quinta-feira, outubro 13, 2005
Portugal – 3 – Letónia – 0
Exibição muito melhor da nossa selecção em relação ao jogo contra o Liechtenstein (pior também era difícil). O Pauleta lá bateu o recorde do Eusébio com dois bons golos e o Deco (apesar dos exageros dos comentadores cada vez que ele toca na bola) mostrou que é um elemento imprescindível na construção atacante do nosso jogo. O Quim fez duas excelentes defesas e mesmo não sendo um expert em cruzamentos (longe disso) esteve muito mais seguro do que o Ricardo. Os espectadores do estádio do clube regional é que estiveram iguais a si próprios: segundo o Público, assobiaram o Ricardo e o Simão (mesmo não jogando...), o Nuno Gomes por tentar marcar golos e o Figo (!) quando perdeu uma bola na linha lateral. Se ainda percebo a predisposição para assobiar os três primeiros (eu contive-me imenso para não assobiar o Costinha e o Maniche durante o Euro...), em relação ao Figo é perfeitamente inexplicável. Provavelmente, é o que dá serem adeptos muito exigentes que não estão habituados a ver um jogador tão vulgar como o Figo...
segunda-feira, outubro 10, 2005
Portugal – 2 – Liechtenstein – 1
Num jogo deplorável da selecção portuguesa conseguimos a qualificação para o Mundial. Perante uma equipa de terceira categoria, só marcámos o golo da vitória a cinco minutos do fim na 1ª vez que o Nuno Gomes (que demorou 80 minutos a entrar...) tocou na bola e quando já nos dávamos por contentes com o empate (!). Apesar de o nosso grupo ser dos mais fáceis, tivemos o mérito de conseguir a qualificação antes do último jogo (algo que não acontecia há 40 anos), mas a política dos “lugares cativo” na selecção ainda nos vai sair muito cara. Se há posição no terreno onde não deve alinhar um jogador com falta de confiança é a de guarda-redes. É incompreensível que os dois guarda-redes da selecção sejam suplentes no seu clube. Aliás, não sofremos três golos no Sábado porque defrontámos o Liechtenstein, porque se fosse uma selecção minimamente conceituada, aquelas três saídas do Ricardo ter-nos-iam custado outros tantos golos. Não deixa de ser irónico que no Mundial da Coreia/Japão o Baía tenha sido titular, quando era suposto ser o Ricardo (e custando-nos essa decisão a eliminação na 1ª fase), enquanto que agora deveria ser o contrário. O pior é que já se percebeu que o Scolari não irá mudar de ideias e que o Ricardo, aconteça o que acontecer até final da época (a não ser que se lesione), será o guarda-redes durante o Mundial. Depois de ter tido muitas culpas no golo da Grécia na final do Euro e da excelente forma que demonstra agora, perspectiva-se o pior...
P.S. – Só num jogo do clube regional (e a seu favor, naturalmente) é que um lance como aquele em que o jogador do Liechtenstein defendeu a bola com a mão antes de entrar na baliza teria também possibilidades de ser transformado num canto. Acho que em nenhum outro jogo em qualquer estádio do mundo isso aconteceria. Desde a última vez em que o Baía defendeu fora-da-área com as mãos e não foi expulso que não via uma situação destas. O que é que a FIFA vai fazer a um árbitro que não vê um lance destes?
P.S. – Só num jogo do clube regional (e a seu favor, naturalmente) é que um lance como aquele em que o jogador do Liechtenstein defendeu a bola com a mão antes de entrar na baliza teria também possibilidades de ser transformado num canto. Acho que em nenhum outro jogo em qualquer estádio do mundo isso aconteceria. Desde a última vez em que o Baía defendeu fora-da-área com as mãos e não foi expulso que não via uma situação destas. O que é que a FIFA vai fazer a um árbitro que não vê um lance destes?
sexta-feira, outubro 07, 2005
Eles detestam-se
Em tempo de eleições, e numa altura em que muitos suspeito(a)s e arguido(a)s se preparam para ser eleito(a)s presidentes de câmaras (somos de facto um país muito especial), gostaria de deixar aqui um pensamento autárquico. Não faz de todo parte da área política em que me revejo, mas se vivesse no Porto uma única razão bastaria para que eu votasse no Rui Rio...
quinta-feira, outubro 06, 2005
Por uma vez na vida...
...acho que vou querer que os lagartos ganhem o próximo jogo.
Camacho disponível para “conversar” com o Sporting
Embora, segundo o seu empresário, isso só aconteça “desde que projecto seja sério”, o que me deixa mais descansado...
Camacho disponível para “conversar” com o Sporting
Embora, segundo o seu empresário, isso só aconteça “desde que projecto seja sério”, o que me deixa mais descansado...
terça-feira, outubro 04, 2005
Jogos que decidem campeonatos
Ganhámos ao V. Guimarães por 2-1, reduzindo desta maneira a diferença pontual para os primeiros classificados para apenas quatro pontos. Se quisermos ter pretensões de chegar ao bicampeonato temos forçosamente de aproveitar as abébias dos adversários e quando elas são a dobrar a ocasião é única. Felizmente tudo correu pelo melhor e apesar de não termos feito um jogo muito bem conseguido ganhámos, e isso era o mais importante. São estes jogos que geralmente decidem os títulos. Ao contrário de outras teorias muito em voga nos últimos tempos, especialmente em equipas às riscas, prefiro ganhar a jogar bem, embora a conjugação dos dois seja o ideal. Se não for possível, prefiro ser campeão nacional do que ter o fantástico título de “melhor futebol praticado”. A patinagem artística é outro desporto...
Quanto ao jogo de ontem, depois de uma 1ª parte equilibrada, na 2ª fomos manifestamente superiores pelo que a vitória é mais que justa. Não entrámos bem no jogo, algo lentos e com pouco intensidade atacante, mas acabámos por chegar ao golo num lance com alguma sorte na sequência de um livre. Como é possível o Nuno Gomes ter cabeceado à vontade na área e a bola ter ido na direcção da linha lateral?! Felizmente, estava lá o Miccoli para aproveitar a jogada, mas não é admissível que um ponta-de-lança do Benfica cabeceie a bola daquela maneira. Surpreendentemente, depois do golo deixámos o V. Guimarães jogar à vontade, sem o pressionar nem contra-atacar com perigo, pelo que depois de uma excelente defesa do Moreira e de um remate à trave foi natural que eles tivessem empatado. Na 2ª parte, o gás do V. Guimarães acabou-se (possivelmente consequências de Cracóvia) e nós tivemos três oportunidades de baliza aberta que não se podem desperdiçar: Simão por cima da trave, Nuno Gomes para defesa do guarda-redes e Mantorras ao lado. No lance do 2º golo também tivemos sorte, com o remate do Simão a ser desviado por um defesa e a trair o guarda-redes (agora tirem importância aos golos marcados assim, só o Deco é que marcou uns oito golos no ano passado pelo Barça em remates desviados e foram sempre considerados grandes golos...). No último lance da partida ainda apanhei um susto, com um livre perigoso à entrada da nossa área, mas felizmente sem consequências. O V. Guimarães surpreendeu-me pela pouca cacetada que deu, mas com as declarações finais do Jaime Pacheco percebi porquê: o homem não estava no seu estado normal, disse que ficou muito triste e frustrado com o resultado! Jogou meia-parte e achava que merecia ter empatado. Enfim...
