segunda-feira, outubro 30, 2023
Descalabro
quinta-feira, outubro 26, 2023
Equívocos
segunda-feira, outubro 23, 2023
Em frente na Taça
sexta-feira, outubro 20, 2023
No Euro 2024
domingo, outubro 08, 2023
Preocupante
O Roger Schmidt promoveu uma autêntica revolução no onze e as coisas não correram nada bem. O meio-campo foi novo com o Florentino e Chiquinho nos lugares do João Neves e Kökçü (lesionado), o Jurásek alinhou na lateral esquerda com o bombeiro Aursnes a substituir o lesionado Bah na direita, o João Mário no lugar do também lesionado Di María e a maior surpresa foi o Tengstedt na frente. A 1ª parte foi de fugir com raríssimas ocasiões de golo da nossa parte, uma percentagem pornográfica de perdas de bolas nas transições, velocidade de execução era algo que não nos assistia e incapacidade inesperada de conter os contra-ataques dos canarinhos. O Tengstedt fez dois bons movimentos de desmarcação, mas estragou tudo com os remates, quando até estava em boa posição, o David Neres proporcionou ao guarda-redes Marcelo Carné a melhor defesa da partida, com o Jurásek na recarga a atirar para as nuvens, e do outro lado o Estoril chegou a assustar o Trubin mais do que uma vez. É certo que a nossa exibição estava a ser paupérrima, mas isso não invalida que nem o árbitro, Sr. André Narciso, nem o VAR, sr. Rui Gomes Costa, tenham feito vista grossa a um penalty sobre o Tengstedt por empurrão evidente, depois de o dinamarquês cabecear a bola. É indiferente se foi antes ou depois do toque na bola, é empurrão na área, é penalty. Ponto.
Na 2ª parte, conseguimos o feito de jogar ainda pior do que na 1ª! Até foi o Estoril a criar as melhores oportunidades, com destaque para um remate ao poste do Heriberto. Perante este cenário, tornou-se absolutamente incompreensível como é que o Roger Schmidt demorou 70’(!) a começar a fazer substituições...! Mais: o João Mário, que se arrastou a partida inteira, só saiu aos 85’! Um remate um pouco à figura, mas com força, do Otamendi terá sido das poucas oportunidades que tivemos, mas o guarda-redes voltou a defender, Otamendi, esse, que já em cima dos 90’ falhou incrivelmente o remate na sequência de um canto, quando tinha a baliza a mercê. Até que aos 93’, o milagre aconteceu também num canto, com amortecimento do Musa e cabeçada muito oportuna do António Silva, quase deitado, a fazer o 1-0. Mesmo assim, ainda permitimos ao Estoril uma enorme ocasião, também num canto, com um remate que o António Silva defendeu com a cabeça(!), salvando o vitória mesmo sob o apitou final. Em termos individuais, o destaque vai inteirinho para o António Silva. Um golo e a defesa de cabeça que permitiu manter o empate justificam-no completamente. De resto, poucos mais se safaram de uma avaliação muito negativa. O Florentino e o Chiquinho perderam imensas bolas a meio-campo, o Tengstedt está a anos-luz do Musa, o João Mário precisa de ir para a bancada durante uns tempos, enfim, foi tudo mau demais para ser verdade.
Mas quem mais me preocupa é o Roger Schmidt. Aquele marasmo desde o banco não é normal. É impossível que não tenha visto ontem que uma série de jogadores simplesmente não estavam em campo. E, mesmo assim, demorou séculos a mexer na equipa! Não sei o que quis provar, mas peço-lhe encarecidamente que não volte a fazer o mesmo. Infelizmente, esta temporada está a assemelhar-se demasiado à segunda do Bruno Lage. Depois de arrasarmos na primeira, parece que desaprendemos de jogar. As consequências disso toda a gente ainda se lembra. Esperemos que, desta feita, o filme tenha um final diferente.
