origem

quinta-feira, abril 21, 2005

Vamos ao Jamor!

O regresso às vitórias aconteceu com naturalidade na Amadora. Não forçámos muito, mas também não foi preciso. Acho piada aos comentários que dizem que se esperava mais da nossa equipa, o jogo foi fraco, etc. Estamos na fase crucial da época e isto era um jogo a meio da semana. Se fossem outros, os comentadores diriam que controlaram perfeitamente o jogo e produziram um futebol bastante eficaz. Mas, como somos nós, a conclusão é que se esperava mais. Enfim, os cães ladram...

Num estádio com poucas condições (a entrada foi bastante difícil) e cheio de benfiquistas, gostei de ver o regresso dos Nunos aos golos, para ver se ficam com mais confiança para os próximos jogos. Não percebi a não-substituição do Simão depois do 3-0, já que pode não estar em grande forma, mas é um jogador que nunca regateia o esforço (vimo-lo bastante vezes em recuperações defensivas). Não deu muito para ver se o André Luís é bom ou não, porque o Estrela também quase não atacou. O Moreira lá provou outra vez que é bastante melhor que o Quim, já que agarra as bolas nos cruzamentos e transmite maior segurança à defesa, e o Fyssas mostrou que neste momento o Dos Santos merece ser titular.

Lá vamos nós a mais uma final da Taça e espero que este ano não se repita esta confusão. Em 65 finais da Taça, estivemos presentes em 33 (50,77%) e ganhámos 24 (75%). Se ganharmos este ano teremos o mesmo número de vitórias que os lagartos e clube regional juntos. Factos são factos!

Depois de estar ao vivo na Amadora, irei para o Algarve no fim-de-semana. Por mim, a onda vermelha não pára. Aliás, achei imensa piada à polémica sobre a transferência do jogo para o Algarve. Não é legítimo os clubes pequenos querem ter a maior receita possível, especialmente se ela permite, segundo o seu próprio treinador (antigo jogador lagarto, não se esqueçam), pagar os ordenados em atraso? Além disso, se era uma questão de princípio porque é que os lagartos não protestaram com a transferência para Guimarães do nosso jogo contra o Moreirense este ano nem com a transferência para o mesmo sítio do jogo do clube regional contra o Gil Vicente no ano passado? Há compadrios agora? E suponho que não tenha havido esses mesmos compadrios com o Pampilhosa, que acedeu (a troco de o presidente ser lagarto e mais 15.000€) a antecipar o jogo da Taça em Janeiro deste ano, para o Liedson limpar os amarelos e poder jogar contra nós... Não dependem só de vocês para ganhar o campeonato? Não têm a equipa do mundo e arredores que melhor futebol joga? Porque é que estão (sempre) preocupados com o Benfica? Tenham dó!

quarta-feira, abril 20, 2005

Um texto a não perder

Subscrevo completamente estas palavras. Acrescentaria eu que ser do Benfica é também ter orgulho em celebrar os nossos golos só gritando e festejando com os nossos jogadores e não, como fazem os adeptos de outros dois clubes (revelando a sua inveja e pequenez em relação a nós), insultando o rival que nem sequer participa nesse jogo.

segunda-feira, abril 18, 2005

(Ainda) Estamos em primeiro

Mas por este andar não vamos estar lá durante muito mais tempo. A desilusão foi bastante grande no Sábado com o União de Leiria. Decididamente, a estrelinha de campeão abandonou-nos nos últimos dois jogos. A sorte que tivemos ao marcar o golo do empate aos 92 minutos mal deu para compensar o azar de vermos um guarda-redes habitualmente suplente defender pelo menos cinco (!) remates que iam direitos para a baliza. Os últimos 20 minutos da 1ª parte foram de um sufoco total e não faltou a habitual bola no poste. No entanto, na 2ª parte não jogámos tão bem e as ocasiões de golo escassearam, mas também o Leiria só existiu durante os primeiros 16 minutos de jogo. Depois de marcar o golo, mal passaram do meio-campo.

