segunda-feira, outubro 10, 2022
Guião perfeito
quinta-feira, outubro 06, 2022
Estofo
Empatámos ontem com os galácticos do PSG (1-1) na Luz e continuamos ex aequo com eles na liderança do nosso grupo da Champions, agora com 7 pontos. Foi um grande jogo de futebol aquele que tivemos o privilégio de assistir ontem, em que o resultado acabou por ser justo.
Uma das coisas que mais admiro no Roger Schmidt é que ele não inventa. Temos jogado com um determinado onze e numa determinada táctica, e, mesmo defrontando equipas mais poderosas do que nós, continuamos fiéis a isso. Ainda se aventou a possibilidade de entrar o Aursnes como terceiro médio, mas não senhor. Foi com a equipa de sempre que entrámos em campo e entrámos muito bem, com 20’ de grande nível, em que não deixámos o PSG jogar como tanto gosta. Tivemos duas enormes oportunidades de golo, mas o problema é que o PSG não tem só génios no ataque, também tem na baliza, porque o Donnarumma é igualmente de outro planeta. As defesas com o pé a um remate do Gonçalo Ramos isolado e, principalmente, o modo como impediu um golo feito do David Neres valeu logo o preço do bilhete. O PSG só precisou de ir à nossa baliza uma vez para meter a bola lá dentro: aos 22’, combinação entre os três craques, com o Messi a fazer um golão num remate em arco, sem hipóteses para o Vlachodimos. Abanámos um pouco com o golo, mas também era impossível manter a intensidade daqueles primeiros minutos. Mesmo assim, obrigámos novamente o Donnarumma a mostrar-se num remate do António Silva, que infelizmente saiu um pouco à figura. No entanto, aos 41’ marcámos mesmo, num centro do Enzo Fernández, tentativa de cabeça do Gonçalo Ramos que não chegou a tocar na bola e autogolo do Danilo.
A 2ª parte foi diferente, com os franceses a deixarem o fato burguês nos balneários, a aumentarem a agressividade e consequentemente a tomarem conta do jogo durante grande parte do tempo. Não mais conseguimos ter as investidas perigosas da 1ª parte e, nesta altura, salientou-se o Vlachodimos, que impediu por mais de uma vez que o PSG se colocasse novamente na frente: boa intervenção a remate do Hakimi, com o Neymar a fazer uma das poucas coisas de jeito no jogo todo, com uma recarga de bicicleta à barra, grande defesa a um livre do mesmo Neymar e enormíssima estirada a impedir um golão do Mbappé de fora da área. Do nosso lado, tivemos uma boa ocasião numa cabeçada do Otamendi num livre, que saiu ao lado, e uma soberana oportunidade numa arrancada do Rafa, já nos últimos dez minutos, que o Donnarumma voltou a defender, com o nosso nº 27 a não conseguir acertar bem na bola na recarga. Tivesse tido um pouco mais de pontaria e, provavelmente, teríamos chocado o mundo do futebol. Mas, de qualquer maneira, batemo-nos de igual para igual contra uma das mais poderosas equipas do mundo, portanto só podemos estar orgulhosos.
Em termos individuais, grande jogo do Florentino no meio-campo e do Vlachodimos na baliza. Também o António Silva e Bah na defesa, o João Mário no meio-campo (esteve a poupar-se em Guimarães, só pode...) e a espaços o Rafa, que teve pilhas até final, exibiram-se num patamar muito elevado. Mas, em geral, toda a equipa esteve bastante bem, com a concentração sempre em alta. Do outro lado, o Donnarumma terá sido o melhor em campo e ver como a bola é uma extensão do corpo do Messi é algo que nos remete para outra dimensão. Esqueçam todos os outros, ao nível dele, só o Maradona.
Continuamos sem perder nesta temporada, mas agora iremos receber o Rio Ave com poucos dias de descanso. Calculo que o Roger Schmidt vá fazer algumas alterações, porque o desgaste nesta partida foi imenso. Para a semana, voltaremos a encontrar o PSG em Paris, mas este ponto conseguido perante eles pode ser decisivo nas contas finais.
segunda-feira, outubro 03, 2022
Escorregadela
quinta-feira, setembro 29, 2022
Me(r)d(r)oso
Nos dois últimos jogos da fase de grupos da Liga das Nações, vencemos no sábado por 4-0 na Rep. Checa e perdemos na 3ª feira em casa 0-1 frente à Espanha, tendo falhado o objectivo de nos apurarmos para a fase final desta competição.