quinta-feira, outubro 05, 2023
Justo
segunda-feira, outubro 02, 2023
Chouriço
quarta-feira, setembro 27, 2023
Repetição
sábado, setembro 23, 2023
Em falso
Perante possivelmente o adversário mais acessível do grupo, não poderíamos ter entrado pior: o Trubin saiu pessimamente dos postes num canto e acertou com os punhos na cabeça de um avançado, fazendo naturalmente penalty logo aos 2’. Valeu-lhe o facto de o Konate ter atirado por cima. Respondemos razoavelmente bem, com o João Mário a rematar e a bola a embater na mão de um adversário (para mim, é penalty, mas o árbitro assim não considerou). Logo a seguir, o mesmo João Mário atirou ao poste numa boa combinação ofensiva. No entanto, aos 13’ foi o António Silva a colocar a mão na bola depois de ela ter embatido no poste, na sequência de um lance que se iniciou com um péssimo passe atrasado do Bah. Vermelho directo e 0-1 para o Salzburgo num penalty do Simic. O Roger Schmidt sacrificou o João Mário para fazer entrar o Morato e compor o quarteto defensivo. Mesmo com 10, ainda tivemos algumas oportunidades, com o Di María a fazer o guardião contrário Schlager brilhar num canto directo. Em cima do intervalo, foi o Musa a ter uma boa jogada, mas o remate saiu muito ao lado. Com um pouco mais de manha, o croata poderia ter-se deixado cair quando foi empurrado e eventualmente teria ganho um penalty.
Logo no início da 2ª parte, foi o mesmo Musa a ter um remate cruzado, que o Schlager voltou a defender. No entanto, aos 51’ as coisas complicaram-se ainda mais com um mau passe do Morato na saída para o ataque a resultar no 0-2 para o Salzburgo através do Gloukh que só teve de encostar depois de assistido pelo Simic, num lance de dois contra o guarda-redes, dado que o Aursnes também falhou a intercepção. O Musa ia tentando, mas o guarda-redes adversário revelava-se um dos melhores em campo, tendo igualmente defendido quase em cima da linha um cabeceamento do João Neves num canto. O Roger Schmidt demorou muito a voltar a mexer na equipa e teve de ouvir o estádio quase todo a gritar pelo David Neres a determinada altura do jogo. Finalmente lá entrou, para o lugar do Di María, mas o jogo estava irremediavelmente perdido.
Em termos individuais, o Musa foi o melhor do Benfica. Muito trabalhador, muito rematador (nem sempre com grande pontaria), neste momento é um indiscutível da equipa. O Rafa, enquanto teve discernimento, também foi dos que mais tentou rematar contra o estado das coisas. O Di María esteve melhor na 1ª do que na 2ª parte e vai perdendo discernimento à medida que vai baixando fisicamente. Quanto aos que se evidenciaram pela negativa, o Bah está numa forma péssima e espero bem que o Trubin confirme rapidamente o seu (suposto) valor, porque neste jogo tive visões do fantasma do Roberto... Não é só o penalty por socar a cabeça de um adversário, como principalmente outro lance na 1ª parte, em que falhou redondamente a intercepção a um cruzamento, que só não resultou em golo por inépcia do adversário. Não tivemos nenhum problema na baliza durante quase seis anos, temo muito que tenhamos arranjado um agora. Contratámos o Trubin para fazer concorrência ao Vlachodimos, porque o Samuel Soares não servia. Gerimos muito mal o que se passou com o grego e agora temos o Samuel Soares a fazer concorrência ao Trubin... Ou seja, ou o ucraniano entra rapidamente nos eixos, ou criámos aqui um enorme problema.
Perante este resultado desastroso, valeu-nos o empate no outro jogo entre a Real Sociedad e o Inter Milão (1-1). Na próxima jornada, iremos a Milão e, se quisermos ter hipóteses de seguir em frente, não podemos perder.
terça-feira, setembro 19, 2023
Escusado
Vencemos em Vizela no passado sábado por 2-1 e mantemo-nos um ponto atrás dos da frente. Por motivos profissionais, foi-me impossível postar antes de hoje e foram esses mesmos motivos que me fizeram ter visto o jogo em diferido fora de Portugal. Foi uma vitória mais do que justa, que só peca por ter sido pela margem mínima, quando o mais justo seriam pelo menos três golos de diferença, tal a nossa superioridade.
O Roger Schmidt promoveu a estreia do Trubin na baliza, que não teve quase trabalho nenhum. Entrámos muito bem na partida e inaugurámos o marcador logo aos 9’ através do Musa, depois de uma boa jogada com desmarcação do Rafa pelo Kökçü e assistência daquele para o croata rematar, com a bola ainda a sofrer um desvio num defesa. O Kökçü esteve em destaque ao falhar um desvio só com o guarda-redes pela frente e a fazer um livre directo roçar ainda na barra. A nossa pressão no adversário era imensa, que mal saía do meio-campo, e aos 39’ fizemos o 2-0 através de um livre directo muito bem executado pelo Di María.
