. Os centrais foram muito importantes como muralha defensiva, apenas com o tal erro do Morato que nos poderia ter custado caro. O Lucas Veríssimo é bom que reflicta sobre o que se passou, pois esteve prestes a ter uma nódoa dificilmente apagável no seu currículo. Livrou-se de boa!
Como disse o Rui Costa aos jogadores no balneário, podem levar este jogo para o resto das suas vidas. Foi uma qualificação com enorme sofrimento, mas muito merecida precisamente por essa capacidade de ultrapassar as contrariedades. Assistimos a uma jornada heróica que não desmerece em nada a nossa história. Já andávamos a precisar disto há algum tempo. Viva o BENFICA!
P.S. – Estamos no pote 3 no sorteio. Portanto, por mim, pode ser o Villarreal, PSG e Sheriff. Adoraria ver o Messi, Neymar, Mbappé e Donnarumma na Luz, acho que teríamos hipóteses na luta pelo 2º lugar e a Liga Europa estaria em princípio garantida.
domingo, agosto 22, 2021
Difícil
Entrámos bem no jogo e o Taarabt enganou-se atirando uma bola ao poste, tendo nós ainda outra bola ao poste e posterior golo de recarga do Gilberto, mas o Everton que fez a assistência estava claramente em fora-de-jogo. Controlávamos bem o Gil Vicente em termos defensivos, mas no ataque só tivemos mais duas boas ocasiões, num livre do Taarabt defendido pelo guarda-redes Kritciuk e noutro remate por cima do Yaremchuk, que deveria ter feito melhor porque estava em excelente posição, depois de ser isolado por um calcanhar do Everton. Do lado contrário, o Vlachodimos conseguiu resolver o pouco que lhe apareceu pela frente.
A 2ª parte começou logo com uma grande jogada individual do Gonçalo Ramos, que só não deu golo porque o Kritciuk cedeu canto in extremis. Tivemos novo golo anulado de cabeça por fora-de-jogo, desta feita do Yaremchuk, e íamos pressionando cada vez mais e empurrando o Gil Vicente para o seu meio-campo. O Jesus lançou o Pizzi, André Almeida e João Mário ainda antes da hora de jogo, mas logo a seguir das substituições foi o Vlachodimos a safar-nos com uma defesa com o corpo a um remate do Murilo praticamente isolado. O Gonçalo Ramos teve das melhores ocasiões num cabeceamento de cima para baixo, que nem se percebeu como o guarda-redes defendeu. O Gil Dias e o Pizzi também poderiam ter feito melhor em termos de remate quando estavam em boa posição e, a pouco menos de 20’ do fim, entraram o Darwin e o Grimaldo. O João Mário viu um remate seu prometedor a ser interceptado, como interceptado pelo Lucas Veríssimo foi também (e felizmente!) um fraquíssimo remate do Pizzi, com o central brasileiro a ter só de atirar para a baliza deserta, já que o Kritciuk se tinha lançado à primeira bola. Estávamos nos 84’ e o suspiro de alívio foi enorme! O Gil Vicente sentiu imenso o golo, como seria de esperar, e aos 88’ o Grimaldo fechou as contas com um golão de fora-da-área.
O destaque individual vai obviamente para o Lucas Veríssimo, cuja inteligência foi bem demonstrada na sua acção no primeiro golo: percebeu que o remate do Pizzi não ia a lado nenhum e resolveu corrigi-lo. Para além disso, em termos defensivos esteve irrepreensível. Neste capítulo defensivo, também menção muito honrosa para o Morato, que aparenta estar a crescer de jogo para jogo. No meio-campo, o Meïté fez uma exibição em crescendo e viu-se bem a diferença de quando entrou o João Mário para o lugar da abécula Taarabt. O Everton continua igual ao que começou a temporada passada e espero que reencontre rapidamente o Everton que acabou a época. O Yaremchuk esteve mais discreto do que em relação aos outros jogos e o Gonçalo Ramos acabou por ter algum azar, pois viu o guarda-redes tirar-lhe dois golos feitos. O Vlachodimos voltou a mostrar-se seguro e a não dar razão a algumas desvalorizações que o Jesus lhe faz.