Ao jogo menos conseguido da 2ª parte, o nosso treinador não deu a resposta devida. Infelizmente, o Sr. Trapattoni já sabe de antemão as substituições que irá fazer, não levando em consideração se determinado jogador está ou não a jogar bem. Assim se passou com o Geovanni, um dos nossos melhores e mais perigosos jogadores, cuja substituição determinou o fim das ocasiões de perigo que criámos. Ao invés, é por demais evidente a má forma física do Simão (também, pudera, depois de tudo o que já fez) e o abaixamento de forma do Nuno Assis (não se pode falhar um golo daqueles). O Miguel também esteve longe daquilo que nos habituou e o Nuno Gomes continua a não rematar à baliza tanto quanto deveria. E será só embirrância minha, ou o Quim deveria ter saído ao cruzamento do golo que foi cair à entrada da pequena-área? Tudo isto conjugado com a exibição da vida do Costinha significou mais dois pontos a voar.

Neste momento não sei bem o que pensar. Sinto-me como se estivesse a dormir e a ter um sonho magnífico, mas ouvisse em fundo uma barulheira infernal no quarto ao lado que poderá acabar por me acordar. Resta saber se conseguirei terminar a tempo o sonho. Perder cinco pontos em duas semanas não augura nada de bom, mas sofrer golos nos últimos minutos e exibições estratosféricas dos guarda-redes adversários não acontecem sempre. E agora lá estamos como o nosso treinador gosta, só com um ponto de avanço... Entretanto, irei à Amadora e ao Algarve para continuar a alimentar o sonho.


P.S. - E é claro que hoje à noite irei à Cinemateca...

quarta-feira, abril 13, 2005

Superstições

Como todo o bom adepto que se preze tenho algumas superstições futebolísticas que se têm vindo a agravar nos últimos anos. Têm sobretudo a ver com os jogos dos nossos rivais, já que o efeito dos cachecóis e camisolas que dão sorte nos encontros do Glorioso, como os vejo a todos, acaba por se anular a si próprio (por exemplo, a minha camisola do Nuno Gomes tinha dado bastante sorte, até ao dia em que perdeu o último jogo na velha Luz contra o clube regional).

Em relação aos jogos dos outros, há duas chamá-las-emos coincidências que se verificam constantemente. A primeira delas é que quando vou ao cinema (especialmente se for à Cinemateca), ao mesmo tempo que um jogo dos lagartos ou do clube regional, raramente eles ganham. Então com os lagartos é quase “cada tiro cada melro”. As grandes alegrias da vitória do Gil Vicente por 3-0 em Alvalade há dois anos, da vitória do Nacional da Madeira por 3-2 no ano passado ou do empate do Leiria em Alvalade neste ano foram obtidas desta maneira. Em relação ao clube regional não é tão frequente, mas o empate do Leiria no Dragon e a derrota deste fim-de-semana com o Boavista também me apanharam no cinema. Todavia, há uma nuance que se liga com a segunda coincidência. Estes resultam positivos só se verificam se o jogo já tiver terminado quando eu sair do cinema. E a segunda coincidência é precisamente esta: quando chego ao carro vindo seja lá de onde for e ligo o rádio é certo e sabido que tanto os lagartos como o clube regional marcam. Só neste ano foi assim que ouvi o clube regional a marcar em casa ao Gil Vicente e os lagartos ao Belenenses (e em ambos os casos ganharam os respectivos jogos).

Neste fim-de-semana, vi o jogo dos lagartos contra o Beira-Mar até aos 77 minutos noutra casa que não a minha e no trajecto de regresso de somente 10 minutos, como o campeonato está na fase decisiva e convém não arriscar, não liguei o rádio propositadamente. O meu irmão, que estava comigo no carro, achou um grande disparate e fartou-se de protestar, mas o rádio ficou desligado mesmo. Imaginem que eu o tinha ligado... Nunca me iria perdoar, porque a culpa da vitória dos lagartos aos 84 min. teria sido obviamente minha!

terça-feira, abril 12, 2005

Levados ao quê?

Acho imensa graça quando os adeptos dos outros clubes dizem que estamos a ser “levados ao colo”. Desculpem? Importam-se de repetir? Para não ir mais atrás, basta referir que para além de termos sido prejudicados em três das últimas quatro jornadas, com penalties por marcar e golos limpos anulados, vimos na semana passada mais uma benquerença falta de visão no Dragon e esta semana tivemos em acção um fiscal-de-linha no Alvalade XIXI, perdão XXI: na 1ª parte é anulado um golo ao Beira-Mar por fora-de-jogo em que o jogador estava no mínimo em linha; na 2ª é validado o golo aos lagartos em que o Liedson está ligeiramente adiantado na altura da cabeçada do Polga. Reconheço que os dois lances são complicados de julgar, porque são uma questão de centímetros, mas o fiscal-de-linha (que era o mesmo) decidiu-os de igual maneira: foram ambos a favor dos lagartos.