Na 2ª parte, continuámos a dominar fortemente a partida, com o guarda-redes Buntic a defender um golo certo do Musa, depois de assistência do Rafa. O terceiro golo fecharia completamente a partida, mas foi o Vizela a reduzir para 1-2 aos 70’ num penalty escusado do Aursnes por empurrão a um adversário. O Samu enganou o Trubin no remate. O desfecho da partida voltava a estar em aberto escusadamente, por culpa da nossa ineficácia, mas conseguimos controlar os danos até final. Até foram nossas a melhores oportunidades, com o João Mário e o Rafa a proporcionarem defesas do Buntic, enquanto do outro lado só um cabeceamento quase no final da compensação criou algum perigo, com a bola a sair ao lado.
Em termos individuais, o Rafa foi o melhor do Benfica, com as suas arrancadas a dar cabo da cabeça dos adversários. O João Neves também encheu o campo e dá muita dinâmica à equipa. O Di María marcou mais um golo, mas continua a estar tempo a mais no campo (sendo a culpa obviamente do Schmidt), porque por volta dos 70’ inevitavelmente rebenta. O Musa, sendo ponta-de-lança, marcou e ainda bem, porque isso lhe irá dar mais confiança. O João Mário e o Bah é que ainda continuam fora da forma habitual.
Foi uma vitória importante num campo difícil, mas na 2ª parte sentiu-se que muitos jogadores já estavam mais com a cabeça na Champions, que começa nesta 4ª feira frente ao Salzburgo. Sendo o primeiro jogo em casa, é fundamental começar com uma vitória.
P.S. – A arbitragem do Sr. Luís Godinho teve muito que se lhe dissesse. Não só o Otamendi levou amarelo num lance em que foi pisado no tornozelo(!), como tivemos uma expulsão perdoada ao guarda-redes adversário por suposto fora-de-jogo do Rafa no início da jogada, sendo que a bola ainda foi desviada pelo David Neres e, nessa altura, o Rafa já não estava adiantado. Surreal...!
segunda-feira, setembro 18, 2023
Eslovénia e Luxemburgo
Na semana passada, tivemos a pausa para as selecções e praticamente selámos a qualificação para o Euro 2024 com vitórias na Eslováquia (1-0) e recepção ao Luxemburgo (9-0). No primeiro jogo, fizemos uma exibição muito frouxa, só com o golo do Bruno Fernandes no final da 1ª parte para poder mostrar. A selecção pareceu sempre muito perra e o empate não seria de todo um resultado injusto. Frente ao 3º classificado do grupo, batemos o nosso recorde ao marcar nove golos num só jogo. Sem o C. Ronaldo, que viu um amarelo frente aos eslovacos, a equipa pareceu muito mais solta e sem a obrigatoriedade de jogar sempre para o mesmo (se não tem, disfarça bem). O Gonçalo Inácio, o Gonçalo Ramos e o Diogo Jota bisaram, com os restantes golos a serem marcados pelo Ricardo Horta, Bruno Fernandes e João Félix.
Há que não embandeirar em arco com esta campanha, porque, quando o 3º classificado do grupo leva nove golos, está tudo dito acerca da dificuldade deste grupo... Além de que a selecção ainda está num patamar abaixo daquilo que a mais-valia dos jogadores justificaria.
segunda-feira, setembro 11, 2023
Benfica FM | Temporada 1998/99
Bem, mas sempre dá para verem grandes jogadas do João Pinto e Poborsky (com um inesquecível golo à Maradona frente ao Braga na Luz), golos à fartazana do grande Nuno Gomes e exibições sublimes do Hugo Leal, que deitou tudo a perder no final da época, com uma saída do clube pela porta pequena. Posto isto, ainda assim, enjoy!
terça-feira, setembro 05, 2023
Categórico
Vencemos o V. Guimarães no passado sábado e recuperámos pontos em relação aos rivais, que empataram (o CRAC em casa com o Arouca 1-1, com o golo do empate a ser marcado, em fora-de-jogo, aos 19’!!!! do tempo de compensação, e a lagartada 1-1 em Braga). Temos agora um ponto de desvantagem perante ambos.
