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segunda-feira, março 14, 2005

"Folk som Mourinho är fotbollens fiende"

"Gente como Mourinho é inimiga do futebol", Volker Roth, presidente do Comité de Arbitragem da UEFA, dixit (fonte original aqui, para quem saiba sueco, ou aqui).

Mais um "troféu" para o recheado palmarés deste excelente ser humano: graças às suas declarações (acusando-o de favorecer o Barça, depois de ter supostamente recebido o Rijkaard na sua cabine no intervalo do jogo) que despoletaram uma série de ameaças de morte, um dos melhores árbitros da actualidade, Anders Frisk, abandona o futebol três anos antes da idade da reforma.

Será que o Sr. José Mourinho ainda pensa que é treinador do clube regional, onde este tipo de declarações são recorrentes e passam sempre impunes? Não há dúvidas sobre o mérito dele como treinador, mas ainda há menos sobre as suas "qualidades" enquanto pessoa. Vou gostar muito de ver as repercussões deste caso. Duvido que estas declarações do presidente do Comité de Arbitragem da UEFA, juntamente as dos árbitros Urs Meier ("ele tem de ser punido") e do Kim Milton Nielsen ("não se pode fazer declarações que espicacem o comportamento dos 'hooligans'"), não tenham consequências.

domingo, março 13, 2005

O começo da crença

Era absolutamente fundamental ganhar hoje ao Gil Vicente. Um empate dar-nos-ia igualmente a liderança isolada, mas não mostraríamos o tão famoso estofo de campeão. Ganhámos e bem, com a alegria suplementar de ver o Mantorras tornar-se decisivo ao apontar o 1º golo num grande remate fora da área. O 2º golo do Miguel também foi muito bom, na sequência de uma grande jogada do João Pereira, um mal-amado pelos benfiquistas ainda estou para saber bem porquê. Foi formado nas nossas escolas, é lutador, é razoável tecnicamente, na maior parte das vezes cumpre e não dá muitas abébias, não percebo porque é que muita gente o critica. Na maior parte do tempo jogámos bem, com paciência, pressing eficiente sobre o adversário, relativa rapidez na transição para o ataque e algumas oportunidades de golo enquanto o Gil Vicente teve somente uma. E houve um penalty por assinalar por empurrão (que eu saiba a carga de ombro não pode ser feita com a mão...) ao Karadas com o resultado ainda 0-0. Felizmente não teve influência no resultado final.

Tão importante quanto a vitória foi a atitude dos jogadores que começam a acreditar que é possível acabar com o nosso jejum. E eu também já acredito! Quem diria, há apenas meia dúzia de jogos, que estaríamos na posição que estamos hoje? Se os outros se entretêm a perder pontos e nós finalmente mostramos capacidade de aproveitar... Os três próximos jogos vão ser fundamentais, já que clube regional, lagartos e Boavista vão jogar entre si e, se nós ganharmos os nossos, podemos adquirir uma vantagem confortável, principalmente tendo em atenção as duas últimas jornadas (lagartos e Bessa). Se não precisarmos desses pontos era muito bom... Arriscamo-nos a fazer a dobradinha com o futebol menos conseguido dos últimos tempos, but who cares?!

P.S. - Hoje o estádio estava bastante mais composto (principalmente com crianças e estudantes reflectindo a medida acertadíssima de usufruírem de bilhetes mais baratos) do que nos jogos anteriores, mas dados os acontecimentos do dia anterior se fosse no estádio antigo estaria ainda mais gente. Claro que os preços eram muito menores. Aliás, continuo sem perceber porque é que os nossos bilhetes para o campeonato são tão caros (um não-sócio paga no mínimo 18€ para ver o jogo atrás da baliza). Será alguma exigência de um banco?

sábado, março 12, 2005

O melhor jantar de anos da minha vida!