Em relação às exibições individuais, já não é a 1ª vez que acontece os médios-centro fazerem uma 1ª parte muito má e subirem exponencialmente na 2ª. Não sei se é propositado (gestão do esforço?), ou se é apenas coincidência. O que é certo é que o nosso jogo fica muito perro por causa do Petit e Manuel Fernandes, que demoram eternidades a soltar a bola como aconteceu durante toda a 1ª parte. O Simão também teve uma 1ª parte fraca, mas melhorou imenso na 2ª. O Moreira está estranhamente pior nas saídas aos cruzamentos do que antes de vir o Quim, não sei o que se passa, mas continua seguríssimo nas bolas de longe, não as largando de maneira nenhuma. O Nélson não fez um jogo tão vistoso como outros, mas é definitivamente um bom jogador e parece que já joga no Benfica há muito tempo. O Léo é importantíssimo no apoio que dá ao ataque e foi dos melhores em campo. O Geovanni continua desaparecido e com o restabelecimento do Karagounis (que classe!) vai perder o lugar na equipa. Todavia, parece temos um problema táctico porque o Karagounis não é extremo-direito. Ontem foi jogar para o centro, descaindo o Nuno Gomes para a direita, num 4-3-3 típico. Mas o Nuno Gomes a extremo-direito... A entrada do grego foi fundamental para a vitória, porque equilibrou o meio-campo e tem um controle de bola que não engana. Os centrais estiveram bem, apesar de no golo do V. Guimarães terem os dois marcado o mesmo jogador deixando o outro livre, e os pontas-de-lança menos mal. Gostei da declaração espontânea do Miccoli no fim do jogo a insurgir-se contra a notícia que saiu ontem num certo jornal, especializado neste tipo de mentiras, de que o João Pereira tinha sido castigado pelo Koeman e que por isso é que não tinha sido convocado, quando não o foi por pura opção técnica (confirmado pelo treinador na conferência de imprensa). O bom balneário do Benfica não é um mito.
Por fim, gostaria de chamar a atenção para um assunto que me vem atormentando há cinco anos, o tempo em que o Mantorras está no Benfica. Já passou por cinco treinadores (Toni, Jesualdo Ferreira, Camacho, Trapattoni e Koeman), mas tudo continua na mesma. Ontem, quando ele entrou aos 84 min., o meu entretenimento até ao fim do jogo foi contar as vezes que ele ia ser apanhado em fora-de-jogo. Foram só três, o que em nove minutos não se pode considerar mau. Como é possível que nunca ninguém lhe tenha chamado a atenção para isso?! Cada contra-ataque nosso cuja bola lhe é passada é geralmente um contra-ataque perdido. Será que é tão difícil ter em consideração o movimento dos defesas para não cair sistematicamente em fora-de-jogo? Porque é que ninguém o obriga a treinar este tipo de lances?
P.S. – O meu amigo J.M. deu ontem um passo importante para dar cabo da malapata que trazia ao Benfica. Foi ao Estádio da Luz e ganhámos (mesmo assim numa prova de grande benfiquismo enviou-me uma sms a considerar a possibilidade de ir embora ao intervalo), só que com uma pequena variante: foi pela 1ª vez ver um jogo sozinho. Resta saber se o mau karma se manteria se tivesse ido acompanhado...
Quanto ao jogo de ontem, depois de uma 1ª parte equilibrada, na 2ª fomos manifestamente superiores pelo que a vitória é mais que justa. Não entrámos bem no jogo, algo lentos e com pouco intensidade atacante, mas acabámos por chegar ao golo num lance com alguma sorte na sequência de um livre. Como é possível o Nuno Gomes ter cabeceado à vontade na área e a bola ter ido na direcção da linha lateral?! Felizmente, estava lá o Miccoli para aproveitar a jogada, mas não é admissível que um ponta-de-lança do Benfica cabeceie a bola daquela maneira. Surpreendentemente, depois do golo deixámos o V. Guimarães jogar à vontade, sem o pressionar nem contra-atacar com perigo, pelo que depois de uma excelente defesa do Moreira e de um remate à trave foi natural que eles tivessem empatado. Na 2ª parte, o gás do V. Guimarães acabou-se (possivelmente consequências de Cracóvia) e nós tivemos três oportunidades de baliza aberta que não se podem desperdiçar: Simão por cima da trave, Nuno Gomes para defesa do guarda-redes e Mantorras ao lado. No lance do 2º golo também tivemos sorte, com o remate do Simão a ser desviado por um defesa e a trair o guarda-redes (agora tirem importância aos golos marcados assim, só o Deco é que marcou uns oito golos no ano passado pelo Barça em remates desviados e foram sempre considerados grandes golos...). No último lance da partida ainda apanhei um susto, com um livre perigoso à entrada da nossa área, mas felizmente sem consequências. O V. Guimarães surpreendeu-me pela pouca cacetada que deu, mas com as declarações finais do Jaime Pacheco percebi porquê: o homem não estava no seu estado normal, disse que ficou muito triste e frustrado com o resultado! Jogou meia-parte e achava que merecia ter empatado. Enfim...
Em relação às exibições individuais, já não é a 1ª vez que acontece os médios-centro fazerem uma 1ª parte muito má e subirem exponencialmente na 2ª. Não sei se é propositado (gestão do esforço?), ou se é apenas coincidência. O que é certo é que o nosso jogo fica muito perro por causa do Petit e Manuel Fernandes, que demoram eternidades a soltar a bola como aconteceu durante toda a 1ª parte. O Simão também teve uma 1ª parte fraca, mas melhorou imenso na 2ª. O Moreira está estranhamente pior nas saídas aos cruzamentos do que antes de vir o Quim, não sei o que se passa, mas continua seguríssimo nas bolas de longe, não as largando de maneira nenhuma. O Nélson não fez um jogo tão vistoso como outros, mas é definitivamente um bom jogador e parece que já joga no Benfica há muito tempo. O Léo é importantíssimo no apoio que dá ao ataque e foi dos melhores em campo. O Geovanni continua desaparecido e com o restabelecimento do Karagounis (que classe!) vai perder o lugar na equipa. Todavia, parece temos um problema táctico porque o Karagounis não é extremo-direito. Ontem foi jogar para o centro, descaindo o Nuno Gomes para a direita, num 4-3-3 típico. Mas o Nuno Gomes a extremo-direito... A entrada do grego foi fundamental para a vitória, porque equilibrou o meio-campo e tem um controle de bola que não engana. Os centrais estiveram bem, apesar de no golo do V. Guimarães terem os dois marcado o mesmo jogador deixando o outro livre, e os pontas-de-lança menos mal. Gostei da declaração espontânea do Miccoli no fim do jogo a insurgir-se contra a notícia que saiu ontem num certo jornal, especializado neste tipo de mentiras, de que o João Pereira tinha sido castigado pelo Koeman e que por isso é que não tinha sido convocado, quando não o foi por pura opção técnica (confirmado pelo treinador na conferência de imprensa). O bom balneário do Benfica não é um mito.
Por fim, gostaria de chamar a atenção para um assunto que me vem atormentando há cinco anos, o tempo em que o Mantorras está no Benfica. Já passou por cinco treinadores (Toni, Jesualdo Ferreira, Camacho, Trapattoni e Koeman), mas tudo continua na mesma. Ontem, quando ele entrou aos 84 min., o meu entretenimento até ao fim do jogo foi contar as vezes que ele ia ser apanhado em fora-de-jogo. Foram só três, o que em nove minutos não se pode considerar mau. Como é possível que nunca ninguém lhe tenha chamado a atenção para isso?! Cada contra-ataque nosso cuja bola lhe é passada é geralmente um contra-ataque perdido. Será que é tão difícil ter em consideração o movimento dos defesas para não cair sistematicamente em fora-de-jogo? Porque é que ninguém o obriga a treinar este tipo de lances?