O V. Guimarães era o líder do campeonato até esta jornada e apresentou-se desinibido na Luz. No entanto, as linhas muito subidas eram um chamariz aos nossos contra-ataques e foi num deles que inaugurámos o marcador aos 11’ num autogolo do Jorge Fernandes de cabeça (um golão, a propósito), depois de um centro do Di María na direita. Marcámos cedo o que é sempre bom para soltar ainda mais a equipa. Aos 19’, o João Mendes levantou o pé de modo muito imprudente, acertou na cara do Otamendi e foi naturalmente expulso. Foi uma entrada violenta, embora não tenha sido de propósito. Curiosamente, baixámos de produção durante uns minutos assim que nos vimos a jogar contra 10, o que foi pena, porque estávamos a fazer uma exibição muito agradável. Voltámos a subir logo depois de termos feito o 2-0 aos 33’ através do Di María, que só teve de encostar depois de uma assistência do Rafa, bem desmarcado pelo João Mário. O V. Guimarães tinha naturais dificuldades em reagir e já na compensação da 1ª parte aconteceu o melhor golo do jogo, num pontapé soberbo do Kökçü de fora da área, a passe do Di María.
Se a 1ª parte tinha terminado com um golo, a 2ª começou literalmente com outro! Aos 24 segundos(!) o Aursnes fez o 4-0 num remate contra a relva para fazer a bola passar por cima do Bruno Varela, depois de este ter defendido um remate do João Mário, que estava isolado, tendo a bola sobrado para o norueguês. O jogo foi progressivamente baixando de ritmo, embora ainda tenhamos enviado uma bola à barra pelo Musa depois de assistência do Aursnes na esquerda. O João Neves e o João Mário também tiveram remates perigosos, mas quem meteu mesmo a bola na baliza foi o V. Guimarães, já na parte final do encontro, num lance em que o Samuel Soares andou aos papéis, mas o VAR anulou por braço na bola do avançado. Com o jogo ganho, até final, o Schmidt resolveu dar minutos aos defesas suplentes e entraram o João Victor, Tomás Araújo e Morato.
Em termos individuais, destaque para o Rafa cuja pancada que se farta de levar é bem um sintoma da sua importância na equipa: é ele quem cria a maior parte dos desequilíbrios e as defesas contrárias têm andado à nora para o travar. O João Mário deve ter feito uma lobotomia, porque parecia outro em relação aos últimos jogos... Igualmente em grande esteve o Aursnes ainda a defesa-esquerdo. Apesar de não ter marcado, o Musa deu imenso trabalho aos defesas e, nesse aspecto, é o jogador mais parecido com o Gonçalo Ramos que temos no plantel. O Di María lá acrescentou mais um golito à sua conta, mas continua em campo até ao fim, apesar de as pilhas se gastarem bem antes... O João Neves e o Kökçü estiveram excelentes no meio-campo. Quanto aos que entraram, o David Neres não esteve ao seu nível habitual e o João Victor confirmou que é bom que nada aconteça ao Bah, porque não há substituto à altura dele...
Agora que começámos a jogar bem outra vez é que surge a pausa para as selecções...! É sempre o mesmo filme! Ainda na senda das repetições, o Schmidt voltou a dar cinco dias de folga ao plantel. Esperemos que, quando voltarmos, não acusemos nem as selecções nem as mini-férias...
segunda-feira, agosto 28, 2023
Equívocos
A entrada do Florentino para o lugar do João Neves foi a única alteração em relação ao E. Amadora e a nossa 1ª parte foi bastante boa. Pressionámos bastante o Gil Vicente, que praticamente não chegou à nossa baliza, mas mais uma vez não criámos as oportunidades que o nosso domínio justificaria. Mesmo assim, chegámos à vantagem aos 19’ num penalty do Di María a castigar derrube ao João Mário. Espero sinceramente que o Di María mude a sua maneira de marcar penalties, porque só tem 50% de possibilidades de marcar, dado que se o guarda-redes adivinha o lado para onde vai a bola, não terá dificuldades nenhumas em defender. Pouco depois, o Arthur Cabral teve a única intervenção boa no jogo, com um cabeceamento à ponta-de-lança na sequência de um livre que o guarda-redes Andrew defendeu por instinto. Houve ainda outra jogada em que o Di María tentou assistir o João Mário com nota artística, em vez de lhe colocar a bola jogável facilmente, o que teria certamente resultado em golo, porque o nº 20 estava sozinho. Em cima do intervalo, o Gil Vicente teve o único lance de relativo perigo, com um cabeceamento num livre a ser defendido pelo Samuel Soares. No entanto, não se compreende que um lance de bola parada quase no meio-campo resulte em remate à nossa baliza em apenas dois toques...!