Uma noite perfeita e inesquecível! Jantar de anos com amigos na "Catedral da Cerveja". Televisão sintonizada na Sport TV. Quatro grandes manifestações de alegria do restaurante inteiro. OBRIGADO NACIONAL! Há 30 anos que não assistíamos a tamanha humilhação do clube regional em casa. Como se diz aqui, até poesia houve! Não se poderá pedir um requerimento para que eles joguem sempre em casa até ao final da época?!

É óbvio que neste jogo tivemos uma grande manifestação das virtudes do "apito dourado", senão vejamos: o 1º e 3º golos eram invalidados por "claros" foras-de-jogo, o segundo seria anulado por pretensa falta sobre o Ricardo Costa (quando é ele que a faz e o árbitro, muito bem, dá a lei da vantagem) e o 4º não existiria porque a falta do Nuno Valente jamais seria marcada (e com um bocadinho de sorte ainda seria assinalado um penalty a favor e teríamos uma "vitória sofrida, mas justa, da equipa que mais atacou, que mais remates e mais posse de bola teve"). O Damásio e Artur Jorge ainda demoraram uma época inteira a dar cabo de uma equipa campeã nacional, o grande presidente do clube regional fê-lo a uma equipa campeã europeia ainda durante a pré-época! Trocou jogadores de futebol por uma escola de samba e o resultado está à vista.

Claro está que temos que ganhar ao Gil Vicente, caso contrário esta grande alegria será inútil em termos de pontos. Será que iremos assistir ao desejado arranque rumo ao título? Logo à noite se verá... FORÇA BENFICA!

quarta-feira, março 09, 2005

Absolvidíssimo

O Simão foi absolvido no caso da suposta "agressão" ao Alex. E a não ser por tacanhez, mesquinhice ou ceguice é que não se admite a justiça da absolvição. Sejamos claros: o Simão não agrediu ninguém, o que se passou foi apenas uma disputa de bola. Aliás, o Conselho de Disciplina da Liga tem actuado bem na maioria destes casos de agressões que passam incólumes durante o jogo. A não ser no caso do McCarthy, onde claramente errou. Mudar a suspensão de dois para três jogos depois do clube regional ter recorrido da sentença não se percebeu. É óbvio que lhe deveriam ter sido dados (pelo menos) os três jogos logo de início, já que foi reincidente (contra o Boavista tinha feito o mesmo). Aliás, é curioso verificar que os jogadores desse clube tem andado muito calminhos nos últimos tempos, no que se refere a cotoveladas. Porque será?

Comparar o caso do Simão a qualquer um protagonizado pelos jogadores que equipam de azul e branco é comparar o dia à noite. O único caso em que a agressão foi mais duvidosa foi o do Seitaridis no jogo contra o Estoril. A estalada existiu (e eu acho que merecia pelo menos um jogo), mas é um lance discutível e se o jogador fosse despenalizado não seria um grande escândalo. Todavia, o respectivo clube resolveu não recorrer, com receio de ver a pena agravada, tal como sucedeu no caso do McCarthy (que, refira-se, foi o único onde isto aconteceu). Azar o deles... Mas vir dizer que o jogador só foi despenalizado porque é do Benfica é tentar atirar areia para os olhos das pessoas.

segunda-feira, março 07, 2005

Nacional - 0 - Benfica - 1

O Nuno Gomes é dos meus jogadores preferidos. Sempre lhe admirei o espírito combativo, a generosidade, a técnica, a capacidade para fazer tabelinhas (como poucos pontas-de-lança a nível mundial sabem fazer) e a capacidade concretizadora. Todavia, nos últimos tempos, a sua moral tem andado muito em baixo. A falta de golos que tem revelado, desde que voltou para o Glorioso, é certamente o maior motivo para este abaixamento de forma. Claro está que, desde que voltou, ainda não conseguiu fazer uma época completa sem lesões. Mas a sua maneira de jogar tem vindo a alterar-se e, a meu ver, com consequências negativas. Hoje em dia usa e abusa das tabelinhas e remata muito menos vezes do que antigamente. Aliás deve ser dos pontas-de-lança mundiais com maior grau de eficácia, porque quando remata à baliza é quase sempre golo. O que, concretizando menos de 10 golos/época, demonstra a pouca quantidade de vezes que visa a baliza. Ainda por cima, o seu remate é geralmente bastante colocado, pelo que não percebo porque é que não tenta com mais frequência. Isto tudo para dizer quanto fiquei contente pelo golo de ontem (ainda por cima de cabeça) e quanto fiquei triste pela sua (nova) lesão, que o vai impedir de jogar nos próximos jogos.