O jogo de sábado foi uma das melhores exibições da selecção nos últimos anos, coroada com golos do Diogo Dalot (dois), do Bruno Fernandes e do Diogo Jota. No entanto, quem olhasse para a cara do Cristiano Ronaldo no final da partida diria que tínhamos perdido, tal carregado estava o semblante. Como não marcou nenhum golo, é-lhe indiferente o resultado da equipa. Paradigmático. A provar a sorte do Fernando Santos, a Suíça deu-nos uma ajuda imensa ao ir ganhar 2-1 a Espanha, o que alterou as posições na tabela classificativa e permitiu que o empate nos bastasse no último jogo.
E, já se sabe, que quando o empate é suficiente, temos sempre Fernando Santos vintage...! Enquanto a Espanha rodou muitos jogadores, ele só trocou de laterais (Cancelo e Nuno Mendes em vez do Dalot e Mário Rui) e de extremo (Diogo Jota no lugar do Rafael Leão). Ainda tivemos algumas (poucas) oportunidades na 1ª parte, mas a 2ª foi um descalabro. A Espanha colocou o trio do Barcelona no meio-campo e nó continuámos a carregar os nossos médios, que já tinham feito os 90' frente aos checos. O resultado? O meio-campo deu o berro e a Espanha começou a empurrar-nos para trás. Com o Palhinha e o Mateus Nunes no banco, é inacreditável que o Fernando Santos não tivesse visto isto. Para além de que, claro, a primadonna Cristiano Ronaldo nunca pode ser substituído e andou a arrastar-se em campo durante grande parte do jogo. É inconcebível como é que um treinador acha que um jogador de 37 anos que não quis fazer a pré-época pode fazer 180' em apenas três dias... Muito perto do fim aconteceu o inevitável e o Morata fez o 1-0 para os espanhóis, atirando-nos para fora da competição.
Terceira vez em que precisamos apenas de um empate em casa (França, Sérvia e Espanha) e terceira vez em que saímos derrotados. Isto não tem nada a ver com gratidão: o Fernando Santos ganhou o que ganhou e terá sempre o seu lugar na história do futebol português, mas é visível para toda a gente que já não dá. Tem um lote magnífico de jogadores, mas esta maneira me(r)d(r)osa de jogar está a dar cabo deles. Além de que deixa que seja um jogador a comandar a selecção. O que é inadmissível seja ele quem for.
terça-feira, setembro 27, 2022
Benfica FM | Temporada 1982/83
segunda-feira, setembro 19, 2022
Mão-cheia
sexta-feira, setembro 16, 2022
Soberbo
segunda-feira, setembro 12, 2022
11ª vitória
quinta-feira, setembro 08, 2022
Trabalhoso
domingo, setembro 04, 2022
Épico
quarta-feira, agosto 31, 2022
Complicado
Em relação à equipa-tipo, o Roger Schmidt só fez uma alteração com a entrada do Bah para o lugar do Gilberto. Entrámos da maneira habitual, muito pressionantes, mas também muito perdulários na frente. No entanto, até acabou por ser o Paços a ter a primeira grande chance com um centro rasteiro para a área que o Grimaldo, arriscando um autogolo, cortou para canto. Do nosso lado, o Gonçalo Ramos falhou à sua conta um par de oportunidades que deveriam ter entrado. Por outro lado, o Sr. Soares Dias voltou a revelar-se um adversário complicado e a equipa desconcentrou-se de um modo claro com algumas decisões suas especialmente na 1ª parte (a certa altura, depois de uma falta evidente não-assinalada sobre o Rafa, andou nitidamente a provocá-lo para ver se este respondia para lhe dar o segundo amarelo...). Por volta da meia-hora, ainda festejámos um golo do Otamendi, mas o lance foi invalidado por fora-de-jogo do Rafa, que fez a assistência. Aos 39’ aconteceu um balde de água fria, com o 0-1: canto, alívio do Morato para fora-da-área, remate de primeira do Antunes e desvio de cabeça do Koffi sem hipóteses para o Vlachodimos. Todavia, a nossa reacção até ao intervalo foi esmagadora. Fizemos o 1-1 aos 42’ através do David Neres, com um grande frango do guarda-redes Zé Oliveira. Pouco depois, o João Mário tem um remate rasteiro de fora-da-área ao poste e, já na compensação, o Zé Oliveira abalroa o Bah a saltar para a bola e inacreditavelmente o Sr. Soares Dias assinalou um penalty a nosso favor na Luz! Deve estar para cair um santo do altar! O João Mário atirou rasteiro, bem melhor do que no Bessa, e o guarda-redes não conseguiu defender, apesar de ter adivinhado o lado. Íamos para o intervalo em vantagem, o que pareceu muito imporovável especialmente depois de termos sofrido o golo tão perto dos 45’.