Depois de ultrapassado este obstáculo bastante complicado, mas teremos outro ainda mais na próxima 3ª feira. É fundamental irmos à Liga dos Campeões e, para tal, teremos de fazer um jogo muito inteligente em Eindhoven. Espero que o descanso do Rafa o torne uma seta ao PSV, porque as rápidas transições ofensivas vão ser cruciais.
quinta-feira, agosto 19, 2021
Justo
Vencemos ontem o PSV na Luz (2-1) na 1ª mão do play-off de acesso à Liga dos Campeões. Foi um resultado muito bom, eventualmente até um pouco lisonjeiro para nós, num jogo bastante complicado perante um adversário que só tinha somado vitórias até agora.
No regresso esperado dos três centrais, o Yaremchuk foi o ponta-da-lança e foi dele a abertura para o Rafa inaugurar o marcador logo aos 10’. Não poderíamos ter tido melhor começo! No entanto, daí até perto do intervalo o jogo foi todo dos holandeses. Especialmente pelo seu lado direito, onde o Madueke deu cabo da cabeça do Grimaldo, o PSV pressionou-nos como nenhuma equipa tinha feito até agora. Lá conseguimos não os deixar criar grandes oportunidades, apesar de terem goleado na posse de bola. O Weigl perdeu umas quantas bolas em zona de perigosa, felizmente sem consequências, mas redimiu-se dessas falhas pouco habituais ao fazer o 2-0 aos 42’, aproveitando um ressalto na área depois de um canto do Pizzi. O PSV dominava e nós marcávamos. Não estava mal...!
Na 2ª parte, esperava-se que tivéssemos mais posse de bola e até voltámos a começar bem, com o Yaremchuk a rematar ao lado, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo. Logo a seguir, foi o Rafa a ter uma boa oportunidade depois de uma combinação com o Grimaldo, mas o remate saiu fraco e o guarda-redes defendeu sem dificuldade. Aos 51’, um balde de água fria com o golo dos holandeses através do Gakpo, que cortou um ataque nosso e iniciou ele próprio um contra-ataque venenoso que concluiu com um remate de fora da área. Sentimos o golo e os holandeses voltaram a dominar grande parte do segundo tempo. O jogo estava bastante rápido e fisicamente começámos a dar o berro, pelo que o Jesus fez quatro substituições de uma só vez, que tiveram o condão de estabilizar a equipa, nomeadamente a entrada do Meïté para o meio-campo. Até final, contámos com o Vlachodimos para manter a nossa baliza inviolada.
Em termos individuais, destaque novamente para o Yaremchuk que assistiu num golo e participou no ressalto que deu o segundo. No entanto, o melhor do Benfica foi indiscutivelmente o Vlachodimos com pelo menos quatro defesas de golo. (Não percebi de todo as declarações do Jesus no final do jogo a desvalorizar a exibição do grego...! É claramente melhor do que o Helton Leite.) O Rafa é quem mais cria desequilibrios atacantes e fica indiscutivelmente na história deste jogo pelo golo marcado. Os centrais estiveram globalmente bem, com o Morato a não tremer e o Lucas Veríssimos inclusive a participar nas acções atacantes com um belo remate de fora da área na 1ª parte, que proporcionou ao guarda-redes uma excelente defesa. para canto Quanto aos menos, o Pizzi passou indiscutivelmente ao lado do jogo e desta vez não tem uma assistência ou um golo para compensar.
Iremos passar um mau bocado na Holanda, porque este PSV me parece de outro calibre. Teremos obrigatoriamente de marcar e, provavelmente só um golo não chega. Eu reforçaria o meio-campo com Meïté e Weigl, avançando o João Mário e colocando o Pizzi no banco. É imperativo fazermos um jogo muito inteligente, até porque a vantagem de se marcar fora deixou de existir e, portanto, só não perdendo o jogo é que nos conseguiremos apoiar (sim, eu sei que pode haver penalties depois de uma derrota por um golo, mas estava a falar de jogo corrido.). No entanto, antes disso temos uma difícil deslocação a Barcelos, onde se prevê que o Jesus faça uma grande rotação na equipa. As segundas linhas terão mais uma oportunidade para justificarem que merecem fazer parte do plantel.