P.S. – O meu amigo J.M. deu ontem um passo importante para dar cabo da malapata que trazia ao Benfica. Foi ao Estádio da Luz e ganhámos (mesmo assim numa prova de grande benfiquismo enviou-me uma sms a considerar a possibilidade de ir embora ao intervalo), só que com uma pequena variante: foi pela 1ª vez ver um jogo sozinho. Resta saber se o mau karma se manteria se tivesse ido acompanhado...
segunda-feira, outubro 03, 2005
Náusea na Madeira
Por uma questão de higiene, há muito tempo que desisti de ver em directo os jogos do clube regional para o campeonato. Só vejo os resumos para que a minha repugnância não tenha consequências gástricas visíveis. Quando as coisas estão a correr mal, há sempre um penalty, uma expulsão ou um fora-de-jogo que resolvem as coisas. Quando as coisas estão MESMO mal, há uma combinação entre os três. O que se passou ontem na Madeira foi uma VERGONHA! Repito: VER-GO-NHA! Se fosse o Benfica, não se falaria de outra coisa durante anos a fio. Como não é, as coisas passam quase despercebidas. Factos:
- Golo limpo anulado ao Marítimo: o jogador estava em linha com o Baía e o defesa do clube regional estava intencionalmente fora-de-campo, o que faz com que coloque os adversários em jogo;
- Penalty descarado a favor do Marítimo por falta do Jorginho;
- Dois (!) jogadores do Marítimo expulsos (o que cuspiu na cara do Ricardo Costa foi bem expulso, o outro na sequência do golo do empate do Marítimo nem se percebeu porquê) e o treinador também foi para a rua;
- Perto do fim o McCarthy tem uma entrada de karateca sobre o guarda-redes cuja falta não é (naturalmente) assinalada e na sequência do lance o clube regional falha um golo feito.
Os dois primeiros factos decorreram na 1ª parte ainda com o resultado de 1-0 para o Marítimo. Se o clube regional chegasse ao intervalo a perder por 3-0, o Sr. Duarte Gomes (o tal que viu um fantasma a empurrar o Jardel na Luz há alguns anos, recordam-se?) teria muito mais trabalho a dar a volta ao jogo. Era obviamente muito importante que o Benfica não visitasse o antro na próxima jornada na sequência de uma derrota do clube regional e a sua vitória (no que seria um escândalo digno dos tempos do Sr. Guímaro) esteve prestes a acontecer. O golo do empate do Marítimo aos 86 min. é que não estava nas previsões. Se eu dissesse tudo o que me apetece, não faria jus ao nome deste blog e desceria ao nível da maioria dos adeptos deste clube abominável.
Entretanto, os lagartos continuam a dar-nos motivos para rir à gargalhada. Confesso que estava preocupado com uma derrota deles em Paços de Ferreira, porque era uma grande chatice se o Peseiro fosse despedido. Por enquanto, e apesar dos 3-0, isso ainda não aconteceu, mas se os dirigentes lagartos optarem por esta via junto-me aos apelos que já ouvi por aí para contratarem um substituto à altura: Luís Campos.
P.S. – Temos hoje uma oportunidade única para reduzirmos substancialmente a diferença para os nossos rivais. Espero que estejamos à altura disso e não façamos como em muitas ocasiões passadas em que desperdiçámos situações semelhantes. No entanto, estou apreensivo por duas razões: vamos ter que superar uma equipa (V. Guimarães) especializada em kickboxing e luta greco-romana, dirigida por um homem que a bem do futebol já deveria ter sido proibido de treinar há muito tempo, e o meu amigo J.M. vai ao estádio ver o jogo...
- Golo limpo anulado ao Marítimo: o jogador estava em linha com o Baía e o defesa do clube regional estava intencionalmente fora-de-campo, o que faz com que coloque os adversários em jogo;
- Penalty descarado a favor do Marítimo por falta do Jorginho;
- Dois (!) jogadores do Marítimo expulsos (o que cuspiu na cara do Ricardo Costa foi bem expulso, o outro na sequência do golo do empate do Marítimo nem se percebeu porquê) e o treinador também foi para a rua;
- Perto do fim o McCarthy tem uma entrada de karateca sobre o guarda-redes cuja falta não é (naturalmente) assinalada e na sequência do lance o clube regional falha um golo feito.
Os dois primeiros factos decorreram na 1ª parte ainda com o resultado de 1-0 para o Marítimo. Se o clube regional chegasse ao intervalo a perder por 3-0, o Sr. Duarte Gomes (o tal que viu um fantasma a empurrar o Jardel na Luz há alguns anos, recordam-se?) teria muito mais trabalho a dar a volta ao jogo. Era obviamente muito importante que o Benfica não visitasse o antro na próxima jornada na sequência de uma derrota do clube regional e a sua vitória (no que seria um escândalo digno dos tempos do Sr. Guímaro) esteve prestes a acontecer. O golo do empate do Marítimo aos 86 min. é que não estava nas previsões. Se eu dissesse tudo o que me apetece, não faria jus ao nome deste blog e desceria ao nível da maioria dos adeptos deste clube abominável.
Entretanto, os lagartos continuam a dar-nos motivos para rir à gargalhada. Confesso que estava preocupado com uma derrota deles em Paços de Ferreira, porque era uma grande chatice se o Peseiro fosse despedido. Por enquanto, e apesar dos 3-0, isso ainda não aconteceu, mas se os dirigentes lagartos optarem por esta via junto-me aos apelos que já ouvi por aí para contratarem um substituto à altura: Luís Campos.
P.S. – Temos hoje uma oportunidade única para reduzirmos substancialmente a diferença para os nossos rivais. Espero que estejamos à altura disso e não façamos como em muitas ocasiões passadas em que desperdiçámos situações semelhantes. No entanto, estou apreensivo por duas razões: vamos ter que superar uma equipa (V. Guimarães) especializada em kickboxing e luta greco-romana, dirigida por um homem que a bem do futebol já deveria ter sido proibido de treinar há muito tempo, e o meu amigo J.M. vai ao estádio ver o jogo...
sexta-feira, setembro 30, 2005
Os Campeões no Theatre of Dreams
Old Trafford é semelhante ao Estádio da Luz, ou seja é mais bonito por dentro do que por fora. Não sei se é por causa da sua forma rectangular (e não oval como o nosso), mas não se tem a sensação que se está num estádio ligeiramente maior que o do Benfica. E que vai ser ainda maior, já que os topos laterais estão em obras para aumentar a lotação de 69.000 para 76.000 lugares.
(clicando nas imagens, poder-se-á vê-las em tamanho maior)

Bancada Este - entrada principal do estádio
A Bancada Norte é bastante maior que a Sul, já que tem três pisos por contraponto a apenas um. A cobertura da Bancada Norte é parecida com a do Alvalade XXI, já que estando na Bancada Sul não se consegue ver o 3º piso do outro lado.
Bancada Norte - exterior e interior
Os 3.500 adeptos do Benfica foram distribuídos pela Bancada Sul e pela Este. Tanto esta como a Bancada Oeste têm dois pisos. O relvado está subido em relação ao “chão” do estádio. Suponho que deverá ter um sistema de aquecimento por baixo que o impede de congelar no Inverno.

Bancada Este

A simpatia dos ingleses e gente famosa que foi apoiar o Glorioso a Old Trafford
O apoio dos adeptos do Benfica à equipa foi constante durante o jogo todo. Já revi o jogo na TV e durante vários períodos do jogo chegámos a calar os ingleses. Depois do nosso golo foi quando me pareceu que o nosso apoio foi maior e mais alto, mas estando no meio dos gritos “SLB, SLB, SLB, Glorioso SLB, Glorioso” não deu para ouvir que os adeptos ingleses não se calaram mais desde essa altura até ao final do jogo. Desde o “Man-ches-ter’s go-nna win” ao “ohhh United, we love you” o barulho deles acabou por abafar o nosso nesse período. É a diferença de mentalidades e a razão pela qual o futebol em Inglaterra é um espectáculo fantástico: o Manchester está na mó de baixo, a 10 pontos do 1º lugar, tinha perdido um jogo em casa três dias antes e o que fazem os adeptos? Enchem o estádio e apoiam a equipa principalmente a seguir a esta ter consentido a igualdade. Tal e qual como se faz cá pelo burgo...


Foi pena termos perdido, mas valeu a pena acompanhar os Campeões a Old Trafford!
(clicando nas imagens, poder-se-á vê-las em tamanho maior)

Bancada Este - entrada principal do estádio
A Bancada Norte é bastante maior que a Sul, já que tem três pisos por contraponto a apenas um. A cobertura da Bancada Norte é parecida com a do Alvalade XXI, já que estando na Bancada Sul não se consegue ver o 3º piso do outro lado.
