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terça-feira, novembro 15, 2022

Sólido

Vencemos no domingo o Gil Vicente por 3-1 na Luz e vamos para a pausa do Mundial com oito pontos de vantagem para o CRAC (4-1 no Bessa), o segundo classificado. Não foi uma partida nada fácil, porque o Gil Vicente mostrou que sabe trocar muito bem a bola e até me espanta que esteja tão abaixo na classificação.
 
Com o regresso do Gonçalo Ramos, alinhámos com a equipa-tipo deste ano, mas os jogadores acusaram um pouco o facto de este ser o terceiro jogo em apenas sete dias. Entrámos praticamente a ganhar, dado que o Rafa foi claramente derrubado na área e o João Mário marcou muito bem o penalty fazendo o 1-0 aos 9’. Pouco depois, o Enzo Fernández, em excelente posição à entrada da área, atirou por cima e foi mesmo o Gil Vicente a chegar ao empate aos 17’ através do Fran Navarro noutro penalty, a castigar braço do Otamendi na nossa área. A partir daqui, o jogo tornou-se mais dividido do que seria desejável e, durante algum tempo, só num remate cruzado do Rafa, defendido pelo Kritciuk, é que conseguimos criar perigo. No entanto, aos 36’ recuperámos uma bola em terreno ofensivo, o Rafa desmarcou o David Neres, que rematou cruzado tendo a bola sido amortecida por um defesa e o Gonçalo Ramos só teve de encostar. Recolocávamo-nos na frente antes do intervalo, o que era fundamental para nos dar mais tranquilidade para a 2ª parte, até porque, lá está, vínhamos de uma semana intensa de jogos.
 
No recomeço, a partida tornou-se mais fácil logo aos 53’ com o 3-1 num cabeceamento do Gonçalo Ramos a corresponder muito bem a um cruzamento do Enzo Fernández na sequência de um canto curto. Controlámos bastante melhor o Gil Vicente, que praticamente não conseguiu chegar à nossa baliza, tendo nós, ao invés, mais duas soberanas ocasiões de conseguir nova goleada, com o entretanto entrado Musa a falhar isolado depois de ser brilhantemente desmarcado pelo João Mário e o David Neres a atirar ao poste num remate rasteiro de pé esquerdo de fora da área. Quanto às alterações, achei que o Roger Schmidt arriscou um pouco ao tirar o Rafa tão cedo (67’), dado que um golo do Gil Vicente voltaria a abrir o jogo e depois não teríamos o 27 em campo para acelerar de novo a partida se fosse necessário, mas felizmente isso não aconteceu. Já em tempo de compensação, o Enzo Fernández lá fez o seu habitual mau passe no meio-campo (nos últimos tempos, tem havido pelo menos um por jogo, coisa que deve corrigir rapidamente) e o Boselli rematou de pé esquerdo perto do poste do Vlachodimos, que ainda se estirou para a bola.
 
Em termos individuais, inevitável destaque para o bis do Gonçalo Ramos, que o coloca na liderança dos melhores marcadores com nove golos. O resto da equipa esteve num plano aceitável, com o David Neres a compensar algumas ausências durante o jogo com aquele remate ao poste (pode sempre surgir qualquer coisa de novo dali), o Enzo Fernández fez nova assistência, mas tem de ter mais atenção àqueles passes que são transviados no meio-campo, e o João Mário respira confiança, o que ficou bem patente na forma como marcou o penalty.
 
Termos agora a paragem do campeonato para o Mundial, mas com as três jornadas da Taça da Liga para que a equipa não enferruje. E, atenção, que já não ganhamos esta competição há seis anos, portanto, espero bem que aproveitemos também este ano para acabar com esta seca.

3 comentários:

L. disse...

O Rafa vendo amarelo não jogaria em Braga...

S.L.B. disse...

Obrigado, L.! Não me tinha apercebido dessa situação. Assim sendo, está justificada a substituição.

joão carlos disse...

Após ficarmos em vantagem da primeira vez até tivemos um período, embora curto, em que conseguimos sufocar o adversário que que acabou por não conseguirmos traduzir numa única oportunidade sequer isto porque em vez de sermos objetivos e pragmáticos procuramos adornar os lances e fazer bonitos que não deram em nada, como a maioria não dá, existiu muita sobranceria que não é nada boa e como resultado dessa sobranceria foi depois eles marcarem.
De facto um passe errado em zona perigosa tem sido recorrente nos últimos jogos mas temos de reparar em que momento do jogo eles acontecem e a maioria tem acontecido ou perto do fim ou já mesmo no tempo adicional e considerando que o jogador que os comete é o jogador que mais tempo de jogo tem, isto para não falar do que ele já tinha acumulado este ano antes de cá chegar, é muito natural que coisas destas aconteçam principalmente no tempo que acontecem e que se vão repetir caso ele num ou noutro jogo não seja poupado ou caso não seja substituído durante os jogos.
Sobre as substituições eu acho é que deveriam ter sido mais é que se já era evidente o desgaste em alguns jogadores durante o primeiro tempo no segundo ainda mais evidente foi e no fim já tínhamos jogadores que atacavam e depois recuperavam a passo e a culpa não é dos jogadores é do treinador que os mantém mesmo assim em campo.