Esperava-se que alargássemos a vantagem no início da 2ª parte para que pudéssemos fazer a gestão do esforço, dado que estamos com uma sobrecarga de jogos. E voltámos ter um golo (bem) invalidado pelo VAR, porque o Bah estava em fora-de-jogo, depois de uma abertura do Rafa. No entanto, aos 56’ marcámos mesmo o 3-1 através de um desvio do Gonçalo Ramos a corresponder à ponta-de-lança a um centro da esquerda do João Mário, depois de uma abertura do Rafa. Uma vantagem de dois golos era mais confortável, mas só com três é que eu fico descansado. E tivemos mais do que uma oportunidade para a ter, em especial pelo Gonçalo Ramos, que rematou de modo um pouco displicente, quando foi isolado pelo Rafa. Pouco depois, o avançado português foi substituído pelo Musa, que também falhou à sua conta um golo cantado. O Paços de Ferreira não criava perigo, o Enzo Fernández ia marcando um golão de fora-da-área, com a bola a bater na rede superior e o Roger Schmidt começou a gestão física da equipa, ao retirar o (apagado) David Neres e o Rafa, fazendo entrar o Diogo Gonçalves e o Henrique Araújo. Logo a seguir a estas substituições, o jogo voltou a reabrir com o 2-3 aos 80’: buraco no lado esquerdo da nossa defesa, centro para a área e desvio do Koffi, que assim poderá contar aos netinhos que bisou no estádio da Luz. De repente, estávamos na iminência de ter uma parte final sofrida, quando nada o faria prever. E podê-la-íamos não ter tido se o Henrique Araújo não tivesse falhado logo a seguir um golo feito, ao atirar por cima quase na pequena-área, depois de assistência do Musa, que não foi nada egoísta, já que poderia ter rematado. No entanto, este falhanço ia saindo-nos caro, já que o Paços no último lance da partida se acercou com perigo da nossa baliza, com um centro largo para a área que felizmente ninguém conseguiu desviar. Suspirámos todos de alívio quando surgiu o apito final!
Em termos individuais, o João Mário com um golo e uma assistência voltou a ser considerado o homem do jogo, mas eu gostei novamente bastante do Florentino, que qualquer dia está a recuperar uma bola ao guarda-redes contrário! Enquanto teve forças, o Enzo Fernández esteve ao seu nível habitual, mas começa a preocupar-me a quantidade de minutos que tem sem nenhum descanso. Por exemplo, frente o Dínamo Kiev e o Boavista, com o jogo decidido algum tempo antes dos 90’, o Roger Schmidt devê-lo-ia ter substituído mais cedo. O David Neres, apesar do golo, fez o jogo mais fraco até agora e na 1ª parte estragou dois contra-ataques em que estávamos com superioridade numérica. O Gonçalo Ramos marcou um golo, mas ficou a dever-nos outros dois e o Henrique Araújo deve ter falhado o golo mais fácil da sua carreira. O Rafa, com as suas acelerações, é sempre um desequilibrador, mas por vezes não se desembaraça da bola no timing devido. O Vlachodimos sofreu dois golos sem ter feito nenhuma defesa. O Diogo Gonçalves voltou a mostrar a necessidade de ainda irmos a tempo de arranjar outra opção válida para extremo.