Quanto ao jogo, acabámos por ter sorte no penalty falhado pelo Adriano (inacreditável a forma como o Quim faz falta num lance em que o jogador adversário iria ficar quase sem ângulo para marcar; Moreira, onde estás?!) e no penalty não assinalado. Aliás não percebo porque é que o Dos Santos insiste em fazer penalties em jogadas sem grande perigo (já em Bruxelas o fez). De qualquer maneira, seria uma grande injustiça não ganharmos o jogo depois de pelo menos quatro oportunidades claríssimas (Simão, Geovanni, Petit e Nuno Assis). Fizemos um jogo bastante bom, na sequência do jogo do Dragon. Jogamos bastante melhor fora do que em casa e estamos a sair muito rápido para o contra-ataque, ao contrário do que tínhamos feito até há bem pouco tempo, o que nos permite criar lances de bastante perigo. Será que entrámos no bom caminho?

P.S. – O Sokota marcou quatro golos na equipa B. Mesmo sabendo que não continuará para a próxima época e que, se calhar, irá para um clube rival quem é que perde mais em não o ter na equipa principal? Ele, que continua a receber o ordenado, ou o Benfica que tem o Delibasic (que nem convocado é) para o substituir?

sexta-feira, março 04, 2005

Dois Terços

Segundo o jornal A Bola de hoje, em 65 edições da Taça é a 43ª vez que estamos nas meias-finais, ou seja, em 66% das vezes. E em 76% (32 em 42) das vezes que jogámos as meias-finais passámos à final. Onde ganhámos 75% dos jogos efectuados (24 em 32). O que equivale por dizer, ao contrário do que refere o Sr. Trapattoni, que é óbvio que temos de nos assumir como favoritos à vitória na Taça, ainda por cima sem o clube regional e os lagartos pela frente. Vamos ver o que nos reserva o sorteio (até agora não nos podemos queixar da sorte)...
A vitória frente ao Beira-Mar foi mais do que justa. A 1ª parte foi bastante razoável (para não dizer boa), com um futebol mais rápido do que vínhamos mostrando até antes do jogo contra o clube regional. Tivemos, pelo menos, quatro oportunidades de golo (Luisão, Nuno Assis, João Pereira e Geovanni/Fyssas) e concretizámos uma. A 2ª parte do Glorioso foi bastante má, em nítido défice físico, e as substituições do Sr. Trapattoni – deixar o Miguel em campo e tirar o João Pereira (que estava mais fresco e a jogar melhor), e não reforçar o meio-campo mais cedo para reassumir o controlo do jogo - também não se perceberam. De qualquer maneira, o Beira-Mar não criou situações de golo
iminente. E mesmo que as tivesse criado estaria lá o Moreira, que provou porque é que nunca deveria ter deixado de ser o titular do Benfica: a segurança que transmite ao resto da equipa ao não largar uma única bola, seja em cruzamentos para a área, seja em remates, não se compara à do Quim.

