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quinta-feira, janeiro 08, 2026

Impensável

Perdemos ontem (1-3) frente ao Braga na meia-final da Taça da Liga e desperdiçámos ingloriamente a melhor hipótese de ganharmos outro troféu nesta temporada. Numa das partidas mais importantes da época, cometemos uma série de erros que nem nos Iniciados, o que pura e simplesmente não se acredita... Foi mau demais para ser verdade!

Com o Aursnes de volta à titularidade, o sacrificado foi, tal como se esperava, o Prestianni, mantendo-se o equívoco Leandro Barreiro a jogar atrás do ponta-de-lança. Até nem entrámos mal na partida, com uma excelente oportunidade do Pavlidis logo a abrir a centro do Dedic, mas o remate foi defendido pela perna do Horníček, que também segurou a recarga do Sudakov. Pouco depois, o Otamendi fez falta num perigoso ataque contrário, mas o VAR reverteu o penalty que erradamente o Sr. João Pinheiro assinalou. Isto passou-se por volta dos 10’ e, tal como disse o Mourinho no final, o jogo mudou a partir daqui. De tal forma, que aos 19’ sofremos o primeiro golo pelo Pau Victor após cruzamento do Zalazar, depois de uma falhada tentativa de intercepção do Tomás Araújo, que terá feito das piores exibições de sempre com a camisola do Benfica. Continuámos completamente desorientados e o Braga aumentou para 0-2 aos 33’ num lance inacreditável, em que o Zalazar correu mais de meio-campo(!) com a bola, o Sudakov acompanhou-o, mas não conseguiu desarmá-lo, nem fazer falta, o Otamendi, que já tinha visto o amarelo no penalty revertido, teve uma abordagem muito a medo e foi batido, e perante o Trubin desviou a bola do seu alcance. Inacreditável...!

Alguma coisa tinha de mudar para a 2ª parte e saiu o Manu para entrar o Prestianni. O pequeno argentino trouxe logo outra vivacidade ao ataque e o que fizemos de bom logo a seguir ao intervalo teve a sua assinatura. O Sudakov teve um remate de pé esquerdo defendido pelo guarda-redes, mas do lado contrário o Pau Victor também proporcionou ao Trubin uma intervenção importante. Para (não) variar houve um caso de arbitragem, dado que há uma clara mão na bola na área do Braga, na sequência de um canto, mas nada foi assinalado...! Aos 62’, reduzimos finalmente a desvantagem com um penalty do Pavlidis, a castigar falta sobre ele próprio. O grego continua com 100% de eficácia, mas teve alguma sorte neste penalty, dado que a bola saiu rasteira ao meio da baliza e foi por pouco que o guarda-redes não lhe tocou... Aos 65’, entrou o Sidny Cabral, mas, em vez de sair o Barreiro, saiu o Sudakov... Para o Mourinho, parece que o Barreiro é inamovível. Continuámos a pressionar o Braga e o Ríos teve um remate de fora da área que o Horníček defendeu para a frente, mas ninguém conseguiu aproveitar. No entanto, aos 81’ continuámos com as ofertas natalícias tardias, desta vez num livre para a área, em que a bola ressaltou no Tomás Araújo e o Trubin teve de se aplicar para defender, porém já não conseguiu fazer mais perante a recarga do Lagerbielke, que só teve de atirar para a baliza vazia. Até final, só merece destaque o segundo amarelo ao Otamendi, que o vai impedir de ir a Mordor para a semana nos quartos-de-final da Taça de Portugal.

A exibição foi tão pavorosa especialmente na 1ª parte que a vontade de destacar alguém é quase nula. O Prestianni entrou bem na 2ª parte, mas o gás acabou-se-lhe com o amarelo alaranjado que recebeu aos 70’. Todavia, o Mourinho tem de se convencer que não podemos alinhar com nove jogadores de tendências defensivas e só dois ofensivas (Sudakov e Pavlidis). Senão, arriscamo-nos a continuar a ver resultados destes, pela manifesta incapacidade de criar desequilíbrios na frente. O Leandro Barreiro naquele lugar é um erro a precisar de ser rapidamente corrigido, precisamos de alas que joguem para a frente e acelerem o jogo, e não podemos estar constantemente a jogar para o lado e para trás. Temos agora uma semana para preparar outra partida fulcral que pode definir muito do que será o resto da nossa temporada. Estando a dez pontos do primeiro lugar, a Taça de Portugal tem de ser uma prioridade absoluta. Mas, para lá continuarmos, temos de conquistar Mordor.

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