Venham lá falar agora dos favorecimentos ao Glorioso...

segunda-feira, abril 11, 2005

Injusto

A derrota com o Rio Ave foi a mais injusta do ano. Provavelmente a única que não merecíamos (se descontarmos a benquerença roubalheira). Depois de uma 1ª parte equilibrada, dominámos completamente na 2ª e na única ocasião de perigo que o Rio Ave teve sofremos o golo no último (!) minuto.

Todavia, há coisas que não compreendo: porque é que entrámos em jogo cheios de medo? A 1ª parte foi muito fraca e qualquer semelhança com o mesmo período do jogo com o Marítimo foi pura coincidência. A jogar praticamente em casa, com o estádio todo de vermelho, não percebo porque é que não entrámos para cima deles, a pressionar e a tentar construir uma vantagem segura, para não corrermos o risco de acontecer o que aconteceu. Mesmo assim, conseguimos criar uma excelente oportunidade que o Simão não deveria ter falhado. Na 2ª parte tivemos mais duas grandes chances de marcar que desperdiçámos. Na 1ª delas, o remate do Nuno Gomes foi muito fraco, mas se o Karadas se tivesse esticado teria chegado à bola. E na 2ª o Luisão falha inacreditavelmente de cabeça depois de o guarda-redes ter falhado a intercepção num canto. E no último minuto lá aconteceu o impensável. Depois de ter defendido durante a 2ª parte toda, num contra-ataque, em que o Petit não acompanhou convenientemente o extremo contrário e o João Pereira deixou o marcador do golo à vontade, o Rio Ave ganhou o jogo. Mas será que sou só eu a achar que foi um pouco frango do Quim? O remate é à queima, é certo, mas a bola vai para o centro da baliza e é o nosso guarda-redes que a coloca lá dentro! Voltamos à velha questão: não sei até que ponto o Moreira não o teria defendido.

E pronto, lá estamos com a vantagem reduzida para três pontos (as declarações do Trapattoni antes do jogo, quando disse que ganhou sempre os campeonatos com um ou dois pontos de vantagem, também não foram das mais felizes, para dizer o mínimo...). Espero que em termos psicológicos a equipa não se vá abaixo, porque acabámos por fazer um bom jogo, nomeadamente na 2ª parte, e não merecíamos de todo ser derrotados. Mas se entrarmos em campo com ganas de ganhar logo desde início é muito mais difícil sermos contrariados. Os próximos quatro jogos (Leiria e Belenenses em casa, Estoril e Penafiel fora) darão a resposta, temos obrigação de os vencer (especialmente tendo em conta os dois últimos jogos do campeonato - lagartos em casa e Boavista fora), mas se isso não acontecer, temo o pior.

quarta-feira, abril 06, 2005

Rui Costa renova pelo AC Milan

1) Fico contente por o Rui Costa ter o reconhecimento que merece como grande jogador que ainda é. Caso contrário, o Milan não teria querido renovar o contrato até aos seus 35 anos em 2007.
2) É legítimo alguém procurar ganhar sempre mais e durante mais tempo no seu emprego. Mas quando já se ganha 80.000 contos/mês e se tem alguma cabecinha, não me parece que esteja em causa um futuro duvidoso.
3) Diz ele que aceitou "imediatamente" quando lhe propuseram a renovação e que irá terminar a carreira no Milan. Ok, tudo bem, mas não percebo é porque é que o Rui passou a vida a dizer que gostaria de voltar ao Benfica para acabar a sua carreira. Durante muitos anos disse que o seu possível regresso ao Glorioso nunca seria uma questão de dinheiro. Afinal em que é que ficamos? Com 33 anos, tendo já ganho tudo o que poderia ganhar no Milan (Campeonato e Taça de Itália, Liga dos Campeões e Supertaça Europeia) e sendo há duas épocas suplente do Kaká, o que é que o motivou a renovar contrato senão o dinheiro? O Poborsky saiu do Glorioso para a Lázio e, quando estes lhe propuseram a renovação ao fim de ano e meio, não aceitou dizendo que já tinha ganho dinheiro suficiente no futebol e que queria voltar para o seu país e para o Sparta de Praga. E ao que consta ele nunca teve vencimentos ao nível do Rui Costa...