Bancada Norte - exterior e interior
Os 3.500 adeptos do Benfica foram distribuídos pela Bancada Sul e pela Este. Tanto esta como a Bancada Oeste têm dois pisos. O relvado está subido em relação ao “chão” do estádio. Suponho que deverá ter um sistema de aquecimento por baixo que o impede de congelar no Inverno.

Bancada Este
Bancada Oeste
Os 3.500 que calaram Old Trafford
A simpatia dos ingleses e gente famosa que foi apoiar o Glorioso a Old Trafford
O apoio dos adeptos do Benfica à equipa foi constante durante o jogo todo. Já revi o jogo na TV e durante vários períodos do jogo chegámos a calar os ingleses. Depois do nosso golo foi quando me pareceu que o nosso apoio foi maior e mais alto, mas estando no meio dos gritos “SLB, SLB, SLB, Glorioso SLB, Glorioso” não deu para ouvir que os adeptos ingleses não se calaram mais desde essa altura até ao final do jogo. Desde o “Man-ches-ter’s go-nna win” ao “ohhh United, we love you” o barulho deles acabou por abafar o nosso nesse período. É a diferença de mentalidades e a razão pela qual o futebol em Inglaterra é um espectáculo fantástico: o Manchester está na mó de baixo, a 10 pontos do 1º lugar, tinha perdido um jogo em casa três dias antes e o que fazem os adeptos? Enchem o estádio e apoiam a equipa principalmente a seguir a esta ter consentido a igualdade. Tal e qual como se faz cá pelo burgo...

Foi pena termos perdido, mas valeu a pena acompanhar os Campeões a Old Trafford!
Okuvligt
Não sei porquê, mas deu-me uma súbita vontade de ver como se dizia “indomáveis” em sueco... Afinal, sempre se pode ver fotboll-spektakel no Alvalade XXI, é pena é ter que ser praticado pelo 10º classificado (em 14 equipas) do campeonato da Suécia.
P.S. – Apesar do gozo que me deu ver os lagartos eliminados (não que eu tenha torcido para isso, porque sempre há uma certa diferença entre eles e o clube regional, embora baste pensar em figuras como o Dias Ferreira e o João Braga para aumentar o meu regozijo), o que se passou é preocupante para o futebol português. Estamos reduzidos a três equipas na Europa em seis possíveis, depois de se esperar a seguir à 1ª mão que estariam cinco em competição. Concordo com o D'Arcy quando diz que o futebol português não merece mais do que duas equipas na Uefa e 1+1 na Liga dos Campeões. O V. Guimarães foi o único a ter um resultado positivo nesta jornada, conseguindo uma vitória surpreendente na Polónia. Se a eliminação do V. Setúbal era previsível, a do Braga foi muito injusta, já que foi a melhor equipa nos dois jogos, mesmo tendo jogado bastante desfalcado na 2ª mão, sem os pontas-de-lança habituais que estão lesionados. Quanto aos lagartos, o que se passou foi ridículo demais para merecer comentários. Por cada final europeia em que participem de 40 em 40 anos, temos Vikings, Gençlerbirliğis, Halmstads e outros gigantes europeus afins a eliminá-los.
P.S. – Apesar do gozo que me deu ver os lagartos eliminados (não que eu tenha torcido para isso, porque sempre há uma certa diferença entre eles e o clube regional, embora baste pensar em figuras como o Dias Ferreira e o João Braga para aumentar o meu regozijo), o que se passou é preocupante para o futebol português. Estamos reduzidos a três equipas na Europa em seis possíveis, depois de se esperar a seguir à 1ª mão que estariam cinco em competição. Concordo com o D'Arcy quando diz que o futebol português não merece mais do que duas equipas na Uefa e 1+1 na Liga dos Campeões. O V. Guimarães foi o único a ter um resultado positivo nesta jornada, conseguindo uma vitória surpreendente na Polónia. Se a eliminação do V. Setúbal era previsível, a do Braga foi muito injusta, já que foi a melhor equipa nos dois jogos, mesmo tendo jogado bastante desfalcado na 2ª mão, sem os pontas-de-lança habituais que estão lesionados. Quanto aos lagartos, o que se passou foi ridículo demais para merecer comentários. Por cada final europeia em que participem de 40 em 40 anos, temos Vikings, Gençlerbirliğis, Halmstads e outros gigantes europeus afins a eliminá-los.
quarta-feira, setembro 28, 2005
Nota editorial sobre Arte & Media
Devido à estima e consideração que todos os verdadeiros desportistas nutrem pelo Futebol Clube do Porto, resultado dos constantes exemplos de fair-play, nobreza de atitudes e respeito pelos adversários que têm pautado a sua actuação principalmente nos últimos 20 anos, vem por este meio o responsável deste blog mostrar-se particularmente solidário e triste pelo facto desta colectividade ter perdido o seu jogo de hoje em casa para a Liga dos Campeões. Considera-se ainda que quaisquer manifestações de júbilo e regozijo por tal facto, para além de serem exemplificativas de uma atitude de grande antipatriotismo, são totalmente despropositadas dado esta derrota ter sido consentida perante um colosso do futebol mundial chamado Artmedia Bratislava, oriundo desse igualmente poderoso país em termos futebolísticos chamado Eslováquia. Conseguir virar um resultado desfavorável de 0-2 numa vitória por 3-2, ainda por cima fora de casa, não estaria certamente ao alcance uma equipa que está a fazer a sua estreia na Liga dos Campeões.
Laranja muito amarga
Sr. Koeman, por favor, tome atenção ao seguinte:
O BETO NÃO É EXTREMO-DIREITO!
Gostaria ainda de lhe dizer outra coisa:
O BETO NÃO É EXTREMO-DIREITO!
E, já agora, acrescento só mais uma:
O BETO NÃO É EXTREMO-DIREITO!
Depois de uma exibição muito boa e personalizada da nossa parte, foi bastante frustrante sair derrotado de Old Trafford muito por causa da falta de coragem do nosso treinador. Começámos a jogar com 10 e assim continuámos durante 85 min., até ao 2º golo do Manchester, quando finalmente o Koeman decide tirar o Beto. Errar é humano. Fazer duas vezes o mesmo erro é burrice. Incorrer pela 3ª vez no mesmo erro é inadmissível. Já se tinha visto, durante o jogo contra o Gil Vicente, que o Beto não rende nada como extremo-direito. Em Penafiel, o mesmo erro foi cometido durante boa parte do 2º tempo, quando ele substituiu o Geovanni, até à entrada do João Pereira. Ontem foi demais! Quando ouvi a constituição da equipa nem queria acreditar! Como é possível?! Se não queria colocar o Geovanni que colocasse o João Pereira, mas adaptar o Beto a extremo é que nunca! Será que é tão difícil colocar os jogadores nos seus respectivos lugares? Ou o Koeman é tão burro (desculpem-me a expressão, mas não encontro outra melhor) que ainda não percebeu que está a queimar o Beto, fazendo-o jogar num lugar que não é o dele? Não tem velocidade, técnica nem talento para jogar naquela posição. Dir-me-ão que o objectivo do Koeman era estancar o jogo atacante do Manchester colocando alguém que defendesse melhor que o Geovanni. Só que o (adaptado) defesa-esquerdo do Manchester passou pelo Beto quantas vezes quis e colocou o Nélson muitas vezes em situações de dois-para-um. Ok, erro cometido, o Beto entrou de início. Estando a perder ao intervalo, ele ficaria nos balneários e entraria o Geovanni, certo? Errado! O Beto continua em campo na 2ª parte, o Geovanni vai aquecer, só que o Simão iguala e o Beto... continua em campo. Quando finalmente se decide a fazer substituições, o Koeman coloca o João Pereira (que entretanto também já estava a aquecer) e tira... o Miccoli! “Vamos rapazes, vamos aguentar o empate que já é muito bom” foi a mensagem que toda a gente percebeu. Se queria refrescar o meio-campo poderia colocar o Karyaka no lugar do Miccoli, porque teríamos mais um jogador para lançar o contra-ataque e a mensagem defensiva não era tão óbvia. Claro que acabou por nos acontecer o que geralmente sucede às equipas que jogam para empatar.