Em relação ao nosso golo, acho que o lance é regular, já que o Ricardo Silva, no lado oposto do campo, coloca o João Pereira em linha (repara-se bem através do corte da relva). E, mesmo se estivesse adiantado, seria por milímetros, ou seja, era praticamente impossível ao fiscal-de-linha ter certezas e, em caso de dúvida, a lei é clara. Na 2ª parte há dois penalties, um para cada lado (mão do Ricardo Rocha e carga sobre o Nuno Gomes). Portanto, não percebo o que o Sr. Luís Campos quis dizer quando referiu que foi “impedido” de chegar às meias-finais. Quem conseguiu fazer descer duas equipas de divisão na mesma época há dois anos atrás (V. Setúbal e Varzim) deveria preocupar-se em treinar mais e protestar menos.

terça-feira, março 01, 2005

10 anos e 238 dias depois

Felizmente enganei-me nas previsões! Depois de 10 anos, finalmente uma arbitragem em que não fomos escandalosamente prejudicados permitiu que voltássemos a pontuar na casa do clube regional. E 238 dias depois de ter assumido o comando do Glorioso, o Trapattoni colocou a equipa a jogar sem medo e sem complexos num jogo importante. De facto, fiquei absolutamente perplexo com a nossa exibição e a questão é: onde é que esta equipa andava escondida? Jogámos (ontem sim!) com personalidade, sem medo de atacar, rematando com perigo, com transições rápidas da defesa para o ataque e tentando efectivamente ganhar o jogo. Fizéssemos isto nos outros jogos anteriores e não tínhamos tido tantos desgostos este ano.

No entanto, perdemos uma excelente oportunidade de ganhar, porque nunca se sabe quando voltaremos a sair de um jogo na casa do clube regional sem ter nenhum jogador expulso. Desta vez, como disse a grande Leonor Pinhão na TVI, como a rede da baliza abanou era difícil não validar o golo do Geovanni. E foi uma pena o lance do Nuno Gomes quase no final do jogo não ter resultado em golo. Mas, apesar de ficarmos em desvantagem no confronto directo com o clube regional, um empate lá em cima, dadas todas as condicionantes que habitualmente nos são impostas neste jogos, não se pode considerar um mau resultado. E agora estou muito curioso para verificar se a nossa inconstância vai terminar de vez ou se este jogo foi um oásis no deserto. Convém não esquecer que depois de darmos 4-0 ao Boavista conseguimos perder com o Beira-Mar... E se há jogo em que não podemos mesmo perder é o próximo com o Beira-Mar.

Óscares 2004

Uma reflexãozinha sobre os Óscares da madrugada de anteontem, já que o cinema tem sido tão esquecido neste blog. O Million Dollar Baby é o melhor filme estreado comercialmente em Portugal nos últimos largos anos. É fabuloso do princípio ao fim, desde o encontro Eastwood-Swank até à última meia-hora de uma tensão quase insuportável. Em termos puramente racionais, foi justo ter ganho os principais óscares (inclusive o de melhor actor secundário pelo sempre excelente Morgan Freeman). Fiquei contente, mas ao mesmo tempo triste pelo Martin Scorsese. Ainda não foi desta que ganhou o seu merecidíssimo óscar. Apesar de O Aviador não ser um Toiro Enraivecido, um A Idade da Inocência ou um Casino, é um óptimo filme. Mas quando o maior de todos os tempos (Sir Alfred Hitchcock) nunca foi contemplado com uma estatueta destas, é de esperar tudo...

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Uma alegria para os lagartos?

Partindo da experiência de jogos importantes nesta época, tudo o que podemos almejar hoje é dar uma alegria aos lagartos, ou seja, empatarmos no Dragon. Todavia, ou muito me engano, ou o Sr. Trapattoni e/ou o Sr. António Costa não vão deixar que isso aconteça. Infelizmente, a minha previsão é que tenhamos a 11ª derrota consecutiva para o campeonato na casa do clube regional. Quase tão certa como a derrota é que, como na quase totalidade dos 10 jogos anteriores, não iremos chegar ao fim com 11 jogadores em campo. De qualquer maneira, o campeonato (ainda) não estará perdido no fim deste jogo. Para além do Simão e Nuno Assis (que vão levar certamente cartões amarelos), vamos ver quem mais não vai jogar contra o Beira-Mar para a Taça.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

"Nos jogos com o Inter e a Lazio, o Benfica não jogou tão bem como hoje!"