Continuarei a ser um grande admirador do Rui e a desejar-lhe todos os sucessos desportivos (enquanto ele lá estiver, como escreveu há uns tempos a Leonor Pinhão, todos os benfiquistas serão também adeptos no Milan), mas confesso que esta renovação foi um grande balde de água fria.

segunda-feira, abril 04, 2005

O estofo e a sorte dos campeões

Com muitos Benficas-Marítimos, o meu coração não vai aguentar até ao fim do campeonato. Aos melhores 25 minutos da época sucederam-se inacreditáveis desconcentrações defensivas. Mas, depois de termos sofrido o empate a três, demonstrámos estofo de campeão e uma vontade de alterar o rumo dos acontecimentos como tinha sido pouco vista este ano. Notou-se bem que os jogadores acreditaram até ao fim que era possível vencer o jogo. A vitória é mais que merecida e sem beneficiar de favores nenhuns. E é assim que nós gostamos de ganhar jogos (ao contrário de um certo clube que não olha a meios para atingir os seus fins). Aliás, mais uma vez (e é curioso que já é o terceiro jogo consecutivo em que isto acontece), fomos prejudicados. O golo invalidado ao Nuno Gomes é de bradar aos céus! Um domínio de peito é transformado em domínio com o braço, ou seja, exactamente o oposto do que aconteceu com o Jorge Costa no jogo com o Gil Vicente. Que pena não termos a “benquerença” (que coincidência ter sido este o árbitro...) do clube regional.

Individualmente, destacaram-se pela positiva o Nuno Gomes, ao readquirir a sua veia goleadora (o seu 2º golo é magnífico), e o Miguel, que nos dá um desequilíbrio atacante que poucos laterais-direitos mundiais podem dar. Até o Trapattoni “perdeu a cabeça” e colocou os três pontas-de-lança ao mesmo tempo em campo (só aos 82 min, mas lá estiveram os três juntos)! Aliás, as entradas do Mantorras e Karadas foram fundamentais para a vitória, como se viu no 4º golo. Negativamente, estão o Quim, que tem grandes responsabilidades no 1º e 3º golos (quando é que ele agarrará uma bola num cruzamento?!), e o Luisão, que ainda devia estar com o jet lag.

Há muito tempo que não víamos o Glorioso ganhar um jogo nos últimos minutos, mas alguma vez teríamos que ter a sorte dos campeões. O estádio, quase cheio, estava lindo e a cereja no topo do bolo foi-nos dada pelo jogador que mais merece ser um herói: Mantorras. As vitórias assim são mais saborosas, mas eu trocava o jogo de ontem (sem dúvida o melhor desta edição do campeonato) por um 4-0 a nosso favor. O sofrimento teria sido bastante menor...

terça-feira, março 29, 2005

Desejos para o Eslováquia-Portugal

Por estar fora do país, não sei se terei oportunidade de ver o jogo, mas de qualquer maneira deixo aqui os meus dois desejos:
- Que Portugal ganhe;
- E o mais importante de todos: que nenhum jogador do Glorioso se magoe.

Se a decisão tivesse por base apenas a forma actual dos jogadores, é óbvio que jogaria o Manuel Fernandes em vez do Costinha e o Quim (apesar de eu continuar a preferir o Moreira) em vez do Ricardo. Mas quantos menos jogadores do Benfica alinharem, ainda por cima nesta fase decisiva da época quando qualquer lesão pode ser catastrófica, melhor...

terça-feira, março 22, 2005

Um potencial bom reforço para o clube regional



Aqui está ele! Javi Navarro, 31 anos, defesa do Sevilha, nacionalidade espanhola. Como se pode ver nas imagens abaixo, um jogador perfeitamente já identificado com a "cultura" e "mística" do clube regional. Rodolfo, Frasco, André, Paulinho Santos, Jorge Costa, Costinha e McCarthy têm aqui um sucessor à altura.