Iremos jogar novamente já na 6ª feira frente ao Vizela, na Luz, antes do início da Champions. Têm sido sessões contínuas, mas acho que a equipa se começa ressentir fisicamente, porque os últimos 20’ do jogo de ontem foram bastante abaixo do que costumamos fazer. Veremos como será a resposta nos jogos seguintes e o que este último dia do mercado nos reserva.
segunda-feira, agosto 29, 2022
Assertivo
O jogo no Bessa começou muito repartido, com o Boavista a conseguir equilibrar as coisas durante os primeiros 15’. Com a expulsão do Otamendi frente ao Boavista, o Roger Schmidt deu oportunidade ao António Silva de se estrear oficialmente com o manto sagrado e o jovem central correspondeu bem, ainda por cima porque viu o amarelo logo aos 7’ e conseguiu conter-se até final. A partir do quarto-de-hora, começámos a tomar conta da partida e a acercarmo-nos com algum perigo da baliza contrária, até que aos 30’ inaugurámos o marcador numa cabeçada do Morato num canto marcado pelo David Neres, sem levantar os pés do chão. Até ao intervalo, o Gonçalo Ramos viu um bom remate seu desviado pelo pé do guarda-redes César e mesmo em cima dos 45’ o João Mário teve um dos falhanços da temporada, ao atirar para fora com a baliza escancarada, depois de uma assistência do Rafa. Fiquei mais do que fulo com ele, o que valeu foi que compensou na 2ª parte.
Nos segundos 45’, o Boavista voltou a entrar atrevido, mas fomos nós a criar as melhores oportunidades, nomeadamente um desvio subtil do Rafa a rasar o poste. À passagem da hora de jogo, o Roger Schmidt mexeu a triplicar na equipa, com as entradas do Bah, Diogo Gonçalves e Musa para os lugares do Gilberto, David Neres e Gonçalo Ramos. E a equipa melhorou com as substituições, tendo os níveis físicos subido, dado que estes jogadores estão bem mais frescos do que os titulares. Aos 63’, fizemos o 2-0 num centro do Grimaldo que o Musa amorteceu para o João Mário se começar a redimir do clamoroso falhanço em cima do intervalo, com um remate forte que ainda foi ligeiramente desviado pela perna de um defesa. Com o Boavista a tentar responder, o jogo ficou de feição para os nossos contra-ataques e o Rafa atrapalhou-se com a bola quando estava em boa posição. Aos 79’, o VAR assinalou (e bem) um penalty a nosso favor a castigar falta sobre o Musa, que o sr. João Pinheiro não viu, e o João Mário fez o bis enganando o guarda-redes (que, se tivesse adivinhado o lado, teria defendido nas calmas, mas o que interessa é que foi lá para dentro). Até final, ainda deu para as estreias do Aursnes (bom toque de bola) e do Ristic.
Em termos individuais, o melhor para mim foi o Florentino, que encheu novamente o campo e fez cortes providenciais. O Enzo Fernández nunca joga mal e aproveitemos bem para o ver que para o ano já não estará cá de certeza. O João Mário acabou por se redimir com os dois golos, mas aquele falhanço é inconcebível. O Gonçalo Ramos ainda estava algo inferiorizado com o choque de cabeças com o Rafa no jogo anterior, mas mesmo assim teve um bom remate que merecia melhor sorte. A defesa acabou por não ter grande trabalho, com o Vlachodimos sempre atento e a resolver bem o pouco que foi necessário.
Com a lagartada no 13º lugar com 4 pontos e a derrota do CRAC, iremos amanhã colocar o calendário em dia com a recepção ao Paços de Ferreira. Uma vitória colocar-nos-á em 1º lugar isolados, o que é sempre bom. Mas há que ter a concentração no máximo, especialmente porque estamos com muitos jogos em poucos dias e os deslizes são mais frequentes nestas ocasiões. No entanto, é uma oportunidade de ouro de começar a colocar pressão nos rivais que não podemos desperdiçar!
quarta-feira, agosto 24, 2022
Na Champions
Com o adiamento da 3ª jornada, tivemos uma semana para preparar as duas mãos e isso foi notório no modo como entrámos em campo. Com a equipa-tipo, começámos a todo o gás e submetemos os ucranianos a uma pressão intensa que poderia ter resultado em golo bastante mais cedo. Logo nos primeiros minutos, foi o Rafa a não conseguir desviar a bola do guarda-redes, depois o Grimaldo num livre fez a bola ainda tocar no poste e o David Neres num pontapé de bicicleta proporcionou ao guarda-redes Bushchan uma defesa complicada. Mas finalmente aos 27’ inaugurámos o marcador através do Otamendi, de cabeça, a corresponder bem a um centro do Neres na sequência de um canto. A partir daqui, diminuímos um pouco o ritmo, mas o Dínamo Kiev não conseguia criar perigo. Até que a cinco minutos do intervalo, um erro incrível do Syrota, num atraso mal medido, converteu-se numa assistência para o Rafa fazer o 2-0. Dois minutos depois, aos 42’, fizemos o resultado final num contra-ataque bem delineado, em que o Gonçalo Ramos assistiu o Neres para um golo de belo efeito, num remate em arco sem hipóteses para o guarda-redes.