Posto isto, tenho a dizer que foi um orgulho assistir ao vivo a uma exibição destas do Benfica em pleno Old Trafford. A equipa (com a já referida excepção do Beto) esteve toda em altíssimo nível. Talvez só o Miccoli (apesar de ter feito um jogo razoável) não tenha sido o desequilibrador que esperávamos. O Moreira teve uma saída à Ricardo, mas fez uma excelente defesa no remate do Cristiano Ronaldo que depois vai à barra. Os centrais estiveram excelentes, com destaque para o Ricardo Rocha que quase secou van Nistelrooy (quando não se põe com entradas a destempo, o Ricardo Rocha mostra que é melhor que o Anderson, porque como é mais duro e impetuoso consegue ganhar muitas bolas aos adversários). Irrepreensíveis foram igualmente os laterais, com o Léo a confirmar que é bom jogador (não tendo saído muito chamuscado do confronto com o Cristiano Ronaldo), e o Nélson a confirmar que é uma mais-valia que tem a vantagem da fazer bem aquilo que o Miguel não sabia fazer: cruzamentos. Os médios voltaram a fazer uma grande exibição, em especial o Manuel Fernandes (só foi pena ter feito aquele péssimo passe de que resultou o contra-ataque que deu origem ao canto do 2º golo). O Simão deve ter convencido de vez o Liverpool, se por acaso ainda tivessem dúvidas. O Nuno Gomes desta vez ficou em branco, mas batalhou imenso e foi perigoso ao distribuir jogo no centro do ataque.
Apesar de eu achar que o Koeman tem bastantes culpas na derrota, é um facto que o Benfica se apresentou num jogo europeu como há muito não o fazia e o mérito disso também é dele. Basta recuarmos uma época para vermos os jogos miseráveis que fizemos na Europa, com derrotas quase humilhantes perante equipas de 2ª linha. Desta vez tudo foi diferente e para melhor em termos de atitude e produção de jogo, mas perdemos uma oportunidade quase única para ganharmos (sim, ganharmos!) em Old Trafford. Acho que seria preferível termos perdido por termos tentado ganhar do que termos perdido por termos tentado empatar. Daí o sentimento de frustração que perpassou por toda a gente no final. O empate no Lille-Villarreal permite-nos ficar em 2º lugar e o próximo jogo em Espanha será muito importante para definir a posição final no grupo. No entanto, se jogarmos da mesma maneira que em Manchester (mas de preferência com 11 jogadores desde início...), teremos bastantes hipóteses de fazer um bom resultado.
Ontem, hoje e sempre: VIVA O BENFICA!
O BETO NÃO É EXTREMO-DIREITO!
Gostaria ainda de lhe dizer outra coisa:
O BETO NÃO É EXTREMO-DIREITO!
E, já agora, acrescento só mais uma:
O BETO NÃO É EXTREMO-DIREITO!
Depois de uma exibição muito boa e personalizada da nossa parte, foi bastante frustrante sair derrotado de Old Trafford muito por causa da falta de coragem do nosso treinador. Começámos a jogar com 10 e assim continuámos durante 85 min., até ao 2º golo do Manchester, quando finalmente o Koeman decide tirar o Beto. Errar é humano. Fazer duas vezes o mesmo erro é burrice. Incorrer pela 3ª vez no mesmo erro é inadmissível. Já se tinha visto, durante o jogo contra o Gil Vicente, que o Beto não rende nada como extremo-direito. Em Penafiel, o mesmo erro foi cometido durante boa parte do 2º tempo, quando ele substituiu o Geovanni, até à entrada do João Pereira. Ontem foi demais! Quando ouvi a constituição da equipa nem queria acreditar! Como é possível?! Se não queria colocar o Geovanni que colocasse o João Pereira, mas adaptar o Beto a extremo é que nunca! Será que é tão difícil colocar os jogadores nos seus respectivos lugares? Ou o Koeman é tão burro (desculpem-me a expressão, mas não encontro outra melhor) que ainda não percebeu que está a queimar o Beto, fazendo-o jogar num lugar que não é o dele? Não tem velocidade, técnica nem talento para jogar naquela posição. Dir-me-ão que o objectivo do Koeman era estancar o jogo atacante do Manchester colocando alguém que defendesse melhor que o Geovanni. Só que o (adaptado) defesa-esquerdo do Manchester passou pelo Beto quantas vezes quis e colocou o Nélson muitas vezes em situações de dois-para-um. Ok, erro cometido, o Beto entrou de início. Estando a perder ao intervalo, ele ficaria nos balneários e entraria o Geovanni, certo? Errado! O Beto continua em campo na 2ª parte, o Geovanni vai aquecer, só que o Simão iguala e o Beto... continua em campo. Quando finalmente se decide a fazer substituições, o Koeman coloca o João Pereira (que entretanto também já estava a aquecer) e tira... o Miccoli! “Vamos rapazes, vamos aguentar o empate que já é muito bom” foi a mensagem que toda a gente percebeu. Se queria refrescar o meio-campo poderia colocar o Karyaka no lugar do Miccoli, porque teríamos mais um jogador para lançar o contra-ataque e a mensagem defensiva não era tão óbvia. Claro que acabou por nos acontecer o que geralmente sucede às equipas que jogam para empatar.
Posto isto, tenho a dizer que foi um orgulho assistir ao vivo a uma exibição destas do Benfica em pleno Old Trafford. A equipa (com a já referida excepção do Beto) esteve toda em altíssimo nível. Talvez só o Miccoli (apesar de ter feito um jogo razoável) não tenha sido o desequilibrador que esperávamos. O Moreira teve uma saída à Ricardo, mas fez uma excelente defesa no remate do Cristiano Ronaldo que depois vai à barra. Os centrais estiveram excelentes, com destaque para o Ricardo Rocha que quase secou van Nistelrooy (quando não se põe com entradas a destempo, o Ricardo Rocha mostra que é melhor que o Anderson, porque como é mais duro e impetuoso consegue ganhar muitas bolas aos adversários). Irrepreensíveis foram igualmente os laterais, com o Léo a confirmar que é bom jogador (não tendo saído muito chamuscado do confronto com o Cristiano Ronaldo), e o Nélson a confirmar que é uma mais-valia que tem a vantagem da fazer bem aquilo que o Miguel não sabia fazer: cruzamentos. Os médios voltaram a fazer uma grande exibição, em especial o Manuel Fernandes (só foi pena ter feito aquele péssimo passe de que resultou o contra-ataque que deu origem ao canto do 2º golo). O Simão deve ter convencido de vez o Liverpool, se por acaso ainda tivessem dúvidas. O Nuno Gomes desta vez ficou em branco, mas batalhou imenso e foi perigoso ao distribuir jogo no centro do ataque.
Apesar de eu achar que o Koeman tem bastantes culpas na derrota, é um facto que o Benfica se apresentou num jogo europeu como há muito não o fazia e o mérito disso também é dele. Basta recuarmos uma época para vermos os jogos miseráveis que fizemos na Europa, com derrotas quase humilhantes perante equipas de 2ª linha. Desta vez tudo foi diferente e para melhor em termos de atitude e produção de jogo, mas perdemos uma oportunidade quase única para ganharmos (sim, ganharmos!) em Old Trafford. Acho que seria preferível termos perdido por termos tentado ganhar do que termos perdido por termos tentado empatar. Daí o sentimento de frustração que perpassou por toda a gente no final. O empate no Lille-Villarreal permite-nos ficar em 2º lugar e o próximo jogo em Espanha será muito importante para definir a posição final no grupo. No entanto, se jogarmos da mesma maneira que em Manchester (mas de preferência com 11 jogadores desde início...), teremos bastantes hipóteses de fazer um bom resultado.