(sequência de imagens retirada do Terceiro Anel)

Refira-se que Arando, o médio venezuelano do Maiorca vítima desta entrada "ríspida" (que resultou num cartão... amarelo!), começou a sofrer espasmos, teve uma paragem respiratória e perdeu a consciência. Felizmente não corre perigo de vida, mas ainda se encontra nos cuidados intensivos, com uma fractura do osso malar e uma ferida profunda no lábio superior.

Não fossem os sumaríssimos (que apesar de tudo estão a restringir a vontade de alguns jogadores usarem os membros superiores nas "disputas" de bola) e um destes dias correríamos o perigo de assistir cá a uma situação semelhante.

Uma lágrimazita no canto do olho

Numa altura em que alguns dos filmes em cartaz, como o Million Dollar Baby, À Procura da Terra do Nunca e Mar Adentro, puxam para a lágrimazita confesso que ontem quase me ia caindo uma quando vi a conferência de imprensa do treinador do clube regional. Disse ele: “Toda a conjuntura do futebol português leva a que em caso de alguma dúvida, somos sempre nós penalizados. Não vamos entrar aqui na mania da perseguição, mas se já estamos avisados resta-nos ter mais prudência.” Coitadinhos... Tenho tanta pena deles... Tão prejudicados que são... Aliás, têm sempre sido ao longo destes últimos 20 anos. Não há direito... O McCarthy até fez uma festinha ao Rui Jorge e tudo... É inacreditável como é que se considera aquilo uma agressão... E, no final do jogo, o abraço e risos entre o quarto árbitro e o adjunto dos lagartos (que por acaso são ambos da mesma terra) denunciado pelo papa? A culpa disto tudo é de certeza do Benfica! Onde é que estão o José Guímaro, Juvenal Silvestre, José Silvano, Martins do Santos, Pinto Correia, Jacinto Paixão e outros que tais quando se precisa deles?

À parte disto, o clube regional existiu durante 10 minutos. Mesmo antes da expulsão do McCarthy (que deveria levar seis jogos de suspensão em virtude de ser duplamente reincidente) , os lagartos assumiram o comando do jogo. Gostei bastante das exibições do Leandro do Bomfim, Maniche e Costinha. Estão em grande forma! Quanto aos lagartos não compreendi o facto de terem tirado o pé do acelerador quando marcaram o 1º golo, perdendo uma ocasião única para golear e terem vantagem directa sobre o clube regional. Neste momento, não dependem deles nem para o 1º nem para o 2º lugar. E a desculpa dos jogos em excesso não me convence; afinal, vêm aí 15 dias sem campeonato para descansarem à vontade. Mas enfim não é nada connosco...

Depois desta dupla grande alegria (as expulsões) e dupla satisfação muito moderada (era só o que mais faltava eu festejar golos dos lagartos...), temos seis pontos de vantagem sobre toda a concorrência. “Só” faltam seis vitórias e um empate e era essencial que chegássemos às duas últimas jornadas (lagartos e Bessa) já campeões, aproveitando o calendário mais favorável que temos até lá. De qualquer maneira, será sempre um feito quer sejamos campeões ao fim de 11 (muito longos) anos de jejum, quer consigamos a proeza de desperdiçar seis pontos de vantagem a oito jornadas do fim (o Diabo seja cego, surdo e mudo!). Pensar jogo a jogo, com toda a concentração, é essencial. Deixem a ansiedade para os adeptos. FORÇA BENFICA!

segunda-feira, março 21, 2005

Duas vezes por ano

Há coisas que só acontecem com esta periodicidade, como por exemplo eu querer que os lagartos ganhem! Mas quando se defronta o clube regional, outra coisa não se poderia desejar. Hoje, Portugal inteiro (tirando a pequena minoria que é adepta do tal clube) vai torcer por eles. Três derrotas consecutivas seria mais um magnífico recorde quebrado pelo clube do Norte. Para o Glorioso, é óbvio que é preferível ter os adversários todos a seis pontos do que um deles (com quem, ainda por cima, estamos em desvantagem no confronto directo) a cinco. O problema é que os lagartos, que nunca são de confiança nestas ocasiões (vide o jogo da 1ª volta), vão jogar bastante desfalcados (sem Custódio, Rochemback e Polga), enquanto a única baixa do clube regional é a mesma que o Middlesbrough teve a partir da meia-hora do jogo de 5ª feira passada: o Hugo também não vai jogar...