terça-feira, agosto 17, 2021
Escasso
Com necessidade de rodar novamente a equipa, fruto do play-off com o PSV, o Jesus voltou ao esquema dos quatro defesas, com o Morato a titular. Na frente, o Yaremchuk estreou-se na equipa inicial, tendo o Waldschmidt ao seu lado, enquanto no meio-campo o Meïté fez companhia ao João Mário. Logo aos 8’, deu-se o momento do jogo, com uma desatenção incrível do guarda-redes Victor Braga, que não percebeu que o Sr. Manuel Mota tinha mandado seguir o jogo depois de um fora-de-jogo nosso. Atirou a bola para a frente para marcar o suposto livre, o Yaremchuk interceptou-a, o guarda-redes foi ao seu encontro e defendeu com as mãos fora da área. Expulsão evidente. No livre directo, dupla bola nos ferros(!) da nossa parte: do Waldschmidt na cobrança e do Everton na recarga de cabeça com a baliza totalmente à mercê. Incrível! Com menos um, o Arouca fechou-se ainda mais e tivemos muitas dificuldades em desmontar a sua defesa. Um remate do Everton de fora da área por cima à passagem da meia-hora foi o melhor que conseguimos até virem os golos muito perto do intervalo. Aos 38’, contra-ataque perfeito da nossa parte com o João Mário a abrir na direita para o Yaremchuk, que correu, bateu um defesa e assistiu o Waldschmidt no centro da área, que só teve de encostar. O único remate perigoso do Arouca em toda a partida surgiu logo a seguir, com o Vlachodimos a defender para canto. Aos 43’, resolvemos o jogo, com o 2-0 através do Yaremchuk a corresponder muito bem a um centro do Pizzi na direita. Claro que ainda tivemos o momento habitual de esperar que o VAR validasse os centímetros todos para podermos festejar à vontade...! (Já aqui disse que ABOMINO o VAR, não já?)
A 2ª parte foi um fartote de golos falhados! Alguns de forma escandalosa! O João Mário ia marcando o golo do campeonato logo a abrir, mas o remate de longe saiu a rasar o poste. O Jesus começou a fazer poupanças ainda antes da hora de jogo e saíram o João Mário, Pizzi e Yaremchuk para entrarem o Taarabt, Rafa e Gonçalo Ramos. De saudar igualmente o regresso do André Almeida depois de longa lesão. Quanto a oportunidades, o Rafa rematou por cima em boa posição, o Waldschmidt falhou inacreditavelmente uma recarga com a baliza aberta, depois de o Rafa isolado ter permitido a defesa do guarda-redes, e o Gonçalo Ramos, também só com o guarda-redes pela frente, atirou ao poste! Ainda colocámos a bola na baliza pelo Waldschmidt, mas o VAR anulou por fora-de-jogo, apesar de me ter parecido que foi um defesa a colocar a bola no alemão. Até final, ainda deu para vermos novamente o Carlos Vinícius em campo com a nossa camisola, facto que foi bastante saudado pelo público.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Yaremchuk com uma assistência e um golo no seu primeiro jogo a titular. Tem facilidade de remate, o que é sempre de saudar, mas terá de melhorar as tabelinhas e alguns domínios de bola. Também gostei bastante do Meïté no meio-campo, com muito mais dinâmica do que em Moreira de Cónegos. O Gil Dias fez igualmente um jogo melhor do que em Moreira, embora ainda tenha as minhas dúvidas que seja uma alternativa válida ao Grimaldo. O Pizzi fartou-se de estragar jogo, mas como fez uma assistência tudo o resto parece ficar esquecido.
Acabou por ser uma vitória relativamente tranquila, o que foi benéfico, porque temos amanhã a 1ª mão do play-off da Champions frente ao PSV. Estamos num razoável momento de forma para esta altura da época, mas veremos se será suficiente para passar os holandeses. É sem dúvida um dos momentos mais importantes desta temporada.