Ontem, hoje e sempre: VIVA O BENFICA!
sábado, setembro 24, 2005
Nuno Gomes - outra vez!
Quando em Julho passado o Nuno Gomes avisou que esperava marcar mais golos esta época, porque era a primeira vez que estava a fazer a pré-temporada desde que voltou ao Benfica há três anos atrás, muita gente (incluindo eu próprio) continuou céptica. Passadas cinco jornadas e com cinco golos marcados, a resposta está dada. Só faltam dois para ele igualar a marcar do ano passado e de há dois anos, e quatro para igualar a marca de há três anos. Hoje à noite foi novamente decisivo em Penafiel, devendo-lhe o Benfica grande parte da vitória por 3-1. Abriu o marcador aos quatro minutos e fechou-o com um golão apenas três minutos depois do Penafiel ter reduzido para 3-1 e quando se perspectivava uns 10 minutos finais de muito sofrimento. Só foi pena que não tivesse marcado outro golo naquela excelente combinação com o Simão, em que deu um toque a mais na bola depois de passar o guarda-redes e perdeu tempo de remate.
No entanto, nem tudo foram rosas nesta vitória. Estou de acordo com o nosso treinador quando ele lamenta o facto de termos defendido muito atrás durante boa parte do jogo. Com efeito, com 2-0 aos 12 minutos tínhamos tudo para controlar a partida nas calmas, mas um pouco inexplicavelmente perdíamos bolas atrás de bolas para o Penafiel. Tanto assim foi que desde os 12 minutos da segunda parte até por volta dos 15 da 2ª praticamente não criámos perigo (a não ser em dois ou três cantos). O meio-campo não segurava a bola, que era sistematicamente bombeada para a frente para a cabeça (!) do Miccoli. O Petit e o Manuel Fernandes continuam longe da melhor forma (até em termos físicos) e pouco lestos em dar fluidez ao jogo atacante. O Simão subiu de produção em relação aos jogos anteriores (que golão!) e o Geovanni prometia fazer estragos, só que foi vítima de uma agressão (em tudo semelhante à que o Carlitos do Gil Vicente fez ao Ricardo Rocha), punida com o cartão… amarelo! Saiu lesionado ao intervalo e vamos lá a ver se recupera para Manchester (a propósito, com o João Pereira no banco, não percebi porque é que entrou o Beto para extremo-direito; viu-se bem o que melhorámos com a entrada posterior do João Pereira e com a passagem do Beto para o centro do campo). O Miccoli prendeu muito bem os centrais e o Nuno Gomes beneficiou com isso. Na defesa estivemos em geral bem, mas temos um grave problema de altura principalmente por parte dos laterais. O Léo é batido no golo do Penafiel precisamente por ser um jogador tão baixo. Não sei bem como é que isto irá ser resolvido, já que o Léo é importante em termos ofensivos, mas tem este grande handicap quando se trata de defender. Por outro lado, jogando com o Ricardo Rocha é ter menos um elemento a participar nos lances de ataque. De qualquer maneira, em Manchester eu poria o Ricardo Rocha.
A arbitragem do Sr. Benquerença foi muito habilidosa. Para além de ter perdoado (por duas vezes) a expulsão ao jogador que agrediu o Geovanni, e que posteriormente fez uma falta sobre o Nélson mais-que-merecedora de amarelo (que seria o segundo), e de não ter mostrado mais amarelos ao Penafiel (que foi muito caceteiro), na 2ª parte desatou a exibir amarelos aos jogadores do Benfica. Então o que o Simão levou é de morrer a rir! É uma falta a nosso favor, o Simão simula, o jogador do Penafiel na barreira avança cinco metros, o Simão pára e… leva amarelo! Ainda bem que temos um plantel melhor que o ano passado, porque por este andar vamos ter muitos jogadores castigados.
A vitória foi boa, principalmente para dar moral para Manchester, mas não devemos embandeirar em arco. Os benfiquistas têm a tendência de passar do oito para o oitenta (e vice-versa) em muito pouco tempo. Apesar de termos indiscutivelmente melhorado a nossa produção de jogo, convém não esquecer que defrontámos duas equipas que estão com apenas um ponto no campeonato. Quando jogarmos contra adversários mais poderosos as coisas serão mais difíceis. Mas nada melhor do que uma vitória em Manchester para provar que estamos mesmo mais fortes!
No entanto, nem tudo foram rosas nesta vitória. Estou de acordo com o nosso treinador quando ele lamenta o facto de termos defendido muito atrás durante boa parte do jogo. Com efeito, com 2-0 aos 12 minutos tínhamos tudo para controlar a partida nas calmas, mas um pouco inexplicavelmente perdíamos bolas atrás de bolas para o Penafiel. Tanto assim foi que desde os 12 minutos da segunda parte até por volta dos 15 da 2ª praticamente não criámos perigo (a não ser em dois ou três cantos). O meio-campo não segurava a bola, que era sistematicamente bombeada para a frente para a cabeça (!) do Miccoli. O Petit e o Manuel Fernandes continuam longe da melhor forma (até em termos físicos) e pouco lestos em dar fluidez ao jogo atacante. O Simão subiu de produção em relação aos jogos anteriores (que golão!) e o Geovanni prometia fazer estragos, só que foi vítima de uma agressão (em tudo semelhante à que o Carlitos do Gil Vicente fez ao Ricardo Rocha), punida com o cartão… amarelo! Saiu lesionado ao intervalo e vamos lá a ver se recupera para Manchester (a propósito, com o João Pereira no banco, não percebi porque é que entrou o Beto para extremo-direito; viu-se bem o que melhorámos com a entrada posterior do João Pereira e com a passagem do Beto para o centro do campo). O Miccoli prendeu muito bem os centrais e o Nuno Gomes beneficiou com isso. Na defesa estivemos em geral bem, mas temos um grave problema de altura principalmente por parte dos laterais. O Léo é batido no golo do Penafiel precisamente por ser um jogador tão baixo. Não sei bem como é que isto irá ser resolvido, já que o Léo é importante em termos ofensivos, mas tem este grande handicap quando se trata de defender. Por outro lado, jogando com o Ricardo Rocha é ter menos um elemento a participar nos lances de ataque. De qualquer maneira, em Manchester eu poria o Ricardo Rocha.
A arbitragem do Sr. Benquerença foi muito habilidosa. Para além de ter perdoado (por duas vezes) a expulsão ao jogador que agrediu o Geovanni, e que posteriormente fez uma falta sobre o Nélson mais-que-merecedora de amarelo (que seria o segundo), e de não ter mostrado mais amarelos ao Penafiel (que foi muito caceteiro), na 2ª parte desatou a exibir amarelos aos jogadores do Benfica. Então o que o Simão levou é de morrer a rir! É uma falta a nosso favor, o Simão simula, o jogador do Penafiel na barreira avança cinco metros, o Simão pára e… leva amarelo! Ainda bem que temos um plantel melhor que o ano passado, porque por este andar vamos ter muitos jogadores castigados.
A vitória foi boa, principalmente para dar moral para Manchester, mas não devemos embandeirar em arco. Os benfiquistas têm a tendência de passar do oito para o oitenta (e vice-versa) em muito pouco tempo. Apesar de termos indiscutivelmente melhorado a nossa produção de jogo, convém não esquecer que defrontámos duas equipas que estão com apenas um ponto no campeonato. Quando jogarmos contra adversários mais poderosos as coisas serão mais difíceis. Mas nada melhor do que uma vitória em Manchester para provar que estamos mesmo mais fortes!
sexta-feira, setembro 23, 2005
Porque é que eu não os menciono?
Autocarro do Benfica vandalizado no Porto
Terão sido os adeptos do Penafiel a fazer isto? Não me parece...