Como era de prever, fomos eliminados da Taça Uefa pelo CSKA de Moscovo, uma equipa de europeia de segunda e que, ainda por cima, está na pré-época. Confirmou-se que o 0-2 era um resultado impossível de alterar. A nossa exibição foi mais ou menos agradável e tivemos pelo menos o mérito de rematar bastante à baliza. A má colocação dos pontas-de-lança não permitiu que dois ou três remates que o guarda-redes não blocou entrassem na baliza através de recargas. Como qualquer equipa que se preze, o CSKA não se limitou a defender e partiu quase sempre rápido para o contra-ataque. Sabia que se marcasse um golo a eliminatória estaria decidida. E assim aconteceu através de um livre que nós temos ensaiado vezes sem conta desde há três anos para cá e através do qual só conseguimos ainda um golo (Zahovic em Braga há dois anos): bola para trás a enganar a defesa e remate de um jogador à vontade.

Claro que ao sofrer o golo toda a gente, incluindo os jogadores, se apercebeu que a eliminatória estava perdida. Se o próprio treinador tinha dito que “poderíamos marcar dois golos, três não sei”, como é que os jogadores poderiam ter confiança nas suas capacidades para marcar quatro? Até ao fim continuámos a lutar, correr e a esforçar-nos e conseguimos não perder, o grande objectivo do Sr. Trapattoni na maioria dos jogos. O que mais me preocupa é que o nosso treinador continua a ter decisões absolutamente incompreensíveis. Senão vejamos (e já não falo da injustificada decisão de colocar o Moreira no banco depois de uma exibição que valeu que não tivéssemos perdido por mais de 4-1 em Belém...):
- O Fyssas tinha jogado na 2ª feira, está em má forma e é um jogador menos atacante que o Dos Santos. Quem jogou? O Fyssas...
- O Petit está nitidamente fatigado e a jogar a 50% das suas capacidades. Quando o CSKA empatou (aos 4 minutos da 2ª parte!), a eliminatória estava perdida. Quanto tempo jogou o Petit? 90 minutos...
- O Miguel está a recuperar de uma lesão e também precisa de ser poupado. O que aconteceu? Entrou depois do golo do CSKA...

O Sr. Trapattoni teve o momento hilariante da noite na conferência de imprensa: “Eu estive cá no ano passado, como seleccionador italiano, vi os jogos com o Inter e com a Lazio e posso dizer que o Benfica não jogou tão bem como hoje! Nunca jogámos tão bem como hoje!” Das duas uma, ou o homem não percebe nada de futebol (mesmo que fosse verdade, quem é melhor equipa, o CSKA ou a Lázio e o Inter?) ou está senil (o mais provável). Contra a Lázio, principalmente no jogo fora, fizemos uma extraordinária exibição e só por causa de dois erros defensivos (Argel e Roger) sofremos os golos. Contra o Inter, em ambos os jogos devemos ter feitos as melhores exibições da época. Marcámos três golos em Milão! E só não passámos a eliminatória porque o Toldo resolveu fazer o que não fez contra o clube regional: uma grande exibição (para não falar do penalty sobre o Sokota já depois do 4-3 em Milão...). Sr. Trapattoni: bata na boca antes de falar do Benfica de Camacho!

A questão resume-se apenas a isto: neste momento quem é melhor jogador? Se fossem treinadores quem é que poriam a jogar durante 90 minutos? O Eusébio ou o Karadas? Há um tempo para tudo e o tempo do Sr. Trapattoni está há muito esgotado. Não se ganham títulos em pleno séc. XXI como se ganharam nos anos 70 e 80.


Já só faltam 86 dias para o adeus...

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

O que é uma cotovelada?