Cruzeiro no Sado

Quando aos dois minutos o Bruno Moraes (curiosamente um jogador emprestado pelo clube regional ao V. Setúbal) se atira sobre o Petit e o lesiona, pensei: “nunca mais venho ver um jogo fora. É a primeira vez esta época e começa logo a correr mal.” E, de facto, os primeiros 20 minutos não auguravam nada de bom, com o V. Setúbal a jogar melhor, apesar de ter havido o lance duvidoso sobre o Geovanni em que se fosse assinalado penalty não teria sido um escândalo. Felizmente tudo se alterou com a (justíssima) expulsão do defesa setubalense e, a partir daí, controlámos completamente o jogo. O futuro guarda-redes do clube regional deu uma ajuda preciosa no golo do Manuel Fernandes e a 2ª parte foi um passeio, especialmente a partir do golo (com alguma sorte no ressalto, diga-se) do Geovanni. A um quarto de hora do fim, o meu amigo H. disse-me: “para isto se tornar interessante, só falta o nosso 3º golo”. Plenamente de acordo! Infelizmente não veio, mas conseguimos o que era essencial: ganhar.

Apesar de não termos o killer instinct que nos permita cilindrar adversários e tentar sempre marcar mais golos, pode ser que estejamos já em velocidade de cruzeiro em direcção ao tão desejado título. Já se sabe que não conseguimos entusiasmar por aí além (ou não fôssemos treinados por um italiano, que, a crer n’ A Bola, disse na conferência de imprensa “se eles marcassem antes de nós seria difícil recuperar”; felizmente as coisas estão a correr bem, mas o discurso da impossibilidade de dar a volta a um jogo mantém-se!), todavia demonstrámos um futebol bastante consistente, razoável e com a tão famosa personalitá. Por isso é que a análise deste jornalista (?) do Record é de morrer a rir. São sete, repito, s-e-t-e, os nossos jogadores que têm nota 2 em 5! E os restantes são corridos a 3! Se fossem outras as cores em campo, a exibição tinha sido “inteligente”, “constante”, “adulta” e sem permitir “veleidades ao adversário”. Como é o Benfica, 2/3 da equipa tem nota negativa!

É sempre bom ver o Glorioso ao vivo e os jogos fora têm uma aura diferente. A seguir ao 2º golo, quando o jogo praticamente acabou e passámos a trocar a bola sem procurar a baliza, o entusiasmo nas bancadas arrefeceu um pouco. Se fosse no Estádio da Luz, toda a gente começava a assobiar e a mandar a equipa para a frente. Não é que eu não gostasse que tentássemos marcar mais golos, mas daí a assobiar a equipa (que ainda por cima está a ganhar) vai uma diferença tão grande como entre a decência e a Carolina Salgado. Por isso é que é mais fácil jogar fora do que em casa, a pressão é bastante menor. Pode ser que agora, isolados em 1º e com a esperança legítima de chegar ao título, a tolerância na Luz (que espero que encha contra o Marítimo) seja um pouco maior.

terça-feira, março 15, 2005

Hoje há um jogo InterNacional

Espero que o prefixo desta última palavra tenha tanto sucesso hoje como o sufixo teve na passada 6ª feira... Parafraseando o mail que recebi hoje, seria óptimo que o clube regional nos proporcionasse mais um magnífico concerto Silence 4!

segunda-feira, março 14, 2005

Obrigado, Hugo!

Oferecer um golo ao Belenenses e dois ao Penafiel em duas jornadas consecutivas se não é caso para o Guiness não deve andar longe. E de repente temos os lagartos a seis pontos de nós.

Fim-de-semana mais perfeito do que este é difícil de arranjar. Ganhámos 8-0 em três campos diferentes! Para a semana, é infelizmente impossível repeti-lo. Mas assim já não vou torcer por um empate, mas sim por uma vitória dos lagartos frente ao clube regional. Se ganharmos em Setúbal, ficaremos com os dois a seis pontos e acho que é preferível assim do que com um a oito e outro a quatro.

É só uma questão de seguir a estatística: segundo A Bola de hoje, das 11 vezes que chegámos à 25ª jornada em 1º lugar, fomos campeões em 10 delas, ou seja, em 90,9% das vezes. Concentrem-se, não vamos estragar a estatística! Tem que ser este ano!