Serão eles outra coisa para além daquilo que eu não menciono? O autocarro do clube deles, sempre que joga na região de Lisboa, fica no Hotel Altis bem no centro da capital. Passo muitas vezes por ele sempre que vou à Cinemateca, e é com dificuldade que contenho o vómito, mas alguma vez aconteceu alguma coisa à viatura? Já se ouviu alguma declaração de um responsável do clube deles a condenar estes actos? Será que não dizem nada só porque “não se conseguiu identificar os autores dos actos de vandalismo”? Pois, suponho que em Maio também não se conseguiu “identificar os responsáveis” pela vergonha na Avenida dos Aliados...
É suposto achar que esta corja representa o país nos jogos internacionais? Devemos ser patriotas e torcer por eles nesses jogos? É que é já a seguir...
P.S. - Não percebo a inteligência de quem organiza as nossas deslocações. Desde o passado dia 22 de Maio que se sabia que na cidade do Porto alguns que eu não menciono podiam fazer tudo o que lhes apetecesse (inclusive bater em mulheres e crianças que festejavam pacificamente um campeonato conquistado). Por que razão é que alterámos o local de estágio de Santo Tirso para lá?! Hello?!
Terão sido os adeptos do Penafiel a fazer isto? Não me parece...
Serão eles outra coisa para além daquilo que eu não menciono? O autocarro do clube deles, sempre que joga na região de Lisboa, fica no Hotel Altis bem no centro da capital. Passo muitas vezes por ele sempre que vou à Cinemateca, e é com dificuldade que contenho o vómito, mas alguma vez aconteceu alguma coisa à viatura? Já se ouviu alguma declaração de um responsável do clube deles a condenar estes actos? Será que não dizem nada só porque “não se conseguiu identificar os autores dos actos de vandalismo”? Pois, suponho que em Maio também não se conseguiu “identificar os responsáveis” pela vergonha na Avenida dos Aliados...
É suposto achar que esta corja representa o país nos jogos internacionais? Devemos ser patriotas e torcer por eles nesses jogos? É que é já a seguir...
P.S. - Não percebo a inteligência de quem organiza as nossas deslocações. Desde o passado dia 22 de Maio que se sabia que na cidade do Porto alguns que eu não menciono podiam fazer tudo o que lhes apetecesse (inclusive bater em mulheres e crianças que festejavam pacificamente um campeonato conquistado). Por que razão é que alterámos o local de estágio de Santo Tirso para lá?! Hello?!
quinta-feira, setembro 22, 2005
Here I go!
segunda-feira, setembro 19, 2005
Até que enfim, Nuno Gomes!
É certo que o golo do Anderson logo aos três minutos ajudou-nos a relaxar, mas há muito tempo que não tínhamos um jogo tão calmo. Uma vitória por 4-0 foi o melhor que nos podia ter acontecido depois de um jogo tão intenso na 4ª feira. O U. Leiria mostrou-se uma equipa muito fraca e desde o começo da época que aposto no José Gomes para a primeira chicotada psicológica da época. Parece que ele está a querer dar-me razão.
Na 1ª parte, a seguir ao golo, descemos um pouco de produção (cansaço de 4ª feira?), mas sempre a controlar o adversário e o U. Leiria teve a sua única oportunidade de golo do jogo nessa altura. O Nélson foi indiscutivelmente a figura durante este período (finalmente temos alguém que faz centros perigosos!), com o Geovanni bastante mais mexido do que na 4ª feira passada. Ao invés, os médios-centro estiveram outra vez muito perros durante o primeiro tempo. Com um golo perto do intervalo e outro aos 15 min. da 2ª parte, o jogo ficou ganho. O Manuel Fernandes subiu bastante de produção na 2ª parte, mas o Simão (apesar de continuar a lutar durante o jogo todo) continua em baixa. Depois da fabulosa exibição contra o Lille, o Miccoli esteve mais discreto, mas teve dois pormenores de muita classe: um remate a rasar o poste na 1ª parte (a seguir a ter picado a bola e tirado o adversário do caminho) e numa combinação com o Nuno Gomes, na melhor jogada do encontro, um remate que infelizmente passou ao lado. Outro elemento a destacar é o Anderson que, a continuar assim, vai ficar com o lugar do Ricardo Rocha. É menos faltoso, não inventa e num mês já fez algo que o Ricardo Rocha nunca conseguiu em quatro anos de Benfica: marcar um golo num jogo oficial.
Todavia, a figura da partida foi indiscutivelmente o Nuno Gomes. Não me lembro há quanto tempo é que ele não marcava três golos num só jogo, mas finalmente voltou a fazê-lo. Pode ser que isso lhe dê confiança para o resto da época, agora que parece que vai voltar a jogar com outro avançado ao lado durante a maior parte da temporada (eu, pelo menos, assim o espero). Ainda por cima, os golos que marcou foram os três “à ponta–de-lança”, inclusive o 3º em que, não obstante alguma sorte depois do remate do João Pereira (que entrou muito bem no jogo), o seu movimento com a perna foi intencional. O Nuno Gomes sempre foi dos meus jogadores preferidos, mas não tem tido muita sorte desde que voltou ao Benfica. Como já aqui escrevi, nunca percebi muito bem porque é que ele não remata mais vezes à baliza, já que quando o faz geralmente cria perigo. Espero que com o Miccoli ao lado a abrir mais espaços, a sua produção em termos de golos se equipare ao que ele fez na sua primeira passagem pelo Glorioso. Com os golos de hoje já tem quase 50% dos golos que marcou durante todo o campeonato passado.
P.S. – Depois do empate do clube regional em Braga (no que acaba por ser um bom resultado para ambas as equipas), a grande dúvida da jornada é saber se o Belenenses (que joga logo à noite com o Guimarães) se torna a primeira equipa que irá defrontar o clube regional na ronda seguinte a não ter nenhum jogador expulso. Até agora nenhuma das outras teve essa sorte…
Na 1ª parte, a seguir ao golo, descemos um pouco de produção (cansaço de 4ª feira?), mas sempre a controlar o adversário e o U. Leiria teve a sua única oportunidade de golo do jogo nessa altura. O Nélson foi indiscutivelmente a figura durante este período (finalmente temos alguém que faz centros perigosos!), com o Geovanni bastante mais mexido do que na 4ª feira passada. Ao invés, os médios-centro estiveram outra vez muito perros durante o primeiro tempo. Com um golo perto do intervalo e outro aos 15 min. da 2ª parte, o jogo ficou ganho. O Manuel Fernandes subiu bastante de produção na 2ª parte, mas o Simão (apesar de continuar a lutar durante o jogo todo) continua em baixa. Depois da fabulosa exibição contra o Lille, o Miccoli esteve mais discreto, mas teve dois pormenores de muita classe: um remate a rasar o poste na 1ª parte (a seguir a ter picado a bola e tirado o adversário do caminho) e numa combinação com o Nuno Gomes, na melhor jogada do encontro, um remate que infelizmente passou ao lado. Outro elemento a destacar é o Anderson que, a continuar assim, vai ficar com o lugar do Ricardo Rocha. É menos faltoso, não inventa e num mês já fez algo que o Ricardo Rocha nunca conseguiu em quatro anos de Benfica: marcar um golo num jogo oficial.
Todavia, a figura da partida foi indiscutivelmente o Nuno Gomes. Não me lembro há quanto tempo é que ele não marcava três golos num só jogo, mas finalmente voltou a fazê-lo. Pode ser que isso lhe dê confiança para o resto da época, agora que parece que vai voltar a jogar com outro avançado ao lado durante a maior parte da temporada (eu, pelo menos, assim o espero). Ainda por cima, os golos que marcou foram os três “à ponta–de-lança”, inclusive o 3º em que, não obstante alguma sorte depois do remate do João Pereira (que entrou muito bem no jogo), o seu movimento com a perna foi intencional. O Nuno Gomes sempre foi dos meus jogadores preferidos, mas não tem tido muita sorte desde que voltou ao Benfica. Como já aqui escrevi, nunca percebi muito bem porque é que ele não remata mais vezes à baliza, já que quando o faz geralmente cria perigo. Espero que com o Miccoli ao lado a abrir mais espaços, a sua produção em termos de golos se equipare ao que ele fez na sua primeira passagem pelo Glorioso. Com os golos de hoje já tem quase 50% dos golos que marcou durante todo o campeonato passado.