Um jogador (de baixa estatura) salta com um adversário. Para poder ter um impulso maior, utiliza os braços como é natural. Quando cabeceia a bola, o adversário (que não salta tão alto) choca com o antebraço do jogador. Para a Comissão Disciplinar da Liga isto é considerado agressão e o Simão arrisca-se a levar dois jogos de castigo. E porquê? Para compensar o facto de um certo clube ter tido jogadores castigados por causa de lances onde dão cotoveladas ou utilizam ostensivamente a mão para trás (a chamada estalada) para impedir o adversário de chegar à bola. São lances completamente diferentes dos do Simão. Aliás, basta ver a reacção dos adversários que sofreram estas entradas. Todos são unânimes em considerar que tinham sido agredidos por jogadores do clube regional (no caso do Seitaridis, foi o treinador do Estoril que disse posteriormente que não era agressão, mas o Fellahi achava que tinha sido agredido). Uma cotovelada não será quando se movimenta o braço para trás do corpo com o propósito de atingir o adversário?

Claro que o Benfica irá recorrer e o Simão irá jogar no Dragon na 2ª feira, mas ficará certamente de fora nos importantes jogos com o Nacional e Beira-Mar para a Taça. Pode agradecer-se à campanha miserável que a SIC Notícias fez, através do seu programa "O Dia Seguinte", para tentar arranjar pseudo-agressões no nosso jogo com o Guimarães. E parece que uma delas conseguiu...

Eu bem que estava a desconfiar que isto andava muito calmo, com os jogadores do clube regional a serem finalmente castigados quando merecem e sem lances duvidosos que os fizessem ganhar jogos. Claro que no Restelo, tudo voltou à normalidade, assim como na nomeação do Sr. António Costa (o tal que invalidou um golo limpo ao Kandaurov nas Antas na época 1997/98 e não viu um penalty do tamanho do mundo sobre o Nuno Gomes no nosso jogo em Leiria no ano passado) para o nosso jogo na casa do clube regional.

Será preciso explicitar o óbvio desejo? FORÇA INTER!

terça-feira, fevereiro 22, 2005

"Frente ao CSKA podemos marcar dois golos. Três não sei..."

Exibição razoável na 1ª parte, três oportunidades, dois golos. Tremedeira na 2ª parte, mas em que curiosamente saímos para o contra-ataque de maneira bastante mais rápida do que na Rússia (também mais lenta seria difícil). Tivemos a sorte dos campeões, mas também fizemos por a merecer. Os golos do Geovanni e Nuno Assis foram bastante bons, mas o golo do Guimarães resulta de um erro do Miguel com culpas do Quim. Aliás, continua por se saber o motivo que levou o Sr. Trapattoni a trocar o Moreira pelo Quim, que não só é incapaz de blocar uma bola nos cruzamentos, como ainda por cima a soca para a frente. Será que houve factores extra-técnicos a ditar esta decisão?

Voltámos ao 1º lugar mas temo que seja por pouco tempo. Com a “ambição” que o nosso treinador mostra será difícil fazermos qualquer coisa de relevante. Ainda ontem, já depois do golo do Guimarães, alguns suplentes foram aquecer por volta dos 10 minutos, mas o Karadas e o Mantorras continuaram no banco! Ou seja, se o Guimarães tem empatado o jogo, nós não poderíamos fazer uma substituição atacante rapidamente. Não há nada a fazer, o nosso treinador só se preocupa em jogar para trás. Ainda sobre as substituições, como é que o Miguel pode ter jogado os 90 minutos?! Quando o João Pereira entrou para o lugar do Geovanni, achei normal porque os treinadores geralmente não gostam de mexer na defesa nos últimos minutos. Mas qual não é o meu espanto quando o João Pereira vai para defesa-direito. O resultado? O Miguel acabou o jogo com cãibras. “Não há duas sem três” e depois do Rio Ave e Beira-Mar, temos outra vez o Miguel a jogar os 90 minutos em nítidas dificuldades físicas. Alguém é capaz de me explicar isto? Quando tempo irá ficar no estaleiro outra vez?