Confesso que, para a 2ª parte, desejei que o Roger Schmidt fizesse logo as cinco substituições para que o resultado não se avolumasse mais, porque tudo o que os ucranianos não precisavam era de levarem um cabaz cheio. Não precisavam, nem mereciam. O segundo tempo começou praticamente com um choque de cabeças muito feito entre o Rafa e o Gonçalo Ramos, que levou a que o nosso avançado tivesse de ser substituído – e levado 15(!) pontos – pelo Musa, que assim fez a estreia com a gloriosa camisola. Tentámos sempre fazer um futebol positivo, mas sem a intensidade da 1ª parte. Uma boa jogada do Neres culminou num remate relativamente frouxo e outro do entretanto entrado Diogo Gonçalves também foi parar às mãos do guarda-redes. Já perto do fim, foi o Enzo Fernández quase na pequena-área a acertar igualmente no Bushchan. A única ocasião em que o Dínamo Kiev esteve perto de marcar teria sido um golo do outro mundo, num remate ainda antes do meio-campo, que bateu na rede superior da baliza do Vlachodimos. Não me custa nada a admitir que, se tivesse entrado, eu teria aplaudido o golo de pé.
Em termos individuais, o David Neres terá sido dos melhores em campo. Quiçá motivado pela presença do seleccionador brasileiro, deu cabo da cabeça aos adversários, principalmente na 1ª parte. Outro que também se motivou nesta vinda foi o Gilberto, que voltou a fazer uma óptima partida. O Gonçalo Ramos não marcou, mas trabalhou imenso enquanto esteve em campo, o Rafa só sabe fazer as coisas a alta velocidade e o João Mário subiu o nível em relação a jogos anteriores. O Florentino e o Enzo Fernández foram as muralhas habituais no meio-campo e a defesa teve muito pouco trabalho. Os substitutos entraram com a eliminatória já resolvida e não se destacaram por aí além.
Temos de ser honestos: ao contrário de muitas vezes, tivemos sorte em ambos os sorteios neste acesso à Champions. Acabou por nos calhar, em ambos os casos, as equipas menos difíceis das que eram possíveis. No entanto, fizemos o nosso trabalho com louvor e distinção, e agora aguardemos pelo sorteio para ver até onde poderemos ir. Sabendo que este ano, por causa do Mundial, as jornadas da Champions serão muito menos espaçadas. Haja saúde e plantel para aguentarmos isso.
quinta-feira, agosto 18, 2022
Bem encaminhado
Entrámos em campo com o onze base deste início de temporada e marcámos logo aos 9’ num óptimo remate do Gilberto, sem hipóteses para o guarda-redes, depois de uma jogada de envolvimento, em que a bola passou por vários jogadores nossos. Do outro lado, era o Tsygankov a visar mais a nossa baliza, mas felizmente os remates saíram ao lado. A meio da 1ª parte, o João Mário num remate em arco, com o guarda-redes batido, viu a bola rasar o poste, mas aos 37’ aumentámos a vantagem para 2-0 numa perda de bola adversária, com recuperação do David Neres e concretização do Gonçalo Ramos. Até ao intervalo, poderíamos ter fechado a eliminatória de vez, com remates do David Neres e Rafa a passarem muito perto do alvo. O Dínamo Kiev foi-se abaixo com a perda de bola de que resultou o segundo golo e nós deveríamos ter sabido aproveitar esse facto.
A 2ª parte foi mais dividida, porque não apresentámos uma pressão tão grande quanto na primeira, mas a nossa vitória nunca esteve em causa. Mesmo assim um remate de fora da área do David Neres obrigou o Bushchan a uma defesa a dois tempos. Com as substituições que serviram para fazer algumas poupanças, o nosso ritmo baixou consideravelmente e foram do Dínamo Kiev as melhores oportunidades até final, especialmente pelo Karavaev, porém o Vlachodimos voltou a demonstrar o quão pouco lógico é eventualmente estarmos a pensar num novo guarda-redes, com um trio de defesas que impediram que fôssemos para Lisboa com a vantagem mínima. No ataque, os substitutos não tomaram tão boas decisões quanto os titulares e, tirando uma cabeçada do Henrique Araújo num canto, não conseguimos criar muito perigo.