P.S. – Depois do empate do clube regional em Braga (no que acaba por ser um bom resultado para ambas as equipas), a grande dúvida da jornada é saber se o Belenenses (que joga logo à noite com o Guimarães) se torna a primeira equipa que irá defrontar o clube regional na ronda seguinte a não ter nenhum jogador expulso. Até agora nenhuma das outras teve essa sorte…
quinta-feira, setembro 15, 2005
Li(tt)lle Miccoli
Por mim, não preciso de ver mais nada. O Luís Filipe Vieira que comece a pensar onde é que vai arranjar os cinco milhões de euros, que custa accionar o direito de opção do italiano. Nos dias que correm, cinco milhões por um jogador destes, ainda por cima com apenas 25 anos, pode ser considerada uma pechincha. Ele corre, ele remata, ela atira bolas à barra, ele ganha espaços aos defesas em 2 m2 e, para cúmulo, ele marca golos de cabeça! Há muito tempo que não tínhamos um avançado de tanta classe no nosso clube. Só para o ver vale a pena ir à bola. Estarei a ser exagerado? Há jogadores que não enganam. A única dúvida é se ele terá a mesma motivação a defrontar Paços de Ferreiras ou Penafieis do que tem na Liga dos Campeões, mas isso é algo que se verá durante a época.
Devemos-lhe a vitória frente ao Lille, com um magnífico cabeceamento aos 92 minutos de jogo depois de um não menos perfeito centro do Mantorras (que por muito trapalhão que seja continua a ter participação directa nos golos). Para além do golo, foram do Miccoli os remates que mais perigo levaram e o Lille bem pode agradecer ao Tony Silva (fantástico nome para um jogador) o facto de não ter sofrido mais golos na Catedral. A vitória foi mais que justa, apesar de muito sofrida. O Lille ainda tentou atacar na 1ª parte, mas na 2ª abdicou completamente do ataque e só teve um lance de perigo, através um remate de ressalto que passou a rasar o poste.
O Koeman deu o braço a torcer e voltou à táctica que nos deu o campeonato, ou seja um 4-4-2 muitas vezes transformado num 4-2-3-1, com o Nuno Gomes a jogar mais recuado em relação ao Miccoli. Infelizmente jogámos durante a maior parte do jogo com 10, já que o Geovanni foi de uma inoperância total. Já se percebeu porque é que não jogou em Alvalade (todavia, isto não iliba o Koeman de ter posto o Carlitos, poderia ter jogado com o Karyaka, por exemplo). Pareceu completamente perdido em campo e a maior parte do tempo nem sequer esteve junto à linha. Vai precisar de passar uns tempitos no banco ou mesmo na bancada para ver ser melhora. O Petit e o Manuel Fernandes também estão fora de forma e o nosso futebol ressente-se disso, porque não há ninguém para transportar convenientemente a bola para o ataque. Pode ser que este alguém seja o Karagounis assim que melhorar a sua condição física. Apesar de tudo, acho que jogámos bem principalmente na 1ª parte, em que criámos várias situações de golo (todas pelo Miccoli). Pela positiva, para além do italiano tenho que destacar o Nelson, tanto a defender como principalmente a atacar (finalmente temos um lateral que faz centros perigosos!), o Luisão que revelou a segurança habitual e o Léo que apoia bastante bem o ataque. As entradas do Karagounis e do Mantorras, apesar de um pouco tardias (especialmente a deste último que substituiu o Geovanni), mexeram com a equipa, mas a condição física do plantel deixa muito a desejar. A meio da 2ª parte demos o estoiro, mas há que elogiar os jogadores porque tentaram sempre até ao fim marcar e essa persistência teve a recompensa devida. A equipa-base (com uma ou outra alteração) e a táctica estão encontradas, agora é só não inventar mais.
Como se previa, o Estádio da Luz só teve meia-casa. Muitos adeptos benfiquistas, que finalmente têm a oportunidade de ver a Liga dos Campeões ao vivo, continuaram a preferir o sofá. Todavia amanhã certamente vão estar muito contentes a ir para o trabalho e a dizer “ganhámos”, apesar de não terem contribuído directamente para isso, já que resolveram não ir ao jogo por causa dos maus resultados. Mas também não fizeram falta, os 30.000 que estiveram na Luz apoiaram a equipa como ela deve ser apoiada: do princípio ao fim, sem reservas e não dependente do resultado. A esses os meus parabéns, aos outros que aproveitem bem a alegria que o Benfica vos ofereceu sem que vocês o merecessem. VIVA O BENFICA!
Devemos-lhe a vitória frente ao Lille, com um magnífico cabeceamento aos 92 minutos de jogo depois de um não menos perfeito centro do Mantorras (que por muito trapalhão que seja continua a ter participação directa nos golos). Para além do golo, foram do Miccoli os remates que mais perigo levaram e o Lille bem pode agradecer ao Tony Silva (fantástico nome para um jogador) o facto de não ter sofrido mais golos na Catedral. A vitória foi mais que justa, apesar de muito sofrida. O Lille ainda tentou atacar na 1ª parte, mas na 2ª abdicou completamente do ataque e só teve um lance de perigo, através um remate de ressalto que passou a rasar o poste.
O Koeman deu o braço a torcer e voltou à táctica que nos deu o campeonato, ou seja um 4-4-2 muitas vezes transformado num 4-2-3-1, com o Nuno Gomes a jogar mais recuado em relação ao Miccoli. Infelizmente jogámos durante a maior parte do jogo com 10, já que o Geovanni foi de uma inoperância total. Já se percebeu porque é que não jogou em Alvalade (todavia, isto não iliba o Koeman de ter posto o Carlitos, poderia ter jogado com o Karyaka, por exemplo). Pareceu completamente perdido em campo e a maior parte do tempo nem sequer esteve junto à linha. Vai precisar de passar uns tempitos no banco ou mesmo na bancada para ver ser melhora. O Petit e o Manuel Fernandes também estão fora de forma e o nosso futebol ressente-se disso, porque não há ninguém para transportar convenientemente a bola para o ataque. Pode ser que este alguém seja o Karagounis assim que melhorar a sua condição física. Apesar de tudo, acho que jogámos bem principalmente na 1ª parte, em que criámos várias situações de golo (todas pelo Miccoli). Pela positiva, para além do italiano tenho que destacar o Nelson, tanto a defender como principalmente a atacar (finalmente temos um lateral que faz centros perigosos!), o Luisão que revelou a segurança habitual e o Léo que apoia bastante bem o ataque. As entradas do Karagounis e do Mantorras, apesar de um pouco tardias (especialmente a deste último que substituiu o Geovanni), mexeram com a equipa, mas a condição física do plantel deixa muito a desejar. A meio da 2ª parte demos o estoiro, mas há que elogiar os jogadores porque tentaram sempre até ao fim marcar e essa persistência teve a recompensa devida. A equipa-base (com uma ou outra alteração) e a táctica estão encontradas, agora é só não inventar mais.
Como se previa, o Estádio da Luz só teve meia-casa. Muitos adeptos benfiquistas, que finalmente têm a oportunidade de ver a Liga dos Campeões ao vivo, continuaram a preferir o sofá. Todavia amanhã certamente vão estar muito contentes a ir para o trabalho e a dizer “ganhámos”, apesar de não terem contribuído directamente para isso, já que resolveram não ir ao jogo por causa dos maus resultados. Mas também não fizeram falta, os 30.000 que estiveram na Luz apoiaram a equipa como ela deve ser apoiada: do princípio ao fim, sem reservas e não dependente do resultado. A esses os meus parabéns, aos outros que aproveitem bem a alegria que o Benfica vos ofereceu sem que vocês o merecessem. VIVA O BENFICA!
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