Na 2ª parte, o Gil Vicente naturalmente reagiu, foi bastante mais ofensivo, o que nos proporcionou uma série de jogadas de contra-ataque, nem sempre bem decididas. Um livre do Di María ainda longe da baliza foi defendido para canto, mas aos 53’ aumentámos a vantagem num contra-ataque bem delineado pelo Rafa, João Mário e Aursnes, com centro deste e concretização do nº 27. Todos pensámos que o jogo seria relativamente tranquilo, até porque nós dávamos mostras de não deixar de tentar marcar mais um, embora em termos defensivos o Gil Vicente manobrasse com mais liberdade do que se fosse desejável dado que Kökcü já tinha visto um amarelo e o Florentino veria outro mais adiante. Apesar dos dois golos de vantagem, o Roger Schmidt fez duas substituições e tirou o apagado Arthur Cabral para colocar o Tengstedt, e fez o deveria ter feito logo no início do jogo, que era colocar o David Neres no lugar do João Mário. No entanto, o Gil Vicente dava mostras de conseguir criar perigo, especialmente depois das substituições que fez, e o Roger Schmidt não deu a resposta devida a isso, nomeadamente refrescando o meio-campo até por causa dos amarelos. O Rafa ainda teve um remate perigoso por cima, mas aconteceu o esperado com o Gil Vicente a fazer o 1-2 aos 74’ num remate do Tidjany Touré com o Samuel Soares a ser muito mal batido, com a bola a passar-lhe por baixo das mãos. Um jogo que já deveria estar fechado a nosso favor tornou-se de repente aberto... O nosso treinador lá se decidiu trocar o meio-campo, fazendo entrar o João Neves e Chiquinho, mas o jogo estava agora muito repartido. Uma má saída do Samuel Soares felizmente não teve consequências, porque o chapéu adversário saiu sem direcção, mas em termos atacantes não estávamos a conseguir ser perigosos. Até que já na compensação, o Schmidt tirou o Rafa para colocar o Musa e o croata fez o 3-1 aos 94’, poucos segundos depois de ter entrado: abertura em chapéu do João Neves e remate com força do nº 33, que ainda desviou num defesa e traiu o guarda-redes Andrew. O resultado era suposto ter ficado assim, mas infelizmente este ano a nossa performance defensiva ainda está muito aquém do esperado. Aos 98’, numa insistência do Gil Vicente, o Chiquinho não foi lesto a aliviar a bola e fez uma falta muito perigosa quase em cima da linha da grande-área. O livre foi marcado a dois tempos, a nossa barreira abriu, a bola passou por aí e o Dominguez anotou um golo que não deveria ter marcado, dado que o Sr. João Pinheiro lhe poupou o segundo amarelo ainda na 1ª parte por falta sobre o Rafa. Acabámos o jogo a sofrer um golo, que é algo que me irrita sempre muito.
Em termos individuais, o Rafa foi o melhor do Benfica (simplesmente ridículo a Sport TV ter considerado o João Mário o “homem do jogo”...!). O Florentino deu alguma consistência ao meio-campo e, lá está, permite-nos defender mais à frente. O Di María esteve muito activo na 1ª parte, mas foi decaindo ao longo do tempo e, independentemente do que diga, não é para jogar os 90’, Sr. Roger Schmidt! O Samuel Soares deu um frango e não me inspira confiança nenhuma. O João Mário esteve um pouco melhor, mas, Sr. Roger Schmidt, o lugar é para o David Neres! Assim como o lugar do Aursnes não é a defesa-esquerdo, por amor de Eusébio! Por último, festejei muito o golo do Tengstedt na semana passada, mas entre ele e o Musa há um universo de distância neste momento. Aliás, mesmo o Arthur Cabral, se calhar, deveria recuperar a sua condição a 100% antes de eventualmente ser titular, até porque o Musa, mau grado o azar que teve no Bessa, merece alinhar de início nesta altura.
Ganhámos que era o que interessava, mas acabei o jogo com mais preocupações do que satisfeito. Há muitas coisas erradas na equipa, muitos equívocos, alguns lugares-cativo que são incompreensíveis, algumas injustiças perante outros jogadores, enfim, toda uma série de coisas que não me fazem ter muita confiança nesta altura. Espero que o nosso treinador mude de rumo rapidamente, porque a continuar assim e perante equipas mais complicadas não antevejo nada de bom no futuro...