Em termos individuais, o Florentino foi um gigante no meio-campo, o Gilberto marcou um golo e penso que defende melhor do que o Bah (que entrou a meio da 2ª parte), o David Neres desequilibrou muito enquanto as pilhas duraram e o Gonçalo Ramos continua a molhar o bico. O Vlachodimos foi fundamental para manter a nossa baliza a zeros, o Enzo Fernández não sabe jogar mal e o João Mário melhorou imenso em relação ao Casa Pia. Menos bem, esteve o Morato com umas duas ou três perdas de bola em saídas a jogar, que poderiam ter sido comprometedoras, e o Yaremchuk que, entrando na 2ª parte, continua muito fora dela.
Numa boa decisão, até porque temos somente seis dias entre os dois jogos, adiámos a jornada do campeonato no fim-de-semana, para prepararmos melhor a 2ª mão. Temos tudo a nosso favor e teria de haver um resultado escandaloso na nossa própria casa para não nos qualificarmos. No entanto, nunca fiando e, como diz o Roger Schmidt, há que manter a concentração e não dar nada como garantido. Faltam somente 90’ para voltarmos à Liga dos Campeões.
quarta-feira, agosto 17, 2022
Difícil
Vicissitudes várias impediram de escrever sobre este encontro mais cedo, mas também não há muito para dizer sobre ele. Com o David Neres ainda fora da equipa, o golaço europeu valeu a titularidade do Diogo Gonçalves em vez do Chiquinho, mas a 1ª parte foi muito complicada, porque não conseguimos criar os desequilíbrios necessários para desorganizar a defesa do Casa Pia. Por isso mesmo, as oportunidades de golo rareavam e só um lance do Rafa com assistência para o Gonçalo Ramos é que esteve em vias de dar golo, mas um defesa contrário salvou perto da linha (embora me tenha parecido que a bola não entrasse). O Casa Pia só criava algum frisson com as arrancadas do Saviour Godwin, mas não chegaram para criar verdadeiro perigo para o Vlachodimos.
Para a 2ª parte, o Roger Schmidt trocou o apagado Gilberto pelo Bah e as coisas melhoraram um pouco. Aplicámos mais velocidade nas trocas de bola e começámos a criar mais perigo do que no primeiro tempo. No entanto, o Casa Pia aproveitou o nosso balanceamento atacante para também se acercar da nossa baliza. Felizmente, acabámos por marcar relativamente cedo (58’), numa jogada em que o João Mário abriu para o Rafa, que furou pela defesa contrária, centrou para a área e o Gonçalo Ramos antecipou-se a um defesa e depois desviou com mestria a bola do guarda-redes. Antes do golo, o Schmidt tinha duas substituições preparadas e manteve-as mesmo assim, tendo entrado o Yaremchuk e o Weigl para os lugares do Diogo Gonçalves e do amarelado Florentino (sim, porque isto com o sr. Tiago Martins nunca fiando...). A partir do golo, controlámos melhor o jogo, com o Casa Pia praticamente a nem se acercar do Vlachodimos e foram do Rafa as duas melhores chances até final, com dois remates perigosos de fora da área, mas a passarem ambos ao lado do poste. Mesmo em cima dos 90’, o sr. Tiago Martins não desiludiu e ainda conseguiu expulsar o Otamendi com um duplo amarelo, revelando uma dualidade de critérios gritante.
Em termos individuais, destaque para o Gonçalo Ramos pelo golo à ponta-de-lança e para o Rafa, porque foram dele as nossas jogadas de maior perigo. Quanto aos menos, o João Mário fez uma 1ª parte de fugir, mas depois acabou por estar no lance do golo, o Gilberto acusou algum cansaço e o Diogo Gonçalves também nunca será um David Neres.
Iremos agora saltar uma jornada do campeonato por causa do play-off da Champions, com a 1ª mão frente ao Dinamo Kiev já hoje à tarde. Muito do que será a nossa temporada passará por estes dois jogos. Estamos todos solidários com a Ucrânia, mas, como é óbvio, teremos de fazer aqui uma excepção.









