O União da Madeira é penúltimo classificado e nos últimos dois jogos tinha um score de 0-10! Quiçá por causa disto, os jogadores do Benfica entraram na Choupana a pensar que tudo seria muito fácil. De tal modo que, seguindo o espírito natalício, oferecemos os primeiros 45’ ao União. Na 2ª parte, tivemos algumas oportunidades, se bem que acertámos muito pouco na baliza e as bolas que lá foram tiveram o guarda-redes como obstáculo. O União fez o que lhe competia e jogou sempre com dois autocarros, mas isso já era mais do que esperado e não serve como desculpa para tão miserável exibição.
Com um jogo destes, acho ofensivo estar a fazer destaques individuais. Também poderia estar aqui a discorrer sobre o facto de (incompreensivelmente) o Rui Vitória achar que o Fejsa é melhor do que o Samaris perante equipas muito defensivas. Ou de o ter conservado em campo durante 80’(!). Ou de ter optado pelo Talisca quando o Djuricic tinha entrado bem em Setúbal. Mas não vale a pena bater no ceguinho. O Rui Vitória é o menos culpado de toda esta situação. Aliás, ele foi o responsável pelo cumprimento do principal objectivo para esta época: o Nelson Semedo, o Gonçalo Guedes e o Renato Sanches são já certezas. Ninguém duvida que são bons jogadores e, portanto, podemos já começar a pensar a próxima época. Ah, não, espera: com campeonato e Taça no galheiro, ainda temos a Champions para ganhar, não é? Peço desculpa pelo esquecimento…
Não, ilibo quase completamente o Rui Vitória do descalabro que vai ser esta época. Não se pode pedir a um Fiat 600 que compita com um Porsche. O problema está a montante disso: é precisamente alguém ter prescindido do Porsche para buscar um Fiat 600. Mas não, nunca me ouvirão dizer “eu avisei”. Se alguém decidir atravessar a A1 a pé, é uma decisão tão estúpida e as probabilidades de correr mal são tão grandes, que é escusado dizer “eu avisei” se de facto acontecer alguma coisa. Porque era demasiado óbvio. Só não via quem não queria. À semelhança deste caso.