Agora que o Santana Lopes foi corrido, parece que o Sr. Trapattoni quer fazer concorrência aos elementos do Gato Fedorento como o maior humorista a actuar em Portugal. As suas declarações em relação ao jogo com o CSKA são hilariantes. Diz ele: “podemos marcar dois golos. Três não sei... mas dois podemos marcar”. Quer dizer, isto seria para rir se não fosse lamentável. Será que ele se esqueceu que perdemos por 2-0 e, portanto, temos que ganhar por três? Haverá alguma lei que nos proíba de ganhar por três? Será que queremos jogar um prolongamento em vésperas de ir ao Dragon para termos mais tempo de jogo e estarmos melhor preparados? Será que ele não se lembra do Corunha-Milão do ano passado (1-4; 4-0)? É absolutamente incompreensível! Como é que os jogadores irão estar mentalizados para passar a eliminatória com um discurso destes? Claro que se sofrermos um golo estará tudo perdido porque marcar quatro é um objectivo inatingível, não é Sr. Trapattoni?


Já só faltam 89 dias para a despedida...

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Uma pergunta de retórica

O sr. Trapattoni teve a seguinte declaração na conferência de imprensa que antecedeu o jogo com o V. Guimarães: "E porque não ganhar no Porto? O que nos impede disso?"

Hipótese 1: o senhor que diz "O importante é não perder";
Hipótese 2: o senhor que diz "Depois de 2-0 o jogo está perdido";
Hipótese 3: o senhor que vai apitar o jogo

O meu palpite é o senhor da hipótese 1 e 2, mas o senhor da hipótese 3 será igualmente uma garantia tal como foi no jogo da primeira volta. Ou no jogo da passada 6ª feira, onde o Ricardo Costa derruba o Lourenço por trás na grande-área e penalty nem vê-lo. Há que dar confiança ao treinador novo...

Entretanto, vamos tentar marcar golos ao fim de 180 minutos a zero, perante uma equipa que não os sofre há cinco jogos. Como o jogo é na Luz, estou confiante que iremos entrar para tentar mais que o empate.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

O (habitual) embaraço europeu

Vá lá que melhorámos em relação aos jogos europeus anteriores e “só” perdemos por 2-0 em vez de ser por 3-0 como vinha sendo tradição neste ano. Atrevo-me a dizer que ainda bem que fomos eliminados pelo Anderlecht na pré-eliminatória da Liga dos Campeões, caso contrário esta uefo-vergonha (que felizmente vai acabar já) poderia ter consequências bem mais catastróficas. Em vez de 2 e 3-0, perderíamos certamente por mais com as equipas europeias de top.

Há que encarar os factos com frieza: neste ano tivemos quatro jogos importantes fora de casa onde deveríamos ter mostrado estojo de campeão (Anderlecht, Estugarda, lagartos e CSKA). O saldo foi umas fantásticas quatro derrotas com 1-10 em golos! Claro que os números poderiam esconder uma realidade diferente (azar, bolas no poste, árbitro, etc.), mas o factor comum a estes jogos foram as nossas paupérrimas exibições, sem chama, sem ambição e sem vontade de ganhar. Foram jogos onde me senti embaraçado com o que vi. O pior de tudo é que os adversários nem precisaram de fazer grandes exibições, são todos equipas medianas que não tiveram dificuldades em nos ganhar sem apelo nem agravo. E isto é que é gravíssimo. O discurso anterior a todos estes jogos foi sempre o mesmo: “temos que mostrar carácter, não podemos atacar à maluca, o importante é não perder”. Pois, está visto o resultado quando não se entra em campo para ganhar, como é tradição do Glorioso. Errar é humano, persistir no erro é sintoma de burrice ou de senilidade. E é precisamente este o problema do Sr. Trapattoni. Está senil e arterioesclerótico. O que é próprio da idade que tem, como é óbvio. A questão é porque é que nós temos de aturá-lo? Por isso é que acho esta uma excelente ideia.