terça-feira, agosto 22, 2023
Sofrido
Depois da péssima exibição no Bessa, o Vlachodimos foi afastado da titularidade pelo Roger Schmidt. Tendo aparentemente havido uma discussão entre ambos, nem no banco se sentou. Sim, eu acho que o grego tem culpas na derrota no Bessa, mas tem sido o titular indiscutível nos últimos cinco anos e muitas vitórias lhe são devidas. Para além do mais, o Roger Schmidt entregou a baliza ao Samuel Soares e não ao Trubin, como se esperava. Lamento, mas não tenho confiança nenhuma no Samuel Soares e acho que o Roger Schmidt não lidou nada bem com esta situação. No entanto, não foi a única decisão incompreensível do nosso treinador nesta partida: o Aursnes jogou a dessa-esquerdo em vez do Ristic! Quer dizer, se o sérvio não serve para jogar em casa frente ao E. Amadora, serve para quê...?! Está longe de ser um génio, mas há mínimos para se jogar no Benfica. E este era um deles, em casa, frente ao E. Amadora (com o devido respeito, claro). Entrou o João Mário para a frente, juntamente com a estreia do Arthur Cabral, dado o castigo ao Musa. Com Aursnes e João Mário na esquerda, não foi propriamente uma surpresa que estivéssemos coxos daquele lado durante grande parte do tempo. Com o E. Amadora com as linhas muito juntas, mas sem autocarro, tivemos dificuldades em criar perigo e, apesar de algumas tentativas, o guarda-redes Bruno Brígido só foi verdadeiramente colocado à prova uma vez num remate do Di María já em cima do intervalo, que defendeu magnificamente. Antes disso, o reforço Arthur Cabral tinha rematado cruzado de ângulo um pouco apertado, mas o Bruno Brígido defendeu com o corpo.
Para a 2ª parte, esperava-se que o Roger Schmidt mexesse na frente de ataque, nomeadamente colocando o David Neres, mas quem entrou foi o Florentino para o lugar do amarelado João Neves. Até achei que quem deveria ter entrado era o Chiquinho, por ser um médio mais atacante, mas com o Florentino conseguimos defender bem mais à frente e recuperar a bola no meio-campo contrário. Por conseguinte, começámos a empurrar o E. Amadora para o seu último reduto e praticamente não conseguiram passar para o nosso meio-campo. No entanto, continuávamos com grandes dificuldades em criar perigo e foi outra vez o Di María a colocar o Bruno Brígido em destaque. Até que aos 69’, o Roger Schmidt lá se lembrou que tinha o abre-latas David Neres no banco e lançou-o felizmente ainda a tempo de o tornar no “homem do jogo”, tirando a inutilidade do João Mário. Com quase uma hora e dez minutos de atraso! Assim que entrou, o brasileiro partiu a loiça toda e criámos uma série de oportunidades. O Bruno Brígido ainda defendeu remates do Kökçü e Arthur Cabral, depois de jogadas do Neres na esquerda, mas já não conseguiu fazer nada aos 79’: o Tengsted tinha entrado no minuto anterior para substituir o esgotado Arthur Cabral e na primeira vez que tocou na bola no Estádio da Luz foi para a colocar dentro da baliza! Com nova jogada do Neres na esquerda, obviamente. Foi um enorme respirar de alívio no estádio com a perspectiva da vitória, que ficou definitivamente selada aos 93’ com nova assistência do Neres para o Rafa isolado desfeitear o guarda-redes. O jogo terminava pouco depois com três pontos muito difíceis, mas muito justos. O melhor em campo foi obviamente o David Neres e seria um crime lesa-pátria que não saltasse já para a titularidade. O Rafa também esteve muito bem, especialmente na 1ª parte, e o Florentino foi igualmente importante para empurrar o nosso jogo para a frente. O Kökçü voltou a subir de produção na 2ª parte, quiçá pela presença do Florentino nas suas costas. O Arthur Cabral mostrou bons pormenores, mas ainda está longe da forma ideal. Quanto ao Samuel Soares, não teve muito trabalho, mas largou uma bola relativamente fácil na 1ª parte e deixou passar um cruzamento na 2ª... Só espero que não percamos nenhuns pontos graças a ele, porque para Bruno Varela já me bastou um...
Como os outros dois ganharam (a lagartada 2-1 no Casa Pia e o CRAC com o mesmo resultado conseguido aos 100’ em casa frente ao Farense!), continuamos três pontos atrás de ambos. No próximo fim-de-semana, teremos uma deslocação difícil a Barcelos, para defrontar o Gil Vicente, e vermos que opções o Roger Schmidt irá tomar. Sendo que espero bem que o Aursnes deixe a lateral-esquerda...