Quando chegou ao Glorioso, o Camacho disse logo que o seu sistema de jogo preferido era o 4-4-2, mas tudo dependia dos jogadores que tinha. E, por isso, apostou mais no 4-2-3-1, com excepção da parte final da época passada. Não é a equipa que se tem que adaptar ao treinador, é o treinador que tem que adaptar o sistema de jogo aos jogadores que tem. O que se vê por essa Europa fora é as equipas utilizarem geralmente uma de duas tácticas: ou fazem pressão sobre o adversário e empurram-no para o seu meio-campo ou jogam na expectativa e partem rápido para o contra-ataque. Fora de casa neste jogos importantes, nós não fazemos nem uma coisa nem outra. Jogamos para o empate e o contra-ataque morre logo à nascença por causa da velocidade de caracol com que fazemos a transição defesa-ataque. Com o Geovanni e o Simão nas alas porque é que jogamos a esta velocidade? Quem dá estas ordens? Porque é que passamos a vida a fazer passes para o lado e para trás, em vez de ser objectivos na procura da baliza? Há uma clara desadequação do Sr. Trapattoni à equipa e ao que é a tradição do Benfica: onde quer que jogue tem que ser sempre para ganhar.

Com certeza que tivemos oportunidades de golo, quatro mais precisamente todas na primeira parte. Mas convém analisá-las: duas de bola parada (Nuno Gomes e Simão), uma através de um pontapé para a frente do guarda-redes e erro do defesa (Geovanni) e apenas uma de bola corrida e combinação atacante (Geovanni, outra vez). Ou seja, em 90 minutos tivemos uma (!) jogada perigosa de futebol corrido. A segunda parte foi confrangedora e o único lance mais ou menos perigoso foi a cabeçada do Mantorras nos descontos.

Segundo o Sr. Trapattoni, a derrota deveu-se ao “estado da relva” (uma inovação nas desculpas, saliente-se) e como no nosso estádio ela é de melhor qualidade ainda “temos hipóteses de passar a eliminatória”. Claro, claro, isto vindo de um homem que considera que com 2-0 um jogo está perdido. Como é que se pode incutir nos jogadores mentalidade vencedora com um discurso deste? Teria de haver um milagre connosco a jogar em pressing sobre o adversário, procura constante do golo e ambição de vencer o que, com este senhor no banco, é obviamente impossível. Espero é que, como “com 2-0 o jogo está perdido”, joguemos com os suplentes no jogo de cá para pouparmos os titulares para o jogo importante que aí vem. Não, não é o do Dragon que esse, como iremos jogar para “não perder”, já sabemos o que acontecerá. É o jogo com o Beira-Mar para a Taça, o único troféu que, com um pouco de sorte no sorteio (um jogo em casa nas meias-finais seria bem vindo), ainda temos alguma possibilidade de ganhar.

E já só faltam três meses para termos o Sr. Trapattoni fora do Benfica...

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

A dúvida uefeira

Será que finalmente vamos conseguir não perder por 3-0 perante um adversário um pouco mais credenciado na Taça Uefa? Pelo menos, mostrámos a nossa superioridade ao não enviar nenhum técnico para observar os jogos (particulares) do CSKA... É assim mesmo! Os outros que se preocupem connosco, tal como pensava o grande Graham Souness... Chama-se a isto profissionalismo.

Lá vamos jogar para não perder e "tentar meter um golo", segundo o nosso treinador. 1-1 seria um bom resultado, porque claro está nós nunca jogamos para ganhar. Se fosse com o Camacho já estaríamos garantidos nos quartos-de-final (sim, porque o Partizan ou ou Dnipro estariam perfeitamente ao nosso alcance), assim resta-nos aguardar...